Afro-Ásia. Salvador, n.65, 2022.

Afro Asia
Editores: Fábio Baqueiro Figueiredo, Iacy Maia Mata e Jamile Borges da Silva.
Editor de resenhas: João José Reis. Assistente editorial: Beatriz Jesus Rocha dos Santos. Capa: Zeo Antonelli, sobre fotografia de Edmond Fortier.

Dossiê

Publicado: 2022-06-19

Em busca da liberdade: memória do movimento feminino pela anistia em Sergipe (1975-1979) | Maria Aline Matos de Oliveira

Maria Aline com os seus pais Foto Davi VillaSegrase
Maria Aline com os seus pais | Foto: Davi Villa/Segrase

O presente trabalho visa discutir sobre as atrocidades cometidas pelo estado, analisar a atuação do Movimento Feminino pela Anistia (MFPA) no estado de Sergipe, investigar o papel da mulher como protagonista na história. Como também, trazer memórias de repressão das vítimas para que eventos como os discutidos e narrados nunca mais aconteçam. Com isso, é primordial e de extrema importância a leitura da obra “Em busca da liberdade: memória do movimento feminino pela anistia em Sergipe (1975-1979)”.

A obra tem como principais objetivos analisar a atuação do movimento feminino pela anistia, procurando averiguar a trajetória das mulheres protagonistas que fundaram o MFPA-SE, assim como, pesquisar como ocorreu a relação e ligação entre o núcleo do movimento e outras instituições da sociedade, como por exemplo a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), sindicatos, movimentos estudantis, e dentre outras organizações que se mobilizaram em apoio a campanha e contra o regime ditatorial vigente na época. Busca também compreender de que forma a experiência das mulheres militantes contribuiu para formação e organização do movimento feminino pela anistia no Estado. Leia Mais

Boletim do Tempo Presente. Recife, v.11, n.05, 2022.

Boletim do Tempo Presente2

Colonial Loyalties. Celebrating the Spanish Monarchy in Eighteenth-Century Lima | María Soledad Barbón

Maria Soledad Barbon Imagem UMass Hamherst
María Soledad Barbón | Imagem: UMass Hamherst

Uno de los más aspectos más fascinantes de la historia en la América colonial fue el ejercicio del poder por parte de los agentes de la corona española. Así, cuando se estudia la organización administrativa colonial, la tendencia es, a veces, a sobrevalorar las acciones de virreyes, gobernadores, prelados corregidores y otras autoridades. Pareciera que el poder se sustentó básicamente en un régimen de leyes y acciones de carácter normativo; pero ha quedado demostrado que la realidad política fue mucho más compleja. Es claro que, junto con la aplicación de la norma legal, el ejercicio de la violencia, la intimidación y la coerción jugaron roles esenciales en el mantenimiento del orden colonial; pero este último tampoco habría sido posible sin la negociación. La sociedad local, tanto criolla como nativa, ha dejado de ser soslayada para cobrar un sustancial protagonismo en la política colonial. Es conocido que las autoridades civiles y eclesiásticas, una vez en tierras americanas, debían negociar las acciones de gobierno con las élites locales, ya que de ello dependía el éxito de sus respectivas administraciones. Uno de esos espacios de negociación fue la fiesta.

En este bello y bien documentado libro, Maria Soledad Barbón estudia la manera como las festividades cívicas fueron estratégicamente diseñadas con el fin de afirmar la hegemonía política y cultural del régimen español, y cómo los pobladores buscaron servirse de ellas en beneficio propio. Leia Mais

História Questões & Debates. Curitiba, v. 70, n. 1, 2022.

