Questões de gênero: literatura e gênero, coletânea de estudos de literatura brasileira – DALCASTAGNÈ (REF)

DALCASTAGNÈ, Regina. Questões de gênero: literatura e gênero, coletânea de estudos de literatura brasileira. Brasília: Gráfica Qualidade, 2008. 219 p. Resenha de: MARRECO, Maria Inês de Moraes. Questões de gênero: incontáveis caminhos no universo da literatura. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v.17 n.2  May/Aug. 2009.

Trata-se de uma publicação semestral do Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília, com o apoio do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB. O foco principal da revista é fomentar debates críticos sobre a literatura contemporânea produzida no Brasil, em suas variadas manifestações teóricas e metodológicas, estendendo-se a outras literaturas, em especial da América Latina. A revista, além de sua área temática, aceita artigos sobre perspectiva comparada, sem restrição ou vertente teórico-metodológica. Possui três seções fixas distintas: uma de dossiês a respeito de um tema relevante da área, uma de artigos e ensaios diversos e uma de resenhas.

O presente número traz um dossiê a respeito de Literatura e Gênero, com dez ensaios, seguido de quatro artigos e duas resenhas. A maioria dos autores é formada de professores doutores de diversas universidades do Brasil e do exterior. Os demais são doutorandos e mestres.

Em “Narrativas cosmopolitas: a escritora contemporânea na aldeia global”, Sandra Regina Goulart Almeida discute como os pressupostos teóricos da contemporaneidade podem ser pensados em termos de estudos de gênero. A autora divide seu texto em duas partes: “Narrativas cosmopolitas” e “Uma escritora contemporânea na aldeia global”. A primeira parte do estudo aborda questões problemáticas em relação à mulher no novo contexto socio-cultural. Na segunda parte a autora discute as visões de uma escritora contemporânea, tomando como base o conto da pernambucana Marilene Felinto, “Muslim: Woman”, cuja narrativa explora o encontro de duas mulheres, simbolicamente, em um aeroporto africano.

Simone Pereira Schmidt, em “De volta para casa ou o caminho sem volta em duas narrativas do Brasil”, discute a representação do corpo feminino subalterno em dois romances brasileiros: As mulheres de Tjucopapo (1982), de Marilene Felinto, e Ponciá Vicêncio (2003), de Conceição Evaristo. A narrativa enfoca o corpo como lócus em que se desdobram as tensões resultantes das relações desiguais de gênero, raça e classe no Brasil; corpo colonizado e verdadeiro campo de batalha. Aborda, também, os deslocamentos efetuados pelas personagens femininas nos dois romances como percursos formadores de sua personalidade. O marco inicial da formação das duas protagonistas, Rísia e Ponciá, é a estrada: “As personagens das narrativas em questão desejam falar de sua experiência, […] tomam a estrada, não se fixam, vão, voltam, buscam. A questão identitária que está posta nesta busca é vital para cada uma delas” (p. 26).

Em “Deslocar-se para recolocar-se: os amores entre mulheres nas recentes narrativas brasileiras de autoria feminina”, Virgínia Maria Vasconcelos Leal discute a representação, na literatura brasileira contemporânea, de um grupo social em que se cruzam duas categorias identitárias consideradas marginalizadas: o gênero e a homossexualidade.

No caso de “Gêneros indefinidos e corpos inadequados revelam ideal feminino inatingível, em Deixei ele lá e vim, de Elvira Vigna”, Adelaide Calhman de Miranda analisa a representação dos corpos na construção da identidade feminina no romance policial citado. O fracasso, a exclusão social e até a morte são vistos como consequência da falta de adequação física das personagens ao modelo ideal de corpo. A imposição do padrão ideal é revelada como violência simbólica, que resulta em doenças, disfunções e outros tipos de sofrimento físico e psicológico. A autora divide este dossiê em três partes: “O corpo é submetido a vários tipos de violência”, “O sexo indefinido aponta a arbitrariedade da construção social dos gêneros” e “A história falsa de Shirley Marlone ilustra a arbitrariedade do padrão cultural da mulher”.

Maria da Glória de Castro, ao analisar “O interdito no ideal de nação: a lesbiana existe para a literatura brasileira?”, pensa no porquê do silenciamento e da marginalização de produções literárias que transitam pela temática da homoafetividade feminina, a partir da produção de Cassandra Rios, autora pioneira na construção de uma literatura gendrada à sexualidade lesbiana. O texto de Maria da Glória questiona essa temática em relação ao desprestígio e ao silenciamento sofridos pela escrita de autoria feminina.

No texto “Nas tramas da memória: a cronista e militante Eneida de Moraes”, Eunice Ferreira dos Santos mostra, através da articulação de sua obra, a militância político-partidária. Examinou textos extraídos dos livros que compõem a trilogia memorialística de Eneida: Cão da madrugada (1954), Aruanda (1957) e Banho de cheiro (1962). Para o enfoque crítico, respaldou-se em bibliografias documentais localizadas nos arquivos da Delegacia da Ordem Política e Social de São Paulo e do Superior Tribunal Militar (STM). A autora dividiu seu texto em “A escrita de Eneida em algum lugar da história políticoliterária brasileira” e “A cronista e a militante: o ideário comunista revisitado pela memória”, este último subdividido em “Cão da madrugada” e “Aruanda e Banho de cheiro”.

Em “A escrita de autoria feminina no Paraná: Greta Benitez e a alquimia das letras”, Níncia Cecília Ribas Borges Teixeira tem como meta contribuir para a discussão sobre a representação do papel da mulher na sociedade contemporânea, a partir do viés literário, além de proporcionar visibilidade acadêmica à escritora paranaense Greta Benitez. Examina a relação entre literatura e a presença das mulheres nas práticas sociais, numa sociedade que cria a imagem negativa do feminino e a projeta como outro. Níncia constrói seu texto dividindo-o em subtítulos: “Retratos da escrita de autoria feminina: cenas paranaenses”, “Greta Benitez: o exercício da liberdade total” e “Conclusão”.

Em “Gênero e ‘raça’ na literatura brasileira”, Florentina Souza discute as relações entre gêneros e raça baseadas em estudos realizados sobre representações de mulheres negras, revendo tópicos dos estudos contemporâneos focalizados na literatura brasileira. Aponta diferentes opiniões de escritores que trabalharam a forte relação entre raça, gênero e sexualidade.

“Fios comuns”, estudo baseado em oposições binárias, relativismos ou universalismos, noções outras do eu e do outro, do humano e do não humano, do meio ambiente e das técnicas do corpo, no qual Norma Telles enfoca, também, divergentes leituras sem se misturarem por serem afirmadas na diferença e na diversidade, na fluidez e na flexibilidade do fio de Ariadne. A autora destaca a interligação do humano e do literário e faz considerações sobre a literatura escrita por mulheres.

No texto “Centro e margens: notas sobre a historiografia literária”, Rita Terezinha Schmidt tece considerações sobre teoria e seus efeitos no campo literário e o ressurgimento do interesse sobre a história da literatura, problematizando a narrativa das histórias de literatura brasileira com base em pesquisas sobre o século XIX. Enfoca, também, a recuperação de dois romances de autoria feminina: Memórias de Marta (1888), de Júlia Lopes de Almeida, e Úrsula (1859), de Maria Firmina dos Reis, segundo Schmidt, “para ilustrar questões de representação e relações diferenciais em relação a obras canônicas de seu tempo” (p. 134).

Na segunda seção – artigos e ensaios diversos -, a Revista de Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea apresenta quatro ensaios.

“Poema e bala perdida”, de Iumna Maria Simon, que analisa o poema “Sítio”, de Claudia Roquette-Pinto, registrando a conversão da opacidade, do lacunar e da indeterminação da experiência da violência urbana e da miséria emocional dos protegidos, isto é, da contaminação do mundo privado pelo fato externo.

“Quando Helena Kolody cruzou a fronteira”, de Luisa Cristina dos Santos Fontes, que analisa, através de relatos de Helena, como a percepção do sentimento de exílio acompanha a personagem, que se assume como portadora de vozes construídas deste “entrelugar”. O poema, como operador de memória, trabalha na tentativa de entrecruzar memória coletiva e histórica.

“Longe do paraíso: Jazz, de Toni Morrison, e Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo”, de Ângela Maria Dias, que propõe a interpretação das obras das escritoras citadas, explorando as correspondências entre memória e criação de ambas. Sua investigação pretende interrogar o papel do cânone na busca da reconstrução de uma identidade histórica e ficcional, enfocando especificidades características dos cânones afro-americano e afro-brasileiro, delineando a ética do engajamento político de Morrison e Evaristo, seja ele de raça e/ou de classe e/ou de gênero.

E “De Pequod a Satolep: identidades em jogo na obra de Vitor Ramil”, de Luciana Wrege Rassier, que visa à análise dos romances do escritor gaúcho Vitor Ramil Pequod (1995) e Satolep (2008), no intuito de identificar de que modo o autor trata questões como identidade, alteridade, criação artística e intertextualidade, que refletem as principais ideias desenvolvidas em seu ensaio “A estética do frio” (1992 e 2004). Luciana divide esse trabalho em quatro subtítulos: “Identidade em construção: a estética do frio”, “Pequod: (des)construção através da linguagem”, “(Re)construção a partir das ruínas: Satolep” e “De Pequod a Satolep, diário de viagem”.

Na terceira seção – resenhas -, a revista apresenta dois cuidadosos trabalhos: “Elódia Xavier – Que corpo é esse? O corpo no imaginário feminino” (2007), de Maria do Rosário Alves Pereira, e “T.V. Dijk (Org.) – Racismo e discurso na América Latina” (2008), de João Vianney Cavalcanti Nuto.

No primeiro, Maria do Rosário brinda seu leitor com detalhado comentário da obra de Elódia Xavier, abordando desde referências à autora, prefácio da obra, de Antonio Carlos Secchin, às dez categorias que a escritora estabelece sobre o corpo, fio condutor de seu livro. Maria do Rosário fala de cada uma das categorias, não se esquecendo de citar as autoras e obras consultadas, de forma clara e objetiva, incitando o leitor à procura imediata do livro.

No segundo trabalho, Nuto privilegia a Linguística contemporânea e os estudos do discurso como reveladores de possibilidades para outros tipos de estudo, inclusive sobre o racismo. Ressalta que o livro apresenta reflexões e conclusões sobre o discurso em oito países, revelando o caráter mais insidioso da ideologia racista em cada um deles e a contribuição interdisciplinar de linguistas, sociólogos, antropólogos e outros cientistas sociais para se pensar a transformação do mundo num espaço menos preconceituoso.

Os colaboradores desta conceituada revista recorreram à diversificada bibliografia. Além de utilizarem as obras estudadas nos diversos trabalhos, buscaram embasamento teórico em escritores do mais alto gabarito, como Mikhail Bakhtin, Stuart Hall, Gilberto Freyre, Marilena Chauí, Pierre Bourdieu, Michel Foucault, Simone de Beauvoir, Jacques Derrida, Elaine Showalter, Virginia Woolf, Constância Lima Duarte, Graciliano Ramos, Hélène Cixous, Umberto Eco, Teresa de Lauretis, Levi-Strauss, Peggy Sharpe, Roland Barthes, Walter Benjamin, Gilles Deleuze e muitos outros.

Em síntese, os autores cumpriram com brilhantismo seu papel incentivador, objetivando a ampliação dos conhecimentos dos seus leitores através de novos estudos.

Maria Inês de Moraes Marreco – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Acessar publicação original

Eu vivi por um sonho – CUTRUFELLI (REF)

CUTRUFELLI, Maria Rosa. Eu vivi por um sonho. Tradução de Maurício Santana Dias. Rio de Janeiro: Record, 2009. Resenha de: PETERLE, Patricia. Reinventando a história de Olympe de Gouges. Revista Estudos Feministas v.17 n.2 Florianópolis May/Aug. 2009.

Eu vivi por um sonho, cujo título original é La donna che visse per un sogno (A mulher que viveu por um sonho), é um dos romances da escritora italiana Maria Rosa Cutrufelli, publicado em 2004, na Itália, e o primeiro dela a chegar ao mercado editorial brasileiro. A tradução fica a cargo de Maurício Santana Dias, que vem cada vez mais se destacando como um influente elo entre Brasil e Itália.

Maria Rosa Cutrufelli nasceu em Messina, na Sicília, uma região que já deu grandes autores, uns mais, outros menos canônicos, para a literatura italiana. Só para lembrar alguns nomes, Giovanni Verga, Luigi Pirandello, Vitaliano Brancati e, mais recentemente, Leonardo Sciascia, Vincenzo Consolo, Andrea Camilleri. Sem se esquecer de que a literatura italiana teve sua origem com a escola poética siciliana, que será recuperada depois por Dante Alighieri e pelos poetas toscanos.

Formada em Letras pela Universidade de Bolonha, Cutrufelli hoje mora na capital romana e, além da atividade de escritora, colabora com a RAI (Radiotelevisão Italiana) e com várias revistas literárias. É uma das fundadoras da revista Tuttestorie, que dirigiu por 12 anos. A temática da narrativa feminina e os estudos de gênero, presentes em vários números dessa publicação, são aspectos constantes que acompanham a sua escritura, como pode ser identificado nos vários ensaios sobre a condição da mulher na sociedade, por exemplo, “Il cliente – inchiesta sulla domanda di prostituzione”, de 1981 (“O cliente – a pesquisa sobre a procura de prostituição”). Esses aspectos também estão marcantes nas suas aventuras ficcionais. Podem ser lembrados aqui Mamma Africa (1989), um livro de memórias autobiográficas, e La Briganta (1990), cuja protagonista é uma mulher que deve enfrentar todas as dificuldades por ser diferente e não seguir as “normas impostas”. Outra obra, Complice il dubbio (1992), foi adaptada para o cinema com o título Le complici, em 1998, pela cineasta Emanuela Piovano.

Em Eu vivi por um sonho, Cutrufelli recupera a “fórmula” do romance histórico, tão em voga na segunda metade do século XX e no início do século XXI. O convite da autora ao leitor é voltar ao século XVIII, na França, mais precisamente na Paris de Robespierre, um país devastado pela revolução e desgovernado pelas rebeliões. Nesse quadro, a guilhotina é o símbolo máximo da ordem, que intimida e desencoraja por meio do terror e da morte aqueles que tentam lutar por uma sociedade de indivíduos livres e iguais. Dentre esses se sobressaem a figura e a voz de Olympe de Gouges, a autora da “Declaração dos direitos da mulher e da cidadã” (1791), um título que retoma o da declaração feita pelos homens. No texto de Olympe, são reivindicados a igualdade de direitos para as mulheres, sua representação no parlamento, o direito ao trabalho e à igualdade de salário, o direito à propriedade para as mulheres casadas e a reforma das leis matrimoniais; e são também assinaladas obrigações como a igualdade penal para os sexos. Vale lembrar que esses ideais foram ainda motivados pelo lema da Revolução Francesa, anterior de dois anos, de 1789: igualdade, liberdade, fraternidade.

A de Olympe é a principal voz narrativa do coro polifônico feminino que compõe a tessitura do romance. Cutrufelli, partindo de dados e fatos históricos, recupera e reinventa o passado para falar de um assunto ainda atual: o papel da mulher na sociedade.

O coro de vozes femininas, ainda, é composto da esposa do filho Pierre, Hyacinthe, da serva, Justine, da jovem republicana que denuncia Olympe, Françoise-Modeste, das crianças como Thérèse e de uma série de personagens que testemunham e ajudam a delinear o clima vivenciado naquela “Paris do terror”. Os títulos dos capítulos são dados a partir dos nomes das vozes que narram. Assim, “Hyacinthe”, “Olympe”, “Hyacinthe”, “Françoise-Modeste” e “Justine” são os primeiros e se repetem ao longo da leitura. Tal configuração já apresenta ao leitor a coralidade presente na obra e ajuda-o a manter o fio condutor da(s) narrativa(s). Todas essas mulheres dão, por meio de suas falas, traços diferentes da personagem principal Olympe, a partir de pontos de vista variados, contribuindo, assim, para construir o retrato da heroína.

Em Eu vivi por um sonho, há, portanto, um leque de personagens que, a partir do contexto no qual estão circunscritos, percebem e descrevem os acontecimentos que confluem na figura de Olympe. É seguindo essa linha, portanto, que são perfilados para o leitor os vários quadros que remetem àquele período, à vida cotidiana, à vida política, à vida na prisão, com diálogos e discussões de pessoas comuns que se encontram e falam de política, da revolução, da família e dos problemas caseiros. É interessante chamar a atenção para a caracterização feita da realidade dos cárceres, definidos como lugares escuros, sujos e lotados.

Esse resgate do passado é feito não só a partir dos nomes de personagens históricos, como Robespierre, mas também a partir de alguns fatos presenciados ou contemporâneos às vicissitudes de Olympe. Logo no início do romance há o funeral de Jean-Paul Marat, conhecido como “amigo do povo”, que é assassinado por Charlotte Corday, presa em 17 de julho de 1793 e condenada à guilhotina:

Para abreviar, ouço bater as 6h e nós ainda estamos em casa. Não agüento mais de tanta impaciência, da janela entra um rumor surdo, contínuo, é a multidão que vai se juntando e se demorarmos mais um pouco tenho medo de não ver nada. Isso já me aconteceu na Igreja dos Franciscanos, onde o corpo estava exposto. A multidão se aglomerara a tal ponto que não consegui achar espaço. De longe, de muito longe entrevi jovenzinhas que lançavam flores sobre o leito fúnebre, todas vestidas de branco – como queria ser uma delas! -, enquanto o presidente de uma seção pronunciava um discurso […] cidadãs, espalhem flores sobre o corpo pálido de Marat! Marat foi nosso amigo, foi amigo do povo, viveu para o povo, pelo povo morreu. Cidadãs espalhem flores sobre o corpo pálido do amigo do povo […] (p. 36).

O romance de Cutrufelli retrata os últimos quatro meses de vida de Olympe, de julho até 3 novembro de 1793, quando ela é guilhotinada. O que se tem desse percurso é o retrato de uma mulher decidida, uma idealista decepcionada com a Revolução. Olympe sente-se traída e é motivada por um sentimento de justiça que a faz escrever e lutar por aquilo que acredita. Nessa perspectiva, a escrita será a sua maior força: “E aqui estou, manca no corpo e na alma. Porém ainda tenho momentos de firmeza, em que a realidade recobra peso e retoma seu lugar. Os momentos de escrita” (p. 47). Toda força, coragem e vigor que representam essa personagem, em alguns momentos, dividem o espaço com as fragilidades femininas:

– A condenada chorava. Sim, são lágrimas que abrem caminho em meio a frios riachos de chuva, minhas faces as reconhecem pela morna docilidade, pelo modo como correm e deslizam consoladoras até o pescoço, por dentro da camisa, até o esterno. Choro. Por que não deveria? Sou uma mulher, Henri Sanson. Uma mulher que quis ser alguém. É pela beleza deste sonho que eu choro. E porque teria preferido morrer num dia de sol, com os braços soltos e meu pequeno chapéu azul posto maciamente sobre a fronte (p. 302).

Essas também são as últimas palavras de Olympe que “encerram” o livro.

Para a escritora, a multiplicidade de vozes narrantes tem um motivo – a vontade de evitar a estrutura dos romances históricos “tradicionais” -, como afirmou em entrevista dada a Marilia Piccone, por ocasião da publicação em 2008 do romance D’amore e d’odio, no qual é possível identificar uma estratégia e uma situação muito parecida. Porém, nesta última obra, o conjunto polifônico não tem como objetivo perfilar uma personagem, mas sim delinear a pluralidade de histórias e vozes do século XX. Todavia, mesmo tentando evitar os romances históricos mais “tradicionais”, esse tipo de narrativa pode ser considerado uma escolha e, sobretudo, um elemento marcante dentro de toda a obra e do projeto literário de Cutrufelli – a esse respeito é interessante a entrevista da autora publicada no livro Gendering Italian Fiction: Feminist Revisions of Italian History (1999), de Maria Ornella Marotti e Gabriella Brooke.

Há ainda, nas últimas páginas, um “Posfácio (ou quase)”, de poucas páginas, no qual Maria Rosa Cutrufelli afirma ter-se tornado uma “pescadora de vidas perdidas”, refazendo-se a Don Delillo. Agora, em vez de resgatar uma parte da história francesa, a autora recupera uma parte das suas lembranças pessoais, durante a década de 1960, quando lia um pequeno livro, Storia dell’emancipazione femminile (História da emancipação feminina). É nessa leitura que ela se depara com o texto da Declaração de Olympe de Gouges, uma descoberta juvenil que traz alguns questionamentos: “[…] mas então existe uma falsa igualdade? E quem era aquela mulher que soubera discernir o verdadeiro do falso?” (p. 308). São talvez essas mesmas indagações que povoam e nutrem a ficção de Cutrufelli. É com este livro, que chegou a ser finalista na Itália do famoso Prêmio Strega, em 2004, que a escritora italiana é apresentada ao público brasileiro.

Patricia Peterle – Universidade Federal de Santa Catarina.

Acessar publicação original

Gender, Discourse, and Desire in Twentieth-Century Brazilian Women’s Literature – FERREIRA-PINTO (REF)

FERREIRA-PINTO, Cristina. Gender, Discourse, and Desire in Twentieth-Century Brazilian Women’s Literature. West Lafayette: Purdue University Press, 2004. 208 p. Resenha de: FÉLIX, Regina R. Sexo-política na literatura brasileira por mulheres. Revista Estudos Feministas v.17 n.2 Florianópolis May/Aug. 2009.

É de fôlego o estudo sobre narrativas escritas por mulheres de Cristina Ferreira-Pinto, seu mais recente trabalho depois do marcante O “Bildungsroman” feminino: quatro exemplos brasileiros (1990). No estudo, a autora enfoca a resposta contraideológica de escritoras. Enfatiza sua contestação em relação aos mitos femininos do cânone literário brasileiro através dos quais o discurso e o desejo masculinista terminaram por desfigurar e silenciar as mulheres. Precedido por uma abrangente crolonogia da atuação da mulher na sociedade brasileira e situação da produção literária de escritoras de 1752 a 2000, o livro é composto de uma introdução, seis capítulos e conclusão. Com trabalhos selecionados de escritoras várias, como Gilka Machado (1893-1980), Lygia Fagundes Telles (1923- ), Helena Parente Cunha (1930- ), Marina Colasanti (1937- ), Lya Luft (1938- ), Sônia Coutinho (1939- ), Myriam Campello (1948- ), Márcia Denser (1949- ) e Marilene Felinto (1957- ), sem deixar de passar pelo crivo de um pertinente elenco de teóricas feministas, o livro trata de questões de gênero no âmbito da individualidade. O âmago do estudo localiza nos discursos da sexualidade e do desejo das mulheres o delinear de sua identidade, que se plasma como literatura.

Na introdução, “A literatura das mulheres como discurso contra-ideológico”, Ferreira-Pinto afirma que há de fato uma tradição de literatura escrita por mulheres, ainda que em maior volume a partir do século XIX e como profissão estabelecida apenas no século XX, embora escritoras que fizeram nome e carreira na linhagem literária brasileira a partir do século XX apareçam como “exceções isoladas e esporádicas”. Ferreira-Pinto credita a Zahidé Lupinacci Muzart e seu imprescíndivel projeto de recuperação da obra de escritoras dos séculos XIX e anteriores a recuperação de tal tradição.

Anterior aos anos 1960, quando a produção literária da mulher se torna contundente na oposição ao patriarcalismo cultural brasileiro, ou “discurso dominate”, a autora assinala, portanto, que já existiam obras que procuravam interferir na hegemonia dos mitos que aprisionaram as mulheres em papéis sociais, papéis estes que limitaram seu desejo em identidades e experiências enfatizadoras apenas da beleza, da juventude e da delicadeza como os atributos definidores da feminilidade. A autora propõe expor como a linguagem poética dos textos que analisa mostra-se expressão tanto de uma realidade que se altera como do discurso sobre esta.

Em “Corpo de mulher, desejo de homem”, do Capítulo 1, a autora ilustra, com a produção literária escrita por homens, aspectos do “discurso dominante” ao qual se refere e o qual parece nortear a resposta das escritoras que analisa. Munida de conhecimento crítico nacional, com Antonio Candido, Dante Moreira Leite e Affonso Romano de Sant’Anna, e internacional, com Doris Sommer, Terry Eagleton, Michel Foucault e David Foster, para citar uns poucos, Ferreira-Pinto expõe celebrados mitos da literatura romântica e realista através de análises aptas. Mostra, por exemplo, como Iracema reúne em si a carga de papéis femininos como Eva, Maria e Pietá, com suas conotações de sensualidade e submissão, porém etnicamente marcada por sua origem indígena. Nas tramas de Memórias de um sargento de milícias, a autora apresenta a ideologia heterossexual voltada ao casamento e à reprodução como normas e o comportamento desviante da personagem Vidinha – mulata sensual – como a baliza que sugere a ordem social como tal. Dialogando com a celebrada análise de Antonio Candido, que nos deu a “Dialética da malandragem” entre a ordem e a desordem, Ferreira-Pinto sugere a dialética que, de um lado, coloca a mulher doméstica e, de outro, a mulher pública, dicotomia esta formada por uma dialética conceitual entre raça e sexualidade que, enfim, nos legou aquilo que a autora ironicamente denomina como o mito da “mulata cordial”. Rita Baiana d’O cortiço, claro, é mencionada como outro exemplo desse tipo, ao lado de outros estereótipos que servem de contraponto entre si: a lésbica Pombinha, a prostituta Leónie, as ninfomaníacas Estela e Leocádia, as reprodutoras Augusta e Piedade. Finalmente, considera as personagens de Machado de Assis aparentes ideais de feminilidade, mas de uma complexidade ímpar na literatura da época. As personagens, ainda assim, em seu julgamento, seguem os ditames das normas da vida doméstica, dentro do casamento e da vida urbana burguesa cujo alvo é a ascensão social.

