Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 3, n. 2, jul./dez. 2013.

5 – Sumário e Editorial

RELATOS

ARTIGOS

ENTREVISTA

RESENHAS

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 9, n. 2, jul./dez. 2019.

(1-6) Sumário e apresentação

  • Carmen Rita Guimarães Marques de Lima, Paulo Henrique Goliath e Raquel Martins Melo Pinheiro Aquino de Oliveira

ARTIGOS

RELATOS DE EXPERIÊNCIA

ENTREVISTA

FALE PARA O PROFESSOR

Práticas autorais para uma escola do século XXI | Revista Práticas de Linguagem | 2019

O volume “Práticas autorais para uma escola do século XXI” tem como objetivo divulgar relatos de experiências com práticas pedagógicas advindas do exercício docente de alunos egressos do Mestrado Profissional em Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Resultado do I Encontro de Egressos do PROFLETRAS/UFJF, os relatos apontam para o reconhecimento das ações formativas desse programa de pós-graduação stricto sensu em Letras, o qual se configura como um espaço de formação continuada para professores de língua portuguesa do Ensino Fundamental, alicerçado na valorização dos saberes docentes, na troca de experiências, na fundamentação teórica das práticas desenvolvidas e no constante exercício de reflexão sobre a própria prática. Leia Mais

O papel dos colégios de aplicação na formação docente | Revista Práticas de Linguagem | 2019

O ensino, a pesquisa e a extensão formam a natureza tríplice dos 17 Colégios de Aplicação existentes no Brasil. O presente volume, intitulado “O papel dos colégios de aplicação na formação docente”, convida o leitor a conhecer um pouco dessa vocação, por meio dos artigos e relatos de experiência que compõem este volume e que revelam a diversidade e a riqueza do trabalho dos docentes que atuam nos Caps.; da entrevista que coloca em foco o Programa Residência Docente da Universidade Federal de Juiz de Fora e da seção Fale para o Professor, que evidencia a importância dos estágios supervisionados no cotidiano dos Caps.

Os dois artigos científicos que compõem este número da Revista Práticas de Linguagem contribuem para o questionamento do papel da escola na construção de uma educação crítica e democrática, quer problematizando seu protagonismo na formação leitora, em disputa com outras influências, quer discutindo os discursos que a atravessam, a partir das perspectivas de gênero e corpo, apontando para a necessidade de mudanças de perspectivas em relação aos temas e para a criação de espaços e estratégias diferenciados de aprendizado. Leia Mais

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 9, n. 1, jan./jun. 2019.

(1 – 6) Sumário e apresentação

  • Natália Sathler Sigiliano e Thais Fernandes Sampaio

RELATOS DE EXPERIÊNCIA

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 8, n. 3, jul./dez. 2018.

(5 – 7) Apresentação

  • Elza de Sá Nogueira e Érika Kelmer Mathias

RELATOS DE EXPERIÊNCIA

ARTIGOS

RESENHA

Introdução à literatura infantil e juvenil atual | Teresa Colomer

Conteúdo indispensável na formação de professores da educação básica, os fundamentos de uma teoria da literatura infantil e juvenil são importantíssimos na formação desse profissional, bem como para bibliotecários, especialistas em educação e demais formadores de leitores e mediadores de leitura. Portanto, a obra da professora e pesquisadora espanhola Teresa Colomer, Introdução à literatura infantil e juvenil atual é fundamental na biblioteca de todos aqueles que lidam ou se interessam pela temática, seja nas formações iniciais ou em serviço. A mesma autora de A formação do leitor literário (Global, 2003) e Andar entre livros (Global, 2007), nos presenteia com essa versão reelaborada e atualizada do livro publicado no finalzinho do século passado, em 1999, na Espanha. A presente edição, até então inédita no Brasil, foi traduzida pela também especialista em literatura para crianças, Laura Sandroni.

Com sua característica de manual introdutório, o livro, com 336 páginas e organizado em cinco capítulos de discussão, mais introdução e dados bibliográficos, dá uma panorâmica da literatura destinada aos leitores crianças e jovens, tratando de sua função, mediação, características e critérios de seleção. A obra também, ao mesmo tempo em que proporciona uma reflexão sobre a história da produção literária para crianças e jovens, apresenta sugestões de atividades práticas, além de uma lista extensa, dividida em vários quadros, de obras a serem trabalhadas em diferentes níveis educacionais. Leia Mais

Ensino de Língua Portuguesa | Revista Práticas de Linguagem | 2018

O volume “Ensino de Língua Portuguesa” divulga relatos de experiências com práticas pedagógicas e artigos de pesquisas que envolvem o ensino de língua portuguesa na escola básica, com foco em leitura, escrita, oralidade, variação, análise linguística, multiletramentos, currículo e demais eixos referentes ao trabalho escolar com língua materna.

A chamada pública para submissão de trabalhos superou as expectativas e resultou, como sempre, num enorme trabalho e em numerosas trocas de e-mails com pareceristas de diversas instituições brasileiras. Entre pareceres e prazos, parecia que o trabalho não chegaria ao fim. Mas chegou. Finalmente, conseguimos compor um número temático que apresenta ao leitor de Práticas de Linguagem, publicado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o heterogêneo e instigante campo em que se apresentam, em amostras pontuais, as diversas perspectivas de ensino de língua portuguesa nas escolas brasileiras. Leia Mais

Ensino de Literatura | Revista Práticas de Linguagem | 2018

É com prazer que apresentamos ao leitor este número temático sobre o Ensino de Literatura, campo que permite integrar o trabalho com os eixos da Leitura, da Escrita, da Reflexão Linguística e da Oralidade com o caráter transformador e humanizador da língua quando operada no espaço do literário.

O número se compõe por 6 relatos de experiências, 4 artigos e 1 resenha, todos com interessantes contribuições, tanto de ordem prática quanto de ordem reflexiva, não somente para o espaço da escola, mas também para a formação de professor do curso de Letras e de Pedagogia, pois os trabalhos contemplam desde o primeiro segmento do Ensino Fundamental até a Formação Inicial do professor. Leia Mais

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v.8, n. 1, especial 2018.

(10) APRESENTAÇÃO

TEMA 1: ENSINO DE ESCRITA

TEMA 2: ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS

TEMA 3: FORMAÇÃO DE PROFESSORES

TEMA 4: LEITURA EM DIVERSAS ÁREAS DO CONHECIMENTO E PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 8, n. 2, jan./jun. 2018.

Apresentação

  • Acir Mário Karwoski e Rosângela Rodrigues Borges (6-7)

ARTIGOS

RELATOS DE EXPERIÊNCIA

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 7, n. 2, jul./dez. 2017.

8 Apresentação

TEMA 1 – A FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE PROFESSOR DA EDUCAÇÃO BÁSICA

TEMA 2 – METODOLOGIAS DE ENSINO DE LÍNGUA MATERNA E LÍNGUAS ESTRANGEIRAS

TEMA 3 – ELABORAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO

TEMA 4 – LETRAMENTOS, MULTIMODALIDADE E TECNOLOGIAS NO ENSINO DE LÍNGUA E LITERATURA

RESENHAS

Série Verbetes Enciclopédicos | Angela Paiva Dionisio

Na contemporaneidade, é comum o aparecimento de novas formas de leitura que extrapolam recursos linguísticos. Os textos que circulam na escola, por exemplo, combinam imagens com palavras, dentre outras semioses, exigindo, assim, competências do aluno, além do domínio do código linguístico, de modo que seja possível dar sentidos aos textos lidos dentro e fora do contexto escolar.

Essa junção de modos semióticos distintos justifica o fenômeno da multimodalidade como ferramenta que subsidia os indivíduos na leitura/interpretação de textos multissemióticos (DIONISIO; VASCONCELOS, 2013), cabendo, portanto, à escola, enquanto instância privilegiada para a exploração de práticas de letramentos, propiciar eventos de leitura desses tipos de textos, a fim de que possa desenvolver uma aprendizagem mais eficiente. Leia Mais

A formação docente do PIBID Letras. Alguns recortes de experiências | Alexandra Santos Pinheiro e Rita Maria Decarli Bottega

O livro “A formação docente do PIBID Letras no Brasil: reflexões e (con)vivências”, organizado pelas autoras Alexandra Santos Pinheiro e Rita Maria Decarli Bottega, e publicado pela editora Pontes em 2014, reúne artigos que relatam experiências vivenciadas em subprojetos do PIBID Letras de 8 universidades brasileiras, localizadas em cinco estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A inquestionável validade do PIBID para a formação do licenciando dos cursos de Letras é o tema gerador do livro e uma posição partilhada pelos 11 subprojetos, cujo relato das atividades e/ou reflexão de conceitos e metodologia de trabalho compõe(m) a obra. Apesar dessa posição partilhada, os 10 capítulos que integram a obra distinguem-se pela natureza das atividades realizadas em cada subprojeto e/ou por buscarem embasamento teórico em proposições teóricas distintas, ainda que o alvo seja a formação do professor de língua portuguesa.

