História da Educação em Sergipe

Rodes de Conversa Escola Thetis Nunes
Rodas de conversas na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Maria Thétis Nunes, Aracaju-SE, 2018 | Imagem: Prefeitura Municipal de Aracaju

 

Bem-vindos!

Colegas, bom dia!

Este é o ambiente virtual de aprendizagem do curso de “História da Educação em Sergipe”. Espero que todos estejam com saúde e assim permaneçam durante o curso.

Para evitar quebra de expectativas com o nosso curso, leiam este programa, informando-se sobre o que a Universidade (o professor) vai oferecer a vocês e o que a Universidade (o professor) está esperando de vocês.*


O professor

Meu nome é Itamar Freitas, estou na UFS, como professor, desde 1999. Minha formação está detalhada no Currículo Lattes e as coisas que escrevo estão publicadas na AcademiaEdu.


A natureza metodológica do curso

Todos os cursos que ministro na graduação obedecem a mesma metodologia. Por isso, este curso também é estruturado por duração de 60h (o que equivale a 04 créditos), divididas em 24 horas de encontros síncronos (de duas horas, cada encontro) e 36 horas de atividades assíncronas.

Trata-se, portanto, de um empreendimento estruturado em métodos ativos de ensino e aprendizagem. Todo o trabalho de aluno é feito em equipe e os materiais necessários ao desenvolvimento do curso são disponibilizados no primeiro dia semestre letivo.

Os encontros frente a frente são situações para a discussão e a experimentação, abertos a erros e acertos e à comunicação do não saber, por parte dos alunos, inclusive. O curso, portanto, é mediado por estratégias comuns à “Sala de aula invertida” à “Aprendizagem por projetos” e à “aprendizagem por pares e/ou trios”.


Pré-requisitos para a permanência no curso

Da parte de vocês, espero que estejam predispostos a trabalhar em equipe, já no primeiro encontro, fazer pesquisa bibliográfica, leituras e produção de textos fora do ambiente virtual de aprendizagem, discutir tais produções de modo síncrono, com o professor e com a turma e, por fim, serem avaliados (inclusive com nota válida para a obtenção dos créditos) pelos colegas.

Os alunos deverão se inscrever no ambiente virtual de aprendizagem para acessar o material do curso e se comunicarem com o professor assincronamente. O cadastro exige apenas a inserção nome completo e e-mail pessoal no formulário ativado pela aba "AVA", .

Além desses requisitos, a turma:

  • se compromete a manter ao menos 1/3 dos presentes com câmera aberta em cada aula síncrona. A forma como esse procedimento será cumprido é da responsabilidade dos alunos.
  • se responsabiliza pela criação e gerenciamento de um grupo no aplicativo whats app, empregado na condição de comunidade de aprendizagem. O professor não participa desse grupo.
  • se responsabiliza por apresentar, no primeiro dia de aula síncrona, os nomes dos quatro alunos de cada equipe de aprendizagem.

Comprometimentos do professor do curso

Da minha parte, garanto a oferta de literatura especializada e atualizada sobre a matéria do curso (contida no programa e nos anexos), base de dados especializada para as buscas (blog Resenha Crítica organizado pelo professor), espaço virtual de interação (meet, conta pessoal do professor), modelos de gêneros textuais (modelo de resenha, modelo de prova e modelo de biografia produzidos pelo professor), formulários de avaliação da atividade das equipes (produzidos pelo professor) e equacionamento de dúvidas sobre o cumprimento das tarefas (sob a mediação do professor).


Produtos desenvolvidos pelos alunos durante o curso

Como explicitado acima, cada grupo produzirá um escrito de vida (como segunda avaliação) e uma resenha (como terceira avaliação). O escrito de vida tem como objeto a vida narrada em livro, filme ou áudio de um personagem da educação sergipana, entre os listados abaixo nos "documentos básicos". A resenha tem por objeto uma vida narrada em livro que trate de um personagem da educação sergipana (biografia/autobiografia/memória), entre os listados na "bibliografia básica". Tanto o escrito de vida como a resenha serão produzidos em equipe e disponibilizados aos colegas das demais equipes para efeito de avaliação colaborativa.

Como preparação à elaboração dos dois produtos, o curso prescreve atividades de leitura, fichamento e avaliação, para ampliar o conhecimento dos alunos acerca dos modos de ler, produzir e usar biografias sobre a educação sergipana.


Avaliação e notas

As avaliações são do tipo formativa e somativa. Os dois produtos acima serão submetidos à avaliação do professor e da turma. A avaliação do professor é formativa e continuada e a avaliação dos alunos gera notas. As notas totais atribuídas a cada produto, emitidas pelos alunos, variam de 0 a 10 e seguem para o sistema acadêmico.

A segunda e terceira avaliações, relativas ao escrito de vida e à resenha são do tipo colaborativo (coavaliação), ou seja, cada equipe vai avaliar o trabalho de todas as outras equipes, mediante formulário fornecido pelo professor, preenchido em datas previamente acordadas e a nota parcial (relativa ao produto) do trio resultará da média simples de todas as notas emitidas pela turma.

A avaliação da primeira unidade, relativa ao conhecimento sobre a produção, crítica e usos dos escritos de vida terá caráter individual. A prova se constitui de 30 itens. Os itens são de resposta construída (IRC) e de respostas selecionadas (IRS). A prova é corrigida pelo professor e vale de 0 a 10.

A média (simples) final da equipe será calculada sobre as três notas relativas a cada unidade descrita acima.


Ementa

A escolarização nos diferentes períodos históricos. Política e educação em Sergipe. Fontes e historiografia da educação em Sergipe.


Objetivo geral

  • Apresentar e discutir conhecimentos, ampliar habilidades e cultivar valores básicos ao exercício da docência relativos à produção e uso de escritos de vida no estudo e ensino da História da Educação em Sergipe.

Objetivos específicos

  • Apresentar conhecimentos, habilidades e valores compatíveis com o entendimento de escritos de vida e usos de escritos de vida em situação didática.
  • Apresentar conhecimentos, desenvolver habilidades e empregar valores na construção de escritos de vida, abordando experiências educacionais em Sergipe.
  • Apresentar conhecimentos, habilidades e valores compatíveis com a construção, crítica e uso de escritos de vida sobre História da Educação.

Conteúdo

Conhecimentos a serem assimilados pelos futuros professores

  • Definições de Escritos de Vida e História da Educação.
  • Finalidades dos escritos de vida no estudo e ensino de História da Educação.

Habilidades serem desenvolvidas pelos futuros professores

  • Ler livros, resumi-los e criticá-los em forma de resenha.
  • Ler, interpretar e criticar fontes sobre a História da Educação em Sergipe.
  • Narrar escritos de vida sobre a experiência educacional sergipana.
  • Empregar escritos de vida no estudo e no ensino de História da Educação em Sergipe.

Valores a serem cultivados pelos futuros professores

  • Respeito à diversidade social, cultural e de pensamento.
  • Respeito, conhecimento e uso de direitos humanos.
  • Respeito ao saber racional-científico.
  • Cultivo de ideais e práticas democráticas

Unidade I. Objetivos, atividades, recursos e calendário

Objetivo

  • Apresentar conhecimentos, habilidades e valores compatíveis com o entendimento de escritos de vida e usos de escritos de vida em situação didática.

Expectativa de aprendizagem

  • Espera-se que, ao final da unidade, o aluno seja capaz de dominar as definições e usos de "história da educação", "história da historiografia da educação", "escrito de vida", "biografia", "autobiografia" e "memória" // "fonte histórica", "análise de fontes", "crítica de fontes", "narração", "fato histórico", "personagem", período", "lugar", "ação", "mudança de sorte", "desfecho" // "justificativas do biografar", "métodos do biografar" e "usos educacionais do biografar".
  • Acervo de dossiês de artigos acadêmicos sobre biografia (Link), biografias (Link), escritas auto/biográficas (Link) escritos de vida e narrativas de memória (Link).
  • Texto didático produzido pelos professores Itamar Freitas (Link, Link, Link) Itamar Freitas e Margarida Maria Dias de Oliveira (Link) Verena Alberti (Link).

