Revista de História Regional. Curitiba, v. 17 n.12 2012 / v. 24 n. 2 2019.

Revista de História Regional. Curitiba, v. 24 n. 2 (2019)

Revista de História Regional

Publicado: 2019-11-25

Revista de História Regional. Curitiba, v. 24 n. 1 (2019)

Publicado: 2019-07-05

Revista de História Regional. Curitiba, v. 23 n. 1 (2018)

Publicado: 2018-07-30

Revista de História Regional. Curitiba, v. 22 n. 2 (2017)

Publicado: 2017-11-30

Revista de História Regional. Curitiba, v. 22 n. 1 (2017)

Publicado: 2017-07-27

Revista de História Regional. Curitiba, v. 21 n. 2 (2016)

Publicado: 2016-12-19

Revista de História Regional. Curitiba, v. 21 n. 1 (2016)

Publicado: 2016-08-02

Revista de História Regional. Curitiba, v. 20 n. 2 (2015)

Publicado: 2015-12-16

Revista de História Regional. Curitiba, v. 20 n. 1 (2015)

Publicado: 2015-08-26

Revista de História Regional. Curitiba, v. 19 n. 2 (2014)

Publicado: 2014-12-10

Revista de História Regional. Curitiba, v. 19 n. 1 (2014)

Publicado: 2014-08-07

Revista de História Regional. Curitiba, v. 18 n. 2 (2013)

Publicado: 2013-12-13

Revista de História Regional. Curitiba, v. 18 n. 1 (2013)

Publicado: 2013-07-16

Revista de História Regional. Curitiba, v. 17 n. 2 (2012)

Publicado: 2013-02-18

Revista de História Regional. Curitiba, v. 17 n. 1 (2012)

Publicado: 2012-10-18

A ferro e fogo: a história e a devastação da Mata Atlântica brasileira | Warren Dean

Há exatamente 137 anos iniciava-se o primeiro programa de reflorestamento da Mata Atlântica com a recomposição das florestas da Tijuca e Paineiras, no Rio de Janeiro, que à época já apresentavam suas constituições florísticas originais consideravelmente degradadas em decorrência de intensa atividade antrópica. Assim como esses, outros segmentos da vasta formação florestal que originalmente recobria a costa leste do Brasil entre 8° e 28° de latitude sul e se estendia para o interior cerca de 100km em sua porção norte e mais de 500km na sul, mostravam-se também sensivelmente depauperados, especialmente em áreas do Nordeste e Minas Gerais. A continuada devastação do bioma Mata Atlântica acabou por reduzir sua constituição original a menos de 10% da área coberta originalmente, o que, independentemente de perdas relativas à sua fitofisionomia e diversidade zoológica, provocou também severas alterações climáticas e pedológicas, notadamente na região nordestina.

O historiador e brasilianista norte-americano Warren Dean, ao discorrer nos 15 capítulos que compõem sua obra sobre a história das relações entre o homem e um dos mais importantes ecossistemas mundiais — a Mata Atlântica —, avalia, através de um estudo pioneiro, as várias fases da interferência humana sobre esse ecossistema único, apontando as trágicas, e muitas vezes irreversíveis, conseqüências do processo. Tal panorama, mostra o autor, só começa a se modificar recentemente com o movimento universal de conscientização ecológica, que tem induzido a criação de legislação de proteção e programas de reflorestamento, educação ambiental e manejo da floresta. Leia Mais

O Brasil e a questão judaica: imigração, diplomacia e preconceito | Jeffrey Lesser

As sociedades conformam determinadas noções através das quais se identificam, reconhecem-se e são reconhecidas, conferem sentido e legitimidade a si mesmas, às suas estruturas, às suas instituições, às práticas e às relações dos indivíduos que as compõem. O processo de imposição e de generalização, de produção da adesão a essas noções, é concomitante ao de sua naturalização, isto é, de negação do seu caráter histórico e social. É como crenças, portanto, que elas se afirmam e operam, orientando as percepções e as ações dos indivíduos.

O que têm feito as ciências sociais, em boa medida, é relativizar algumas dessas noções, desencantá-las restituindo seus vínculos históricos, remetendo-as aos espaços e às relações sociais a partir dos quais são produzidas e que, ao mesmo tempo, contribuem para produzir. É preciso reconhecer, entretanto, que nem sempre este exercício de relativização se mostra possível, incorporando também o cientista social noções impostas que, desse modo, terminam por se constituir em obstáculos a uma efetiva compreensão dos processos sobre os quais se volta. Leia Mais

A paixão transformada: história da medicina na literatura | Moacyr Scliar

Se a doença é o lado reversível do amor, segundo Thomas Mann, então, como paixão transformada, ela manifesta elevados níveis de sensibilidade e transcendência que freqüentemente conduzem o ser humano a realizar obras inesperadas. Seja ela transformada num estado espiritual transcendente, numa descoberta profissional ou numa obra literária, a doença tem sido uma musa inspiradora para a arte e a ciência. E é o ofício do literato que tem beneficiado significativamente a simbiose doença/amor, numa perspectiva romântica, porém, ainda em voga nestes tempos pós-modernos se levarmos em conta a manifestação cada vez mais crescente de escritas e escritores inspirados pela “paixão transformada”.

Nesta linha, temos uma obra histórico-literária do médico-escritor Moacyr Scliar» sobre os momentos-chave da medicina mundial. Lendo o livro dos dois pontos de vista — literário e científico —, o leitor apercebe-se das qualidades e vantagens do duplo ofício de que o próprio autor vem se constituindo há tempos num exemplo vivo. A partir de citações extraídas de textos literários, memórias, diários, ensaios e aforismos escritos por médicos, escritores e médicos-escritores como Miguel Torga, William Carlos Williams e Oliver Sacks, Moacyr Scliar apresenta, através de comentários e interpretações que geralmente não excedem duas a três páginas, um vasto panorama da medicina e da sua história, sobretudo esta sendo uma história de vozes — as vozes misteriosas do corpo, da alma, da doença, do médico e do escritor. Como numa consulta médica, estas vozes nos falam de tal forma que cada leitor pode se identificar com o drama pessoal de cada enfermidade. Aliás, o livro consola o leitor contemporâneo pelo seu retrato íntimo da medicina visto através das suas múltiplas descobertas, errâncias e incertezas, desde a Antigüidade até nossos dias. É a abordagem honesta do perfil da medicina com seus altos e baixos que torna a leitura deste livro tão reveladora, pois demonstra como esta ciência é decididamente humana e que os caminhos para descobrir uma cura passam por um processo longo e árduo. Leia Mais

Tributo a Vênus: a luta contra a sífilis no Brasil, da passagem do século aos anos 40 | Sérgio Carrara

O trabalho de Carrara aborda as estratégias de combate à sífilis no Brasil ao longo de um período de quase cinqüenta anos, do final do século XIX à década de 1940. Operando metodologicamente a partir da perspectiva da história social, o autor analisou uma série extensa de documentos, produzindo um retrato a um tempo abrangente e profundo do seu objeto de estudo.

Este objeto, aparentemente singelo, desdobrou-se numa série de inter-relações, configurando um campo amplo e complexo. Um primeiro ponto a ser observado diz respeito à própria sífilis; ainda que conhecida por centenas de anos já àquela época, a sífilis parece recrudescer, senão em termos epidemiológicos, pelo menos em termos de sua percepção por parte da coletividade. Vários fatores cooperam na retomada de importância deste mal venéreo; a configuração moderna da doença, atribuída a um agente transmissível na esteira dos triunfos alcançados pela bacteriologia em fins do século passado (ainda que o treponema só venha a ser identificado em 1905) e prontamente transformado em objeto de um teste laboratorial, a reação de Wassermann, constituiu uma ameaça capaz de alcançar vários órgãos e sistemas do corpo e mesmo a descendência dos indivíduos acometidos pelas suas formas “hereditárias” (hoje diríamos congênitas), espectro pairando por sobre toda a população. Leia Mais

Ruína e reconstrução: AIDS e drogas injetáveis na cena contemporânea

Poderia ser apenas uma coleção de artigos, mas é verdadeiramente um livro; poderia ser apenas mais um livro, mas também é muito mais que isso: Ruína e reconstrução: Aids e drogas injetáveis na cena contemporânea, de Francisco Inácio Bastos, é uma obra inteira, viva, e um trabalho fundamental da (e para a) saúde coletiva.

O texto de Bastos tem a qualidade, tão rara quanto cada vez mais imprescindível, de tratar da especificidade de uma das áreas prioritárias da ação médico-sanitária na atualidade — a epidemia da Aids neste âmbito, a exposição pelo uso de drogas injetáveis — sem perder de vista o horizonte mais abrangente em que a mesma está inserida como problema prático e desafio teórico. De fato, a amplitude temática, pluralidade metodológica e rigor analítico com que o autor trata seu objeto dificilmente caminham juntos na literatura mais freqüente sobre o assunto. Ao mesmo tempo, encontra-se nesse livro um exemplo concreto de como o diálogo entre conhecimento positivo e reflexão crítica, entre método qualitativo e quantitativo, entre campos disciplinares diversos, assim como entre os diferentes sujeitos desses campos, destinatários tanto quanto agentes das ações de saúde, pode se constituir num caminho fecundo para a conciliação de ciência e humanismo, competência técnica e respeito ao outro, resultados práticos e democracia. Leia Mais

A Eva Barbada. Ensaios de Mitologia Medieval – FRANCO JUNIOR (VH)

FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Eva Barbada. Ensaios de Mitologia Medieval. São Paulo: EDUSP, 1996. Resenha de: RIBEIRO, Daniel Valle. Varia História, Belo Horizonte, v.12, n.16, p. 174-177, set., 1996.

A Editora da USP acaba de lançar estudo acerca da mitologia medieval. Trata-se da coletânea de trabalhos antigos e novos ensaios com que Hilário Franco Júnior se apresentou ao concurso para a livre-docência na Universidade de São Paulo. Autor de inúmeros estudos na área de História Medieval, Franco Júnior busca neste livro captar o inconsciente da psicologia coletiva através da análise do imaginário da sociedade. Para tanto, selecionou com sensibilidade o essencial e colheu com argúcia o importante no social.

O emprego da palavra mitologia no contexto da cultura medieval pode parecer inadequado, já que a tradição cristã da época sempre opôs aos mitos a verdade da Revelação, como nota com pertinência Jean-Claude Schmit no prefácio. Assim, mito e cristianismo aparentam incompatibilidade insanável. Franco Júnior, entretanto, sobrepõe-se às dificuldades e desempenha com brilho a tarefa a que se propôs. História Medieval no Brasil é uma fatalidade a que estão condenados heróis ensandecidos. Ora, em país pouco voltado para o estudo do medievo, de historiografia quantitativamente pobre na área, é meritório um trabalho de alto nível como o de Franco Júnior, que alarga o horizonte de pesquisa quase sempre voltado para temas nacionais.

O livro reúne doze ensaios bem articulados, distribuídos em capítulos com subdivisões, tendo o mito como tema central. Há, pois, sólida unidade temática. Alguns deles resultam de longa pesquisa em arquivos da França, e de trabalho ao lado de Jacques Le Goft e Jean-Claude Schmitt, da Écola des Hautes Études en Sciences Socialies. Franco Júnior lança-se a território novo. Tendo inventariado, em 1991, a produção historiográfica dos medievalistas franceses nos últimos vinte anos, Jacques Berlioz, Le Goft e Anita Guerreau-Jalabert concluíram que o campo ainda está por explorar. Com efeito, estudar o universo mitológico da Idade Média pode parecer desconcertante, pois a mitologia era vista (e ainda parece estranha aos medievalistas) como uma expressão cultural da Antigüidade e das culturas primitivas. As referências bibliográficas e o competente uso das fontes comprovam a autoridade do professor da USP. Franco Júnior deu ao cristianismo tratamento histórico, ou seja, procedeu à análise crítica e interpretação que se aplicam às outras religiões. Para ele, estudar o universo mitológico da Idade Média “é um caminho fundamental para se entender em profundidade a sociedade medieval e, portanto, as origens da civilização ocidental” (p. 20).

Hilário Franco Júnior vê o cristianismo como mitologia. Identifica o mito ao folclore, ou seja, o conjunto de tradições orais e ritos que se formaram e se desenvolveram à margem da cultura religiosa oficial e de resistência aos valores eclesiásticos. O historiador analisa o contexto social em que se manifestam, e retoma as observações de Jacques Le Goft, pondo em relevo o papel da pequena e média aristocracia no reflorestamento do folclore através de seus representantes – os cavaleiros ou milites. Hilário Franco Júnior mostra como esses mitos folclóricos enriqueceram acultura medieval cristã, através da “cultura intermediária”. Mas está atento também às versões e alterações dos mitos cristãos, como se nota na sua aguda interpretação da “Eva Barbada”, afresco da abóboda da abadia de Saint-Savin-sur-Gartempe.

O historiador consagra a primeira parte do volume a duas discussões teóricas: o conceito de cultura intermediária e o problema historiográfico relativo ao cristianismo e mitologia. Hilário Franco Júnior pondera a seguir a importância das atitudes mentais em relação à política. O conflito entre os poderes temporal e espiritual insere-se no ensaio Construção de uma Utopia, quando examina a figura lendária de Preste João. Sustenta que “no século XII a formulação eclesiástica ofical era a célebre teoria dos dois gládios de São Bernardo” (p. 89-90). Na verdade, o abade de Claraval retoma no De conversatione a alegoria das duas espadas, com base em textos evangélicos (Luc 22, 26 e Mat 16, 52). Registre-se ainda que, não obstante sustente o poder eminente do pontífice romano – a plenitudo potestatis -, mais que Honório Augustodunensis e Hugo de Saint-Victor, São Bernardo reconhece certa autonomia do pode temporal. Hilário Franco Júnior notou com argúcia que a adoção do epíteto sacrum, dado por Frederico Barba Ruiva (1157) ao Romanum Imperium, tinha a clara intenção de atribuir ao imperador o direito de intervir nas questões eclesiásticas. De fato, o Império se tornou Sacrum Imperium para competir, em condições de igualdade, com a Sancta Ecclesia e fazer frente a ela. Frederico I ancorava-se na legislação romana e na tradição carolíngia, segundo as quais os direitos imperiais se baseavam não na outorga do papa, mas na conquista. Tanto que perguntado de quem recebera o poder, Barba Ruiva respondeu: “De Deus, apenas”.

Quando Hilário Franco Júnior assevera que “o modelo oriental [Império de Preste João] servia perfeitamente aos propósitos da Igreja, apenas naturalmente depurado de nestorianismo e com o papa no papel de rei-sacerdote” (p. 99), o que diz tem fundamento. Ora, Inocêncio III (1198-1216) evocou Melquisedeque, rex etsacerdos, e deixou claro que, se o sacerdócio e o reino estavam unidos na pessoa do patriarca, em troca estavam separados na sua jurisdição e sua atividade. Pretendia com isso demonstrar que o chefe da Igreja era, de uma parte, o supremo pontífice, e, de outra, o rei supremo. A argumentação de Inocêncio, no entanto, repousava em nova concepção do papado, que fazia do papa não apenas o detentor de poderes essencialmente religiosos, mas o vigário de Cristo exercendo os poderes de Cristo, soberano tanto dos corpos como das almas, sacerdote supremo e rei (PL 226,721). O ensaio Valtário e Rolando: Do Herói Pagão ao Herói Cristão retrata a realidade cotidiana da “doce França”. Para Rolando, os francos são o novo povo eleito. Note-se como um autor do século XII retoma a idéia de grandeza e do caráter providencial da missão dos francos, expressa inicialmente quando do advento da dinastia carolíngia na correspondência emanada da Chancelaria da Sé Romana para a corte franca.

A parte final do livro é uma análise segura e densa do papel da alquimia na realização da utopia de Dante Alighieri. O texto revela, mais uma vez, a cultura e o domínio do tema por Hilário Franco lúnior. Despertará provavelmente grande interesse, tendo em vista a pouca informação que ordinariamente se tem da história da ciência medieval. É indicada, aí, a estreita relação entre alquimia e astrologia. Poder-se-ia dizer que a alquimia e a astrologia são relacionadas porque, enquanto a primeira procura estabelecer uma relação horizontal do homem com o mundo que o rodeia, a segunda busca ligar verticalmente o mesmo homem com o mundo intangível acima de sua cabeça. Ambas têm como objetivo o conhecimento dos princípios e das operações que governam aqueles dois tipos de relação. Na perspectiva acentuadamente escatológica de Dante, havia necessidade da recuperação da androginia primordial, única condição para se retornar à justiça dos primeiros tempos. Para se chegar a isso, a alquimia procurava obter a fusão das partes masculina e feminina da matéria – a androginia dos minerais. Através do elixir ou da pedra filosofal seria possível o retorno às origens. Tenha-se em mente que a busca do elixir na alquimia chinesa, de origem teoísta, adquiriu característica diferente do que sucedia entre os alexandrinos, árabes e europeus. Sendo a China um país pobre em ouro, ao contrário do Egito, por exemplo, a busca do elixir consistiu em transformar o ouro (metal incorruptível) em uma forma assimilável pelo corpo humano, de modo a dotá-Io da mesma incorruptibilidade do metal precioso.

Os historiadores da cultura parecem atualmente fascinados pelo uso da linguagem como metáfora. Também Hilário Franco Júnior mostra-se atraído pela decodificação de ações simbólicas. Mas é cuidadoso e não comete os excessos de muitos. Procura com seu belo livro abrir novas perspectivas e possivelmente permitir, como se escreveu, que o historiador moderno possa sentir o cristianismo medieval através do seu próprio caráter mítico. A Eva Barbada – Ensaios de Mitologia Medieval, obra de um historiador fecundo e criativo, é comparável ao que de melhor produz a historiografia européia sobre o tema.

Daniel Valle Ribeiro

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A Heresia dos Índios. Catolicismo e rebeldia no Brasil colonial – VAINFAS (VH)

VAINFAS, Ronaldo. A Heresia dos Índios. Catolicismo e rebeldia no Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Resenha de: MATA, Sérgio da. Varia História, Belo Horizonte, v.12, n.16, p. 171-174, set., 1996.

O novo livro de Ronaldo Vainfas é uma grata surpresa. Finalmente a historiografia se volta para um objeto que a maior parte dos pesquisadores tem simplesmente ignorado: a história das práticas religiosas indígenas no Brasil. Infelizmente, perdura ainda em nosso meio acadêmico a opinião, inconfessa, de que o estudo das sociedades ditas primitivas “não é assunto de historiador”. Vainfas tem ainda o mérito de agregar à análise historiográfica as contribuições importantíssimas de autores como Florestan Fernandes, Maria lsaura Pereira de Oueiróz, Pierre Clastres, Hélêne Clastres e Mircea Eliade. Sua narrativa leve, bem articulada, e, antes de tudo. seu objeto e sua opção metodológica interdisciplinar, tornam esta obra tremendamente oportuna. Uma história religiosa científica e de caráter não-confessional ainda está por ser feita no Brasil. A Heresia dos Índios constitui-se, desde Já, num dos marcos deste esforço.

O tema do livro é o estudo da Santidade de Jaguaripe, formada e destruída na década de 80 do século XVI no Recôncavo baiano. As santidades eram “movimentos” religiosos orginalmente indígenas. Lideradas por xamãs denominados caraíbas, as santidades representavam a promessa e a possível materialização daquilo que o imaginário tupi pretendia ser a “Terra sem Mal”: a terra mítica onde os índios não precisariam trabalhar para comer, onde não haveria nem sofrimento e nem a própria morte.

Mas, vistos como heréticos pela Igreja e como fomentadores da desordem pelos fazendeiros, 1mpnmiu-se uma perseguição sem tréguas aos seus adeptos e líderes espirituais. O que há de surpreendente na Santidade de Jaguaripe é que ela teve Justamente num dos mais ricos senhores de engenho da Bahia, Fernão Cabral, o seu maior patrocinador Por que um membro da voraz elite latifundiária sessentista se arriscaria a tanto? Para desvendar este enigma, Vainfas empreende uma pesquisa de fôlego, a partir da qual entrevê-se não o mero estudo de caso, mas também um esforço de visualizar a interpenetração das culturas, bem como das relações de força às quais estão inevitavelmente conectadas.

Há duas questões de fundo perpassando A Heresia dos Índios: (a) o enorme preço pago pelos indígenas ao iniciar-se o processo colonizador -escravidão, epidemias, aculturação imposta, genocídio-teria ou não desempenhado papel decisivo na eclosão do “milenarismo tupi”; e (b) as Santidades seriam – e até que ponto – ou não fruto de um sincretismo cristão/xamanista? Minhas discordâncias em relação a Vainfas giram em torno das respostas que ele apresenta a estas perguntas.

Com relação à primeira questão, o autor advoga que o impacto da colonização sobre as populações indígenas foi o fator decisivo no surgimento das santidades (p. 45-46, 65). A maioria dos deslocamentos de índios, tendo à frente os caraíbas, dava-se em direção ao interior, justifica ele. O que pareceria comprovar que se havia uma “Terra sem Mal”, esta estaria por certo longe da costa, onde estabelecera-se o europeu. O problema desta tese, ao meu ver, reside no próprio caso da Santidade de Jaguaripe. Se fosse tão decisivo o peso da exploração colonial, como entender que Fernão Cabral tenha convencido boa parte da santidade original a migrar rumo à sua fazenda- ou seja, rumo ao litoral? Vainfas subestima a força social do mito, pois, ao que tudo indica, a direção das migrações não interfere diretamente na estrutura deste mito. O que era essencial: chegar à “Terra sem Mal”, mesmo porque (e precisamente porque) isso significaria ignorar riscos enormes.

As santidades, sublinha Vainfas, teriam um nítido caráter “anti-colonialista”. Contudo, em 1586, quando da destruição de Jaguaripe, o autor revela-nos que os índios assistem a tudo “sem esboçar reação alguma” (p. 1 00). Teria sido tão grande o peso da “exortação à guerra” feita pelos caraíbas?

A análise seguinte, do sincretismo entre elementos da religiosidade cristã e tupi, também revela problemas. Vainfas dá provas de “hibridismo”: similitudes entre a “Terra sem Mal” e o paraíso cristão, a santidade por alguns chamada “Nova Jerusalém”, o caraíba Antônio a quem se referiam outros tantos por “papa” ou “Noé”, o “rebatismo” dos novos adeptos, cruzes e rosários, etc. A partir destas homologias, entretanto, Vainfas sente-se autorizado a concluir que a maior parte das crenças de Jaguaripe “foi gerada( … ) nos aldeamentos da Companhia de Jesus” (p. 117), e mesmo que o “ídolo” venerado pelo índios era, “por origem, uma invenção cristã” (p. 132, grifo meu).