O capítulo 1, “Formação inicial dos docentes de letras na UFT – Experiências a partir da interdisciplinaridade”, discute as dificuldades enfrentadas com o trabalho interdisciplinar no âmbito do Projeto PIBID-PIBID, envolvendo os cursos de licenciatura em Letras, História, Biologia e Geografia da UFT. Dentre as considerações que o capítulo apresenta para o professor de língua portuguesa, ressaltam-se: a necessidade de repensar conteúdos tradicionais, que valorizam apenas conhecimentos linguísticos e literários em detrimento do desenvolvimento de habilidades e competências, as quais devem ser contempladas; e a necessidade de valorizar “discussões sociais” na proposição de conteúdos conceituais e metodologias de ensino. Leia Mais

Modelos didáticos de gêneros textuais. As construções dos alunos professores do PIBID Letras inglês | Lidia Stutz

Esta obra, organizada por Lidia Stutz, professora adjunta da Universidade Estadual do Centro-Oeste de Guarapuava -PR (UNICENTRO), apresenta uma coletânea de cinco modelos didáticos (MD) de gêneros textuais realizados no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), desenvolvidos por alunos de letras: língua inglesa, da referida instituição. Além dos cinco capítulos dedicados à apresentação dos MD, a obra conta com um prefácio da professora Vera Lúcia Lopes Cristóvão, da Universidade Estadual de Londrina, e posfácio do professor Kleber Aparecido da Silva, da Universidade de Brasília. Após o prefácio, antes de sermos apresentados aos MD propostos, podemos conhecer o funcionamento do PIBID Letras-inglês, na apresentação da organizadora da obra, e o local onde as intervenções didáticas foram realizadas, no capítulo escrito por Priscila A. da Fonseca Lanferdini, supervisora do grupo PIBID Letras-inglês de Guarapuava. Finalizando a obra, podemos conhecer um pouco mais sobre cada autor em suas respectivas biodatas.

O prefácio da obra inicia-se com uma comparação entre os protestos de junho de 2013, no Brasil, dentre eles, aqueles que reivindicavam mais qualidade para a educação, com os protestos ocorridos no Chile, em 2006. Cristóvão interroga, quando mencionamos qualidade na educação, o que realmente estamos querendo dizer. Para tanto, recorre a uma entrevista [1] de Paulo Freire concedida ao educador Moacir Gadotti, em 1993, em que tratou sobre a importância de se valorizar as dimensões regionais “para compreender a cultura multiculturalmente” (p. 8). A valorização do trabalho multicultural depende da recriação de táticas diárias para se explorar de modo amplo o sentido desse trabalho multicultural na educação. Leia Mais

Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID – línguas materna e estrangeiras e suas respectivas literaturas | Revista Práticas de Linguagem | 2017

Nesta edição especial, a Revista Práticas de Linguagem elege o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID – línguas materna e estrangeiras e suas respectivas literaturas. Dessa forma, reúne um vasto registro de trabalhos desenvolvidos por bolsistas, supervisores e coordenadores de área de subprojetos vinculados a diversas universidades brasileiras e a escolas públicas. Reforçando os objetivos traçados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES – para o programa, o grande intento deste volume é dar visibilidade às ações de formação inicial de professores para a educação básica, além de reconhecer e valorizar o esforço despendido por todos os proponentes para refletir sobre questões específicas de ensino e aprendizagem de linguagem, de modo amplo.

Os relatos de experiência, os artigos científicos, as resenhas e a entrevista que compõem esta edição são oriundos de reflexões sobre a prática educativa e estão organizados em quatro seções temáticas, a saber: 1) a formação inicial e continuada de professor da educação básica; 2) metodologias de ensino da língua portuguesa e de suas literaturas; 3) elaboração de material didático; e 4) letramentos, multimodalidade e tecnologias no ensino de língua e literatura. Em todas elas, a discussão empreendida privilegia a presença, a participação e o engajamento dos bolsistas e supervisores pibidianos na rotina escolar, particularmente, em escolas da rede pública de ensino brasileira. Leia Mais

Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC | Revista Práticas de Linguagem | 2017

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é o tema deste número da Revista Práticas de Linguagem. Sem dúvidas, a relevância das discussões em torno desse Programa não pode ser minimizada. Foi a primeira vez no Brasil que o Ministério da Educação, Redes de Ensino e Universidades públicas se articularam institucionalmente com um objetivo comum: melhorar o atendimento das crianças nas escolas e garantir o direito à alfabetização. Juntos, gestores, pesquisadores e professores puderam dialogar e construir estratégias coletivas para enfrentar as dificuldades do cotidiano do alfabetizador.

Juntos, puderam explicitar dificuldades, angústias, modos de pensar. Em meio às diferenças, puderam construir coletividades e singularidades em um programa que não buscou unificar práticas docentes, mas sim problematiza-las. Leia Mais

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 7, n. 1, jan./jun. 2017.

5 – Apresentação

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v.7, n. 3, especial 2017.

(10) Apresentação

Tema 1: TECNOLOGIAS E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E MULTILETRAMENTOS

Tema 2: ANÁLISE LINGUÍSTICA

Tema 3: ENSINO DE LITERATURA

Tema 4: ENSINO DE LEITURA

Tema 5: PRÁTICAS DE ORALIDADE

Tema 6: ALFABETIZAÇÃO

Tema 7: CURRÍCULO

Tema 8: TRABALHO DOCENTE

Tema 9: LETRAMENTOS, GÊNERO E SEXUALIDADE

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 6, n. 1, jan./ jun. 2016.

5 – Sumário e Editorial

RELATOS

PESQUISA

ENTREVISTA

FALE PARA O PROFESSOR

RESENHAS

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 6, n. 2, jul./dez. 2016.

4 – Apresentação

  • Alexandre Cadilhe

Artigos

Relatos

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v.6 especial, 2016.

4 – 7 SUMÁRIO E APRESENTAÇÃO

Como fazer relatórios de pesquisa | investigações sobre ensino e formação do professor de língua materna | Wagner Rodrigues Silva

O livro “Como fazer relatórios de pesquisa investigações sobre ensino e formação do professor de língua materna”1, de Wagner Rodrigues e Silva e Luiza Helena de Oliveira da Silva, aborda um tema importante para os alunos de licenciaturas, por que, nesses cursos, vários professores pedem relatórios de pesquisa ou de estágio, porém nenhum deles deixa bem claro como eles querem que esses sejam construídos, nem tampouco nos dá modelos para que possamos segui-lo. Esse livro de Wagner e Luiza trazem exemplos bem didáticos e cristalinos para que possamos nos espelhar, facilitando assim nossa vida acadêmica.

Os organizadores desse livro são professores adjuntos da Universidade Federal de Tocantins, no Campus Universitário de Araguaína. Ambos lecionam a Linguística Aplicada na graduação e pós-graduação em Letras. Os dois já publicaram alguns capítulos de livros e artigos em periódicos importantes. As colaboradoras do livro são: Lucia Teixeira, que é professora da Universidade Federal de Tocantins; Elcia Tavares, Geovana Dias Lima e Nadizenilda Sobrinho que são professoras de Educação Básica e fazem ou fizeram parte dos grupos de pesquisas PIBID e CNPq na Universidade Federal de Tocantins, na época da publicação do livro, aos quais os autores também estavam ligados.

Teixeira faz uma avaliação bastante positiva no prefácio do livro Ela ressalta que essa obra tem o intuito de mostrar, de forma clara, que é possível construir um relatório prazeroso de se ler. Para tal, a obra apresenta resultados de três pesquisas científicas. Na criativa apresentação chamada Demandas de Relatório de Pesquisa na Formação do Professor, a autora afirma que o objetivo de apresentar os modelos de relatórios de pesquisas é ajudar o leitor a ficar íntimo dos trabalhos específicos desse gênero, suas características, compreensões e limitações. Esses modelos de relatórios podem ser feitos nos mais distintos campos acadêmicos.