Historia Questoes e Debates3
Apresentação do Dossiê Cinema e História: Politicas de Representação

  • Carolina Amaral de Aguiar, Fábio Uchôa, Pedro Plaza Pinto, Rosane Kaminski
  • PDF

DOSSIÊ – CINEMA E HISTÓRIA: POLÍTICAS DE REPRESENTAÇÃO

ARTIGOS

TRADUÇÃO

Publicado: 2022-06-15

Políticas Culturais dos Partidos Comunistas na América Latina | Adriana Petra

Adriana Pedra Imagem Infobae
Adriana Pedra | Imagem: Infobae

As políticas culturais dos Partidos Comunistas (PCs) da América Latina, especialmente as publicações impressas, constituem-se o centro das análises dos capítulos apresentados nesta obra. Destaca-se, no entanto, que as produções cinematográficas soviéticas e suas relações com o cinema hollywoodiano sobressaem-se como uma contribuição relevante do quinto capítulo para a historiografia chilena sobre o Partido Comunista do Chile (PCCh). Os capítulos demonstram que a militância política e a produção teórica caminharam juntas na região da América do Sul. Embora estivessem submetidas ao contexto da Guerra Fria (1947-1989) e aos laços com a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) – e seu Partido Comunista (PC) –, a potência e originalidade dos projetos culturais dos comunistas latino-americanos superavam os limites do estalinismo1.

O primeiro capítulo Libros y folletos de la Internacional Comunista en América Latina. Algunos apuntes para su historia, do historiador chileno Manuel Loyola, trata das formas de difusão de publicações da Internacional Comunista (IC) para a América Latina. Apresenta e estabelece as bases de possíveis investigações futuras sobre a atividade publicística que caracterizou a proposta lectoral da IC para a região da América Latina. Leia Mais

Estilo Avatar: Nestor Macedo e o populismo no meio afro-brasileiro | Petrônio Domingues

Petronio Domingues
Petrônio Domingues | Foto: INFONET/Acervo pessoal

Em 2019, o livro Irmã outsider, da feminista negra estadunidense Audre Lorde (1934-1992), foi publicado no Brasil. Reunindo escritos das décadas de 1970 e 1980, a obra é, segundo Cheryl Clark (1947-), seu “trabalho em prosa mais importante”[1]. Um dos textos mais avassaladores da obra é Aprendendo com os anos 1960.  Bem, mas o leitor ou a leitora poderá estar se perguntando se este texto não é uma resenha sobre o livro do historiador brasileiro Petrônio Domingues – docente da Universidade Federal de Sergipe (UFS) –, Estilo Avatar. Sim, exatamente.

A leitura desta obra fez-me refletir sobre o conceito de militância presente no texto supracitado de Audre Lorde. Como mulher negra, lésbica, poeta e escritora, ela defendeu que a militância é, entre outras coisas, “trabalhar ativamente pela mudança, às vezes sem nenhuma garantia de que ela esteja a caminho. Significa fazer o trabalho tedioso e nada romântico, ainda que necessário, de formar alianças relevantes, significa reconhecer quais alianças são possíveis e quais não são”[2].

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História (São Paulo). Assis/Franca, v.41, 2022.

Historia UNESP 2
  • Trácia grega e a peraia de Tasos de período arcaico: interação, diálogo, contatos e redes no Norte do Egeu Artigos Livres
  • Hora, Juliana Figueira da
  • Resumo: EN PT
  • Texto: EN
  • PDF: EN
  • A batalha do cinematógrafo da Central do Brasil: consumo cinematográfico, imprensa e burocracia no Rio de Janeiro da Belle Époque Artigos Livres
  • Lapera, Pedro Vinicius Asterito
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • Mulheres trabalhadoras no Rio Grande do Sul: fotografias 3×4 de solicitantes de carteira profissional (1933 – 1944) Artigos Livres
  • Lopes, Aristeu Elisandro Machado
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • Tiroteio e mortes no Clube Pinheiro Machado (Sant’Anna do Livramento, 1910): entre cisão partidária local e crise internacional Artigos Livres
  • Axt, Gunter
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • Um flâneur no sertão: Sylvio Floreal no Noroeste Paulista Artigos Livres
  • Mahl, Marcelo Lapuente
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • A “tragédia biológica dos passionais”: psiquiatria, gênero e responsabilidade penal no Rio de Janeiro entre os anos 1920 e 1940 Artigos Livres
  • Dias, Allister Teixeira
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • Pequena Ferrovia, grandes problemas: A E. F. Mate Laranjeira (1911-1959) Artigos Livres
  • Queiroz, Paulo Roberto Cimó
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • A História do Teatro Brasileiro pelo viés do ator Resenha
  • Costa, Rodrigo de Freitas
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Formação de professores: entre a pandemia e a esperança | Simone Albuquerque da Rocha

