HISTÓRIA
Nassau, o Governador do Brasil Holandês – MARIZ (RIHGB)
MELO, Evaldo Cabral de. Nassau, o Governador do Brasil Holandês. São Paulo: Companhia das Letras. Coleção Perfis Brasileiros, 2006. 288p. Resenha de: MARIZ, Vasco. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v,167, n.431, p.285-288, abr./jun., 2006.
Vasco Mariz – Sócio emérito do IHGB.
[IF]O gesto que salva – Pérola Byington e a cruzada pró-infância – BYINGTON et al (RIHGB)
BYINGTON, M. E.; MOTT, M. L.; ALVES, O. S. F. O gesto que salva – Pérola Byington e a cruzada pró-infância. São Paulo: Grifo Projetos Históricos e Editoriais, 2005. Resenha de: MOURA, Marina. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v,167, n.431, p.289-295, abr./jun., 2006.
Marina Moura – Psicóloga pela Universidade São Judas Tadeu e mestranda em Psicologia Social pela PUC-SP.
Acesso apenas pelo link original
[IF]
As transformações dos espaços públicos: imprensa, atores políticos e sociabilidade na cidade imperial (1820-1840) – MOREL (RIHGB)
MOREL, Marco. As transformações dos espaços públicos: imprensa, atores políticos e sociabilidade na cidade imperial (1820-1840). São Paulo: Hucitec, 2005. 236p. Resenha de: NEVES, Lúcia Maria Bastos Pereira das. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.167, n.431, p.297-302, abr./jun., 2006.
Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves – Professora Titular de História Moderna (UERJ).
[IF]Forjando a democracia – a história da esquerda na Europa. 1850-2000 – ELEY (AN)
ELEY, Geoff. Forjando a democracia – a história da esquerda na Europa. 1850-2000. São Paulo: Editora da Fundação Perseu Abramo, 2005. Resenha de: AGGIO, Alberto. Anos 90, Porto Alegre, v.13, n.23/24, p.353-360, 2006.
Embora não integralmente identificáveis, os vínculos entre esquerda e socialismo são historicamente incontestáveis. O socialismo foi um programa de mudança social e um movimento político que mobilizou milhões de pessoas na Europa durante os séculos XIX e XX. Ele marcou profundamente a história da esquerda européia e é praticamente impossível referir-se a ela sem levá-lo em consideração. O socialismo foi, pelo menos até a década de 1990, a referência central da esquerda européia e os partidos socialistas e comunistas a hegemonizaram de maneira integral.
Pode-se argumentar que aquilo que se entende por socialismo também variou desde o século XIX e hoje o seu significado é, sem dúvida, bastante diferente daquele que se postulava no passado.
Nos últimos 20 anos, a hegemonia de comunistas e socialistas também se desvaneceu e hoje a esquerda européia vem buscando novos caminhos. Assim, narrar, analisar e refletir a respeito da história da esquerda e do socialismo europeu – uma tarefa cada vez mais monumental para qualquer investigador – implica mobilizar e estabelecer um domínio suficientemente claro tanto dessa dinâmica de largo prazo quanto das muitas outras referências que permeiam as históricas relações entre socialismo e esquerda na Europa.
É essa a trilha que segue Geoff Eley no seu livro Forjando a democracia, cujo propósito é o de explicar a potência, as virtudes, os caminhos e descaminhos, as vicissitudes e os desafios históricos e atuais que marcam a esquerda européia. Ainda hoje a palavra “socialismo” continua a ser empregada para se fazer referência ao conjunto de partidos políticos oriundos historicamente do movimento operário europeu que emergiu e ganhou força na segunda metade do século XIX, mesmo que se reconheça que esse conjunto seja formado mais por diferenciações de seus componentes do que por uma homogeneidade clara. Como Geoff Eley afirma logo no início do seu livro, o socialismo é antes de tudo um referente histórico da esquerda européia, na verdade, o “núcleo da esquerda européia”, ainda que esta tenha sido “sempre maior do que o socialismo” (p. 28-29).
Mas há uma referência maior em toda essa história e que Geoff Eley assume como central em seu trabalho. Procurando sintetizar o argumento nuclear do livro se poderia dizer que a democracia européia – e não um regime de tipo socialista – representa a grande construção histórica do socialismo e da esquerda naquele continente. A partir desse argumento central – que se expressa inclusive no título do livro –, Eley procura compreender o socialismo não como uma doutrina abstrata ou metafísica e sim como um movimento histórico que buscou permanentemente construir a democracia, tornando-a cada vez mais social e, portanto, ampliando seguidamente o seu escopo. Essa mesma perspectiva o faz analisar o papel da esquerda na luta e na construção de consensos democráticos nas diversas conjunturas que marcaram dramaticamente a história européia, especialmente no desenrolar do século XX. Eley evidencia uma visão precisa da situação histórica da democracia na Europa: ela não é uma “dádiva” e nem está “assegurada”. No passado e no presente, a democracia “exige conflito, a saber, o desafio corajoso da autoridade, a assunção de riscos e atos de coragem temerária, o testemunho ético, confrontações violentas e crises gerais em que se rompe a ordem políticosocial dada” (p. 24). Na Europa, o seu advento não representou, portanto, um fato natural nem derivou da prosperidade econômica, não sendo tampouco um “subproduto inevitável do individualismo ou do mercado”. Para Eley, a democracia estabeleceu-se e se consolidou “porque uma grande quantidade de pessoas se organizou coletivamente para reivindicá-la” (p. 24). Somente depois de 1945 é que a democracia na Europa conseguiu se sustentar com base em um consenso amplo e profundo capaz de garantir uma lealdade popular à ordem instituída no pós-guerra.
Forjando a democracia insere-se, portanto, na linha historiográfica que procura analisar as práticas e a cultura política do socialismo europeu a partir dos seus significados concretos, assumidos no embate político de cada momento. Essa linha historiográfica tem gerado contribuições significativas para a história do socialismo e da esquerda, sempre a partir de questionamentos que antes eram desprezados ou sequer levantados.
Forjando a democracia expressa, assim, uma espécie de visão reformista da história da esquerda, extremamente valorizadora da trajetória de conflitos e de lutas do socialismo europeu.