Após apresentação, os três capítulos que compõe a obra são, na verdade, três relatórios de pesquisa. Os autores Silva e Tavares apresentam no primeiro relatório intitulado Práticas de Análise Linguística em Abordagens Didáticas Interdisciplinares, abordando em um primeiro momento que a gramática tradicional tem passado por conflitos e tensões, porque há estudiosos nessa área que estão tentando inovar o ensino gramatical nas escolas. Pesquisadores junto à escola tiveram como objetivos claros investigar as dificuldades encontradas no trabalho interdisciplinar pelos estagiários supervisionados em língua portuguesa, examinar as práticas pedagógicas, colaborar para o ensino da gramática e ajudar o professor a organizar suas aulas na perspectiva de projetos didáticos.

Em seguida os autores mostram de forma relevante que a análise linguística tem sido agraciada cientificamente em suas práticas na Educação Básica escolar, ao começar a estudar o letramento e a interdisciplinaridade. Por fim, os professores citam que a abordagem transdisciplinar está correlacionada com a Linguística Aplicada. A discussão teórica dos professores mostra de forma objetiva os conceitos estudados para orientar e refletir as teorias utilizadas no livro.

O segundo relatório de pesquisa, cujo título é Leituras de Textos Pluricódigos Mediadas por Professores em Formação, de autoria de Silva e Lima, de forma bem didática e inteligente, analisa alguns ensaios de práticas pedagógicas dos estagiários de Língua Portuguesa. Tais práticas utilizam diversos gêneros textuais, textos pluricódigos, assim como também o fazem os docentes atuantes, que precisam de subsídios teóricos que os auxiliem na leitura dos mais diversos tipos de gêneros. Os gêneros são organizados por intermédio do movimento das linguagens verbal (textos de jornais, gráficos, entre outros) e não verbal, música (rap, samba, MPB) e visual (quadrinhos, reportagens, charges). As autoras defendem que os docentes necessitam aprender a relacionar as leituras verbais e não verbais entre si.

A preocupação das autoras nesse trabalho foi “apontar possibilidades de tratamento do texto na escola a partir de pressupostos da semiótica discursiva” (p.50). Nesse contexto, os sentidos são produzidos “de uma construção do sujeito em sua relação sensível e inteligível com o objeto” (p.51).

As professoras definiram a seguir os objetivos da pesquisa, os quais foram refletir teoricamente a respeito da leitura semiótica de textos com estruturas de linguagem verbal e não verbal; observar os estagiários e analisar como esses estudantes procedem seu trabalho com a leitura de textos de múltiplos gêneros. Essa pesquisa teve como embasamento teórico os sistemas semióticos do discurso e seus benefícios para a leitura de textos compostos por diferentes linguagens. Como resultado observou-se que os estagiários, seguindo o PCN (BRASIL, 1999) e estando de acordo com as teorias do Estágio Supervisionado, estão procurando usar novas estratégias ao livro didático, para que com isso possam encontrar outras formas mais eficientes para uma aprendizagem significativa do aluno.

No relatório da terceira e última pesquisa, cujo nome é: Práticas de Escrita em Situações Didáticas produzidas por Professores em Formação, Silva e Rego, de forma objetiva, ressaltam que se interessam por investigar como os acadêmicos do curso de Licenciatura em Letras estão conduzindo seus saberes didáticos sobre a escrita em um contexto interdisciplinar e, finalizando, mostram quais resultados refletem na escrita dos alunos da educação básica.

Os objetivos dessa pesquisa foram, primeiramente, saber como o graduando aprende os diversos saberes da Língua Portuguesa durante suas aulas presenciais em disciplinas de estágio supervisionado; em seguida, identificar e descrever a forma como esses se apropriam de saberes sobre a escrita em cenas de aulas gravadas em vídeos e, por último, fazer uma análise dos dois resultados anteriores, comparando-os. Para tal, foram utilizados os dados obtidos nas observações de aula da Língua Materna: anotações de campo, relatos ponderados dos estagiários da área, atividades didáticas escritas, transcrições das aulas em vídeos e outras atividades propostas pelos professores supervisores. A discussão teórica e análise dos dados pesquisados ficaram em torno dos “Gêneros como elementos mediadores numa didática diferenciada” (p. 86).

Os autores, prudentemente, finalizam o relatório informando que eles não tiveram a pretensão de mostrar conclusões ou soluções fixas para as questões da pesquisa. Porém, desejaram conhecer e entender as inumeráveis dificuldades enfrentadas em sala de aula, para, com isso, colaborar com o professor na superação dos problemas de sua laboriosa tarefa e, ao superá-los, que os docentes possam fortalecer os discentes que, por razões diversas, estão em situações críticas diante da sociedade. Os autores retomam a escrita como eixo da pesquisa e findam com essa paráfrase de Stubs: (2005) “uma competência na língua escrita pode ser claramente uma chave na educação e no sistema social(…) do cidadão que deveria se formar crítico.” (p.2)

Essa obra se destina aos graduandos e pós-graduados, que participam de grupos de pesquisa e necessitam fazer seu relatório no final de cada pesquisa, com o intuito de o publicar em algum periódico científico. Recomendamos a leitura do livro Como Fazer Relatórios de Pesquisa Investigações Sobre Ensino e Formação do Professor de Língua Materna em que os autores trazem, de forma objetiva e didática, modelos práticos e essenciais que auxiliam na construção de relatórios coerentes, coesos, convincentes e agradáveis de se ler.

Nota

1. Esta resenha foi produzida na disciplina Práticas textuais II, do curso de Pedagogia da UFJF, que tem o objetivo de abordar gêneros acadêmicos (2º semestre de 2014).

Referência

SILVA, Wagner Rodrigues e SILVA, L. H. O. Como fazer relatórios de pesquisa: investigações sobre ensino e formação do professor de língua materna. Campinas: Mercado de Letras, 2010.


Resenhista

Helena Martins de Paiva – Graduada em Pedagogia pela Universidade de Juiz de Fora (2016). E-mail: [email protected]


Referências desta resenha

SILVA, Wagner Rodrigues; SILVA, Luiza Helena Oliveira da. Como fazer relatórios de pesquisa: investigações sobre ensino e formação do professor de língua materna. Campinas: Mercado de Letras, 2010. Resenha de: PAIVA, Helena Martins de. Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v.6 especial, p.135-137, 2016. Acessar publicação original [DR]

Letramentos sociais: abordagens críticas do letramento no desenvolvimento, na etnografia e na educação | Brian Street

Tomando como base os conceitos e concepções acerca dos estudos sobre letramento e suas implicações para as práticas sociais dos sujeitos, estudos revelam que esse termo vem sofrendo ressignificações devido às mudanças sociais ocorridas nos últimos tempos, bem como às pesquisas realizadas em diversos campos que se dedicam ao estudo da escrita e seus impactos na sociedade. Tais ressignificações mostram, entre outros, que o papel da escola é ampliar o letramento dos alunos, para que estes possam desenvolver capacidades de leitura e escrita em diversos contextos sociais, com vistas à participação ativa na sociedade.

A produção de estudos e pesquisas no Brasil sobre letramento, desde a década de 90, é bastante vasta. Autoras de referência que pesquisam o tema, como Magda Soares, Roxane Rojo, Ângela Kleiman, têm como referencial também os trabalhos de Brian Street, o que mostra a importância da tradução desta obra para a nossa realidade. O livro Letramentos sociais: abordagens críticas do letramento no desenvolvimento, na etnografia e na educação vem contribuir com a comunidade acadêmica brasileira, sendo mais um dos trabalhos de Street traduzidos para a língua portuguesa [1]. Escrito originalmente em inglês por Brian Street, e traduzido por Marcos Bagno em 2014, a obra propõe uma reflexão sobre o letramento como prática social e ressalta a natureza social e cultural da leitura e da escrita, considerando o caráter múltiplo das práticas letradas. Para isso, o livro se divide em cinco seções, estas subdividas em capítulos, nas quais o autor discute alguns conceitos e concepções sobre o letramento. Leia Mais

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 5, n. 2, jul./dez. 2015.