Professores homens na Educacao Infantil Imagem TV PUC Rio
Professores homens na Educação Infantil| Imagem: TV PUC-Rio

Em tempos pandêmicos, quando o TIC-TAC do relógio badala em um outro ritmo totalmente diferente e a perplexidade parece tomar conta de todos os segundos, impedindo-os de seguir sua trajetória sucessiva de uma maneira habitual, visto que, diante da insegurança e incerteza o tempo parece infligir uma sensação de tortura, enquanto segue seu caminho infindo de minutos, horas, dias, meses, anos, décadas, demonstrando que o tempo pode ser dividido para facilitar a contagem de sua passagem, mas ele nunca é o mesmo para cada um de nós.

A condição sanitária fez emergir uma série de sensações, colocando a raça humana diante de sua mortalidade e finitude, ao mesmo tempo em que aflorou a necessidade de discernimento, reflexão e empatia. A consciência chama a atenção para a urgência de toda a sociedade ponderar e estabelecer análises críticas sobre as atitudes pessoais e coletivas, de modo que seja possível pensar novas formas de agir, conviver e sobreviver, diante da impossibilidade de manter o mundo tal qual o conhecíamos até então. Leia Mais

Porto de Esperança: A emigração do Porto para o Brasil entre o final da Primeira Guerra Mundial e a Crise Capitalista de 1929 | Diogo Ferreira

Detalhe de capa de A Junta da Emigracao
Detalhe de capa de A Junta da Emigração: Os discursos sobre a emigração e os emigrantes no Estado Novo do Pós-Guerra (1947-1970), de Marina Simões Galvanese (2013)

Diogo Teixeira Guedes Ferreira possui licenciatura em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada do Porto. Em 2011 concluiu o Doutorado em História Política Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, como tema “A Emigração a partir do Distrito do Porto para o Brasil: do final da Primeira Guerra Mundial à Grande Crise Capitalista (1918-1931)” sob orientação de Maria da Conceição Coelho de Meireles Pereira. Atualmente é investigador do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (CEPESE). Em suas obras aborda as relações entre Brasil e Portugal, como em “As Relações Portugal-Brasil e a emigração portuguesa. O impacto da legislação nacionalista de Getúlio Vargas” (2017), Além de analisar aspectos do governo português, através das obras: “Os Presidentes do Parlamento Português – III República (1974-2015)”, “Há Cem Anos – A República, Vitorino Magalhães Godinho (2018)”; “A Associação de Futebol do Porto. Uma Instituição Centenária (2018)”; “O noticiário internacional no jornal oficial do Estado português (1715- 1716 e 1868) – uma fonte para a História das Relações Internacionais” (2019).

Analisando a estrutura do livro a ser resenhado, se trata de uma obra da CEPESE, que tem como objetivo publicar pesquisas acerca da presença dos portugueses na Europa. A obra é composta por Resumo, Introdução e mais Cinco Capítulos. Desta forma, o livro a ser analisado trata-se da tese de Doutorado de Diogo Ferreira defendida no ano de 2011. Leia Mais

Mulheres empilhadas | Patrícia Melo

Patricia Melo Imagem Agenda BH
Patrícia Melo | Imagem: Agenda BH

A imaginação como dinamismo criador é a rejeição da tirania da forma fixa que parece se oferecer à percepção. As imagens dinâmicas não só formam, mas, sobretudo, deformam, transformam, ampliam e aprofundam a chamada realidade. É a imaginação, poder maior da natureza humana, que não só inventa coisas, mas, principalmente, inventa caminhos novos.