Desta vez o historiador fluminense superestima o peso da tradição cristã nas crenças que moviam as santidades. Seria mais sensato ver no esforço dos jesuítas uma prática aculturadora relativamente limitada: no Brasil colônia, como aliás na China deste mesmo período, os jesuítas só puderam introduzir com algum sucesso suas representações religiosas na medida em que elas tivessem algum homólogo, por distante que fosse, nas culturas autócones. Assim, o Tupanaçu dos jesuítas devia tanto ao Tupã indígena quanto a doutrina do Senhor do Céu de Matteo Ricci devia à noção de “Soberano do Alto” herdada da tradição chinesa. As (re)formulações jesuíticas não constituíam realidade inteiramente nova, como parece crer Vainfas. Estavam, para usarmos os termos de Johan Huizinga, ainda “impregnadas de passado”. O modus agendi jesuíta parece ter sido basicamente este em situações históricas ou contextos nos quais a “conversão” não pôde ser garantida, antecipadamente, (de fora para dentro) pela força ou (de cima para baixo) pela adesão da chefia em sociedades de tipo “heróico” (Sahlins).

Ademais, não convém esquecer que determinados aspectos-chave do ritual das santidades pouco ou nada tinham de cristãs. Tinham, isso sim, origens distantes. Juan Schobinger mostra-nos que as sociedades Diaguitas do noroeste da Argentina utilizavam-se do fumo como alucinógeno religioso seis séculos antes da chegada do europeu. Da mesma maneira, o tugipar (“templo” da santidade) tupi, as estacas fincadas no seu centro e os “ídolos” de pedra também Já existiam entre os Diaguitas. Como ver, então, nas práticas religiosas das santidades uma “invenção cristã”?

Problemática é, igualmente, a hipótese de que teria havido sincretismo religioso ao nível dos adeptos indígenas da santidade, mas nem tanto por parte dos vários mamelucos e mesmo brancos que, segundo a Inquisição, a eles teriam se juntado (p. 158). De fato, muitos destes últimos apenas simularam crer nos caraíbas para atraí-los ao litoral, ansiosos pela mão-de-obra proporcionada pelos “bugres” de Jaguaripe. A existência de tal diferenciação interna seria perfeitamente possível de sustentar, mas somente na condição de confundirmos nível de adesão (ou de conformidade) religiosa com sincretismo propriamente d1to. O ser “mais” adepto ou “menos” adepto não interfere na natureza das crenças e representações em questão.

Duas últimas observações. Vamfas utiliza, ao longo de todo seu livro, a categoria “seita” para se referir às santidades. Não foi uma boa escolha. Revela, neste particular, absorção acrítica (em que pesem todos os cuidados tomados) da linguagem inquisitorial. Nesta, como nos meios cristãos em geral, “seita” assume um significado diverso do sociológico. Onde o senso comum eclesiástico vê “heresia”, “desvio”, “erro” (e daí a sua repressão), a soc1olog1a da religião vê um tipo de comunidade religiosa com um padrão configuracional próprio. Vale d1zer: a inflexibilidade e ngorismo das seitas (Wach), sua ênfase na “obediência literal e no radicalismo” em relação a uma dada tradição religiosa (Troeltsch) são, em certo sentido, pouco compatíveis com quaisquer sincretismos (ou hibridismos). O que permite concluir que as santidades, muito provavelmente, não eram seitas.

Creio ainda que não tenha sido devidamente formulada ou explicitada a noção de “juízo etnodemonológico” (p. 53). Em que tal manifestação constitui um caso à parte de etnocentrismo, é algo que não se chega a compreender claramente.

Sérgio da Mata – Professor de Antropologia Cultural Fundação Educacional Monsenhor Messias- Sete Lagoas.

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Intelectuais e poder / História – Questões & Debates / 1996

O dossiê “Intelectuais e poder” definido para este n. 25 da revista História: Questões & Debates, foi resultado de um curso de extensão promovido pela APAH – Associação Paranaense de História, e pelo PGHIS – Cursos de Pós-Graduação em História, da Universidade Federal do Paraná. O seminário contou com a presença de Jorge Colli (Unicamp), apresentando “A pintura, a política e o poder”, de Paulo Eduardo Arantes (USP), com a palestra “Partido Intelectual Brasileiro”, de Maria Helena Capelato (USP), que nos falou sobre “A atuação dos intelectuais no Varguismo e Peronismo”, de Plínio Smith (UFPR), com o tema “Continuar e conservar. Montaigne e o poder” e ainda de Owaldo Monteul Filho (UFRJ) que abordou a “Ilustração Portuguesa e o poder”.

Para publicação nessa edição, felizmente pudemos contar com o artigo de Capelato, que apresenta uma análise comparativa da atuação e do perfil dos intelectuais — a relação entre autoritarismo político e liberdade intelectual — nos governos Vargas (Brasil) e Peron (Argentina), nos idos de 30 / 40. Também recebemos o artigo do Plínio Smith, que nos apresentou uma leitura sobre a participação de Michel de Montaigne junto ao poder, na França da segunda metade do século XVI, sobre o seu pensamento político e o sentido de seu suposto conservadorismo. Adicionamos aos dois artigos o da professora Clara Alicia Jalif de Bertranou, da Universidade de Mendoza, Argentina. Discorrendo sobre a produção intelectual latinoamericana nos anos 90, Bertranou discute, à luz da crise dos modelos tradicionais da modernidade, as perspectivas do desenvolvimento regional.

Enfim, perpassando o campo da história intelectual, o que está em discussão é tanto a produção intelectual quanto a forma como o pensamento serve para refletir ou legitimar determinada estrutura de poder. Foi com base na temática “Intelectuais e poder” que pensamos ilustrar a capa. A diversidade temporal dos artigos nos impedia de termos uma única imagem. Optamos por uma imagem que, na história da relação entre o intelectual e o poder, transformouse em um símbolo: o manifesto político e intelectual de Émile Zola, J’Accuse (1898), elaborado no conturbado caso Dreyfus. Com esse manifesto nascia o “intelectual”, conceituado como “um ser combativo que acredita em causas”. Sem dúvida, a ausência de um artigo sobre o romancista e a polêmica que seu manifesto provocou no regime francês representa um hiato em nosso dossiê. Mas ficaram faltando tantos outros: Voltaire, Victor Hugo, Sartre… Resolvemos homenagear a todos com o paradigmático J’Accuse, de Zola.

Fora do dossiê, sem que existisse a intenção, os artigos do bloco seguinte acabou constituindo também uma unidade temática: “imagens e imaginário na história”. Foi muito bem-vindo. A abordagem reflete em parte as discussões que professores e alunos das linhas de pesquisa da Pós-Graduação em História da UFPR vêm realizando. Ana Paula, com as imagens do corpo feminino na medicina; Anibal Costa, com o imaginário de missionários e feiticeiros nas missões jesuíticas paraguaias; Johnni Langer, com o imaginário do mito arqueológico da Esfinge Atlante; Marcos Araújo, com a obra do jesuíta João Daniel na experiência amazônica do século XVIII. À parte desse conjunto, Maria Luiza debate, pelo viés demográfico e etnográfico, como foram recriadas as sociabilidades de um grupo imigrante. Sua ênfase é história da família imigrante no Paraná. O artigo de Rafael Rosa poderia estar no dossiê sobre os intelectuais. Mais do que uma análise sobre o congresso estudantil de Ibiúna (1968), o que problematiza é o pensamento de esquerda no Brasil, sua visão sobre o papel dos estudantes e da universidade no processo de desenvolvimento do país.

No seu conjunto, os artigos e resenhas apresentados demonstram não só a produtividade científica dos Cursos de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná, na sua interface com outras instituições, como também a maturidade que a revista História: Questões & Debates adquiriu no cenário da produção historiográfica nacional. Os temas e os recortes teóricos apresentados revelam a atualidade da revista.

Luiz Carlos Ribeiro – Doutor (DEHIS / UFPR)


RIBEIRO, Luiz Carlos. Apresentação. História – Questões & Debates. Curitiba, v.25, n.2, jul./dez., 1996. Acessar publicação original [DR]

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África do Sul / História Social / 1996

Não poderia nos trazer maior satisfação o lançamento do número 3 de História Social, revista do corpo discente do Programa de Pós-Graduação em História da Unicamp. Afinal, embora o número anterior já tenha concretizado boa parte das propostas da revista, o trabalho de divulgação e debate da pesquisa histórica só adquire significado no estabelecimento de sua continuidade.

História Social tem conseguido boa aceitação em meio a colegas do Brasil e do Exterior, sendo que cresceram significativamente as contribuições enviadas na forma de artigos de pesquisa, traduções, informes e resenhas. Seu correio eletrônico, [email protected], desde o momento de abertura, já recebeu cerca de 50 mensagens de colegas interessados em apoiá-la, conhecê-la melhor, saber quais são as normas para publicação (sempre republicadas ao fim de cada número), e em enviar contribuições. Reforçamos nosso princípio no sentido de estreitar ainda mais as relações da revista com os alunos do programa através de permanente troca de contatos via correio eletrônico, cartas ou pessoalmente. Igualmente, recebemos livros e revistas, material doado para a Biblioteca do IFCH. Livros recebidos, conforme é de praxe, serão resenhados. Logo, não deixem de incluir História Social na lista de divulgação de suas publicações.

O presente número conta com os artigos A tutela e o contrato de soldada: a reinvenção do trabalho compulsório infantil, de Gislane Campos Azevedo; Hayden White, a ironia e os historiadores, de João Tristan Vargas; As representações travestidas de militante, de Luiz Rogério Oliveira da Silva; e O movimento operário da construção civil santista durante a Primeira Guerra Mundial, 1914-1918, de Fernando Teixeira da Silva e Maria Lúcia Caira Gitahy. Conta também com a tradução de artigo de François Hartog sobre a obra de Pierre Nora (Tempo e história: “como escrever a história da França hoje?”), além das seções “Resenhas” e “Fontes e Arquivos”.

E ainda traz outras novidades, pois, com o objetivo de ampliar suas áreas de atuação, História Social passa a contar com as seções “Dossiê” e “Entrevista”. A primeira irá trazer sempre mais de um ponto-de-vista sobre um mesmo tema, enquanto a segunda visa o debate com pesquisadores ou a divulgação de entrevistas em história oral. Neste número, “Dossiê” aborda a situação da África do Sul, a trajetória de seu processo democrático e suas relações com a produção historiográfica. Estes sãos os temas tratados na entrevista exclusiva com Eddie Webster (Sair da sala de aula e ouvir os trabalhadores) e no artigo de Edgar Pieterse, (Reflexões sobre os movimentos sociais urbanos na África do Sul numa “era de globalização”).

Agradecemos as colaborações enviadas para este número e ratificamos outro de nossos princípios: o de incrementar o envio de colaborações e a participação tanto dos alunos da pós em história quanto dos colegas de outras universidades e institutos de pesquisa. Isso significa duas coisas: queremos conversar com todos os interessados em renovar o Conselho Editorial e, historiadores e historiadoras!, não deixem de remeter artigos, traduções, livros, resenhas, entrevistas e informes. Só assim História Social se firmará em caráter definitivo.

Por fim, numa época em que a pesquisa acadêmica em história se vê desafiada, entre outras dificuldades, por cortes no fomento institucional, é com positividade que tomamos conhecimento, e divulgamos, tantos trabalhos interessantes em nossa área.

O Conselho Editorial


Conselho Editorial. Apresentação. História Social. Campinas, n.3, 1996. Acessar publicação original [DR]

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Escravos e libertos nas Minas Gerais do século XVIII: estratégias de resistência através dos testamentos | Eduardo França Paiva

Resenhista

Tarcísio Rodrigues Botelho – Professor Assistente do Departamento de História da UFG. Doutorando em História Social pela USP.

Referências desta Resenha

PAIVA, Eduardo França. Escravos e libertos nas Minas Gerais do século XVIII: estratégias de resistência através dos testamentos. São Paulo: Annablume, Belo Horizonte: Faculdades Integradas Newton Paiva, 1995. Resenha de: BOTELHO, Tarcísio Rodrigues. História Revista. Goiânia, v.1, n.2, p.135-138, jul./dez.1996. Acesso apenas pelo link original [DR]

Sertanejos que eu conheci | Francisco José Maria Audrin

Resenhista

Maria de Fátima Oliveira – Mestranda do Programa de Mestrado em História das Sociedades Agrárias da Universidade Federal de Goiás.

Referências desta Resenha

AUDRIN, Francisco José Maria. Sertanejos que eu conheci. Rio de Janeiro: José Olympio, 1963. Coleção Documentos Brasileiros. Resenha de: OLIVEIRA, Maria de Fátima. História Revista. Goiânia, v.1, n.2, p. 139-141, jul./dez.1996. Acesso apenas pelo link original [DR]

Justiça e Cidadania / Estudos Históricos / 1996

Vários fenômenos deste fim de século contribuíram, e continuam a contribuir, para recolocar o problema da cidadania na ordem do dia, tanto nas novas democracias como nas antigas. A redemocratização de vários países na América Latina e na Europa, sobretudo do Leste, fez com que a preocupação com os direitos políticos e com a maneira de exercê-los voltasse com toda a força. A crise fiscal do Estado, que atinge indiscriminadamente países ricos e pobres, colocou em cheque o Estado de bem-estar e, conseqüentemente, a amplitude e o alcance dos direitos sociais. O processo de globalização econômica, por sua vez, atingiu ao mesmo tempo direitos civis, políticos e sociais. Atingiu negativamente os direitos políticos ao provocar profundas alterações na concepção e na prática do Estado-nação, agora enfraquecido diante do deslocamento de decisões para organismos multinacionais. Atingiu positivamente os direitos civis ao deslocar para a participação social a ênfase antes colocada na participação política. Atingiu um direito social básico, o emprego, ao exacerbar a competividade internacional e o avanço tecnológico, geradores estruturais de desemprego.

Não terminam aí as mudanças. A diversificação da problemática social (etnias, minorias, ecologia), acompanhada (e promovida) por novos movimentos sociais, sobretudo as organizações não governamentais, trouxe à consciência coletiva novos direitos antes não cogitados. Além dos três direitos clássicos sistematizados por Marshall, chamados de primeira e segunda geração, foram propostos, e incorporados a códigos legais, outros como os direitos civis coletivos e os chamados direitos difusos, ligados à preservação do meio ambiente. Pode-se ainda acrescentar o impacto sobre direitos políticos e civis provocado pela sociedade de consumo que transforma cidadãos em consumidores e pela globalização da informação via mídia eletrônica que, se rompe a barreira do controle estatal, também invade a privacidade do indivíduo.

Diante desse quadro, não é de admirar a explosão de estudos, teóricos e empíricos, sobre a problemática da cidadania. Como se viu, não se trata de uma problemática de democracias jovens e imaturas mas de uma questão universal com modulações nacionais. Não deixa de ser um consolo, embora triste consolo, o fato de descobrimos, os latino-americanos, que europeus e americanos do noite estão às voltas com problemas semelhantes, guardadas as especificidades locais. É na verdade uma vantagem o rato de podemos pensar e agir tendo o benefício da informação sobre o que se está passando nos países considerados avançados. Não se trata também de um tema que se possa abranger com o instrumental teórico de uma ou outra disciplina acadêmica apenas. Ele atinge todas as esferas da vida social e exige abordagens diversificadas e inovadoras. Um tratamento compreensivo seria impossível dentro do espaço aqui disponível.

Deu-se ênfase na seleção dos artigos deste número especial de Estudos Históricos ao tema da garantia dos direitos civis, tratando-se secundariamente dos direitos políticos e sociais. A escolha exige justificativa. Como quase todas as análises se referem ao Brasil, país recém-saído de um governo militar e marcado pelas imensas desigualdades sociais, poder-se-ia perguntar se a ênfase não deveria ser posta nos direitos políticos e sociais. Antes de responder, cabe observar que, do ponto de vista da legislação, todos os direitos estão garantidos aos brasileiros. A Constituição de 1988, chamada com razão de cidadã, esmerou-se em incluir todos os avanços atuais na área. Nosso problema se verifica no campo da consciência e da garantia dos direitos. Quanto a isto, não será polêmico dizer que há um conhecimento razoável dos direitos políticos e que seu exercício está razoavelmente garantido pelo sistema eleitoral e partidário. Há, sem dúvida, enormes problemas no gerenciamento do sistema de saúde e previdenciário, mas há igualmente boa noção dos direitos sociais e há uma Justiça do Trabalho a que se tem acesso com celta facilidade. O mesmo não se pode dizer dos direitos civis. O grau de conhecimento desses direitos é mais precário e sua garantia, baseada sobretudo no sistema policial e judiciário, é de longe a mais deficiente.

Além dessa situação desvantajosa dos direitos civis, cabe observar que eles são os direitos fundamentais numa democracia liberal, como é a em que vivemos. Vida, integridade física, propriedade, segurança, liberdade, são direitos básicos que constituem o alicerce de direitos políticos e sociais. São eles que garantem a conquista de outros direitos e sua preservação. Sem segurança pessoal e liberdade de opinião e organização para todos, por exemplo, a participação política será vazia, a política social frágil, a democracia precária.

Dentro do tema da garantia dos direitos civis, salientam-se os estudos sobre o Judiciário. Sinal dos novos tempos, marcados pela perda de influência do Legislativo e até mesmo do Executivo, tendo em vista o enfraquecimento dos Estados nacionais, o Judiciário passa a ver seu papel contestado, redefinido e ampliado. Mais que nunca é colocada em questão a visão rígida da separação dos poderes e se estabelece um processo ainda de contornos indefinidos em que se politiza a Justiça e se judiciariza a política. Ao mesmo tempo, contesta-se a visão positivista do direito e do papel do juiz como mero aplicador da lei, exigindo-se dele a preocupação com a eqüidade social. Esses temas são expostos e discutidos no artigo de Werneck Vianna.

Ainda dentro do tema do Judiciário, Sérgio Adorno demonstra o viés racista da Justiça criminal e o estereótipo que atribui maior tendência à criminalidade entre determinados grupos étnicos. Maria Celina D’Araujo apresenta o que talvez seja a primeira avaliação acadêmica do desempenho dos juizados Especiais. Surgidos como promessa de agilização da Justiça e ampliação de sua acessibilidade, a autora mostra que seu funcionamento está longe de corresponder à promessa inicial. Dois ensaios bibliográficos (Junqueira e Guanabara) avaliam o estado da arte nos estudos sobre o acesso à Justiça e sobre novas visões do direito.

O impacto da globalização sobre o Estado e as identidades nacionais, sobretudo no contexto europeu, é discutido por Guy Hermet. Enquanto na Europa Ocidental o processo de unificação tende a reduzir o peso dos Estados nacionais, a enfraquecer o envolvimento político dos cidadãos e a diluir as identidades nacionais, na Europa Oriental verifica-se o fenômeno oposto. Essas diferenças nacionais no que se refere ao conteúdo da cidadania e às rotas históricas seguidas em sua construção são discutidas por Carvalho, que usa o Brasil do século XIX como exemplo.

Finalmente, o processo social concreto de construção da cidadania é discutido por Sigaud. Usando como exemplo o recurso à justiça do Trabalho por parte de trabalhadores de engenhos de açúcar em Pernambuco, a autora demonstra que a decisão de recorrer ou não às juntas de Conciliação e Julgamento não se explica apenas pelo conhecimento do direito e pela disponibilidade da Justiça. Tem-se que levar em conta também a interveniência de fatores morais.

Papel do judiciário, concepções do direito, acesso à Justiça, estilos históricos e transformações recentes no conteúdo da cidadania, processos sociais de construção do cidadão, são os temas abordados neste número especial. Pequena contribuição à imensa tarefa que se nos apresenta, a um tempo teórica e prática, de construir a comunidade política do século XXI.

José Murilo de Carvalho – Editor convidado.


CARVALHO, José Murilo de. Apresentação. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, v.9, n.18, jul. / dez. 1996. Acessar publicação original [DR]

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O perfil da ciência brasileira | Leopoldo de Meis

A publicação do livro de Leopoldo de Méis e Jacqueline Leta merece atenção dos estudiosos da ciência brasileira por sinalizar uma tendência. O fato de ter sido produzido no âmbito do Departamento de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que dedica uma das áreas de concentração de sua pós-graduação ao estudo da educação, difusão e gestão em biociências, parece indicar que os cientistas brasileiros estão cada vez mais premidos a pensar criticamente as bases da institucionalização da ciência brasileira. Diante do virtual esgotamento das políticas de desenvolvimento científico e tecnológico e do desafio da globalização econômica e cultural, a comunidade científica nacional adota uma atitude reflexiva. É o cientista assumindo o papel de sociólogo da ciência.

Em um país periférico onde a atividade científica e tecnológica se concentra, quase que totalmente, em universidades e institutos de pesquisa públicos e, conseqüentemente, a comunidade científica é formada basicamente por funcionários do Estado, o principal desafio da sociologia da ciência é, sem dúvida, pensar a legitimidade social e a autonomia institucional da ciência. No Brasil, a questão institucional da ciência é ainda um problema teórico importante. Leia Mais

A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XVI e XVIII | Roger Chartier

Resenhista

Rosilene Alves de Melo


Referências desta Resenha

CHARTIER, Roger. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XVI e XVIII. Brasília: Editora da UnB, 1994. Resenha de: MELO, Rosilene Alves de. História da leitura, leituras da História: o livro e os leitores na Idade Moderna. SÆCULUM – Revista de História. João Pessoa, n. 2, p. 233-238, jul./dez. 1996.

Acesso apenas pelo link original [DR]

O cânone ocidental | Harold Bloom

Resenhistas

Élio Chaves Flores

Iris Helena Guedes de Vasconcelos


Referências desta Resenha

BLOOM, Harold. O cânone ocidental. São Paulo: Objetiva, 1995. Resenha de: FLORES, Élio Chaves; VASCONCELOS, Iris Helena Guedes de. Eras anglófilas, séculos verbalizados. SÆCULUM – Revista de História. João Pessoa, n. 2, p. 239-250, jul./dez. 1996.

Acesso apenas pelo link original [DR]

Ciência e sociedade na terra dos bandeirantes: a trajetória do Instituto Pasteur de São Paulo no período de 1903 a 1916 | Luiz Antônio Teixeira

A história das ciências no Brasil, apesar do desenvolvimento significativo dos últimos anos, é uma área incipiente. Em especial, muitas das instituições científicas brasileiras estão ainda à espera de pesquisadores que se dediquem ao estudo de sua trajetória.