4 – 5 Apresentação

RELATOS

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v.5, n.1, Especial, jan./jun. 2015.

Especial – Anais do III Colóquio de Letramento, Linguagem e Ensino

SUMÁRIO

Apresentação

Pesquisa

  • A leitura em sala de aula no 2º segmento do Ensino Fundamental: uma discussão sobre essa atividade
  • Ilka Schapper e Tania Maria dos Santos
  • A modalização como marca de argumentatividade no gênero debate
  • Francieli Aparecida Dias e Helena Maria Ferreira
  • Alfabetizar e letrar: o uso dos gêneros textuais para um aprendizado significativo
  • Alessandra de Paula Oliveira e Eliane Carelli Macêdo Coelho
  • Análise da proposta curricular de Língua Portuguesa de Juiz de Fora na abordagem do ciclo de políticas de Ball
  • Márcia Patrícia Barboza de Souza
  • Construções morfológicas e ensino de Língua Portuguesa: discutindo a abordagem conferida à morfologia derivacional no Ensino Fundamental
  • Anna Carolina Ferreira Carrara Rodrigues
  • Da leitura à produção textual: um estudo sobre o trabalho com gêneros textuais na alfabetização
  • Flávia Aparecida Mendes de Oliveira Cruz
  • Des-atando atas: a escrita do gênero ata como metodologia de formação docente
  • Elizabeth Orofino Lucio
  • Gêneros expositivos no contexto da educação infantil
  • Josieli Almeida de Oliveira Leite
  • Indicadores de sucesso na educação básica – estudo de caso em uma escola pública de periferia
  • Carolina Alves Fonseca e Neusa Salim Miranda
  • Leitura fotográfica dos espaços da creche na formação em serviço de educadores: uma pesquisa-intervenção
  • Ana Rosa Costa Picanço Moreira
  • Letramento e gêneros textuais no currículo mínimo do estado do Rio de Janeiro
  • Marcela Martins de Melo
  • O diário reflexivo como prática de letramento e reflexão docente
  • Flávia Luciana Campos Dutra Andrade
  • O ensino de leitura em diferentes áreas do conhecimento: o trabalho com gêneros textuais em uma perspectiva interdisciplinar
  • Anna Carolina S. R. Dalamura e Rafaela A. Savino de Oliveira
  • O fórum de discussão em EaD: um estudo sobre a relação entre a argumentação e o aprendizado a partir da colaboração
  • Juliana de Carvalho Barros e Patrícia Nora de Souza
  • O intérprete educacional em Libras: análise do código de ética e de prática profissional
  • Emiliane Moraes Silva e Gilsane Moraes Silva
  • Referenciação em tiras de humor: da inter-relação entre texto verbal e texto não verbal
  • Matheus Henrique Duarte, Agnes Priscila M. Morais e Helena Maria Ferreira
  • RelatosAlternativas didáticas exitosas que atenderam às diferenças individuais no processo de alfabetização de turmas heterogêneas
  • Sara H. da C. Freitas e Josina A. T. Teixeira
  • Aprendizagem móvel na escola pública: relato de uma prática na aula de Língua Inglesa
  • Joyce Vieira Fettermann
  • As contribuições da mídia contemporânea no primeiro segmento do ensino fundamental
  • Cíntia Cristina de Campos Silva e Raquel Vianelo Sell
  • Ensino do gênero fábula no Segundo Ciclo do Ensino Fundamental
  • Marcela Batista Martinhão
  • Escola e letramento literário: “Mas o João não sabe ler!”
  • Lúcia Helena Schuchter e Ana Lúcia Werneck Veiga
  • Formação de leitores em uma escola pública do município do rio de janeiro, inserida em comunidade
  • Lidiane Gomes de Oliveira
  • Intervenção pedagógica: princípios, permanências e inovações
  • Gleice Aparecida Menezes Henriques e Patrícia de Souza Lima Cabette
  • O ensino de Inglês no Projeto de Extensão Universitária Boa Vizinhança
  • Andressa Christine Oliveira da Silva
  • O potencial educativo dos gêneros textuais para a alfabetização e o letramento
  • Thaylla Soares Paixão
  • O trabalho com o gênero textual carta no ensino de Língua Portuguesa: uma experiência no 4º ano do Ensino Fundamental
  • Ângela Mara de Oliveira Fernandes e Vania Fernandes e Silva
  • O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas aulas da disciplina Língua Portuguesa
  • Peterson Vitor Ribeiro
  • O vocabulário de Língua Inglesa, presente no cotidiano dos alunos, em diferentes gêneros textuais
  • Maria Catarina Paiva Repolês
  • Prática docente de Língua Portuguesa: uma experiência com a formação de jovens leitores
  • Pilar Silveira Mattos e Vanessa Aparecida de Almeida Gonçalves
  • Práticas de letramento na escola: a construção de um ensino reflexivo através de gêneros textuais
  • Aline Salucci Nunes
  • Professores leitores e mediadores de leituras literárias
  • Marcia Mariana Santos de Oliveira
  • Projeto ‘Floresta faz a diferença’ – módulo 2 da coleção “Princípios em práticas: alfabetização de jovens e adultos”
  • Rosa Helena do Nascimento e Rosilene Souza Almeida
  • Repensando o ensino da leitura e da escrita Luciana Castro
  • Roteiro de Atividades Literárias (RALI): um caminho para compreender as diversas formas de leitura
  • Josimar Gonçalves Ribeiro Moreira

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v.4, n.2, jul./dez. 2014.

Sumário e Editorial

RELATOS

PESQUISA

ENTREVISTA

FALE PARA O PROFESSOR

ENSAIO

RESENHA

Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. | Luciano Amaral Oliveira

O livro Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática aborda o ensino da língua sob uma ótica pragmática, ou seja, levam-se em conta os usos da língua, seus falantes e os seus contextos de uso. Logo, o enfoque principal é permitir aos professores que se apropriem das concepções teóricas relativas ao ensino de Língua Portuguesa (LP), para que possam transmiti-los aos seus alunos conforme a vertente sociointeracionista de ensino.

O autor, Luciano Amaral Oliveira, atua principalmente nas áreas de leitura e produção textual, ensino de língua portuguesa e semântica. Professor da Universidade Federal da Bahia, é graduado em Economia, mestre e doutor em Letras e Linguística pela mesma instituição. Desenvolve pesquisas na área de estudos críticos do discurso e ensino pragmático de gramática, voltados para a formação e conscientização dos professores em relação aos aspectos discursivos da língua. Leia Mais

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 4, n. 1 – ESPECIAL, jan./jun. 2014.

Volume 4, n. 1 – jan./jun de 2014 – Especial – Anais do II Colóquio de Letramento, Linguagem e Ensino

SUMÁRIOApresentação

Pesquisa

  • O impresso e o digital na escola: promovendo letramentos?
  • Adriana Rocha Bruno e Lucia Helena Schuschter
  • As repercussões do bilhete do professor na reescrita do texto pelo aluno
  • Amanda Isabela Santos Celestino da Cunha e Áquila de Souza Toledo
  • Prova Brasil e SAEB: a aprendizagem da leitura na perspectiva do letramento
  • Angélica Magalhães Neves e Gilberto Paulino de Araújo
  • Linguagem como identidade: uma condição para o sucesso escolar
  • Bianca Alves Malvaccini
  • “Minha língua também é chic” Como transformar o ensino de linguagem numa proposta de inclusão social?
  • Bruna Lourdes de Araújo Barroso e Lúcia Furtado de Mendonça Cyranka
  • O olhar social dos alunos da 8ª série da EJA Sob a perspectiva da fotografia e outras mídias integradas
  • Catarina Barbosa Torres Gomes e Lorene Dutra Moreira e Ferreira
  • A proficiência leitora: investigando o domínio de habilidades de leitura no ensino médio
  • Danielle Cristine Silva e Mauricéia Silva de Paula Vieira
  • Práticas de letramentos e formação de identidades discentes: estudo de caso de duas escolas públicas em Ouro Preto e Mariana, MG
  • Fabiana Correia Justo
  • Estratégias linguístico-argumentativas no gênero carta do leitor
  • Giovane Silveira da Silva
  • Multiletramentos e usos de tecnologias digitais de informação e comunicação na educação: estudos, pesquisas e intervenções pedagógicas
  • Hércules Tolêdo Corrêa e Luana de Araújo Carvalho
  • A escrita na escola: uma análise de propostas de produções de texto
  • Jéssica Kellen da Silva
  • “Esse vídeo é um tapa na cara”: identidades sexuais e de gênero narradas em um evento de letramento videático
  • Juliana Ribeiro-Lima e Sabine Mendes Lima Moura
  • Pela implementação de uma pedagogia da variação linguística na escola
  • Luana Conceição Miranda Picoli e Viviane Alves de Matos
  • O gênero infográfico : características e funções
  • Mauricéia Silva de Paula Vieira e Paula Rita Alves da Silva
  • Oralidade e letramento: dimensões conceituais e impactos no ensino de língua materna
  • Octávio Henrique Sales de Abreu e Helena Maria Ferreira
  • O que muda quando mudam os nomes”: os processos de alfabetização e letramento com crianças de seis anos no “novo” Ensino Fundamental
  • Rosângela Márcia Magalhães