(Norma Telles, 2010, p. 2) Há exatamente 15 anos, no mês de agosto de 2006, foi sancionada a lei responsável por prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher no Brasil. Fruto da luta contra as violências experienciadas por mulheres e com o apoio de órgãos internacionais, o gênero foi reconhecido como um marcador fundamental de opressões sistematizadas e invisibilizadas pelo Estado, que se ausentava diante da necessidade de medidas legais, ações efetivas e reconhecimento dos agressores.1 A resistência se deu através de vozes e atuações femininas que, organizadas em coletivos feministas, centros de advocacia e assessoria jurídica, possibilitaram a aprovação da lei e continuam zelando por ela. Inspirado nesse contexto real, o romance ficcional Mulheres Empilhadas da premiada autora brasileira Patrícia Melo, nasce em 2019 como um alerta da importância de estarmos atentas ao crime que continua nos tirando a vida. Leia Mais

A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero | Oyèrónke Oyëwümí

Oyeronke´ Oyewumi Imagem Facebook
Oyèrónkẹ´ Oyěwùmí | Imagem: Facebook

A obra “A invenção das mulheres – Construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero” foi publicada no Brasil pela Editora Bazar do Tempo no primeiro semestre de 2021. Tal publicação é derivada de seu original em inglês “The Invention of Women: Making an African Sense of Western Gender Discourse” (1997) sob autoria da professora e socióloga nigeriana de origem iorubá, Oyèrónkẹ´ Oyěwùmí. A autora busca compreender a maneira pela qual o gênero foi construído na sociedade iorubá, levando em consideração toda a interferência ocidental nas produções de conhecimento africanas sob histórico de dominação europeia naquele continente, investigando principalmente o contexto da pré-colonização na iorubalândia.

Um dos apontamentos da autora em relação aos Estudos Africanos foi a de que diversos esquemas, teorias e conhecimentos acadêmicos de origem ocidental foram apropriados e utilizados como maneira de compreender o continente africano. Tais compreensões foram comumente impostas pelo domínio estrangeiro (nos processos colonizatórios e tráficos escravagistas do atlântico, por exemplo) às sociedades africanas. Leia Mais

The Typewriter Century: A Cultural History of Writing Practices | Martyn Lyns

Martyn Lyons Imagem Thames Hudson
Martyn Lyons | Imagem: Thames & Hudson

Martyn Lyons claims that the role of the typewriter in modernization has been taken for granted by cultural historians, a state he aims to correct in The Typewriter Century. Subtitled A Cultural History of Writing Practices, Lyons notes how the introduction of typewriters changed everyday office procedures, but most of his attention is on celebrity writers and their often uneasy relationship with the machine.

Touching on writers from a wide range of genres, including philosophy, social commentary, canonical literature, pulp fiction, children’s stories, crime, and romance, the book provides an entertaining look at how authors made peace — or not — with the typewriter by examining writers’ correspondence, media interviews, advertisements, websites, and blogs. The Typewriter Century provides a feast of anecdotes and interesting facts about writers familiar to bibliophiles; Gustav Flaubert, Jacques Derrida, Jackie Collins, Jack Kerouac, J. K. Rowling, Ezra Pound, and many more names appear in these pages. Leia Mais

Toward the Health of a Nation: The Institute of Health Policy, Management and Evaluation — The First Seventy Years | Leslie A. Boehm

Leslie A. Boehm Imagem University of Toronto
Leslie A. Boehm | Imagem: University of Toronto

This book is a lengthy institutional history of the Institute of Health Policy, Management and Evaluation (IHPME) at the University of Toronto, published by the Institute itself. The Institute and its various precursors were the most important public health education programs in Canada for most of the twentieth century, providing essential training for individuals who would shape public health at the local, provincial, and federal levels. The genealogy of the IHPME goes back to the founding of the School of Hygiene at the University of Toronto in 1924, with Dr. J. G.