No Capítulo 2, Ferreira-Pinto inicia o contra-discurso das mulheres, como propõe o título “Escritoras brasileiras: a busca de um discurso erótico”. Após uma introdução que discute os trabalhos de escritoras do século XIX como pano de fundo, a autora mostra que Gilka Machado supera o comportamento “subserviente ao desejo masculino”, pois expressa, em seu texto, os anseios do corpo da mulher. Ferreira-Pinto comenta que grande parte da crítica que se debruça sobre os estudos de gênero na literatura considera a obra de Gilka Machado como aquela que inaugura a Erótica que a autora focaliza entre as escritoras selecionadas para seu estudo. Usando elementos teóricos de críticas como Hélène Cixous, Luce Irigaray e Teresa de Lauretis, a autora dá vivacidade à temática da escritora carioca e nos revela uma criadora forte e contemporânea. Uma discussão que procura situar o discurso erótico feminino – distinguindo-o do texto pornográfico e do eroticismo pronunciado por personagens mulheres em textos escritos por homens, que terminam por endossar a “ideologia dominante masculinista” – é seguida da análise do erotismo como uma forma de reestruturar a identidade das protagonistas em A mulher no espelho, de Helena Parente Cunha, e em As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto. A autora procede a uma análise minuciosa desses textos, tendo como ponto de vista fundamental o fato de que os trabalhos opõem a pulsão do desejo do macho adulto branco, que por muito tempo embasou as relações sociais no Brasil, ao menos no âmbito das elites.

As obras Quarto fechado, de Lya Luft, e As horas nuas, de Lygia Fagundes Telles, são enfocadas no Capítulo 3, “A representação do corpo feminino e o desejo: o gótico, o fantástico e o grotesco”. Nesse capítulo, Ferreira-Pinto envereda por uma visão inovadora das obras, quando considera os gêneros gótico, fantástico e grotesco como uma estratégia através da qual as escritoras comunicam o constrangimento e o deslocamento das protagonistas diante do ambiente patriarcal que as cerca e ainda cerceia. Outro tema crescentemente relevante, mas explorado há apenas poucas décadas, especialmente como atributo crucial da feminilidade, compõe o Capítulo 4, “O conto de Sônia Coutinho: o envelhecimento e o corpo da mulher”. A autora do estudo mostra como Coutinho expressa a decepção da protagonista quando esta verifica, surpresa, sua inabilidade de seduzir homens, quando percebe que os cosméticos não trarão de volta a beleza perdida com os anos e o fato consequente de que, para a mulher, o tornar-se idosa significa um progressivo descrédito como pessoa por causa da perda gradual de seu apelo sexual, também por não mais possuir a capacidade reprodutora. Ao mesmo tempo, o texto de Coutinho sugere que a fruição plena da sexualidade da mulher é possível apenas se ela transcender os mitos de feminilidade apresentados a ela como o curso natural das coisas pelo “discurso dominante”. Só assim pode a mulher se desvencilhar dos parâmetros de adequação, segundo os quais teria que “agir de acordo com sua idade”, e então ser livre para viver, sem as imposições que limitam sua existência a papéis prescritos por outrem.

No Capítulo 5, “O conto brasileiro contemporâneo escrito por mulheres: o desejo lésbico”, após oferecer um histórico que mostra o modo como a homossexualidade masculina e a feminina foram constituídas pelo discurso das instituições normativas, estando entre estas principalmente a Igreja, a autora mostra como diferentes teóricos (David Foster, Gloria Anzaldúa, Ronaldo Vainfas, Luís Mott, entre outros) trataram o assunto e como os temas queer foram expressos na literatura brasileira do século XX. Trabalhos de Edla Van Steen, Sônia Coutinho, Lygia Fagundes Telles, Myriam Campello e Márcia Denser são analisados tendo-se em conta a diversidade com que tratam do desejo lésbico, um espaço de transgressão e agência da mulher que desse modo se afirma livre como sujeito.

“Os trabalhos de Márcia Denser e Marina Colasanti: a agência feminina e a heterossexualidade” mostra que, mesmo apresentando protagonistas heterossexuais, as escritoras que o Capítulo 6 analisa assumem, muita vez, uma posição de confronto visà-vis ao patriarcalismo, o que as alinha politicamente com as escritoras que se expressam através do desejo lésbico. Com sua “ficção sexual”, para além da dicotomia entre erótico e pornográfico, Denser, segundo a autora, desestabiliza as convenções de gênero, assim promovendo a afirmação da sexualidade da protagonista, que demonstra um grande apetite sexual, o que não é comumente caracterizado como atributo de mulher “de bem” na literatura. Colasanti, por seu turno, se expressa através de um “erotismo do corpo” que afirma a mulher como tal – sem o costumeiro pejo com que somos ensinadas a disfarçar funções orgânicas. Ferreira-Pinto observa que, não se atendo ao lirismo e usando termos considerados de baixo calão, Colasanti se apodera das palavras usualmente pronunciadas pelos homens e, paradoxalmente, afirma a agência da mulher.

Na Conclusão, “Escritoras brasileiras no novo milênio”, Ferreira-Pinto reitera sua observação de que, sendo a sexualidade aquilo que define a identidade da pessoa, o desejo (erótico, homossexual, heterossexual etc.), que necessariamente expressa tal sexualidade, aborda de frente o princípio criativo das escritoras. Desse modo, o desejo que se faz texto expressa a identidade ou posição da escritora – poderíamos denominar tal posicionamento sua sexopolítica -, seguindo a vereda aberta pelo importante estudo de Kate Millett, o clássico Sexual Politics?

Como fica claro, este é um estudo que, embora panorâmico, utiliza um bom arsenal teórico para examinar algumas de nossas melhores escritoras. Em inglês, é ao mesmo tempo uma imprescindível apresentação das escritoras no âmbito de Women’s Studies na literatura brasileira e um estudo bastante útil nas salas de aula no campo Brazilian Studies dos Estados Unidos, onde tais análises são escassas, mas muito necessárias. No sentido de instigar Brazilianistas ainda mais em relação ao assunto, no entanto, teria sido interessante ver esmiuçadas algumas generalizações no decorrer do texto (“o discurso dominante masculinista”, “a mulher”, “a sociedade brasileira patriarcal e eurocêntrica”, “algumas mudanças sociais e políticas importantes [a partir de 1970]” etc.) e ter obtido um tratamento mais complexo à relação, central no estudo, entre sexualidade, desejo, identidade e formação discursiva, pontos que, embora sejam apresentados como subentendidos a estudiosos do assunto, por isso mesmo detêm, na chance única que a publicação do livro apresenta, a consideração de novos prismas na revisitação de velhos problemas.

Regina R. Félix – University of North Carolina Wilmington.

Acessar publicação original

Becos da memória – EVARISTO (REF)

EVARISTO, Conceição. Becos da memória. Belo Horizonte: Mazza, 2006. Resenha de: OLIVEIRA, Luiz Henrique Silva de. “Escrevivência” em Becos da memória, de Conceição Evaristo. Revista Estudos Feministas v.17 n.2 Florianópolis May/Aug. 2009.

“Homens, mulheres, crianças que se amontoaram dentro de mim, como amontoados eram os barracos de minha favela” (p. 21).

Evaristo, 2006, p. 21.

Maria da Conceição Evaristo de Brito nasceu em Belo Horizonte, em 1946. De origem humilde, migrou para o Rio de Janeiro na década de 1970. Graduou-se em Letras pela UFRJ, trabalhou como professora da rede pública de ensino da capital fluminense e da rede privada de ensino superior. É mestre em Literatura Brasileira pela PUC-Rio. No momento, está concluindo doutorado em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense. Em sua pesquisa, estuda as relações entre a literatura afro-brasileira e as literaturas africanas de língua portuguesa. Participante ativa dos movimentos de valorização da cultura negra em nosso país, estreou na arte da palavra em 1990, quando passou a publicar seus contos e poemas na série Cadernos Negros, suporte de que se utiliza até hoje.

Em 2003, veio a público o romance Ponciá Vicêncio, pela editora Mazza, de Belo Horizonte. Seu segundo livro, outro romance, Becos da memória, foi escrito em fins dos anos 1970 e início dos 1980. Ficou engavetado por cerca de 20 anos até sua publicação, em 2006. Desde então, os textos de Evaristo vêm angariando cada vez mais leitores, sobretudo após a indicação de seu primeiro livro como leitura obrigatória do Vestibular da UFMG, em 2007. A escritora participou ainda de publicações coletivas na Alemanha, na Inglaterra e nos Estados Unidos. Sua obra de estreia foi traduzida para o inglês e está em processo de tradução para o espanhol.

A obra em prosa de Conceição Evaristo é habitada, sobretudo, por excluídos sociais, dentre eles favelados, meninos e meninas de rua, mendigos, desempregados, beberrões, prostitutas, “vadios” etc., o que ajuda a compor um quadro de determinada parcela social que se relaciona de modo ora tenso, ora ameno, com o outro lado da esfera, composta de empresários, senhoras de posses, policiais, funcionários do governo, dentre outros. Personagens como Di Lixão, Duzu-Querença, Ana Davenga e Natalina, presentes no universo dos contos publicados nos Cadernos Negros; Ponciá Vicêncio, Vô Vicêncio, Luandi, Nêngua Kainda, Zé Moreira, Bilisa e Negro Glimério, listados em Ponciá Vicêncio; Maria-Nova (desdobramento ficcional da autora?), Maria Velha, Vó Rita, Negro Alírio, Bondade, Ditinha, Balbina, Filó Gazogênia, Cidinha-Cidoca, Tio Totó e Negra Tuína, de Becos da memória, exemplificam, no plano da ficção, o universo marginal que a sociedade tenta ocultar.

Becos da memória é marcado por uma intensa dramaticidade, o que desvela o intuito de transpor para a literatura toda a tensão inerente ao cotidiano dos que estão permanentemente submetidos à violência em suas diversas modalidades. Barracos e calçadas, bordéis e delegacias compõem o cenário urbano com que se defrontam os excluídos de todos os matizes e gradações, o que insinua ao leitor qual a cor da pobreza brasileira. No entanto, a autora escapa das soluções fáceis: não faz do morro território de glamour e fetiche; tampouco, investe no traço simples do realismo brutal, o qual acaba transformando a violência em produto comercial para a sedenta sociedade de consumo.

Os fragmentos que compõem Becos da memória procuram aliar a denúncia social a um lirismo de tom trágico, o que remonta ao mundo íntimo dos humilhados e ofendidos, tomados no livro como pessoas sensíveis, marcadas, portanto, não apenas pelos traumas da exclusão, mas também por desejos, sonhos e lembranças. Violência e intimismo, realismo e ternura, além de impactarem o leitor, revelam o compromisso e a identificação da intelectualidade afrodescendente com aqueles colocados à margem do que o discurso neoliberal chama de progresso.

Sabendo que é possível à obra (re)construir a vida, através de “pontes metafóricas”, pelo projeto literário de Conceição Evaristo vislumbram-se pistas de possíveis percursos e leituras de cunho biográfico. Na configuração do romance em questão pululam aqui e ali, ora na ficção, ora em entrevistas, ora em textos acadêmicos, peças para a montagem de seu quebracabeça literário e biográfico. Uma das peças desse jogo parece ser a natureza da relação contratual estabelecida entre o leitor e o espaço autoficcional em que se insere Becos da memória. Aqui, a figura autoral ajuda a criar imagens de outra(s) Evaristo(s), projetada(s) em seus personagens, como Maria-Nova, por exemplo. Em outras palavras, processa-se uma espécie de exercício de elasticidade de um eu-central. Desliza-se com facilidade na prosa de Evaristo entre o romance e a escrita de si. Se, tradicionalmente, aquele se preocupa com o universal humano e esta, com o particular ou com o indivíduo, a autora propõe a junção dos dois gêneros, pois, para ela, pensar a si é também pensar seu coletivo. Do ponto de vista formal não é diferente: não se utilizam capítulos, mas fragmentos, bem a gosto do narrador popular benjaminiano. Nessa perspectiva, vê-se o mundo através da ótica dos fragmentos e dos indivíduos anônimos que compõem boa parte da teia social.

Neste livro de corte tanto biográfico quanto memorialístico, nota-se o que a autora chama de escrevivência, ou seja, a escrita de um corpo, de uma condição, de uma experiência negra no Brasil. Tanto na vida da autora quanto em Becos da memória, a leitura antecede e nutre as escritas de Evaristo e de Maria-Nova, razão pela qual lutam contra a existência em condições desfavoráveis. Ler é também arquivar a si, pois se selecionam momentos e estratégias de elaboração do passado, o qual compõe as cenas vividas, escritas e recriadas em muitos de seus personagens. Finalmente, decodificar o universo das palavras, para a autora e para Maria-Nova, torna-se uma maneira de suportar o mundo, o que proporciona um duplo movimento de fuga e inserção no espaço. Não menos importante, a escrita também abarca estas duas possibilidades: evadir para sonhar e inserir-se para modificar.

O lugar de enunciação mostra-se solidário e identificado com os menos favorecidos, vale dizer, sobretudo, com o universo das mulheres negras. E o universo do sujeito autoral parece ser recriado através das caracterizações físicas, psicológicas, sociais e econômicas de suas personagens do gênero feminino. Maria-Nova, presente em Becos da memória, aos nossos olhos, compõe-se, mais do que todas as personagens, de rastros do sujeito autoral: menina, negra, habitante durante a infância de uma favela e que vê na escrita uma forma de expressão e resistência à sorte de seu existir. Uma ponte metafórica que arriscamos instalar permite ver em comum, ainda, o fato de serem provenientes de famílias sustentadas por matriarcas lavadeiras, transitantes entre os mundos da prosperidade e da miséria, ou seja, Conceição e Maria-Nova cumpriram, no espaço familiar em que estiveram, o papel de mediação cultural que aperfeiçoou o processo de bildung (confirma palavra em inglês?) de uma e de outra.

A obra se constrói, então, a partir de “rastros” fornecidos por aqueles três elementos formadores da escrevivência: corpo, condição e experiência. O primeiro elemento reporta à dimensão subjetiva do existir negro, arquivado na pele e na luta constante por afirmação e reversão de estereótipos. A representação do corpo funciona como ato sintomático de resistência e arquivo de impressões que a vida confere. O segundo elemento, a condição, aponta para um processo enunciativo fraterno e compreensivo com as várias personagens que povoam a obra. A experiência, por sua vez, funciona tanto como recurso estético quanto de construção retórica, a fim de atribuir credibilidade e poder de persuasão à narrativa. No livro em questão, a voz enunciativa, num tom de oralidade e reminiscência, desfia situações, senão verdadeiras, verossimilhantes, ocorridas no “morro do Pindura Saia”, espaço que bem se assemelha ao da infância da autora. Arriscamos dizer que há “jogo especular”, portanto, entre a experiência do sujeito empírico e de Maria-Nova, para além da simetria do espaço da narrativa (favela) e do espaço da infância e da juventude da autora (idem).

Outro bom exemplo de jogo especular consiste em uma situação por que realmente passou Evaristo e que se repete com Maria-Nova. Aliás, tem sido realmente um verdadeiro trauma para crianças negras estudar na escola tópicos relativos à escravidão e seus desdobramentos. Enquanto a professora se limitava à leitura de um conteúdo abstrato e com visão eurocêntrica acerca do passado escravocrata, Maria-Nova não conseguia enxergar naquele ato – e na escola – sentido para a concretude daquele assunto. Afinal, ela e a autora viviam e sentiam na pele as consequências da exploração do homem pelo homem na terra brasilis. Sujeito-mulher-negra, abandonada à própria sorte a partir do dia 14 de maio de 1888,

Maria-Nova olhou novamente a professora e a turma. Era uma história muito grande! Uma história viva que nascia das pessoas, do hoje, do agora. Era diferente de ler aquele texto. Assentou-se e, pela primeira vez, veio-lhe um pensamento: quem sabe escreveria esta história um dia? Quem sabe passaria para o papel o que estava escrito, cravado e gravado no seu corpo, na sua alma, na sua mente (p. 138).

A garota, ciente de que a história das lutas dos negros no Brasil começava já com as primeiras levas diaspóricas, parece repetir o célebre questionamento de Gayatri Spivac: “pode o subalterno falar?”. Mais que isso: falar, ser ouvido, redigir outra história, outra versão, outra epistemologia, que leve em conta não o arquivamento das versões dos vencidos, mas que valorize o sujeito comum, anônimo, do dia a dia. Talvez Maria-Nova nem tenha se dado conta de que o que ela havia pensado era exatamente a fundamentação de boa parte dos Estudos Pós-Coloniais e da História Nova. Nesse sentido, os corpos-textos de Maria-Nova e Conceição Evaristo possuem em comum a missão política de inventar outro futuro para si e para seu coletivo, o que lhes imbui de uma espécie de dever de memória e dever de escrita. Vejamos: “agora ela [Maria-Nova] já sabia qual seria a sua ferramenta, a escrita. Um dia, ela haveria de narrar, de fazer soar, de soltar as vozes, os murmúrios, os silêncios, o grito abafado que existia, que era de cada um e de todos. Maria-Nova, um dia, escreveria a fala de seu povo (p. 161).

E a escrita acompanhará a pequena até a última página do livro, o que nos permite pensar que a missão ainda está em processo: “não, ela [Maria-Nova] jamais deixaria a vida passar daquela forma tão disforme. […] Era preciso viver. ‘Viver do viver’. […] O pensamento veio rápido e claro como um raio. Um dia ela iria tudo escrever” (p. 147).

E escreveu em seu mundo de papel. Coube a Evaristo registrar o desejo de Maria-Nova e, logo, seu próprio desejo. O desdobramento de uma em outra e as pontes metafóricas que pretendemos instaurar não esgotam as possibilidades de leituras, mas permitem a possibilidade de muitas outras, que despertem o afã de também escrever.

Luiz Henrique Silva de Oliveira – Universidade Federal de Minas Gerais.

Acessar publicação original

 

 

 

 

 

 

Uma mulher – ALERAMO (REF)

ALERAMO, Sibilla. Uma mulher. Tradução de Marcella Mortara Rio de Janeiro: Marco Zero, 1984. Resenha de: GUERINI, Adriana Ikawa da Silveira Andrade. Sibilla Aleramo: consciência e escrita. Revista Estudos Feministas v.17 n.2 Florianópolis May/Aug. 2009.

Considerada pelo historiador Natalino Sapegno1 uma escritora que consegue, com habilidade, unir arte e autobiografia, Sibilla Aleramo (1876-1960) é uma autora italiana ainda hoje pouco conhecida no Brasil, devido principalmente à falta de traduções de suas obras. Seu único livro que chegou até nós, objeto desta resenha, é Una donna (Uma mulher), de 1906, publicado em 1984 pela editora Marco Zero, com tradução de Marcella Mortara. Embora seja um livro do início do século XX, Una donna permanece atual e mereceria uma nova tradução, como mostraremos a seguir.

Além de Una donna, seu livro mais famoso e mais comentado ainda hoje pela crítica, Sibilla tem uma vasta obra, composta de romances, poemas, ensaios, textos teatrais, cartas, anotações, diários, artigos jornalísticos e traduções. O material textual deixado por ela é imenso, a atestar uma produção incessante, em que a escrita é uma necessidade vital. Um dos principais temas de sua obra é exatamente o modo peculiar de sentir e de expressar da mulher, que na escrita sibilliana vincula-se a um movimento de tomada de consciência.

Não por acaso, Sibilla Aleramo tornou-se conhecida, sobretudo, por seu romance de estreia, Una donna,2 que começou a escrever em 1902, após abandonar marido e filho, e cuja repercussão foi imediata na Itália e nos países europeus nos quais foi traduzido.3 Tal repercussão fez-se sentir na televisão – nos anos 1970 Una donna é transformado em minissérie televisiva na RAI – e posteriormente no cinema – em 2002, o filme Un viaggio chiamato amore, baseado na correspondência entre Sibilla Aleramo e Dino Campana, é premiado no Festival de Veneza.

Alguns críticos, como Alfredo Gargiulo, consideram Una donna a bíblia do feminismo na Itália, afirmando que através dele Sibilla teria feito mais “em proveito do sexo do que tinham feito e andavam fazendo todas as feministas do mundo em conjunto”.4 Além disso, podemos dizer que Sibilla antecipa um pensamento relativo à mudança de paradigma que irá transformar a sociedade italiana na segunda metade do século XX.

Una donna é dividido em três partes, com 22 capítulos breves, e narra as vicissitudes da protagonista em ordem cronológica, da infância até o momento em que redige o livro. Na primeira parte, iniciada com uma infância feliz e livre, a protagonista narra o abalar desse mundo “perfeito”, a começar pela quebra da imagem que tinha do pai, pela revelação de uma mãe depressiva e suicida, pela experiência da violência sexual, que dá origem ao casamento arranjado para encobrir a situação, pela relação infeliz, pelo nascimento do filho e pela sua própria tentativa de suicídio. A segunda parte narra a abertura da protagonista para o mundo: o encantamento por leituras (Nietzsche, Ibsen, Whitman), o início da escrita, os primeiros contatos com as lutas sociais, com o mundo político e cultural das mulheres. A terceira parte, por sua vez, concretiza o processo de “renascimento” da protagonista iniciado na segunda parte, que, ao fim de um percurso de tomada de consciência da própria vida, transforma a sua história num “libro-verità”.

Una donna, de fato, é o relato do despertar da consciência de uma mulher através da expressão literária. É fundamental na compreensão das bases da poética da autora e marco do nascimento da identidade literária de Sibilla Aleramo, pseudônimo de Rina Faccio. Há no livro, segundo Marina Zancan, um predomínio absoluto do ‘eu narrante’: os personagens não têm nome, só são inseridos na trama da narrativa à medida que são projetados pela consciência da protagonista.5 Essa narração, em tom confessional, transforma a experiência própria em ‘obra de verdade’, revelando aquele que será um lema constante, quase obsessivo, de toda a produção artístico-existencial sibilliana: sua exigência absoluta, sua total e irredutível fidelidade à verdade, que será sempre a verdade da escritora, consequência direta do conceito de obra literária, e de literatura como um todo, de Aleramo.6

A protagonista de Una donna narra a necessidade que sentia de escrever o livro que transformaria a própria história numa história exemplar de mulher:

Un libro, il libro […] Ah, non vagheggiavo di scriverlo, no! Ma mi struggevo, certe volte, contemplando nel mio spirito la visione di quel libro che sentivo necessario, di un libro d’amore e di dolore, che fosse straziante e insieme fecondo, inesorabile e pietoso, che mostrasse al mondo intero l’anima femminile moderna, per la prima volta, e per la prima volta facesse palpitare di rimorso e di desiderio l’anima dell’uomo, del triste fratello […] Un libro che recasse tradotte tutte le idee che si agitavano in me caoticamente da due anni, e portasse l’impronta della passione.7

Para Maria Antonietta Macchiocchi, em seu prefácio político de 1973, reproduzido na edição brasileira, Uma mulher é um livro que dá “um impulso à batalha da emancipação feminina como batalha revolucionária”. Ela ainda afirma que o livro “não pertence ao passado, mas ao presente e ainda quem sabe até onde ao futuro” (p. 5). Embora essas considerações de Macchiocchi sejam feitas a partir de sua observação em relação à mulher italiana dos anos 1970, podemos dizer que Una donna é universal, pois discute a situação da emancipação da mulher dominada por aquilo que Macchiocchi chama de “moralismo pequeno-burguês e burguês, onde a moral oficial […] está, ainda hoje, na fórmula ambígua de mulher + família + educação dos filhos + paridade no trabalho e na família” (p. 5).

Sibilla desperta como escritora justamente quando os movimentos de emancipação da mulher começam a ganhar força no país8 e se distingue por não ser apenas mais uma autora, uma artista como Matilde Serao, Grazia Deledda, Vittoria Aganoor, mas também uma “reivindicadora da paridade feminina, uma rebelde”.9

Certamente Casa de bonecas, de Ibsen,10 impulsiona a escrita de Una donna. A Nora de Ibsen é uma mulher supostamente feliz, que se anula e mente para manter a segurança do status quo conquistado na vida familiar. Mas alguns acontecimentos fazem com que ela se enxergue diferente, e Nora então resolve desmascarar o escondido e seguir sua estrada, abandonando tudo, como na história de Sibilla. Ambas as protagonistas rompem a alienação familiar nesse movimento de tomada de consciência e busca da verdade, mas em Una donna se destaca a relação entre consciência e escrita – marca registrada de Sibilla, como já observado.

Outra aproximação possível em tempos distantes é a de Una donna, de Sibilla Aleramo, com os escritos de outra italiana, Natalia Ginzburg (1916-1991), principalmente os da produção teatral dos anos 60 do século passado. Natalia utiliza-se de personagens femininas submetidas à autoridade de seus maridos ou pais. De modo geral, são mulheres que veem os seus casamentos se arruinarem, ou personagens que não realizam os seus desejos de amor e de relações sentimentais. A relação entre essas personagens está ligada ao acaso e à chiacchiera, como as únicas razões de vidas cinzentas, alienantes, repetitivas, sem esperança. Além disso, Ginzburg, em suas peças, mostra a falência da família e a crise existencial da personagem feminina, tal como Sibilla.

Cecilia Casini fala da produção literária sibilliana como um “percurso de formação em ato”, aproximando-o da experiência inglesa de “Bildungsroman” (Jane Austen, George Eliot, irmãs Brontë). Nesse sentido, ela diz que Sibilla “representa bem – principalmente em Una donna e Il passaggio – uma modalidade de constituição da cultura humana, isto é, uma ‘forma simbólica’ da modernidade, permanecendo ainda hoje central na reflexão sobre a identidade literária feminina”.11

Sibilla Aleramo foi, de fato, uma das primeiras escritoras italianas a apresentar uma reflexão sobre a autonomia da expressão da mulher na escrita. A modernidade das ideias de Sibilla é, segundo Casini,12 um dos motivos principais pelos quais sua obra, ainda hoje, comove e atrai. Apesar de ser uma autora “em parte superada, irremediavelmente ‘donna dell’Ottocento'”, Aleramo difunde em seus escritos intuições sobre a condição da mulher e trata de temas universais como o amor, a escrita, a vida, que revelam um olhar moderno de uma mulher à frente de seu tempo.

Segundo Marina Zancan, Una donna é um livro difícil, que pode ser lido pelo viés das teorias feministas, psicanalíticas etc., cujo tom confessional e lírico do relato não facilita a versão do texto para outras línguas. Mas, se entendemos o traduzir mantendo a sua ordem, sem acréscimo nem omissão, sem cortes, desenvolvimento, alteração das personagens, a tradução brasileira peca por algumas omissões e cortes, talvez por falta de uma revisão mais acurada, embora isso não comprometa a compreensão do texto original.