Relatos

  • Laboratório de alfabetização: m espaço para a construção da escrita como manifestação individual
  • Aida do Amaral Antunes e Suzana Lima Vargas
  • Recital de poesia: ponte para a oralidade letra
  • Aline Esperança de Souza Cruz
  • Livro infantil e sistema de escrita alfabético: uma proposta para o alfabetizar letrando
  • Analina Alves de Oliveira Muller e Terezinha Toledo Melquiades de Melo
  • O ensino de inglês instrumental no ensino médio e técnico
  • Andressa Christine Oliveira da Silva
  • Possibilidades e desafios: relato de um trabalho com o gênero textual “bilhete”
  • Anna Carolina Santos Reis Dalamura e Vanessa Almeida Stigert
  • A sequência didática do gênero artigo de opinião: um processo de construção
  • Camila de Araujo Perucci Vieira
  • Análise de redações de alunos principiantes do espanhol: o uso dos artigos definidos
  • Carolina Garcia de Carvalho Silva
  • Multiletramentos e a construção de significados através das tecnologias digitais de informação e comunicação
  • Daniela Rodrigues Dias
  • O debate de opinião: uma experiência interdisciplinar no ensino médio de uma escola pública
  • Fernanda Baldutti
  • Importância das avaliações diagnósticas
  • Fernanda Bichara e Márcia Mariana Oliveira
  • Os métodos de ensino e de correção de produção textual
  • Fernanda Paschoalini Frias
  • História do menino que fugia das letras (e de como todos se envolveram numa narrativa inventada por ele)
  • Gina Carla Costa
  • A contribuição do PIBID para a formação docente
  • Ingrid Pereira Cerqueira e Vanessa Rocha Campos
  • Para além da didatização dos gêneros textuais: novas possibilidades de trabalho com a leitura e a escrita nos anos iniciais do ensino fundamental Liliana Mendes e Raissa Macedo
  • Produzindo memórias através de uma sequência didática
  • Márcia Patrícia Barboza de Souza
  • Contando histórias
  • Maria Rosana R. Silva
  • Mesa-redondaO Pacto pela alfabetização da idade certa na região litorânea do Rio de Janeiro
  • Marlene Carvalho

Sintaxe para a educação básica. Com sugestões didáticas, exercícios e respostas | Celso Ferrarezi Júnior

Embora intitulado “Sintaxe para a educação básica”, o livro de Ferrarezi Jr. é destinado aos professores e aos demais interessados no conhecimento explícito da gramática da frase do português brasileiro.

O livro é dividido em seis momentos, quais sejam, Introdução, Para começar a jornada, A organização da língua, Os diferentes tipos de sintagmas, Os tipos de frases e Uma conversa final. Além disso, as respostas dos exercícios propostos são apresentadas ao final destas seções. Leia Mais

Todos alfabetizados no primeiro ano | Kathleen Floriano Irizaga

A partir dos anos de 1980, com a contribuição dos trabalhos de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, o aprendizado e o ensino da escrita e da leitura, começaram a ser pensados para além da habilidade de codificar e decodificar códigos do sistema alfabético, mas passaria a ser valorizado, também, o uso da língua em diferentes situações ou contextos sociais, com sua diversidade de funções e suas diferenças no modo de falar e/ou escrever, já que a língua é um sistema concebido na interação verbal, que pode se apresentar através de textos, falados ou escritos. Por isso, o desenvolvimento das capacidades linguísticas necessárias para se aprender a ler e escrever, de modo a compreender situações diversas de comunicação, não acontece espontaneamente, precisam ser ensinadas.

O livro “Todos Alfabetizados no primeiro ano”, escrito por Kathleen F. Irizaga, apresenta um relato sobre sua prática docente desenvolvida em uma turma de primeiro ano do Ensino Fundamental de uma escola pública em Porto Alegre, RS. Seu principal objetivo, nessa ocasião, era que todos os seus alunos finalizassem o ano letivo alfabetizados. Leia Mais

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 3, n. 1, jan./ jun. 2013.

SUMÁRIO E EDITORIAL

RELATOS

PESQUISA

ENTREVISTA

RESENHAS

Letramentos no ensino médio | Ana Lúcia S. Souza

Não é por acaso que “Letramentos no ensino médio”, de autoria de Ana Lúcia Souza, Ana Paula Corti e Márcia Mendonça, emprega a palavra “letramentos”, no plural. Considerando o letramento um conjunto de práticas sociais diversificadas ligadas à cultura escrita, as autoras propõem atividades que podem transformar a sala de aula em um espaço de discussão, prática e reflexão sobre os textos que circulam em nossa sociedade. Dessa forma, consideram que o Ensino Médio pode ficar mais interessante e mais ligado às demandas com que lidamos socialmente, na atualidade.

A obra, publicada pela editora paulista Parábola e com projeto gráfico de livro paradidático, apresenta 110 páginas que mesclam, de forma leve e responsável, teoria e prática para o professor. Lançado como parte da série Estratégias de Ensino, o livro tem, claramente, como público-alvo o professor de Ensino Médio, já que, em diversos boxes e mesmo no texto central, dirige-se ao docente, sugerindo-lhe abordagens e atividades para executar com seus alunos. Leia Mais

A imagem nos livros infantis: caminhos para ler o texto visual | Graça Ramos

A literatura infantil vive seu auge no mercado editorial. A produção de livros de leitura no Brasil que, no início do século XX, priorizava a composição e a elaboração mais aprimorada da linguagem escrita, passa a ter como destaque, na atualidade, a articulação da linguagem visual. Na obra A imagem nos livros infantis: caminhos para ler o texto visual, de Graça Ramos, publicada pela Editora Autêntica em 2011, a autora explora a temática da linguagem visual como um recurso de valor igualitário e, muitas vezes, imprescindível na produção de livros infantis.

Trata-se de uma obra pertencente à série Conversas com o professor – uma coleção organizada por Sônia Junqueira, com o intuito de facilitar ao professor o acesso ao conhecimento acadêmico. Nesse trabalho, Graça Ramos traz algumas questões sobre a literatura infantil, como o percurso histórico da arte da ilustração disposta nos livros infantis, explicita as denominações ou classificações mais indicadas para os livros infantis, além de apontar como a imagem foi ocupando lugar de centralidade na produção editorial. A obra apresenta uma linguagem poupada do uso acentuado de expressões puramente acadêmicas e apresenta-se acompanhada de ilustrações de diferentes livros de literatura infantil, expostas em constante diálogo com a produção escrita. Leia Mais

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 2, n. 2, jul./ dez. 2012.

SUMÁRIO E EDITORIAL

RELATOS

PESQUISA

ENTREVISTA

FALE PARA O PROFESSOR

RESENHAS

Análise e produção de textos | Leonor Werneck Santos e Rosa Cuba Riche

Conhecida por publicar livros de especialistas destinados a orientar e a capacitar professores de línguas e estudantes de Letras e Pedagogia nas recentes inovações de teorias e práticas linguísticas, a coleção LINGUAGEM & ENSINO lançou no ano de 2012 o livro “Análise e produção de textos”, da autoria de Leonor Werneck Santos, Rosa Cuba Riche e Claudia Souza Teixeira. A obra tem como principal objetivo instrumentalizar o professor de Língua Portuguesa (LP) do ensino fundamental (EF) a contemplar as três práticas centrais de linguagem sugeridas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN): leitura, produção textual e análise linguística.