FitzGerald as its director. Funded by the Rockefeller Foundation, the School would establish an international reputation under FitzGerald’s leadership. The rapid expansion of hospitals after the Second World War drove demand for a new class of managers. The Department of Hospital Administration, nestled within the School of Hygiene, welcomed its first class in September 1947. Not surprisingly, graduates of the hospital administration program found employment in hospitals and in government. After 1967, the focus shifted from “hospital” to “health” administration as the school refined its programs, while concurrently solidifying its position as an important training centre for a cadre of administrators who would become influential throughout English-speaking Canada. Leia Mais

Marie-Esther Robichaud. Une éducatrice acadienne et son temps/ 1929– 1964 | Nicolas Landry

NIcolas Landry Imagem Acadie Nouvelle
NIcolas Landry | Imagem: Acadie Nouvelle

Parmi les richesses des archives du campus de l’Université de Moncton, campus de Shippagan, on retrouve un fonds très intéressant sur l’état du système scolaire francophone dans le monde acadien au Nouveau-Brunswick au milieu du siècle dernier, c’est-à-dire de 1929 à 1964 environ. En effet, ces documents, surtout des lettres et des rapports, recèlent des informations importantes sur la formation du corps enseignant au primaire et au secondaire. De plus, les documents témoignent de l’évolution du système scolaire, des heurs et des malheurs des maîtres tant dans les petites écoles que dans les écoles secondaires et les collèges. Ces précieux documents sont signés par Marie-Esther Robichaud, enseignante, puis directrice d’école et ultimement, assistante du surintendant des écoles dans le comté de Gloucester dans le nord-est du Nouveau-Brunswick. L’historien, Nicolas Landry, a exploré ce fonds d’archives. Il nous en livre une solide description.

Landry témoigne tout autant des grands progrès qu’il a fallu accomplir pour amener une certaine uniformité à la fois dans le contenu des matières enseignées et dans la formation du personnel enseignant que des succès qui viendront couronner les efforts de Marie-Esther Robichaud et des nombreux problèmes auxquels elle aura su apporter des solutions. Ces informations nous sont présentées en sept chapitres. Leia Mais

Genèse et legs des controverses liées aux programmes d’histoire du Québec (1961–2013) | Olivier Lemieux

Detalhe de capa de Genese et legs des controverses liees aux programmes dhistoire du Quebec 1961–2013
Detalhe de capa de Genèse et legs des controverses liées aux programmes d’histoire du Québec (1961–2013)

S’engager à narrer le récit de l’enseignement de l’histoire au Québec est un défi de taille, considérant les conflits et les controverses que le sujet soulève. Lemieux s’y est intéressé dès son parcours doctoral et le présent livre en est un des résultats. La parenté entre ce livre et la thèse de Lemieux est frappante dans le meilleur des sens : la plume de l’auteur est assurée, le texte est limpide, les éléments sont bien sélectionnés, expliqués et résumés. Le texte est organisé autour d’une question clé : pourquoi l’enseignement de l’histoire nationale, tel qu’il est présenté dans les programmes officiels québécois, est-il au centre de controverses? Avec une telle question, on peut comprendre que Lemieux, dans son développement, doit s’attarder aux grands débats, aux enjeux de société et aux controverses ayant agité le Québec autour de ce sujet sensible.

Nous devons commencer par souligner la présence d’une préface élogieuse de Claude Corbo qui donne le ton au livre. Ce dernier est organisé autour de cinq chapitres, un premier expliquant la démarche menée par Lemieux pour retracer le fil conducteur permettant de répondre à sa question de recherche et les quatre suivants organisant les différents éléments constitutifs du récit qu’il brossera de l’enseignement de l’histoire. Leia Mais

Utopian Universities: A Global History of the New Campuses of the 1960s | Jill Pellew e Miles Taylor

Detalhe de capa de Utopian Universities A Global History of the New Campuses of the 1960s
Detalhe de capa de Utopian Universities: A Global History of the New Campuses of the 1960s

The 1960s were a period of expansion in many higher education systems. In their introduction to Utopian Universities, Pellew and Taylor note that approximately 200 new university campuses were created during the decade, and these initiatives provided a unique space to redesign the university in physical, organizational, and curricular terms. Emerging from a two-year project, this edited volume focuses on the developments and aspirations associated with a selection of these new universities, contributing to our understanding of this important developmental phase within higher education in some jurisdictions.