Nesse sentido, seria importante refletir brevemente aqui a partir do fato de que, na sua construção política, o socialismo não nasce como um ato teórico iluminado e sim como um movimento sociopolítico e cultural que assimilou concepções e valores de outros movimentos e concepções de mundo, além de ter desenvolvido uma concepção própria. O socialismo havia nascido com o capitalismo industrial e teve suas origens nos estratos mais profundos da sociedade européia. Compartilhou com liberais, radicais e cristãos conservadores a visão de que o proletariado industrial era o setor social mais prejudicado pelo capitalismo e que este lhe roubava a possibilidade de viver o que havia de positivo na existência humana. Como uma faceta já reconhecida por inúmeros historiadores, o socialismo obtém sua força motora espiritual tanto na razão do Iluminismo quanto na paixão do Romantismo.
Se este engendrava visões revolucionárias nascidas de um mundo cheio de energia, sentimento e liberdade, aquele trazia ao socialismo, além das idéias, dois exemplos concretos de revolução: a Revolução de Independência norte-americana e a Revolução Francesa de 1789. Desta última, os socialistas consideravamse os herdeiros mais legitimados por defenderem intransigentemente a consigna Liberdade, Igualdade e Fraternidade, não apenas do ponto de vista coletivo e público como também do ponto de vista privado e cotidiano.
Como se sabe, o socialismo combinou uma concepção de liberdade nascida do Iluminismo com as demandas da igualdade nascidas do mundo do trabalhador pobre do século XIX, que pode ser traduzida pela idéia de emancipação presente tanto no seu discurso quanto nos seus movimentos sociais. Marx havia registrado, com imensa agudeza de raciocínio, que a Revolução Francesa havia criado um novo ser histórico expresso na figura do citoyen, e que caberia ao movimento operário a tarefa histórica de criar um novo homem. Esse viria a ser um desafio crítico ao socialismo. A Revolução Francesa havia estabelecido a luta frontal contra a loi civil vigente, tanto no plano de uma loi politique que dava base ao Antigo Regime absolutista quanto no de uma loi de famille que o sustentava no plano privado, perpetuando o domínio patriarcal. A enquanto a dimensão privada da família trazia à tona a questão da fraternidade entre os homens. No século XIX, essas duas dimensões distanciaram-se e se desencontraram. O socialismo do século XIX, de acordo com um outro autor (Doménech, 2004), não soube avançar pela trilha da fraternidade e isso acabou tolhendo a ampliação da sua perspectiva emancipadora. A avaliação de que entre a consigna da Revolução Francesa e o socialismo não existe apenas continuidade e desdobramentos evolutivos, mas também uma certa descontinuidade introduz um elemento crítico na análise que demandaria dos estudiosos uma “revisão republicana da tradição socialista”, para usarmos aqui uma expressão de Doménech. O que devemos registrar como altamente interessante é que, num certo sentido, há um reconhecimento implícito de Eley a respeito dessa ponderação no momento em que ele enfatiza que, no século XX, a fixação dos socialistas no terreno da “política de classes” parece ter mantido o problema nos mesmos termos, afastando parcelas importantes da população, especialmente as mulheres, da área de influência do socialismo (p. 29). Em outras palavras, o socialismo perdia sua integridade no sentido de um programa radicalmente moderno em troca de uma ação cada vez mais concentrada nos interesses do mundo do trabalho que encontravam ressonância especialmente na noção de igualdade social.
Não se tratou objetivamente de um “erro teórico”, mas sim de limites de uma prática contingente, de uma opção na ação que redundaria mais direta e facilmente em apoios para o movimento e eventualmente para os partidos do socialismo.
Este é apenas um dos planos que aqui lançamos mão para expressar que, além do livro de Eley, existe um conjunto de investigações que assume e justifica plenamente uma releitura crítica da história do socialismo, uma vez que os limites, as restrições e as exclusões conformavam-se como a outra face das opções estratégicas adotadas pelo socialismo europeu. Em outras palavras, a voltado para fins de poder e de transformação. Como afirma Eley, “se as transformações contemporâneas expuseram as fraquezas do socialismo no presente, especialmente as conseqüências excludentes de concentrar a estratégia democrática na ação progressista da classe operária, então essas idéias têm muito a nos ensinar sobre as limitações do socialismo também em épocas anteriores” (p. 28).
Contudo, a política não foi apenas negativa e ensinou algo de positivo aos socialistas. Eley confirma que estes, desde os primórdios, evitaram levar uma política de isolacionismo no interior das sociedades onde atuaram e encontraram, especialmente nos liberais e nos radicais de outros segmentos sociais, aliados para suas ações. Os socialistas sempre precisaram de aliados e nunca alcançaram seus objetivos por si mesmos quer fosse para difundir suas idéias publicamente, fazerem suas agitações, quer para se afirmarem institucionalmente, organizando greves, concorrendo às eleições ou mesmo formando governos. Em sua trajetória de afirmação política, o socialismo possibilitou às massas uma integração ao sistema da ordem que, após a grande guerra civil européia de 1914 a 1945, acabaria por produzir aquilo que certa vez J. Habermas chegou a qualificar como a grande construção da modernidade ocidental: o Estado de Bem-Estar social.
Muito já se escreveu sobre o Estado de Bem-Estar social e as críticas a este parecem respeitáveis. Contudo, é importante levar em conta que, apesar de não ter elaborado um projeto de emancipação coerente, o Estado de Bem-Estar social produziu, de fato, os cidadãos autônomos e críticos que o socialismo pretendia gerar.
Mais do que isso, foi a partir da sua construção que o socialismo vinculou-se direta e profundamente à democracia oferecendo à sociedade européia um sentido de futuro. Somente a partir desse momento, afirma Eley, “a democracia iria se tornar genuinamente universal, porque finalmente as mulheres teriam o direito de votar” (p. 560).
Entretanto, o tempo não passou em vão. As três últimas décadas do século XX produziram mudanças de tal ordem na estrutura do mundo que as bases de referência do socialismo ruíram integralmente: a estrutura produtiva foi alterada de maneira drástica, reduzindo muito a necessidade de mão-de-obra; um cenário pós-fordista foi se estabelecendo, ao mesmo tempo em que diminuíam a auto-organização coletiva, a vida associativa e diversas dimensões que davam sustentação ética à cultura política do socialismo.
Essas mudanças, de acordo com Eley, proporcionariam a destruição do “entorno que a tradição socialista havia necessitado para crescer” (p. 560) e talvez tenham sido mais profundas e decisivas, assim como seus efeitos mais desmoralizantes, do que o colapso final do comunismo (p. 549).
O resultado foi o estabelecimento de uma situação crítica para o socialismo e para a esquerda, o que acabou por colocar em questionamento profundo alguns aspectos da sua tradição, dentre estes a própria concepção que os socialistas construíram da história.