É com grande satisfação que vemos editado o livro de Luiz Antônio Teixeira, Ciência e sociedade na terra dos bandeirantes: a trajetória do Instituto Pasteur de São Paulo no período de 1903 a 1916, resultado de sua pesquisa para o mestrado realizada no Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Leia Mais

O ponto onde estamos — Viagens e viajantes na história da expansão e da conquista – MICELI (VH)

MICELI, Paulo. O ponto onde estamos — Viagens e viajantes na história da expansão e da conquista. São Paulo: Scritta, 1994. Resenha de: VIDAL, Diana Gonçalves. As viagens são os viajantes. Varia História, Belo Horizonte, v.12, n.15, p. 203-204, mar., 1996.

Fascinante. Talvez o adjetivo que melhor qualifique o livro de Paulo Miceli. O ponto onde estamos — Viagens e viajantes na histeria da expansão e da conquista, adaptação de tese de doutorado, recentemente publicado pela Scritta. Livro de História e de histórias. Agrada aos que buscam o rigor do trabalho cientifico e aos que apenas desejam o deleite da leitura.

Nele, as viagens trágico-marítimas ganham vida. Deixam de ser “riscos coloridos que percorrem milhares de léguas, unindo os portos de saída aos de chegada”, como figuram nos mapas, na critica do autor, para assumir outra materialidade, a dos relatos de bordo. 0 cotidiano das embarcações nos é narrado numa linguagem fluida e convidativa. Embalados pela narrativa, ora nos deliciamos com os lazeres de bordo: encenação de peças teatrais escritas por padres, procissões religiosas e festas tradicionais — como a da coroação do imperador —; ora nos aturdinos com os reveses das viagens, ondas gigantescas governadas por “uma grande folia de vultos negros, que não podiam ser senão diabos”, epidemias e fome.

Na busca as razoes dos naufrágios, nos deparamos com explicações curiosas. Às vezes, a inepcia do piloto: o privilégio de dirigir a embarcação poderia ser atribuído a “homem desacostumado nesta carreira”, desde que o comprasse. Às vezes, o descuido na construção dos navios: madeiras verdes, furos de verruma não preenchidos por carpinteiros, falta de proporção nas medidas. Às vezes, o despreparo dos homens do mar: marinheiros de última hora — sapateiros, agricultores que não conheciam o linguajar de bordo, nem sabiam nadar. Às vezes, a ação das “peçonhas do diabo”, designação dada pelos padres as prostitutas que embarcadas, distraiam os homens de seus afazeres, deixando-os a merca da tuna do mar (sic). Às vezes, a cobiça: excesso de carga, má distribuição do peso.

Este relato de viagem(s) nos permite, ainda, conhecer a alimentação, a hierarquia social, os conflitos, as disputas, a medicina, as doenças, o proibido e o permitido a bordo dos navios nos séculos XV e XVI. Através dos escritos dos cronistas da época somos lançados neste universo, que para Miceli, ao contrário da sabedoria popular, não é um mundo à parte. Os termos portugueses, muitas vezes desconhecidos, destas crônicas nos são esclarecidos em notas.

O livro se divide em seis capítulos, em cada um deles o autor procura situar aspectos da história da expansão e da conquista portuguesa. Uma breve discussão histórica posiciona Miceli em relação ao seu objeto e a arte de narrar. O segundo capitulo leva-nos a um passeio pela Lisboa quinhentista: fome, doenças, guerras e catástrofes naturais. O capítulo III debruça-se sobre a arquitetura naval. Percorremos as várias etapas da feitura de um navio: projeto, modelo, produto final. Descobrimos carpinteiros e calafates como um poderoso grupo profissional. Percebemos mãos femininas auxiliando a construção de naus — desfazendo cabos de cordas de linho, velhos, e tornando a fiar em estopa de calafetar. Em Singradura, conhecemos a “gente do mar” e alguns de seus relatos de experiencias. Um convite a participar do cotidiano das viagens: festas, teatros, dietas e doenças, nos é realizado no quinto capitulo. Finalmente, em Passageiros do Acaso, o autor interroga-se sobre as raízes dos naufrágios. Falhas na construção, reparo e manutenção das embarcações, além de cobiça, são algumas das causas apontadas.

As notas no final de cada capitulo revelam um intenso trabalho de pesquisa em bibliotecas e arquivos portugueses. Mas indicam, também, o desejo do autor de interferir o menos possível na fluidez do texto, deixando o leitor a vontade para escolher entre entregar-se ao prazer de uma viagem descomprometida ou ao rigor da leitura acadêmica.

Do ponto onde estamos, dirigimos nosso olhar ao passado, tentando captá-lo, conhecê-lo, talvez, aprisioná-lo. Fica o alerta do autor, citando Fernando Pessoa: “As viagens são os viajantes. 0 que vemos não é o que vemos, senão o que somos”.

Diana Gonçalves Vidal – Doutora em História da Educação.

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O teatro dos vícios – ARAUJO (VH)

ARAUJO, Emanuel. O teatro dos vícios. Rio de Janeiro: Jose Olympio, 1993. Resenha de: MAGALHÃES, Beatriz Ricardina de. Varia História, Belo Horizonte, v.12, n.15, p. 200-202, mar., 1996.

Resenha discutida durante o seminário Estudos Bibliográficos: Subsidio para a História Social da Comarca do Rio das Velhas – 1994 – de 03 a 07 de Janeiro. Grupo “Século XVIII mineiro”- Centro de Estudos Mineiros – Fafich – UFMG.

“Todavia os donos do poder fortaleceram-se com o tempo, os burocratas públicos ficaram ainda mais burocratas, o judiciário permaneceu venal e o povo, esse, perpetuou-se sob eternos males a ele impostos e mazelas por ele próprio criadas”. (P27).

Segundo se lê na seção “Ideias”(FSP, 24/12/93, p.3), 0 teatro do vícios  está classificado entre os oito melhores livros de História publicados em 1993.Outra referência da mídia a dar destaque a essa obra é a resenha de Luís Felipe de Alencastro (FSP, 06/06/93), que lhe faz uma justa apreciação.

Ao meu trabalho, em particular, a obra vem enriquecer não só com elementos referentes a grande parte do território nos três primeiros séculos da história do Brasil, mas também com a divulgação de uma variada bibliografia sobre o assunto, pouco difundida, e, portanto, pouco consultada. Embora ARAUJO use como fonte “o universo documental publicado” (p.14), deixando de lado as fontes primarias. Demonstra permanente recorrência aos processos inquisitoriais, as Ordenações Filipinas e as Atas das Câmaras, entre outros documentos. Contudo, exagera na citação de relator de viajantes estrangeiros —sobretudo ingleses —que percorreram o País, particularmente no século XIX.

De início, o autor expõe seus objetivos: ao convocar os mortos “a falarem”, pretende comprovar a imutabilidade da estrutura do poder, apesar das mudanças dos regimes políticos, analisando a forma como o Estado controla a população:”…levou-se a extremos o sentimento do rei como bom pastor que vela por todo o rebanho, dissimulando habilmente sempre, o que encobre tal noção: o rebanho…” (p. 23). Essa passagem lembra, com muita propriedade, um texto recente de Renato Janine Ribeiro, em que comenta a má fé da última fala do ex-Presidente Collor, ao destacar “dois temas: o dos órfãos do poder e o do repudio as paixões e interesses políticos”, confirmando sua demagogia. “Falar… em ‘Órfãos do poder’ e pretender assim que fosse ele o pai que redimiria esses desvalidos, é a prova cabal do caráter autoritário de um projeto que negava a própria cidadania, que reduzia os brasileiros a tutelados. ” 0 articulista termina seu texto lembrando que o apelo as ultrapassadas formas de populismo —”a referência ao pai e a sua privação…” não passa de “uma parodia pobre de nosso passado da qual esperamos ter visto agora o último ato” (FSP,27/12/93). Nesse caso, estariam os prognósticos de Araújo sendo confirmados.

Na obra em questão, o autor incita o brasileiro a recuperar sua identidade, a repensar historicamente o seu próprio caráter —a buscar, no comportamento dos colonizados, a tecitura da sociedade brasileira e seus antigos mitos. Para isso, privilegia, como “exame prioritário e norteador, (a análise) do comportamento desviante em amplo sentido”(p.26).

Os quatro capítulos do livro são bastante sugestivos. No primeiro, fica logo delimitado o cenário, o local onde os atores cumprem seus papeis: a vila, a cidade. Tudo indica que os primeiros povoados foram improvisados em sítios inadequados, com muitas ladeiras e tragados irregulares, compondo-se de casas mal alinhadas e ruas estreitas, escuras e mal cheirosas. Desde os primeiros momentos, o autor insiste em considerar a pobreza das ralas populações das vilas, em 1585, 1610 e 1630, comparando-a a uma população rural predominante, citando, particularmente, a região Nordeste.

Se o mundo rural prevalece, nos dois primeiros séculos, a partir do sec. XVIII, com o desenvolvimento da economia mineira, algumas transformações profundas começam a se fazer notar nas vilas coloniais, que se formam rapidamente. Nesse momenta, as Câmaras atuam de maneira efetiva1. Quanto as edificações particulares, parece que o autor fez uma leitura rápida da tese de Sylvio de Vasconcelos2. Na verdade, as dificuldades com relação ao urbanismo brasileiro dizem mais respeito a herança portuguesa do que a desordem e/ou provisoriedade da ocupação, a pobreza, a falta de higiene e a indolência do brasileiro. Ainda no mesmo capitulo, ele trata da alimentação e da moradia.

É no segundo capitulo —A sociedade da aparência —que ARAUJO começa a delinear os tragos psicológicos predominantes do brasileiro: preguiçoso, presunçoso, amante dos prazeres, etc. Nessa conceituação, prevalece sempre a opinião de estrangeiros visitantes do século XIX. Até que ponto se pode endossar a fata de autores originários de culturas tão diferentes e de países como a Inglaterra, que criou e massacrou, durante séculos, uma massa enorme de pequenos camponeses, despojando-os da terra, transformando-os num exército de mendigos “hospedes” das work houses ou de miseráveis que vão povoar Londres nos séculos XVII e XVIII, tornando-se permanente ameaça social GUTTON 3  esclarece que, na verdade, nas sociedades europeias da época, a presença de pobres era inevitável. Contudo, mesmo na Europa, o estudo desse estrato da população e extremamente difícil: os registros a respeito são precários: seus elementos vem, sobretudo, de algumas instituições assistenciais particulares ou públicas. Assim, que tipo de individuo viria para o Brasil Colônia.

Continuando, ARAUJO informa que, no Brasil, nessa época, o trabalho se torna indicador de condições subalternas, desonrosas, portanto. Os ofícios mecânicos eram desempenhados por mestiços, negros ou brancos pobres. Explica-se esse desprestigio do trabalho, e a consequente preguiça do brasileiro, pela permanência do sistema escravista.

Entretanto, para curtir a preguiça, urgia comprar escravos. De onde vinha o capital necessário Um escravo media, em Minas Gerais, em meados do sec. XVIII, custava de 100.000,000 (cem mil reis) a 120.000,000 (cento e vinte mil reis), o que correspondia, em média, ao preço de três casas urbanas, no mesmo período. Curioso e que L.S. Vilhena, um “modesto  professor de Grego” (p.87) possuía oito escravos. E dele a lapidar frase que caracteriza o Brasil como a “moradia da pobreza, o berço da preguiça e o teatro dos vícios”.

0 ócio, de acordo com alguns depoimentos referidos, era prerrogativa dos citadinos burocratas, profissionais liberais, estalajadeiros, padeiros, taverneiros, açougueiros, barbeiros, costureiras e outros. Essa é uma imagem que necessita verificado mais acurada, por meio de análise de outras fontes que não as opinativas e/ou circunstanciais.

Por outro lado, ser aceito e reconhecido pela sociedade era uma condição fundamental para o colono. Portanto, a aparência física contava muito. Um traje de boa qualidade, ataviado com detalhes em ouro e prata e altos penteados ou perucas enfeitadas, para aparecer em público, contrastavam com a simplicidade das vestes caseiras e, em especial, com a sobriedade da decoração interior das casas. Parece, no entanto, que eram hábitos apenas transplantados de Portugal. Tudo indica que a rua apresentava muitos atrativos, como procissões, cavalhadas, touradas, carnaval, danças, teatro. Quanto a essa questão (p.145), chocam-se as opiniões de dois viajantes, Lindley e Maria Graham, a respeito do teatro de Salvador. 0 que torna bem Clara a precariedade dos depoimentos opinativos.

No terceiro capítulo — A Colônia pecadora— ARAUJO empenha-se em detalhar a conduta desviante do brasileiro, privilegiando sua vida privada, em que os comportamentos da mulher e do padre se tornam paradigmáticos.

Como se pode deduzir, trata-se de uma obra que merece uma leitura cuidadosa. 0 autor transita bem pela moderna historiografia brasileira. Sua tentativa de incentivar a fala dos mortos deve prosseguir.

No entanto, ficam, ainda, algumas questões: Como a crítica recebeu a obra Como são trabalhados, nela, as categorias pobreza, mendicância, vadiagem e prostituição As dicotomias público X privado e colono X colonizado são bem definidas ao longo do texto E outras mais…

Notas

1.MAGALHAES, Beatriz Ricardina. Estrutura e funcionamento do Senado e da Câmara em Vila Rica (1740- 1750). In: Anais da Xl Reunião da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica (SBPH), são Paulo, 1991.p..133-136. Esse texto foi elaborado para fazer entender a dinâmica da administração municipal de Vila Rica.

2.VASCONCELOS, Sylvio. Vila Rica, São Paulo.: Editora Perspectiva,1977.

3.GUTTON, Jean Pierre. La societe et les pauvres en Europe (XVI-XVII).Paris: PUF,1974.

Beatriz Ricardina de Magalhães.

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Arqueologia Histórica Urbana en Santa Fe la Vieja: el Final del Principio – ZARANKIN (VH)

ZARANKIN, Andres.  Arqueologia Histórica Urbana en Santa Fe la Vieja: el Final del Principio. Columbia: The University of South Carolina Press, 1995 (“Historical Archaeology in Latin America”, vol.10). Resenha de: FUNARI, Pedro Paulo A. Varia História, Belo Horizonte, v.12, n.15, p. 199, mar., 1996.

Santa Fe foi fundada em 15 de novembro de 1573, a primeira cidade planejada do Rio da Prata, tendo sido transladada para local menos sujeito a inundações em 1660. Esta cidade foi abandonada e apenas nos últimos anos pesquisas arqueológicas puderam trazer a luz os restos materiais da antiga cidade colonial. O livro de Andres Zarankin procura dar conta desses trabalhos e reinterpretar a História da cidade a partir da cultura material.

A cidade compunha-se de proprietários espanhóis (vecinos) e outros habitantes, tendo chegado a atingir 500 almas, população substancial para a época. A composição étnica da cidade incluía espanhóis, indígenas e africanos e o estudo do material cerâmico permitiu ao autor diferenciar os seguinte tipos: cerâmico importada não hispânica; cerâmica importada hispânica; cerâmica local hispânica e cerâmica local de tradição indígena. O autor estudou a distribuição espacial, no interior da cidade, dos diferentes tipos cerâmicos, e pode notar que a cerâmica local tinha difusão homogênea, enquanto a cerâmica decorada, ao contrario, parece estar em relação com uma particular distribuição de certos grupos sociais na cidade (pp.92-94).

A presença de indígenas na cidade espanhola, em especial de índias concubinas ou esposas, explicaria, naturalmente, a ubiquidade da cerâmica aborígene (p.94). A Arqueologia de Santa Fe apresenta, portanto, um quadro semelhante aquele que foi encontrado nas prospecções na Serra da Barriga, capital do quilombo dos Palmares, sitio contemporâneo, onde a presença de cerâmica indígena parece indicar a importância da mescla cultural nesses primeiros assentamentos coloniais (cf. P.P.A. Funari, The Archaeology of Palmares and its Contribution to the Understanding of the History of African-American Culture, Historical Archaeology in LatinAmerica, 7, 1994, pp.1-41). A Arqueologia Histórica permite, assim, repensar diversas questões relativas a etnicidade dos assentamentos coloniais e apenas a multiplicação de estudos monográficos como este permitirá melhor avaliar a significação de elementos da cultura material indígena em assentamentos coloniais.

Pedro Paulo A. Funari – Departamento de História, IFCH, UNICAMP.

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Homens de Grossa Aventura: acumulação e hierarquia na praça mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830) – FRAGOSO (VH)

FRAGOSO, Joao Luís Ribeiro. Homens de Grossa Aventura: acumulação e hierarquia na praça mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1992. Resenha de: MENESES, José Newton Coelho. Varia História, Belo Horizonte, v.12, n.15, p. 193-198, mar., 1996.

Se tentássemos resumir em poucas palavras uma obra de tal porte, diríamos que ela se propõe a fazer uma investigação reflexiva sobre os mecanismos de reprodução da economia colonial, em torno da praga do Rio de Janeiro, na virada do século XVIII e primeiras décadas do século XIX, evidenciando que essa economia não se restringe as estruturas do escravismo e do mercado internacional. A esses elementos estruturais somam-se a existência de um mercado interno, a ocorrência de acumulações endógenas e a presença de um setor mercantil residente. A somatória de todos esses elementos, configuraria uma formação social que controlaria, em boa parte, seus pr6prios mecanismos de reprodução.

O presente livro e composto pelos quatro primeiros capítulos da tese de doutoramento do autor1 que, ao que parece, foram pouco alterados para essa publicação, uma vez que se apresenta sob forma rigorosamente acadêmica, o que, infelizmente, pode limitar sua leitura a grupos de interessados. Esses leitores, no entanto, certamente não se arrependerão de poder refletir, sob uma orientação clara e lúcida, acerca da estrutura econômica do sudeste colonial, no período proposto. O caráter acadêmico está caracterizado na obra, sobretudo quando se mantêm a descrição dos métodos e técnicas de pesquisa utilizados, onde o autor explicita as Pontes de diversas naturezas trabalhadas (fiscais e cartoriais), bem como o tratamento dado a elas e os cruzamentos dos seus dados. Além disso, o número excessivo de Tabelas e Curvas (são 79, no total) e a descrição dos dados de cada uma delas, não nos deixa dúvidas acerca do rigorismo citado, e evidenciam a necessidade de uma edição futura, cuidadosamente preparada para uma major parcela de leitores.

Logo de início, Joao Luís Fragoso nos apresenta seu objeto e hipóteses de trabalho, contrapostos a uma análise dos debates que buscaram criar os modelos explicativos clássicos da economia colonial. E discute tais modelos de forma crítica, mas evidenciando a necessidade de conhece-los e de apreender alguns de seus conceitos. 1  Não esquece de mencionar as diversas pesquisas de base que, nas décadas de 70 e 80, buscam as evidencias de um mercado interno colonial e as atividades que giram em torno dele, e define, por fim, a necessidade de se testar novos moldes explicativos, que é o que ele se propõe a fazer. A busca desses novos modelos se enraízam em bases que o autor já pesquisara em trabalho anterior e que lhe apresentaram a formação de uma economia agro-exportadora cafeeira no Vale do Paraíba fluminense, em meio a uma conjuntura econômica internacional desfavorável (depressão europeia de 1815-1850), o que vai de encontro as análises clássicas da economia colonial. Estas veem para o período, uma impossibilidade de acumulação end6gena e, para o autor, somente uma ampla acumulação previamente existente, explicaria aquela nova formação agro-exportadora em período recessivo internacional e da economia escravista açucareira e do algodão. Da mesma forma, ao contrário do que pensava Celso Furtado, a economia cafeeira do Vale do Paraíba não contaria com abundante escravaria vinda de Minas Gerais (em economia decadente), pois Minas, nessa época era a principal compradora de escravos que desembarcavam no Porto do Rio de Janeiro, bem como apresentava um crescimento demográfico significativo. Aos negociantes da praga do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, caberiam uma acumulação, que teria começado nas Últimas décadas do século XVIII, não s6 ligada à exportação, mas também ao abastecimento interno. A elasticidade dessa economia, ultrapassaria as vicissitudes da agro-exportação e, assim, surge, para o autor, a necessidade de se cunhar um novo pressuposto que considere a economia colonial como uma formação econômico-social.

O autor busca “apreender as formas de acumulação presentes na economia colonial do Sudeste, no século XIX”, 2 através das seguintes hipóteses: (1) o escravismo colonial (da plantation), em sua reprodução, gera formas de produção não-capitalistas, ligadas a seu abastecimento, entre as quais, a produção camponesa, o trabalho livre não-assalariado e a produção escravista de alimentos; (2) nessa formação econômico-social do sudeste colonial, o escravismo tem papel hegem6nico; (3) o processo de produção escravista do Sudeste introduz ou redimensiona três categorias na economia colonial que são, a acumulação endógena, o mercado interno onde ela se realiza e o capital mercantil residente que e um elemento gestado e, ao mesmo tempo mediador do processo de reprodução dessa economia. Este mercado interno tem natureza não-capitalista e, parte do trabalho não remunerado colonial assumiria forma de acumulação mercantil, originando uma distinção na hierarquia social sob a forma de dois grupos: uma aristocracia escravista territorial, hegemônica, e comerciantes de grosso trato que seriam os negociantes envolvidos, simultaneamente, no tráfico internacional de escravos, no abastecimento interno e nas finanças coloniais. Apesar do titulo do livro, e mais do que sobre esses homens que o autor vai falar. Ele não descuida de tratar do risco para esse sistema que seriam esses homens de grosso trato, mas, por outro lado, como eles tratam de reproduzi-lo com base na busca do poder hierárquico e na recorrência ao investimento em terras e escravos. Este, talvez seja um dos pontos nevrálgicos de que trata o autor: a recriação de sistemas agrários escravistas em áreas de fronteira que vão manter a sociedade colonial.

As proposições do autor, na medida em que vão de encontro as análises dos modelos explicativos clássicos que tentam demonstrar a incapacidade estrutural da Colônia em gerar acumulação interna, poderiam levar a uma crença na invalidade dos mesmos. Não e o que acontece, uma vez que o próprio autor resgata e apreende o que há de proximidades entre eles e passa a refletir sobre as bases daquelas argumentações. Através dessa raiz, propõe uma nova abordagem acerca do comercio metrópole-colônia: mercado de concorrência e não de monopólios, 1 ou mesmo, quando elege o Rio de Janeiro como o locus privilegiado para a verificação dos mesmos. A busca de respostas a uma pergunta, no entanto, aponta os limites dos modelos explicativos: como se abastecia a plantation ?

A partir da evid6ncia dos limites dos modelos explicativos clássicos da economia escravista colonial, Fragoso, seguindo o pressuposto de caracterizar a economia colonial como uma formação econômico-social, exemplifica, com as áreas do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, o “mosaico de formas nao-capitalistas de produção”, de uma economia colonial “para além da plantation escravista-exportadora”, mostrando formas diferenciadas de organização do trabalho escravo, formas especificas de trabalho livre (camponesa e peonagem) e, sobretudo, uma escravidão alocada em outros setores econômicos.