The first section of the book, which focuses on the development of nine new universities in the United Kingdom (UK) (including seven in England) is the strongest and most integrated component of the volume, in large part because of the relatively common contextual elements underscoring these initiatives, but also because the section includes a number of quite masterful thematic analyses. These include an outstanding chapter by William Whyte describing the influence of the “Redbrick” civic universities on the new British universities that emerged in the 1960s, and the fascinating assumptions underscoring the design and architecture of these new campuses. Leia Mais

Intimate Integration: A History of the Sixties Scoop and the Colonization of Indigenous Kinship | Allyson Stevenson

Allyson Stevenson Imagem Eagle feather News
Allyson Stevenson | Imagem: Eagle feather News

Social workers, like teachers, played a significant if unintentional role in the colonization of First Nations and Métis peoples in Canada by engaging in approaches to providing services where “assimilation took the guise of benign and de-racialized technologies of helping” (109). Métis scholar and historian Allyson Stevenson reveals this truth in her detailed and critical account of Sixties Scoop when there was a sudden escalation in the apprehension and transracial adoption of Indigenous children.

While Stevenson, an adoptee herself, focuses her account on Métis experiences in Saskatchewan, she provides an examination of broader historical contexts and regional, national, and even international policies and laws that sustained the “colonial intrusion into the intimate realm of Indigenous families” (4). Leia Mais

Reunion, Remembrance, and Reclamation at an Urban Indian Residential School | Survivors of the Assiniboia Indian Residential School e Andrew Woolford

Theodore Fontaine Imagem CTV News
Theodore Fontaine, a survivor of the Assiniboia Indian Residential School and one of the authors of “Did you see us? Reunion, Remembrance and Reclamation at an Urban Indian Residential School.” | Imagem: CTV News

Did You See Us? asks readers to participate in a reunion amongst a sociologist, the Winnipeg community, and Survivors of the Assiniboia Indian Residential School. Operating between 1958 and 1973, this residential institution was different than the previous fifteen that existed in Manitoba, as it was both the first residential high school in the province and the first within an urban setting (Winnipeg). Administered by the Oblates of Mary Immaculate, the school existed as a place to offer high school education for students from remote communities. In this way, the school presented itself to be a typical urban high school, but the varied student perspectives acknowledged, “it was still a residential school” (16).

By the time survivors arrived at Assiniboia, they had experienced multiple residential schools under the direction of various religious denominations. Therefore, some students, including the late Theodore Fontaine, thought of the school as “a little oasis in a sea of turbulent seas” due to the higher quality of food and caring teachers who pushed them to do well both in academics and extracurriculars (29). The school day was still structured around prayers, a strict segregation of genders, and isolation from their home communities. However, in comparison to their former Indian day, residential, or public schooling experiences that happened before or after Assiniboia, the urban high school was remembered more fondly for many students. These recollections were in part due to the friendships that were made, additional extracurricular activities including dances, sports, community events, and the opportunity for many students to explore an urban area for the first time.

The physical book was created in conjunction with Survivors from The Assiniboia Residential School Legacy Group and Dr. Andrew Woolford, an experienced sociologist on this topic. As a settler scholar, Woolford’s name does not appear on the cover of the book and only appears after the Survivors’ stories in part 3. This act of centring the community’s history as an author demonstrates Woolford’s commitment to answering the title of the book, Did You See Us? We are forced to confront this story from the perspective of residential school survivors rather than an academic. Woolford’s chapter is followed by four additional parts, which recount stories from former staff, neighbours, the general Winnipeg community, and three separate reunions (2013, 2015, 2017).