Como um dileto filho do Ocidente – que levou ao paroxismo a busca de uma sociedade diferente que funcionasse com base no planejamento –, o socialismo se pensou como uma utopia. Hoje, resta muito pouca coisa a propósito da noção de que o socialismo poderia ser concebido como uma sociedade cujos fundamentos estariam assentados na direção que tomava o avanço progressista da história bem como na crença de que se poderia não apenas conhecer como controlar o mecanismo e a dinâmica dessa história.
Se, como afirma Eley, “o socialismo começou com a ambição de abolir o capitalismo, de construir uma democracia igualitária a partir da riqueza que o capitalismo oferecia”, no final do século XX, “o socialismo havia se transformado num ideal ainda mais difuso, numa ética política abstrata baseada na justiça social” (p.
549). Eley não considera o seu livro um epitáfio à esquerda e ao ponto crítico: “se o socialismo foi essencial para as melhores conquistas da democracia, insisto, o fato é que as possibilidades da democracia sempre superaram o alcance do socialismo” (p. 571- 2).
O capítulo conclusivo de Forjando a democracia tem como epígrafe um fragmento de um texto de Stuart Hall, de 1989, que vale a pena ser aqui reproduzido: “Gramsci disse: ‘volte violentamente o rosto na direção das coisas que existem hoje’. Não como você gostaria que elas fossem, nem como você imagina que elas eram dez anos atrás, não como são descritas nos textos sagrados, mas como realmente são: o terreno contraditório e pedregoso da conjuntura atual” (p. 559).
É cristalino o fato de que hoje o socialismo não se configura mais como um programa de ação revolucionária tal como pretendeu ser ou, de fato, foi nos séculos XIX e XX. Não se sustenta tampouco como uma tradição. Ao socialismo não parece haver futuro a ser buscado no passado. Resta a ele encontrar a melhor maneira de colher os frutos de uma necessária e real contaminação cultural que poderá lhe dar um novo sentido histórico. Ler criticamente o livro de Eley ajuda a refletir nessa direção.
Referências
DOMÉNECH, Antoni. El eclipse de la fraternidad. Barcelona: Crítica, 2004.
Alberto Aggio – Professor Livre docente de História da UNESP/Franca.
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Amor e sexualidade: o masculino e o feminino em grafites de Pompéia – FEITOSA (AN)
FEITOSA, Lourdes Conde. Amor e sexualidade: o masculino e o feminino em grafites de Pompéia. São Paulo: Annablume; Fapesp, 2005. 168p. Resenha de: SILVA, Maria Aparecida Oliveira. Anos 90, Porto Alegre, v.13, n.23/24, p.361-364, 2006.
Herdeiros da tradição judaico-cristã recebemos a informação primeira de que o sentido da existência humana nos era dado por intermédio do Verbo Divino. Assim, aprendemos com os livros bíblicos o quanto a realidade poderia ser explicada pela palavra.
Então, sob a luz de teorias teológicas, inicia-se a disseminação da teoria hermenêutica, centrada em análises sintáticas e etimológicas, a fim de tornar o texto bíblico mais racional, leia-se, mais científico. Tal processo consumiu séculos de nossa história ensinando-nos a pensar a realidade a partir da escrita literária, empregando imagens apenas como ilustrações embelezadoras das edições.
Somente nas primeiras décadas do século XX, estudos de semiótica e de semiologia contribuíram para o deslocamento de nosso olhar, conformado ao que Derrida chamou de logocentrismo, para enxergarmos a colaboração da produção imagética. Com isso, despertamos para a possibilidade de interpretação dos valores sociais e do contexto histórico representados em inscrições parietais ou em relevos, pinturas em cerâmicas, estátuas e estatuetas, etc.
Nesse sentido, no livro Amor e sexualidade: o masculino e o feminino em grafites de Pompéia, resultado de um longo trabalho de pesquisa de doutoramento, com dados recolhidos em várias bibliotecas do Brasil e do exterior, e ainda de visitas aos sítios de Pompéia, Lourdes Conde Feitosa dedica-se ao estudo crítico sobre as fontes materiais pompeianas, oferecendo ao leitor uma nova abordagem para as inscrições paradoxalmente preservadas pela grande erupção do Vesúvio em 79 d. C., e postas à tona somente no século XVIII.
A autora demonstra salutar ousadia em sua obra não apenas por trabalhar com um corpus pouco explorado pelos estudiosos, mas ainda por retirar análises criativas sobre a sexualidade popular em Pompéia. Outro aspecto interessante deste livro é a junção de fontes literárias com fontes materiais, sem que o entrelaçamento delas pareça complementar as informações apresentadas pela autora. Dividido em cinco capítulos, sua argumentação principia com o capítulo intitulado “Gênero, amor e sexualidade: olhares metodológicos”, em que Feitosa apresenta-nos um balanço historiográfico dos estudos realizados sobre gênero, amor e sexualidade.
Nesse capítulo, a autora questiona teorias e métodos selecionados pelos estudiosos, voltados para a leitura racional dos fatos, centrada na identificação da verdade histórica e, por esse motivo, geradora de uma narrativa histórica totalizante e unificadora. Assim, Feitosa afirma escrever uma “microhistória […] e destacar o heterogêneo, o local e o específico” (p. 24).
No segundo capítulo, denominado “Representações do amor e da sexualidade na literatura acadêmica”, a autora discorre sobre a complexidade semântica da palavra amor, que em sua definição, abarca sentimentos como affectus, dilectio, caritas e eros, como revelam os grafites pompeianos expressos em vocábulos ou em desenhos.
Feitosa delineia o quadro interpretativo dos estudiosos de tais expressões humanas, revelando insuficiências teóricas, constatando a predileção dos estudiosos por análises dirigidas às relações amorosas e sexuais aristocráticas. Nesse sentido, ao estudar as manifestações da sexualidade popular, a autora brinda-nos com uma nova safra de pensamentos descentrados do eixo habitual.
Reflexões sobre a antiga Pompéia Romana constituem a tônica do terceiro capítulo denominado “Pompéia: edificações de um cenário histórico”. Com essa escolha metodológica, a autora remete-nos a aspectos interessantes da vida cotidiana em Pompéia, realçando elementos constituintes da estrutura social e econômica da cidade. Para tanto, Feitosa realiza uma minuciosa leitura das fontes materiais, epigráficas e literárias disponíveis, relatando as particularidades das representações imagéticas dos grafites ou graphio inscripta pompeianos, uma vez que as inscrições podem ser vistas em quase todos os locais públicos e privados da cidade, ou seja, onde havia paredes.