O livro foi escrito por três autoras conceituadas no âmbito da pesquisa sobre ensino de LP e Literatura no Brasil. Leonor Werneck Santos é doutora em LP pela UFRJ, onde leciona desde 1995. Rosa Cuba Riche é doutora em Teoria da Literatura pela UFRJ. É professora de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Práticas de Ensino desde o ano 2000. Claudia Souza Teixeira é doutora em Língua Portuguesa pela UFRJ. Atualmente é professora de LP, Literatura Infantil e Juvenil e de Metodologia da Pesquisa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). Todas têm vasta experiência tanto em sala de aula como professoras de língua, quanto em cursos de formação inicial e continuada de docentes, além de publicações de livros e artigos na área de linguística aplicada ao ensino de LP. Leia Mais

Falar, ler e escrever em sala de aula | Stella Maris Bortoni-Ricardo

O primeiro volume da série “Ensinar leitura e escrita no ensino fundamental”, intitulado “Falar, ler e escrever em sala de aula: do período pós-alfabetização ao 5° ano” abarca, fundamentalmente, importantes reflexões sobre o ensino da escrita e leitura do período posterior à alfabetização até o 5° ano. Essa obra, coordenada pela doutora em Linguística Stella Maris Bortoni-Ricardo, com auxílio de sua orientanda Maria Alice Fernandes de Souza, é resultado de uma pesquisa sociolinguística que ainda hoje permanece em andamento.

A produção é destinada a professores que estão atuando em sala de aula, à formação inicial e continuada. Com a intenção de promover uma reflexão sobre o que tem ocorrido nas escolas brasileiras, o livro apresenta várias fontes de debates e sugestões de intervenções para os leitores.

O livro é sistematizado com uma introdução, seguida por quatro unidades, em cujo interior há aulas, as quais são fontes essenciais de análise e sugestões de trabalho. A maioria das aulas possui os tópicos “Refletindo juntos”, “Saberes que colhemos na comunidade, saberes que colhemos nos livros” e “Trocando mensagens”, salvo algumas exceções. As autoras facilitam a compreensão da leitura ao identificarem a idade e a turma a que se destinam as aulas. Outro aspecto facilitador são os boxes existentes ao lado das páginas, que são constituídos por explicações e referências das fontes de estudo sobre o tema trabalhado na lauda. Um aspecto crucial que as autoras explicitam na introdução é a concepção de ambas sobre a língua materna, já que é por meio dessa fundamentação que o trabalho será analisado.

A primeira unidade, “Falar, ler e escrever em sala de aula”, possui quatro aulas; a primeira, terceira e quarta se referem à reflexão sobre variantes linguísticas. A professora realizou um trabalho com diferentes turmas; todas as atividades foram pautadas no pressuposto da existência de variações da língua, trazendo na quarta e última aula da unidade o conhecimento sobre três conceitos dos contínuos que se relacionam com tal variação. Na segunda aula, a docente desenvolveu uma atividade sobre o tipo textual instruir; com esse movimento, trabalhou as características próprias dessa tipologia e salientou a relevância social que esses saberes abarcam.

Na segunda unidade, “Modos de falar, modos de escrever”, três aulas subsidiaram a pesquisa. As pesquisadoras permaneceram analisando a mesma turma na primeira e segunda aulas, nas quais há um trabalho sobre a influência que a linguagem oral traz à escrita. Com o auxílio do dicionário e outros suportes, a professora levantou uma rica discussão sobre o que é próprio da escrita e da oralidade. Já na terceira aula, em outra turma, as docentes exploraram os conceitos de tempos verbais e suas funcionalidades.

Duas aulas são ministradas na terceira unidade: “Produzindo diferentes gêneros de texto”. Uma tem como objetivo construir o conceito de “diagrama sequencial”, ensinando, assim, às crianças a construírem narrativas; e fazer com que elas tenham seu repertório de vocabulário ampliado, dando destaque para a escrita e reescrita de textos. À última aula restou a construção do sentido da tipologia instruir, em que a professora mencionou o que significa sentido comum e figurado.

“Revisando conceitos básicos” é o título da última unidade do livro que, como sugerido, faz uma revisão do projeto realizado em todas as outras unidades. Traz, ainda, uma peça teatral infantil sobre festas juninas e sua suposta utilidade para a realização de outras atividades que contemplem o uso de gêneros textuais. Finalizando, as autoras dão ênfase aos debates que aconteceram durante a pesquisa e suas implicações.

Sem sombra de dúvidas, a produção das pesquisadoras é extremamente válida no âmbito educacional, visto que trata de temas atualizados e relevantes no campo da Linguística Aplicada ao Ensino da Língua Portuguesa, sobretudo nos anos iniciais, etapa educacional muitas vezes pouco contemplada com os estudos aqui relatados. De maneira exemplar, conclui-se que os principais objetivos foram cumpridos. Positivamente as autoras fazem com que a pesquisa se relacione com a comunidade onde ela é realizada, fornecendo exemplos para outras instituições educacionais. Em contrapartida, ao longo do trabalho, senti a falta de explicações e reflexões embasadas teoricamente, que provavelmente dariam ainda mais sentido ao trabalho.


Resenhista

Vanessa Almeida Stigert – Graduanda do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: [email protected]


Referências desta resenha

BORTONI-RICARDO, Stella Maris; SOUZA, Maria Alice Fernandes. Falar, ler e escrever em sala de aula: do período da pós-alfabetização ao 5° ano. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. Resenha de: STIGERT, Vanessa Almeida. Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v.2, n. 2, p.117-119, jul./ dez. 2012. Acessar publicação original [DR]

Norma Culta Brasileira: desatando alguns nós | C. A. Faraco

Este livro trata de questões relativas à norma linguística e de problemas derivados do conservadorismo exagerado, em relação à Língua Portuguesa, presente na cultura nacional. O autor destaca, de forma clara, que o ensino de língua materna não considera a diversidade linguística, pois, ainda hoje, a maioria dos educadores desprivilegia a existência de uma língua formada por várias normas, e assim tentam impor apenas uma como legítima. Este é o ponto de partida para a presente obra, pois nele, Faraco busca argumentar sobre a relevância de se repensar a língua e os preconceitos intrínsecos a ela. Para tal, o autor apresenta um feliz panorama que engloba desde questões referentes às distintas denominações existentes em relação ao português, como: norma culta, norma gramatical, gramática da língua culta, língua padrão, língua certa, língua cuidada e língua literária; até questões que envolvem o histórico da Gramática e a relação entre a variação linguística e a escola.

O estudo divide-se em cinco capítulos, nos quais, ao final, objetiva levar a um questionamento sobre a forma de ensino-aprendizagem da língua portuguesa presente no atual sistema de educação, e propõe uma pedagogia variacionista, na qual a língua é vista de forma heterogênea, que relaciona-se diretamente com questões culturais e políticas. Leia Mais

Letramentos múltiplos, escola e inclusão social | Roxane Rojo

Um dos temas mais discutidos na relação escola-cidadão, atualmente, é a questão do letramento. Desde os estudos precursores, no Brasil, de Magda Soares, o letramento vem sendo cada vez mais debatido e ampliado, como comprova o mais recente livro de Roxane Rojo (Letramentos múltiplos, escola e inclusão Social. São Paulo: Parábola, 2009).

Doutora em linguística aplicada ao ensino línguas pela PUC- SP e professora do curso de letras e do programa de pós-graduação em linguística aplicada da UNICAMP, Roxane Rojo tem se dedicado a pesquisas, consultorias e assessorias junto a entidades públicas e privadas relacionadas à educação, tendo se empenhado, ultimamente, nos estudos acerca do letramento e suas derivações. Leia Mais

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v. 1, n. 2, jul./dez. 2011.

4 SUMÁRIO E EDITORIAL

RELATOS

ENTREVISTA

PESQUISA

RESENHAS

A arte de ler ou como resistir à adversidade | Michèle Petit

Abordagens teóricas sobre leitura e suas consequências na vida das pessoas têm sido relativamente comuns ultimamente. Não tão comum assim, contudo, é a tentativa de conciliar semelhante perspectiva a atividades próprias da psicoterapia e suas derivações, como procura fazer Michéle Petit em seu mais recente livro (A arte de ler ou como resistir à adversidade).