Em relação ao que descreve sobre Minas Gerais e o comercio de abastecimento desenvolvido na Capitania e, mais tarde, Província, o autor afirma que teria havido uma mudança de direção desse comercio, da mineração para a agro-exportação para território fluminense. Nesse ponto, me parece, o autor negligencia o crescimento demográfico da região mineira, crescimento, aliás, que ele evidencia em vários momentos. A meu ver, mais que uma mudança de direção, ocorre uma ampliação desse mercado, já que este crescimento proporcionaria um aumento da demanda estável de alimentos em território mineiro. Este fator e pouco tratado na obra. No entanto, outras observações são instigantes coma a comparação dos dados de crescimento demográfico, porcentagem de população escrava e participação da pecuária na economia mineira. A partir dessa analise conclui, por exemplo, que a agricultura mineira era tão mercantilizada que permitia adquirir cativos; que a pecuária não era somente produto do trabalho escravo e que o acesso à terra, em Minas, era estável, o que permitia um trabalho camponês/familiar com o auxílio do braço escravo.

Ao tratar, especificamente, do mercado colonial e das acumulações endógenas, Fragoso volta a apontar limites nos modelos explicativos clássicos por apresentarem uma situação paradoxal: a economia colonial, mesmo sendo um modo de produção, não possuiria suas próprias flutuações. Reitera algumas concordâncias com os citados modelos mas propõe novos pressupostos que mudam o angulo de visão do problema. São eles: (1) existência de uma formação econômica e social no espago colonial (escravismo associado a outras formas de produção não-escravistas); (2) ação de uma elite mercantil, originaria de acumulações endógenas e responsável pela reprodução da agro-exportação; (3) o fato de que a economia colonial, mais do que a plantation escravista, é a base de uma sociedade que se pretende reproduzir e, portanto, a inversão do sobretrabalho não mais depende apenas de injunções externas, mas das necessidades de reprodução dessa estrutura social, ditadas, principalmente, pelo mercado interno e pelas acumulações dele originadas. Mais uma vez, o exemplo e Minas Gerais que, sendo a principal região importadora de escravos, tem sua economia baseada na produção para o mercado interno e não para o internacional, o que prova a existência de acumulação endógena. Da mesma forma, o próprio tráfico internacional de cativos era controlado, desde o século XVIII, por comerciantes residentes no Brasil. Esse fato e os dados do tráfico interno “(…)colocam de cabeça para baixo os modelos clássicos da economia colonial’1 e demonstram que “(..) o custeio da empresa agroexportadora era feito, em grande medida, por uma elite mercantil colonial autônoma.” 1

Fragoso caracteriza bem: a plantation não tinha caráter autárquico e, mais que isso, gerava um mercado interno que, por sua vez redefine a natureza da economia e da sociedade coloniais e possibilita, juntamente com outras formas de produção, a ocorrência de acumulação endógena. 0 crescimento demográfico, por outro lado, provoca uma demanda (inelástica) de alimentos produzidos para três segmentos: plantation, setores urbanos e segmentos mercantis voltados para o mercado interno.

A caracterização deste mercado colonial é o objeto sobre o qual o autor vai se dedicar a reflexão, com dados numerosos e suficientes para permitir a conclusão de que ele é um mercado de fortes variações conjunturais que “reforçam o caráter especulativo de seu empresario”2  permitindo acumulações endógenas e uma hierarquia econômica altamente diferenciada, com graus de concentração de riquezas diferentes, de sua base ao seu topo, proporcionando a formação de uma elite mercantil hegemônica, com práticas especulativas que, no entanto, não a impediria de ter uma considerável estabilidade e, mesmo, de exercer práticas monopolistas. Estas seriam as características de um pequeno grupo de abastados empresários da praga mercantil do Rio de Janeiro que, no fundo, demonstrariam o caráter desigual da hierarquia econômico-social dessa praga e a natureza não capitalista do mercado colonial. A direção desse comercio praticado pelos “coloniais” se diversifica geograficamente e especificamente (do tráfico de escravos ao abastecimento de alimentos), mas com sua base no abastecimento interno. A ausência de fortes instituições financeiras, apesar da criação do Banco do Brasil, em 1808, tornaria o ápice desta pirâmide comercial dependente de um capital usurário fornecedor de empréstimos ao mercado e exercido pelos grandes negociantes de cada setor que se tornavam, também, grandes financistas de um mercado cativo.

Este capital mercantil seria o “elemento unificador” do mosaico de formas econômicas da Colônia, papel este que caberia “ao capital mercantil da praga do Rio de Janeiro, personificado em sua comunidade de comerciantes de grosso trato.”3  Praga essa marcada por uma hierarquia econômica que pouco se distingue da presente em sociedades pré-industriais da Europa dos séculos XV e XVI.4  Essa elite comercial carioca, de caráter múltiplo em sua atuação (abastecimento de alimentos, exportação, importação e tráfico de escravos), teria a possibilidade de substituir a aristocracia fundiária no topo da pirâmide econômica, pelas facilidades de apropriar-se do excedente do escravismo exportador e do de outras formas de produção, presentes na formação econômica e social da Colônia.

Como vimos, todas as análises de Fragoso acerca da economia colonial, a consideram como dependente não somente de fatores externos, mas, também de flutuações e especulações internas exercidas por uma pirâmide empresarial de base pequeno proprietária e topo financista usuraria, bem como de um mercado interno diversificado e dinâmico. 0 pressuposto que permite ao autor fazê-las é o de que o ritmo do mercado colonial só pode ser entendido, se considerarmos a Colônia como uma sociedade com suas pr6prias estruturas econômicas e sociais. E mais que isso, uma sociedade com necessidades e mecanismos de reprodução próprios.

A obra de Joao Luís Ribeiro Fragoso, tem vários méritos como a riqueza de dados e a limpidez das análises. No entanto o que mais se destaca é a sua lucida capacidade de justificar as proposições e pressupostos que dão base a sua reflexão.

Notas

1 Comerciantes, Fazendeiros e Formas de Acumulação em uma Economia Escravista-Colonial: Rio de Janeiro, 1799-1888, apresentada a Pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense, em dezembro de 1990. 0 presente trabalho recebeu o Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa, de 1991.

2 Trata-se aqui dos modelos explicativos de Caio Prado Júnior, Celso Furtado, Fernando A. Novais, Ciro F. Cardoso, Jacob Gorender, António Barros de Castro, Joao Manuel Cardoso de Mello e Jose Jobson Arruda, dentre outros.

2 FRAGOSO, J. L. R., Homens de Grossa Aventura: acumulação a hierarquia na praga mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830), Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, 1992. p. 27

1 Usando, aqui, conceito de Jose Raimundo Correia de Almeida. Op. cit., pp. 70-72.

1 Op. cit., p. 147.

1 Op. cit., p. 133.

2 Op. cit., p. 153.

3 Op. cit., p. 212.

4 0 autor a compara a Florença de 1427 e a Lyon de 1543. Op. cit. pp. 257-258.

José Newton Coelho Meneses – Mestrando em História – FAFICH/UFMG.

Acessar publicação original

[DR]

 

Center for Archaeological Investigations, Ocasional Papers n.10 – PREUCEL (RA)

PREUCEL, Robert W. (Ed). Center for Archaeological Investigations, Ocasional Papers n.10, Southern Ilinois University at Carbondale, Carbondale. 1991. 324p. Resenha de: barrero, Cristiana. Revista de Arqueologia, v. 9, 1996.

Cristiana Barrero – Doutoranda da Universidade de Pittsburg, Estados Unidos.

Acesso apenas pelo link original

[IF]

História de Goiás em documentos I. Colônia | Luis Palacín, Ledonias Franco Garcia e Janaína Amado

Resenhista

Dulce Amarante Oliveira Santos

Referências desta Resenha

PALACÍN, Luis; GARCIA, Ledonias Franco; AMADO, Janaína. História de Goiás em documentos I. Colônia. Goiânia: Editora da UFG, 1995. Documentos Goiano, 29. Resenha de: SANTOS, Dulce Amarante Oliveira. História Revista. Goiânia, v.1, n.1, p.145-146, jan./jun.1996. Acesso apenas pelo link original [DR]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

História Revista. Goiânia, v.1, n.1, 1996 / v.5, n.1/2, 2000.

História Revista. Goiânia, v.5, n.1/2, 2000)

Publicado: 2008-11-04

História Revista. Goiânia, v. 4, n.1/2, (1999)

Publicado: 2008-11-04

História Revista. Goiânia, 3, n.1/2, (1998)

Publicado: 2008-11-04

História Revista. Goiânia, v.2, n.2 (1997)

Publicado: 2008-11-04

História Revista. Goiânia, v.2, n.1 (1997)

Publicado: 2008-11-04

História Revista. Goiânia, v.1, n.2 (1996)

Publicado: 2008-11-04

História Revista. Goiânia, v.1, n.1, 1996.

Publicado: 2008-11-04

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, v.1, n.1, 1996 / v.17, n.2, 2020.

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.2, 2020

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.1, 2020.

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  • ESTUDO PRELIMINAR DAS PRÁTICAS DE PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS DOS CERAMISTAS TUPIGUARANI DA CHAPADA DO ARARIPE, PE, BRASIL: FORMA E FUNÇÃO DE RECIPIENTES
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Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.15, 2018.

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  • ESTUDO DA COLEÇÃO DE TIJOLOS DO PROGRAMA MONUMENTA – RECIFE: CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E QUÍMICA E SUA ANÁLISE MULTIVARIADA POR PCA
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  • LOCALIZAÇÃO DE SÍTIOS DEPOSITÁRIOS EM PERNAMBUCO: UM ESTUDO ARQUEOLÓGICO SUBAQUÁTICO SOB A ÓTICA DAS ATIVIDADES COMERCIAIS
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Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.14, 2017.

  • IN MEMORIAM DO PROF. CLAUDE GUÉRIN (1939 ‐ 2016)………………………………………..
  • 04
  • ALÉM DA PEDRA: UTILIZAÇÃO DE ROCHAS EM ALVENARIAS NAS ZONAS RURAIS NO
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  • 12
  • MICROESCAVAÇÃO DE AMOSTRAS DE CALCRETE DO SÍTIO LAGOA URI DE CIMA‐PE:
  • UM ESTUDO GEOARQUEOLÓGICO………………………………………………………………………..
  • Andréia Oliveira Macedo
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  • 44
  • A NOTE ON DIAGENETIC PARAMETERS FOR BONE REMAINS FROM PEDRA DO
  • ALEXANDRE SITE WITHOUT SAMPLE DESTRUCTION………………………………………………..
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  • 74
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  • 100
  • SÍTIO ARQUEOLÓGICO PONTE VELHA: UMA OFICINA LÍTICA EM UM TERRAÇO FLUVIAL
  • NO RIO PIAUÍ…………………………………………………………………………………………………..
  • Leandro Surya
  • Waldimir Maia Leite Neto
  • 130

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.13 2016.

  • A PRESENÇA INFANTIL NO REGISTRO BIOARQUEOLÓGICO NO SÍTIO PEDRA DO ALEXANDRE, CARNAÚBA DOS DANTAS, RN, BRASIL       04
  • Ana Solari
  • Gabriela Martin
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  • DESCOBERTA DE RESTOS FÓSSEIS DE PREGUIÇA GIGANTE NO MUNICÍPIO DE MAURITI, CE, BRASIL          31
  • Andrea M. F. Valli
  • ANTROPOMORFOS MINIATURIZADOS NAS PINTURAS RUPESTRES PRÉ-HISTÓRICAS DO PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA    60
  • Pâmara Araujo
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  • CANOAS MONÓXILAS DA LAGOA DE EXTREMOZ, RN, BRASIL         94
  • Marcelo Lins
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  • IMPLICAÇÕES MICROSCÓPICAS DA TAFONOMIA AO EMPREGO DE MÉTODOS E TÉCNICAS FORENSES EM ARQUEOLOGIA           108
  • André Luiz Campelo dos Santos
  • Henry Socrates Lavalle Sullasi
  • PARQUES HISTÓRICOS DA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE: PROCESSOS DE TOMBAMENTO E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO                                    131
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  • Viviane Maria Cavalcanti de Castro
  • Ricardo Pinto de Medeiro

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.12, 2015.

  • SÍTIO TOCA DO JUSTINO AQUINO VI, PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA
  • GUIDON, N.; AQUINO, C.de C.; SANTANA, T. M. de C.; NEVES, A. da S.; ALMEIDA, M. de F..05
  • AS PINTURAS RUPESTRES DA TRADIÇÃO AGRESTE EM PERNAMBUCO E NA PARAÍBA.
  • PERAZZO, M.;PESSIS, A-M;CISNEIROS, D…………………………………………………………….26
  • PATRIMÔNIO FUNERÁRIO DO CEMITÉRIO HISTÓRICO DE SANTO AMARO,NO RECIFE:
  • ESTADO DE CONSERVAÇÃO DOS PRIMEIROS TÚMULOS. COSTA, G. S da; CASTRO, V. M.
  1. de……………………………………………………………………………………………………….50
  • ARQUEOLOGIA DA PAISAGEM: A INFLUÊNCIA DOS FATORES CARTOGRÁFICOS E
  • HIDROMETEOROLÓGICOS NOS NAUFRÁGIOS DO SÉCULO XVI NO MAR ADJACENTE AO
  • PORTO DO RECIFE, PE, BRASIL.RIOS,C.;SANTOS JUNIOR, V. dos…………………………….74
  • O ART DÉCO NA CIDADE DE RECIFE, PERNAMBUCO – RAMOS, A. C. T.; MEDEIROS, R. P.
  • de; BARTHEL, S. G. A………………………………………………………………………………….100
  • A TÉCNICA DE FLUORESCÊNCIA DE RAIOS X POR DISPERSÃO DE ENERGIA (EDFRX) E
  • SUA APLICAÇÃO EM AMOSTRAS DE MOEDAS ANTIGAS – SULLASI, H. L.; OLIVEIRA
  • JUNIOR, P. J. De; CAMPOS, J. R. de O.; SOUZA, R. E. de; SANTOS, C. D. F…………………..114

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.11, 2014.

  • QUE PEDRA É ESSA? A NATUREZA DO MATERIAL LÍTICO NA PRÉ-HISTÓRIA DO RIO
  • GRANDE DO NORTE. FIGUEIREDO FILHO, O. A. de; ARAUJO, A. G. De M.;SANTOS JUNIOR, V.
  • Dos;MARQUES, M.;OLIVEIRA, D. L. De; MUTZENBERG, D. ………………………………………..03
  • FURNA DO ESTRAGO, BREJO DA MADRE DE DEUS, PE: REFLEXÕES SOBRE O LUGAR
  • DOS MORTOS NA PAISAGEM. – LEITE, M. N. CASTRO, V. M. de; CISNEIROS, D…………….25
  • AS PAISAGENS DESEJADAS E IMAGINADAS NA ARQUEOLOGIA DA CIDADE. – ALLEN, S.
  • ………………………………………………………………………………………………………………….40
  • O PÃO DO ÍNDIO DOS NUKINI DO AMAZONAS: ESTUDO DE CASO SOBRE O USO DE
  • SUPRIMENTOS ESPECÍFICOS NA DIETA ALIMENTAR INDÍGENA – SANTOS, C. A.; SILVA, F.
  1. C.; SILVA, S. F. S. M.; SULLASI, H. S. L.; SILVA, A. C.; OLIVEIRA, C. A.; PAULA, A. S.; GUETTI, N.
  • C; CASTRO, V. M. C.; WEBER, I.T………………………………………………………………………….58
  • ARQUEOTURISMO NA CORVETA CAMAQUÃ: UM MUSEU EM MAR ABERTO. RIOS, C.
  • HUTHER, A. F. M.; LINS,L. B.; MOURA, E. H. S. De…………………………………………………….78
  • ESTUDOS DE CONSERVAÇÃO PARA OS REMANESCENTES CONSTRUTIVOS DO SÍTIO
  • ARQUEOLÓGICO CAPELA VELHA – ENGENHO BELO MONTE, PE – GHETTI, N. C.;
  • OLIVEIRA, C. A. de; OLIVEIRA, A. A. da S.; CARDOSO, R. A.; DAVOGLIO, C. R ……………………90

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.10, 2013.