Após a contextualização socioeconômica da sociedade pompeiana, realizada no terceiro capítulo, a autora aponta seus desdobramentos na vida cotidiana de Pompéia, cujas particularidades das práticas populares compõem a temática desenvolvida no capítulo seguinte, nomeado “A expressão popular nos grafites”.
Para distinguir o aristocrata do popular, a autora pautou-se nos conceitos de honestiores e humiliores, recorrentes na literatura latina. Feitosa salienta a origem e a significação social variadas desses vocábulos; em suas palavras: “A tradução literal de honestus (honor – honra, respeito) corresponde aquele que é ‘honrado’, ‘virtuoso’, ‘nobre’, e humilis, ‘o que está no chão’ (humus), ‘o de baixa condição’, ‘o comum’, ‘o modesto’; mas o interessante a ser observado é a conotação adquirida segundo o lugar em que é usado” (p.75).
Encerrando seu percurso, a autora apresenta as inscrições parietais dos populares no quinto capítulo de seu livro, o qual intitulou de “Amor e sexualidade em inscrições parietais”. A autora versa a respeito das constantes inscrições populares sobre suas venturas e desventuras amorosas; como pôde observar durante sua pesquisa nos sítios de Pompéia, Feitosa conclui: “O tema amoroso fazia parte das preocupações cotidianas desses ‘grafiteiros’ e é por meio de suas referências sexo-afetivas que penso na composição do feminino e do masculino, em uma articulação de gênero.
Para essa análise selecionei duas práticas sexuais que, em seu âmago, estão relacionadas à sexualidade masculina e à feminina: a ação de futuere [ter relação sexual com] e de cunnum lingere [praticar a cunilíngua]” (p. 97-98).
Não apenas no último capítulo de seu trabalho, mas ao longo de todas as páginas, Feitosa manifesta sua preocupação com a sexualidade humana. Portanto, o livro Amor e sexualidade: o masculino e o feminino em grafites de Pompéia, de Lourdes Conde Feitosa, representa tanto um movimento de sedimentação dos estudos clássicos no Brasil como a inserção, no mundo das idéias, de um pensamento holístico no tocante à sexualidade dos antigos romanos. Mais um aspecto interessante de seu texto é o tratamento dado à sua temática: a sexualidade dos populares, esquivando-se de análises limitadas pelo olhar moralista bem como de repetições analíticas pautadas em relatos de Plínio, o jovem ou de Tácito, fazendo emergir relatos diversificados e contraditórios sobre a vida cotidiana em Pompéia.
Maria Aparecida Oliveira Silva – Doutoranda em História Social – FFLCH/USP. Bolsista Fapesp. Anos 90, Porto Alegre, v.13, n.23/24, p.361-364, 2006.
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20 anos do PPG História / Anos 90 / 2006
Carta Internacional | ABRI | 2006
A Carta Internacional (Belo Horizonte, 2006-) é uma revista da Associação Brasileira de Relações Internacionais, dedicada à publicação de trabalhos científicos da área. Seu objetivo é promover o debate intelectual qualificado a respeito de temáticas fundamentais do meio internacional que, no âmbito da ABRI, se organizam em sete eixos analíticos: Teoria das Relações Internacionais; Instituições Internacionais; Segurança Internacional, Estudos Estratégicos e Política de Defesa; Economia Política Internacional; Análise de Política Externa; História das Relações Internacionais e da Política Externa; Ensino e Pesquisa em Relações Internacionais.
O escopo da Revista observa esses eixos analíticos e são muito bem-vindos trabalhos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros que tratem de questões e problemas a eles relacionados. A Carta Internacional publica artigos originais e inovadores, consideradas essas áreas temáticas, e é aberta a uma ampla variedade de tradições teóricas e metodológicas. As contribuições que não enfatizem questões, problemas e fenômenos internacionais ou transfronteiriços, definidos como pertencentes à agenda de estudos internacionais, estão fora do escopo da revista.
Periodicidade quadrimestral.
Acesso livre.
ISSN 2526-9038 (Online)
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Temas da Política Internacional: ensaios, palestras e recordações diplomáticas – MARIZ (RIHGB)
MARIZ, Vasco. Temas da Política Internacional: ensaios, palestras e recordações diplomáticas. Rio de Janeiro: Topbooks, sd.. Resenha de: PEREIRA, Antônio Celso Alves. Ensaios históricos e saborosas inconfidências diplomáticas. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.170, n.442, p.413-416, jan./mar., 2006.
Experiência diplomática, arguta observação, análise política precisa e, sobretudo, cultura humanista e senso de humor estão presentes nas páginas desse novo livro de Vasco Mariz, diplomata, escritor, musicólogo, lexicógrafo e historiador, que, durante 42 anos, ocupou importantes postos na diplomacia brasileira. Serviu em Portugal, sob Salazar, na Iugoslávia de Tito, na Argentina de Perón, no consulado em Nápoles e, por duas vezes, nos Estados Unidos. Além disso, foi representante do Brasil na OEA e embaixador no Equador, em Israel, em Chipre, no Peru e na extinta Alemanha Oriental.
Embora reunindo recordações e depoimentos pessoais, não se trata de um livro exclusivamente de memórias. O autor oferece ao interessado em política internacional um quadro analítico de temas que estiveram, e muitos ainda estão, na ordem do dia da grande política mundial. Suas reminiscências do tempo em que servira na ONU são interessantíssimas. A análise do drama do Oriente Médio, que ele viveu de perto como embaixador em Israel durante 5 anos, conforma um texto atual e imprescindível para a compreensão do problema. Da mesma forma, o leitor encontrará informações e detalhes pouco discutidos, ou mesmo ignorados, sobre a unificação alemã, especialmente sobre a antiga República Democrática Alemã. Na cerimônia de entrega de suas credenciais ao presidente da RDA, o comunista Erich Honecker, Vasco Mariz mencionou a participação da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial. Honecker mostrou-se visivelmente surpreendido, pois não sabia que o Brasil lutara contra as tropas nazistas na Itália. Ainda sobre sua atuação na Alemanha, não se pode deixar de ler, nos Apêndices, às páginas 380/382, o texto intitulado: “O sindicalista Lula na RDA, ou saudades de uma bonita gravata francesa”.