Aula 1 (Sex, 04 fev. de 2022)

    • Formalização dos grupos que atuarão como equipes de trabalho até o final do curso (2h, assíncrona)
    • Discussão do programa e distribuição de atividades (2h, síncrona).

Aula 2 (Sex, 11 fev. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão em grupo sobre os conceitos e habilidades envolvidos na construção e crítica de escritos de vida. (4h, Assíncrona)

Aula 3 (Sex, 18 fev. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão em grupo sobre os conceitos e habilidades envolvidos na construção e crítica de escritos de vida. (4h, Assíncrona)

Aula 4 (Sex, 25 fev. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão em grupo sobre os conceitos e habilidades envolvidos na construção e crítica de escritos de vida. (4h, Assíncrona)

Aula 5 (Sex, 04 mar. 2022)

    • Avaliação (4h, síncrona)

Unidade II. Objetivos, atividades, recursos e calendário

Objetivo 

  • Ampliar conhecimentos, desenvolver habilidades e empregar valores na construção de escritos de vida, abordando experiências educacionais em Sergipe.

Expectativa de aprendizagem

  • Espera-se que, ao final da unidade, o aluno seja capaz de escrever uma nota biográfica sobre um personagem da história da Educação em Sergipe, empregando os conhecimentos, habilidades e valores estudados na unidade anterior.

Recursos

  • Acervo de dossiês de artigos acadêmicos sobre biografia (Link), biografias (Link), escritas auto/biográficas (Link) escritos de vida e narrativas de memória (Link).
  • Textos produzidos pelos professores Itamar Freitas (Link, Link, Link) Itamar Freitas e Margarida Maria Dias de Oliveira (Link) Verena Alberti (Link).
  • Formulário de publicação da nota biográfica. Link
  • Formulário de avaliação da nota biográfica. Link

Aula 6 (Sex, 11 mar. de 2022)

    • Formular problemas e escolher personagens (2h, assíncrona).
    • Identificar e criticar fontes de informação (2h, síncrona).

Aula 7 (Sex, 18 mar. de 2022)

    • Estabelecer fatos e criar roteiro (2h, assíncrona).
    • Estabelecer fatos e criar roteiro (2h, síncrona).

Aula 8 (Sex, 25 mar. de 2022)

    • Finalizar narrativas de si (2h, assíncrona).
    • Finalizar narrativas de si (2h, síncrona).

Aula 9 (Sex, 01 abr. de 2022)

    • Transladar vidas dos outros (2h, assíncrona).
    • Transladar vidas dos outros (2h, síncrona).

Aula 10 (Sex, 08 abr. de 2022)

    • Finalizar nota biográfica (4h, assíncrona).
    • PUBLICAR NOTA BIOGRÁFICA ATÉ 14 DE ABRIL DE 2022. Link.

Aula 11 (Sex, 15 abr. de 2022)

    • AVALIAR COLABORATIVAMENTE AS NOTAS BIOGRÁFICAS DE CADA GRUPO ATÉ 15 DE ABRIL DE 2022. (4h, assíncrona) Link.

Unidade III. Objetivos, atividades, recursos e calendário

Objetivo

  • Apresentar conhecimentos, habilidades e valores compatíveis com a construção, crítica e uso de escritos de vida sobre História da Educação.

Expectativa de aprendizagem

  • Ao final desta unidade, espera-se que o aluno seja capaz de demonstrar os conhecimentos, habilidades e valores adquiridos e/ou ampliados nas unidades II e II, produzindo uma resenha acadêmica sobre um dos textos destacados na bibliografia básica (*)

Recursos

  • Acervo de resenhas acadêmicos sobre biografia (Link), biografias (Link) e autobiografias (Link).
  • Guia para a construção e avaliação da resenha (Item 4 do formulário de publicação). Link
  • Formulário de publicação da resenha. Link
  • Formulário de Avaliação da resenha. Link

Aula 12 (Sex, 22 abr. 2022)

    • Discussão sobre a estrutura e a produção da resenha (2h, síncrona).
    • Leitura e produção da resenha (2h, assíncrona).

Aula 13 (Sex, 29, abr. 2022)

    • Leitura e produção da resenha (4h, assíncrona).

Aula 14 (Sex, 06 maio 2022)

    • Leitura e produção da resenha (4h, assíncrona).
    • PUBLICAÇÃO DAS RESENHAS ATÉ 12 DE MAIO DE 2022. Link

Aula 15 (Sex, 13 maio 2022)

    • AVALIAÇÃO COLABORATIVA DAS RESENHAS ATÉ 13 DE MAIO DE 2022 (4h, síncrona).
    • Avalie a resenha 01 Link
    • Avalie a resenha 02...
    • Avalie a resenha 03...

Bibliografia básica

FREITAS, Itamar; OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Escrevendo nossas próprias vidas. Aracaju/Natal, 2022. Manuscrito. Link

FREITAS, Itamar; OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Definindo Escritos de Vida. Aracaju/Natal, 2022. Link

FREITAS, Itamar. Narrativa. In: OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de; FERREIRA, Marieta de Moraes. Dicionário de ensino de história. Rio de Janeiro: FGV, 2021. p.173-178. Link

ALBERTI, Verena. Fontes. In: In: OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de; FERREIRA, Marieta de Moraes. Dicionário de ensino de história. Rio de Janeiro: FGV, 2021. p.107-112. Link

FREITAS, Itamar. História, memória, a tarefa do historiador e da ciência da História. In: Fundamentos teórico-metodológicos para o Ensino de História (Anos Iniciais). São Cristõvão: Editora da UFS, 2010. p.37-55. Link

MARTIRES, José Genivaldo. "Flagrando a vida": trajetória de Lígia Pina - Professora, literata e acadêmica (1925-2014). São Cristóvão, 2016. Dissertação (Mestrado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Sergipe. Link  *

FREITAS, Anamaria Gonçalves Bueno de. Vestidas de azul e branco: um estudo sobre as representações de ex-normalistas (1920-1950). São Cristóvão/SE: Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação/NPGED/UFS, 2003. Link *

SOUZA, Josefa Eliana. Nunes Mendonça:um escolanovista sergipano. São Cristóvão: Editora UFS, Aracaju: Fundação Oviêdo Teixeira, 2003. *

(*) Textos habilitados para as resenhas da Unidade III.


Bibliografia complementar

BERGER, Miguel. Acrísio Cruz: um intelectual sergipano defensor do Ensino Rural. XXVI Simpósio Nacional de História - ANPUH São. Anais... São Paulo, 2011. Link

CEZAR, Temístocles. História. In: In: OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de; FERREIRA, Marieta de Moraes. Dicionário de ensino de história. Rio de Janeiro: FGV, 2021. p.113-120. Link

CONCEIÇÃO, Joaquim Tavares da; SANTOS, Laísa Dias. A temática intelectuais na escrita da História da Educação em Sergipe (2004-2018). Práxia Educacional. Vitória da Conquista, v.15, n.35, p.407-425,, out./dez. 2019. Link

NASCIMENTO, Jorge Carvalho do. Historiografia educacional sergipana: uma crítica aos estudos de história da educação. São Cristóvão: Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação da UFS, 2003.

SANTOS, Fábio Alves dos. Olhares de Clio sobre o universo educacional: um estudo das monografias sobre Educação do Departamento de História da UFS (1996-2002). São Cristóvão: Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação da UFS, 2003.

SANTOS, Marluce de Souza Lopes; MACHADO, Alessandra Pereira Gomes. A Historiografia Educacional em Sergipe. VI  Colóquio Internacional "Educação e Contemporaneidade". Anais... São Cristóvão, set. 2012. Link


(*) Para os que cursam esta disciplina autonomamente (por determinação legal), a distribuição de horas, a criação de grupos de whats app, a avaliação por teste (segunda unidade), a avaliação colaborativa e as atividades em equipe são flexibilizadas em benefício da organização individual do cursista.


Itamar Freitas.

São Cristóvão, 14 de janeiro de 2022.

História nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Capa de Fundamentos Itamar Freitas
Detalhe de Capa de Fundamentos teórico-metodológicos para o Ensino de História (Anos iniciais), de Itamar Freitas (2010) | Eduardo Oliveira (desenhos) e Thiago Neumann (cores).