Pela atualidade do livro, pelo fato de a autora ser desconhecida no Brasil, fruto da quase ausência de traduções de suas obras em português, e porque momentos históricos diferentes requerem uma nova tradução, seria interessante retraduzir Una donna, que não pode ser considerado um livro datado. Aliás, a modernidade de Sibilla Aleramo, e, particularmente, de Una donna, reside em abordar questões que estão além da batalha pelos direitos igualitários de sua época, antecipando um pensamento sobre a singularidade da subjetividade feminina proposto pelas feministas dos anos 1970.

Notas

1 Natalino SAPEGNO, 1975.

2 Embora a menção a Sibilla Aleramo nas histórias literárias seja bastante breve, na história literária organizada e publicada por Asor Rosa em 1995, há uma seção dedicada inteiramente a analisar os diferentes aspectos de Una donna, através do minucioso estudo de Marina Zancan.

3 Entre 1907 e 1909 o romance foi traduzido para seis línguas: francês, inglês, espanhol, alemão, russo e sueco. De acordo com as fontes consultadas (Adriana Aikawa da Silveira ANDRADE, 2009), há publicações de traduções das obras de Aleramo em francês, inglês, alemão, espanhol, grego, holandês, sueco, húngaro, dinamarquês, russo, croata, eslovaco, catalão e português. Una donna é a obra mais traduzida de Sibilla Aleramo: à parte as traduções europeias feitas nos anos imediatamente sucessivos à sua primeira edição na Itália, o livro ganhará traduções que acompanham o movimento de ‘redescoberta’ da autora nos anos 1970 e 1980 para o holandês, grego, esloveno, português, dinamarquês, além de novas traduções para o inglês, francês, espanhol e alemão. Vale lembrar que a França foi o país que traduziu praticamente toda a obra de Sibilla.

4 GARGIULO apud Emilio CECCHI, 1984, p. 194.

5 Marina ZANCAN, 2000.

6 Maria Cecilia CASINI, 2005, p. 24.

7 Sibilla ALERAMO, 2005, p. 92.

8 Vale lembrar que, embora Sibilla Aleramo já se torne conhecida ao publicar Una donna, há um movimento de redescoberta da autora quando a luta feminista está em fase mais avançada, ou seja, reivindicando o divórcio e os direitos sobre o próprio corpo. É um período de grandes mudanças na Itália: o divórcio foi legalizado no país em 1970; os métodos contraceptivos, em 1971; e em 1978, um referendum legalizou o aborto. Aqui a raiz da luta não é exatamente a emancipação feminina, mas o reconhecimento da especificidade da identidade feminina, a afirmação dos direitos singulares da mulher. Nos tempos de Una donna a luta era por direitos mais básicos, como o direito ao voto (conquistado só em 1946), à instrução (acessível a poucas) e contra a exploração da mão de obra feminina nas fábricas (no processo de modernização da sociedade italiana as mulheres inserem-se no mercado de trabalho, mas ocupam cargos desqualificados ou ganham salários inferiores, como as crianças. Ainda não estavam organizadas em sindicatos, como os homens, por exemplo).

9 CECCHI, 1984, p. 195.

10 Sibilla lê Casa de bonecas nos anos anteriores à publicação de seu romance e assiste à encenação dessa peça anos depois, nos tempos de seu ensaio “Apologia dello Spirito Femminile”, de 1911.

11 CASINI, 2005, p. 17.

12 CASINI, 2005, p. 203.

Referências

ALERAMO, Sibilla. Una donna. Milão: Feltrinelli, 2005.         [ Links ]

ANDRADE, Adriana Aikawa da Silveira. Ensaios de Sibilla Aleramo: uma tradução comentada. 2009. Dissertação (Mestrado em Estudos da Tradução) – Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2009.         [ Links ]

CASINI, Maria Cecilia. Sibilla Aleramouma mulher escrevendo na aurora do século XX. 2005. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 2005.         [ Links ]

CECCHI, Emilio. “Posfácio”. In: ALERAMO, Sibilla. Uma mulher. Tradução de Marcella Mortara. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1984. p. 194.         [ Links ]

SAPEGNO, Natalino. Disegno storico della letteratura italiana. Firenze: La Nuova Italia, 1975.         [ Links ]

ZANCAN, Marina. “Una donna di Sibilla Aleramo”. In: ASOR ROSA, Alberto (Org.). Letteratura italianaLe Opere. Il Novecento. Turim: Einaudi, 2000.         [ Links ]

Andréia Guerini; Adriana Aikawa da Silveira Andrade – Universidade Federal de Santa Catarina.

Acessar publicação original

Vozes femininas do Império e da República – LÔBO; FARIA (REF)

LÔBO, Yolanda; FARIA, Lia (orgs.). Vozes femininas do Império e da República. Rio de Janeiro: Quartet : FAPERJ, 2008. Resenha de: PAIVA, Kelen Benfenatti. Contar, é preciso. Revista Estudos Feministas v.17 n.2 Florianópolis May/Aug. 2009.

É fato que a história das mulheres e sua inserção no espaço público foram marcadas por uma longa trajetória de preconceitos e de dificuldades, por isso faz-se, ainda hoje, necessário contar essa história tantas vezes silenciada ao longo dos séculos. E com certeza foi essa a intenção de Yolanda Lôbo e Lia Faria quando reuniram, em Vozes femininas do Império e da República, uma coletânea de artigos com a intenção de “descortinar ideologias e utopias presentes no imaginário feminino, apontando assim para a construção histórica do gênero feminino em Portugal e no Brasil” (p. 16).

Com 368 páginas, o livro publicado pela Editora Quartet e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), em 2008, está a serviço de contar a história das mulheres por meio de experiências pessoais que ultrapassam a esfera do individual. Pode-se afirmar que a diversidade de assuntos abordados e os diferentes enfoques são perpassados e conduzidos por dois eixos centrais: educação e gênero.

Estruturalmente, o livro apresenta-se dividido em três partes: “Falas Imperiais”, “Falas Literárias” e “Falas Apaixonadas”. Na primeira constam dois artigos cuja temática é a educação no Oitocentos. Na segunda aparecem cinco textos que tratam de nomes importantes de mulheres na imprensa, na educação e na literatura. E em “Falas Apaixonadas” concentram-se quatro artigos que enfocam a atuação política e as intervenções de mulheres na educação e na cultura.

Sobre educação, é possível uma “volta” ao passado com Maria Celi Chaves Vasconcelos em “Vozes femininas do Oitocentos: o papel das preceptoras nas casas brasileiras”, em que a autora recupera parte da história das mulheres que encontraram nessa prática educativa um meio de subsistência. Como destaca a autora, as preceptoras foram, no século XIX, as primeiras educadoras “oficialmente instituídas que tornaram o seu ‘fazer’ uma ‘atividade profissional’ remunerada, representando a abertura do mercado de trabalho intelectual à condição feminina” (p. 38).

Sobre a educação feminina, cabe destacar o enfoque dado por Suely Gomes Costa em “Diário de uma e outras meninas: práticas domésticas e educação”, em que o olhar da pesquisadora se volta ao Diário de Helena Morley, publicado em 1942. A partir das experiências pessoais vividas na infância em Diamantina, narradas no diário, registra-se “um painel de trabalho de muitas mulheres a sua volta, das mais às menos instruídas, entrelaçadas em rede, nessa luta comum por sobrevivência” (p. 67). As confissões relatam a participação de meninas nos afazeres domésticos diários e a dificuldade de conciliar a casa e a escola. Destacam, ainda, como aponta Suely, a participação feminina na captação de moedas por meio do trabalho restrito ao âmbito do lar, as chamadas “prendas femininas”. Por fim, o artigo ressalta que a luta pela sobrevivência, nesses casos, criou “reiteradas restrições de acessos à educação” (p. 70).

Será a educação, ainda, pano de fundo em “Vozes católicas: um estudo sobre a presença feminina no periódico A Ordem (anos 1930-40)”. No artigo, Ana Maria Bandeira de Mello Magaldi resgata a participação de algumas mulheres na revista e destaca o caráter de “apostolado doutrinário e espiritual” da publicação. Atenta para a participação, dentre outras, de Lúcia Miguel Pereira na seção “Crônica feminina”, criada em 1932. Nas crônicas assinadas pela autora, há uma reflexão sobre os novos rumos da vida social que impactariam na condição feminina. Sobre o assunto, a cronista deixa explícita sua preocupação com risco de a mulher deixar-se seduzir por um ritmo, uma “trepidação”, própria dos tempos modernos, que a conduziria ao trabalho remunerado na esfera pública, quase sempre marcado pelo individualismo. É o foco no social a maior defesa da autora, que enfatiza a importância da educação feminina para um projeto segundo o qual a mulher deveria “pôr a serviço do bem comum as riquezas de sua psicologia materna “(p. 98), como bem destaca a autora do artigo.

É ainda pelo viés da educação e da literatura que Constância Lima Duarte nos apresenta Nísia Floresta, nome importante no avanço da educação feminina no Brasil, que traz em quase todos os seus livros “o propósito de formar e modificar consciências” e o projeto de “alterar o quadro ideológico-social” (p. 106). Em “Nísia Floresta e a educação feminina no séc. XIX”, a pesquisadora destaca o caráter inovador das ideias e práticas educativas de Nísia, como sua defesa por uma educação feminina pautada menos na educação da agulha e mais em uma formação multifacetada. Lembra ainda que, na produção da escritora, há textos que se inscrevem na tradição de uma “prosa moralista de intenção nitidamente doutrinária”, com o objetivo principal de “transformar a mulher indiferente em mãe amorosa e responsável”, contribuindo – sem o saber – para a cristalização de uma “mística feminina” (p. 140). A pesquisadora afirma que, a posteriori, “é fácil de perceber a manipulação ideológica desse discurso e as conseqüências na vida das mulheres” e destaca como o elogio da maternidade tornou-se uma “nova forma de enclausuramento” (p. 140).

Em “Carmen Dolores: as contradições de uma literata da virada do século”, Rachel Soihet e Flávia Copio Esteves se unem para apresentar ao leitor outra mulher à frente de seu tempo. Ciente das aptidões e dos papéis de cada gênero como construções sociais, Carmen Dolores usou a escrita para tratar de assuntos de interesse das mulheres, como a desmistificação da maternidade como seu único destino e a defesa do divórcio em nome da integridade familiar, da política, da educação e do trabalho feminino. Convivem nas crônicas assinadas pela autora a busca da libertação feminina pela educação e pelo trabalho e a manutenção de alguns comportamentos femininos. Tal paradoxo, claramente apontado pelas autoras, deve-se ao fato de que a escritora é, como tantas outras, uma “expressão da cultura de seu tempo e de sua classe”, sendo preciso considerar “a flexibilidade da ‘jaula’ representada pela cultura” (p. 165-166).

Pelo viés memorialístico e pelo cunho autobiográfico dos diários, dos cadernos de anotações e dos álbuns de memórias da professora Maria Luiza Schmidt Rehder, textos analisados por Marilena A. Jorge Guedes de Camargo, em “Ecos de um passado feminino: entre escritos e sentimentos”, chegam a nós relatando a trajetória de uma mulher movida pelos sentimentos que se propõe a “fazer história com sua experiência”. Assim, ao narrar sua vida, em Rio Claro, registra também acontecimentos importantes da década de 1930. Relata, por exemplo, a formação de um exército de voluntários unidos sob ideais patrióticos em defesa de São Paulo e registra a participação das mulheres paulistas na Revolução de 1932, costurando fardas e cobertores, angariando donativos para a manutenção dos batalhões, além da atuação das enfermeiras em hospitais de campanha.

Ao falar da condição feminina impressa no romance A doce canção de Caetana, de Nélida Piñon, Tânia Navarro Swain propõe uma “leitura ativa” que em nada se pretende imparcial ou distanciada, “apropriando-se” da narrativa para criar e atribuir-lhe sentidos múltiplos. Assim, em “A doce canção de Caetana: meu olhar” busca investigar as imagens e representações sociais do feminino e do masculino que habitam o romance. Discute, entre outros assuntos, a instituição do casamento como valor social na manutenção do poder masculino; a “ilusória força masculina” pautada no “fantasma da potência sexual” e na “posse de corpos alheios”; e a prostituição como “criação social”, na qual, como destaca a autora, há “violência de corpos desprovidos de subjetividade” (p. 216).

Atravessando o Atlântico, Áurea Adão e Maria José Remédios detêm-se na participação política das mulheres em Portugal de 1946 a 1961. Em “Os discursos do poder e as políticas educativas na governação de Oliveira Salazar: as intervenções das mulheres na Assembléia Nacional”, as autoras atentam para a atuação das deputadas na Assembleia Nacional bem como para a imagem do feminino que subjaz, explícita ou implicitamente, nas suas intervenções. Para tanto, analisam os discursos de seis mulheres parlamentares e observam que algumas áreas estavam restritas à intervenção pública feminina: a educação, a família, a assistência social e a saúde. Toda tentativa de ir além de tais assuntos era marcada por justificativas das parlamentares diante de seus pares. Ainda nos discursos dessas mulheres pode-se perceber, como destacam as autoras, a defesa da permanência da mulher no âmbito do lar, numa “valorização da função de mãe de família” e de “guardiã vigilante da harmonia e da felicidade do lar”, numa “verdadeira vocação de mulher” (p. 272), contribuindo para a manutenção de um questionável modelo social.

Seguindo ainda a trilha de mulheres que fizeram história, Lia Ciomar Macedo de Faria, Edna Maria dos Santos e Rosemaria J. Vieira da Silva seguem os passos da professora e historiadora Maria Yeda Linhares. De perfil “questionador e combativo” e de trajetória marcada “pela irreverência e coragem intelectual”, Maria Yeda se colocou em defesa do direito à educação e à garantia de uma escola pública efetivamente republicana, pois, para ela, segundo destacam as autoras em “Os múltiplos olhares de Maria Yeda Linhares: educação, história e política no feminino”, o sucesso da escola pública significa uma “questão de sobrevivência se quisermos existir como povo e nação” (p. 297).

A trajetória de outra professora, Myrthes de Luca Wenzel, também é abordada em “Alcachofras-dos-telhados: lições de pedagogia de uma educadora”, por Yolanda Lôbo. À frente da Secretaria Estadual de Educação e Cultura do Rio de Janeiro, a educadora reuniu em torno de si um seleto grupo de intelectuais e foi, como destaca a autora do artigo, idealizadora de uma “pedagogia libertadora”, uma proposta educacional inovadora, que buscava a felicidade dos alunos, “com liberdade de criar, de viver em sociedade e ao mesmo tempo preparados de modo completo e científico” (p. 316).

Voltando-se ao espaço sociocultural português, Zília Osório de Castro, em “Na senda do feminismo intelectual”, discute a condição feminina a partir da reflexão do papel do intelectual. Destaca a criação das revistas Pensamento, O Diabo e O Sol Nascente, na década de 1930, que “apostavam na reforma cultural” e traziam em suas páginas o tema do feminismo em meio ao “confronto de valores culturais presente na sociedade portuguesa de então” (p. 340). A participação das mulheres nessas revistas representou, segundo a autora, uma evolução, seja por sua inserção em um espaço majoritariamente masculino, seja pelo reconhecimento de suas potencialidades e sua “comparticipação na criação da nova sociedade” ou pela “conscientização de uma outra idéia de mulher” (p. 340), ser humano dotado de direitos e deveres. Por meio dessas mulheres se deu um “feminismo interventivo e não apenas participativo, um feminismo cívico e não apenas político” (p. 341). Zília lembra o nome de Ana de Castro Osório no feminismo cultural dos anos 1930, que defendia o trabalho como “carta de alforria” da mulher com o objetivo de responsabilizá-la por seu próprio destino. Observa ainda, nos periódicos analisados, dois tipos de feminismo: um “feminismo feminino”, pelo qual a mulher reivindicava uma função social, além da revisão da sua situação familiar, profissional e política; e um “feminismo masculino”, pelo qual os homens escreviam em “defesa” das mulheres.

É interessante notar, pela leitura dos artigos reunidos em Vozes femininas do Império e da República, como o lento processo de “libertação” da mulher está ligado à promoção de sua educação, de seu desenvolvimento intelectual e de seu trabalho, reafirmando o que Virgínia Woolf teorizou tão bem em Um teto todo seu. O leitor que se aventurar nas instigantes trilhas propostas pelas autoras deste livro chegará ao final de sua leitura com a visão panorâmica das principais lutas e obstáculos vivenciados pelas mulheres ao longo dos séculos, em diferentes contextos, dos quais o reconhecimento da diferença e o direito à educação foram fundamentais ao que se convencionou chamar de feminismo.

Pode-se dizer que, nas páginas deste livro, configura-se um feminismo crítico através das vozes de 13 mulheres que se unem para contar histórias de outras mulheres, que, por sua vez, superam os relatos pessoais e fazem coro com as autoras dos artigos para narrarem juntas uma história bem mais ampla: a história das mulheres.

Kelen Benfenatti Paiva – Universidade Federal de Minas Gerais.

Acessar publicação original

O filho eterno – TEZZA (REF)

TEZZA, Cristovão. O filho eterno. Rio de Janeiro: Record, 2007. Resenha de: CRISTOVÃO, Tezza. O filho eterno: uma leitura desejante. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v.17, n.1  Jan./Apr. 2009.

O romance O filho eterno, de Cristovão Tezza, conta a história do amadurecimento de um homem com o nascimento de seu primeiro filho, uma criança com Síndrome de Down. A crítica literária de língua inglesa, sempre preocupada em ‘fichar’ um romance, chama esse gênero literário de coming-of-age novel ou bildungsroman. No entanto, na orelha do livro somos informados de que o escritor, Cristovão Tezza, baseia a história em sua própria vida, logo, um romance autobiográfico: “Num livro corajoso, Cristovão Tezza expõe as dificuldades, inúmeras, e as saborosas pequenas vitórias de criar um filho com síndrome de Down”. Folheando as primeiras páginas encontramos as epígrafes:

Queremos dizer a verdade e, no entanto, não dizemos a verdade. Descrevemos algo buscando fidelidade à verdade e, no entanto, o descrito é outra coisa que não a verdade.1

Um filho é como um espelho no qual o pai se vê, e, para o filho, o pai é por sua vez um espelho no qual ele se vê no futuro.2

A primeira fala sobre ‘verdade’ e a impossibilidade de a verdade ser apreendida mesmo quando a intenção é revelar a verdade. A segunda fala sobre ser pai e ser filho. Antes mesmo de iniciar a leitura, somos informados de que o romance tem como ponto de partida as memórias do escritor Cristovão Tezza, e, ele mesmo, na epígrafe, deixa claro que memórias são essas. Uma história baseada em fatos reais que não tem pretensão de ser a verdade. É a história do relacionamento de pai e filho – e, pela orelha do livro, somos informados de que se trata de um relacionamento com “dificuldades, inúmeras, e as saborosas pequenas vitórias”. Além disso, trata-se de um “livro corajoso” – o escritor é considerado corajoso ao relatar parte de sua vida, ao expor sua família e sua intimidade. Porém, confesso que me incomoda adjetivar o livro (e o escritor) de “corajoso”, pois “ser corajoso” me remete a livros com relatos (dramáticos) de histórias pessoais – “histórias de coragem e conquistas” – bem nos moldes do mote (ou mantra?) da propaganda política do governo: “sou brasileiro e não desisto nunca”. Talvez só eu tenha feito essa relação mental (que foi automática e com uma pitada de arrogância, admito), mas, de qualquer maneira, ler “livro corajoso” na orelha não me impediu, nem me desanimou, de ler o livro – a epígrafe me deu a impressão de que não se tratava de mais um “relato de coragem e determinação”. Claro que essa orelha foi escrita com propósitos comerciais, afinal, toda história e todo filme “baseados em fatos reais” encontram um certo apelo público. A ideia de alguém que viveu momentos difíceis e superou, ou que não superou, mas o final infeliz nos ensina a valorizar a vida e os momentos felizes. Coincidentemente, enquanto eu lia o livro e comentava, durante um almoço com uma amiga, a resposta dela foi: “Ah sei! Vi uma entrevista do autor e esse é o livro que ele escreveu sobre o filho com Down né? Anotei pra comprar. É uma história bonita?”. Respondi: “Bonita? Hmm… define ‘bonita'” (ela não quis ou não soube ou não vinha ao caso naquele almoço). Na hora, eu me lembrei do texto “O valor“, de Antoine Compagnon,3 e, automaticamente, vários outros textos foram pipocando na minha cabeça, textos sobre belo, estilo, estética, conceito de literário etc., como o do Ítalo Moriconi, “Circuitos contemporâneos do literário (indicações de pesquisa)”.4

Essa conversa apresenta parte da reflexão de Moriconi sobre o conceito de literário na atualidade. Para Moriconi, o processo material de criação da obra literária (ou obra de ficção), bem como a personalidade e a vida do autor desempenham papel determinante na divulgação, recepção de obras literárias (e artísticas) contemporâneas. Poderíamos aqui citar a presença do website do escritor Cristovão Tezza na orelha da contracapa do livro, após a breve informação biográfica. O culto à personalidade do autor e como esta aparece na obra estão implícitos nesse novo detalhe de algumas edições recentes. Como se, sob o aval da editora Record, o leitor obtivesse o endereço eletrônico de “um website oficial” – aos moldes de personalidades tornadas celebridades no mundo virtual, com inúmeros websites de fãs e com o respeitado website oficial.

Se na esfera pública clássica, pré-midiática, o autor era um “ser de papel” (como dele disse Barthes), ser virtual no sentido original da palavra virtual e não no sentido de virtual on line, hoje esse autor está disponível para apresentar seus materiais de trabalho, de tal maneira que a esfera do específico estético incorporou o making of como elemento de consideração. […] Considero que textos de depoimentos de artistas e de entrevistas sobre suas trajetórias biomateriais constituem corpus que fazem parte do conceito de literário atualmente. É que faz parte da definição de arte e literatura o objeto que se coloca em cena como representação do processo material de criação, como simulacro de uma situação de enunciação.5

Dispersa parcialmente da conversa, comecei a pensar sobre o meu adjetivo para aquela narrativa, aquele texto de ficção, texto literário, romance, romance autobiográfico. Sentei na frente do computador e comecei a escrever minha resenha. Meu adjetivo: sincero. Um livro sincero, um narrador sincero, uma história sincera. Sem pieguice, sem conquistas descritas em tom meloso, sem lágrimas fáceis de “histórias bonitas” – mas lágrimas sinceras de confissões que podem ser recebidas como um soco no estômago. A subversão de expectativas sociais em relação à paternidade: logo no início temos um pai que deseja secretamente a morte do filho assim que ele nasce. Durante todo o livro o leitor é confrontado com desejos e pensamentos ‘egoístas’ de um personagem, e esses fazem o leitor, a todo momento, pensar em seus desejos íntimos e secretos. A coragem aqui aparece nas revelações secas e cruéis dos desejos mais secretos de um personagem que não procura se redimir. E isso, para mim como leitora, é a força do romance. A preocupação do personagem em não se conformar, em não fazer parte de um sistema e em não ser mais um “idiota” é refletida na narrativa, que em nenhum momento se conforma aos moldes das narrativas “corajosas”.

O filho eterno é uma narrativa seca de desencantamento, em terceira pessoa, onde os personagens não têm nome, com exceção do filho, Felipe, e são chamados de “ele”, “o pai”, “a mulher”, “a mãe”, “a filha”, “a irmã”. Mesmo Felipe frequentemente aparece como “o filho” em contraposição ao “pai”. Não encontramos o lugar-comum, o apelo ao sentimento de pena e empatia, e, acredito, ser isso uma das qualidades de uma história que prende o leitor por não fornecer respostas e soluções óbvias, pelo contrário, a surpresa é uma constante durante a leitura. Percorremos a trajetória do personagem pai e, dentro de sua história, acompanhamos a trajetória do personagem filho, Felipe. O treinamento neurológico nos primeiros anos de vida do filho é contrastado com o ‘treinamento’ do pai em relação às tentativas de publicar seus livros e as recusas das editoras:

Eu também estou em treinamento, ele pensa, lembrando mais uma recusa de editora. A vida real começa a puxá-lo com violência para o chão, e ele ri imaginando-se no lugar do filho, coordenando braços e pernas para ficar em pé no mundo com um pouco mais de segurança (p. 130).

O crescimento e o desenvolvimento do filho são percebidos pelo pai nas representações de papéis sociais que o filho se esforça em cumprir (p. 211). Ao mesmo tempo, o pai descobre a alegria que a rotina traz e a tranquilidade conquistada com papéis sociais como “o professor universitário”, “o escritor”.

“O pai começa a descobrir sinais de maturidade no seu Peter Pan e eles existem, mas sempre como representação” (p. 218). O espelho no qual ambos, pai e filho, se veem é o espelho que reflete a representação dos papéis sociais. A percepção de mimetismo social no filho não está muito distante dos papéis que o pai é solicitado a cumprir socialmente na universidade, na família, na escola do filho, no campeonato de natação e na apresentação de teatro do filho. A dificuldade do pai é tão grande quanto a dificuldade do filho. A criança que vive eternamente no presente aprende a responder ao que é solicitado dela socialmente. O pai provisório, que só pensava em viver o presente, também aprende. E aqui é revelado o escritor por trás da narrativa. A sutileza ao contar os episódios na vida do pai e do filho é alcançda no contar da história, pois não há momentos de avaliação e reflexão em que paralelos são explicitamente estabelecidos. Esse trabalho é reservado ao leitor. E nesse momento me veio à cabeça um texto do qual eu gosto muito: “Freud’s Masterplot”, de Peter Brooks.6

Nesse texto, Brooks cria uma “teoria da narrativa” baseada no que ele chama de “teoria da vida”, criada por Freud em Além do princípio do prazer e baseada na leitura de Lacan dos conceitos freudianos de condensação e deslocamento, com seus análogos na linguagem, metáfora e metonímia, respectivamente. Se viver é a separação entre o nascimento e a morte, o meio da narrativa é o que separa o início do fim (sendo ambos, a morte e o fim, já presentes no nascimento e no início do texto). Sendo assim, resta ao indivíduo e ao leitor percorrer esse caminho árduo e prazeroso, evitando atalhos. Para Brooks, o meio do texto (o texto em si) é o local onde alguma forma de energia textual é ativada pelo leitor na interação entre leitor e texto. Na ficção, o perigo dos atalhos e da “morte repentina” é tarefa do escritor criador da narrativa e do leitor, que precisa ligar as redes metonímicas para alcançar a metáfora. Acredito que há no romance de Tezza essa preocupação em não deixar o leitor “morrer de repente”, ou, como indaga Roland Barthes sobre o prazer de ler, não abandonar o texto. E chego ao Barthes.