É interessante salientar que vários episódios completamente desconhecidos da história diplomática brasileira, fatos que, segundo o autor, “ainda podem ser considerados confidenciais”, são por ele expostos e esclarecidos. Os acontecimentos descritos às páginas 111/114, sob o título “O dia em que o Brasil salvou o Marechal Tito”, eu nunca os vi registrados em qualquer texto sobre a nossa política externa. No Itamaraty, melhor dizendo, em qualquer chancelaria, por envolverem os negócios diplomáticos interesses e razões de Estado, vigora uma espécie de silêncio obsequioso, que obriga o diplomata a manter a maior discrição em sua vida pessoal e em sua atuação profissional. Vasco conta como fora espinafrado pelo embaixador brasileiro na Itália, Alencastro Guimarães, porque, cônsul em Nápoles, aceitara o convite do diretor da Ópera local para fazer parte do elenco de La Gioconda, no papel de Alvise Badoero. Vasco cantou e agradou. Aposentado desde os anos 90, declara-se agora à vontade para manifestar-se, como historiador, sobre sua vivência diplomática.
Nessa linha, evoca, entre outros episódios, dois delirantes projetos imperialistas do então presidente Jânio Quadros: “abrir um janela para o Caribe”, isto é, provocar uma revolta no Suriname, anexar ao Brasil parte do seu território e comprar a Guiana francesa (págs. 293/296); e, em sua política para a África, “incorporar Angola ao Brasil”. (págs. 171/173). Essas maluquices não prosperaram porque tínhamos à frente do Itamaraty a figura ilustre do notável estadista e grande brasileiro, Afonso Arinos de Melo Franco, que, naquela altura, em plena Guerra Fria, implantara no Itamaraty uma renovada, vigorosa e independente política externa.
Vasco Mariz trabalhou com Roberto Campos ao tempo que este fora embaixador em Washington. Acumulava as funções de direção dos setores cultural e de imprensa da embaixada. Nessa situação, foi testemunha e participou ativamente dos esforços da diplomacia brasileira para tentar anular a antipatia que o governo norte-americano, pelas conhecidas razões ideológicas, nutria pelo governo João Goulart. No capitulo intitulado “Na Corte do Presidente Kennedy”, Mariz descreve, com detalhes, episódios interessantes sobre a visita oficial do presidente João Goulart, em abril de 1962, aos EUA. Além de uma minuciosa análise das questões que, naquela altura, compunham nosso contencioso político e comercial com os Estados Unidos, o autor comenta os momentos mais importantes dos encontros de Jango com Kennedy, ao mesmo tempo em que traz à luz situações cômicas, que ocorreram nos bastidores dessa polêmica visita presidencial.
Na sequência da narrativa de alguns fatos da política externa brasileira que não chegaram, em toda a sua extensão, ao conhecimento do grande público, Vasco Mariz revela detalhes das iniciativas ordenadas pelo governo militar para impedir a concessão do Prêmio Nobel da Paz de 1969 a Dom Helder Câmara. Este é um dos episódios mais tristes, mais lamentáveis, dentre os absurdos e violências perpetrados pela paranóia ideológica da ditadura militar. O autor, à época, era chefe do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores. Confessa que, por dever de ofício, cumprindo ordens diretas do secretário geral do Itamaraty, embaixador Jorge de Carvalho e Silva, convocara os embaixadores da Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia, para pedir-lhes “que solicitassem a seus governos, a título excepcional, que interviessem junto à Fundação Nobel para evitar a escolha”. Dias depois, o Itamaraty fora informado pelos citados embaixadores que seus governos não interfeririam no assunto. O caso saiu da esfera diplomática e passou diretamente para a presidência da República. As pressões, fortíssimas, passaram a ser Vabis, Ericsson, Facit e Nokia). “A mensagem – escreve Mariz – foi bem entendida nos países escandinavos” e o prêmio foi concedido à Organização Internacional do Trabalho.
Vasco Mariz é uma pessoa de trato ameno, extremamente gentil, que encanta seus interlocutores. Estas qualidades muito o ajudaram em sua vida profissional e o aproximaram de importantes líderes mundiais e de destacados políticos brasileiros. Vale a pena ler os perfis que ele traça, na presente obra, das personalidades com as quais convivera em quase meio século de vida diplomática, reunidos, sob o título Variações, ao término de cada capítulo.
Escrito em linguagem clara, em estilo elegante, Temas da Política Internacional – ensaios, palestras e recordações diplomáticas, de Vasco Mariz, livro cuja leitura recomendo com prazer, constitui, ao mesmo tempo, valiosa contribuição à bibliografia brasileira sobre política internacional e sobre a história da política externa do nosso país.
Antônio Celso Alves Pereira – Presidente da Sociedade Brasileira de Direito Internacional e ex-reitor da Uerj.
[IF]Estudos Filosóficos e Históricos da Antiguidade | Unicamp | [2006]
A Revista de Estudos Filosóficos e Históricos da Antiguidade (Campinas, [2006]-) é uma publicação semestral do Centro de Estudos e Documentação sobre o Pensamento Antigo Clássico, Helenístico e sua Posteridade Histórica do IFCH-UNICAMP. Destina-se à divulgação de artigos originais, traduções, resenhas e documentos, sobre estudos filosóficos e históricos a respeito do pensamento antigo, redigidos em qualquer língua moderna de difusão científica.
Periodicidade semestral
Acesso livre
ISSN 2177- 5850
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Urbana | Unicamp | 2006
Urbana (Campinas, 2006-) é a revista eletrônica do CIEC (Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade), Centro de Pesquisa vinculado ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, foi estabelecida em 2006 por iniciativa de historiadores dedicados aos estudos urbanos, Amílcar Torrão Filho, Josianne Cerasoli, Rodrigo de Faria, Viviane Ceballos, com apoio de Cristina Meneguello, Stella Bresciani e Silvana Rubino.
O periódico dedica-se à publicação de artigos baseados em pesquisas originais, de resenhas e de traduções, sempre dentro da temática ampla da história urbana. Os artigos podem versar sobre o tema do Dossiê proposto para cada edição ou podem compor a seção de artigos livres.
A revista eletrônica Urbana recebe contribuições destinadas ao público acadêmico voltadas ao estudo de temas relativos à produção do universo urbano na sociedade moderna/contemporânea, prioritariamente em perspectiva histórica, tais como: história da cidade e do urbanismo, políticas públicas, intervenções urbanas, políticas de preservação e patrimônio, avaliações críticas e reflexões sobre a cidade, cultura e linguagens urbanas, espaço político/público, saberes eruditos e especializados sobre a cidade, tensões sociais e cidadania.
Periodicidade quadrimestral.
Acesso livre.
ISSN 1982-0569.