 

Bem-vindos!

Colegas, bom dia!

Este é o ambiente virtual de aprendizagem do curso de “Ensino de História nos Anos Iniciais”. Espero que todos estejam com saúde e assim permaneçam durante o curso.

Para evitar quebra de expectativas com o nosso curso, leiam este programa, informando-se sobre o que a Universidade (o professor) vai oferecer a vocês e o que a Universidade (o professor) está esperando de vocês.*


O professor

Meu nome é Itamar Freitas, estou na UFS, como professor, desde 1999. Minha formação está detalhada no Currículo Lattes e as coisas que escrevo estão publicadas na AcademiaEdu.


A natureza metodológica do curso

Todos os cursos que ministro na graduação obedecem a mesma metodologia. Por isso, este curso também é estruturado por duração de 60h (o que equivale a 04 créditos), divididas em 24 horas de encontros síncronos (de duas horas, cada encontro) e 36 horas de atividades assíncronas.

Trata-se, portanto, de um empreendimento estruturado em métodos ativos de ensino e aprendizagem. Todo o trabalho de aluno é feito em equipe e os materiais necessários ao desenvolvimento do curso são disponibilizados no primeiro dia semestre letivo.

Os encontros frente a frente são situações para a discussão e a experimentação, abertos a erros e acertos e à comunicação do não saber, por parte dos alunos, inclusive. O curso, portanto, é mediado por estratégias comuns à “Sala de aula invertida” à “Aprendizagem por projetos” e à “aprendizagem por pares e/ou trios”.


Pré-requisitos para a permanência no curso

Da parte de vocês, espero que estejam predispostos a trabalhar em equipe, já no primeiro encontro, fazer pesquisa bibliográfica, leituras e produção de textos fora do ambiente virtual de aprendizagem, discutir tais produções de modo síncrono, com o professor e com a turma e, por fim, serem avaliados (inclusive com nota válida para a obtenção dos créditos) pelos colegas.

Os alunos deverão se inscrever no ambiente virtual de aprendizagem para acessar o material do curso e se comunicarem com o professor assincronamente. O cadastro exige apenas a inserção nome completo e e-mail pessoal no formulário "Informativo", acessível por este Link.

Além desses requisitos, a turma:

  • se compromete a manter ao menos 1/3 dos presentes com câmera aberta em cada aula síncrona. A forma como esse procedimento será cumprido é da responsabilidade dos alunos.
  • se responsabiliza pela criação e gerenciamento de um grupo no aplicativo whats app, empregado na condição de comunidade de aprendizagem. O professor não participa desse grupo.
  • se responsabiliza por apresentar, no primeiro dia de aula síncrona, os nomes dos quatro alunos de cada equipe de aprendizagem.

Comprometimentos do professor do curso

Da minha parte, garanto a oferta de literatura especializada e atualizada sobre a matéria do curso (contida no programa e nos anexos), base de dados especializada para as buscas (blog Resenha Crítica organizado pelo professor), espaço virtual de interação (meet, conta pessoal do professor), modelos de gêneros textuais (modelo de resenha, modelo de prova e modelo de sequência didática produzidos pelo professor), formulários de avaliação da atividade das equipes (produzidos pelo professor) e equacionamento de dúvidas sobre o cumprimento das tarefas (sob a mediação do professor).


Produtos desenvolvidos pelos alunos durante o curso

As avaliações são do tipo formativa e somativa.

Como explicitado acima, cada grupo produzirá uma resenha (como primeira avaliação) e uma sequência didática (como terceira avaliação). A resenha tem por objeto um manual de "fundamentos do ensino de História" (escolhido entre os listados na bibliografia básica deste programa), produzida e disponibilizada aos colegas para efeito de avaliação colaborativa, em até quatro semanas.

A sequência didática é produzida a partir de problemas efetivos de aprendizagem de História nos Anos iniciais, detectados pelos alunos em situação de estágio, emprego ou mesmo no interior das suas residências. A sequência deve ser  estruturada em modelo anexo a este programa e, também, disponibilizada aos colegas para efeito de avaliação colaborativa em até quatro semanas.

Entre a construção e a avaliação desses dois produtos, o curso prescreve uma atividade de leitura, fichamento e avaliação, para ampliar o conhecimento dos alunos acerca dos documentos legais que regem o ensino de Geografia em níveis nacional e local.


Avaliação e notas

Os dois produtos acima serão submetidos à avaliação do professor e da turma. A avaliação do professor é formativa e continuada e a avaliação dos alunos gera notas. As notas totais atribuídas a cada produto, emitidas pelos alunos, variam de 0 a 10 e seguem para o sistema acadêmico.

A primeira e a terceira avaliações, relativas à “resenha” e à “sequência didática”, são do tipo colaborativo (coavaliação), ou seja, cada equipe vai avaliar o trabalho de todas as outras equipes, mediante formulário fornecido pelo professor, preenchido em datas previamente acordadas e a nota parcial (relativa ao produto) do trio resultará da média simples de todas as notas emitidas pela turma.

A avaliação da segunda unidade, relativa ao conhecimento e à crítica dos dispositivos legais que normatizam o ensino de História, terá caráter individual. A prova se constitui de 30 itens. Os itens são de resposta construída (IRC) e de respostas selecionadas (IRS). A prova é corrigida pelo professor e vale de 0 a 10.

A média (simples) final da equipe será calculada sobre as três notas relativas a cada unidade descrita acima.


Ementa

Concepções de História. Ensino-aprendizagem. Conceitos básicos do ensino de História. Políticas públicas para o ensino de história. Livros didáticos do ensino de História.


Objetivo geral

  • Apresentar e discutir conhecimentos, ampliar habilidades e cultivar valores básicos ao exercício da docência em História nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Objetivos específicos

  • Apresentar conhecimentos, habilidades e valores compatíveis com o ensino voltado ao “aprender espacialmente”.
  • Conhecer os dispositivos legais nacionais e locais que prescrevem o ensino de Geografia para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
  • Produzir sequências didáticas a partir de expectativas de aprendizagem inscritas pela BNCC, destinadas a situações concretas e sujeitos concretos de escolas públicas sergipanas.

Conteúdo

Conhecimentos a serem assimilados pelos futuros professores

  • Definições de ensino de História.
  • Finalidades do ensino da História nos Anos iniciais.

Habilidades gerais a serem desenvolvidas pelos futuros professores

  • Ler livros, resumi-los e criticá-los em forma de resenha.
  • Ler dispositivos legais, compreendê-los, sintetizá-los e apresentá-los oralmente e por escrito.
  • Planejar sequências didáticas a partir de problemas de aprendizagem realistas.

Habilidades específicas do ensino-aprendizagem da História

  • Identificar acontecimentos e processos históricos.
  • Contextualizar acontecimentos.
  • Ler e criticar fontes.
  • Representar o passado mediante narrativas e fontes.
  • Empregar o pensamento histórico na resolução de problemas na vida prática.

Valores a serem cultivados pelos futuros professores

  • Respeito à diversidade social, cultural e de pensamento.
  • Respeito, conhecimento e uso de direitos humanos.
  • Respeito ao saber racional-científico.
  • Cultivo de ideais e práticas democráticas

Unidade 1. Objetivos, atividades, recursos e calendário

Objetivo do curso

  • Apresentar conhecimentos, habilidades e valores compatíveis com o ensino voltado ao “aprender historicamente”.

Expectativa de aprendizagem

  • Espera-se que, ao final da unidade, o aluno seja capaz de identificar os fundamentos do ensino de História para os anos iniciais, assimilando o que afirma a literatura especializada sobre fins, meios, e conceitos básicos como o "pensar historicamente".

Recursos

  • Programa de curso (Este documento que você lê, no momento).
  • Acervo de resenhas sobre ensino de Ensino de História (Link), Didática da História (Link), Didática das Ciências Sociais (Link) e Educação Histórica. (Link)
  • Livros adquiridos a partir da bibliografia básica.
  • Guia para a construção e avaliação da resenha (Item 4 do formulário de publicação). Link
  • Formulário de publicação da resenha. Link
  • Formulário de Avaliação da resenha. Link
  • Sala de aula virtual no Meet.