Refletindo sobre a atuação da leitura em lugares onde a crise é particularmente intensa (situações de guerra e violência, contextos de deslocamentos populacionais e recessões econômicas etc.), a autora começa lembrando que, em tais situações, a leitura poderia contribuir tanto na reconstrução de si mesmo quanto na promoção de uma atividade psíquica saudável. Nesse sentido, defende a apropriação da literatura nessa tarefa, na medida em que a literatura, além de mais crítica, torna-se mais capaz de explorar melhor a experiência humana. Semelhante atividade, completa a autora, tem sido desempenhada pelos mediadores de livros, cuja principal função seria auxiliar na compreensão da literatura como instrumento de organização e transformação da própria história dos leitores. São esses mediadores culturais que criam uma “abertura psíquica” (p. 50), revelando ao leitor o universo dos livros e da literatura, prática na qual a oralidade desempenha papel imponderável. Leia Mais

Das Leituras ao Letramento Literário | Graça Paulino

Graça Paulino é uma intelectual mineira dedicada à formação de professores e à reflexão sobre leitura literária em sua dimensão social. Em seu novo livro, Das leituras ao letramento Literário (1979-1999), concepções sobre a leitura e a literatura – inicialmente – e o letramento literário, logo depois, indicam sua atualização e ineditismo como pesquisadora.

A obra é uma coletânea de artigos que Graça Paulino publicou entre duas datas importantes em sua trajetória intelectual: 1979, ano em que se tornou mestre em Teoria Literária (FALE/UFMG) e 1999, ano em que a expressão “letramento literário” foi apresentada à ANPED – Associação Nacional de Pesquisa em Pós Graduação. Leia Mais

Práticas de linguagem: gêneros discursivos e interação – FONTANA et al (C)

FONTANA, Niura Maria; PAVIANI, Neires Maria Soldatelli; PRESSANTO, Isabel Maria Paese. Práticas de linguagem: gêneros discursivos e interação. Caxias do Sul: Educs, 2009. Resenha de: VIAPIANA, Simone. Conjectura, Caxias do Sul, v. 16, n. 2, Maio/Ago, 2011.

O livro Práticas de linguagem: gêneros discursivos e interação, editado pela Editora da Universidade de Caxias do Sul (Educs), com apoio da Universidade de Caxias do Sul (UCS), das empresas da região: Timo, Seccare e Valtec, tem como autoras as professoras e Ppesquisadoras Niura Maria Fontana, Neires Maria Soldatelli Paviani e Isabel Maria Paese Pressanto. Trata-se de um livro didático que tem o objetivo de auxiliar os professores de Língua Portuguesa no desenvolvimento de aulas que aproximem a língua do seu real uso. É proposta do livro oportunizar o desenvolvimento da competência discursiva por meio de gêneros discursivos. A obra, aqui resenhada, surgiu como decorrência de pesquisa realizada na Universidade de Caxias do Sul. Essa pesquisa foi desenvolvida com alunos universitários (2004-2005) com apoio da Fapergs1 e da BIC/UCS,2 visando a fazer um levantamento das habilidades de leitura que esses possuíam. Os resultados da pesquisa fizeram com que as autoras pensassem em estratégias que pudessem promover a formação de leitores mais competentes, propondo o desenvolvimento de habilidades de leitura via sequências didáticas que compõem a obra.

O livro é composto de duas partes. A primeira parte apresenta um conjunto de oito sequências didáticas, tendo, como tema norteador, questões ambientais, com destaque à responsabilidade ecológica. Elas são montadas seguindo igual estrutura, com pequenas variações decorrentes das especificidades dos gêneros trabalhados. Isto é, tais sequências são compostas por uma reflexão inicial, com o título “Formas de ver a realidade”, a partir de uma charge, seguida de atividade: de préleitura, com o título “Preparando a leitura”; de leitura-descoberta, intitulada “Construindo os sentidos do texto”; de atividades de pósleitura; “Ampliando a rede de leitura” e “Relacionando texto e realidade” e de tarefas de interação, “Produzindo textos em cadeia”. Há, também, uma seção que trata de mecanismos de linguagem e, no fim da sequência, uma atividade de metacognição, “Analisando o próprio processo de leitura”. Como projetos de trabalho, essas atividades têm o propósito de levar o aluno a pensar a realidade que o cerca e a relacionar o tema com a vida, ou seja, relacionar o texto com seus contextos de produção e recepção.

No primeiro item da introdução do livro, as autoras tratam dos temas de leitura, escrita e produção oral como práticas sociais. Apresentam a importância da leitura e da escrita na sociedade a partir da visão de linguagem como prática social. No segundo, abordam as concepções de língua como balizadores da abordagem do ensino de leitura e da produção oral e escrita. No terceiro, tratam dos gêneros e dos modos de organização discursiva. Apoiadas em estudos bakhtinianos, postulam que a comunicação verbal ocorre por meio do discurso. No último, as autoras comentam práticas de linguagem no sistema educacional, destacando que o ensino tradicional tem privilegiado o ensino de estruturas linguísticas descontextualizadas, e que a visão contemporânea de ensino de língua materna, defendida nos Parâmetros Curriculares Nacionais, propõe que a língua seja trabalhada a partir de contextos de comunicação relevantes aos usuários da língua. Após a introdução, são apresentadas oito sequências didáticas.

A Sequência 1 tem como eixo temático a responsabilidade ecológica. O gênero textual em foco é o anúncio publicitário; os aspectos linguísticotextual- discursivos abordados são: crase, mecanismos de coesão textual, funções da linguagem, aspectos de argumentação, paráfrase e uso da vírgula; as habilidades cognitivas a serem desenvolvidas são as de compreensão, análise, síntese, comparação e avaliação; as estratégias de leitura são as de antecipação, formulação de hipóteses, compreensão de elementos paratextuais, integração das partes no todo, identificação do enunciador e formulação de inferências; os gêneros escritos produzidos serão: carta, e-mail e anúncio publicitário; e o gênero oral a ser produzido nessa sequência é o diálogo argumentativo.

Na Sequência 2, é apresentada a economia de água, com base no folheto de divulgação. Os aspectos linguístico-textual-discursivos abordados são os modos de organização discursiva, as funções da linguagem (manipulativa e imaginativa) e estratégias de redução textual. As habilidades cognitivas trabalhadas são as de compreensão, análise, avaliação, comparação e síntese. As estratégias de leitura desenvolvidas são as de ativação do conhecimento prévio, compreensão de elementos paratextuais, identificação da presença de humor, identificação do enunciador, levantamento de hipóteses e identificação do receptor. Os gêneros escritos produzidos são: anúncio publicitário, folheto de divulgação de campanha, e-mail, charge e lista de instruções. O gênero oral produzido é o diálogo argumentativo.

A temática da relação do ser humano com o meio ambiente está presente na Sequência 3, a partir da carta argumentativa e do ofício. Os aspectos linguístico-textual-discursivos abordados são as funções de linguagem (manipulativa e imaginativa), os modos de organização discursiva, argumentação, coesão textual, metáfora e gerúndio. As habilidades cognitivas trabalhadas na Sequência didática 3 são: análise, compreensão, avaliação, síntese e aplicação. As estratégias de leitura desenvolvidas são as de ativação do conhecimento prévio, identificação de contextualizadores, identificação de teses e argumentos e posicionamento crítico. Os gêneros escritos produzidos na Sequência 3 são: carta argumentativa, comentário crítico, resenha, charge e poema. O gênero oral produzido nessa sequência é o diálogo argumentativo.

É contemplada a degradação ambiental na Sequência 4, por meio do conto, da tira e do gênero pergunta/resposta. Os aspectos linguísticotextual- discursivos abordados são: os níveis de linguagem; as funções da linguagem (imaginativa) e os tempos verbais (mundo narrado). As habilidades cognitivas da sequência são: análise, compreensão, avaliação, síntese e aplicação. As estratégias de leitura desenvolvidas são: ativação do conhecimento prévio, identificação de contextualizadores, identificação de teses e argumentos e posicionamento crítico. Os gêneros escritos produzidos nessa quarta sequência são relato, conto, carta, e-mail e reportagem. O gênero oral produzido é o diálogo argumentativo.