Em “Da leitura”, Barthes questiona a existência de um prazer de leitura, um prazer de ler, e conclui que existem, pelo menos, “três vias pelas quais a Imagem de leitura pode capturar o sujeito-leitor”: a) o estabelecimento de uma relação fetichista entre o leitor e o texto; b) “o prazer metonímico de toda narração”; e c) a leitura como condutora do desejo de escrever, desejo de Escritura.7 A leitura de O filho eterno foi, para mim, uma leitura permeada pelos três desejos destacados por Barthes. Como sujeito-leitor, passei de um “dever de leitura” para as vias assinaladas por Barthes, e, pessoalmente, foi o “prazer metonímico” da narrativa de Cristovão Tezza que tornou a leitura especial, uma “leitura desejante”.

Notas

1 Thomas BERNHARD apud Cristovão TEZZA.

2 Søren KIERKEGAARD apud TEZZA.

3 Antoine Compagnon, 2001.

4 Ítalo MORICONI, 2006.

5 Ítalo MORICONI, 2006, p. 161-162.

6 Peter BROOKS, 2007.

7 Roland BARTHES, 1988, p. 49.

Referências

BARTHES, Roland. “Da leitura”. In: ______. O rumor da língua. São Paulo: Brasiliense, 1988. p. 43-52.         [ Links ]

BROOKS, Peter. “Freud’s Masterplot”. In: RICHTER, David H. (Ed.). The Critical Tradition. Boston: Bedford; St. Martin’s, 2007. p. 1161-1171.         [ Links ]

COMPAGNON, Antoine. “O valor”. In: ______. O demônio da teoria: literatura e senso comum. Belo Horizonte: UFMG, 2001. p. 225-255.         [ Links ]

MORICONI, Ítalo. “Circuitos contemporâneos do literário (indicações de pesquisa)”. Revista Gragoatá, Niterói, n. 20, p. 147-163, 1. sem. 2006.        [ Links ]

Marina Barbosa de Almeida – Universidade Federal de Santa Catarina

Acessar publicação original

Gênero e artefato: o sistema doméstico na perspectiva da cultura material – São Paulo, 1870-1920 – CARVALHO (REF)

CARVALHO, Vânia Carneiro de. Gênero e artefato: o sistema doméstico na perspectiva da cultura material – São Paulo, 1870-1920. São Paulo: Edusp; Fapesp, 2008. 368 p. Resenha de: MELLO, Soraia Carolina. Gênero, artefato e a constituição do lar: o caso paulistano. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v.17 n.1  Jan./Apr. 2009.

Não é novidade, nos estudos historiográficos, a utilização da cultura material como ferramenta para se acessar, observar, analisar e inferir o passado. Também não é novidade a preocupação das ciências humanas com o ambiente doméstico quando seu foco de análise é o cotidiano, e, com o boom dos estudos sobre mulheres e gênero, fica complicado ignorar a feminização dessas esferas, sugerida como natural.

Dialogando com esses aspectos, o trabalho de Vânia Carneiro de Carvalho nos traz, por meio de uma escrita leve e delicada – ainda que densa , o que aparentemente seria uma história da formação e do estabelecimento do gosto por decoração e consumo da incipiente burguesia paulistana. De fato seu livro faz essa história, associando fortemente hábitos de consumo com esforços de distinção de uma classe que, ainda que possa ser enquadrada no que se entende como classe dominante, não é filha de fortes tradições de demonstrações públicas de status.1 Entretanto, durante a leitura percebemos que a escolha das fontes, da teoria e da metodologia no trabalho levar-nos-á por outros caminhos.

Adaptação de tese de doutorado defendida em 2001 na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), a obra faz uso da cultura material para além de análises clássicas dos artefatos: seja em seu aspecto puramente funcional, como reflexo de questões maiores alheias aos objetos, ou mesmo com relação à pura e simples representação de status. Acompanhando preocupações atuais no campo, a autora trabalha com o que pode ser chamada de “agência dos artefatos”, sua capacidade de produzir efeitos; de não apenas moldar as pessoas, mas ser parte integrante e necessária de sua constituição. E logo no prefácio se apresenta de forma clara o foco dessa análise: “o relacionamento simbiótico entre objetos domésticos e formação de identidades sociais diferenciadas pelo gênero”,2 lembrando que “tão-só existe objeto para um sujeito”.3

Ao mesmo tempo que a análise dialoga com teorias pós-estruturalistas ou pós-modernas, que podem ser observadas de forma mais marcada não apenas nas análises de gênero (sempre destacando seu aspecto relacional), mas também em preocupações com a corporalidade e a constituição do sujeito de forma mais ampla, a história social, tão forte no Departamento de História da USP, também mostra seu lugar na obra, que parece ser um resultado interessante de uma espécie de “meio-caminho” entre história cultural e social. Sua ampla gama de fontes assim como a interdisciplinaridade – fazendo uso principalmente do urbanismo – vêm nos lembrar disso em vários momentos da leitura, assim como a análise que muitas vezes parece oscilar entre um extremo e outro dessas vertentes.

Dividindo a obra em cinco capítulos, a autora lança um dos aportes de sua análise em “Ações centrípetas e centrífugas: individualidades sexuadas”. Nesse primeiro capítulo, ela diferencia as ações centrípetas masculinas das ações centrífugas femininas. As primeiras definiriam

objetos que “buscam” o centro, no qual se encontra a figura substantiva do homem. Há, portanto, uma hierarquia centralizadora entre pessoas e objetos, na qual os atributos dos objetos nunca sobrepujam o homem, ao contrário, eles servem para desenhar a personalidade de gênero de maneira individualizadora […] (p. 43).

Assim, a masculinidade estaria voltada para a máxima individualização, enquanto a feminilidade estaria no seu oposto, em um fenômeno de despersonalização feminina no qual a mulher estaria em harmonia, de alguma forma fundida, camuflada no ambiente – doméstico – que a rodeia. Nesse sentido, a ação centrífuga feminina significaria “uma forma abrangente e difusa de produção de representações femininas no espaço doméstico, [que] inclui ativamente o corpo na constituição de sua identidade. O resultado disso é uma continuidade entre corpo, objeto e espaço da casa […]” (p. 224).4 Dessa forma, a individualidade da mulher estaria limitada à individualidade da família que ela representa.

No segundo capítulo, “Espaços e representações de gênero: um campo operatório”, descrevem-se os diferentes cômodos de um sobrado ou palacete paulistano da virada do século XIX para o XX, de forma a mostrar, a partir de objetos, fotografias e recomendações de decoração em publicidade e artigos de revistas femininas, a generificação dos ambientes. Sóbrios e confortáveis, de tradição inglesa, os ambientes masculinos como a sala de jantar, o hall e em última instância o escritório se opõem aos ambientes femininos, que copiam a exuberância da decoração francesa, como a sala de visitas e o quarto feminino. A autora ressalta que essa espécie de divisão por gênero da casa não significava necessariamente a limitação de circulação das pessoas pelos espaços, estando muito mais ligada aos valores que se intentava associar a um ou outro ambiente.

Nesse momento da leitura nos surpreendemos com nosso olhar do presente, tão acostumado a buscar pela cozinha quando se fala em ambientes femininos. Diferentemente do que se podia observar nos lares norte-americanos, onde o emprego doméstico não era tão acessível, a cozinha era, no Brasil, um espaço da criadagem no qual não havia interesse em se investir. Isso inclusive devido à herança colonial de desvalorização do trabalho manual, a qual fazia com que as mulheres brasileiras abastadas se dedicassem a bordados e pinturas (além de filantropia, visitas a lojas e cafés, teatros; consumo de uma forma mais ampla), trabalhos considerados artísticos que não as associariam com ex-escravas ou mestiças empobrecidas. Assim, enquanto as mulheres burguesas norte-americanas já consumiam de forma ampla eletrodomésticos variados a fim de amenizar sua difícil função de cuidar de todo o trabalho doméstico sozinhas, a dita modernização da cozinha paulistana se deu muito mais por pressões médico-higienistas e, no caso específico do fogão a gás, por interesses econômicos de uma multinacional distribuidora de energia, como a autora vem tratar nos últimos capítulos.

A corporalidade e sua constituição voltada, reciprocamente, à cultura material são o foco expresso do Capítulo 3: “Representações e ações corporais: a ubiqüidade do gênero”. Por meio de vestígios de formas de descrever, olhar, comer ou sentar-se, a autora busca a construção de subjetividades e a concepção do sujeito dentro de uma visão de mundo muito embasada no romantismo. É o momento do livro em que a literatura como fonte histórica aparece com mais força, a partir de José de Alencar e Machado de Assis. É um momento interessante também para reparar como, na busca por representações e modos de vida fortemente calcados na simbologia, o cotidiano possa ser encontrado na formalidade, quer dizer, observando-se pessoas educadas segundo modos europeus, treinadas desde muito cedo pela etiqueta e envolvidas de forma profunda na autorreflexão, a pose para um retrato, por exemplo, não é uma representação absolutamente ímpar ao cotidiano, digamos assim, real, ainda que o acontecimento de se posar para o retrato não seja regular. Os modos de se mover, de agir, a postura, o olhar, treinados e educados, fortemente generificados, são parte constituinte do sujeito. O olhar da autora sobre o disciplinamento dos corpos no mundo urbano parece ser guiado por Richard Sennett5 e, principalmente, por Michel Foucault.6

Apesar de a pesquisa se concentrar em um grupo social específico, a burguesia paulistana em um recorte temporal também específico, de 1870 a 1920, os documentos mostram que as recomendações sobre moral e costumes, mesmo dentro dessa espécie de micro-cosmo, não eram unívocas. Em oposição à vida de vitrine das conquistas do provedor, fosse ele marido ou pai, levantam-se vozes que clamam pela necessidade de permanência da mulher na casa, onde seria seu lugar natural. Somente em casa ela seria capaz de desempenhar seu verdadeiro papel, muito mais importante que os compromissos sociais com filantropia, nos cafés ou jogos de tênis: zelar pela felicidade familiar. No Capítulo 4, “Casa VERSUS rua: a conspicuidade feminina e o trabalho doméstico”, a autora nos traz descrições da rotina doméstica das mulheres burguesas, percebendo variações no que seria um padrão de comportamento aceitável para essas mulheres.

Já no século XX parece que a racionalização da rotina doméstica ganha muita força em São Paulo, e a figura da esposa burguesa asseada em oposição à esposa colonial preguiçosa é marcante. A tradição colonial é desprezada como barbárie, e a higiene vira ponto forte de preocupação dentro dos lares. Seguindo toda a onda higienista, que tenta resolver os problemas de saúde dos grandes aglomerados urbanos, a decoração das casas começa a sofrer grandes modificações, uma vez que as cortinas pesadas, que não permitiam que o ar circulasse, e a grande quantidade de objetos de decoração dos mais variados, que facilitavam em muito o acúmulo de pó, não eram condizentes com as recomendações médicas. Nessa época, também a cozinha começa a ganhar alguma atenção, em comparação com consultórios médicos. Seu piso de terra batida é substituído por azulejos, assim como todas as superfícies que devem ser de fácil desinfecção; os panos agora são pendurados em ganchos; os alimentos são acondicionados segundo rígidas regras de higiene etc. A cozinha passa a ser entendida como o “laboratório da família”, e cuidados nesse ambiente são então indispensáveis para que a saúde e a felicidade possam estar presentes nos lares. Claro que as mudanças não ocorrem simultaneamente em todas as casas, que eram também diferentes entre si. Como todos os padrões de conduta, essas mudanças fazem parte de um padrão. Porém, é interessante observar como em revistas femininas encontram-se recomendações inclusive para as classes ditas remediadas e desfavorecidas, lembrando que o conforto de quem não tem luxo seriam a ordem e a limpeza.

No Capítulo 5, que finaliza o livro, “A felicidade como conforto: bem-estar, domesticidade e gênero”, a autora se volta para os lares não abastados com maior ênfase, e também insiste no que pode ser considerada uma das hipóteses centrais de sua pesquisa: a decoração, a criação de ambientes no lar que transmitam efeitos opostos à vida dura e competitiva na rua, existe para o homem, não para a mulher(!). Questionando o privado como reino da mulher, Vânia Carneiro de Carvalho nos lembra de que o homem não somente se socializa no lar, como a própria constituição do lar como espaço de conforto e paz, de santuário alheio ao competitivo e bruto “mundo lá fora”, existe para servir ao homem. Todo o esforço dessas mulheres abastadas para decorar suas casas, a fim de que nos mínimos detalhes o espaço transmita o que a autora chama de conforto visual, faz parte do papel social e culturalmente designado a essas mulheres como mediadoras.

Dessa forma, levanta-se outra questão de suma importância que é o fato de que a decoração, que faz parte de todo o empenho mediador das mulheres na busca pela produção de felicidade familiar, é parte do trabalho doméstico. E no caso das mulheres observadas nas fontes, é a principal parte. É importante ressaltar esse fator porque as análises muitas vezes não consideram as mulheres abastadas como responsáveis pelo trabalho doméstico, uma vez que são empregadas e empregados que executam esse trabalho em suas casas. Porém, a responsabilidade7 pelo bom andamento do trabalho, pelo perfeito funcionamento do lar, assim como a preparação de eventos importantes para seu meio social (como no caso dos jantares) recaem sobre essas mulheres, que ocupam todo o seu dia com a administração do trabalho dos outros, o consumo e o que hoje chamaríamos de decoração e artesanato.

Falando sobre como as classes médias consumiram mais rapidamente os modelos de decoração mais “limpos” importados dos EUA, por esses serem reproduzidos mais facilmente por seus preços reduzidos, a autora termina o livro nos lembrando do dilema da dona de casa moderna, que precisa se dividir entre os pesados afazeres exigidos pela casa e a boa aparência e delicadeza “necessárias e naturais ao seu sexo”. Apesar de descrições muito interessantes e minuciosas sobre o cotidiano dentro dos lares, alguns pontos de conflito ou dissonâncias como esse poderiam aparecer mais na análise. Não se comenta – ou talvez as referências escolhidas não levantem o tema – sobre mulheres endinheiradas que não se enquadravam muito bem nem como boas donas de casa, nem como consumidoras crônicas. Não se fala em mulheres mais envolvidas com a intelectualidade, ou preocupadas com os direitos civis femininos. Ainda que se comente um pouco sobre as mulheres que trabalhavam como criadas, e um pouco também sobre os lares empobrecidos, em nenhum momento as mulheres de classes ao menos remediadas que trabalhavam, como as que escreviam nas revistas femininas, são citadas (daí talvez o uso comum do termo “mulher” na obra, em vez de “mulheres”). Sua presença e sua relação com os artefatos poderiam enriquecer esse trabalho.

Ainda assim, à sua maneira o livro pode instigar discussões, inclusive atuais, sobre a questão do trabalho doméstico feminino e a associação das mulheres ao espaço privado. Ele também é importante pois nos chama a atenção para a associação das mulheres abastadas com o lar, que muitas vezes é negligenciada por elas não serem “as grandes vítimas dessa situação”, lugar dedicado às mulheres trabalhadoras de dupla ou tripla jornada.

As ricas e numerosas – são 157 – ilustrações do livro nos lembram do cargo ocupado pela autora no Museu Paulista da USP, remetendo-nos à sensação de visita ao museu. A leitura associada às fontes iconográficas parece nos imergir num mundo que, ainda que com referências próximas ao nosso e com preocupações contemporâneas – como é o caso da análise de gênero –, é outro mundo. É como se o livro oferecesse ao/à leitor/a um pouco dos prazeres do ofício de historiador/a, quando encontramos nas fontes uma espécie de pequena janela para espiar do nosso tempo, nunca permitindo anacronismos, mas de maneira apaixonante, esse mundo que deixou vestígios mas não existe mais. Característica comum aos bons livros de história.

Notas

1 Ainda que a questão da ‘falta de tradição’ da burguesia em oposição à aristocracia, nos momentos em que a primeira vem se estabelecendo como classe dominante hegemônica no mundo Ocidental, tenha aspectos profundamente diferenciados no que se refere ao Brasil em comparação à Europa industrializada ou à América do Norte, o fenômeno é de alguma forma comum (p. 220).

2 Ulpiano Toledo Bezerra de MENEZES, 2008, p. 13.

3 MENEZES, 2008, p. 13.

4 Ainda que apresentado no começo do livro, o termo é retomado durante a análise, e essa definição foi retirada do quarto capítulo.

5 Richard SENNETT, 1997.

6 Michel FOUCAULT, 1977.

7 Suely Gomes Costa comenta as responsabilidades das mulheres mais abastadas ao observar como parte dessas responsabilidades pode ser transferida a mulheres contratadas, o que ela chama de “maternidade transferida” (COSTA, 2002).

Referências

COSTA, Suely Gomes. “Proteção social, maternidade transferida e lutas pela saúde reprodutiva”. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 10, n. 2, p. 301-309, 2002.         [ Links ]

FOUCAULT, Michel. “Os corpos dóceis”. In: ______. Vigiar e punir: história da violência nas prisões. Rio de Janeiro: Vozes, 1977. p. 125-152.         [ Links ]

MENEZES, Ulpiano Toledo Bezerra de. “Prefácio”. In: CARVALHO, Vânia Carneiro de. Gênero e artefato: o sistema doméstico na perspectiva da cultura material – São Paulo, 1870-1920. São Paulo: Edusp; Fapesp, 2008. p. 11-14.         [ Links ]

SENNETT, Richard. Carne e pedra: o corpo e a cidade na civilização ocidental. Rio de Janeiro: Record, 1997.        [ Links ]

Soraia Carolina de Mello – Universidade Federal de Santa Catarina

Acessar publicação original

“Que tenhas teu corpo”: uma história social da prostituição no Rio de Janeiro das primeiras décadas republicanas – SCHETTINI (REF)

SCHETTINI, Cristiana. “Que tenhas teu corpo”: uma história social da prostituição no Rio de Janeiro das primeiras décadas republicanas. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2006. Resenha de: GUIMARÃES, Janete Eloi. O enfrentamento pela via legal: a utilização do aparato jurídico por mulheres pobres nas primeiras décadas republicanas. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v.17 no.1 Jan./Apr. 2009.

Tradução literal da expressão latina habeas corpus, “Que tenhas teu corpo” é resultado da tese de doutoramento em história social de Cristiana Schettini, defendida na Unicamp em 2002. O sugestivo título faz alusão a um dos caminhos escolhidos pela autora em sua pesquisa, os meandros do espaço legal e a utilização de seus recursos por populares no Rio de Janeiro no período de estabelecimento do regime republicano no país. Tal recorte temporal já foi objeto de várias frentes de pesquisa, o que poderia sugerir um questionamento quanto à escolha da autora em revisitar aqueles conturbados anos de estruturação política e de reforma espacial pelos quais passava a Capital Federal.

Tais receios se dissipam à medida que Schettini apresenta-nos seu argumento. Extremamente bem articulada, sua narrativa insere o objeto em uma perspectiva não explorada por seus antecessores. É sob um olhar arguto que a autora nos leva a caminhar novamente por ruas e becos, bares, botecos e hospedarias, frequentados pela população pobre, e perceber, nas mulheres que exerciam a prostituição e em seu inquebrantável esforço em resistir às constantes interferências sobre seus modos de vida, uma nova leitura do Rio de Janeiro de então.

Estruturado em três capítulos, a autora perpassa o período de vigência do Código Penal de 1890 e analisa três olhares distintos sobre a prostituição que se entrecruzam: o das mulheres que a viviam como uma possibilidade de renda ou forma de sobrevivência, ou ainda mulheres, trabalhadoras pobres, enquadradas como tal à sua revelia, e dos homens que se relacionavam com essas mulheres; a perspectiva das autoridades policiais e seus procedimentos de fiscalização e controle sui generis (ainda que frequentemente encontremos estes “homens da lei” inseridos no primeiro grupo); e, por fim, o aparato jurídico e seus embates para classificar, avaliar e penalizar, conforme valores legais em constante discussão, uma “profissão” não regulamentada, mas tolerada e, nesse sentido, aceita.

“Os descaminhos da localização”, primeiro capítulo, é construído a partir dos habeas corpus que começam a ser impetrados em favor de prostitutas que vinham sendo “convidadas”, com excesso de firmeza, a mudar seus endereços, em 1896. A autora observa perspicazmente de que maneira tal ação jurídica adquiriu conotações de situação limítrofe naquele momento. A localização a que caberia a prostituição na cidade estaria na ordem do dia por um longo período e seria uma questão enfrentada constantemente pelas autoridades policiais. A reforma espacial que sofreria a Capital nas primeiras décadas republicanas impunha a necessidade de se suprimirem possíveis empecilhos para a concretização dos projetos quistos para a cidade; a zona de prostituição, atividade tacitamente consentida, era um enclave a ser removido. É nesse sentido que tais habeas corpus irão fomentar um amplo debate, situando-se em meio ao enfrentamento de dois projetos da República para o país, que determinariam as bases sobre as quais o regime estabelecer-se-ia, em que um tomava por base a valoração do interesse coletivo em detrimento de outro, que visava proteger as prerrogativas individuais dos cidadãos.

Seguindo, a autora aborda diversos conflitos advindos das tentativas, nem sempre lícitas, de deslocar as prostitutas para regiões mais afastadas e identifica as formas elaboradas por essas mulheres para “sobreviver às picaretas”. Estabelece-se nesse capítulo o paralelo entre as ações policiais, com grande frequência discricionária, e as estratégias das mulheres, descortinando suas redes de solidariedade e auxílio mútuo, passando pelas fissuras no policiamento, entendendo aqui a suscetibilidade de seus componentes verem-se enredados pelo cotidiano daquelas mulheres, até o uso do recurso legal para sua defesa.

“Histórias do tráfico” irá perscrutar as narrativas sobre o tráfico de mulheres brancas aliciadas para a prostituição, sua construção e seus usos. Segundo a autora, tomando ares de verdade absoluta, tais histórias coordenaram debates no âmbito internacional e orientaram decisões jurídicas e procedimentos policiais no Brasil. Sob um caráter de “defesa de mulheres ludibriadas submetidas a uma situação de degradação alheia a sua vontade”, a veracidade com que foram recebidas tornou tais histórias legitimadoras a toda sorte de arbitrariedades de procedimentos policiais, desde atos diretos, como a expulsão sumária, até a manipulação de depoimentos no intuito de embasar processos de lenocínio.

A análise desmistifica tais histórias, apontando que, ao rejeitar uma aceitação de pronto, tem-se a desconstrução da imagem da prostituição como um mal originado no estrangeiro; em seguida, observa-se o uso do “tráfico” como fomentador de estereótipos, ao caracterizar a figura do cáften também como estrangeiro, principalmente de origem judaica. O foco na figura do estrangeiro é lido pela autora como uma permanência da estratégia florianista de estabelecer um inimigo comum para depositar as origens dos problemas nacionais. Nesse sentido, o judeu elege-se como principal alvo, em virtude da sua dissemelhança cultural e religiosa e, até mesmo por conta disso, do seu estabelecimento através de comunidades restritas orientadas por essas relações internas, que surgiam aos olhos alheios como uma rede fechada e inacessível, logo suspeita.

Isentando a sociedade brasileira de promover ou gerar tal mal, e tendo encontrado a quem direcionar sua procedência, promovia-se um clima de suspeição generalizada direcionado a estrangeiros que estabeleciam relações nos ambientes onde a prostituição estava presente. O que nos mostra a autora é que a lógica policial se construía sobre um solo fértil em criminosos, pois os espaços da prostituição, além de concentrarem o que restava de moradia de preço acessível, eram também locais de lazer e relações entre a população pobre e trabalhadora do Rio de Janeiro. Suas vidas eram indissociáveis daqueles locais, logo, viam-se constantemente sujeitos a serem implicados em tal categoria de crime. Além disso, as redes de relações estruturadas sob a etnia, um dos mecanismos de proteção e apoio mútuo, eram lidas como a própria estrutura da súcia envolvida no tráfico. Os mecanismos de sobrevivência desses grupos revertiam-se em “agravante acusatório”.

Em “Usos do lenocínio”, último capítulo, a autora irá centrar sua análise no debate em âmbito judiciário e a sua dificuldade em uniformizar o entendimento, entre os juízes, dos significados da letra da lei, suscitando um debate que percorreria todo o período da vigência do Código Penal de 1890. A prostituição em si não caracterizava um crime, criminoso seria um terceiro que prestasse assistência e/ou fornecesse auxílio a uma prostituta visando lucrar com sua exploração. Durante certo tempo, a imputação do crime de lenocínio estaria subordinada a essa comprovação de que o acusado lucrava com a prostituição de outrem, o que dificultava, mas não impedia, a ação policial. Em 1915, a reformulação desse artigo dispensa a obrigatoriedade da relação de exploração com vistas a lucro, gerando uma indefinição e consequente ampliação do campo possível de aplicação da lei. Bastava agora caracterizar o auxílio ou a assistência para incorrer em delito. Na falta de uma qualificação categórica e sem um consenso por parte do Judiciário, tal reformulação encontra nas autoridades policiais os beneficiários de tal amplitude, na medida em que a gama de vinculáveis à prostituição abria-se enormemente. Nesse movimento, a autora encontra novamente as classes trabalhadoras, seus lazeres e divertimentos, passíveis de fiscalização e criminalização.

A autora articula esse último capítulo por meio de processos de lenocínio quase que exclusivamente, mas esses estão presentes nos capítulos anteriores, em diálogo constante com outras fontes, como a imprensa, a literatura jurídica, os romances, a documentação policial, entre outras. A análise empreendida é acompanhada, no decorrer do texto, com uma discussão aberta sobre a necessária postura criteriosa a que deve engajar-se o historiador ao entabular o tratamento com as fontes, principalmente das provenientes do aparato jurídico-policial. Sem eximir-se do debate sobre a “qualidade” de tal documentação, a autora, ao contrário, propõe-se a tê-la à frente de sua análise, empreendimento no qual obtém êxito.

Em um movimento cadenciado, acompanhamos essas mulheres lançando mão de toda sorte de estratégias para seguir suas vidas a despeito da intensa pressão policial. Vemos esses policiais, em contrapartida, articulando e refinando seus métodos e procedimentos, e nos imergimos no debate jurídico, que buscava estabelecer as significações possíveis para a lei, em uma pendular postura, ora se alinhando ao discurso policial, ora servindo de limite na atuação deste, como nos casos de habeas corpus concedidos.