Aula 1 (Ter, 01 fev. 2022)

    • Discussão do programa e distribuição de atividades (2h, síncrona).
    • ESCOLHA E AQUISIÇÃO DO LIVRO A SER RESENHADO ATÉ 01 DE FEVEREIRO DE 2022 (2h, Assíncrona) Link

Aula 2 (Ter, 08 fev. 2022)

    • Leitura e produção da resenha (4h, assíncrona).

Aula 3 (Ter, 15 fev. 2022)

    • Discussão sobre a estrutura e a produção da resenha (2h, síncrona).
    • Leitura e produção da resenha (2h, assíncrona).

Aula 4 (Ter, 22 fev. 2022)

    • Leitura e produção da resenha (4h, assíncrona).
    • PUBLICAÇÃO DAS RESENHAS ATÉ 28 DE FEVEREIRO DE 2022. Link

Aula 5 (Ter, 01 mar. 2022)

    • AVALIAÇÃO COLABORATIVA DAS RESENHAS ATÉ 02 DE MARÇO DE 2022 (4h, síncrona). Link

Unidade II. Objetivos, atividades, recursos e calendário

Objetivo do curso

  • Conhecer os dispositivos legais nacionais e locais que prescrevem o ensino de Geografia para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

Expectativa de aprendizagem

  • Espera-se que, ao final da unidade, o aluno seja capaz de assimilar conhecimentos, valores e habilidades mobilizadas pelos escolares no ensino de Geografia, a exemplo de: ideias de "Eu", "Outro", família, comunidade, grupo social, grupo étnico, fases da vida, formas de organização da família, formas de organização da comunidade, vida em casa, vida na escola, vida em família, vida em comunidade, ideia de trabalho e lazer, público e privado, jogos e brincadeiras (formas de interação sócio-espacial), história da escola, referências de memória (ruas, escolas, monumentos), Estado, Cultura // Ideias de tempo, mudança, permanência, narrativa, memória, medições do tempo, fonte e tipos de fonte // Respeito à diversidade social, ideia de sustentabilidade ambiental, patrimônio e cidadania.

Recursos

Aula 6 (Ter, 08 mar. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão sobre as definições de ensino de História e de componente curricular História nos currículos estadual e nacional (2h, assíncrona)
    • Leitura, fichamento e discussão sobre as definições de ensino de História e de componente curricular História nos currículos estadual e nacional (2h, síncrona)

Aula 7 (Ter, 15 mar. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão sobre as habilidades a serem desenvolvidas com o ensino de História (2h, assíncrona)
    • Leitura, fichamento e discussão sobre as habilidades a serem desenvolvidas com o ensino de História (2h, síncrona)

Aula 8 (Ter, 22 mar. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão sobre os objetos de conhecimento a serem mobilizados pelo ensino de História (2h, assíncrona)
    • Leitura, fichamento e discussão sobre os objetos de conhecimento a serem mobilizados pelo ensino de História (2h, síncrona)

Aula 9 (Ter, 29 mar. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão sobre as atividades planejáveis para o ensino de História (2h, assíncrona)
    • Leitura, fichamento e discussão sobre as atividades planejáveis para o ensino de História (2h, síncrona)

Aula 10 (Ter, 05 abr. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão sobre as avaliações planejáveis para o ensino de História (2h, assíncrona)
    • Leitura, fichamento e discussão sobre as avaliações planejáveis para o ensino de História (2h, síncrona)

Aula 11 (Ter, 12 abr. 2022 / Quar, 13 abr. 2022)

    • Avaliação sobre definições, fins, meios, objetos do conhecimento e avaliação no ensino de História a partir dos dispositivos legais local e nacional (4h, síncrona) Link

Unidade III. Objetivos, atividades, recursos e calendário

Objetivo do curso

  • Planejar sequências didáticas a partir de problemas de aprendizagem realistas.

Expectativa de aprendizagem

  • Ao final desta unidade, espera-se que os alunos sejam capazes de produzir uma sequência didática sobre o ensino de História para os escolares dos Anos Iniciais, partindo de um problema de aprendizagem em Geografia detectado em âmbito doméstico ou em ambiente de trabalho.

Recursos

  • Estrutura e modelos de expectativas de aprendizagem e sequências didáticas Link
  • Formulário de publicação de sequência didática Link
  • Formulário de avaliação de sequência didática Link

Aula 12 (Ter, 19 abr. 2022)

    • Leitura e discussão sobre modelos e execução de sequências didáticas para o ensino de História (assíncrona)
    • Leitura e discussão sobre modelos e execução de sequências didáticas para o ensino de História (2h, síncrona)

Aula 13 (Ter, 26 abr. 2022)

    • Produção de sequência didática para o ensino de História (assíncrona)

Aula 14 (Ter, 03 maio 2022)

    • Produção de sequência didática para o ensino de História

Aula 15 (Ter, 10 maio 2022)

    • Produção de sequência didática para o ensino de História
    • PUBLICAÇÃO DAS SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS ATÉ 16 DE MAIO DE 2022 Link

Aula 16 (Ter, 17 maio 2022)

    • AVALIAÇÃO COLABORATIVA DAS SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS ATÉ 17 DE MAIO DE 2022 (4h, síncrona) Link

Bibliografia básica

FERMIANO, Maria Belintane; SANTOS, Adriane Santarosa dos. Ensino de História para o Fundamental 1: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014.

FREITAS, Itamar. Fundamentos teórico-metodológicos para o Ensino de História (Anos iniciais). São Cristóvão: Editora da UFS, 2006. Link

SILVA, Andréa Giordanna Araujo da Silva (Org.), O ensino de História nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Maceió: Café com Sociologia, 2021.

URBAN, Ana Claudia; LUPORINI, Teres Jussara. Aprender e ensinar História nos anos iniciais do Ensino Fundamental. São Paulo: Cortez, 2015.


Bibliografia complementar

OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de; FERREIRA, Marieta de Moraes. Dicionário de ensino de história. Rio de Janeiro: FGV, 2021


Documentos básicos

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular . Brasília: SEB/CNE, sd.

SERGIPE. Secretaria de Estado da Educação. Currículo de Sergipe - Educação Infantil e Ensino Fundamental. Aracaju: SED, 2018.


(*) Para os que cursam esta disciplina autonomamente, a distribuição de horas, a criação de grupos de whats app, a avaliação por teste (segunda unidade), a avaliação colaborativa e as atividades em equipe são flexibilizadas em benefício da organização individual do cursista.


Itamar Freitas.

São Cristóvão, 14 de janeiro de 2022.

Geografia nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Bem-vindos!

Colegas, bom dia!

Este é o ambiente virtual de aprendizagem do curso de “Ensino de Geografia nos Anos Iniciais”. Espero que todos estejam com saúde e assim permaneçam durante o curso.*

Para evitar quebra de expectativas com o nosso curso, leiam este programa, informando-se sobre o que a Universidade (o professor) vai oferecer a vocês e o que a Universidade (o professor) está esperando de vocês.


O professor

Meu nome é Itamar Freitas, estou na UFS, como professor, desde 1999. Minha formação está detalhada no Currículo Lattes e as coisas que escrevo estão publicadas na AcademiaEdu.


A natureza metodológica do curso

Todos os cursos que ministro na graduação obedecem a mesma metodologia. Por isso, este curso também é estruturado por duração de 60h (o que equivale a 04 créditos), divididas em 24 horas de encontros síncronos (de duas horas, cada encontro) e 36 horas de atividades assíncronas.

Trata-se de um empreendimento estruturado em métodos ativos de ensino e aprendizagem. Todo o trabalho de aluno é feito em equipe e os materiais necessários ao desenvolvimento do curso são disponibilizados no primeiro dia semestre letivo.

Os encontros frente a frente são situações para a discussão e a experimentação, abertos a erros e acertos e à comunicação do não saber, por parte dos alunos, inclusive. O curso, portanto, é mediado por estratégias comuns à “Sala de aula invertida” à “Aprendizagem por projetos” e à “aprendizagem por pares e/ou trios”.