  • APRESENTAÇÃO………………………………………………………………………….03
  • BREVE PANORAMA DA PRÉ-HISTÓRIA DO VALE DO SÃO FRANCISCO NO NORDESTE DO BRASIL
  • Gabriela Martin, Anne-Marie Pessis…………………………………………………………………………….09
  • ESTRATÉGIAS E PROCEDIMENTOS DE ESCAVAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO ARQUEOLÓGICA
  • Anne-Marie Pessis, Demétrio Mützenberg, Irma Asón Vidal, Daniela Cisneiros,
  • Gisele Daltrini Felice, Marília Perazzo, Henry Lavalle……………………………………………………31
  • SÍTIO ARQUEOLÓGICO LAGOA URI DE CIMA: CRONOESTRATIGRAFIA
  • DE EVENTOS PALEOAMBIENTAIS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO
  • Demétrio Mützenberg, Antônio Carlos de Barros Corrêa, Daniela Cisneiros,
  • Irma Asón Vidal, Gisele Daltrini Felice, Daniele Gomes da Silva,
  • Helen Khoury, Renata Libonati………………………………………………………………………51
  • MICROESCAVAÇÃO DE AMOSTRA DA CONCREÇÃO CARBONÁTICA
  • DA LAGOA URI DE CIMA: GÊNESE E TAFONOMIA
  • Gisele Daltrini Felice, Anne-Marie Pessis, Antônio Carlos de Barros Corrêa,
  • Niède Guidon, Antoine Lourdeau, Marina Pagli,
  • Demétrio Mützenberg, Andréia Oliveira Macedo……………………………………………………………………………….69
  • CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DA INDÚSTRIA LÍTICA
  • DO SÍTIO ARQUEOLÓGICO LAGOA URI DE CIMA
  • Antoine Lourdeau, Marina Pagli………………………………………………………100
  • COPRÓLITOS, SEDIMENTOS E FEZES DE ANIMAIS DO SÍTIO ARQUEOLÓGICO
  • LAGOA URI DE CIMA: ANÁLISE PRELIMINAR
  • Luciana Sianto, João Daniel de Oliveira-Santos, Juliana Gomes Magalhães,
  • Isabel Teixeira-Santos, Lúcia Helena Sampaio da Silva, Bruna Montenegro Saldanha,
  • Erika Klein, Priscilla Araújo da Silva, Marcia Chame………………………………………………….130
  • ESTRUTURA CONSTRUTIVA HISTÓRICA NO ENTORNO DO SÍTIO ARQUEOLÓGICO
  • LAGOA URI DE CIMA: SÍTIO MURO DE PEDRA URI DE CIMA
  • Irma Asón, Daniela Cisneiros, Paulo Souto Maior, Manuela Matos……………………………………………………….149
  • LES GRANDS MAMMIFÈRES DU PLÉISTOCÈNE SUPÉRIEUR DE LA LAGOA URI DE CIMA
  • Martine Faure, Claude Guérin…………………………………………………………161
  • Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.9, 2012.
  • L’ART RUPESTRE DU PARC NATIONAL SERRA DA CAPIVARA (PIAUÍ, BRÉSIL): BESTIAIRE FIGURÉ ET DONNÉES PALÉONTOLOGIQUES
  • A ARTE RUPESTRE DO PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA (PIAUÍ, BRASIL): ANIMAIS REPRESENTADOS E OS DADOS PALEONTOLÓGICOS
  • Martine FAURE*, Claude GUÉRIN** & Cécile MOURER–CHAUVIRÉ**
  • NOVAS IMAGENS SOBRE AS PARTICULARIDADES DAS EXPRESSÕES GRÁFICAS RUPESTRES DA TRADIÇÃO NORDESTE, EM MORRO DO CHAPÉU, BAHIA
  • Carlos ETCHEVARNE
  • A DISPERSÃO ESPACIAL DA TRADIÇÃO NORDESTE NA REGIÃO AGRESTE DO RIO GRANDE DO NORTE
  • Valdeci dos SANTOS JÚNIOR
  • A PRESENÇA DA TRADIÇÃO NORDESTE NA REGIÃO DO CARIRI OCIDENTAL: QUESTÕES CLASSIFICATÓRIAS
  • Carlos Xavier de AZEVEDO NETTO* Patrícia DUARTE**
  • Adriana Machado Pimentel de OLIVEIRA***
  • PROTOCOLO DE REGISTRO NO ESTUDO DAS GRAVURAS RUPESTRES NA ÁREA ARQUEOLÓGICA DO SERIDÓ – RIO GRANDE DO NORTE/BRASIL 1
  • Taís Vargas LIMA
  • ESCOLHAS SIMBÓLICAS NA OCUPAÇÃO DOS SÍTIOS COM ARTE RUPESTRE NA ÁREA ARQUEOLÓGICA DO SERIDÓ, RN,PB
  • Irma Asón VIDAL
  • * ARSEKEN – Trabajos Arqueológicos, Sagunto (Valencia, Espanha)
  • A TRADIÇÃO NORDESTE NA ÁREA ARQUEOLÓGICA DO SERIDÓ, NO RIO GRANDE DO NORTE: A FURNA DO MESSIAS COMO EXEMPLO DA EVOLUÇÃO DA SUBTRADIÇÃO SERIDÓ
  • Gabriela MARTIN*
  • PETROGLYPHS IN THE LOWER NEGRO RIVER BASIN, NW BRAZILIAN AMAZON – A PRELIMINARY VIEW
  • A ARTE RUPESTRE DO RIO NEGRO –
  • UMA CONTRIBUIÇÃO À PESQUISA PRELIMINAR
  • Raoni VALLE
  • IN THE BASIN OF UATUMÃ : AN ATTEMPT OF AN ASSOCIATION BETWEEN ROCK SITES AND CERAMICS.
  • NAS FRONTEIRAS DO UATUMÃ – UMA TENTATIVA DE ASSOCIAÇÃO ENTRE SÍTIOS RUPESTRES E CERÂMICOS.
  • Marcus Vinicius de Miranda CORRÊA
  • ARQUEOLOGÍA Y ARTE RUPESTRE DE LA GUAYANA FRANCESA ARCHAEOLOGY AND ROCK ART OF FRENCH GUYANA
  • Gérald MIGEON
  • THE ASCENT OF PALAEOART SCIENCE
  • Robert G. BEDNARIK*
  • ROCK ART THEORY AND MEMETICS
  • Denise SMITH*
  • UNDERSTANDING THE CREATION OF CUPULES IN DARAKI-CHATTAN, INDIA COMPREENDENDO A CRIAÇÂO DE CÚPULAS EM DARAKATI-CHATTAN, INDIA
  • Giriraj KUMAR* & Ramkrishna PRAJAPATI**
  • COGNITIVE AND CREATIVE ABILITIES OF LOWER PALAEOLITHIC HOMININS IN INDIA
  • Giriraj KUMAR*
  • * Professor Giriraj Kumar
  • LOWER PALAEOLITHIC PALAEOART OF THE WORLD
  • Robert G. BEDNARIK*
  • ARTE RUPESTRE COMO MEMORIA: UNA PROPUESTA TEÓRICO-METODOLÓGICA
  • Felipe Armstrong BRUZZONE Proyecto FONDECYT 1080360
  • THE PREHISTORIC REPRESENTATIONS OF THE TUPANA EVENT IN NORTHEASTERN OF BRAZIL
  • AS REPRESENTAÇÕES PRÉ-HISTÓRICAS DO EVENTO TUPANA NO NORDESTE DO BRASIL
  • Pierson BARRETTO
  • Liga Ibero-americana de Astronomia, LIADA Rede Marcgrave de Astronomia, RMA
  • METODOLOGIA DE CLASIFICACIÓN PARA LAS PINTURAS RUPESTRES APLICADA A LA INFERENCIA DE CONTENIDOS SOCIALES EN CAZADORES RECOLECTORES: EL CASO DE AYSÉN ( PATAGONIA CENTRAL )
  • CLASSIFICATION METHODOLOGY OF ROCK ART PAINTINGS APPLIED TO INFERENCE OF THE SOCIAL VALUES FORAGERS SOCIETIES:
  • THE AYSÉN CASE (PATAGONIA CENTRAL-CHILE)
  • Kémel SADE *
  • TO BE OR NOT TO BE SCIENTIFIC, THAT IS THE QUESTION
  • Robert G. BEDNARIK*
  • EL ARTE RUPESTRE Y SUS DIMENSIONES DE SIGNIFICACIÓN ROCK ART AND DIMENSIONS OF SIGNIFICATION
  • Ana ROCCHIETTI *
  • GOOD TO THINK” REPRESENTATIONAL MODALITIES “BUENO PARA PENSAR” LAS MODALIDADES REPRESENTACIONALES
  • Livio DOBREZ*
  • A ARTE RUPESTRE COMO SIGNO: UMA ABORDAGEM SEMIÓTICA DO FENÔMENO INFOCOMUNICACIONAL
  • Lizete Dias de OLIVEIRA *
  • GRAVADO NO TEMPO / ETCHED IN TIME – THE BIBLIOGRAPHY PROJECT (1706-2009). O CASO DO CACHÃO DA RAPA – PRIMEIRAS NOTÍCIAS – SÉCULO XVIII
  • Mila Simões de ABREU* Ludwig JAFFE**
  • HISTORIA DE LA INVESTIGACIÓN SOBRE EL ARTE RUPESTRE EN LA AMAZONIA BRASILEÑA
  • RESEARCH’S HISTORY OF ROCK ART IN BRAZILIAN AMAZON
  • Edithe PEREIRA
  • Museu Paraense Emilio Goeldi [email protected], Pará, Brasil
  • EXEMPLOS DE PRIMEIRAS ABORDAGENS À ARTE RUPESTRE /CONTRIBUTO PARA UM INVENTÁRIO
  • Fernando COIMBRA
  • ARTE RUPESTRE EN COLOMBIA: HISTORIA DE LA INVESTIGACION: PROCESOS AUTONOMOS Y HETERONOMOS
  • ROCK ART IN COLOMBIA: HISTORY OF RESEARCH: AUTONOMY AND HETERONOMOUS PROCESS
  • Guillermo MUÑOZ C.
  • DOIS DOCUMENTOS, UMA REGIÃO, NOSSA HISTÓRIA
  • Ana Stela Negreiros OLIVEIRA** Cris BUCO**
  • Elaine IGNÁCIO***
  • EVOLUCIÓN DE LA METODOLOGÍA DE LA INVESTIGACIÓN APLICADA A LA PINTURA RUPESTRE ESQUEMÁTICA EN LA PROVINCIA DE BADAJOZ
  • (Extremadura, España)
  • EVOLUTION OF RESEARCH METHODOLOGY APPLIED TO SCHEMATIC ROCK
  • PAINTING IN BADAJOZ PROVINCE (Extremadura, Spain)
  • Isabel M. DOMÍNGUEZ GARCÍA*
  • Hipólito COLLADO GIRALDO** José Julio GARCÍA ARRANZ ***
  • AS PESQUISAS DE ARTE RUPESTRE NO BRASIL ROCK ART RESEARCH IN BRAZIL
  • André PROUS Loredana RIBEIRO
  • JORGE ISAACS Y MIGUEL TRIANA:
  • PIONEROS DE LA INVESTIGACIÓN RUPESTRE EN COLOMBIA
  • Carlos Augusto Rodríguez MARTÍNEZ
  • LA HISTORIA EN LÁPIZ: LA “PIEDRA PINTADA” DE PANDI Y SUS VISITANTES
  • Lorena RODRÍGUEZ GALLO
  • DATOS HISTORIOGRAFICOS SOBRE LAS INVESTIGACIONES CRONO-CULTURALES DEL ARCAICO GRAN MURAL, BAJA CALIFORNIA SUR, MEXICO
  • HISTORIOGRAPHIC DATA ABOUT CHRONO-CULTURAL RESEARCHERS OF THE ARCHAIC GREAT MURAL, BAJA CALIFORNIA SOUTH, MEXICO
  • Ramon VIÑAS
  • ARQUEOLOGIA SUBAQUÁTICA NA AMAZÔNIA – DOCUMENTAÇÃO E ANÁLISE DAS GRAVURAS RUPESTRES SUBMERSAS DO SÍTIO MUSSURÁ,
  • RIO TROMBETAS, PARÁ, BRASIL
  • Edithe PEREIRA* Gilson RAMBELLI**
  • Paulo Fernando Bava de CAMARGO** Flávio Rizzi CALIPPO**
  • Carlos Augusto Palheta BARBOSA*
  • PARA UMA REVISÃO DO ESTUDO DA ARTE RUPESTRE DO VALE DO TEJO O USO DOS MOLDES DE LÁTEX COMO INSTRUMENTO DE ESTUDO
  • Mila Simões de ABREU* Luiz OOSTERBEEK*
  • Sara GARCÊS* Fernando COIMBRA* Guillermo MUÑOZ *
  • Ana Isabel RODRIGUES**
  • O BANCO-DE-DADOS INTERNACIONAL DE ARTE RUPESTRE [BIAR] E A IFRAO – BIBLIOTECA DIGITAL DE MAÇÃO [IBDM]
  • Mila Simões de ABREU Fernanda TORQUATO Luiz OOSTERBEEK
  • Jedson CEREZER Isabel AFONSO
  • ARTE RUPESTRE DO CONCELHO DE MAÇÃO – CONSERVAÇÃO, ESTUDO E PROMOÇÃO NO MUSEU DE ARTE PRÉ-HISTÓRICA E DO SAGRADO DO
  • VALE DO TEJO
  • Luiz OOSTERBEEK, Mila Simões de ABREU, Hipólito COLLADO GIRALDO, Anabela Borralheiro PEREIRA, Fernando COIMBRA, Sara GARCÊS, Sara CURA, Pedro CURA e Vítor TEIXEIRA
  • DOCUMENTAÇÃO DOS GRAFISMOS RUPESTRES NO ACERVO DO NAP-NÚCLEO DE ANTROPOLOGIA PRÉ-HISTÓRICA / UFPI
  • Jacionira Coelho SILVA
  • Sonia Maria Campelo MAGALHÃES Igor Linhares ARAUJO
  • Raimundo de Andrade NETO
  • UFPI – Universidade Federal do Piaui BRASIL
  • APPLICATIONS OF DIGITAL IMAGE PROCESSING TO ROCK ART DOCUMENTATION
  • APLICACIONES DEL MEJORAMIENTO DIGITAL DE IMÁGENES A LA DOCUMENTACIÓN DEL ARTE RUPESTRE.
  • Robert MARK Evelyn BILLO
  • CALCITE FORMATION ON CAVE ART DATING BACK TO THE UPPER PALEOLITHIC: THE EXAMPLE OF THE LARGE CAVE OF ARCY-SUR-CURE (28,000 – 24,500 BP, YONNE, FRANCE)
  • FORMATIONS DE CALCITE SUR LES PEINTURES PREHISTORIQUES : LE CAS DE LA GRANDE GROTTE D’ARCY-SUR-CURE (28000 – 24500 BP, YONNE, FRANCE
  • Ina Reiche1, Emilie Chalmin1,2, Geneviève Orial3, Faisl Bousta3, Dominique Baffier4
  • ARTE RUPESTRE Y OCUPACIONES DEL HOLOCENO TARDÍO EN LA PATAGONIA ANDINA (COMARCA ANDINA DEL PARALELO 42º Y VALLE DEL
  • RÍO MANSO INFERIOR)
  • Anabella VASINI* Elena TROPEA**
  • IN SITU PIGMENTS STUDY OF ROCK ART AT JAGUARIAÍVA 1 ARCHAELOGICAL SITE (PARANÁ, BRAZIL) BY PORTABLE ENERGY DISPERSIVE
  • X-RAY FLUORESCENCE (EDXRF)
  • ESTUDO IN SITU DE PIGMENTOS DE ARTE RUPESTRE NO SÍTIO ARQUEOLÓGICO JAGUARIAIVA 1 (PARANÁ, BRAZIL) COM SISTEMA PORTÁTIL DE FLUORESCENCIA DE RAIOS X POR DISPERSÃO EM ENERGIA (EDXRF)
  • R. APPOLONI*, F. LOPES*, F. L. MELQUIADES**and C. I. PARELLADA***
  • TECNOLOGIA DE LA PRODUCCION DE LOS PIGMENTOS EN EL ARTE RUPESTRE COLOMBIANO: MATERIALES Y ALTERACIONES
  • TECHNOLOGY OF THE PIGMENTS PRODUCTION IN COLOMBIAN ROCK ART: MATERIALS AND ALTERATIONS
  • Judith TRUJILLO T.* Christophe FALGUERES** Luiz OOSTERBEEK*** Pierluigi ROSINA***
  • POSTULADOS METODOLÓGICOS PARA UN ACERCAMIENTO A LAS TECNOLOGÍAS DE PRODUCCIÓN DE GRABADOS RUPESTRES. ENTRE LA CORPORALIDAD,
  • EL GESTO Y LA TÉCNICA
  • METHODOLOGICAL POSTULATES FOR AN APPROACH TO THE PRODUCTION TECHNIQUES OF ROCK ART ENGRAVINGS. BETWEEN CORPORALITY, GESTURE AND TECHNIQUE
  • Francisco Vergara MURUA
  • THE ROLE OF CALIBRATED COLORIMETRY IN ROCK ART SCIENCE
  • EL PAPEL DE LA COLORIMETRÍA CALIBRADA EN EL ESTUDIO CIENTÍFICO DEL ARTE RUPESTRE
  • Robert G. BEDNARIK
  • CONSCIOUSNESS AND AWARENESS OF PALAEOART RESEARCH
  • Arsen A. FARADZHEV
  • THE SKY ON THE ROCKS: COMETARY IMAGES IN ROCK ART
  • Fernando COIMBRA
  • ZHOU, H.; ZHUANG, W.; WANG, Y. (1997) –
  • New reductions of orbits based uponChinese ancient cometary records. Planet Space Science, 45 (nº12). ElsevierScience, Ltd., s/l: 1551-1555.
  • FRAMING AND THE ORGANIZATION OF SPACE IN REPRESENTATION ENMARCAR Y LA ORGANIZACION DEL ESPACIO EN LA REPRESENTACION
  • Livio DOBREZ
  • ARTICULACIONES ESPACIALES, CUERPOS Y ROCAS: EXPLORANDO UNA ESTÉTICA DEL ARTE RUPESTRE EN EL CENTRO NORTE DE CHILE
  • Andrés TRONCOSO
  • AESTHETICS AND ETHICS
  • IN THE ROCK ART OF THE TRANSITION INTO FARMING
  • Luiz OOSTERBEEK*
  • Guillermo MUÑOZ**
  • CANADIAN SHIELD ROCK ART AS GESAMTKUNSTWERK: AESTHETICS OF PLACE AND LANDSCAPE
  • Dagmara ZAWADZKA
  • THE AESTHETIC OF THE `DEIGHTON LADY’
  • Margaret BULLEN
  • VANDALISM, GRAFFITI OR ‘JUST’ ROCK ART? THE CASE OF A RECENT ENGRAVING IN THE CÔA VALLEY ROCK ART COMPLEX IN PORTUGAL
  • António Pedro BATARDA FERNANDES
  • EVOLUTIONARY AESTHETICS AND THE ROLE OF SEXUAL SELECTION ON THE EVOLUTION OF ROCK ART AESTHETICS
  • Marco VARELLA Altay SOUZA José FERREIRA
  • DRAWING LIONS
  • John CLEGG
  • ARTE RUPESTRE Y CÓNDORES: CANGREJILLOS NOROESTE DE LA REPÚBLICA ARGENTINA
  • ROCK ART AND CONDORS: CANGREJILLOS NORDWEST ARGENTINA
  • Alicia Ana Fernández DISTEL*
  • LAS REPRESENTACIONES DE ANIMALES EN EL ARTE RUPESTRE DE COLOMBIA- SUR AMÉRICA
  • ROCK ART REPRESENTATIONS OF ANIMALS IN THE ROCK ART OF COLOMBIA- SOUTH AMERICA
  • Guillermo MUÑOZ C.
  • ZOOMORPHIC ART IN THE OPEN AIR ROCK ART COMPLEX OF THE CEIRA AND ALVA RIVERS BASINS AND ADJACENT UNHAIS RIVER BASIN – PORTUGAL
  • A ARTE ZOOMÓRFICA NO COMPLEXO DA ARTE RUPESTRE AO AR LIVRE DAS BACIAS DOS IOS CEIRA E ALVA E ÁREAS FRONTEIRAS COM A BACIA DO RIO UNHAIS – PORTUGAL
  • Nuno RIBEIRO* António PEREIRA* Anabela JOAQUINITO*
  • O BESTIÁRIO RUPESTRE DO PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA
  • Thalison dos SANTOS* Jorlan da Silva OLIVEIRA** Lucas Braga da SILVA***
  • Maxim Simões de Abreu JAFFE****
  • OS CERVÍDEOS NA ARTE RUPESTRE EM TERRITÓRIO PORTUGUÊS –DO CÔA AO TEJO
  • Mila Simões de ABREU* Sara GARCÊS**
  • RARE EXAMPLES OF BRITISH NEOLITHIC AND BRONZE AGE HUMAN REPRESENTATIONS IN ROCK-ART: EXPRESSIONS IN
  • WEAPONS AND WARRIORSHIP
  • George NASH
  • WHAT ROCK ART SCENES CAN TELL US, EXAMPLES FROM THE USA NORTHERN PLAINS
  • Mavis GREER, Ph.D. & John GREER, Ph.D.
  • DEPICTION OF AN ANCIENT RITUAL IN THE SOUTHWEST UNITED STATES?
  • A BARRIER CANYON PICTOGRAPH PANEL
  • Peggy WHITEHEAD
  • WILD GOAT (IBEX), HUNTING AND ROCK ART INTERPRETATION IN IRAN
  • Sirvan Mohammadi GHASRIAN
  • FILAMENTS AND FIBERS: WOVEN STRANDS OF MYTHOLOGY,RITUAL AND PERSONAL IDENTITY PAINTED ONTO FEMALE FIGURES IN
  • AUSTRALIAN ROCK ART
  • Margaret GROVE, Ph. D.*
  • FEMALE, MALE OR OTHER: GENDER AND SEXUAL IDENTITY IN ROCK ART
  • Mary GORDEN
  • SEXUALITY IN ROCK PAINTINGS OF SERIDÓ / RN – BRAZIL SEXUALIDADE NAS PINTURAS RUPESTRES DO SERIDÓ / RN – BRASIL
  • Santiago GUIMARÃES*
  • NEW ASPECTS OF DOCUMENTATION AND RECORDING ROCK ART IN COLOMBIA
  • NUEVOS ASPECTOS DEL REGISTRO Y LA DOCUMENTACION DEL ARTE RUPESTRE EN COLOMBIA
  • Guillermo MUÑOZ C. Judith TRUJILLO T.
  • ESTABELECENDO UMA ESCALA DE PRIORIDADE DE INTERVENÇÃO CONSERVATIVA NOS PAINÉIS DE ARTE RUPESTRE DO
  • VALE DO CÔA (PORTUGAL)
  • António BATARDA*
  • ARQUEOLOGIA E HISTÓRIA: A ARTE RUPESTRE NO CONTEXTO DA SOCIEDADE PIAUIENSE
  • ARCHEOLOGY AND HISTORY: THE ROCK ART IN THE CONTEXT OF SOCIETY PIAUÍ
  • Claudete DIAS*
  • ESTUDO E CONSERVAÇÃO NO SÍTIO LETREIRO DO NINHO DO URUBU, CASTELO DO PIAUÍ
  • JACIONIRA COELHO SILVA* IGOR LINHARES DE ARAUJO**
  • KARLA BIANCA DA SILVA OLIVEIRA*** HELANE KAROLINE TAVARES GOMES** PEDRO HENRIQUE DOS SANTOS GASPAR**
  • O SÍTIO ESTRADA DA MORADA NOVA: UM EXEMPLO DE INTERVENÇÃO DE CONSERVAÇÃO
  • Maria Conceição Soares Meneses LAGE * Karla Bianca da Silva OLIVEIRA**
  • Ana Luisa Meneses LAGE*** Julimar Quaresma MENDES JUNIOR*** Maria Cleidiane Pinheiro de SOUSA****
  • A PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DO SÍTIO LETREIRO DO QUINTO, PEDRO II – PI
  • Maria Conceição Soares Meneses LAGE * Amanda Caroline de C. SIQUEIRA** Daniela Mendes NEIVA**
  • Naira Lorena de Oliveiras VERAS** Nodja Moama S. PINTO**
  • O SÍTIO LETREIRO DA TORRE I: PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO E PROBLEMAS DE CONSERVAÇÃO
  • LAGE, Maria Conceição Soares Meneses * ALENCAR, Lucídio Lopes de ** GOMES, Gilmara Cantanhede** PORTO, Filipe Ribeiro**
  • ROCHA, Eugênio** SILVA, Ana Flávia Sousa**
  • PEDRA DO CASTELO: UM EXEMPLO DE APLICAÇÃO DA ARQUEOMETRIA NA CONSERVAÇÃO PATRIMONIAL
  • Maria Conceição Soares Meneses LAGE Jacionira Coelho SILVA
  • Sônia Maria Campelo MAGALHÃES Luís Carlos Duarte CAVALCANTE Lívia MARTINS
  • Lorena FERRARO
  • A PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DO SÍTIO PEDRA DO AMERICANO, PARNA. SETE CIDADES, PIRACURUCA – PI
  • Sônia Maria Campelo MAGALHÃES* Pablo Roggers Amaral RODRIGUES** Kallio Aécio Rodrigues de OLIVEIRA*** Francisco João Lopes SILVA***
  • PIEDRAS, MIRADAS Y DISCURSOS. EL ARTE RUPESTRE A LOS OJOS DE LA LOCALIDADES DE CÉSPED Y LOS PERALES, ILLAPEL, CHILE
  • STONES, POINTS OF VIEW AND SPEECHS. THE VIEW OF ROCK ART AT COMUNITIES OF CESPED AND LOS PERALES ( ILLAPEL, CHILE)
  • Diego ARTIGAS* & Patricia SALATINO**
  • O VALOR ECONÔMICO DO ECOTURISMO NO PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA – PIAUÍ – BRASIL
  • THE ECONOMIC VALUE OF THE NATIONAL PARK ECOTURISMO SERRA DA CAPIVARA – PIAUÍ – BRAZIL
  • Raimundo Coelho de OLIVEIRA FILHO* & Maria do Socorro Lira MONTEIRO**
  • PAISAJE PROTEGIDO DE LA LOCALIDAD RUPESTRE CHAMANGÁ (FLORES, URUGUAY): PROPUESTA INTEGRAL DE GESTIÓN
  • PROTECTED LANDSCAPE OF THE CHAMANGÁ (FLORES, URUGUAY) ROCK ART LOCALE: INTEGRAL MANAGEMENT PROPOSAL
  • Margarita ETCHEGARAY & Andrés FLORINES
  • RECURSOS DIDÁCTICOS PARA LA VALORACIÓN Y CONSERVACIÓN DE SITIOS ARQUEOLÓGICOS CON ARTE RUPESTRE
  • María Pía FALCHI * & Marcelo A. TORRES**
  • GESTÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO PARA O TURISMO, ANÁLISE DOS SÍTIOS DE ARTE RUPESTRE DE MONTE ALEGRE E SERRA DAS ANDORINHAS/BRASIL
  • Silvio Lima FIGUEIREDO* Edithe PEREIRA **
  • CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DE ARTE RUPESTRE DE VIDE (PORTUGAL) – DO PROJECTO À REALIDADE E SEUS DESAFIOS
  • THE ROCK ART INTERPRETATION CENTRE IN VIDE (PORTUGAL) – FROM PROJECT TO REALITY AND ITS CHALLENGES
  • Nuno RIBEIRO
  • Anabela JOAQUINITO António Sérgio PEREIRA
  • ARTE RUPESTRE Y COMUNIDAD. EXPERIENCIAS EN BOLIVIA ROCK ART AND COMMUNITY. EXPERIENCES IN BOLIVIA
  • Matthias STRECKER Freddy TABOADA Pilar LIMA
  • O REGISTRO ARQUEOLÓGICO COMO INSTRUMENTO DE MEMÓRIA SOCIAL
  • Rossano Lopes BASTOS*
  • QUALITY MANAGEMENT AT ROCK ART SITES: THE HERITY CERTIFICATION AT SERRA DA CAPIVARA WORLD HERITAGE SITE
  • Maurizio QUAGLIUOLO*
  • 10.000 AÑOS DE ARTE RUPESTRE. EL CICLO PREESQUEMÁTICO DE LA PENÍNSULA IBÉRICA Y SU REFLEJO EN EXTREMADURA (ESPAÑA)
  • Hipólito COLLADO GIRALDO* José Julio GARCÍA ARRANZ**
  • ARTE RUPESTRE DE LA EDAD DEL HIERRO EN LA PENÍNSULA IBÉRICA: TIPOS, CRONOLOGÍA Y CONTEXTO
  • José Ignacio ROYO GUILLÉN
  • GRAFISMO RUPESTRE PALEOLÍTICO DEL VALLE DEL TRUBIA (SANTO ADRIANO, ASTURIAS): LOS SITIOS DE CUEVA PEQUEÑA Y EL CAMARÍN DE LAS CIERVAS DE LOS TORNEIROS
  • Milagros FERNÁNDEZ ALGABA* Gema E. ADÁN ÁLVAREZ*
  • &
  • Juan Luís ARSUAGA FERRERAS**
  • ARTE RUPESTRE LEVANTINO: ¿CONTINUIDAD O RUPTURA CON LA TRADICIÓN EN LOS GRUPOS DE CAZADORES HOLOCENOS DEL MEDITERRÁNEO DE LA PENINSULA IBÉRICA?
  • Miguel Ángel MATEO SAURA
  • DES OEUVRES RUPESTRES AUTOCHTONES AUX GRAFFITIS MODERNES, VERS UN CHANGEMENT DE TRADITION ARTISTIQUE ET D’EXPRESSION VISUELLE? LE CAS DU ROCHER-À-L’OISEAU (QUÉBEC, CANADA)
  • FROM ABORIGINAL ROCK ART TO MODERN GRAFFITIS: TOWARDS A CHANGE IN ARTISTIC TRADITION AND VISUAL EXPRESSION? THE CASE OF ROCHER-À- L’OISEAU (QUÉBEC, CANADA)
  • Professeur Daniel ARSENAULT* & Emily ROYER
  • THE DILEMMA OF „SYMMETRY‟ IN THE PALAEOLITHIC PARIETAL ART
  • Martín GAMBOA
  • O PROCESSO GRÁFICO NA GEOMETRIA RUPESTRE BRASILEIRA. UMA REFLEXÃO DO
  • CORPUS GRÁFICO DA PEDRA DA BUQUINHA NA CIDADE DE VENTUROSA – PE
  • THE GRAPHIC PROCESS IN BRAZILIAN GEOMETRIC ROCK ART. A REFLEXIVE APPROACH TO THE GRAPHIC CORPUS OF BUQUINHA STONE AT
  • VENTUROSA CITY PE
  • Carlos Henrique Romeu CABRAL
  • INTERACTING IMAGES. ANALYSIS OF ROCK-ART PAINTINGS AND ENGRAVINGS IN WESTERN TINOGASTA FROM 2500 TO 1300 BP (PROVINCE OF CATAMARCA, ARGENTINA)
  • IMÁGENES EN INTERACCIÓN. ANÁLISIS DE LOS GRABADOS Y PINTURAS RUPESTRES DEL OESTE TINOGASTEÑO ENTRE EL 2500 Y EL 1300 AP (PROVINCIA DE CATAMARCA, ARGENTINA)
  • Mara BASILE* Norma RATTO**
  • ARQUITECTURA, CONCRETA E ABSTRACTA, DA PRÉ-HISTÓRIA AO PERÍODO DO CONTACTO. INTERPRETAÇÃO E COMPARAÇÃO DE ALGUMAS PINTURAS RUPESTRES DO P. N. SERRA DA CAPIVARA COM ARQUITECTURA INDÍGENA BRASILEIRA ACTUAL
  • Cris Buco* Elaine Ignácio**
  • &
  • Mafalda Fidalgo ***
  • “ON ENDLESS MOTION”: DEPICTION OF MOVEMENT IN THE UPPER PALAEOLITHIC CÔA VALLEY ROCK ART (PORTUGAL)
  • Luís LUÍS*
  • António Pedro BATARDA FERNANDES**
  • EVIDENCIAS DE CONTACTO EN EL ARTE RUPESTRE DE LA MESETA DEL STROBEL
  • (PATAGONIA AUSTRAL ARGENTINA)
  • CONTACT EVIDENCE IN THE ROCK ART OF THE STROBEL PLATEAU (SOUTHERN PATAGONIA, ARGENTINA)
  • ANAHÍ RE*
  • Rafael GOÑI**
  • Juan Bautista BELARDI*** Francisco GUICHÓN****
  • ARTE RUPESTRE E AS ÁGUAS
  • THE ROCK-ART AND WATER
  • Luís Jorge GONÇALVES* Manuel CALADO*
  • RUPESTRES SONOROS
  • Magda Dourado PUCCI
  • ARQUEOLOGIA DO MOVIMENTO: VISÕES SONORAS DA PRÉ-HISTÓRIA NA SERRA DA CAPIVARA. PIAUÍ, BRASIL
  • Cris BUCO
  • INTRODUCTION TO ROCK ART AND FOOD PRODUCING SOCIETIES A SYSTEMATIC ASSOCIATION
  • ARTE RUPESTRE E SOCIEDADES AGRÍCOLAS. UMA ASSOCIAÇÃO SISTEMÁTICA
  • María Cruz BERROCAL* Sidsel MILLERSTROM **
  • QUEBRADA AMARGA: EL ENCUENTRO DE ALBACORAS Y LLAMAS QUEBRADA AMARGA: THE MEETING OF ALBACORES AND LLAMA
  • Diego ARTIGAS* Juan GARCÍA**
  • ARTE RUPESTRE E SOCIEDADES CAMPONESAS. UMA ASSOCIAÇÃO SISTEMÁTICA NO ALENTEJO CENTRAL (PORTUGAL)
  • ROCK ART AND PEASANT SOCIETIES. A SYSTEMATIC ASSOCIATION IN THE CENTRAL ALENTEJO, PORTUGAL
  • Leonor ROCHA*
  • ARTE RUPESTRE Y AGRICULTURA EN BRASIL
  • THE ROCK ART OF NEOLITHIC POPULATIONS IN BRAZIL
  • André PROUS* & Fábio FREITAS**
  • EL ARTE RUPESTRE DEL NORTE DE MESOAMÉRICA ROCK ART OF NORTH MESOAMERICA
  • Carlos Viramontes ANZURES*
  • ARTE RUPESTRE EN CONTEXTOS PRE-CERÁMICOS EN EL ORINOCO MEDIO (ROCK ART IN PRE-CERAMIC CONTEXTS IN THE MIDDLE ORINOCO)
  • Kay TARBLE* Franz SCARAMELLI**