Together, these distinct parts combine Indigenous community research, oral history, and archival analysis into an informative account of this understudied institution. The purpose of the book is to help survivors in “reclaiming our former school and its legacy” for healing and commemoration (xxiii). This was a twofold goal which included the creation of new spaces to share stories about the school while survivors were still alive, and at the same time educating the broader Winnipeg community about its legacy. In this manner, the story becomes a collection of multiple perspectives that reads more circular than linear. This works particularly well due to the incompleteness of the archival record and the varied experiences students remembered that was largely dependent on their previous schooling and in what decade they attended.

In the mid 1970s, when the school was being demolished, only a few students’ embroidery work was saved along with the 1958–59 class photograph. The book fills in those missing details when the physical building was reconstructed to fit the needs of a new RCMP forensic lab. Did You See Us? also included the perceptions of white students around the school, nearby neighbours, former staff, and the local Winnipeg community members who were actively engaged in the reunion. Woolford balances the varied perspectives of those both inside and outside the institution with the reality of the genocidal policies during this period. Did You See Us?, then, is not just a book, but a physical archive constructed through a particular context which included physical reunions, the sharing of historical posters, and the production of a peer-reviewed text. The book is larger than its physical presence as it represents a relational memory that was led by the local Indigenous community and translated into an academic text.

The book does present a historical conundrum when conducting research at a school reunion. As one survivor, Betty Ross, noted, “the residential school either made you or broke you” (9). As a result, we hear a lot from the students who were “made” in the school and nothing from the students who either passed away before the reunion or did not want to relive those memories with classmates (9). Woolford is blunt about these missing pieces: “They are an incomplete set of remembrances” in the sense that only some stories could have been possibly shared in 2017 (199).

However, these “incomplete” memories are better than no memories, and the book itself represents the most complete information. It also presents several troubling questions about the reality of educational integration efforts for Indigenous people in this period and the ongoing experience of Indigenous students who still attend high school far from their home communities.3 In a circular way, the former school building now houses the Canadian Centre for Child Protection, ensuring the memory and legacy of its former occupants are remembered. I would highly recommend this book for new settler scholars in Indigenous studies. Woolford is honest about his inexperience hosting survivor reunions and his reluctance to engage in work that only benefits academics rather than the Indigenous communities in their area. Woolford employs an “unsettling methodology” which supported the Assiniboia Survivors Legacy Group to own, control, access, and possess their histories, and is an excellent template for future Indigenous community-led research in education (198). The book will serve as an important archive of the Assiniboia Indian Residential School and represents an urban community’s reckoning with its colonial past.


Resenhista.

Jackson Pind – Queen’s University.


Referências desta resenha

Survivors of the Assiniboia Indian Residential School; WOOLFORD, Andrew (eds.). Did You See Us? Reunion, Remembrance, and Reclamation at an Urban Indian Residential School. Winnipeg: University of Manitoba Press, 2021. 272p. Resenha de: PIND, Jackson. Historical Studies in Education / Revue d’histoire De l’éducation. Vancouver, v.34, n.1, 2022. Acessar publicação original.

Hall-Dennis and The Road to Utopia: Education and Modernity in Ontario | Josh Cole

Detalhe de capa de Hall Dennis and The Road to Utopia Education and Modernity in Ontario
Detalhe de capa de Hall-Dennis and The Road to Utopia: Education and Modernity in Ontario

When you open Josh Cole’s book Hall-Dennis and The Road to Utopia you find a series of photos of children and teachers happily working in open concept classrooms, engaging with new postwar technology (TVs, headphones, tape machines), and running freely in fields. These photos are part of the 1968 Ontario education document Living and Learning: The Report of the Provincial Committee on Aims and Objectives of Education, also known as the Hall-Dennis Report. The images, along with the written report, suggest a new purpose for education, at the forefront of modernity, progress, and creativity. Cole argues these images were used to indicate schools were no longer “a place of confinement but instead a place of enjoyment,” now depicted as modern art galleries, highlighting “clean lines, bright lights and a modernistic sensibility” (185). However, Cole also suggests that the images, and much of the narrative in the report, were a veneer of openness and did not represent the real substance of the report, which was to maintain conservative libertarian positions on individualism and citizenship. Leia Mais