Pré-requisitos para a permanência no curso

Da parte de vocês, espero que estejam predispostos a trabalhar em equipe, já no primeiro encontro, fazer pesquisa bibliográfica, leituras e produção de textos fora do ambiente virtual de aprendizagem, discutir tais produções de modo síncrono, com o professor e com a turma e, por fim, serem avaliados (inclusive com nota válida para a obtenção dos créditos) pelos colegas.

Os alunos deverão se inscrever no ambiente virtual de aprendizagem para acessar o material do curso e se comunicarem com o professor assincronamente. O cadastro exige apenas a inserção nome completo e e-mail pessoal no formulário "Informativo", acessível por este Link.

Além desses requisitos, a turma:

  • se compromete a manter ao menos 1/3 dos presentes com câmera aberta em cada aula síncrona. A forma como esse procedimento será cumprido é da responsabilidade dos alunos.
  • se responsabiliza pela criação e gerenciamento de um grupo no aplicativo whats app, empregado na condição de comunidade de aprendizagem. O professor não participa desse grupo.
  • se responsabiliza por apresentar, no primeiro dia de aula síncrona, os nomes dos quatro alunos de cada equipe de aprendizagem.

Comprometimentos do professor do curso

Da minha parte, garanto a oferta de literatura especializada e atualizada sobre a matéria do curso (contida no programa e nos anexos), base de dados especializada para as buscas (blog Resenha Crítica organizado pelo professor), espaço virtual de interação (meet, conta pessoal do professor), modelos de gêneros textuais (modelo de resenha, modelo de prova e modelo de sequência didática produzidos pelo professor), formulários de avaliação da atividade das equipes (produzidos pelo professor) e equacionamento de dúvidas sobre o cumprimento das tarefas (sob a mediação do professor).


Produtos desenvolvidos pelos alunos durante o curso

As avaliações são do tipo formativa e somativa.

Como explicitado acima, cada grupo produzirá uma resenha (como primeira avaliação) e uma sequência didática (como terceira avaliação). A resenha tem por objeto um manual de "fundamentos do ensino de Geografia" (escolhido entre os listados na bibliografia básica deste programa), produzida e disponibilizada aos colegas para efeito de avaliação colaborativa, em até quatro semanas.

A sequência didática é produzida a partir de problemas efetivos de aprendizagem de Geografia nos Anos iniciais, detectados pelos alunos em situação de estágio, emprego ou mesmo no interior das suas residências. A sequência deve ser  estruturada em modelo anexo a este programa e, também, disponibilizada aos colegas para efeito de avaliação colaborativa em até quatro semanas.

Entre a construção e a avaliação desses dois produtos, o curso prescreve uma atividade de leitura, fichamento e avaliação, para ampliar o conhecimento dos alunos acerca dos documentos legais que regem o ensino de Geografia em níveis nacional e local.


Avaliação e notas

Os dois produtos acima serão submetidos à avaliação do professor e da turma. A avaliação do professor é formativa e continuada e a avaliação dos alunos gera notasa. As notas totais atribuídas a cada produto, emitidas pelos alunos, variam de 0 a 10 e seguem para o sistema acadêmico.

A primeira e a terceira avaliações, relativas à “resenha” e à “sequência didática”, são do tipo colaborativo (coavaliação), ou seja, cada equipe vai avaliar o trabalho de todas as outras equipes, mediante formulário fornecido pelo professor, preenchido em datas previamente acordadas e a nota parcial (relativa ao produto) do trio resultará da média simples de todas as notas emitidas pela turma.

A avaliação da segunda unidade, relativa ao conhecimento e à crítica dos dispositivos legais que normatizam o ensino de Geografia, terá caráter individual. A prova se constitui de 30 itens. Os itens são de resposta construída (IRC) e de respostas selecionadas (IRS). A prova é corrigida pelo professor e vale de 0 a 10.

A média (simples) final da equipe será calculada sobre as três notas relativas a cada unidade descrita acima.


Ementa

Geografia, Sociedade e Educação. Processos de aquisição e desenvolvimento das noções espaciais topológicas, projetivas e relacionais na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Orientação e Localização Geográfica. Formas de Representação do Espaço Geográfico. Currículo, Aprendizagem e Avaliação no ensino de Geografia.


Objetivo geral

  • Apresentar e discutir conhecimentos, ampliar habilidades e cultivar valores básicos ao exercício da docência em Geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Objetivos específicos

  • Apresentar conhecimentos, habilidades e valores compatíveis com o ensino voltado ao “aprender espacialmente”.
  • Conhecer os dispositivos legais nacionais e locais que prescrevem o ensino de Geografia para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
  • Produzir sequências didáticas a partir de expectativas de aprendizagem inscritas pela BNCC, destinadas a situações concretas e sujeitos concretos de escolas públicas sergipanas.

Conteúdo

Conhecimentos a serem assimilados pelos futuros professores

  • Definições de ensino de Geografia.
  • Finalidades do ensino da Geografia nos Anos iniciais.

Habilidades gerais a serem desenvolvidas pelos futuros professores

  • Ler livros, resumi-los e criticá-los em forma de resenha.
  • Ler dispositivos legais, compreendê-los, sintetizá-los e apresentá-los oralmente e por escrito.
  • Planejar sequências didáticas a partir de problemas de aprendizagem realistas.

Habilidades específicas do ensino-aprendizagem da Geografia

  • Comparar fenômenos por semelhança e diferença.
  • Relacionar fenômenos próximos ou distantes.
  • Identificar distribuição espacial dos fenômenos.
  • Mensurar extensão espacial dos fenômenos.
  • Localizar objetos de modo especialmente absoluto e relativo.
  • [Ordenar – Identificar hierarquias entre espaços].
  • Empregar o pensamento geográfico na resolução de problemas na vida prática.

Valores a serem cultivados pelos futuros professores

  • Respeito à diversidade social, cultural e de pensamento.
  • Respeito, conhecimento e uso de direitos humanos.
  • Respeito ao saber racional-científico.
  • Cultivo de ideais e práticas democráticas.

Unidade 1. Objetivos, atividades, recursos e calendário

Objetivo do curso

  • Apresentar conhecimentos, habilidades e valores compatíveis com o ensino voltado ao “aprender espacialmente”.

Expectativa de aprendizagem

  • Espera-se que, ao final da unidade, o aluno seja capaz de identificar os fundamentos do ensino de Geografia para os anos iniciais, assimilando o que afirma a literatura especializada sobre fins, meios, e conceitos básicos como o "pensar espacialmente".

Recursos

  • Programa de curso (Este documento que você lê, no momento).
  • Acervo de resenhas sobre Ensino de Geografia (Link), Educação Geográfica (Link) e Didática das Ciências Sociais (Link).
  • Livros adquiridos a partir da bibliografia básica.
  • Guia para a construção e avaliação da resenha (Item 4 do formulário de publicação). Link
  • Formulário de publicação da resenha. Link
  • Formulário de Avaliação da resenha. Link
  • Sala de aula virtual no Meet.

Aula 1 (Ter, 01 fev. 2022)

    • Discussão do programa e distribuição de atividades (2h, síncrona).
    • ESCOLHA E AQUISIÇÃO DO LIVRO A SER RESENHADO ATÉ 01 DE FEVEREIRO DE 2022 (2h, Assíncrona). Link

Aula 2 (Ter, 08 fev. 2022)

    • Leitura e produção da resenha (4h, assíncrona).

Aula 3 (Ter, 15 fev. 2022)

    • Discussão sobre a estrutura e a produção da resenha (2h, síncrona).
    • Leitura e produção da resenha (2h, assíncrona).