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Los Incas del Cuzco. Siglos XVI-XVII-XVIII – ROWE (C-RAC)
ROWE, John Howland. Los Incas del Cuzco. Siglos XVI-XVII-XVIII. Cusco: Instituto Nacional de Cultura; Multi; Imprenta Edmundo Pantigoso EIRL, 2003. 417p. Resenha de: OCHOA, Jorge A. Flores. Chungara – Revista de Antropología Chilena, Arica, v.37, n.2, P. 269-271, dic. 2005.
Con el título de Incas del Cuzco. Siglos XVI-XVII-XVIII, se presenta esta antología de investigaciones realizadas por el Dr. John Howland Rowe. Así culmina la tarea de alcanzar al público cuzqueño muestra de su vasta y valiosa producción intelectual, que durante años estuvo dirigida a investigar aspectos poco tocados, o ignorados, por otros investigadores de los incas preinvasión, como de los que continuaron con la tradición incásica, ya viviendo bajo el gobierno colonial de los siglos XVII y XVIII. La selección es decisión del Dr. Rowe, a base de la propuesta que le presenté. La antología tiene su sello, mostrando que uno de los temas principales de su preocupación intelectual fueron los incas. Es el interés que lo trajo al Cuzco, a donde llegó a comienzos de la década de los años cuarenta del siglo pasado. Desde entonces se convirtió, durante casi cincuenta años, no en visitante temporal o estacional de nuestra ciudad, sino residente, que se ausentaba por meses para ocupar su cátedra en la University of California en Berkeley. Allí capacitó y formó legión de estudiosos que dedicaron su afán a la investigación de los andes centrales, unos dedicándose al trabajo arqueológico, otros al etnológico y también a la etnohistoria, aunque es frecuente que combinen todas esas tácticas. Sus discípulos forman importante conjunto de estudiosos con prestigio logrado por la calidad de sus investigaciones del antiguo Perú.
Así como formó especialistas en los andes desde su posición académica en Estados Unidos, aquí en el Cuzco fue guía permanente para estudiantes, jóvenes que preparaban tesis de grado. Los comentarios, a los trabajos que le pedían leer, fueron siempre estimulantes, animando al trabajo serio, que estuviera lejos de la fácil publicidad. También ejerció docencia no en el aula, sino de manera informal, individual, coloquial, que es muy fructífera. Dejó profunda huella en todos los que tuvieron el privilegio de acceder a sus enseñanzas.
Su contribución al desarrollo científico cuzqueño, merece valoración especial. Señalemos parte de ella. Fue fundador de la Sección de Arqueología en la Universidad Nacional de San Antonio Abad en 1946, siendo muy joven, casi estudiante universitario. Las clases se iniciaron el 14 de julio de 1946. San Antonio Abad fue la primera universidad nacional que incluyó el estudio de esta ciencia e inició su enseñanza universitaria. Entre los primeros alumnos estuvieron Luisa Béjar Núñez del Prado, Oscar Núñez del Prado, Gabriel Escobar, Carlos Kalafatovich, Guillermo Fuentes Díaz. Funcionó hasta 1948, cuando el dictador Odría nombró una Comisión Reorganizadora de la Universidad, que intentó clausurarla, trasladándola a la Facultad de Letras, donde funcionó como Sección de Historia y Antropología.
El Dr. Rowe también tuvo a su cargo la Dirección del Museo e Instituto Arqueológico -ahora Museo Inka-. Inició la catalogación científica, organizó la administración, dando énfasis a la biblioteca, a la que dotó de valiosa colección de libros. Hasta ahora se utiliza el libro de registro hecho de su puño y letra.
Con el Dr. Rowe comienza la arqueología científica en el Cuzco. Abrió el inmenso capítulo de lo pre-inca, puesto que hasta entonces todo vestigio arqueológico era considerado inca. Este capítulo comenzó con el descubrimiento del asentamiento de Chanapata, que dio origen al estilo cultural del mismo nombre. Mediante excavaciones precisó la existencia de lo inmediato a lo inca imperial, que bautizó como Killki. Con estas y otras evidencias, diseñó la primera secuencia del desarrollo cultural del valle del Cuzco, como expuso en su conocido libro An Introduction to the Archeology of Cuzco, publicado en 1944, que además incluye el plano del Qorikancha, que posee vigencia a pesar del tiempo transcurrido desde entonces. Este libro, no traducido aún al castellano, es fundamental para quienes trabajan en la arqueología del Cuzco. Vale aquí hacer presente una posición del Dr. John Howland Rowe. No es partidario de publicar libros, considera que la mejor contribución se halla en los artículos científicos, que dan a conocer los últimos avances de la investigación científica. El aporte que se realiza de esta manera responde mejor a la velocidad con que avanza el conocimiento científico.
Su contribución al conocimiento del Tawantinsuyu, ha merecido el reconocimiento del gobierno peruano, que le ha conferido la Orden del Sol, la más alta condecoración con que se honra a quienes contribuyen de manera significativa con el país. Por la misma razón la Universidad Nacional de San Antonio Abad del Cuzco le confirió el grado de Doctor Honoris Causa y le nombró Profesor Honorario. Siguiendo el antiguo dicho, nuestro centro de estudios se honró honrando.
El tiempo que pasaba en el Cuzco, estaba totalmente dedicado a la investigación, sea realizando exploración de sitios arqueológicos, cuando no excavaciones, revisando colecciones, buscando documentos en el Archivo Histórico. “Los papeles”, como decimos a la documentación histórica, son de su permanente interés. Recordemos -por ejemplo- que cuando el Dr. Sergio Quevedo Aragón fue Presidente de la Comisión Reorganizadora de la Universidad, le comunicó al Dr. Rowe que en el rectorado había unos papeles antiguos. De inmediato el Dr. Rowe se interesó por ellos. Contaba el Dr. Quevedo que al ingresar al rectorado encontró al Dr. Rowe sentado en el piso, revisando los documentos. Muy contento le comunicó que era nada menos que el expediente del juicio que José Gabriel Thupa Amaro sostuvo con los Betancourt. Documento importante que está intercalado con pinturas de escudos de armas, todo el gran valor para conocer más del caudillo del movimiento nacionalista del siglo XVIII.
El tiempo que pasaba en el Cuzco, aunque corto para sus múltiples propósitos, no impedía que aceptara participar en la vida intelectual del Cuzco, ofreciendo conferencias, que siempre tuvieron nutrida y atenta audiencia. Junto con su esposa, la Dra. Patricia J. Lyon, fueron activos participantes en los Tinkuy, el Encuentro Anual que organiza el “Centro de Estudios Andinos Cuzco”, en el mes de agosto, desde hace veinticinco años. Varios trabajos que forman parte de la presente antología originalmente fueron ponencia que presentó en los Tinkuy.