O livro de Cristiana Schettini nos apresenta assim o vagaroso deslocamento das mulheres de janela, das ruas centrais que se desejava embelezar, para localidades mais distantes, como a região do Mangue, que ficou conhecida posteriormente como uma afamada “zona de meretrício”. Mais do que isso, mostra-nos que a conjugação de ingerência policial e exclusão social não acarreta necessariamente aceitação passiva, ao contrário, as formas de resistência podem ser articuladas dentro do próprio espaço legalizado, no qual todos, independente da condição social a que pertençam, possuiriam princípio de igualdade.

Janete Eloi Guimarães – Universidade Federal de Santa Catarina

Acessar publicação original

A construção dos corpos: perspectivas feministas – STEVENS; SWAIN (REF)

STEVENS, Cristina Maria Teixeira; SWAIN, Tânia Navarro (Orgs.). A construção dos corpos: perspectivas feministas. Florianópolis: Editora Mulheres, 2008. Resenha de: BENTO, Berenice. Corpo-projeto. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v.17 no.1 Jan./Apr. 2009.

O que é um corpo? Hormônios, sangue, órgãos, aparelho reprodutor? A construção dos corpos, organizado por Cristina Maria Teixeira Stevens e Tânia Navarro Swain, reúne artigos que revelam muitos corpos sob o significado corpo. O livro é composto de 12 artigos escritos por sociólogas, historiadoras, psicólogas, educadoras e críticas literárias espalhadas entre Brasília, São Paulo e Rio Grande do Sul. Essa diversidade de áreas do conhecimento produz uma riqueza singular nas abordagens sobre o corpo, o desejo, a reprodução e a subversão das normas. Corpo dócil, inútil, domesticado, abjeto, celibatário, puro, lugar de produção de invisibilidade; corpos que resistem, subversivos. A urdidura dos artigos nos expõe a um léxico singular que marca um campo de estudos caracterizado por uma disputa com concepções naturalizantes e essencialistas sobre as identidades. O livro é resultado de trabalhos apresentados no Seminário Internacional Fazendo Gênero, em 2006.

O artigo “A construção de corpos sexuados e a resistência das mulheres: o caso emblemático de Juana Inés de la Cruz”, de Ana Liési Thurler, é uma contribuição lapidar na luta pela visibilização de personagens femininas que afirmaram a importância da participação da mulher na vida política e pública. Juana Inés de la Cruz, mexicana, viveu entre 1651 e 1695, ingressou no Convento das Carmelitas Descalças aos 16 anos. Ana Liési aponta que a entrada para a vida religiosa pode ser entendida como uma estratégia de resistência, afinal, ali poderia ler, escutar música, escrever e conviver em um ambiente exclusivamente feminino. Nesse ambiente, Juana escreveu defesas do direito à educação da mulher e à interpretação das Escrituras.

Mediante a história de Juana Inés, Ana Liési nos revela a disputa que circulava nas sociedades ocidentais em pleno processo de reorganização do contrato social. Ela viveu em um contexto histórico marcado por redefinições das posições que os gêneros deveriam ocupar na redistribuição dos poderes. Essa releitura caminhava de mãos dadas com a mudança que também estava em curso para a interpretação dos corpos do isomorfismo para o dimorfismo. Será a suposta diferença natural entre os sexos que sustentará as teses de contratualistas para justificar a exclusão da mulher da vida pública. Juana Inés seria a prova de que teses fundamentadas na estrutura biológica eram determinadas não por descobertas revolucionárias das ciências, mas por interesses de gêneros.

Ana Liési, ao mesmo tempo que nos apresenta a obra e a vida de Juana Inés, discorre sobre o pensamento de John Locke, um dos fundadores do contrato social moderno. O projeto de estruturação dos estados modernos esteve atrelado a novas configurações dos gêneros e, simultaneamente, à produção da matriz heterossexual. Para Locke, o consentimento livre da esposa à subordinação ao marido, por meio do contrato do casamento, não seria uma imposição, mas algo natural, consentido. Os contratualistas são intelectuais responsáveis pela tessitura de um dos dispositivos discursivos que formarão a matriz heterossexual e que encontrarão inteligibilidade nas complementaridades sexual e de gênero.

Ao pôr em diálogo Juana Inés e John Locke, Ana Liési termina por nos revelar as disputas e resistências em torno das verdades para os gêneros que estavam em processo de mudança. Juana Inés fez de sua vida um contraponto às normas então produzidas para presidir a vida das mulheres. A polaridade Locke e Juana é uma síntese dos acontecimentos mais amplos que ocorriam nessa época.

O artigo “Corpos que escapam: as celibatárias”, de Cláudia Maia, dialoga com o de Ana Liési visto estabelecer genealogias que desnaturalizam a distribuição desigual de poder entre o masculino e o feminino. A autora analisa as estratégias discursivas articuladas pelas enunciações médico-científicas, nas primeiras décadas do século XX no Brasil, as quais tinham o corpo celibatário feminino como a negação da natureza feminina. A referência de normalidade é o corpo feminino procriativo, no âmbito de uma relação regulada pelo Estado. A autora analisa a crônica A tragédia das solteironas, escrita em 1937 por Berilo Neves, na qual as mulheres não procriativas são interpretadas como seres portadores de corpos defeituosos, doentes e inúteis. A matriz heterossexual atrelada à biopolítica do Estado, que teve nos contratualistas alguns dos seus idealizadores, estava em pleno funcionamento. Um dos pontos fortes do artigo de Cláudia Maia está em apontar as fissuras e resistências que o dispositivo da sexualidade, nesse momento histórico, encontrava. A autora resgata os trabalhos de Maria Lacerda de Moura e Ercília Nogueira, feministas que criticam os discursos hegemônicos que destinavam e aprisionavam a mulher ao papel exclusivo de donas de casa. Cláudia Maia observa que há um alcance limitado dessas críticas à medida que a maternidade, instituição fundante da heterossexualidade compulsória, não é objeto de desconstrução na obra das feministas.

Os artigos da coletânea têm movimentos internos similares. Ao apontar o corpo como um lugar saturado de discurso, de poder, destacam as possibilidades de resistências, de fissuras. Além dessa questão, pode-se notar que há um núcleo de autores que se repetem nas referências bibliográficas, com destaque para as obras de Michel Foucault e Judith Butler. Possíveis pontos de unidade não retiram a singularidade de cada artigo, tampouco se pode esperar leituras uníssonas sobre conceitos e experiências, a exemplo da discussão sobre a maternidade desenvolvida por Cláudia Maia e Cristina Stevens. A maternidade para Cláudia Maia é uma instituição política, daí a leitura que médicos fazem do corpo celibatário, doente, varonil ou frígido. Assim, não é consequente criticar a heteronormatividade, para a autora, sem considerar a maternidade como uma das formas privilegiadas de controle dos corpos femininos.

A maternidade, para Cristina Stevens, no artigo “O corpo da mãe na literatura: uma ausência presente”, tem uma potência subversiva que deveria ser recuperada como prioritária pelos discursos e estudos feministas. A experiência da maternidade é analisada mediante a leitura da escritora Michelle Roberts, que destacará as fantasias inconscientes sobre a maternidade presentes em sua obra. Os romances da autora são analisados por Cristina Stevens como uma tentativa de pensar a maternidade para além da dualidade natureza/cultura, o que possibilita repensá-la a partir de uma perspectiva que desconstrói a mística da maternidade como identidade institucional imposta, para afirmá-la, conforme Cristina Stevens, como admirável experiência inovadora. Outra obra interpretada por Cristina Stevens é a do autor D. M. Thomas. Nessa obra, a autora destacará o caráter performático dado à questão do corpo da mãe e da maternidade.

Afirmar a maternidade como uma experiência singular do corpo-fêmea não significa que a autora não esteja atenta às armadilhas criadas pelas idealizações para a realização feminina pela reprodução. Cristina Stevens recupera a discussão tensa entre natureza e cultura, e, ao apontar a positividade dessa experiência, não resvala nos essencialismos que apontam uma suposta condição feminina ancorada na diferença sexual.

Da mesma forma que as outras autoras privilegiam pontos de tensão para pensar as rupturas e a reprodução da ordem de gênero, Cristina Stevens destacará os significados contraditórios da maternidade, entendendo-a como um lócus de poder e opressão, autorrealização e sacrifício, reverência e desvalorização.

Outra riqueza dessa coletânea está na pluralidade das pesquisas e do material utilizado. Ana Liési faz um estudo histórico do impacto da obra de Juana de la Cruz; Cláudia Maia debruça-se sobre textos de literatura e de escritoras feministas brasileiras de década de 1940; Cristina Stevens lê obras literárias para pensar a representação da maternidade. No artigo de Diva Muniz, há um resgate da dimensão desnaturalizante e desencializadora que a introdução do conceito de gênero representou nos estudos feministas. É municiada com esse arcabouço teórico, previamente analisado, que Diva Muniz nos apresenta sua interpretação do filme “O segredo de Brokeback mountain”.

Nos artigos, “Sobre gênero, sexualidade” e “O segredo de Brokeback mountain: uma história de aprisionamentos”, Diva Muniz fará uma importante e competente defesa da categoria gênero. Para ela, a introdução dessa categoria possibilitou pensar mulheres e homens não como essências biológicas predeterminadas, anteriores à história, mas uma identidade construída social e culturalmente no jogo das relações sociais e sexuais pelas práticas disciplinadoras e pelos discursos/saberes instituintes. A autora afirmará que os estudos orientados pela categoria analítica gênero recusam os limites empobrecedores de uma abordagem descritiva e disciplinar. Dessa nova perspectiva advêm as possibilidades subversivas. Sua força desestabilizadora estaria na capacidade de desnaturalização e desencialização do binarismo que caracterizara os estudos sobre as mulheres.

Para Diva Muniz, a recepção ao gênero pelos estudos históricos processou-se sem a necessária problematização. Nessa adoção descritiva e despolitizada, gênero tornou-se sinônimo de mulheres, de estudos das mulheres. A autora estabelece uma aliança teórica com um campo que pensa gênero como produto e processo de diferentes tecnologias sociais, aparatos biomédicos, epistemologias, práticas críticas institucionalizadas e práticas da vida cotidiana. Nesse sentido, o gênero, assim como o sexo/sexualidade, não é algo existente a priori nas pessoas, mas um conjunto de efeitos que fazem corpos.

A segunda parte do seu artigo é dedicada à leitura do filme “O segredo de Brokeback mountain”. A autora nos oferece uma leitura dos mecanismos de produção/reprodução do sistema de gênero na história de amor, silenciamento, aprisionamento, homofobia internalizada e violência que marca as biografias do casal Ennis e Jack.

Se no artigo de Diva Muniz há uma defesa da força do conceito de gênero, Heleieth Saffioti, em “A ontogênese do gênero”, discutirá os limites desse conceito. A autora proporá a revitalização da noção de diferença sexual, assim como da importância de seguir adiante com os estudos sobre mulher. Isso se justifica à medida que a situação das mulheres não mudou substancialmente nas últimas décadas, segundo a autora. A ênfase do seu artigo está nas formas de reprodução das estruturas assimétricas de gênero. Em sua crítica à utilização do conceito de gênero, afirmará que há um esquecimento do caráter biológico que constitui o ser social. A leitura dos artigos de Heleieth Saffioti e de Diva Muniz nos revela que o gênero está em disputa no âmbito das relações sociais e entre as/os pesquisadoras/os. Não há consenso.

A diversidade dos gêneros, os conflitos e as violências que fundam as identidades de gênero revelam que gênero e biologia se comunicam na exata medida em que a própria biologia já nasce generificada. O que entendemos quando falamos de mulheres oprimidas? De estrutura biológica? Nessa taxionomia orientada pela biologia para dividir as espécies, onde caberiam as mulheres transexuais? E mais: onde estariam as mulheres lésbicas transexuais que trazem em suas biografias camadas sobrepostas de exclusão e violência?

Além disso, conforme apontou Diva Muniz, resgatando Judith Butler,1 ainda que os sexos pareçam não problematicamente binários em sua morfologia e constituição, não há razão para supor que os gêneros também devam permanecer em número de dois.

Heleieth Saffioti afirma que ” […] é exatamente este fundamento biológico o elemento não problematizado no conceito de gênero” (p. 175). A dimensão biológica aparece no conceito de gênero não como um dado, estático, mas permanentemente desconstruído, desnaturalizado, em suspeição.

O que significou os estudos sobre as mulheres em termos de naturalização foi discutido pelo artigo de Diva Muniz. Há pesquisadores/as que continuam operando o olhar sobre as relações sociais de gênero com o olhar binário dos estudos sobre as mulheres. A invisibilidade das mulheres com cromossomas XX, das mulheres transexuais, das travestis e das lésbicas é um fato, no entanto, ao se propor visibilizar as mulheres XX, mediante a recuperação da centralidade dos estudos sobre mulheres; seria importante dizer de que mulheres Heleieth está reivindicando visibilidade. Seria das mulheres heterossexuais brancas? Das mulheres negras lésbicas? Das mulheres transexuais lésbicas? Ainda que se saiba que as hierarquias de gênero produzem uma profunda exclusão do feminino, é limitador e produtor de novas invisibilidades equacionar mulheres XX como o feminino e homens XY como o masculino.

Quando a autora afirma “seja no sentido de ter muitos filhos ou de ter apenas um, o fato é que as mulheres são manipuladas, estando o controle do exercício de sua sexualidade sempre em mãos masculinas” (p. 156), termina por produzir a invisibilidade de mulheres que fazem a opção por ter seus/suas filhos/as sozinhas e de casais lésbicos que lutam na justiça pelo direito à adoção e que decidem ter seus/suas filhos/as em novos arranjos familiares. Essas novas configurações tornam temerário afirmar que “a natureza do patriarcado continua a mesma” (p. 157).

O conceito de gênero, para Heleieth Saffioti, pode representar uma categoria meramente descritiva, embora prefira a utilização de “categorias de sexo”. Concordo com Diva, quando afirma que “uma das razões, porém, do recurso ao termo gênero foi, sem dúvida, a recusa do essencialismo biológico, a repulsa pela imutabilidade implícita em ‘anatomia é o destino'” (p. 120). O conceito de gênero não é palatável ou confortável, principalmente no âmbito dos estudos queer, marco teórico que me orienta na leitura dos artigos desta coletânea. Nas últimas décadas, nota-se uma considerável produção de pesquisas sobre o caráter performático das identidades de gênero, com isso, a tese de que há identidades de gênero normais e outras transtornadas foi posta em xeque e abriu um tenso e intenso debate com o poder médico.

Para os estudos queer, gênero pressupõe luta, não há espaço para neutralidade, mas para disputas, inclusive com a visão heterocentrada, que orientou e segue orientando parte dos estudos feministas. Gênero não é a dimensão da cultura por meio da qual o sexo se expressa, conforme afirma Heleieth, pois não existe “sexo” como um dado pré-discursivo. O sexo, conforme Butler, sempre foi gênero.2 O artigo de Heleieth Saffioti é importante à medida que nos revela que “gênero” está em disputa.

A autora nos apresenta uma leitura pouco otimista das mudanças nas relações entre os gêneros, posição contrastante com outros artigos da coletânea, a exemplo do artigo de Margareth Rago e Luana Saturnino Tvardovskas.

Norma Telles, em “Bestiários”, leva-nos ao mundo mágico da obra das artistas Leonora Carrington e Remédio Varo. Os livros das bestas, populares durante a Idade Média, são recuperados pelo surrealismo, movimento artístico que as influenciou consideravelmente. As taxonomias das espécies cedem lugar aos hibridismos, aos devaneios na obra das artistas. Norma Telles analisa como o pensamento vai sendo deslocado para a vida animalizada. Todo o esforço da ciência moderna em separar o mundo humano do mundo animal é posto em xeque pelos surrealistas e, particularmente, pelas artistas. Ao analisar contos e quadros das artistas, a autora aponta para a interação de animais e humanos, o que resulta em um mundo fantástico, onírico, onde imperam a indeterminação e a incerteza. A irreverência está presente na criação de corpos femininos, marcados pela liberdade animalesca. O hibridismo das personagens e figuras, segundo a autora, supera as limitações definidoras, aproximando realidades distantes e desconstruindo os gêneros.

Para Norma Telles, o binarismo arraigado e disseminado por todas as esferas da sociedade é posto em suspeição quando a confusão e a perturbação são resgatadas como matéria-prima para a produção das artistas. A abjeção de corpos sem definição, meio animal, meio gente, cria um campo de reflexão sobre normalidade e patologias. As artistas, seus quadros e contos, não exigem provas nem verdades únicas. Apresentam novos arranjos, anedotas, para apresentar a maleabilidade do corpo, dos seres, das metamorfoses.

O horror à indeterminação e à confusão no processo de classificação dos gêneros resulta na ideia de que a normalidade dos gêneros está baseada na diferença sexual. A verdade do sexo não permite ambiguidades. Homem e mulher não se confundem nunca, afirma o saber médico. A confusão e o hibridismo, se existem, são expressões de corpos enfermos. Caberia à ciência corrigir os erros da natureza. Dessa forma, as transexuais e travestis seriam casos de hibridismo que encontram o único lugar possível de existência nos compêndios médicos. São experiências identitárias carimbadas como transtornos. Quando Leonora Carrington e Remédio Varo representam um mundo sem a suposta coerência linear e binária que estrutura o pensamento moderno, dizem-nos que há muitos mundos. O hibridismo não é algo externo ao humano, mas está presente em nossos sonhos, em nossos desejos e nas subjetividades.

Os artigos de Silvana Vilodre Goellner e Tânia Fontenele-Mourão apresentam resultados de pesquisas que analisam processos de construção de corpos femininos pautados pelas idealizações do gênero feminino. O artigo “Cultura fitness e a estética do comedimento: as mulheres, seus corpos e aparências”, de Silvana Vilodre Goellner, discute a cultura fitness como mecanismos que funcionam em torno da construção de uma representação de corpo como sinônimo de saúde e beleza. O corpo trabalhado é associado a termos plenos de positividades, dentre eles, “bem-estar”, “qualidade de vida” e “vida saudável”. Para Silvana Vilodre, a cultura fitness desdobra-se de diferentes maneiras e, de forma persuasiva, captura as mulheres com a promessa de felicidade.

Um dos pontos que podem ser destacados, a partir das reflexões da autora, é o caráter incluso da construção dos corpos generificados. A ideia de corpo-projeto materializa-se nas práticas que constituem a cultura fitness. O corpo apresenta-se como uma substância precária que precisa da confirmação e do reconhecimento da feminilidade e masculinidade, e que, nesse caso, encontra nas práticas de remodelação, fabricação e consertos dos “defeitos naturais” os dispositivos para tornar-se real. As idealizações de gênero nos levam para lugares inabitáveis, um não-lugar, mas que operam ações, opções e desejos. Já nascemos com débitos e teremos a vida inteira para consertar os erros originais. Esse me parece ser o eixo principal do artigo de Silvana Vilodre. Fazer dietas, aumentar ou diminuir partes dos corpos, injetar produtos, suar e suar, são práticas que revelam o caráter ficcional de um corpo feminino original que nasce pronto.

As múltiplas tecnologias de gênero estão em pleno funcionamento, determinando lugares específicos para se fazer o trabalho de reconstrução dos corpos: academias, clínicas, centros de estética, enfim, fábricas de produção de corpos inteligíveis. A experiência corpórea, materializada em determinadas performances, constitui as subjetividades de gênero, ou seja, a ideia ou promessa de felicidade está diretamente vinculada às formas corpóreas que se têm. Eis uma promessa que já nasce fadada ao fracasso.

No artigo “Mutilações e normatizações do corpo feminino – entre a bela e a fera”, Tânia Fontele-Mourão apontará outras tecnologias que produzem feminilidade, calcadas em sacrifício, dor, riscos. Escovas progressivas, dietas rigorosas, depilação, próteses, são práticas de reconstrução corporal, a exemplo da análise do culto fitness, que nos expõem com dureza o caráter ficcional de se pensarem identidades de gênero como uma substância, desvinculado das práticas, conforme discutirá Tânia Navarro em seu artigo. A proliferação de novas tecnologias de gênero e o crescente consumo pelos femininos e masculinos produzem uma inversão: práticas antes vinculadas exclusivamente a travestis e transexuais passam a ser rotinizadas em amplas esferas sociais. A proliferação do uso múltiplo do silicone seria uma marca das identidades protéticas que se caracteriza pela promessa de felicidade mediante reconstrução dos corpos.

Esses processos mais radicais e incisivos de intervenção/fabricação produzem novas formas, porém não originais, de refazer o feminino. São mulheres cromossomaticamente XX que parodiam práticas e performances vinculadas ao mundo trans. Nesse sentido, as pesquisas de Tânia Fontele-Mourão e Silvana Vilodre são fundamentais para pensar os canais de comunicação entre os muitos femininos, sem perder de perspectiva os aprisionamentos e as potencialidades de resistência que derivam da biopolítica contemporânea aliada às novas tecnologias de gênero que circulam pela sociedade.

Para Tânia Fontele-Mourão, o desejo de intervenções é interpretado como uma patologia feminina que potencialmente poderia gerar resistência e rebelião, mas que é manipulada para servir à manutenção da ordem estabelecida. Sintoma desse nível de patologia coletiva seria o fato de que nove em dez mulheres entre 15 e 64 anos querem mudar algum aspecto de corpo, principalmente peso e forma de corpo, conforme pesquisa realizada pela Dove.

A histeria, a agorafobia e a anorexia, para a autora, não são patologias individuais, mas expressões de um nível de sofrimento resultado dos aprisionamentos e controles do corpo feminino. Os corpos esqueléticos das anoréxicas, o desespero das histéricas, a ansiedade das agorafóbicas, são protestos inconscientes, incipientes e contraproducentes, pois são experiências corpóreas e existenciais que não se constituem em voz política, mas estão ali revelando os aprisionamentos de um sistema de gênero que prega, como se mantra fosse, que a felicidade está em ter um corpo adequado aos padrões estéticos. A doença como sintoma de um sistema de gênero que desvaloriza o feminino e captura seus corpos também é analisada por Tânia Navarro Swain, em seu artigo nessa coletânea, quando observa que a TPM seria uma fórmula de interiorização e controle das mulheres, agrilhoando-as a um corpo que dita seu comportamento e sua ação no mundo.

Os artigos de Guacira Lopes Louro, “O ‘estranhamento’ queer”, e de Margareth Rago e Luana Tvardovskas, “O corpo sensual em Márcia X”, esboçam reflexões queer sobre identidades, corpo e desejo. Guacira Lopes Louro apontará a proposta dos estudos queer como uma bússola teórica que oferece fundamentos radicais para a desconstrução da heronormatividade e do binarismo de toda ordem. A autora reconhece a força do binarismo que opera em todas as esferas sociais, inclusive no interior dos grupos chamados minoritários. A política de identidade fixa uma identidade gay, uma identidade lésbica, uma identidade feminina. No campo da luta das minorias, também se produzem exclusão e invisibilidades. As margens produzem seus centros e periferias, hierarquizando performances, tornando uma expressão, ou jeito de estar no mundo, mais legítima.

A autora destacará a força das normas sociais regulatórias que pretendem que um corpo, ao ser identificado como macho ou fêmea, determine, necessariamente, um gênero (masculino ou feminino) e conduza a uma única forma de desejo (que deve se dirigir ao sexo/gênero oposto). O processo de heteronormatividade, ou seja, a produção e reiteração compulsória da norma heterossexual, inscreve-se nessa lógica, supondo a manutenção da continuidade e da coerência entre sexo/gênero/sexualidade.

A discussão teórica apresentada por Guacira Lopes Louro dialoga com a leitura queer que Margareth Rago e Luana Tvardovskas fazem da obra de Márcia X. As autoras destacam a força desestabilizadora da artista plástica, que, em suas instalações, brincava com objetos sagrados, a exemplo do terço, produzindo deslocamento de olhares, corpos, sexualidade e desejo. A sua crítica ao falocentrismo tem um forte componente queer, à medida que inverte polos, desloca olhares, cria instabilidades. Para as autoras, a obra da artista revela a capacidade de autonomia das mulheres e seu desejo de transformar sua economia desejante, desconstruindo os discursos misóginos masculinos, que visam impor-lhes uma identidade construída do exterior. Márcia X desenvolveu performances e instalações, questionando o estatuto da arte e do artista na sociedade, do corpo e da sexualidade, da normalidade e da perversão.

Em uma de suas performances, apresentou-se vestida com uma camisa e uma cueca, onde abrigava um volume que simulava o órgão sexual masculino. A imagem da mulher sensual era, em seguida, quebrada pela visão ambígua da genitália. Em outro momento, a artista apresenta uma instalação com muitos terços formando um pênis enorme. Embaralhamento das fronteiras instituídas, diluição das oposições binárias, são marcas na obra dessa artista, segundo Margareth Rago e Luana Tvardovskas, que destacarão que as mulheres, que já não são ingênuas nem castas, ousam brincar com o desejo, afirmar o prazer, insinuar e expor o corpo, borrando ou desfazendo insistentemente as fronteiras do normal e do perverso. A obra de Márcia X seria uma referência para essas mudanças.

Em “Reações hiperbólicas da violência da linguagem patriarcal”, Marie-France Dépéche realiza uma importante reflexão sobre a linguagem como criadora de realidades, principalmente os atos linguísticos violentos. Os atos da fala produzem invisibilidades e posições de poder. A força da linguagem com modalidade constitutiva das normas de gênero é um dos pontos fortes na análise e posição política dos estudos queer. A negatividade do insulto é invertida, transformando em parte estruturante das identidades. Portanto, recuperar a linguagem como um campo de disputa na luta pela transformação radical das relações assimétricas de gênero é uma estratégia fundamental. É dessa luta que nos fala Marie-France Dépéche. Conforme discorre, o conceito de linguagem não se restringe a um sistema de signos, fixos, a-histórico. A linguagem é uma instituição instável, um lugar de exercício do poder, de confronto entre forças adversas e, portanto, potencialmente violenta, principalmente quando define, a partir dos corpos, os lugares de fala e de inserção sociopolítica.

No debate sobre as formas de violências físicas e simbólicas contra a mulher, a autora destacará que a prostituição é a expressão maior dessas múltiplas violências contra as mulheres. No entanto, sua posição carece de uma escuta mais atenta das mulheres trabalhadoras sexuais, sujeitas que vivem, produzem, reproduzem e interagem no mundo do comércio sexual. Uma concepção que não lida com as muitas variáveis e imponderáveis que constituem esse campo social acaba por produzir uma reificação das relações que acontecem no seu interior. Parece-me simplismo transferir a responsabilidade exclusiva para os homens de práticas e relações continuamente negociadas. Se a realidade é multifacetada, escorregadia, quando se trata de trabalho sexual e trabalhadoras sexuais, esse nível de incertezas é potencializado.