Aula 4 (Ter, 22 fev. 2022)

    • Leitura e produção da resenha (4h, assíncrona).
    • PUBLICAÇÃO DAS RESENHAS ATÉ 28 DE FEVEREIRO DE 2022. Link

Aula 5 (Ter, 01 mar. 2022)

    • AVALIAÇÃO COLABORATIVA DAS RESENHAS ATÉ 02 DE MARÇO DE 2022 (4h, síncrona). Link

Unidade II. Objetivos, atividades, recursos e calendário

Objetivo do curso

  • Conhecer os dispositivos legais nacionais e locais que prescrevem o ensino de Geografia para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

Expectativa de aprendizagem

  • Espera-se que, ao final da unidade, o aluno seja capaz de assimilar conhecimentos, valores e habilidades mobilizadas pelos escolares no ensino de Geografia, a exemplo de: Lugares de vivência (casa...), situações de convívio (lazer...), ciclos naturais (dia...), pessoas de convívio (migrantes...), meios de transporte e comunicação, formas de trabalho, recursos naturais, comunidade, cidade, campo, paisagem, matéria prima, produção, circulação, indústria, consumo, populações, poderes, administração, territórios, qualidade ambiental, inovação tecnológica // pontos de referência, localização, orientação, representação espacial e representação cartográfica // Comparar fenômenos por semelhança e diferença / relacionar fenômenos próximos ou distantes / identificar distribuição espacial dos fenômenos / mensurar extensão espacial do fenômeno / localizar objetos de modo especialmente absoluto e relativo // Respeito à diversidade social, cultural e de pensamento / conhecimento e uso de direitos humanos / cultivo de ideais e práticas democráticas.

Recursos

Aula 6 (Ter, 08 mar. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão sobre as definições de ensino de Geografia e de componente curricular geografia nos currículos estadual e nacional (2h, assíncrona).
    • Leitura, fichamento e discussão sobre as definições de ensino de Geografia e de componente curricular geografia nos currículos estadual e nacional (2h, síncrona).

Aula 7 (Ter, 15 mar. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão sobre as habilidades a serem desenvolvidas com o ensino de Geografia (2h, assíncrona).
    • Leitura, fichamento e discussão sobre as habilidades a serem desenvolvidas com o ensino de Geografia (2h, síncrona).

Aula 8 (Ter, 22 mar. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão sobre os objetos de conhecimento a serem mobilizados pelo ensino de Geografia (2h, assíncrona).
    • Leitura, fichamento e discussão sobre os objetos de conhecimento a serem mobilizados pelo ensino de Geografia (2h, síncrona).

Aula 9 (Ter, 29 mar. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão sobre as atividades planejáveis para o ensino de Geografia (2h, assíncrona).
    • Leitura, fichamento e discussão sobre as atividades planejáveis para o ensino de Geografia (2h, síncrona).

Aula 10 (Ter, 05 abr. 2022)

    • Leitura, fichamento e discussão sobre as avaliações planejáveis para o ensino de Geografia (2h, assíncrona).
    • Leitura, fichamento e discussão sobre as avaliações planejáveis para o ensino de Geografia (2h, síncrona).

Aula 11 (Ter, 12 abr. 2022 / Quar, 13 abr. 2022)

    • Avaliação sobre definições, fins, meios, objetos do conhecimento e avaliação no ensino de Geografia a partir dos dispositivos legais local e nacional (4h, síncrona). Link

Unidade III. Objetivos, atividades, recursos e calendário

Objetivo do curso

  • Planejar sequências didáticas a partir de problemas de aprendizagem realistas.

Expectativa de aprendizagem

  • Ao final desta unidade, espera-se que os alunos sejam capazes de produzir uma sequência didática sobre o ensino de Geografia para os escolares dos Anos Iniciais, partindo de um problema de aprendizagem em Geografia detectado em âmbito doméstico ou em ambiente de trabalho.

Recursos

  • Estrutura e modelos de expectativas de aprendizagem e sequências didáticas. Link
  • Formulário de publicação de sequência didática. Link
  • Formulário de avaliação de sequência didática. Link

Aula 12 (Ter, 19 abr. 2022)

    • Leitura e discussão sobre modelos e execução de sequências didáticas para o ensino de Geografia (assíncrona).
    • Leitura e discussão sobre modelos e execução de sequências didáticas para o ensino de Geografia (2h, síncrona).

Aula 13 (Ter, 26 abr. 2022)

    • Produção de sequência didática para o ensino de Geografia (assíncrona).

Aula 14 (Ter, 03 maio 2022)

    • Produção de sequência didática para o ensino de Geografia.

Aula 15 (Ter, 10 maio 2022)

    • Produção de sequência didática para o ensino de Geografia.
    • PUBLICAÇÃO DAS SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS ATÉ 16 DE MAIO DE 2022. Link

Aula 16 (Ter, 17 maio 2022)

    • AVALIAÇÃO COLABORATIVA DAS SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS ATÉ 17 DE MAIO DE 2022 (4h, síncrona). Link

 


Bibliografia básica

ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org). Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2014.

BREDA, Thiara Vichiato. Jogos geográficos na sala de aula. Curitipa: Appris, 2018.

CASTELLAR, Sonia. (Org.) Educação Geográfica: teorias e práticas docentes. 2ed. São Paulo: Contexto, 2009.

CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos; COSTELLA, Roselane Zordan. Brincar e cartografar com os diferentes mundos geográficos: a alfabetização espacial. Porto Alegre: Editora da PUC-RS, 2016.

CAVALCANTI, Lana de Souza. O Ensino de Geografia na Escola. São Paulo: Papirus, 2016.

VESENTINI, José William (Org.). O Ensino de Geografia no século XXI. São Paulo: Papirus: 2016.


Bibliografia complementar

MOREIRA, Ruy. O que é Geografia? 2ed. São Paulo: Brasiliense, 2010.


Documentos básicos

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular . Brasília: SEB/CNE, sd.

SERGIPE. Secretaria de Estado da Educação. Currículo de Sergipe - Educação Infantil e Ensino Fundamental. Aracaju: SED, 2018.


(*) Para os que cursam esta disciplina autonomamente, a distribuição de horas, a criação de grupos de whats app, a avaliação por teste (segunda unidade), a avaliação colaborativa e as atividades em equipe são flexibilizadas em benefício da organização individual do cursista.


Itamar Freitas.

São Cristóvão, 24 de janeiro de 2022.

Ponta de Lança. São Cristóvão, v.15, n.29, 2021.

Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História, Memória & Cultura

Dossiê Temático

Entrevista

Artigos – Fluxo Contínuo

Resenhas

Diálogos entre história e arqueologia: métodos e abordagens teóricas | Caminhos da História | 2022

Nas últimas décadas do século XX e atualmente, no século XXI, percebemos o recrudescimento do entrelace entre a Arqueologia e a História, o qual veio para se estabelecer em definitivo no meio acadêmico. Essa parceria serve para ampliar os horizontes de duas ciências que trazem novas perspectivas de investigação. Aqui no Brasil, o fortalecimento de ambos os campos de estudo é notório, o que poderá ser percebido através do dossiê de artigos por nós apresentado. Há, nos dias de hoje, uma preocupação na montagem de conjuntos de produções acadêmicas que abarquem a pluralidade dos tipos de documentações, da Antiguidade Clássica à Contemporaneidade. Tais iniciativas nos remetem a esperanças e motivações para seguirmos em frente com nossas metas e objetivos históricos. Dessa forma, tivemos a ideia de reunir artigos que reflitam nossos esforços em mostrar as inquietações e inovações de nosso tempo.

Nesse dossiê, estão reunidos alguns dos seminários apresentados no evento I Ciclo de Seminários de Arqueologia do Lab.Arque e G.LEIR UNESP/Franca: Métodos e Abordagens Teóricas na Arqueologia, realizado em abril de 2021. O evento, promovido pelo recém-formado Laboratório de Arqueologia (Lab.Arque) e pelo Grupo do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano (G.LEIR) da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UNESP Franca, é uma das iniciativas que testemunha o desejo dos dois laboratórios de promover um diálogo ativo entre a Arqueologia e a História, abrindo novos caminhos para os alunos que queiram ampliar seus conhecimentos no estudo do passado. Leia Mais

Representação dos árabes e muçulmanos na televisão brasileira | César Henrique de Queiroz Porto

A telenovela tem uma importância transcendental para a cultura brasileira. No ar há quase 70 anos2, o Brasil já se viu, por muitas vezes, representado nas inúmeras narrativas ficcionais produzidas e exibidas pelas emissoras brasileiras de televisão. Contudo, não foram apenas as telenovelas com enredos repletos de brasilidade que acompanhamos nesse longo período de teledramaturgia brasileira, haja vista que – dada a originalidade dos novelistas3 – também pudemos acompanhar tramas que trouxeram ao telespectador culturas e costumes de outros povos como, por exemplo, a telenovela O Clone, de autoria de Glória Perez, produzida e exibida entre 2001 e 2002, pela TV Globo.

