Diálogos. Maringá, v.24, n.1, 2020.

International, transcontinental and intrarregional human mobilities: biopower, migrant strategies, and representations (19th to 21st centuries)

O presente dossiê surge como uma iniciativa de seus coordenadores – Lai Sai Acón Chan e Ronald Soto-Quirós – interessados nas migrações internacionais, e que colaboram conjuntamente em um projeto de recuperação da memória histórica das migrações chinesas na Costa Rica (PREMEHCHI), cuja sede se situa na Universidade da Costa Rica (Costa Rica)[1]: uma equipe internacional pluridisciplinar que reune investigadores da Universidade da Costa Rica, da UNED (Costa Rica), da equipe multidisciplinar  sobre América Latina e Península Ibérica (AMERIBER) da Université Bordeaux Montaigne (França), e da University of Minnesota Morris (EUA).

Este dossiê é o primeiro esforço da revista Diálogos, do Departamento de História e do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Estadual de Maringá (UEM), por reunir artigos que deverão estar em inglês, e opcionalmente em outra língua, aí incluindo até mesmo o português, com o fim de internacionalizar e facilitar a difusão do conhecimento. Neste caso particular, o dossiê se enfoca no fenômeno das migrações internacionais – ou mobilidades humanas internacionais – tratado sob o olhar de especialistas de disciplinas muito diversas (história, sociologia, ciências políticas, estudos culturais, cinema, etc.) e de horizontes acadêmicos muito variados (Costa Rica, Honduras, Estados Unidos, França e Espanha).

Nesse sentido, nosso dossiê se divide em quatro eixos principais. O primeiro eixo se interessa nos casos históricos das mobilidades humanas consideradas como diásporas internacionais transcontinentais, sua relação com dispositivos de biopoder, as diferentes estratégias dos indivíduos nos países de recepção e as representações que se geram entorno dos indivíduos ou populações migrantes. Uma segunda parte analisa as mobilidades humanas e sua incidência e relação na criação de narrativas identitárias, nacionais e homogeneizadoras, e as eventuais ferramentas biopolíticas institucionais de controle que se geram. Uma terceira seção do dossiê aborda mais especificamente o tema da mobilidade humana intraregional continental com interpretação histórica, mas enfatizando em casos muito contemporâneos – assim se voltam a analisar os discursos enunciados, os mecanismos de biopoder e as subjetividades implicadas. Finalmente, um último eixo de trabalho se enfoca nas representações nas artes visuais (cinema e televisão) de diferentes tipos de mobilidade humana e em espaços geográficos e cronológicos muito diversos.

[1] Sobre este proyecto PREMEHCHI, podemos dirigirnos a: http://premehchi.ucr.ac.cr/

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Publicado: 2020-03-04

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