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.8, 2009.

  • Artigos
  • Pesquisas arqueológicas na região do Parque Nacional Serra da Capivara e seu entorno (Piauí-1998-2008)
  • Niède Guidon, Anne-Marie Pessis, Gabriela Mrtin
  • Dentes e crânios humanos fósseis do Garrincho (Brasil) e o povoamento antigo da América
  • Evelyne Peyre, Jean Granat, Niède Guidon
  • Toca das Moendas, Piau´-Brasil: primeiros resultados das escavalções arqueológicas
  • Niède Guidon, Claude Guérin, Martine Faure, Gisele Daltrini Felice, Cristiane Buco, Elaine Ignácio
  • Remanescentes ósseos humanos da Toca do Serrote das Moendas: cura, inventário e descrição sumária
  • Tatiana F. de Almeida e Walter A Neves
  • Diversidade morfocraniana dos remanescentes ósseos humanos da Serra da Capivara: implicações para a origem do homem americano
  • Danilo V. Bernardo e Walter A. Neves
  • Pigmentos pré-históricos e eflorescências salinas da Toca do Estevo III
  • Luis Carlos Duarte Cavalcante, Renoir Rios de Souza Abreu, Maria Conceição Soares Meneses Lage
  • Sepultamentos na Toca do Enoque  (Serra das Confusões-Piaui): Nota prévia
  • Niède Guidon, Maria de Fátima da Luz
  • “No Rastro da Maniçoba” Trilha interpretativa da Fazenda Juribeba
  • Ana Stela de Negreiros Oliveira, Cristiane Buco e Elaine Ignácio
  • Relatório
  • Cadastro de sítios arqueológicos em 2005 Região da Serra da Capivara e Corredor Ecológico- Parceria entre IPHAN e FUMDHAM
  • Niède Guidon, Cristiane Buco e Elaine Ignácio

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.7, 2008.

  • As migrações humanas e animais e a introdução de parasitas exóticos – Invasores que afetam a saúde humana no Brasil.
  • Marcia Chame, André Luiz Batouli-Santos e Martha Lima Brandão
  • Palinologicals analyses of quaternary
  • lacustrine sediments from
  • “Lagoa do Quari”,
  • NE Brazil, (PI)
  • A. Chaves2 , F. Parenti, 3 C. Guérin,4 M. Faure4 , F.Candelato3, V. Rioda3, D. Mengoli3 , S. Ferrari3 , L. Natali3, G.Scardia3 ,C. Oberlin3
  • Tracing human prehistoric migrations
  • by paleoparasitology findings
  • Adauto Araujo1, Karl J. Reinhard2, Scott L. Gardner3,
  • Ana Maria Jansen 4,
  • Luiz Fernando Ferreira1
  • La biodiversité mammalienne au
  • Pléistocène supérieur – Holocène ancien
  • dans la Région du
  • Parc National Serra da Capivara
  • (SE du Piauí, Brésil)
  • Claude Guérin1 & Martine Faure2
  • Etnobotânica e arqueologia: as
  • plantas como indicadores das
  • migrações humanas na
  • América pré-colombiana.
  • Bustamante, PG, 1, Freitas, FO, 2
  • O Homem seguiu as plantas ou as
  • plantas seguiram o Homem?
  • Rotas migratórias e de contato do
  • Homem pré-histórico
  • nas Américas segundo as plantas
  • cultivadas.
  • Estudo de caso – milho
  • Freitas, F.O1 Bustamante, P.G2, Ferreira,
  • P.C.G3
  • Revisão dos sítios arqueológicos
  • com mais de seis mil anos BP
  • no Paraná:
  • discussões geoarqueológicas
  • Claudia Inês Parellada1
  • C-AMS as a tool for archaeological
  • investigation: Implications for Human
  • Settlement in South America
  • Guaciara M. Santos1, Mariana Fabra2, Andres G. Laguens3, Dario A.
  • Demarchi4,John R. Southon5, R. Erv Taylor6, Debra George7
  • Les premiers peuplements des
  • Amériques :
  • Les datations carbone 14 sont-elles
  • trop « vieilles » ?
  • Michel Fontugne1
  • Peopling Brazil took place much
  • earlier than in North America?
  • Shigueo Watanabe 1,
  • Walter Elias Feria Ayta 1,
  • Carlos Alberto Etchevarne 2,
  • Henry Sixto Javier Ccallata 1 ,
  • Roseli Fernandes Gennari 1
  • O Povoamento das Américas
  • através de estudos
  • de ancestralidade paterna
  • Fabrício R Santos1
  • Paleoamerican morphology’s
  • dispersion in the New World and its
  • implications for the settlement
  • of the Americas.
  • Walter Neves1, Mark Hubbe2
  • Late pleistocene peopling of
  • western interior
  • Canada
  • Jiri Chlachula1
  • The Late Pleistocene Human
  • Occupation of Mexico
  • Silvia Gonzalez and David Huddart1
  • Uma abordagem
  • tecno-funcional e evolutiva dos
  • instrumentos plano-convexos
  • (lesmas) da transição
  • Pleistoceno/Holoceno
  • no Brasil central 1
  • Emílio Fogaça2, Antoine Lourdeau3
  • UNE APPROCHE TECHNOFONCTIONNELLE
  • ET EVOLUTIVE
  • DES INSTRUMENTS
  • PLANO-CONVEXES (LESMAS)
  • DE LA TRANSITION
  • PLEISTOCENE/HOLOCENE
  • DANS LE BRESIL CENTRAL1
  • Possibilities and Limitations of
  • Human Bone Record in Southern
  • Patagonia
  • Suby JA1, 2, Guichón RA1,3, Salemme M4, Santiago F4.
  • Early holocene lithic projectile
  • points from the Amazon
  • Klaus Hilbert1
  • Pedra Furada : uma revisão
  • Niéde Guidon1
  • Cronologia da Tradição Arqueológica
  • Tupiguarani
  • Ângelo Alves Corrêa1
  • Danielle Gomes Samia2
  • Povoamento e despovoamento: da
  • pré-história à sociedade
  • escravista colonial.
  • Claudete Maria Miranda Dias
  • O povoamento da América visto a
  • partir dos sambaquis do Litoral
  • Equatorial Amazônico do Brasil.
  • Arkley Marques Bandeira1
  • A arte rupestre no Rio Grande do Sul:
  • – Semiótica e Estereoscopia
  • Lizete Dias de Oliveira
  • Gravuras pré-históricas
  • da área arqueológica do Seridó
  • Potiguar\Paraibano: um estudo
  • técnico e cenográfico
  • Raoni Bernardo Maranhão Valle
  • As técnicas de execução das
  • gravuras rupestres
  • do Rio Grande do Norte
  • Valdeci dos Santos Júnior1
  • Estudo das cadeias operatórias e estilos
  • na cultura material cerâmica e lítica
  • das populações pré-coloniais
  • dos sítios Inhazinha e Rodrigues
  • Furtado, Município de Perdizes /MG
  • João Cabral de Medeiros

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n., 2007.

  • Origens do ser humano x O ser humano segundo suas origens
  • Vilma Chiara
  • Toca do Pinga da Escada: Nota prévia
  • Guidon, C. Buco e E. Ignácio
  • Escavações em três abrigos da Serra Branca
  • Guidon, C. Buco, E. Ignácio
  • Na Pré-história uma mina de silexito, hoje uma mina de níquel: Relatório
  • Guidon, G. Aimola, E. Medeiros, A. Bittencourt e G. Felice.
  • Aldeia da Baixa do Carvoeiro: Nota prévia
  • Guidon, S. Maranca e C. Kestering
  • Estudo químico de sedimentos arqueológicos do Parque Nacional Serra da Capivara – Piauí-Brasil
  • C. Lage, L. Cavalcante e J. Santos
  • Intervenção de conservação no Sítio Pequeno, Parque Nacional de Sete Cidades – Piauí – Brasil
  • C. Lage, L. Cavalcante e A. Conçalves.
  • Salvamento Arqueológico  na área da Adutora do Garrincho
  • Guidon, G. Felice e C. F. M. Lima.

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.5, 2007.

  • PATRIMÔNIO E CIDADANIA
  • Anne-Marie Pessis
  • A arte rupestre da região do Seridó, na Paraíba e no
  • Rio Grande do Norte
  • Gabriela Martin
  • “O Parque Regional do Pantanal, o novo espaço institucional para
  • uma gestão participativa dos recursos naturais”
  • Jean Phillipe Delorme
  • SAUVEGARDE ET CONSERVATION DES PEINTURES RUPESTRES
  • DU PARC NATIONAL SERRA DA CAPIVARA
  • Maria Conceição Soares Meneses Lage1
  • Niède Guidon2
  • Jóina Freitas Borges3
  • [Sem título]
  • MILA SIMÕES ABREU
  • Parque Nacional Serra da Capivara : sítios rupestres e problemática
  • Niéde Guidon
  • ARTE LEVANTINO Y TERRITORIO EN LA ESPAÑA MEDITERRÁNEA
  • Pilar Utrilla∗ y Manuel Martínez-Bea
  • Arte rupestre de la Valltorta (Espanha)*
  • Rafael Fernandez
  • FORMAS DE DOCUMENTAÇÃO NA ARTE RUPESTRE LEVANTINA.*
  • Sem autoria]

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, n.4, 2004.

  • 1º Encontro da Física e Arqueologia
  • Datação Arqueológica por Ressonância Paramagnética Eletrônica
  • Archeological Dating by Electron Paramagnetic Resonance
  • Oswaldo Baffa1 e Angela M.O. Kinoshita1,2
  • DATAÇÃO TERMOLUMINESCENTE E DE RESSONÂNCIA PARAMAGNÉTICA
  • ELETRÔNICA DA CALCITA COLETADA SOBRE PINTURAS RUPESTRES DE DOIS
  • SITIOS NO PARQUE NACIONALDASERRADACAPIVARA, PIAUÍ, BRASIL.
  • Conferência apresentada pelo Prof. Dr.WalterAyta do Instituto de Física da USP- São
  • Paulo
  • Datações próximo ao limite da técnica radiocarbono
  • Michael I. Bird*
  • L.Keith Fifield,
  • Research School of Physical Sciences and Engineering,
  • Guaciara M. dos Santos**
  • OS ÚLTIMOS AVANÇOS NA CALIBRAGEM DAS IDADES RADIOCARBONO
  • PERMITEM UMA REVISÃO DAS CRONOLOGIAS ENTRE 25 E 50.000 ANOS BP ?
  • Michel FONTUGNE
  • Apresentação do Doutor James K. Feathers
  • Research Associate Professor, Department of Anthropology, University of Washington,
  • Seattle, USA
  • Comunicação do Prof. Dr. Shigueo Watanabe
  • Instituto de Física da USP – São Paulo.
  • Comunicação do Excelentíssimo Governador do Estado do Piauí, Wellington Dias.
  •  

Fumthamentos. São Raimundo Nonato, v.3, 2002.

  • Ocuações pré-históricas sobre terraços fluviais no Vale Médio do São Francisco. O sítio Antenor em Tacaratu, PE
  • Gabriela Martín e Jacionira Coelho Silva
  • Datações por termoluminescência de seixos de quartzo queimados n Toca do Boqueirão da Pedra Furada (Piauí, Nordeste do Brasil)
  1. Valladas, N. Mercier, M. MIchab, J. L. Joron, J. L. Reyss, N. Guidon
  • Os ceramistas pré-históricos do sudeste do Piauí – Brasil: estilos e técnicas
  • Claudia A. Oliveira
  • Sondagens na Lagoa do Quari, São Raimundo Nonato, Piauí: Campanha 2002
  • Fabio Parenti, Claude Guérin, Davide Mengali, Martine Faure, Luca Natali, Sergio Augusto de Miranda Chaves, Sonia Ferrari, Lucia Mafra Vlença
  • Os pigmentos pré-históricos de grafismos rupestres do sertão central do Ceará: análise química e reconstituição da técnica de realização.
  • Maria Conceição Soares Meneses Lage, Paulette Hugon e Marcélia Marques
  • Grafismos puros nos registros rupestres da área de Sobradinho, BA
  • Celita Kestering
  • A Estrada do Gongo: um sítio a céu aberto na Área Arqueológica de São Raimundo Nonato
  • Onésimo Santos
  • Viagem científica ao coração do Brasil: nota sobre o relatório da expedição de Arthur Neiva e Belisário Penna à Bahia, Pernanbuco, Piauí e Goiás (1912)
  • Nisia Trindade Lima
  • O Recife e os artistas: roteiro das imagens
  • José Luiz Mota Menezes
  • Aprendendo a fazer renda: trabalho de mulheres índias na colonização do Rio Grande do Norte
  • Fátima Martins Lopes
  •  

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, v.2, 2002.

  • Povos indígenas do sertão nordestino no período colonial: descobrimentos, alianças, resitências e encobrimento.
  • Ricardo Pinho de Medeiros
  • Paleoparasitologia; novas perspectivas
  • Marcelo L. C. Gonçalves, Adauto Araújo, Luiz Fernando Ferreira, Françoise Bouchet e Karl Reinhard
  • Os maniçobeiros do sudeste do Piauí
  • Ana Stela de Negreiros Oliveira
  • História das Caatingas, a reconstituição paleoambiental da região arqueológica do Parque Nacional Serra da Capivara através da Palinologia
  • Sergio August de Miranda Chaves
  • Notas sobre a pré-história do Parque Nacional Serra da Capirvara
  • Niède Guidon, Irma A. Vidal, Cristiane Buco, Eliany S. La Salvia, Gisele D. Felice e Patrícia Pinheiro.
  • Controvérsia sobre o sítio arqueológico Toca do Boqueirão da Pedra Furada, Piauí-Brasil
  • Gisele Daltrini Felice
  • 1ª. Reunião da Associação Brasileira de Arte Rupestre – ABAR
  • Apresentação – Niède Guidon
  • Área arqueológica de Seridó, RN, B: Problemas de conservação do patrimônio cultural
  • Anne-Marie Pessis e Gabriela Martin
  • Apreciação resumida sobre a arte rupestre nos Campos Gerais do Paraná
  • Oldemar Blasi, Almir Pontes Filho e Célia Regina Mehl Muller
  • Uma proposta de ação integrada para as áreas arqueol´gicas e pinturas rupestres em Iraquara, Bahia
  • Carlos Etchevame
  • Arte rupestre na Amazônia
  • Edithe Pereira
  • Projeto Central: Preservação dos sítios arqueológicos com arte rupestre
  • Maria Beltrão, Martha Locks e Jacqueline Amorim
  • Contribuição da arqueoquímica para o estudo da arte rupestre
  • Maria da Conceição Soares Meneses Lage
  •  

Fumdhamentos. São Raimundo Nonato, v.1, n.1, 1996.

  • Anais da Conferência Internacional sobre o Povoamento das Américas
  • Apresentação
  • Discurso de abertura
  • Ennio CAndotti
  • Problemática da Pré-História do Pleistoceno superior no Nordeste do Brasil: o abrigo da Pedra Furada em seu contexto regional
  • Fabio Parenti
  • A fauna pleistocênica do Piauí (Nordeste do Brasil): Relações Paleoecológicas e biocronológicas
  • Claude Guérin, Maria Amélia Curvelo, Martine Faure, Marguerite Hugueney e Cécile Mourer-Chauviré
  • Paleoparasitologia e o povoamento da América
  • Adauto Araújo e Luiz Fernando Ferreira
  • A região arqueológica de Central, Bahia, Brasil: A Toca da Esperança, um sítio arqueológico do pleistoceno médio.
  • Maria da Conceição Beltrão
  • Povoamento da América Indígena: questões controversas
  • Marília Carvalho de Mello e Alvim
  • Uma sinopse do registro arqueológico de Monte Verde
  • Tom D. Dillehay
  • Revisão dos sítios pleistocênicos do território argentino
  • Gustavo Politiis
  • Provas pré-Clovis de Pendejo e sus implicações
  • Richard
    S. MacNeisch
  • Meadowcroft
  • James M. Adovasio
  • Consenso: fato ou percepção?
  • John Alsoszatai-Petheo
  • Uma perspectiva do Norte sobre o povoamento das Américas
  • David Meltzer
  • Discussões
  • Artigos Complementares
  • Os sítios rupestres do Seridó, no Rio Grande do Norte (Brasil), no contexto do povoamento da América do Sul
  • Gabriela Martin
  • Uma visão da Toca do Boqueirão da Pedra Furad
  • David J. Meltzer, J. M. Adovasio, Tom D. Dillehay
  • Leviandade ou falsidade? Uma resposta a Meltzer, Adovasio E Dillehay
  • Niéde Guidon, Anne-Marie Pessis
  • Pedra Furada, Brasil e sua “presumida” evidência: limitações e potencil dos dados disponíveis
  • Fábio Parenti, Michel Fontugne e Claude Guérin
  • Sobre a ambiguidade das interpretações arqueológicas: desdobramentos das intervenções durante a conferência
  • Dena F. Dincauze
  • Restos ósseos da Toca do Gordo do Garrincho, São Raimundo Nonato, Piauí, Brasil.
  • Evelyne Peyre
  • Conclusões

A heresia dos índios: catolicismo e rebeldia no Brasil colonial | Ronaldo Vainfas

VAINFAS, Ronaldo. A heresia dos índios: catolicismo e rebeldia no Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Resenha de: BUENO, Clod0aldo. Anos 90, Porto Alegre, v.4, n.5, p.207-211, 1996.