O Clone foi exibida no emblemático ano de 2001, marcado não apenas pelo início do século XXI, mas também pelos ataques terroristas contra os Estados Unidos, promovidos pela organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda, liderada pelo saudita Osama Bin Laden. No dia 11 de setembro de 2001, os terroristas lançaram ataques suicidas – através de aeronaves – contra os prédios do Pentágono, em Washington, e no World Trade Center (também conhecido como Torres Gêmeas), em Nova York, resultando na morte de mais de três mil pessoas. Foi nesse contexto histórico que vinte dias após o atentado terrorista, em 01 de outubro de 2001, estreou a telenovela O Clone, trazendo em sua espinha dorsal toda a cultura muçulmana, além de outros temas tabus como clonagem humana e dependência química. Leia Mais

Transvaloração e redenção na filosofia de Nietzsche: o niilismo tornado história | Ildenilson Meireles

O que torna um texto entendível? Existe relação entre inteligibilidade e qualidade de uma obra? Por que aparenta que nem sempre filósofos fazem questão de se compreender? Não são essas perguntas que se quer responder aqui, mas elas têm ligação com a forma dada à narrativa produzida por Ildenilson Meireles ao publicar como livro o resultado de seu doutoramento, em 2009, pela Universidade Federal de São Carlos.

Anos após a defesa da tese, a obra Transvaloração e Redenção na Filosofia de Nietzsche: o niilismo tornado história, pode ser uma potente ferramenta de “tradução”, talvez até de “simplificação”, de elementos que compuseram parte da filosofia nietzscheana que, por vezes, é colocada como coisa “nebulosa”, rodeada por entraves e complicações, “coisa para poucos”. Como bem reconhece Meireles, a publicação vai a público como “uma necessidade de devolver a estudantes de graduação, pelo menos, o fruto de um trabalho acadêmico sobre um Nietzsche que ainda se pode ler com interesse e curiosidade” (p. 10). Parece ser esse, inclusive, o sentido da circularidade e repetição, ao longo da narrativa, de algumas noções que antes já haviam sido explicitadas por ele. Repetir não para fixar ou ser redundante, mas para esmiuçar mais, por cuidado com quem lê. Não se trata, porém, de “mastigar”, de “pegar na mão” do leitor. Trata-se, sim, de conduzir a leitura, de apresentar conceitos e termos, de destacar como tal noção se apresenta em tal obra de determinado período, de ir e voltar quando convém, de passar por outros nomes que, de algum modo, atravessam o entendimento da filosofia de Nietzsche. Leia Mais

Caminhos da História. Montes Claros, v.27, n.1, 2022.

Diálogos entre História e Arqueologia: métodos e abordagens teóricas

Editorial

  • ·        Editorial
  • Ester Liberato Pereira, Rafael Dias de Castro
  • PDF
  • ·        Editorial Coletivo
  • Fórum de Editores de periódicos da ANPUH-Brasil
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Dossiê

Artigos Livres

Resenha

Publicado: 2022-01-03

A guerra do retorno: como resolver o problema dos refugiados e estabelecer a par entre palestinos e israelenses | Adi Schwartz e Einat Wilf

Adi Schwartz e Einat Wilf
Adi Schwartz e Einat Wilf | Foto: [Miriam Alster] (2018)

O livro, publicado em setembro de 2021, traz dois autores israelenses que se propõem a debater a questão dos refugiados palestinos e a estabelecer uma alternativa para a paz entre ambos os grupos. Segundo informações no site da editora de publicação do livro, Adi Schwartz é jornalista e escritor, estudou na Universidade de Tel Aviv e concentra seus estudos no conflito árabe-israelense e na história de Israel II. Já Einat Wilf é PhD em Ciência política pela Universidade de Cambridge e foi membro do Parlamento israelense, tendo escrito outros livros que tratam da sociedade israelense III.

A Guerra do retorno é mais uma publicação sobre um tema que há muito vem sendo debatido nos meios intelectuais, políticos e acadêmicos, pois nos quase setenta anos que se passaram desde o primeiro conflito árabe-israelense diversos artigos e publicações foram escritos. No entanto ainda há muito a ser dito IV. Dividido em cinco capítulos, os autores traçam um panorama que engloba o início da guerra até os dias atuais, focando especificamente na questão dos refugiados: sua origem, o debate acerca do seu direito de retorno, o tratamento dos países árabes e a construção da imagem do palestino enquanto refugiado nos meios internacionais. Leia Mais

História do tempo presente na formação de pessoas: prescrições brasileiras, francesas e estadunidenses para o ensino secundário (1999-2014) | Itamar Freitas

Itamar Freitas Posse na FAPESE
itamar Freitas | (Fotos: Adilson Andrade/AscomUFS (2017)

O professor Itamar Freitas, em seu recente livro, apresenta aspectos sobre o ensino de História por meio de um estudo comparativo e assimétrico sobre três países: Brasil, Estados Unidos e França, entre a década de 90 e os anos 2000, o livro é divido em três partes e onze capítulos. É apresentado que a História do Tempo Presente surge para dar respostas aos sobreviventes das imprevisibilidades e complexidades que ocorreram no século XX, logo há nela uma crítica ao modelo de história objetivista. O autor relata que nesse período ocorreram grandes avanços no desenvolvimento humano, devido o pensamento racionalista, porém como afirma Hobsbawn (1995) foi nessa mesma época que o ser humano chegou mais próximo de se autodestruir, e a razão em sua busca da objetividade apresentou-se como uma força motriz para esse fim.

A primeira parte do livro “HTP e prescrições para o ensino no Brasil Freitas apresenta a HTP na educação brasileira. No primeiro capítulo, História do Tempo Presente nos periódicos especializados brasileiros (2007 – 2014) é apresentado que no Brasil os estudos sobre a HTP são recentes, sendo fruto de reflexões acadêmicas dos anos 90. A estrutura moderna, da história linear, era dominante nesse período, e com o passar dos anos a HTP ganha notoriedade, em estudos de pós-graduação. O autor afirma que a HTP no Brasil auxiliou na compreensão de vários contextos, dentre eles a revisão do conceito de memória. Nesse sentido, seu estudo centrou-se em quatro periódicos, pelo critério de todos apresentarem e assumirem o termo de História do Tempo Presente. Segundo Freitas, as produções acadêmicas nos periódicos pesquisados, apontam que ela não é uma ação jornalística, e sim um fazer científico. Entendo que uma ação midiática é permeada de intencionalidades, logo ao relatar o presente, ela busca informar e não o refletir. Leia Mais

Boletim do Tempo Presente. Recife, v.10, n.12, 2021.

Boletim do Tempo Presente2

Artigos

Resenhas

Notas de Pesquisa

Publicado: 2021-12-31

Antissemitismo: uma presença atual | Francisco Carlos Teixeira da Silva e Karl Schurster

Francisco Carlos Teixeira da Silva e Karl Schuster
Francisco Carlos Teixeira da Silva e Karl Schurster | Fotos: Valor e ADUFEPE

Cogitar a ojeriza ao Outro, no sentido primevo de captá-lo por sua dissemelhança, é um processo inquietante que têm alcançado novas entonações na contemporaneidade, seja pelo resgate de uma historicidade perversa daquele apreendido como o desafeto comum, ou pela inclusão das mais variadas categorias que, na ótica opressora, se tornam predispostas à violência. Para avançar nesse debate, considera-se neste texto o raciocínio presente na obra “Antissemitismo: uma presença atual” no ensejo de indicar como a intolerância inflamou-se nos incitamentos públicos, revelando a banalização de atitudes que se pensavam superadas.