As mulheres trabalhadoras sexuais não são desprovidas de agência. Uma das lutas dessas trabalhadoras é pelo reconhecimento profissional e acesso aos direitos e às obrigações previdenciárias. Diante dessa demanda, o que fazer? Dizer-lhes: não, a luta é pela extinção do trabalho sexual, pois esse trabalho é uma degradação da mulher? Esse argumento é o mesmo utilizado pelos defensores da família heterocentrada. Valeria perguntar qual a fonte explicativa para trabalho sexual masculino. Seria, então, apenas uma inversão dos polos, ou seja, os homens veem seus corpos “apropriados” pelo conjunto de mulheres?

Tânia Navarro Swain, em “Entre a vida e a morte, o sexo”, faz uma crítica radical à centralidade do sexo na vida contemporânea, alertando-nos sobre a força do dispositivo da sexualidade. Para a autora, diante do massacre a que somos submetidos/as diariamente com mensagens de que só é possível ser feliz com muito sexo, de que não existe vida fora da sexualidade compulsória, devemos denunciar que esses enunciados são estratégias a serviço da heterossexualidade compulsória e da heteronormatividade, ou seja, esses enunciados criam aquilo que dizem descrever.

Uma vigilância permanente, não aceitar o hegemônico, fazer do corpo um manifesto de recusa às idealizações, ao dispositivo da sexualidade e ao dispositivo amoroso, revelar os aprisionamentos e promover resistências capilares, reconstruindo o corpo como espaço de resistência e negação dos padrões hegemônicos, são questões que atravessam o artigo de Tânia Navarro. Seu texto tem cheiro, vida, suor, posicionamento. É prazerosa sua leitura porque produz reverberações na subjetividade da leitora. Os bons textos são aqueles que ao lê-los ficamos com a agradável sensação de que estamos sendo lidos, plagiando Mário Quintana. Eis a sensação que Tânia Navarro despertou-me ao analisar a necessidade de um mundo que funcione a partir de uma nova estética da existência que não produza dor, exclusão e violência contra os corpos construídos na condição de abjetos.

A autora articula seu desejo com uma discussão teórica que nos fala de deslocamento, nomadismo, inconformismo. A estética da existência leva a autora a pensar sobre a produção crítica de si, sujeito político e histórico, quebrando os grilhões do natural, da sexualidade compulsória e das novas servidões que se anunciam ao criar nossos corpos.

A radicalidade do seu texto está em relacionar sexualidade à posse, à traição, à honra, à autoestima, à emoção, valores que se confundem em torno de corpos definidos pelo poder de nomeação, pela performatividade dos comportamentos codificados pelo social, pelas condições de imaginação que esculpem modelos.

***

Uma ausência do livro refere-se às reflexões sobre os processos de construção dos corpos masculinos. Essa ausência pode gerar certo incômodo, pois pode sugerir que exclusivamente o corpo feminino foi objeto de reiteradas inversões discursivas para a construção da heteronormatividade e que os homens, os que formulavam essas estratégias, estivessem fora dessa matriz, como se fossem portadores de uma natureza que os predispõe à virilidade e à competição e tenham um desejo intrínseco pelo controle do feminino. Seria a produção da ideia de que o feminino está para a cultura e o masculino, para a natureza?

Essa ausência, no entanto, não retira do livro sua força e originalidade. Navegamos por um léxico que marca o campo de estudos sobre o corpo, desejo, poder, biopoder, e que está em disputa com o poder/saber médico e com as ciências psi. Muitos corpos nos são apresentados ao longo dos 12 artigos, o que faz cair por terra a ideia de que nascemos e vivemos com um único corpo. Mudamos, nossos corpos mudam. A imagem de uma humanidade com dois corpos, pautados na diferença sexual, evapora-se.

Vivemos em uma época pós-humana. O corpo é refeito, retocado, manipulado, seja para adequar-se às normas ou para subvertê-las. Um humano ciborgue, protético, revela-nos que a busca do masculino e do feminino, fundamentada em uma origem biológica, é um conto de fadas ou um conto de terror. Conforme apontou Norma Telles, vivemos em uma época dos corpos fragmentados, que desfazem e refazem a forma humana, sem uma fixação, mutável.

Os ciborgues sociais precisam de reconhecimento para ter vida. Não se reconstroem corpos para si mesmo. O desejo de reconhecimento, de felicidade, faz-nos seres para os/as outros/as. Estamos sempre em relação e em disputa. Nenhuma identidade sexual e de gênero é absolutamente autônoma, autêntica, original, facilmente assumida, isolada. Toda a maquinaria posta em movimento para fazer corpos dóceis ou corpos rebeldes só encontra sua eficácia se produz algum nível de reconhecimento. A identidade é um construto instável e mutável, uma relação social contraditória e não finalizada.

Notas

1 Judith BUTLER, 2003.

2 BUTLER, 2003.

Referências

BENTO, Berenice. A (re)invenção do corpo: sexualidade e gênero na experiência transexual. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.         [ Links ]

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.         [ Links ]

FONSECA, Claudia Lee Williams. “A dupla carreira da mulher prostituta”. Revista Estudos Feministas, Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, p. 7-34, 1996.         [ Links ]

HARAWAY, Donna. Simians, Cyborgs and Women: The Reinvention of Nature. New York: Routledge, 1991.         [ Links ]

PISCITELLI, Adriana Garcia. “Entre as ‘máfias’ e a ‘ajuda’: a construção de conhecimento no tráfico de pessoas”. Cadernos Pagu, São Paulo: Unicamp, v. 31, p. 29-65, 2008.        [ Links ]

Berenice Bento – Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Acessar publicação original

Homofobia & educação: um desafio ao silêncio – LONÇO; DINIZ (REF)

LIONÇO, Tatiana; DINIZ, Débora (Orgs.). Homofobia & educação: um desafio ao silêncio. Brasília: Letras Livres: EdUnB, 2009. 196 p. Resenha de: SILVEIRA, Viviane Teixeira; RAIAL, Carmen. Um contributo para uma psicologia feminista crítica em Portugal. Revista Etudos Feministas, Florianópolis, v.16 n.2, may/aug. 2008.

Homofobia & educação reúne oito artigos escritos por professoras e professores de diversas universidades brasileiras, membros de organizações não governamentais (Nuances e Corsa) e pesquisadoras e pesquisadores da Anis: Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Organizado por Tatiana Lionço e Débora Diniz, este livro trata da política educacional de materiais didáticos no Brasil e busca ser uma oportunidade de diálogo entre academia, sociedade civil e governo, possibilitando reflexões de educadores, militantes em defesa dos direitos humanos e gestores de políticas públicas. O livro resulta de um extenso projeto de pesquisa denominado “Qual a diversidade sexual dos livros didáticos brasileiros?”, executado pela Anis, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa foi financiada pelo Programa Nacional de DST e Aids, pelo Ministério da Saúde e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

No artigo “Qual a diversidade sexual dos livros didáticos brasileiros?”, Tatiana Lionço e Débora Diniz abrem o debate para a questão do silêncio sobre a diversidade nos livros didáticos quando se trata de sexualidade. As autoras argumentam que a escola é um espaço de socialização para a diversidade, entretanto a invisibilização da diversidade ocorre nos materiais didáticos. Mesmo que abordagens étnico-raciais, de gênero e/ou econômicas já estejam contempladas e sendo alvo de investimentos do Ministério da Educação, as dimensões social e política da sexualidade permanecem à margem. Lionço e Diniz aprofundam essa temática no artigo “Homofobia, silêncio e naturalização: por uma narrativa da diversidade sexual”, analisando como o tema da diversidade sexual foi incorporado pelos livros didáticos no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e no Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio (PNLEM). A amostra contemplou 67 dos 98 livros didáticos mais distribuídos pelo PNLD e pelo PNLEM (nos anos de 2007 e 2008 em livros de disciplinas que pudessem contemplar a temática da sexualidade no conteúdo programático) e 25 dicionários distribuídos pelo PNLD em 2006 e pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) em 1998. As características analisadas foram: apresentação de gênero, família e conjugalidade; sexismo; diversidade social e sexual; e relação sexual e DST/Aids. As autoras concluem retomando que o silêncio é a estratégia dominante e que não há discussão sobre homofobia nos livros dos dois últimos anos. Não há enunciados que inferiorizem a diversidade sexual, mas há uma heteronormatividade assentada na heterossexualidade compulsória.

Daniel Borrillo, em seu artigo “A homofobia”, faz uma leitura epistemológica e política desse conceito, não para compreender a origem e o funcionamento da homossexualidade, mas para “analisar a hostilidade provocada por essa forma específica de orientação sexual” (p. 16). Para tanto, Borrillo investe na discussão dos conceitos de homofobia geral e específica, sexismo e homofobia cognitiva e social. Segundo o autor, quando a homossexualidade requer publicamente sua expressão é que se torna insuportável, pois rompe com a hierarquia da ordem sexual, por isso a tarefa pedagógica deve ser questionar a heterossexualidade compulsória e mostrar que a hierarquia de sexualidades é tão insustentável quanto a de sexos, bem como incluir a ideia de diversidade sexual em livros e apostilas escolares.

Uma análise da ausência de conteúdos e imagens relacionados à diversidade sexual nas concepções de família presentes nos livros didáticos e também do papel exercido pelos discursos e pelas imagens de famílias nesses livros é o foco do artigo “A eloquência do silêncio: gênero e diversidade sexual nos conceitos de família veiculados por livros didáticos”, de Claudia Vianna e Lula Ramires. Muitos são os exemplos encontrados nos livros didáticos enfatizando a importância da família (bem como da escola) no processo de socialização. No entanto, existe uma tensão entre as concepções apresentadas: a permanência de imagens e discursos relativos à família nuclear, branca e de classe média (patriarcalismo, história, cotidiano, divisão sexual do trabalho, cuidado infantil) e algumas mudanças no modo de configuração dessas famílias (famílias monoparentais, chefiadas pela mãe, lares adotivos, intergeracionais, multirraciais). Entretanto, não há imagens ou textos que mostrem famílias homoparentais. Ao encontro da problemática levantada por Vianna e Ramires, o artigo “Ilustrações do silêncio e da negação”, escrito por Malu Fontes, mostra que 70% dos livros didáticos analisados não apresentavam imagens de homoparentalidades, homoafetividade, representações de homossexuais e de sua presença na sociedade e na diversidade sexual. Aponta que o silenciamento contribui para a manutenção do preconceito, fato acordado em todos os artigos presentes no livro Homofobia & educação. A autora também faz uma reflexão sobre os conteúdos dos livros didáticos, que ignoram a diversidade sexual e que contribuem para a manutenção dos comportamentos sociais homofóbicos, em contraste com as telenovelas brasileiras, que já incluíram a temática gay e o debate em favor da diversidade sexual.

Fernando Pocahy, Rosana de Oliveira e Thaís Imperatori iniciam seu artigo retomando a invisibilidade da diversidade sexual e a naturalização da heterossexualidade nos livros didáticos brasileiros. “Cores e dores do preconceito: entre o boxe e o balé” tem como eixo teórico as problematizações feitas por Judith Butler a respeito da heteronormatividade e da abjeção dos corpos. Butler problematiza se haveria a possibilidade do pertencimento, do reconhecimento, àqueles que escapam à heteronormatividade: “serão capazes de viver socialmente?” (p. 117). A partir de um exercício sobre os filmes “Billy Eliot” e “Menina de Ouro” extraído de um livro didático, os autores do artigo problematizam os estereótipos de gênero e os preconceitos em relação a escolhas profissionais que desestabilizam a ordem heteronormativa e caricata do masculino e do feminino na sociedade, propondo esse tipo de análise como uma boa sugestão para o trabalho com a homossexualidade em sala de aula.

Com o objetivo de analisar o PNLD, salientando a importância da visibilidade e das discussões sobre a diversidade sexual nas políticas de educação, o artigo “Diversidade sexual, educação e sociedade: reflexões a partir do Programa Nacional do Livro Didático”, de Roger Raupp Rios e Wederson Rufino dos Santos, traz uma reflexão sobre as concepções, as características, os limites e os avanços presentes na elaboração e na concretização do programa. Os autores apontam o Brasil sem Homofobia: programa de combate à violência e à discriminação contra GLBT e de promoção da cidadania homossexual como marco político das discussões sobre orientação sexual e identidade de gênero nas políticas públicas brasileiras, pois se apresentou com o objetivo de eliminar a discriminação por orientação sexual nos livros didáticos. Percorrem um caminho de análise das legislações para mostrar “que o silêncio que aparece nos livros didáticos sobre a diversidade sexual é antes percebido no próprio arcabouço legal que sustenta a política pública” (p. 135). Concluem sugerindo que os princípios do regime democrático devem permear as políticas públicas para a superação do silêncio acerca das múltiplas expressões da diversidade sexual. São eles: liberdade individual, autonomia, igualdade, respeito à dignidade humana, pluralismo e diversidade.

O artigo que finaliza esta coletânea denomina-se “Políticas de educação para a diversidade sexual: escola como lugar de direitos”. Rogério Diniz Junqueira foca sua análise nos sujeitos e nas subjetividades fabricadas na escola, argumentando que o campo da educação é historicamente constituído como disciplinador, reprodutor de desigualdades e normalizador – lançando um olhar foucaultiano sobre o tema. Dessa forma, na escola a homofobia adentra e se instala, sendo (re)produzida e, além disso, consentida, o que transforma a escola num espaço institucional de opressão. Para falar de diversidade e diferença, Junqueira trava um diálogo pertinente com Zygmunt Bauman e Homi Bhabha entendendo diversidade, diferença e identidade à luz da ideia de multiplicidade.

Este artigo encerra brilhantemente o livro, pois propõe maneiras práticas de trabalho na escola com o tema da diversidade sexual. Propõe uma educação na, para e pela diversidade que deverá levar em conta o pertencimento do outro (experiências de vida daquele tido como diferente) a todos os lugares sociais e o reconhecimento da legitimidade da diferença, refletindo acerca da sua produção e das relações de poder que presidem esses espaços. Propõe também aproveitar as potencialidades pedagógicas oferecidas pela própria diversidade, reconhecendo nisso um processo construído coletivamente. Isso pode ser trabalhado a partir de uma perspectiva queer de educação que promove possibilidades instigadoras em relação à diversidade.

Este livro nos mostra que a união de condições sociais, econômicas, políticas, educacionais e culturais é que poderá tornar possível uma promoção de educação pautada no reconhecimento da diversidade e da pluralidade dos corpos, das sexualidades e das subjetividades. Um ótimo livro para investirmos num processo de reconfiguração educacional e política pautada na diversidade.

Viviane Teixeira Silveira – Universidade Federal de Santa Catarina

Carmen Rial – Universidade Federal de Santa Catarina

Acessar publicação original

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.9, n.1, 2001 / v.18, n.1, 2010.

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.18, n.1, 2010

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.17, n.3, 2009

  • ·                 Editorial Editorial
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A psicanálise e o dispositivo diferença sexual Artigos
  • Arán, Márcia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Masculinidades transgressivas em práticas de barebacking Artigos
  • Silva, Luís Augusto Vasconcelos da
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 ¿Es el Chile de la post-dictadura feminista?
  • Feliu, Verónica
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Nem Deus, nem amo, nem marido: uma trajetória do feminismo na Argentina – entrevista com María Luisa Femenías Ponto De Vista
  • Rial, Carmen Sílvia MoraesGrossi, Miriam Pillar
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Translocalidades: por uma política feminista da tradução Seção Temática
  • Costa, Claudia de LimaAlvarez, Sonia E
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Construindo uma política feminista translocal da tradução Seção Temática
  • Alvarez, Sonia E
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Límites y fronteras: la pedagogía del cruce y la transdisciplina en la obra de Gloria Anzaldúa
  • Belausteguigoitia Rius, Marisa
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Sedução e identidade nacional: dançarinas eróticas brasileiras no Queens, Nova York Seção Temática
  • Maia, Suzana
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Cravo, canela, bala e favela Seção Temática
  • Schmidt, Simone Pereira
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Revistas y políticas de traducción del feminismo mexicano contemporáneo
  • Millán, Márgara
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Apresentação Dossiê Retrato Das Desigualdades De Gênero E Raça
  • Bonetti, AlinneQuerino, Ana Carolina
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Novos arranjos familiares, velhas convenções sociais de gênero: a licença-parental como política pública para lidar com essas tensões Dossiê Retrato Das Desigualdades De Gênero E Raça
  • Pinheiro, LuanaGaliza, MarceloFontoura, Natália
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Pesquisas de usos do tempo: um instrumento para aferir as desigualdades de gênero Dossiê Retrato Das Desigualdades De Gênero E Raça
  • Ramos, Daniela Peixoto
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Trabalhadores urbanos e domésticos: a constituição federal e sua assimetria Dossiê Retrato Das Desigualdades De Gênero E Raça
  • Mattos, Miguel Ragone de
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Trabalho doméstico: desafios para o trabalho decente Dossiê Retrato Das Desigualdades De Gênero E Raça
  • Sanches, Solange
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Sexo e cor: categorias de controle social e reprodução das desigualdades socioeconômicas no brasil Dossiê Retrato Das Desigualdades De Gênero E Raça
  • Rosa, Waldemir
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e combate à pobreza: programa bolsa família Seção Temática
  • Mariano, Silvana AparecidaCarloto, Cássia Maria
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Notas para a interpretação das desigualdades raciais na educação Dossiê Retrato Das Desigualdades De Gênero E Raça
  • Valverde, Danielle OliveiraStocco, Lauro
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Uma viagem transnacional do feminismo: outra lente para a história Resenhas
  • Veiga, Ana Maria
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A história das mulheres e as representações do feminino na história Resenhas
  • Farias, Marcilene Nascimento de
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Uma síntese da história das mulheres na Argentina Resenhas
  • Vázquez, María Laura Osta
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Escritoras cearenses do século XIX Resenhas
  • Novaes, Mariana de Souza
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Socializadas bajo el franquismo, rebeldes en la transicion, feministas siempre (Reflexiones sobre una obra de actualidad)
  • Subirats, Marina
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 As mulheres que os homens deixam escapar: literatura de língua castelhana escrita por homens (1880-1920) Resenhas
  • Félix, Regina R
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.17, n.2, 2009

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.17, n.1, 2009

  • ·                 Editorial Editorial
  • Lago, Mara Coelho de SouzaPedro, Joana Maria
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e cotidiano escolar: dilemas e perspectivas da intervenção escolar na socialização afetivo-sexual dos adolescentes Artigos
  • Rosistolato, Rodrigo Pereira da Rocha
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Políticas públicas de saúde da mulher: a integralidade em questão Artigos
  • Medeiros, Patricia Flores deGuareschi, Neuza Maria de Fátima
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 “… e Deus criou a mulher”: reconstruindo o corpo feminino na experiência do câncer de mama Artigos
  • Aureliano, Waleska de Araújo
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Aparição do Viagra na cena pública brasileira: discursos sobre corpo, gênero e sexualidade na mídia Artigos
  • Brigeiro, MauroMaksud, Ivia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Diferenças de gênero e medicalização da sexualidade na criação do diagnóstico das disfunções sexuais Artigos
  • Rohden, Fabíola
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A bicicleta, o ciclismo e as mulheres na transição dos séculos XIX e XX Artigos
  • Melo, Victor Andrade deSchetino, André
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 História noturna de Nossa Senhora do Risca-Faca Artigos
  • Dawsey, John C.
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Estudos de Gênero e História Social Ensaio
  • Pinsky, Carla Bassanezi
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Filosofia, gênero e ciência: entrevista com Eulalia Pérez Sedeño Ponto De Vista
  • Rocha, Cristina Tavares da CostaGrossi, Miriam Pillar
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Histórias/estórias entrelaçadas do(s) feminismo(s): introdução aos debates Seção Debates
  • Costa, Claudia de Lima
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Contando estórias1 feministas Seção Debates
  • Hemmings, Clare
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Entre o acadêmico e o popular: os rumos do feminismo atual Seção Debates
  • Navarro, Márcia Hoppe
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 “Contando estórias feministas” e a reconstrução do feminismo recente Seção Debates
  • Schneider, Liane
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Corpo-projeto Resenhas
  • Bento, Berenice
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O enfrentamento pela via legal: a utilização do aparato jurídico por mulheres pobres nas primeiras décadas republicanas Resenhas
  • Guimarães, Janete Eloi
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O filho eterno: uma leitura desejante Resenhas
  • Almeida, Marina Barbosa de
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Família no plural: o grande desafio das políticas sociais na contemporaneidade Resenhas
  • Simas, Sara
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero, artefato e a constituição do lar: o caso paulistano Resenhas
  • Mello, Soraia Carolina de
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.16, n.3, 2008

  • ·                 Editorial Editorial
  • Wolff, Cristina ScheibeLago, Mara Coelho de Souza
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Quando raça conta: um estudo de diferenças entre mulheres brancas e negras no acesso e permanência no ensino superior Artigos
  • Góis, João Bôsco Hora
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Homoparentalidade: novas luzes sobre o parentesco Artigos
  • Fonseca, Claudia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 El movimiento feminista y la salud de las mujeres: la experiencia de los Centros de Planificación Familiar (CPF) en Catalunya (1976-1982)
  • Ferreira, Sílvia Lúcia
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Por uma matriz feminista de gênero para os estudos sobre homens e masculinidades Artigos
  • Medrado, BeneditoLyra, Jorge
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mídia e a figura do anormal na mira do sinóptico: a constituição discursiva de subjetividades femininas Artigos
  • Silva, Marluce Pereira daMoura, Carmen Brunelli de
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Linguagem: ensinar novas paisagens/novas linguagens Ponto De Vista
  • Hooks, Bell
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 No labirinto, espadas e novelo de linha: Beauvoir e Haraway, alteridades, e alteridade, na teoria social Ponto De Vista
  • Kofes, Suely
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Apresentação Dossiê 120 Anos Da Abolição Da Escravidão No Brasil: Um Processo Ainda Inacabado
  • Ribeiro, MatildePiovesan, Flávia
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Ações afirmativas no Brasil: desafios e perspectivas Dossiê 120 Anos Da Abolição Da Escravidão No Brasil: Um Processo Ainda Inacabado
  • Piovesan, Flávia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Pela igualdade Dossiê 120 Anos Da Abolição Da Escravidão No Brasil: Um Processo Ainda Inacabado
  • Maggie, Yvonne
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Ações afirmativas: polêmicas e possibilidades sobre igualdade racial e o papel do estado Dossiê 120 Anos Da Abolição Da Escravidão No Brasil: Um Processo Ainda Inacabado
  • Santos, Sales Augusto dosCavalleiro, ElianeBarbosa, Maria Inês da SilvaRibeiro, Matilde
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Ações afirmativas no sistema educacional: trajetórias de jovens negras da universidade de Brasília Dossiê 120 Anos Da Abolição Da Escravidão No Brasil: Um Processo Ainda Inacabado
  • Weller, WivianSilveira, Marly
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Histórias das diferenças e das desigualdades revisitadas: notas sobre gênero, escravidão, raça e pós-emancipação Dossiê 120 Anos Da Abolição Da Escravidão No Brasil: Um Processo Ainda Inacabado
  • Paixão, MarceloGomes, Flávio
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O projeto político quilombola: desafios, conquistas e impasses atuais Dossiê 120 Anos Da Abolição Da Escravidão No Brasil: Um Processo Ainda Inacabado
  • Leite, Ilka Boaventura
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O negro na dramaturgia, um caso exemplar da decadência do mito da democracia racial brasileira Dossiê 120 Anos Da Abolição Da Escravidão No Brasil: Um Processo Ainda Inacabado
  • Araújo, Joel Zito
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres negras: uma trajetória de criatividade, determinação e organização Dossiê 120 Anos Da Abolição Da Escravidão No Brasil: Um Processo Ainda Inacabado
  • Ribeiro, Matilde
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Pensar o outro ou quando as mulheres viajam Artigos Temáticos Século Xix: Quando As Mulheres Viajam
  • Duarte, Constância LimaMuzart, Zahidé Lupinacci
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Verdad, poder y saber: escritura de viajes femenina
  • Araújo, Nara
  • Resumo: EN PT
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 O Brasil de Marianne North: lembranças de uma viajante inglesa Artigos Temáticos Século Xix: Quando As Mulheres Viajam
  • Gazzola, Ana Lúcia Almeida
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 As viagens de Nísia Floresta: memória, testemunho e história Artigos Temáticos Século Xix: Quando As Mulheres Viajam
  • Duarte, Constância Lima
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A paixão das florestas ou as viagens de Mme. van Langendonck Artigos Temáticos Século Xix: Quando As Mulheres Viajam
  • Muzart, Zahidé Lupinacci
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Uma dama argentina em terras yankees: os Recuerdos de viaje, de Eduarda Mansilla Artigos Temáticos Século Xix: Quando As Mulheres Viajam
  • Franco, Stella Maris Scatena
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Trinta e sete dias em Nova York com Adalzira Bittencourt Artigos Temáticos Século Xix: Quando As Mulheres Viajam
  • Sharpe, Peggy
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Presença e ausência: o jogo do cuidado Resenhas
  • Pinheiro, Clarice Costa
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Foucault e a influência teórica nas ciências humanas Resenhas
  • Nichnig, Claudia Regina
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e história das mulheres na historiografia Resenhas
  • Borges, Joana Vieira
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Feminismo oportunista ou oportunismo feminista do mercado editorial Resenhas
  • Aragão, Liana
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Elas por elas, uma questão de tempo Resenhas
  • Fontes, Luísa Cristina dos Santos
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Un “trialogo” entre especialistas: Castells/Subirats/García de león (sobre genero, familia, amor)
  • García de León Álvarez, María Antonia
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Kassandra em conto e teatro na virada do século XXI: reescrituras e leituras do mito Resenhas
  • Blume, Rosvitha Friesen
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Sexualidades, esportes e Teoria Queer: inter-relações Resenhas
  • Camargo, Wagner Xavier de
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Maria Isabel Baltar da Rocha Rodrigues: fazendo da ciência uma política Homenagem
  • Minella, Luzinete Simões
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Documento sem título Nota De Falecimento
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.16, n.2, 2008

