Sulla vocazione per la politica. Max Weber e le “Politische Stimmungen” di Karl Jaspers – MASSIMILLA (RTH)

MASSIMILLA, Edoardo. Sulla vocazione per la politica. Max Weber e le “Politische Stimmungen” di Karl Jaspers. Napoli: Giannini, 2019. Resenha de: DELLA VOLPE, Maria. Jaspers, Weber e a Política. Revista de Teoria da História, v.23, n.2, p.378-379, 2020.

Publicado em 2019, o ensaio de Edoardo Massimilla, Sulla vocazione per la politica. Max Weber e le “Politische Stimmungen” di Karl Jaspers, inaugura, retomando uma ideia originária de Pietro Piovani, a nova série dos “Quaderni di storia della cultura” da antiga e prestigiosa “Accademia di Scienze morali e politiche” de Nápoles.

Nele, partindo da “ampla” introdução à “excelente” antologia dedicada a Weber como pensador político de Francesco Tuccari, Massimilla propõe uma comparação crítica, articulada e minuciosa, entre as reflexões de Max Weber sobre a ação política e as de Karl Jaspers, que nunca deixou de observar as reflexões de Weber. E, para tanto, depois de ter percorrido facilmente os “três níveis de articulação da reflexão política weberiana” apontados por Tuccari – o relativo à sociologia do poder; o outro dedicado à política alemã da época, e o terceiro, relativo à elaboração de uma teoria geral da política moderna” (5-6) – o autor identifica no último destes aquele em que, mais do que nos outros, são presentes elementos que permitem uma comparação fecunda, na esfera política, entre os dois pensadores (16).

A esse respeito, então, o historiador da filosofia napolitano considera particularmente útil a análise de um dos primeiros escritos de Jaspers que permaneceu virtualmente desconhecido até quando, em 1999, foi publicado como apêndice num volume coletivo sobre Karl Jaspers. Philosophie und Politik. Traduzido para o italiano por Elena Alessiato em 2005, o texto jaspersiano de 1917, Politische Stimmungen, alcança o fim que se propõe, explica Massimilla, por pelo menos quatro ordens de razões.

Na verdade, esclarece o historiador da filosofia, é “o único dos escritos de Jaspers anteriores à virada ligada ao advento do nazismo e à Segunda Guerra Mundial” – exceto aquele dedicado ao filósofo de Erfurt –, “em que o problema da política figura de forma destacada”; ademais “é um escrito que remonta aos anos em que Weber estava vivo e particularmente ativo e, portanto, compartilha com as obras deste último o mesmo horizonte histórico de referência (o da Alemanha e da Europa durante a Grande Guerra)”.

Além disso, ao contrário do que acontece em Die geistige Situation der Zeit, nas páginas de 1917 “o olhar do ‘analista teórico’ prevalece sobre aquele, ainda presente, do Kulturkritiker”. Por fim, sublinha Massimilla, aqui “o jovem Jaspers olha com toda a evidência para Weber como o seu próprio ponto de referência sobre o assunto tratado, o que permite, em última análise, enxergar de forma mais viva e precisa as diferenças relevantes existentes entre os dois modos mediante os quais ambos os autores enfrentam a questão da ação política e da sua autonomia específica” (18-19).

A partir daqui, por meio de uma prosa pontual e uma argumentação rigorosa, Massimilla analisa, portanto, a conferência de Jaspers em Heidelberg. E o faz destacando, antes de tudo, como – embora o filósofo de Oldenburg, desde o início, se refira metodologicamente aos tipos ideais weberianos, mas já nas premissas de seu raciocínio, que se enraíza, radicaliza, na autonomia do político a partir de visões de mundo – há, no entanto, elementos que não podem ser conciliados com a reflexão do autor de Politk als Beruf que, ao contrário, cria vínculos estreitos entre a ética e à política.

Portanto, para quem, como Jaspers em 1917, identifica a esfera do político com aquela do econômico (29) e não pensa na possibilidade de um homem que tenha, weberianamente, uma autêntica vocação para a política (55) que lhe permite conciliar a pluralidade de valores com a mutabilidade da realidade (33), só resta, nota Massimilla, o desespero.

Assim, ao sondar, com ritmo acelerado, a “tipologia articulada” das maneiras como as visões de mundo dos homens não politicamente ativos interagem com a política, o historiador da filosofia napolitano, sempre levando em consideração a Grande Guerra como pano de fundo, pode concluir, por último, que “toda relação profunda e proveitosa entre visão de mundo e política permanece para Jaspers, ao contrário de Weber, destinada necessariamente a naufragar” (62-63). E isso porque, diante de um mundo agora “desencantado” (62), para o primeiro, à diferença do outro, política e valores procuram-se sem jamais poderem se encontrar.

Maria Della Volpe – Università degli Studi di Napoli Federico II. Nápoles | Itália. E-mail: [email protected]

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