Nesse prisma, a produção mencionada propõe verificar de quais formas se estruturam as práticas correntes de segregação. Esta, redigida em quatro idiomas – inglês, espanhol, alemão e português – viabiliza a difusão de tal controvérsia para além do território nacional, tendo em vista que ao aludir-se a uma tendência global, a sua ponderação necessita também acontecer de modo abrangente, coeficiente acessível pela pluralidade linguística. De forma enfática, aborda que o antissemitismo está longe de caracterizar um anacronismo, pelo contrário, é um elemento pungente na sociedade e deve ser rechaçado a cada dia. Leia Mais

O patrimônio histórico-educativo em debate | Boletim Historiar | 2021

The Catamount
Logo do periódico The Catamount | Imagem: Clubberley Catamount

O dossiê “O patrimônio histórico-educativo em debate”, organizado pelo professor doutor Joaquim Tavares da Conceição, é composto de seis artigos resultantes de trabalhos finais da disciplina “Arquivos escolares: teoria e prática”, ministrada pelo organizador deste dossiê no primeiro semestre de 2020, na linha História da Educação, para os cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe.

A finalidade deste dossiê é apresentar, sob diferentes interesses, discussões relacionadas à noção de patrimônio histórico-educativo e seus reflexos em ações de preservação e organização de arquivos escolares e perspectivas de investigações, com a utilização de acervos encontrados em diferentes espaços educativos. Leia Mais

Boletim Historiar. São Cristóvão, 8, n. 4, out./dez., 2021.

Historiar UFS

Dossiê temático: O patrimônio histórico-educativo em debate

Imagem: 

Desfile cívico. Estudantes do Ginásio de Aplicação da Faculdade Católica de Filosofia de Sergipe. Aracaju-Se (196?). Fonte: Acervo do Centro de Pesquisa, Documentação e Memória do Colégio de Aplicação da UFS (Cemdap).

Artigos

Resenhas

Publicado: 2021-12-31

História oral e historiografia: questões sensíveis | Angela de Castro Gomes

Angela de Castro Gomes
Angela de Castro Gomes | Foto: Bruno Leal, 2020

Há algum tempo sabemos como os discursos da memória marcaram um “giro subjetivo” (SARLO, 2012) que continua a pautar redefinições dos modos de pensar os sentidos de fazer história no mundo contemporâneo. Um de seus rastros mais evidentes é o sinal de como a lida com o passado não é objeto exclusivo da historiografia universitária. Diante de questões interligadas como o “‘boom da memória’, a emergência da ‘história pública’ e a crescente preocupação internacional com a ‘(in)justiça histórica’”, é válido destacar a observação de que para a teoria da história manter-se relevante para historiadores/as e para a sociedade em dimensões alargadas deve considerar a “diversidade de mecanismos para lidar com o passado e a forma como tais mecanismos são incorporados, interagem com, e até constituem parcialmente contextos culturais, sociais e políticos mais amplos” (BEVERNAGE, 2020, p. 11 e 15). Leia Mais

História das Doenças e das Artes de Cura | Ponta de Lança | 2021

Dispensario do Hospital Candelaria

Vista Interna do Dispensário do Hospital Candelária – 752 | Imagem: Museu Paulista da USP

O dossiê História das Doenças e das Artes de Cura reúne textos baseados em pesquisas em torno da história das doenças, das epidemias e práticas de curar, em diversas abordagens, espaços geográficos e temporalidades. O resultado demonstra a consolidação do nosso campo historiográfico no Brasil. Podemos identificar um crescente surgimento de estudos, que destacam a historicidade das experiências de adoecimento, das artes de curar e das instituições de cura brasileiras há cerca de trinta anos, e, para refletir sobretudo a respeito do campo da história das doenças, integramos ao dossiê uma entrevista com Dilene Raimundo do Nascimento, professora do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Fiocruz. A historiadora se dedicou a projetos de pesquisa sobre diversos temas relacionados à história das doenças e construiu redes e parcerias com historiadores e instituições do Brasil e de países da América Latina e Europa, o que se concretizou em diversas publicações e eventos. A trajetória de Dilene Nascimento se confunde, portanto, com a consolidação e expansão do campo. Leia Mais

Escritas do Tempo. Florianópolis, v.3, n.9, 2021.

Dossiê: Inquisição, 200 anos depois de seu fim: o que era, o que ficou e o quanto somos fruto dela?

Editorial

Apresentação de Dossiê Temático

v. 3 n. 8 (2021) Dossiê: Inquisição, 200 anos depois do seu fim

Artigos

Entrevistas

Expediente

Publicado: 2021-12-30

 

Inquisição, 200 anos depois de seu fim: o que era, o que ficou e o quanto somos fruto dela? | Escritas do Tempo | 2021

Desdobramento das revoluções liberais que, a partir do movimento iniciado no Porto, em 1820, implementava uma monarquia constitucional em Portugal, em 31 de março de 1821, as Cortes Gerais do Reino aprovaram por unanimidade de votos o decreto que extinguia o Tribunal do Santo Ofício em Portugal, pondo fim a quase três séculos – e dezenas de milhares de denúncias, confissões, investigações, processos, réus e vítimas depois – de atuação da Inquisição portuguesa.

Passados duzentos anos, ainda é possível perceber as permanências dos tempos de Inquisição no mundo português, bem como encontrar, desgraçadamente, sintomas, reflexos e aproximações entre os rigores promovidos em nome da Misericórdia e Justiça, tema do tribunal, e o inacreditável mundo de negacionismos e intolerâncias em que nos vemos mergulhados, um pouco por todo o lado, um muito sobre a nossa parte… Leia Mais

Museus virtuais e jogos digitais: novas linguagens para o estudo da história | Lynn Rosalina Gama Alves, Alfredo Matta e Helyon Telles

Lynn Rosalina
Lynn Rosalina Gama Alves | Foto: Capacitor (2018)

A obra Museus virtuais e Jogos digitais – Novas linguagens para o estudo da História, de Lynn Alves, Helyon Viana Telles e Alfredo Matta, é um livro sobre recursos digitais para o ensino de História na educação básica com foco na temática da gamificação e dos museus virtuais. O livro é divido em duas partes. A primeira tem sete capítulos e maior incidência de tema nos games. A segunda parte possui cinco capítulos, sendo três dedicados aos museus  e dois sobre os jogos de RPG (Role Playing Game). Trata-se de um compêndio destinado à divulgação dos trabalhos dos orientandos do professor Alfredo Matta que atua na área do Ensino de História desenvolvendo práticas de ensino, pesquisa e extensão para o ensino de História, na Universidade do Estado da Bahia.

Museus virtuais e jogos digitaisO objetivo principal do livro é incentivar a  divulgação dos trabalhos dos intelectuais que pesquisam sobre a temática do ensino de História aplicado à tecnologia. Os autores declaram o desejo de transformar professores portugueses e brasileiros, efetivamente, em protagonistas, que percebam o potencial da aprendizagem história para além da simples memorização.

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Cómo hacer cosas con Foucault. Instrucciones de uso | Canguilhem. Vitalismo y Ciencias Humanas | Francisco Vázquez García

Francisco Vazquez
Francisco Vázquez García | Foto: Universidad de Cádiz

Após a publicação, em 1987, do livro Estudios de historia de las ideasVol. 1, Locke, Hume e Canguilhem, escrito em coautoria com Ángel Manuel Lorenzo e José, L. Tasset, Georges Canguilhem (1904 – 1995) enviou a seguinte mensagem ao historiador espanhol Francisco Vázquez García: “Sua análise dos meus estudos de epistemologia me diz que você me leu com atenção e simpatia (…). Eu constatei com satisfação que você percebeu bem aquilo que meus trabalhos devem aos trabalhos, bem mais prestigiosos, de Bachelard e de Koyré. Não posso abandonar as lições que tirei dessas leituras.” (García, 2015). A seção do livro dedicada ao historiador francês recuperava o texto da monografia de licenciatura de Francisco, defendida três anos antes, na Universidad de Sevilla, sob o título La teoria de la historia de las ciencias de G. Canguilhem. Mais de trinta anos depois, García segue capaz de dizer coisas originais sobre a obra de Canguilhem – Georges Canguilhem: Vitalismo y Ciencias Humanas (2019) – e didatizar os usos da arqueo-genealogia de Foucault – Cómo hacer cosas con Foucault. Instrucciones de uso (2018), textos sobre os quais nos debruçamos a partir de agora.

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