José Rivair Macedo – Departamento de História – UFRGS Acesso apenas pelo link original

[IF]

 

Relações internacionais e desenvolvimento: o nacionalismo e a política externa independente (1951-1964) – VIZENTINI (AN)

VIZENTINI, Paulo G. F. Relações internacionais e desenvolvimento: o nacionalismo e a política externa independente (1951-1964). Petrópolis: Vozes, 1995. 325p. Resenha de: BUENO, Clodoaldo. Anos 90, Porto Alegre, v.4, n.5, p.212-215, 1996.

Clodoaldo Bueno – UNESP.

Acesso apenas pelo link original

[IF]

 

O sertão prometido: o massacre de Canudos no Nordeste Brasileiro – LEVINE (AN)

LEVINE, Robert M. O sertão prometido: o massacre de Canudos no Nordeste Brasileiro. São Paulo: Editora da USP, 1995. 392p. Resenha de: MACEDO, José Rivair. Anos 90, Porto Alegre, v.4, n.6, p.193-198, 1996.

José Rivair Macedo – Departamento de História – UFRGS Acesso apenas pelo link original

[IF]

 

Clio & Associados | UNL/UNLP | 1996

Clio e Associados Clio & Associados

Clío & Asociados – La historia enseñada (La Plata, 1996-) es una revista con dos números al año (enero-junio y julio-diciembre). Fue creada en 1996 con el objetivo de ofrecer un medio de comunicación especializado que contribuya a la reflexión e investigación sobre enseñanza de la Historia. Acepta artículos, entrevistas y reseñas bibliográficas. Está dirigida a un público internacional, de investigadores, docentes y estudiantes interesados en la temática.

Es editada conjuntamente por la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Universidad Nacional del Litoral y la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación de la Universidad Nacional de La Plata. Cuenta con el aval de los Departamentos de Historia de Universidad Nacional del Litoral, Universidad Nacional de La Plata y Universidad de Buenos Aires.

[Periodicidade semestral]

Acesso livre

ISSN 2362-3063

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Historia de la Educacion – Anuario | SAHE |1996

Historia de la Educacion Anuario Clio & Associados

Historia de la Educación – Anuario (Buenos Aires, 1996-), publicação da Sociedad Argentina de Historia de la Educacion, é uma revista científica/acadêmica da Sociedade Argentina de História da Educação (SAHE). Trata-se se de um órgão que expressa a atividade cientifica da temática especificada. É uma publicação acadêmica de regime duplo-cego que tem como objetivo apresentar e difundir a produção histórico-educativa mais recente.
Aceita contribuição de pesquisadores de outros países que complementem e enriquecem a produção nacional. O primeiro número foi lançado em 1996. Integra o Núcleo Básico de Revistas, formado por publicações cientificas e tecnológicas argentinas de alto nível.

Periodicidade semestral.

Acesso livre.

ISSN 2313-9277 (On line)

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Essay on decoration compositon – MAROIS et al (CA)

MAROIS, Roger; SCATAMACCHIA, Maria Cristina Mineiro; SERRANO, Eliana Durán. Essay on decoration compositon. México: Panamerican Institute of Geography and History, 1994. 78p. Resenha de: FUNARI, Pedro Paulo A. Clio Arqueológica, Recife, v.11, p.205-205, 1996.

Pedro Paulo A. Funari – Departamento de História, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp.

Acesso apenas pelo link original

[IF]

 

 

O povoamento da América visto do Brasil: uma perspectiva crítica – PROUS (CA)

PROUS, André. O povoamento da América visto do Brasil: uma perspectiva crítica. Dossiê Surgimento do Homem na América. Revista USP, São Paulo, mai./out. p.8-21, 1996. Resenha de: GUIDON, Niéde. Clio Arqueológica, Recife, v.p.229-234.

Niéde Guidon – Docteur d’Etat, Paris I Sorbonne Maïtre de Conférences, Ecole de Hutes Etudes, Sciences Sociales, Paris.

Acesso apenas pelo link original

[IF]

 

 

 

The Prehistory of the Mind: A search for the origins of art, religion and science – MITHEN (RA)

MITHEN, Steven. The Prehistory of the Mind: A search for the origins of art, religion and science. London: Thames and Hudson, 1996. 288p. JONES, S. The Archeology of Ethnicity: Constructing identities in the post and present. London: Routledge, 1997. 180p. Resenha de: NEVES, Eduardo Góes. Revista de Arqueologia, v.9, 1996.

Eduardo Goés Neves – Pesquisador do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.

Acesso apenas pelo link original

[IF]

Presente y Pasado | ULA | 1996

Presente y Pasado Clio & Associados

Presente y Pasado. Revista de Historia (Merida, 1996-) es una publicación semestral que empezó a circular en enero de 1996. Su objetivo es difundir, confrontar y debatir el conocimiento histórico, definido con amplitud y concibiendo la disciplina histórica como preocupación por la complejidad y diversidad que constituye la sociedad y la cultura en el tiempo y espacio, por tanto se admiten distintos enfoques teóricos y metodológicos, sustentados por la investigación sistemática, cuyos productos están dirigidos a lectores especializados de la Historia y Ciencias Sociales.

Periodicidade semestral.

Acesso livre.

E-ISSN: 2343-5682

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Antiguidade Clássica: a história e a cultura a partir dos documentos – FUNARI (HE)

FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Antiguidade Clássica: a história e a cultura a partir dos documentos. Campinas: Edunicamp, 1995. 150p. Resenha de: CAINELLI, Marlene Rosa. História & Ensino, Londrina, n. 2: 139-140, 1996.

O Prof. Pedro Paulo Abreu Funari enuncia que o livro Antiguidade clássica; a história e a cultura a partir dos documentos é indicado para alunos de graduação e também para professores de 1 ° e 2° graus, assim como o público em geral.

No 1° capítulo Funari analisa a utilização de documentos por historiadores, desde os documentos tradicionais até o uso da “narrativa para compreensão do discurso histórico”. A especificidade do estudo da antigüidade clássica, a diversidade dos documentos e uma discussão sobre periodização são temas abordados pelo autor no segundo capítulo.

O autor apresenta documentos textuais, materiais, epigráficos e arqueológicos, utilizando-se de diversas abordagens: “textos filosóficos, poesias, documentos oficiais, leis.” Vários documentos são traduzidos pelo autor, portanto inéditos em língua portuguesa.Os documentos aparecem no texto divididos em temáticas: memória, práticas, sentimentos, reflexões, expressões, poderes, espaços e experimentos. É importante destacar que as divisões temáticas utilizadas pelo autor são originais fugindo a forma tradicional de apresentação usadas na maioria dos livros didáticos, paradidáticos e coleção de documentos existentes no mercado.

Os documentos são comentados pelo autor que elucida uma série de relações desconhecidas pelo leitor, facilitando assim o entendimento do texto, que sem as explicações do autor, ficaria prejudicado. Além dos comentários Pedro Paulo Abreu Funari preocupa-se em indicar atividades para o trabalho com os documentos, dividindo as tarefas em atividades encaminhadas e propostas.

Nas atividades propostas o autor sugere de maneira exaustiva que o leitor reflita sobre diversos temas e também remeta-se para outras bibliografias que auxiliem o entendimento dos documentos.

É certo que Antigüidade clássica… é indicado para alunos de graduação, porém para professores de 10 e 2° graus, o texto mostra-se dificil. O ensino de história antiga nas escolas, talvez seja o mais sofrivel no que tange aos conteúdos trabalhados. As dificuldades apresentadas pelos professores impede-os, por exemplo, de seguir sugestões de atividades sugeridas pelo autor como a atividade proposta na pág. 36: “elencar as principais coleções bilingües (originais grego ou latino e tradução para o idioma moderno) e observar o papel do aparato critico nestas séries.”

Como em outros livros didáticos ou paradidáticos indicados para professores de 10 e 2° graus, o autor elabora questões e as responde, talvez com medo que o leitor não consiga responde-Ias de acordo com as suas expectativas.

Um problema apresentado pelo texto que dificulta a leitura e o possível uso do livro por professores de 10 e graus é que os documentos aparecem no texto divididos por temas sem uma ordem cronológica que facilite a procura por determinado documento para uso em sala de aula, de acordo com o periodo estudado.

O livro tem a qualidade de apresentar para o leitor uma série de documentos inéditos, interessantes e instigantes, mas demonstra o quanto é necessário entender do periodo, das discussões bibliográficas para compreender o texto, demonstra também o que todos sabemos, o documento preCisa de um leitor atento e instruído, não é dado a ele o poder da fala.

Marlene Rosa Cainelli – Professora do Departamento de História -Universidade Estadual de Londrina -Londrina-PR.

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Reviews in History | IHR UL | 1996

Reviews in History3 Clio & Associados

Reviews in History was launched in 1996, and publishes reviews and reappraisals of significant work in all fields of historical interest.

To date, we have published over 2200 reviews, reaching thousands of readers via the Internet and the free email alert. New reviews appear regularly.

The journal’s key features are:

  • Longer reviews than usual (2000–3000 words)
  • Free access to all reviews
  • Free email alert with links to the latest reviews.
  • Texts available to print / as PDFs
  • Speed of publication
  • Right of reply for authors and editors
  • Reviews undertaken by leading scholars
  • Broad scope – chronologically, geographically and thematically
  • Valuable as a resource for researching, teaching and studying history at undergraduate and graduate levels

To contact us, send an email to either [email protected] or [email protected].

Have a read of our guidelines for reviewers and see our Creative Commons licence terms.

For the full history of Reviews, see the 2000 manifesto by David Cannadine and the original 1995 manifesto by Patrick O’Brien.

[Periodicidade semanal]

Acesso livre.

ISSN 1749-8155

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História Revista | UFG | 1996

HIstoria Revista 2 Clio & Associados

A História Revista (Goiânia, 1996-) pretende ser um espaço amplo de discussão acadêmica de temas históricos. Tem como objetivo a publicação de artigos originais resultantes de pesquisa científica e outros tipos de textos como Resenhas, Conferências, Depoimentos, Homenagens, In memoriam e Traduções.

A História Revista tem por finalidade publicar e divulgar, preferencialmente, artigos inéditos na área de história.

A História Revista é uma publicação quadrimestral da Faculdade de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Goiás.

Periodicidade anual.

Acesso livre.

ISSN 2316 9141

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As invenções da História. Ensaios sobre a representação do passado – BANN (RBH)

BANN, Stephen. As invenções da História. Ensaios sobre a representação do passado. Tradução de Flávia Villas-Boas. São Paulo: Editora da Unesp, 1994. 292p. Resenha de: SCHAPOCHNIK, Nelson. Revista Brasileira de História, São Paulo, v.16, n.31/32, p.367-369, 1996.

Nelson Shapochnik – Universidade Estadual Paulista – Franca.

Acesso ao texto integral apenas pelo link original

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O Brasil e a questão judaica – Imigração, diplomacia e preconceito – LESSER (RBH)

LESSER, Jeffrey. O Brasil e a questão judaica – Imigração, diplomacia e preconceito. Tradução de Marisa Sanematsu. Rio de Janeiro: Editora Imago, 1995. P.372. Resenha de: IOKOI, Zilda Márcia Gricoli. Revista Brasileira de História, São Paulo, v.16, n.31/32, p.364-366, 1996.

Zilda Márcia Gricoli Iokoi – Universidade de São Paulo.

Acesso ao texto integral apenas pelo link original

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Do amor e outros demônios – MARQUEZ (RBH)

MARQUEZ, Gabriel Garcia. Do amor e outros demônios. Tradução de Moacir Werneck de Castro. Rio de Janeiro: Editora Record, 1994. 221p. Resenha de EUGÊNIO, Marcos Francisco Napolitano. Revista Brasileira de História, São Paulo, v.16, n.31/32, p.370-374, 1996.

Marcos Francisco Napolitano Eugênio – Universidade Federal do Paraná.

Acesso ao texto integral apenas pelo link original

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Canudos – O povo da terra – VILLA (RBH)

 

VILLA, Marco Antonio. Canudos – O povo da terra. São Paulo: Editora Ática, 1995. 155p. Resenha de SILVA, José Maria de Oliveira. Revista Brasileira de História, São Paulo, v.16, n.31/32, p.375-376, 1996.

José Maria de Oliveira – Universidade Federal de Sergipe.

Acesso ao texto integral apenas pelo link original

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Didática da História – Patrimônio e História local – MANIQUE; PROENÇA

MANIQUE, Antonio Pedro; PROENÇA, Maria Cândida. Didática da História – Patrimônio e História local. Lisboa: Texto Editora, 1994. 104p. Resenha de: FONSECA, Selva Guimarães. Revista Brasileira de História, São Paulo, v.16, n.31/32, p.377-379, 1996.

Selva Guimarães Fonseca – Universidade Federal de Uberlândia.

Acesso ao texto integral apenas pelo link original

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Historiografia / Estudos Históricos / 1996

Fiel como sempre aos compromissos que nortearam sua fundação. Estudos Históricos retorna às questões historiográficas. Fidelidade às origens e também preocupação de seus editores. O caráter ainda modesto dos estudos historiográficos em relação ao conjunto da produção brasileira no campo da História justifica por si só a organização deste número. Tal como ocorre ainda em outras latitudes, inclusive na França, a investigação crítica e reflexiva acerca da produção e da natureza do discurso histórico não é uma característica das mais difundidas entre os historiadores.

Os trabalhos que agora publicamos foram divididos em cinco blocos, de acordo com as características formais e temáticas de cada um deles. Lamentamos ter sido impossível incluir, como desejávamos, um bloco que contemplasse as chamadas historiografias regionais, reconhecidamente um segmento dos mais expressivos da produção historiográfica brasileira recente.

No entanto, para efeito desta “Apresentação”, pensamos ser mais eficaz reunir o material aqui publicado em quatro tópicos; as visões historiográficas mais gerais; as abordagens mais teórico-metodológicas; as avaliações e perspectivas sobre as relações entre história e política; os textos de cunho mais bibliográfico.

No primeiro tópico situamos o trabalho de Carlos Fico e Ronald Polito, e o nosso próprio texto. Neste tentamos elaborar uma síntese das Caraterísticas e transformações do que entendemos como “duas identidades” – da História e do historiador. Projetadas sobre a evolução do ensino e pesquisa da disciplina a partir dos anos 50, estas identidades revelam a persistência de dualismos que ainda sobrevivem, quer referidos às tendências historiográficas internacionais, quer às nacionais.

A importância da contribuição apresentada por Fico e Polito extrapola em muito o próprio texto. Estes dois historiadores, responsáveis pela criação e desenvolvimento do “Centro Nacional de Referência Historiográfica” (UFOPMG), já publicaram um levantamento quase exaustivo da produção historiográfica brasileira dos anos 80 – A História do Brasil (1980-1989), 2 vols. – e sua presença aqui, através desta “Avaliação preliminar”, relativa às teses e dissertações defendidas em 1995, constitui uma pequena amostra do levantamento que estão realizando para a década de 90.

Incluímos no segundo tópico, de um lado, os artigos de Verena Alberti e Henry Rousso, os quais abordam duas funções teórico-metodológicas mais genéricas, e, do outro, os textos de Regina Moreira, Maria Celina D’Araujo e Maria Luiza Ritzel Remédios, os quais têm um mesmo objeto de análise – o Diário de Vargas.

A hermenêutica ocupa hoje em dia uma posição-chave nas discussões historiográficas e mobiliza seus defensores e adversários em torno de intensos debates. É sabido que a ênfase crescente no caráter interpretativo do conhecimento histórico vem sendo ora justificada, ora denunciada por diferentes historiadores. Justifica-se assim o propósito de Verena ao oferecer ao leitor, especialmente ao não iniciado, uma explicação sobre a hermenêutica, “entendida como uma certa maneira de pensar”, e sua trajetória intelectual. Tampouco se exime a autora de apontar alguns dos riscos e possibilidades que a hermenêutica pode apresentar para o trabalho historiador.

O arquivo, lugar natural das fontes documentais escritas, parece destinado ao esquecimento em face das implicações lógicas de certas concepções filosóficas, lingüísticas e literárias mais recentes. É pensando em tais implicações que Rousso enuncia a presença de uma contradição e analisa a realidade de um problema, os quais remetem, em conjunto, à questão do “lugar” do arquivo na “construção do conhecimento histórico”. Contradição, no caso, é a da oposição entre as denúncias “pós-modernas” sobre a possibilidade de uma “restituição objetiva do passado” e a demanda social (e política) por uma “história verdadeira e transparente”. Com efeito, não mais se está diante daquelas brochuras que, em 1815, acreditavam poder “provar” que Napoleão “jamais havia existido”. Hoje, dispomos de denúncias muito sérias, como as enunciadas, entre outros, por Pierre Vidal-Naquet em Os assassinos da memória e Jean Chesneaux em Devemos fazer tábua rasa do passado? Assim, em meio à maré dos “revisionismos” e à presença dos eternos “falsificadores da História”, não estará no arquivo a única saída?

Problema, por outro lado, segundo o mesmo autor, é a tendência atual a opor dois tipos de fontes – a escrita, que representa a parte mais significativa dos acervos arquivísticos, e a oral Conservada ou não em arquivos) – e privilegiar o primeiro em termos de maior “autenticidade” ou fidelidade do ponto de vista da narração dos acontecimentos passados, em detrimento do segundo.

Os artigos aqui agrupados no “Dossiê Diário de Vargas” possibilitam ao leitor ter acesso a alguns dos inúmeros problemas formais e interpretativos que podem suscitar a edição e a leitura de um diário, sobretudo quando se trata de tomá-lo como “documento histórico”. Trata-se a bem dizer de três olhares distintos endereçados a um mesmo objeto. Regina Moreira preocupa-se com a explicitação de problemas, surgidos durante o processo de preparação do texto do Diário para publicação, e com a questão mais geral dos prós e contras que marcam a utilização dos diários em geral como “fonte histórica”.

Maria Celina D’Araujo aborda três aspectos: o do papel que se pode atribuir a todo diário – o de fazer parte da construção do self (caso, o de Vargas); a caracterização do Diário em tela como sendo mais exemplar do tipo de diário que os especialistas convencionaram chamar de ”diários modernos”; as sensíveis e significativas diferenças existentes, Diário de Vargas, entre volume e a natureza das informações e reflexões respeitantes à “esfera pública” e “esfera privada” da vida do autor, respectivamente.

Maria Luiza Ritzel, nem historiadora, nem socióloga mas, sim, especialista em literatura, sublinha o lugar da subjetividade de Vargas e situa o Diário entre os chamados “relatos confessionais”, de gênero autobiográfico.

Nosso terceiro tópico compreende os trabalhos de Angela de Castro Gomes, Márcia D’Alessio, Maria de Lourdes Janotti, Vavy Borges e Maria Helena Capelato. A dimensão “política” de uma parte da produção historiográfica é a preocupação comum que une todos estes textos. No entanto, salvo o artigo de Angela Gomes, os demais trabalhos derivam da história política para a presença da “esfera do político” quando se trata de examinar a produção histórica.

O propósito explícito de Angela Gomes é analisar historicamente as “relações complexas e muitas vezes ambíguas” entre História e Ciência Política enquanto saberes disciplinares distintos, ou academicamente separados. No seu texto, muito denso e sistemático, a autora contempla tanto a política, como objeto / dimensão da produção historiográfica, quanto a história, como objeto / dimensão dos “estudos políticos”. A par de oportunos insights sobre a renovação da História Política, a autora revela seu pessimismo quanto às possibilidades de diálogo entre historiadores e cientistas políticos, pois, no seu modo de entender, suas “linguagens” teórico-metodológicas são muito diferentes.

O trabalho de D’Alessio e Janotti representa O resultado de um esforço notável das duas autoras no sentido de detectar e recensear, através de fichas-resumos, a presença da política, ou da história política, na produção historiográfica dos programas de pós-graduação. Da busca da “política” passaram as autoras à “esfera do político” e revelaram assim a presença “do político” numa grande quantidade de teses e dissertações não classificáveis, em princípio, como de “história política “.

Vavy Borges e Maria Helena Capelato tomam como ponto de partida o comentário do trabalho das duas autoras acima mas logo introduzem reflexões bastante enriquecedoras. Vavy Borges interessa-se pelo problema das relações entre história política e ideologia e o examina de modo original ao sublinhar o papel do “imaginário político” brasileiro na própria elaboração das muitas “interpretações” do Brasil e da “história nacional” desde os anos 20 / 30. Maria Helena Capelato preferiu analisar a noção de “resistências” a fim de compreender as razões e características da verdadeira febre historiográfica que, a partir dos anos 70, levou a tantas pesquisas, boas e más, sobre “as resistências” na História do Brasil, não deixando de apontar os perigos e equívocos teóricos presentes nessa tendência.

Apesar das muitas diferenças que os distinguem, forçamos a junção, no quarto tópico, dos textos elaborados por Marcelo Jasmin, Marco Antonio Pamplona e José Augusto Drummond. O artigo de Marcelo Jasmin, ao enfocar o tema da “historiografia e liberdade” a partir do famoso texto de Alexis de Tocqueville, propõe, na verdade, uma leitura compreensiva na qual preponderam as “intenções” do autor francês e sua inserção num certo “lugar” histórico, ou seja, um certo pragmatismo e um evidente presentismo. Concordemos ou não com Marcelo Jasmin, seu trabalho é inteligente e ousado, especialmente quando conclui, com Tocqueville, acerca do trabalho historiador em geral.