A Sequência 5 contempla a poluição urbana como rede temática. O gênero dos textos lidos nessa sequência é o editorial. Os aspectos linguístico-textual-discursivos abordados são: funções da linguagem (ideacional), mecanismos argumentativos, gêneros textuais, níveis de linguagem, denotação e conotação. As habilidades cognitivas da sequência são: análise, síntese, aplicação, avaliação e compreensão. As estratégias de leitura desenvolvidas são: ativação do conhecimento prévio, inferência e levantamento de informações. Os gêneros escritos produzidos na Sequência 6 são: editorial, esquema, carta ao jornal e verbete. O gênero oral produzido nessa sequência é a apresentação oral de história e o diálogo argumentativo.

Não só a poluição como também o uso racional da água aparecem no artigo de opinião na Sequência 6. Os aspectos linguístico-textualdiscursivos abordados são mecanismos argumentativos (teses e argumentos), pontuação, referenciação, sinonímia, aspecto verbal e definição. As habilidades cognitivas são: compreensão, aplicação, análise, síntese e avaliação. As estratégias de leitura desenvolvidas são: ativação do conhecimento prévio, inferência, identificação das ideias centrais e secundárias e condensação. Os gêneros escritos produzidos na Sequência 6 são: artigo de opinião, carta ao leitor e e-mail. O gênero oral produzido é o diálogo argumentativo.

O gênero textual resenha, na Sequência 7, aborda problemas ecológicos. Como domínio social da comunicação, a sequência trata da manutenção e transmissão de saberes. Os aspectos linguístico-textualdiscursivos apresentados são: referenciadores e articuladores, verbos de citação, conectores, sinonímia, pontuação (aspas), resumo e paráfrase.

As habilidades cognitivas desenvolvidas na sequência são: compreensão, análise, síntese e avaliação. As estratégias de leitura desenvolvidas são: ativação do conhecimento prévio, inferência, identificação das ideias centrais e secundárias, interligação/associação de conceitos, efeitos reflexivo-interativos da leitura na realidade do leitor. Os gêneros escritos produzidos na Sequência 7 são resenha e entrevista. Os gêneros orais produzidos nessa sequência são o depoimento/relato oral e entrevista.

A Sequência 8 (a última), possui como tema a visão sistêmica do universo. O gênero de texto lido nessa sequência é o ensaio. Como domínio social da comunicação, trata da discussão de problemas sociais controversos. Os aspectos linguístico-textual-discursivos abordados são: referenciadores sequenciadores/articuladores e argumentação. As habilidades cognitivas desenvolvidas na sequência são: compreensão, análise, síntese e avaliação. As estratégias de leitura desenvolvidas são:  ativação do conhecimento prévio, inferência, identificação das ideias centrais e secundárias, interligação/associação de conceitos, efeitos reflexivo-interativos da leitura na realidade do leitor. Os gêneros escritos produzidos são: resenha e entrevista, e o gênero oral é o depoimento/relato oral e entrevista.

A parte II, denominada “Apontamentos teóricos”, contém informações sobre tópicos teóricos que sustentam e apoiam as práticas orais e escritas, propostas nas sequências em geral. A obra apresenta, também, uma planilha que servirá para o aluno registrar o que lhe chamou a atenção sobre o tema ecologia. Há sugestões de fontes de leitura, de vídeos, de programas de TV, de livros para o aluno e o professor acessarem e ampliarem os conhecimentos. Essa seção é um suporte aos professores e alunos para as práticas orais e escritas de linguagem.

As autoras elencam, nesse livro, várias sugestões de como é possível aprimorar o ensino de Língua Portuguesa na prática de sala de aula, embasadas em uma perspectiva de língua como processo dialógico e social. Sendo assim, essa é uma obra didática de relevância social, científica e pedagógica.

Dentre as recentes produções desse gênero, sem dúvida, essa é uma obra que se destaca pelo rigor e pela seriedade com que foi elaborada. É importante ressaltar que se trata de uma edição de qualidade tanto da parte gráfica quanto do conteúdo, pois se percebe que cada detalhe que compõe a obra foi pensado como um todo. E as autoras foram felizes no tratamento da questão dos gêneros discursivos e da temática ao objetivarem a proposta de um ensino na perspectiva sociointeracionista.

Certamente, professores e alunos de diferentes níveis de escolarização beneficiar-se-ão com as estratégias de leitura nela sugeridas para a promoção de leitores mais competentes.

Como se trata de obra voltada a alunos universitários (devido aos resultados de pesquisa), quando o público-alvo forem alunos do Ensino Fundamental ou Médio, alguns ajustes ou algumas adequações poderão ser necessários para atender às diferentes demandas de aprendizagem.

Enfim, é uma obra que merece ser recomendada aos estudiosos e profissionais da área e afins, pois trata das questões de linguagem com rigor científico e pedagógico, visando ao real uso da língua. Ou seja, a proposta é de ensinar língua Portuguesa a falantes nativos de forma significativa, por meio de gêneros discursivos que tratam de temas de maior importância para a sobrevivência do Planeta e de processos de interação com as práticas sociais.

Notas

1 Fundação Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul.

2 Programa de Bolsas de Iniciação Científica

Simone Viapiana – Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade de Caxias do Sul (PPGEd – UCS) e Professora de Espanhol no Programa de Línguas Estrangeiras (PLE) da UCS.

Acessar publicação original

Revista Práticas de Linguagem. Juiz de Fora, v.1 n.1, jan./jul. 2011.

4 SUMÁRIO E EDITORIAL

RELATOS

Entrevista

FALE PARA O PROFESSOR

Resenhas

Práticas de Linguagem | UFJF | 2011

Praticas de Linguagem Práticas de Linguagem | UFJF | 2011

Análise crítica do discurso: do linguístico ao social no gênero midiático | Cleide Emília Faye Pedrosa

Pelo título – Análise Crítica do Discurso: do linguístico ao social no gênero midiático – o trabalho já demonstra o caminho a ser percorrido pelos leitores: uma reflexão sobre o gênero discursivo “Frase”, levando em consideração os aspectos da disciplina Análise Crítica do Discurso (ACD). Situando os estudos dos gêneros textuais e da ACD em um contexto universal.

Cleide Emilia Faye Pedrosa, autora do livro, é uma pesquisadora que se destaca com vasta e qualificada produção acadêmica sobre a ACD e também sobre os gêneros textuais. Pedrosa é doutora em Letras pela UFPE, e pósdoutora pela UERJ. Atuou na Universidade Federal de Sergipe de 1997 a março de 2009, como professora de Linguística, e coordenou o Mestrado em Letras de 2007 a janeiro de 2009. Atualmente é professora adjunta na UFRN. É membro da Academia Brasileira de Filologia, UERJ, como sócio correspondente pelo Estado de Sergipe. Membro do corpo editorial da revista LETRAS, da Universidad Pedagógica Experimental libertador, Instituto Pedagógico de Caracas, Venezuela. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Linguística Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: discurso religioso, gênero textual, análise crítica do discurso, domínio jornalístico e enquadres. Atuou como professora-autor da UAB, em Sergipe, na disciplina Linguística em 2007 e 2008. Leia Mais

Produção textual na universidade | Désirée Motta-Roth e Graciela Rabuske Hendges

Entre as etapas da comunicação científica está a produção textual, responsável por dar corpo e divulgação aos resultados, parciais ou finais, de um trabalho. Antes mesmo que uma pesquisa tenha início, é necessário produzir um texto, isto é, um projeto, por meio do qual seja possível conhecer a intenção dos cientistas proponentes, assim como seus conhecimentos sobre estado da arte na área, metodologia a ser empregada, cronograma, custos e resultados esperados. A escrita, então, atravessa todas as etapas das produções acadêmicas.

A obra Produção textual na universidade, das linguistas Désirée MottaRoth e Graciela Rabuske Hendges, docentes da Universidade Federal de Santa Maria (RS), trata dos gêneros do domínio acadêmico-científico. A generalidade do título é coerente com a proposta do livro, que não se limita a tratar de resenhas, artigos e projetos de uma ou outra área do conhecimento. As autoras, cuidadosamente, recolhem dados e exemplos sobre a composição e os movimentos retóricos de textos que circulam em diversas áreas, dando à discussão, portanto, um tom de diversidade muito importante para quem aprende a redigir na academia. Por toda a obra, dispensam-se regras generalistas sobre como fazer resumos ou artigos, a favor da explicação de movimentos retóricos que são mais comuns em uma ou em outra área, sem julgamentos de valor sobre a importância de cada uma delas. Leia Mais