La búsqueda de información en el Archivo Histórico, la combinaba con salidas de campo, para cotejar y verificar la información escrita con las evidencias arqueológicas. Para estas excursiones invitaba a estudiantes o jóvenes graduados, que aprendían en el campo la importancia de la información escrita, que permitía conocer mejor lo que se visitaba y el valor de recorrer los sitios arqueológicos de inmediaciones del Cuzco.
Los trabajos, especialmente los de los últimos años de su residencia en nuestra ciudad, estuvieron dirigidos a la investigación histórica de los incas. Me permitiría llamarlo al estudio etnohistórico de los incas, aunque creo que el Dr. Rowe no compartiría completamente este punto de vista. Sin embargo, es innegable que su formación antropológica era la que le permitía tener el conocimiento detallado que tiene de los incas, desde los de los siglos XV y XVI preinvasión, a los que vivieron ya bajo el doloroso gobierno colonial de los siglos XVII y XVIII.
Considero que esta preferencia temática es la que primó para que eligiera sus trabajos que tienen que ver con la perspectiva cultural e histórica de los incas, sin incluir ninguno de los que son estrictamente de tipo arqueológico. La distribución, agrupándolos en tres capítulos, con que se los presenta en esta compilación, sigue su preferencia, considerando grandes temas culturales, antes que siguiendo un orden de sentido cronológico. En la Primera Parte trata de la Historia y Organización Social, preinvasión. Resalto, en forma arbitraria, el de los grados de edad, porque su tratamiento muestra cómo se analiza un tema que es clásico en los estudios antropológicos. Aportes significativos son los incas no reales, que ayudarán a entender reclamos modernos de filiación incásica. La constitución Inca es de singular importancia para comprender la forma como estuvo organizada la ciudad del Cuzco. El “misterio” de Machupiqchu, que ha dado lugar a tanta lucubración, es mostrado con coherencia, tanto en la persona de su constructor como del sentido y función que tuvo.
La religión es el tema central de la Segunda Parte. Siendo importante en las antiguas civilizaciones clásicas, lo fue igualmente entre los incas, que fue sociedad de grandes manifestaciones religiosas. Es de mención especial el que trata el origen del culto al Dios Creador, tanto por esclarecer su existencia, como porque forma parte de un permanente debate. Se complementa con el análisis de las oraciones con que se dirigían al Creador.
En la Tercera Parte los trabajos van dirigidos a delinear lo que denomina el Movimiento Nacionalista Inca en la Colonia. Expone una propuesta original del Dr. Rowe. Resumiendo en pocas líneas, considera que lo Inca, como cultura, sentimiento e ideología, no desapareció con la invasión española y la posterior imposición del gobierno colonial. Los incas continuaron su tradición, desarrollando una cultura de resistencia, que puede ser verificada en el presente. La cultura Inca continuó asumiendo nuevas formas de organización social, con fuerte sentido del ser Inca, que devendría en verdadera ideología. Se manifiesta en varias formas, como la creación estética plasmada, por ejemplo, en los retratos de los nobles incas o arte visual en los qeros, los polícromos vasos rituales Inca de los siglos XVII y XVIII. El nacionalismo Inca inspiró los movimientos de la liberación del siglo XVIII, que llegaron al clímax con José Gabriel Thupa Amaro, quien dirigió la mayor rebelión de toda América contra el gobierno colonial.
En la publicación se conserva la bibliografía de cada trabajo, para evitar confusiones u omisiones que pudieran ocurrir al fundirlas en una bibliografía general. Por expresa disposición del autor, reiterada por su esposa la Dra. Patricia J. Lyon, los nombres propios de etnias, grupos, individuos, lugares y de otro tipo, conservan la escritura de los originales. Resalto la de palabras sujetas a controversia como Inca escrito con “c” en lugar de “k” y Cuzco con zeta. Subrayo que el Dr. John H. Rowe tiene suficiente solvencia académica y usa argumentos científicos que respaldan su decisión para la forma de escribir las palabras quechua y del español de los siglos que investiga.
Hago mención especial a la decisión del Dr. John Howland Rowe de permitir la publicación de esta antología como una pequeña parte de su gran producción bibliográfica. Espero que en un futuro cercano haya otras
con las investigaciones de la arqueología del Cuzco. El reconocimiento especial es también porque tuvo ofertas de universidades y editoriales de Lima, para publicar una selección de sus trabajos, las que siempre rechazó, porque su decisión fue que un libro de ese tipo debía ser publicado en el Cuzco. Ahora que se hace realidad su deseo, deseamos compartirlo por quienes tenemos el privilegio de conocerlo y esperábamos ver publicada parte de su extraordinaria labor. Es también un homenaje a los incas y a la ciudad que tanto quiere el Dr. Rowe, hecho realidad gracias al consentimiento y colaboración de la Dra. Patricia J. Lyon, compañera de actividad y afanes científicos, así como de su hija, la investigadora de tejidos andinos, Ann Pollard Rowe. Les agradecemos por su comprensión y colaboración, puesto que sin su apoyo no hubiera sido posible que este libro sea realidad. Nuestro agradecimiento al Dr. Jorge Villafuerte Recharte, Director del Instituto Nacional de Cultura Región Cuzco, por decidir la publicación, así como a Percy Ardiles, Director de Actividades Culturales del INC por el esfuerzo y dedicación puestos para que culmine el proyecto de Los Incas del Cuzco. Siglos XVI-XVII-XVIII.
Comentario de Jorge A. Flores Ochoa – En el prólogo del libro en comento. Cuzco, mayo del 2003. Centro de Estudios Andinos. Cuzco, Perú.
[IF]Los Cazadores Después del Hielo – MASSONE (C-RAC)
MASSONE, Mauricio. Los Cazadores Después del Hielo. Santiago: Centro de Investigaciones Diego Barros Arana, 2004; pp. 173, Santiago. Resenha de: PÉREZ, Christian García.. Chungara – Revista de Antropología Chilena, Arica, v.37, n.2, p.272-274, dic. 2005.