O trabalho de Pamplona, bem estruturado e bibliograficamente rico, sintetiza e discute os clássicos da historiografia do “protesto popular” em ambientes urbanos, com destaque para Rudé, Hobsbawm, Tilly e Cohn. A discussão dos conceitos, as tentativas de elaborar tipologias, as questões que permanecem em aberto e os possíveis caminhos de investigação constituem os pontos altos deste texto. Mais que simples revisão bibliográfica, o texto de Drummond constitui um verdadeiro ensaio a propósito do livro de Warren Dean. O entusiasmo de Drummond pelo autor e sua Obra não o impedem de discordar aqui e ali e apontar alguns lapsos ou ausências cujo caráter “acidental” não hesita em pôr em dúvida. Enfim, um diálogo inteligente do leitor / admirador com o autor que admira mas de cuja “inocência” desconfia.

Agora, boa sorte! Prossiga o leitor, por sua própria conta, este diálogo que tentamos apenas sugerir.

Francisco José Calazans Falcon – Editor convidado.


FALCON, Francisco José Calazans. Apresentação. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, v.9, n.17, jan. / jun. 1996. Acessar publicação original [DR]

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Le retour des ancêtres. Les Indiens Urus de Bolivie/ XXe XVe siècle

Algum dia se fará um balanço da influência do historiador francês Nathan Wachtel sobre nossa visão da história da América. Seu primeiro livro, La vision des vaincus, de 1971, embora ainda não traduzido no Brasil, tem sido lido no original e especialmente na edição espanhola Los vencidos.1 Há marcas visíveis desta leitura em manuais de história da América que incorporaram, com maior ou menor profundidade, a proposta de uma ‘História dos vencidos’. Já o artigo ‘A aculturação’, publicado em Faire de 1’Histoire,2 circula mais freqüentemente entre professores e estudantes de história da América nas universidades brasileiras. Nele, Nathan Wachtel prolongava as reflexões de um de seus mestres, Alphonse Dupront, adotando o conceito e a problemática da aculturação para ultrapassar o eurocentrismo na história da América.

Vinte anos depois, Nathan Wachtel reaparece com esta obra monumental. Seu primeiro livro propunha uma história pelo avesso, revirando ao contrário a capa eurocêntrica da história. Agora, apresenta-nos ura novo desafio igualmente surpreendente: História regressiva, tal como o fez Marc Bloch pela primeira vez em 1931 em Les caracteres originaux de Vhistoire rurale française (que só foi publicado em 1955).

Trata-se de, partindo daquilo do passado que ainda vive no presente, buscar reconstituir o processo do devir, com suas repetições, suas latências, lacunas e inovações, mas sem cair na tentação da descoberta das ‘origens’. Fazer história regressiva, neste caso, significa começar pela abordagem etnográfica de uma pequena aldeia no altiplano boliviano, a quatro mil metros de altitude, onde vivem cerca de mil indígenas chipayas. Nathan Wachtel está em contato intermitente com Chipaya e outros vilarejos urus desde 1973. Membro da Escola de Altos Estudos, filiado ao Instituto Francês de Estudos Andinos, ao Instituto de Estudos Avançados de Princeton e ao Centro de Pesquisas sobre o México, América Central e os Andes (Cermaca), apropriou-se da riquíssima experiência de autores como Claude Lévi-Strauss, Alfred Métraux, Ruggiero Romano, John Murra, Tom Zuidema, Enrique Tandeter, Gilles Rivière, Teresa Gisbert, Jan Szeminski, Maria Rostworowski, Frank Salomon, Carmen Bernand, Thierry Saignes, Steve Stern, Alberto Flores Galindo e outros especialistas com quem convive.

Na primeira parte do livro, ‘Múmias viventes’, Nathan Wachtel projeta ao longo de seis densos capítulos um aguçado olhar antropológico sobre a organização social dos chipayas, procurando a lógica invisível que a rege e que está escrita no seu próprio território, no sistema de parentesco, na língua, no calendário, nos deuses e demônios, nos ritos, na memória e nos sonhos de seus membros. Jogos de espelhos que ora se multiplicam, ora se distorcem, a visão chipaya do mundo é quadripartida, isto é, duplamente dualista, e nisto não se diferencia da cultura aymara que a envolve por todos os lados e a penetra em várias formas. Os aymaras os chamam com desprezo Chullpa-puchu (restos dos primeiros homens), e Alfred Métraux foi levado a pensar que os chipayas seriam, efetivamente, algo como um povo fossilizado perpetuando traços arcaicos da organização social. Mas Nathan Wachtel, atento às diferenças de língua e de vestuário, leva a sério uma distinção essencial: os chipayas e outros grupos urus insistem em caracterizar-se como homens dágua, por oposição a todos os outros homens secos.

Tempo a contrapelo’ na qual todas as informações recolhidas e sistematizadas conforme os procedimentos da antropologia estrutural são submetidas ao teste de um paciente e erudito trabalho de pesquisa nos arquivos da Bolívia, Peru, Argentina e Espanha. Se o historiador lê com alguma dificuldade a primeira parte, cada um dos sete novos capítulos é uma caixa de surpresas. Página por página, os horizontes se alargam. Os urus, ‘homens d’água’, vão se revelando como um importante bolsão de pescadores-coletores instalados ao longo do eixo aquático que liga ainda hoje os lagos Titicaca, Poopó e Coipasa, numa extensão de cerca de oitocentos quilômetros entre as duas grandes linhas de cordilheiras. Numa de suas incursões mais apaixonantes ao fundo do poço escuro do passado uru, Nathan Wachtel encontra alguns indícios que apontam para o horizonte cultural de Tiahuanaco, um império desaparecido séculos antes da hegemonia aymara, e depois inca, na região.

Os urus ou homens d’água eram cerca de oitenta mil indivíduos, quase 25% da população indígena do altiplano, à época da conquista Nada permite crer na existência de uma identidade uru àquela altura: na verdade, desde a noite dos tempos estavam em ação processos de aculturação entre as populações andinas, dentre os quais o mais conhecido foi a política de colonização adotada pelos incas (mitimas). A heterogeneidade dos urus tem sua principal razão de ser na diversidade de situações produzidas em seus contatos com os homens secos, isto é, com grupos sedentários dedicados à agricultura e ao pastoreio. Existe, portanto, uma longuíssima história de ‘evaporação’ (que em geral é sinônimo de aymarização) de homens d’ágiia, toda pontilhada de resistências, recuos e reestruturações.

Nathan Wachtel reconstitui, recorrendo a fontes de todos os tipos, as grandes conjunturas da história uru a partir da montagem dos dispositivos coloniais na região. Forçados a se sedentarizar e constituir aldeias, submetidos à encomienda, os vencidos dos vencidos, uma vez que seus senhores imediatos eram os caciques aymaras. Na memória uru, estes foram tempos de escravidão e de morte: além do trabalho mais humilde e pior remunerado, sofreram as vagas de epidemias que dizimavam a maioria das populações andinas.

A sorte dos urus oscilou conforme algumas variáveis: épocas de abundância ou de escassez de mão-de-obra nativa, ritmo da produção de prata e mercúrio nas minas, diferença entre os preços na Europa e na América, campanhas de evangelização e de extirpação de idolatrias, ressecamento dos lagos, aquisição de novas técnicas etc.

A grande indagação do livro é a identidade dos chipayas, esse vilarejo uru criado pelo vice-rei Toledo na década de 1570, que o autor visitou pela primeira vez em 1973 e que, nove anos depois, quase não reconheceu. A rapidez das mudanças provocadas pela introdução de novas seitas religiosas na aldeia, quebrando uma estrutura secular que pareceria, aos menos atentos, imemorial, é apenas mais uma grande ruptura. Caso um chipaya adulto de 1600 retornasse à sua terra em 1660, encontraria praticamente a mesma dominação aymara sobre o seu povo, e estranharia apenas a sua cristianização superficial. Voltando novamente em 1720, nosso chipaya ressuscitado desconheceria os nomes de família de seus descendentes, o seu novo sistema de parentesco, o seu sistema sincrético de crenças, e surpreender-se-ia com uma crescente tendência à emancipação da servidão. Sessenta anos mais tarde, em 1780, à época das grandes revoltas de Túpac Amaru e de Túpac Catari e da generalização da condição indígena, nosso fantasma chipaya teria ainda maior surpresa diante da consolidação dos direitos territoriais da aldeia, do funcionamento regular do sistema de cargos articulando a circulação dos bens, da afirmação segura de uma identidade uru.

No início do século XX, uma revolução agrícola, resultante da aplicação exclusiva da lógica indígena à solução do problema do ressecamento progressivo do lago Coipasa, elevou o padrão de vida e estabilizou o sistema social dos chipayas que Nathan Wachtel iria encontrar em 1973. Já em 1982, os deuses estavam proscritos, as festas suprimidas, rivalidades religiosas cindiam perigosamente as quatro metades da aldeia. Porém, numa última noite, Wachtel é convidado para uma cerimônia clandestina de culto aos ancestrais: sinal de que a identidade uru permanece viva em um segmento da comunidade chipaya e de que o futuro permanece em aberto.

A complexidade e profundidade da obra a fazem duplamente importante como antropologia e como historiografia. Esperamos que esta breve resenha estimule a curiosidade por um livro que descortina horizontes até há pouco insondáveis na história da América. História a contrapelo feita com um rigor metodológico e uma erudição pouco comparáveis, Le retour des ancêtres é tão comovente em sua procura de abertura para a enigmática alteridade de um pequeno povo indígena desprezado até pelos outros índios, que muitos leitores acompanharão Nathan Wachtel até as lágrimas em determinadas passagens que só puderam ser escritas como fina literatura — crônica da busca de um tempo perdido que permanece vivo à espera de quem o queira saber ler.

Jaime de Almeida – Universidade de Brasília. Departamento de História.


WACHTEL Nathan. Le retour des ancêtres. Les Indiens Urus de Bolivie, XX* XVf siècle. Essai dfhistoire régressive. Paris: Gallimard, 1990. 690 pp. Resenha de: ALMEIDA, Jaime de. Textos de História, Brasília, v.4, n.1, p.154-158, 1996. Acessar publicação original. [IF]

Nietzsche | UFSB/Unifesp | 1996

Nietzsche3 Clio & Associados

Fundados em 1996 por Scarlett Marton, os Cadernos Nietzsche são lançados desde então regularmente nos meses de maio e setembro. Publicação do GEN – Grupo de Estudos Nietzsche, os Cadernos contam difundir para um publico de filosofia ou das ciências humanas em geral trabalhos de especialistas estrangeiros e brasileiros, dos mais experientes a doutorandos ou mestrandos.

Espaço aberto para o confronto de interpretações, os Cadernos Nietzsche pretendem veicular artigos que se dedicam a explorar as ideias do filósofo ou desvendar a trama dos seus conceitos, escritos que se consagram à influência por ele exercida ou à repercussão de sua obra, estudos que comparam o tratamento por ele dado a alguns temas com os de outros autores, textos que se detêm na análise de problemas específicos ou no exame de questões precisas, trabalhos que se empenham em avaliar enquanto um todo a atualidade do pensamento nietzschiano.

O título abreviado do periódico é Cad. nietzsche, que deve ser usado em bibliografias, notas de rodapé, referências e legendas bibliográficas.

Periodicidade quadrimestral

Todo o conteúdo do periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons do tipo atribuição BY-NC.

ISSN 1413-7755 (Impresso)

ISSN 2316 8242 (Online)

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Tempo | UFF | 1996

TEMPO3 Clio & Associados

Fundada em 1996, Tempo (Niterói.online) é uma publicação do departamento de História da Universidade Federal Fluminense. Desde 2016, tem sido publicada três vezes ao ano.

A revista se dedica à publicação de artigos originais (artigos avulsos e artigos em dossiês), resenhas e entrevistas em português, inglês, espanhol e francês. Os autores devem ser doutores. A revista não cobra taxas dos autores para realizar avaliação, edição e publicação de seus textos. O título abreviado do periódico é Tem, que deve ser usado em bibliografias, notas de rodapé, referências e legendas bibliográficas. A coleção inteira da revista está disponível.

Periodicidade quadrimestral.

Tempo adota a licença CC-BY como atribuição principal de Acesso Aberto

ISSN 1413-7704 (Impressa)

ISSN 1980-542X (Online)

Acessar resenhas [Coletar 1996-2010]

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Ensaios de História | Unesp | 1996

Ensaios de Historia Clio & Associados

Desde o ano de 1996, o curso de graduação (bacharelado e licenciatura) em História da Universidade Estadual Paulista possui a revista Ensaios de História (Franca, 1996), fundada pelos graduandos em História e cujo espaço de publicação volta-se exclusivamente a graduandos de diversas instituições de Ensino Superior.

É notável o prestígio alcançado pela revista, que ao longo desses mais de vinte anos tem conseguido compilar contribuições de discentes pertencentes à Universidades de todo o território nacional, o que comprova a sua capilaridade e importância para o meio acadêmico. Além disso, é uma das poucas publicações no meio acadêmico que tem como foco a publicação de graduandos.

A revista Ensaios de História é vinculada ao Conselho de Curso de História, sendo presidida pelo tutor do Grupo PET-História, Prof. Dr. Marcos Alves de Souza.

[Periodicidade anual]

Acesso livre

ISSN 1414-8854

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Enseñanza y aprendizaje de la historia – PLUCKROSE (RTDCS)

PLUCKROSE Henry. Enseñanza y aprendizaje de la historia. Madrid: Ministerio de Educación y Ciencia, Colección: Pedagogía, Ediciones Morata, 1993. 223p. Resenha de: PRESAS, María Isabel. Revista de Teoría y Didáctica de las Ciencias Sociales, v.1, n.1, p.37, ene.,1996.

En esta obra el autor hace un planteamiento de cómo debería enfocarse la enseñanza y el aprendizaje de la historia en alumnos de primaria.  Expone Pluckrose que la historia realiza una aportación polifacética al curriculum escolar, como es: el conocimiento (fechas, datos, acontecimientos), la apreciación (de los conceptos específicos, mediadores del entendimiento de los valores cruciales de la sociedad), y las destrezas (capacidades de indagar y analizar el modo en que un historiador examina e interpreta el material).

Igualmente, establece una serie de metas que buscan proporcionar un contexto sobre el cual evaluar métodos, estrategias y recursos propuestos, así mismo, servir de marco a objetivos que contribuyan al desarrollo de conocimientos, actitudes y valores.  De tal manera centra su análisis en los elementos, que según su juicio, deben ser considerados en la planificación del curriculum de historia.

Por último, Pluckrose recomienda a los educadores de esta disciplina que procedan con cuidado en la selección de textos, “debemos, dice, esforzarnos por evitar el uso de material que encamine a los alumnos hacia un fin predeterminado …”. Y concluye, que la enseñanza de la historia no tiene razón de ser si sólo promovemos la existencia de un conocimiento heredado y aceptado, un conjunto de hechos no discutibles que es necesario memorizar.

María Isabel Presas

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[IF]

 

História Regional | UEPG | 1996

Historia Regional Clio & Associados

A Revista de História Regional (Ponta Grossa, 1996-) define-se como espaço de divulgação de trabalhos que tenham enquadramento teórico e metodológico dentro do campo de pesquisa em História e Região. Articulada ao debate epistemológico na história e nas ciências sociais, a revista tem por objetivo discutir a historicidade das práticas sociais e culturais, das construções discursivas e da produção de sentidos que, no tempo e no espaço, resultam em distintos processos de regionalizações.

Diferentemente de uma abordagem tradicional, que a caracterizava como uma porção da superfície terrestre possuidora de determinadas características homogêneas e limites geográficos e/ou políticos rígidos, a noção de “região” é, atualmente, concebida como um artefato sociocultural mutante, uma produção de diferentes grupos, classes e culturas que a constroem mediante determinadas vivências e representações.

Neste sentido, uma região é tanto um espaço físico, ambiental e material quanto um espaço imaginário, simbólico e ideológico. E uma dimensão é inseparável da outra. Considerando tal multiplicidade, definir a região implica estabelecer delimitações espaço-temporais para uma pesquisa. Ao adotar uma perspectiva de escala, implícita ou explicitamente, define-se o que é significativo no fenômeno, ocultando ou dando visibilidade a determinados aspectos da realidade. No jogo de escalas de observação, mudam as variáveis de análise e a irredutível complexidade do fenômeno histórico se impõe, o que exige dos pesquisadores não apenas a formulação de novas construções teóricas, metodológicas e historiográficas como também novas sensibilidades para a compreensão daquilo que chamamos de história regional.

A RHR foi fundada em 1996 e desde o primeiro volume tem disponibilizado gratuitamente todo o seu conteúdo pela internet. O periódico é uma publicação do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História (Mestrado em História, Cultura e Identidades) da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Periodização semestral.

Acesso livre.

ISSN 1414-0055

ISSN 1414-0055

Acessar resenhas [Coletar 1997-2008]

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Manual de Historia de Cartagena – (PR)

Manual de Historia de Cartagena. Murcia, 1996. 415p. Resenha de: NAVARRO, David Munuera. Panta Rei – Revista de Ciencia Y Didáctica de la Historia, Murcia, n.2, p.175-176, 1996.

David Munuera Navarro

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Los manuscritos del Mar Muerto. Balance de hallazgos y de cuarenta años de estudio – PIÑERO; FERNÁNDEZ-GALIANO (PR)

PIÑERO, Antonio; FERNÁNDEZ-GALIANO, Dimas (Eds.). Los manuscritos del Mar Muerto. Balance de hallazgos y de cuarenta años de estudio. Córdoba, 1994. 226p. Resenha de: GÓMEZ, José Antonio Molina. Panta Rei – Revista de Ciencia Y Didáctica de la Historia, Murcia, n.2, p.158-159, 1996.

José Antonio Molina Gómez

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[IF]

La otra “ida de Alfonso XII – De La CIERVA (PR)

De LA CIERVA, Ricardo. La otra “ida de Alfonso XII. Toledo: Editorial Féniz,1994.482p. Resenha de: RODRÍGUEZ, Julio D. Muñoz. Panta Rei – Revista de Ciencia Y Didáctica de la Historia, Murcia, n.2, p.157, 1996.

Julio D. Muñoz Rodríguez

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Patrimonio histórico-artístico del Noroeste murciano. Materiales parauna guía turística. Instituto de Fomento Región de Murcia – A V V A (PR)

A, V.V. A. Patrimonio histórico-artístico del Noroeste murciano. Materiales parauna guía turística. Instituto de Fomento Región de Murcia. Universidad de Murcia, 1994, 242p. Resenha de: COVES, Eva M. Martí. Panta Rei – Revista de Ciencia Y Didáctica de la Historia, Murcia, n.2, p.154-156, 1996.

Eva M. Martí Coves

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Tiro y las colonias fenicias de Occidente – AUBET (PR)

AUBET, María Eugenia. Tiro y las colonias fenicias de Occidente. Edición ampliada. Barcelona: Crítica/Arqueología, 1994. 371p. Resenha de: RODRIGUEZ, Jorge A. Eiroa. Panta Rei – Revista de Ciencia Y Didáctica de la Historia, Murcia, n.2, p.149-151, 1996.

Jorge A. Eiroa Rodríguez

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El tiempo en la Historia – WHITROW (PR)

WHITROW, G. J. El tiempo en la Historia. Barcelon: Ed. Crítica/Historia y Teoría, 1990. 261p. Resenha de: MARTÍNEZ, Antonia Maria Legidos. Panta Rei – Revista de Ciencia Y Didáctica de la Historia, Murcia, n.2, p.147-149, 1996.

Antonia María Legidos Martínez

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[IF]

Platon, les mots el les mythes – BRISSON (PR)

BRISSON, L. Platon, les mots el les mythes. París: Maspero, 1982, 238p. Resenha de: AMORÓS, Pedro. Panta Rei – Revista de Ciencia Y Didáctica de la Historia, Murcia, n.2, p.145-147, 1996.

Pedro Amorós

P U JIW A ,4IORÓSAcessar publicação original

[IF]

Fumdhamentos | Fumdham | 1996

Fumdhamentos Clio & Associados

A Revista Fumdhamentos (1996), da Fundação Museu do Homem Americano, foi criada para divulgar num fluxo contínuo as pesquisas realizadas por especialistas de diversas áreas do conhecimento no Parque Nacional Serra da Capivara e nas áreas afins.

Embora com interesses específicos diversos, os pesquisadores participam de um interesse comum: a compreensão do bioma da região, a reconstituição do passado humano e sua adaptação ao meio, nas diferentes realidades ambientais pelas quais a região passou desde as primeiras ocupações, até os dias atuais.

Acessar resenhas publicadas na Revista Fumdhamentos

Periodicidade semestral

ISSN – 0104 – 351 X

Acesso livre

Acessar resenhas [Não publicou resenhas até 2021]

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Memória, cidade, cultura | Cléia Schiavo Weyrauch

WEYRAUCH, Cléia Schiavo; ZETTEL, Jaime. Organização e introdução. Memória, cidade, cultura. Resenha de: WEYRAUCH, Cléia Schiavo. CLIO – Revista de pesquisa histórica. Recife, v.16, n.1, p.159-165, jan./dez. 1996.

Acesso apenas pelo link original [DR]

Engenheiros do tempo e as visões de Agamenon: História e Memória

Engenheiros do tempo e as visões de Agamenon: História e Memória. Resenha de: VANDERLEI, Kalina. CLIO – Revista de pesquisa histórica. Recife, v.16, n.1, p. 167-173, jan./dez. 1996.

Acesso apenas pelo link original [DR]

Antiguidade Clássica. A história e a cultura a partir dos documentos | Pedro Paulo A. Funari

FUNARI, Pedro Paulo A. Antiguidade Clássica. A história e a cultura a partir dos documentos. Campinas: Editora da UNICAMP, 1995. Resenha de: MARTIN, Gabriela. CLIO – Revista de pesquisa histórica. Recife, v.16, n.1, p. 175-176, jan./dez. 1996.

Acesso apenas pelo link original [DR]

Filosofia Alemã | USP | 1996

Cadernos de Filosofia Alema1 Clio & Associados

Organizada pelo Grupo de Filosofia Crítica e Modernidade (FiCeM), um grupo de estudos constituído por professores(as) e estudantes de diferentes universidades brasileiras, a revista Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade (ISSN 2318-9800) é uma publicação semestral do Departamento de Filosofia da USP que, iniciada em 1996, pretende estimular o debate de questões importantes para a compreensão da modernidade.

Tendo como ponto de partida filósofos(as) de língua alemã, cujo papel na constituição dessa reflexão sobre a modernidade foi – e ainda é – reconhecidamente decisivo, os Cadernos de Filosofia Alemã não se circunscrevem, todavia, ao pensamento veiculado em alemão, buscando antes um alargamento de fronteiras que faça jus ao mote, entre nós consagrado, da filosofia como “um convite à liberdade e à alegria da reflexão”.

Periodicidade semestral

Sob a licença Creative Commons Non Commercial – Share Alike 4.0 International (CC BY-NC-SA 4.0). 

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