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.16, n.1, 2008

  • ·                 A REF celebra uma década e meia Editorial
  • Minella, Luzinete SimõesWolff, Cristina Scheibe
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O pensamento de Emmanuel Lévinas: uma filosofia aberta ao feminino Artigos
  • Menezes, Magali Mendes de
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O mapa íntimo: três telas de Frida Kahlo Artigos
  • Fernandes, Fabiano Seixas
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Quem pode resistir a Lara Croft? Você? Artigos
  • Mendes, Cláudio Lúcio
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Corpo e gênero: uma análise da revista TRIP Para Mulher Artigos
  • Matos, Auxiliadôra Aparecida deLopes, Maria de Fátima
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Apresentação Seção Especial: Revista Estudos Feministas 15 Anos
  • Minella, Luzinete SimõesMaluf, Sônia Weidner
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Estudos feministas e movimentos sociais: desafios de uma militância acadêmica em forma de revista Seção Especial: Revista Estudos Feministas 15 Anos
  • Wolff, Cristina Scheibe
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Militância feminista e academia: sobrevivência e trabalho voluntário Seção Especial: Revista Estudos Feministas 15 Anos
  • Pedro, Joana Maria
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 As relações da Revista Estudos Feministas com os movimentos de mulheres Seção Especial: Revista Estudos Feministas 15 Anos
  • Barsted, Leila Linhares
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Fazer a REF é fazer política: memórias de uma metamorfose editorial Seção Especial: Revista Estudos Feministas 15 Anos
  • Minella, Luzinete Simões
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A seção Debates em revista: práticas feministas de tradução Seção Especial: Revista Estudos Feministas 15 Anos
  • Schmidt, Simone Pereira
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 As edições eletrônicas da REF (e a democratização do acesso à produção acadêmica e científica) Seção Especial: Revista Estudos Feministas 15 Anos
  • Maluf, Sônia Weidner
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A Revista Estudos Feministas e as políticas públicas: qual relação? Comentários
  • Sorj, Bila
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O campo de estudos de gênero e suas duas revistas: uma pauta de pesquisa Comentários
  • Costa, Albertina de Oliveira
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 ¿Violencia invisible o del éxtasis al dolor?
  • Fernández Rius, Lourdes
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Princesas, sufragistas, islâmicas, laicas, onguistas, escritoras – a luta feminista no Irã: entrevista com Azadeh Kian-Thiébaut Ponto De Vista
  • Rial, Carmen
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A contribuição do feminismo às pesquisas sociológicas contemporâneas Artigos Temáticos: A Contribuição Do Feminismo Às Pesquisas Sociológicas Contemporâneas
  • Oliveira, Eleonora Menicucci de
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Estudos de gênero: uma sociologia feminista? Artigos Temáticos: A Contribuição Do Feminismo Às Pesquisas Sociológicas Contemporâneas
  • Scavone, Lucila
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Novos modos de subjetivar: a experiência da organização Mujeres Libres na Revolução Espanhola Artigos Temáticos: A Contribuição Do Feminismo Às Pesquisas Sociológicas Contemporâneas
  • Rago, Margareth
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A contribuição da crítica feminista à ciência Artigos Temáticos: A Contribuição Do Feminismo Às Pesquisas Sociológicas Contemporâneas
  • Bandeira, Lourdes
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O feminismo desconstruindo e re-construindo o conhecimento Artigos Temáticos: A Contribuição Do Feminismo Às Pesquisas Sociológicas Contemporâneas
  • Oliveira, Eleonora Menicucci de
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A metáfora do corpo: um olhar sobre a obra de Emily Martin Resenhas
  • Alzuguir, Fernanda de Carvalho Vecchi
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Conhecendo maneiras de pensar gênero na filosofia de Portugal Resenhas
  • Rosa, Graziela Rinaldi da
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Ecos de uma história silenciosa das mulheres Resenhas
  • Woitowicz, Karina Janz
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Os três tipos de par, desde que sejam 1 + 1 Resenhas
  • Hioka, Luciana
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A instabilidade da díade XY: circuitando o dimorfismo sexual normativo Resenhas
  • Tamanini, Marlene
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 “Entra, menino”, “Xô, galinha” e “Sim, senhor!”: entrevista com Heloneida Studart Homenagem A Heloneida Studart
  • Neckel, Roselane
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Uma escritora feminista: fragmentos de uma vida
  • Cunha, Cecília
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Errata
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.15, n.3, 2007

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.15, n.2, 2007

  • ·                 Documento sem título Editorial
  • Maluf, Sônia WeidnerWolff, Cristina Scheibe
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mapeando a imaginação feminista: da redistribuição ao reconhecimento e à representação Artigos
  • Fraser, Nancy
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Las políticas de salud reproductiva en el Perú: reformas sociales y derechos ciudadanos
  • Rousseau, Stéphanie
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Educação sexual e primeira relação sexual: entre expectativas e prescrições Artigos
  • Altmann, Helena
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Os wannabees e suas tribos: adolescência e distinção na Internet Artigos
  • Pereira, Cláudia da Silva
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 “Cartas a uma senhora”: questões de gênero e a divulgação do darwinismo no Brasil Artigos
  • Vergara, Moema de Rezende
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A luta das mulheres agricultoras: entrevista com Dona Adélia Schmitz Ponto De Vista
  • Paulilo, Maria IgnezSilva, Cristiani Bereta da
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres em áreas rurais nas regiões Norte e Nordeste do Brasil Dossiê Mulheres Em Áreas Rurais Nas Regiões Norte E Nordeste Do Brasil
  • Cordeiro, Rosineide de L. M.Scott, Russel Parry
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Ruralidade e mulheres responsáveis por domicílios no Norte e no Nordeste Dossiê Mulheres Em Áreas Rurais Nas Regiões Norte E Nordeste Do Brasil
  • Scott, Russell Parry
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres rurais: tecendo novas relações e reconhecendo direitos Dossiê Mulheres Em Áreas Rurais Nas Regiões Norte E Nordeste Do Brasil
  • Sales, Celecina de Maria Veras
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Conflitos agrários e memória de mulheres camponesas Dossiê Mulheres Em Áreas Rurais Nas Regiões Norte E Nordeste Do Brasil
  • Paula Andrade, Maristela de
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Vida de agricultoras e histórias de documentos no Sertão Central de Pernambuco Dossiê Mulheres Em Áreas Rurais Nas Regiões Norte E Nordeste Do Brasil
  • Cordeiro, Rosineide de L. Meira
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O valor material e simbólico da renda renascença Dossiê Mulheres Em Áreas Rurais Nas Regiões Norte E Nordeste Do Brasil
  • Albuquerque, Else de F.Menezes, Marilda
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A visibilidade do trabalho das mulheres ticunas da Amazônia Dossiê Mulheres Em Áreas Rurais Nas Regiões Norte E Nordeste Do Brasil
  • Torres, Iraildes Caldas
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Cambios de tiempo y espacio/cambios sociales, bajo el impacto de la modernización
  • Woortmann, Ellen
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Catadoras de caranguejo e saberes tradicionais na conservação de manguezais da Amazônia brasileira Dossiê Mulheres Em Áreas Rurais Nas Regiões Norte E Nordeste Do Brasil
  • Machado, Denise
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Justiça, direito e emancipação Resenhas
  • Rodrigues, Carla
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres públicas, políticas de mulheres Resenhas
  • Nichnig, Claudia Regina
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Encontro Fazendo Gênero publica estudos sobre feminismo e gênero Resenhas
  • Rosa, Debora Cordeiro
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 ‘Saias justas’ de pesquisadoras em formação ensinam sobre o ‘fazer etnográfico’ Resenhas
  • Adrião, Karla Galvão
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A construção social do desejo para as Ciências Sociais Resenhas
  • Oltramari, Leandro Castro
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Livros, religiosas e censura na América portuguesa Resenhas
  • Araújo, Maria Lucília Viveiros
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Identidades em devir: um processo dinâmico, contínuo e inacabado Resenhas
  • Sell, Mariléia
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mídia e gênero: olhares plurais Resenhas
  • Zimmermann, Tânia Regina
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.15, n.1, 2007

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.14, n.3, 2006

  • ·                 Editorial Editorial
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Teorias feministas e representações sociais: desafios dos conhecimentos situados para a psicologia social Artigos
  • Oliveira, João Manuel deAmâncio, Lígia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 De mancebas auxiliares do demônio a devotas congregantes: mulheres e condutas em transformação (reduções jesuítico-guaranis, séc. XVII) Artigos
  • Fleck, Eliane Cristina Deckmann
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Produção do conhecimento em um mundo “problemático”: contribuições de um feminismo dialético e relacional Artigos
  • Giffin, Karen Mary
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A inserção acadêmica e esportiva da primeira turma feminina no Colégio Militar do Rio de Janeiro Artigos
  • Lohmann, Liliana AdiersVotre, Sebastião Josué
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Corpos elétricos: do assujeitamento à estética da existência Ensaio
  • Miskolci, Richard
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e ciência: entrevista com Shirley Malcolm Ponto De Vista
  • Rial, Carmen SilviaGrossi, Miriam PillarStefanello Lima, Betina
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A parentalidade homossexual: uma exposição do debate psicanalítico no cenário francês atual Ponto De Vista
  • Perelson, Simone
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Apresentação Seção Debate
  • Ávila, ElianaCosta, Claudia de Lima
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A semiótica de um enterro prematuro: o feminismo em uma era pós-feminista Seção Debate
  • Hawkesworth, Mary
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Refutações ao feminismo: (des) compassos da cultura letrada brasileira Seção Debate
  • Schmidt, Rita Terezinha
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O feminismo em novas rotas e visões Seção Debate
  • Ribeiro, Matilde
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Pós-feminismo Seção Debate
  • Macedo, Ana Gabriela
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres e ciência: uma história necessária Resenhas
  • Veiga, Ana Maria
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Além do embate o sujeito: a construção de um ‘novo’ homem e uma ‘nova’ mulher no MST Resenhas
  • Karpinski, Cezar
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Nenhuma história é a História Resenhas
  • Roiz, Diogo da Silva
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Da criação de um lugar Resenhas
  • Knorr, Eliane
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O feminismo no plural: para pensar a diversidade constitutiva das mulheres Resenhas
  • Esmeraldo, Gema Galgani Silveira Leite
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 De falas soltas e fragmentos… tecendo histórias de mulheres em Joinville no século XIX Resenhas
  • Salvaro, Giovana Ilka Jacinto
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Consumo e desejo na construção de imagens femininas Resenhas
  • Woitowicz, Karina Janz
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Cruzando fronteiras na América Latina Resenhas
  • Zucco, Maise Caroline
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Como uma caranguejeira em um cacho de bananas: história de um periódico feminista Resenhas
  • Miguel, Raquel de Barros Pinto
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.14, n.2, 2006

  • ·                 Documento sem título Editorial
  • Maluf, Sônia WeidnerWolff, Cristina ScheibeSchmidt, Simone Pereira
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres candidatas: relações entre gênero, mídia e discurso Artigos
  • Finamore, Claudia MariaCarvalho, João Eduardo Coin de
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Diferenças regionais e o êxito relativo de mulheres em eleições municipais no Brasil Artigos
  • Miguel, Luis FelipeQueiroz, Cristina Monteiro de
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O corpo e a carne: uma leitura das obras Vida de Santo Domingo de Silos e Vida de Santa Oria a partir da categoria gênero Artigos
  • Silva, Andréia Cristina Lopes Frazão da
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Violência doméstica e Juizados Especiais Criminais: análise a partir do feminismo e do garantismo Artigos
  • Campos, Carmen Hein deCarvalho, Salo de
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Enfermagem e genética: uma crítica feminista rumo ao trabalho em equipes transdisciplinares Artigos
  • Anderson, Gwen W.Monsen, Rita BlackRorty, Mary Varney
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Observações sobre a política dos desejos: tentando pensar ao largo dos instintos compulsórios Ensaio
  • Bensusan, Hilan
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Conjugalidades e parentalidades de gays, lésbicas e transgêneros no Brasil Dossiê Conjugalidade E Parentalidades De Gays, Lésbicas E Transgêneros No Brasil
  • Uziel, Anna PaulaMello, LuizGrossi, Miriam
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Acesso ao casamento no Brasil: uma questão de cidadania sexual Dossiê Conjugalidade E Parentalidades De Gays, Lésbicas E Transgêneros No Brasil
  • Lorea, Roberto Arriada
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Familismo (anti)homossexual e regulação da cidadania no Brasil Dossiê Conjugalidade E Parentalidades De Gays, Lésbicas E Transgêneros No Brasil
  • Mello, Luiz
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Homo-afetividade e direitos humanos Dossiê Conjugalidade E Parentalidades De Gays, Lésbicas E Transgêneros No Brasil
  • Mott, Luis
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Três casamentos e algumas reflexões: notas sobre conjugalidade envolvendo travestis que se prostituem Dossiê Conjugalidade E Parentalidades De Gays, Lésbicas E Transgêneros No Brasil
  • Pelúcio, Larissa
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Uma família de mulheres: ensaio etnográfico sobre homoparentalidade na periferia de São Paulo Dossiê Conjugalidade E Parentalidades De Gays, Lésbicas E Transgêneros No Brasil
  • Medeiros, Camila Pinheiro
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Para ir além das dicotomias Resenhas
  • Morelato, Adrienne Kátia Savazoni
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A autoficção de Grazia Deledda Resenhas
  • Guerini, Andréia
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Dos olhares sobre as memórias e novas construções de vida Resenhas
  • Knorr, Eliane
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A grande dama do feminismo no Brasil Resenhas
  • Borges, Joana Vieira
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Pós-feminismo através de Judith Butler Resenhas
  • Gallina, Justina Franchi
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mudanças e permanências: um olhar antropológico sobre as relações de gênero na cultura brasileira Resenhas
  • Vavassori, Mariana Barreto
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O segredo de Brokeback Mountain ou o amor que ainda não diz seu nome Resenhas
  • Miskolci, Richard
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Encontros de gênero, família e trabalho no Brasil atual: múltiplas dimensões de pesquisa Resenhas
  • Muller, Rita de C. Flores
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres emparedadas e seus espaços de memória Resenhas
  • Sacramento, Sandra
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.14, n.1, 2006

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.13, n.3, 2005

  • ·                 Editorial Editorial
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O sujeito do feminismo e o pós-estruturalismo Artigos
  • Mariano, Silvana Aparecida
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Violencia y tráfico de mujeres en México: una perspectiva de género
  • Acharya, Arun KumarStevanato, Adriana Salas
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Comercializando fantasias: a representação social da prostituição, dilemas da profissão e a construção da cidadania Artigos
  • Guimarães, KatiaMerchán-Hamann, Edgar
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A razão construtiva e o rendilhado poético de Maria Lúcia Dal Farra Artigos
  • Cabañas, Teresa
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Histórias de resistência de mulheres negras Artigos
  • Meneghel, Stela NazarethFarina, OlgaRamão, Silvia Regina
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Escrevendo a história no feminino Artigos Temáticos
  • Wolff, Cristina ScheibePossas, Lidia M. Vianna
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Zombaria como arma antifeminista: instrumento conservador entre libertários Artigos Temáticos
  • Soihet, Rachel
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Artifício e excesso: narrativa de viagem e a visão sobre as mulheres em Portugal e Brasil Artigos Temáticos
  • Gonçalves, Margareth de Almeida
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Imaginando Palmares: a obra de Gayl Jones Artigos Temáticos
  • Coser, Stelamaris
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A ciência dos partos: visões do corpo feminino na constituição da obstetrícia científica no século XIX Artigos Temáticos
  • Martins, Ana Paula Vosne
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e desejo: a inteligência estraga a mulher? Ensaio
  • Borges, Maria de Lourdes
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Relações sociais de sexo e relações de gênero: entrevista com Michèle Ferrand Ponto De Vista
  • Rial, CarmenLago, Mara Coelho de SouzaGrossi, Miriam Pillar
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gloria Anzaldúa, a consciência mestiça e o “feminismo da diferença” Seção Debate
  • Costa, Claudia de LimaÁvila, Eliana
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 La conciencia de la mestiza: rumo a uma nova consciência Seção Debate
  • Anzaldúa, Gloria
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 La conciencia de la mestiza /towards a new consciousness: uma conversação inter-americana com Gloria Anzaldúa Seção Debate
  • Torres, Sonia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mestiçagem, igualdade e afirmação da diferença: pensando a política de cotas na universidade Seção Debate
  • Azeredo, Sandra
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A palavra reapropriada: o processo da escritura na obra de Nicole Brossard Resenhas
  • Paranhos, Ana Lúcia Silva
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Múltiplas rotas femininas Resenhas
  • Rodrigues, Carla
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Clarice sem fronteiras Resenhas
  • Campello, Eliane T. A.
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Família e mulheres no povoamento do antigo planalto paulista Resenhas
  • Araújo, Maria Lucília Viveiros
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Feminismo e ciências sociais Resenhas
  • Ferreira, Mary
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Sonhos e lutas de organizações de mulheres negras na Grã-Bretanha Resenhas
  • Abella, Sandra Iris Sobrera
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Elogio da leveza Resenhas
  • Rosa, Victor da
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Errata
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.13, n.2, 2005

  • ·                 Documento sem título Editorial
  • Pedro, Joana MariaFunck, Susana Bornéo
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 “Mulher-raça”: a reprodução da nação em Gabriela Mistral Artigos
  • Fiol-Matta, Licia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Território, soberania e crimes de segundo Estado: a escritura nos corpos das mulheres de Ciudad Juarez Artigos
  • Segato, Rita Laura
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O corpo feminino como objeto médico e “mediático” Artigos
  • Natansohn, L. Graciela
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 História do trabalho social: nascimento e expansão do setor associativo sanitário e social (França: 1901 – 2001) Artigos
  • Diebolt, Évelyne
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Bruxas: figuras de poder Ensaio
  • Zordan, Paola Basso Menna Barreto Gomes
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Políticas do olhar: feminismo e cinema em Laura Mulvey Ponto De Vista
  • Maluf, Sônia WeidnerMello, Cecilia Antakly dePedro, Vanessa
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Entrevista com Laura Mulvey Ponto De Vista
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e religião Dossiê Gênero E Religião
  • Rosado-Nunes, Maria José
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A teologia, o feminino Dossiê Gênero E Religião
  • Valerio, Adriana
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Sexualidade e religião: o caso das mulheres muçulmanas na França Dossiê Gênero E Religião
  • Mossuz-Lavau, Janine
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Representações e relações de gênero nos grupos pentecostais Dossiê Gênero E Religião
  • Machado, Maria das Dores Campos
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 La iglesia católica y los encuentros nacionales de mujeres
  • Tarducci, Mónica
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Transas e transes: sexo e gênero nos cultos afro-brasileiros, um sobrevôo Dossiê Gênero E Religião
  • Birman, Patricia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres budistas como líderes e professoras Dossiê Gênero E Religião
  • Gross, Rita M.
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A não-ordenação feminina: delimitando as assimetrias de gênero na Igreja Católica a partir de rapazes e moças vocacionados/as Dossiê Gênero E Religião
  • Fernandes, Sílvia Regina Alves
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 As novas formas de organização familiar: um olhar histórico e psicanalítico Resenhas
  • Rodrigues, Adriana
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Os jovens e a sexualidade: um panorama da realidade brasileira Resenhas
  • Beiras, Adriano
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e etnia no nascente romance brasileiro Resenhas
  • Duarte, Constância Lima
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Künstlerroman: a mulher artista e a escrita do ser Resenhas
  • Bailey, Cristina Ferreira-Pinto
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Literatura e Pós-Modernismo Resenhas
  • Sanchez, Kathryn M.
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Rita de Cássia: gênero e história na santa do impossível Resenhas
  • Lima, Raquel dos Santos Sousa
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Filoarqueologia literária Resenhas
  • Kamita, Rosana Cássia
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A feiticeira: personagem histórica e ficcional das Américas de língua francesa Resenhas
  • Bernd, Zilá
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.13, n.1, 2005

  • ·                 O enigma da igualdade Artigos
  • Scott, Joan W.
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A produção da maternidade no Programa Bolsa-Escola Artigos
  • Klein, Carin
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Um filho quando eu quiser?: o caso da França contemporânea Artigos
  • Tain, Laurence
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 As duas Fridas: história e identidades transculturais Ensaio
  • Bartra, EliMraz, John
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 As guerras na transformação das relações de gênero: entrevista com Luc Capdevila Ponto De Vista
  • Pedro, Joana Maria
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e juventude Seção Temática Gênero E Juventude
  • Weller, Wivian
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A presença feminina nas (sub)culturas juvenis: a arte de se tornar visível Seção Temática Gênero E Juventude
  • Weller, Wivian
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Etnografias do brau: corpo, masculinidade e raça na reafricanização em Salvador Seção Temática Gênero E Juventude
  • Pinho, Osmundo de Araújo
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Socialização de gênero e adolescência Seção Temática Gênero E Juventude
  • Traverso-Yépez, Martha A.Pinheiro, Verônica de Souza
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Sexualidade juvenil de classes populares em Cabo Verde: os caminhos para a prostituição de jovens urbanas pobres Seção Temática Gênero E Juventude
  • Anjos, José Carlos Gomes dos
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Butler e a desconstrução do gênero Resenhas
  • Rodrigues, Carla
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A tragédia de Flora Emília Resenhas
  • Moura, Heloísa Corrêa
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Corpo, gênero e sexualidade: discussões Resenhas
  • França, Kelly Bedin
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Sexos em guerra Resenhas
  • Joffily, Mariana
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Nísia Floresta e mulheres de letras no Rio Grande do Norte: pioneiras na luta pela cidadania Resenhas
  • Soihet, Rachel
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 As várias dimensões do masculino: traçando itinerários possíveis Resenhas
  • Machado, Vanderlei
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.12, n.spe, 2004

  • ·                 Feminismos e publicações: pulsações de teorias e movimentos Editorial
  • Minella, Luzinete SimõesGrossi, Miriam PillarRamos, Carmem Vera Gonçalves VieiraLosso, Juliana Cavilha Mendes
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Como e por que somos feministas Feminismos No Brasil
  • Schmidt, Simone Pereira
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Movimentos feministas, feminismos Feminismos No Brasil
  • Costa, Suely Gomes
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Imprensa feminista brasileira pós-1974 Feminismos No Brasil
  • Cardoso, Elizabeth
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Publicações acadêmicas feministas no contexto norte-americano Feminismos No Exterior
  • Navarro, Marysa
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Nouvelles questions féministes: 22 años profundizando en una visión feminista, radical, materialista y anti-esencialist
  • Falquet, Jules
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Debatiendo sobre el feminismo en México
  • Olivares, Cecilia
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Proyecto editorial de la Revista de Estudios de Género: La ventana
  • Palomar Verea, CristinaRivera Reynoso, Dolores
  • Resumo: EN
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 EX-ÆQUO: contributo decisivo para um campo de estudos em Portugal Feminismos No Exterior
  • Joaquim, Teresa
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Publicaciones feministas en el Ecuador: Caracola y El Ágora de las mujeres
  • Cuvi-Sánchez, Maria
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Histórias da Editora Mulheres Experiências Editoriais Feministas
  • Muzart, Zahidé Lupinacci
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Sobre discurso feminista em publicações: a política do Grupo Transas do Corpo Experiências Editoriais Feministas
  • Pinto, Joana Plaza
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Revistas científicas e a constituição do campo de estudos de gênero: um olhar desde as “margens” Experiências Editoriais Feministas
  • Lopes, Maria MargaretPiscitelli, Adriana
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Revista Mandrágora: gênero e religião nos estudos feministas Experiências Editoriais Feministas
  • Souza, Sandra Duarte de
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A produção escrita das mulheres negras Experiências Editoriais Feministas
  • Fontoura, Maria Conceição Lopes
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Publicações feministas do CFEMEA: análise de conteúdo do Jornal Fêmea Experiências Editoriais Feministas
  • Barbosa, Michelle Cristiane Lopes
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Caderno Espaço Feminino: ampliando espaços e enfrentando desafios Experiências Editoriais Feministas
  • Ferreira, Eliane SchmaltzBorges, Dulcina Tereza Bonati
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Revista “A Mensageira”: alvorecer de uma nova era? Experiências Editoriais Feministas
  • Kamita, Rosana Cássia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Consórcio de publicações feministas: a visibilidade do feminismo e sua divulgação Experiências Editoriais Feministas
  • Porto, Rozeli Maria
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 www.portalfeminista.org.br: uma biblioteca virtual dos estudos feministas e de gênero no Brasil Feminismos Na Web
  • Costa, Claudia de LimaMachado, Rita Maria Xavier
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Publicaciones electrónicas: experiencias y desafíos en Perú
  • Mogollón, Maria Esther
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Revista Estudos Feministas: primeira fase, locação Rio de Janeiro Múltiplos Olhares Sobre A Ref
  • Costa, Albertina de Oliveira
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A Revista Estudos Feministas faz 10 anos: uma breve história do feminismo no Brasil Múltiplos Olhares Sobre A Ref
  • Grossi, Miriam Pillar
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A contribuição da Revista Estudos Feministas para o debate sobre gênero e feminismo Múltiplos Olhares Sobre A Ref
  • Minella, Luzinete Simões
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Os dossiês da REF: além das fronteiras entre academia e militância Múltiplos Olhares Sobre A Ref
  • Maluf, Sônia Weidner
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e feminismo no Brasil: uma análise da Revista Estudos Feministas Múltiplos Olhares Sobre A Ref
  • Diniz, DeboraFoltran, Paula
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.12, n.2, 2004

  • ·                 Documento sem título Editorial
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A certeza que pariu a dúvida: paternidade e DNA Artigos
  • Fonseca, Claudia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O feminismo brasileiro desde os anos 1970: revisitando uma trajetória Artigos
  • Sarti, Cynthia Andersen
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 ‘Mulher sem-vergonha’ e ‘traidor responsável’: problematizando representações de gênero em anúncios televisivos oficiais de prevenção ao HIV/AIDS Artigos
  • Meyer, Dagmar EstermannSantos, Luis Henrique Sacchi dosOliveira, Dora Lúcia deWilhelms, Daniela Montano
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 La mujer es puro cuento: la cultura del género
  • Stolke, Verena
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Negociando o feminismo pop na cultura jovem feminina: um estudo empírico com fãs de grupos femininos Ensaios
  • Fritzsche, Bettina
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Neutralidade pseudo-inscrita: a doméstica Lena, a dona de casa Alice e a intelectual Gertrude têm uma só incompreensão do valor Ensaios
  • Meneghel, Fernando
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A propósito da história das mulheres e do gênero: entrevista com Gabrielle Houbre Ponto De Vista
  • Salomon, Marlon
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e trabalho Seção Temática: Gênero E Trabalho
  • Guimarães, Nadya Araujo
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e insegurança no trabalho no Reino Unido Seção Temática: Gênero E Trabalho
  • Purcell, Kate
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Na ante-sala da discriminação: o preço dos atributos de sexo e cor no Brasil (1989-1999) Seção Temática: Gênero E Trabalho
  • Biderman, CiroGuimarães, Nadya Araujo
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Os empregos subalternos no setor de telecomunicações: comparações França-Alemanha Seção Temática: Gênero E Trabalho
  • Georges, Isabel Pauline Hildegard
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 ¿Inserción laboral de las mujeres en América Latina: una fuerza de trabajo secundaria?
  • Abramo, Laís
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Empoderamento e trajetórias de vida: uma relação visualizada Resenhas
  • Drews, Aline
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O feminismo no Brasil: suas múltiplas faces Resenhas
  • Otto, Claricia
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Novas tecnologias reprodutivas, velhas desigualdades? Resenhas
  • Castro, Cláudia Medeiros de
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Uma breve história das representações do corpo feminino na sociedade Resenhas
  • Angeli, Daniela
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres de Galícia Resenhas
  • Bacelar, Jeferson
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Minas de carvão: trabalho também de mulheres Resenhas
  • Klanovicz, Jó
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Adèle Toussaint-Samson em dose dupla Resenhas
  • Leite, Miriam Lifchitz Moreira
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.12, n.1, 2004

  • ·                 EDITORIAL Editorial
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gloria Evangelina Anzaldúa In Memoriam
  • Costa, Claudia de Lima
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Engendrando desenvolvimento e etnicidade nas terras baixas do Pacífico colombiano Artigos
  • Asher, Kiran
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e políticas públicas Artigos
  • Farah, Marta Ferreira Santos
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Novas tecnologias reprodutivas conceptivas: bioética e controvérsias Artigos
  • Tamanini, Marlene
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Sexualidade na sala de aula: pedagogias escolares de professoras das séries iniciais do Ensino Fundamental Artigos
  • Ribeiro, Paula Regina CostaSouza, Nádia Geisa Silveira deSouza, Diogo Onofre
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Observações sobre a libido colonizada: tentando pensar ao largo do patriarcado Ensaio
  • Bensusan, Hilan
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Entre o saber e o fazer: entrevista com Marysa Navarro Ponto De Vista
  • Costa, Claudia de LimaSchmidt, Simone Pereira
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 As agriculturas do sul do Brasil Dossiê As Agricultoras Do Sul Do Brasil
  • Brumer, AnitaPaulilo, Maria Ignez
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Os direitos da mulher à terra e os movimentos sociais rurais na reforma agrária brasileira Dossiê As Agricultoras Do Sul Do Brasil
  • Deere, Carmen Diana
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e agricultura: a situação da mulher na agricultura do Rio Grande do Sul Dossiê As Agricultoras Do Sul Do Brasil
  • Brumer, Anita
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Trabalho familiar: uma categoria esquecida de análise Dossiê As Agricultoras Do Sul Do Brasil
  • Paulilo, Maria Ignez S.
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O valor (do) casamento na agricultura familiar Dossiê As Agricultoras Do Sul Do Brasil
  • Stropasolas, Valmir Luiz
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Relações de gênero e subjetividades no devir MST Dossiê As Agricultoras Do Sul Do Brasil
  • Silva, Cristiani Bereta da
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Poder e igualdade: as relações de gênero entre sindicalistas rurais de Chapecó, Santa Catarina Dossiê As Agricultoras Do Sul Do Brasil
  • Boni, Valdete
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A mulher na agricultura orgânica e em novas ruralidades Dossiê As Agricultoras Do Sul Do Brasil
  • Karam, Karen Follador
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Jornadas de trabalho de mulheres e homens em um assentamento do MST Dossiê As Agricultoras Do Sul Do Brasil
  • Salvaro, Giovana Ilka Jacinto
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O desejo queima, sangra Resenhas
  • Bacci, Claudia
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O corpo carioca desnudado Resenhas
  • Pereira, Cláudia da Silva
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Histórias sobre aborto e infanticídio no século XX Resenhas
  • Schmitt, Jaqueline Aparecida M. Zarbato
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A presença feminina no imaginário dos artistas brasileiros Resenhas
  • Lins, Jacqueline Wildi
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Dores e delícias da menopausa: o que ‘a feminilidade’ tem a ver com isso? Resenhas
  • Azerêdo, Sandra
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.11, n.2, 2003

  • ·                 Documento sem título Editorial
  • Minell, Luzinete Simões
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Feministas e tecnocratas na democratização da América Latina Artigos
  • Montecinos, Verónica
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Violencia y contrapoder: una ventana al mundo de las mujeres indígenas migrantes, en México
  • Lara Flores, Sara María
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Os destinos da diferença sexual na cultura contemporânea Artigos
  • Arán, Márcia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Relações de gênero, meio ambiente e a teoria da complexidade Artigos
  • Di Ciommo, Regina Célia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres atletas: re-significações da corporalidade feminina Artigos
  • Adelman, Miriam
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Amamentação e sexualidade Artigos
  • Sandre-Pereira, Gilza
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Diferenças de gênero e desenvolvimento moral das mulheres Ensaio
  • Montenegro, Thereza
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Michelle Perrot: a grande mestra da História das Mulheres Ponto De Vista
  • Pedro, Joana Maria
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Cinquenta anos depois de O segundo sexo, a quantas anda o feminismo na França?: uma entrevista com Michelle Perrot Ponto De Vista
  • Galster, Ingrid
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A prisão como fronteira: uma conversa sobre gênero, globalização e punição Ponto De Vista
  • Davis, AngelaDent, Gina
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Um outro mundo (também feminista…) é possível: construindo espaços transnacionais e alternativas globais a partir dos movimentos Dossiê Feminismos E Fórum Social Mundial
  • Alvarez, Sonia E.
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Encontrando os feminismos latino-americanos e caribenhos Dossiê Feminismos E Fórum Social Mundial
  • Alvarez, Sonia EFriedman, Elisabeth JayBeckman, ErickaBlackwell, MayleiChinchilla, Norma StoltzLebon, NathalieNavarro, MarysaTobar, Marcela Ríos
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Feministas y feminismos en el II Foro Social Mundial de Porto Alegre
  • Chejter, SilviaLaudano, Claudia
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Feministas en el Foro
  • Celiberti, LilianVargas, Virginia
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 ¿Quien quiere genero cuando puede tener sexo?
  • Garrido, Lucy
  • Resumo: EN ES
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Foro Social Mundial: discursos y gestos de diversidad
  • León, Irene
  • Resumo: EN
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Dossiê Feminismos E Fórum Social Mundial
  • León T., Magdalena
  • Resumo: EN ES
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Feminismo em movimento: temas e processos organizativos da Marcha Mundial das Mulheres no Fórum Social Mundial Dossiê Feminismos E Fórum Social Mundial
  • Nobre, MiriamFaria, Nalu
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Um espaço para a mudança Dossiê Feminismos E Fórum Social Mundial
  • Matte, Diane
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Construindo espaços transnacionais a partir dos feminismos Dossiê Feminismos E Fórum Social Mundial
  • Mond, Nadia de
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Pensando o Fórum Social Mundial através do feminismo Dossiê Feminismos E Fórum Social Mundial
  • Ávila, Maria Betânia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Um outro mundo é possível Dossiê Feminismos E Fórum Social Mundial
  • Lima, Maria Ednalva Bezerra de
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Jovens, feministas, em movimento: a Marcha Mundial das Mulheres no III Acampamento Intercontinental da Juventude Dossiê Feminismos E Fórum Social Mundial
  • Di Giovanni, Julia Ruiz
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 As múltiplas vidas de “Chapeuzinho Vermelho” Resenhas
  • Campello, Eliane T. A.
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Desconstruindo falas do falo Resenhas
  • Vojniak, Fernando
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 “Mulheres italianas” e imaginário coletivo Resenhas
  • Branco, Juçara de Souza Castello
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres de renome, mulheres renomeadas: as ‘outras’ da Antropologia Resenhas
  • Loponte, Luciana Gruppelli
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A sexualidade depois da festa Resenhas
  • Rago, Margareth
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Quando eu é uma outra Resenhas
  • Campos, Maria Consuelo Cunha
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres, raça e cristianismo popular no Brasil Resenhas
  • Rosado-Nunes, Maria José
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e política: um olhar (estrangeiro) sobre a Princesa Isabel Resenhas
  • Daibert Junior, Robert
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Errata
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.11, n.1, 2003

  • ·                 EDITORIAL Editorial
  • Texto: PT
  • ·                 Além de uma tela só para si Artigos
  • De Marco, EdinaSchmidt, Simone Pereira
  • Texto: PT
  • ·                 O corpo perigoso Artigos
  • Hutcheon, LindaHutcheon, Michael
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Cindy Sherman ou de alguns estereótipos cinematográficos e televisivos Artigos
  • Fabris, Annateresa
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Tinta e sangue: o diário de Frida Kahlo e os ‘quadros’ de Clarice Lispector Artigos
  • Vianna, Lucia Helena
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Navegando pelo labirinto do silêncio: artistas feministas no México Artigos
  • McCaughan, Edward J.
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 O grotesco como estratégia de afirmação da produção pictórica feminina Artigos
  • Crippa, Giulia
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Corpos em tensão: feminino, masculino e barroco no espetáculo Bach Artigos
  • Almeida, Tereza Virginia de
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Juizados Especiais Criminais e seu déficit teórico Artigos
  • Campos, Carmen Hein de
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Naturalização da dominação e poder legítimo na teoria política clássica Artigos
  • Varikas, Eleni
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Sobre a “aventura intelectual da história das mulheres”: entrevista com Françoise Thébaud Ponto De Vista
  • Silva, Janine Gomes da
  • Texto: PT
  • ·                 Publicações feministas brasileiras: compartilhando experiências Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Minella, Luzinete SimõesGrossi, Miriam Pillar
  • Texto: PT
  • ·                 Uma espiada na imprensa das mulheres no século XIX Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Muzart, Zahidé Lupinacci
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Brasil Mulher e Nós Mulheres: origens da imprensa feminista brasileira Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Leite, Rosalina de Santa Cruz
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Cadernos Pagu: contribuindo para a consolidação de um campo de estudos Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Piscitelli, AdrianaBeleli, IaraLopes, Maria Margaret
  • Texto: PT
  • ·                 Desafios de um projeto cultural feminista: a editora LetrasLivres Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Paranhos, Fabiana
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 As publicações feministas e a política transnacional da tradução: reflexões do campo Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Costa, Claudia de Lima
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Publicações feministas sediadas em ONGs: limites, alcances e possibilidades Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Toneli, Maria Juracy Filgueiras
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Publicando nas ONGs feministas: entre a academia e a militância Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Miguel, Sônia Malheiros
  • Resumo: EN
  • Texto: PT
  • ·                 Das margens ao centro?: refletindo sobre a teoria feminista e a sociologia acadêmica Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Adelman, Miriam
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Desencontros: as relações entre os estudos sobre a homossexualidade e os estudos de gênero no Brasil Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Góis, João Bôsco Hora
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Publicar é uma ação política Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Melo, Jacira
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • ·                 Relatório da 3ª sessão do I Encontro Brasileiro de Publicações Feministas Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Bairros, Luiza
  • Texto: PT
  • ·                 O público, esse desconhecido Dossiê Publicações Feministas Brasileiras: Compartilhamento Experiências
  • Pompeu, Fe
  • Texto: PT
  • ·                 O que é bioética? Resenhas
  • Guedes, Cristiano
  • Texto: PT
  • ·                 Qual prevenção?: Aids, sexualidade e gênero em uma favela carioca Resenhas
  • Vaitsman, Jeni
  • Texto: PT
  • ·                 Resenhas
  • Campos, Maria Consuelo Cunha
  • Texto: PT
  • ·                 Resenhas
  • Sáez, Oscar Calavia
  • Texto: PT
  • ·                 A evolução do feminismo: subsídios para sua história Resenhas
  • Machado, Rita Maria Xavier
  • Texto: PT
  • ·                 Gênero, corpo e enfermagem Resenhas
  • Heringer, Rosana
  • Texto: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.10, n.2, 2002

  • ·                 Documento sem título Editorial
  • Minella, Luzinete Simões
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Sexualidades, artes visuais e poder: pedagogias visuais do feminino Artigos
  • Loponte, Luciana Gruppelli
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Proteção social, maternidade transferida e lutas pela saúde reprodutiva Artigos
  • Costa, Suely Gomes
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A belle époque das romancistas Artigos
  • Houbre, Gabrielle
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Reprodução e gênero: paternidades, masculinidades e teorias da concepção Artigos
  • Costa, Rosely Gomes
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Na trilha do gênero: pentecostalismo e CEBs Ensaios
  • Couto, Márcia Thereza
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Entre a Psicanálise e a Teoria Política: um diálogo com Jane Flax Ponto De Vista
  • Adelman, MiriamGrossi, Miriam Pillar
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Humanização do parto: entrevista com Robbie Davis-Floyd Ponto De Vista
  • Tornquist, Carmen Susana
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Parto Dossiê Parto
  • Mott, Maria Lucia
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 As parteiras-chefes da maternidade Port-Rroyal de Paris no século XIX: obstetras antes do tempo? Dossiê Parto
  • Beauvalet-Boutouyrie, Scarlet
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A medicalização do parto e suas conseqüências: o exemplo da França no período entre as duas guerras Dossiê Parto
  • Thébaud, Françoise
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Tempos modernos, novos partos e novas parteiras: o parto no Japão de 1868 aos Anos 1930 Dossiê Parto
  • Homei, Aya
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Vivências cotidianas de parteiras e ‘experientes’ do Tocantins Dossiê Parto
  • Pinto, Benedita Celeste de Moraes
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Formação profissional de obstetrizes e enfermeiras obstétricas: velhos problemas ou novas possibilidades? Dossiê Parto
  • Riesco, Maria Luiza GonzalezTsunechiro, Maria Alice
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A definição do acompanhante no parto: uma questão ideológica? Dossiê Parto
  • Hotimsky, Sonia NussenzweigAlvarenga, Augusta Thereza de
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Armadilhas da Nova Era: natureza e maternidade no ideário da humanização do parto Dossiê Parto
  • Tornquist, Carmen Susana
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Bibliografia comentada sobre a assistência ao parto no Brasil (1972-2002) Dossiê Parto
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Corpo: objeto de estudo Resenhas
  • Marques, Ana Maria
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A construção da ‘natureza feminina’ no discurso médico Resenhas
  • Rago, Elisabeth Juliska
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Homossexualidades projetadas Resenhas
  • Góis, João Bôsco Hora
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Feministas interrogam os estudos de religião Resenhas
  • Nunes, Maria José F. Rosado
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O renascimento do parto e do amor Resenhas
  • Carvalho, Maria Luiza de
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Que valores escolhemos nesse ritual? Resenhas
  • Diniz, Simone Grilo
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.10, n.1, 2002
  • ·                 Revista Estudos Feministas: 1992–2002, a primeira década Editorial
  • Costa, Claudia de LimaMinela, Luzinete Simões
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Ao Brasil dos meus sonhos: feminismo e modernismo na utopia de Adalzira Bittencourt Artigos
  • RAMOS, MARIA BERNARDETE
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 O Ciborgue Zapatista: tecendo a poética virtual de resistência no Chiapas cibernético Artigos
  • ABDEL-MONEIM, SARAH GRUSSING
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Angelita La Escapía e a fotografia viva de Marx: feminismo e passados presentes em Almanac of the Dead Artigos
  • VILELA, LÚCIA HELENA DE AZEVEDO
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A disputa de teorias Artigos
  • CHRISTIAN, BARBARA
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A vinda para a América: reflexões sobre perda de cabelos e de memória Artigos
  • SHOHAT, ELLA
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Preconceito e discriminação como expressões de violência Ensaios
  • BANDEIRA, LOURDESBATISTA, ANALÍA SORIA
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Corporalidade e desejo: Tudo sobre minha mãe e o gênero na margem Ensaios
  • MALUF, SÔNIA WEIDNER
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Como os corpos se tornam matéria: entrevista com Judith Butler Ponto De Vista
  • PRINS, BAUKJEMEIJER, IRENE COSTERA
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 III Conferência Mundial contra o racismo Dossiê Iii Conferência Mundial Contra O Racismo
  • BAIRROS, LUIZA
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero Dossiê Iii Conferência Mundial Contra O Racismo
  • CRENSHAW, KIMBERLÉ
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Interseccionalidade em uma era de globalização: As implicações da Conferência Mundial contra o Racismo para práticas feministas transnacionais Dossiê Iii Conferência Mundial Contra O Racismo
  • BLACKWELL, MAYLEINABER, NADINE
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Chega de saudade, a realidade é que… Dossiê Iii Conferência Mundial Contra O Racismo
  • OLIVEIRA, GUACIRA CESAR DESANT’ANNA, WÂNIA
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A batalha de Durban Dossiê Iii Conferência Mundial Contra O Racismo
  • CARNEIRO, SUELI
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Vocês não podem adiar mais os nossos sonhos… Dossiê Iii Conferência Mundial Contra O Racismo
  • RUFINO, ALZIRA
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Participação dos povos indígenas na Conferência em Durban Dossiê Iii Conferência Mundial Contra O Racismo
  • POTIGUARA, ELIANE
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Brasil–Durban–Brasil: um marco da luta contra o racismo Dossiê Iii Conferência Mundial Contra O Racismo
  • BENTES, NILMA
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Um olhar sobre os ‘olhares’ Resenhas
  • LIMA, ANA CECÍLIA ACIOLI
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Novas tecnologias reprodutivas: uma oferta de possibilidades contraditórias para as mulheres Resenhas
  • QUEIROZ, ARRYANNE
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Narrativas: uma trama etnográfica mais sensível Resenhas
  • SANTOS, BERNADETTE GROSSI DOS
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Fronteiras identitárias e pós-colonialismo Resenhas
  • BAUMGARTEN, CARLOS ALEXANDRE
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres e dote no Brasil Resenhas
  • MOURA, DENISE APARECIDA SOARES DE
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Mulheres e sustentabilidade na Amazônia Resenhas
  • LAZARIN, KATIUSCIA MARIA
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A alteridade à flor da pele Resenhas
  • CARVALHO, MARIE JANE SOARES
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Nacionalidade literária como identidade Resenhas
  • HANCIAU, NUBIA JACQUES
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Em jogo… os jogos da beleza Resenhas
  • OLIVEIRA, NUCIA ALEXANDRA SILVA DE
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Errata Errata
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.9, n.2, 2001

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.9, n.1, 2001

  • ·                 Documento sem título Editorial
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Pedagogia cultural, gênero e sexualidade Artigos
  • SABAT, RUTH
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Herança e gênero entre agricultores familiares Artigos
  • CARNEIRO, MARIA JOSÉ
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Artefatos de gênero na arte do barro: masculinidades e femininidades Artigos
  • MATOS, SÔNIA MISSAGIA DE
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Laboriosas mas redundantes: gênero e mobilidade no trabalho no Brasil dos 90 Artigos
  • GUIMARÃES, NADYA ARAÚJO
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Feminismo transnacional: re-lendo Joan Scott no sertão Artigos
  • THAYER, MILLIE
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Fazendo diferenças: teorias sobre gênero, corpo e comportamento Ensaio
  • CITELI, MARIA TERESA
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Feminismo Fora do Centro: Entrevista com Ella Shohat Ponto De Vista
  • COSTA, CLAUDIA DE LIMA
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Documento sem título Dossiê – Mulheres Na Política, Mulheres No Poder
  • GROSSI, MIRIAM PILLARMIGUEL, SÔNIA MALHEIROS
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Transformando a diferença: as mulheres na política Dossiê – Mulheres Na Política, Mulheres No Poder
  • GROSSI, MÍRIAM PILLARMIGUEL, SÔNIA MALHEIROS
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Ações e estratégias do CNDM para o “empoderamento” das mulheres<A NAME=”t1″></A> Dossiê – Mulheres Na Política, Mulheres No Poder
  • JUREMA, SOLANGE BENTES
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Capacitação de líderes femininas: reflexões sobre a experiência do IBAM Dossiê – Mulheres Na Política, Mulheres No Poder
  • COSTA, DELAINE MARTINS
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 A política de cotas na América Latina Dossiê – Mulheres Na Política, Mulheres No Poder
  • HTUN, MALA
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Potencialidades e limites da política de cotas no Brasil Dossiê – Mulheres Na Política, Mulheres No Poder
  • ARAÚJO, CLARA
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Política de interesses, política do desvelo: representação e “singularidade feminina” Dossiê – Mulheres Na Política, Mulheres No Poder
  • MIGUEL, LUÍS FELIPE
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 De uma política de idéias a uma política de presença? Dossiê – Mulheres Na Política, Mulheres No Poder
  • PHILLIPS, ANNE
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Gênero e cidadania: referenciais analíticos Dossiê – Mulheres Na Política, Mulheres No Poder
  • BRITO, MARIA NOEMI CASTILHOS
  • Resumo: EN PT
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Uma análise crítica do direito à diferença Resenhas
  • NUERNBERG, ADRIANO HENRIQUE
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Para a re-inscrição das estórias do gênero no romance português contemporâneo Resenhas
  • FERREIRA, ANA PAULA
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 “Novas” violências assolam o cotidiano Resenhas
  • SORIA, ANALÍA
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Modos de ser, modos de ver la estirpe de mnemosine
  • GÓMEZ, ANTONIO CASTILLO
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Pedagogias do corpo ou a constituição de bons-moços e boas-moças Resenhas
  • SAYÃO, DÉBORAH THOMÉ
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Cenas da vida amorosa brasileira na modernidade tardia Resenhas
  • PIRANI, DENISE
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Ciudadania y Derechos Economicos: la Importancia de la Tierra Para Las Mujeres Latinoamericanas
  • HERRERA, GIOCONDA
  • Texto: ES
  • PDF: ES
  • ·                 Práticas de cuidado e trabalho docente Resenhas
  • VIVIANI, LUCIANA MARIAVIEIRA, DAIANE ANTUNES
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Ações afirmativas, mulheres e mercados de trabalho Resenhas
  • YANNOULAS, SILVIA CRISTINA
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 “A Bela Esquina”: gênero e feminismo Resenhas
  • KOFES, SUELY
  • Texto: PT
  • PDF: PT
  • ·                 Transformações nas relações de gênero Resenhas
  • DAUSTER, TANIA
  • Texto: PT
  • PDF: PT

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.0, n.0, 1992 / v.8, n.2, 2000.

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.8, n.2, 2000.

Publicado: 2000-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.8, n.1, 2000.

Publicado: 2000-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.7, n1 e 2, 1999.

Número duplo – Dossiê Mulheres Indígenas

Número com SEPARATA. Médicas, arquitetas, advogadas e engenheiras: mulheres em carreiras de prestígio.

Publicado: 1999-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, Special Issue – 1999.

Publicado: 1999-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.6, n.2, 1998.

Publicado: 1998-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.6, n.1, 1998.

Publicado: 1998-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.5, n.2, 1997.

Publicado: 1997-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.5, n.1, 1997.

Publicado: 1997-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.4, n.2, 1996.

Publicado: 1996-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.4, n.1, 1996.

Publicado: 1996-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.3, n.2, 1995.

Publicado: 1995-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.3, n.1, 1995.

Publicado: 1995-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.2, n.3, 1994.

Publicado: 1994-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.2, n.2, 1994.

Publicado: 1994-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, Número Especial/2º sem./94 – Colóquio Internacional Brasil, França e Quebec

Publicado: 1994-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.1, n.2, 1993.

Publicado: 1993-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.1, n.1, 1993.

Publicado: 1993-01-01

Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.0, n.0, 1992.

Publicado: 1992-01-01

Estudos Feministas | UFSC | 1992

Estudos Feministas

A Revista Estudos Feministas, sediada no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e no Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da Universidade Federal de Santa Catarina, é um periódico indexado e interdisciplinar, de circulação nacional e internacional, e tem o objetivo de divulgar a vasta produção de conhecimento no campo dos estudos feministas e de gênero, buscando dar subsídios aos debates teóricos nessa área, bem como instrumentos analíticos que possam contribuir às práticas dos movimentos de mulheres.

A Revista Estudos Feministas foi criada em 1992, tendo sido inicialmente editada pela Coordenação Interdisciplinar de Estudos Contemporâneos da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Num segundo momento, o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro assumiram a responsabilidade pela edição da Revista. A partir de 1999, passou a ser sediada pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas e pelo Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente, está integrada ao Instituto de Estudos de Gênero, órgão que agrega pesquisadoras oriundas de distintas áreas de conhecimento e atuação da UFSC, tendo como denominadores comuns os estudos feministas e a perspectiva de gênero. [Foco e escopo em 2024]

A Revista Estudos Feministas (Florianópolis, 1992-) é uma revista trimestral indexada que circula nacional e internacionalmente, com o objetivo de divulgar textos cientificamente originais nos idiomas português, espanhol e inglês, na forma de artigos, ensaios e resenhas sobre gênero e feminismos que possam estar relacionados a um disciplina particular ou interdisciplinar em sua metodologia, teoria e literatura. Os artigos publicados contribuem para o estudo de questões de gênero e derivam de diferentes disciplinas: sociologia, antropologia, história, literatura, estudos culturais, ciência política, medicina, psicologia, teoria feminista, semiótica, demografia, comunicação, psicanálise, entre outras.

Trabalha em regime de rotação institucional desde 1992 e foi publicado pela primeira vez pela Coordenação Interdisciplinar de Estudos Contemporâneos da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Posteriormente, o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro assumiram a responsabilidade pela edição da Revista. Desde 1999, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas e o Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina abrigam a revista. Atualmente, é incorporado ao Instituto de Estudos de Gênero, órgão que reúne pesquisadores de diferentes disciplinas [áreas de conhecimento e atividade] da UFSC, que têm como denominadores comuns os estudos feministas e as perspectivas de gênero. [Foco e escopo em 2020]

Periodicidade quadrimestral

Acesso livre

ISSN 0104-026X (Impresso)

ISSN 1806-9584 (Online)

Acessar resenhas

Acessar dossiês

Acessar sumários

Acessar arquivos