Después del retiro de los hielos durante el Pleistoceno final y antes de que se formara completamente el estrecho de Magallanes por el alza de los niveles marinos, animales y seres humanos alcanzaron Tierra del Fuego y dejaron trazas materiales de su paso en la cueva de Tres Arroyos 1, ubicada en el norte de la actual Isla Grande. Hasta esta apartada región arribó, en 1981, el arqueólogo Mauricio Massone Mezzano, entonces parte del Instituto de la Patagonia, con la esperanza de elegir un área de la isla y un tema de investigación. Estas tareas lo llevaron a realizar prospecciones en la estancia Tres Arroyos, cerca de la localidad fronteriza de San Sebastián, lugar que le depararía años de fructíferas investigaciones, cuyos resultados más importantes se entregan en el libro que aquí reseñamos.
Organizada en diez capítulos, esta obra es el resultado de la tesis de Magíster en Arqueología (Universidad de Chile) del autor, quien a través de sus páginas nos presenta las evidencias e interpretaciones que señalan que los materiales arqueológicos de Tres Arroyos 1 son una manifestación cultural de la modalidad de cazadores tempranos, denominada Fell 1, originalmente descubierta en la zona volcánica oriental de Pali Aike por Junius Bird y más tarde en la provincia de Última Esperanza por Hugo Nami.
Tal como se explica en el capítulo I, las excavaciones arqueológicas llevadas a cabo en 1983 y más tarde en 1986 en Tres Arroyos 1, proporcionaron al autor las primeras dataciones radiocarbónicas para un contexto arqueológico de cazadores tempranos en Tierra del Fuego, así como evidencias que podían relacionarlo con otros sitios arqueológicos de Patagonia meridional. De paso, los resultados obtenidos renovaron el interés por discutir el cambio cultural y la continuidad, en un ambiente donde la existencia de un antes y un después en la formación del estrecho y de la isla de Tierra del Fuego, ofrece un laboratorio para la puesta a prueba de diferentes hipótesis.
Producto de la importancia de los hallazgos y comprendiendo que había pesquisado los restos materiales de una antigua curva en el tiempo, el autor interrumpió los estudios de campo por diez años, a la espera de constituir un proyecto de investigación integral sobre el hombre temprano y el paleoambiente, reunir un equipo de investigadores y gestionar los recursos necesarios. Dicho proyecto, que fue llevado a cabo entre 1996 y 1999, generó resultados que permitieron no sólo entregar una interpretación del contexto de la ocupación inicial del sitio, sino también inscribirlo dentro del proceso de poblamiento temprano de América y puntualmente de Patagonia, tal como se expone a lo largo de toda esta obra.
Una muestra del papel que le caben a las ocupaciones tempranas de Tres Arroyos 1 en el proceso del poblamiento inicial del territorio patagónico, puede obtenerse de la lectura del capítulo 2, donde se ofrece al lector una actualizada síntesis de la historia de la investigación paleoambiental y arqueológica del Pleistoceno final en Magallanes y Tierra del Fuego, con especial referencia a la modalidad de cazadores tempranos Fell 1. De particular interés para el autor son los avances en la investigación arqueológica y paleoambiental de la zona durante la década de los ochenta y noventa del siglo recién pasado, debido a que permitieron el planteamiento de nuevos temas de investigación, como la exploración de la presencia de fauna pleistocénica extinguida y grupos paleoindios en Tierra del Fuego. Sin embargo, el escaso acercamiento existente entre los estudios paleoambientales y arqueológicos, hacía necesario establecer puentes que aproximaran ambos conocimientos con el objeto de emprender la exploración del poblamiento temprano de la región, labor que llevaría a cabo el autor con su proyecto de investigación entre los años 1996 y 1999 sobre “Hombre temprano y paleoambiente en Tierra del Fuego”.
Una revisión de las posiciones teóricas y de los conceptos utilizados en la arqueología americana en la investigación del poblamiento temprano del continente, se entrega en el capítulo III, con el objeto de situar la discusión acerca de este proceso en Tierra del Fuego. Teniendo presente que las ocupaciones humanas de las que trata esta obra se circunscriben al período anterior a la formación del estrecho de Magallanes, en algún momento de la transición Pleistoceno-Holoceno, la elección del autor de algunos tópicos teóricos resultan interesantes de considerar, debido a que plantean nuevas interrogantes para futuras investigaciones. Entre estos destacan la discusión en torno a si el poblamiento de Tierra del Fuego resultado del arrinconamiento de las poblaciones en el extremo del mundo o de la elección a través de decisiones adaptativas, o si las ocupaciones de Tres Arroyos 1 se inscriben en la dinámica de territorios de borde.
Considerando que el objetivo central de este libro es dar cuenta del contexto cultural y paleoambiental de las primeras ocupaciones del sitio Tres Arroyos 1, en el capítulo IV, el autor expone sus objetivos específicos de investigación, su estrategia de estudio y la conformación de un equipo multidisciplinario que estuvo a cargo del análisis e interpretación de los materiales culturales y de la evaluación de las condiciones paleoambientales, elementos que le permitieron a la postre plantear dicho contexto en este libro.
El capítulo V sobre los cazadores tempranos de Tres Arroyos 1, constituye la exposición sintética de los antecedentes ambientales y culturales relacionados a las ocupaciones tempranas del sitio, los que son más tarde expuestos con mayor detalle por el autor. Particularmente, los datos arqueológicos aquí presentados sobre fogones, artefactos líticos y óseos, restos faunísticos y de materiales colorantes, sus características y el conjunto de dataciones radiocarbónicas a los que están asociados, constituyen el núcleo de la argumentación en relación a su participación en la modalidad cultural de cazadores tempranos Fell 1.
El capítulo VI, titulado “En torno al fuego”, presenta un análisis espacial intrasitio basado en cinco estructuras de combustión registradas en Tres Arroyos 1, el que sin duda representa el aspecto más relevante y novedoso del libro. Relevante, por los alcances interpretativos que su ejercicio permitió al autor, así como por la información inédita que se entrega, y novedoso, debido a que los análisis de las plantas de excavación de los fogones tienen el mérito de ensayar una metodología imaginativa (definiendo áreas de influencia cercana, radios intermedios y zonas alejadas), para vislumbrar qué tipo de actividades se llevaron a cabo en torno al fuego y cómo se estructuran espacialmente los restos culturales en relación a cada uno de los fogones. Los análisis espaciales en los planos vertical y horizontal de los materiales culturales asociados a las estructuras de combustión, plantean, a su vez, elementos para discutir la conservación y alteración de los depósitos, las asociaciones de artefactos y basuras con los fogones, así como vislumbrar muy someramente la segregación de actividades temporalmente diferenciadas y múltiples ocupaciones, aun cuando el autor descarta la posibilidad de identificar eventos singulares en el tiempo. Finalmente, estos análisis son complementados con la integración y comparación con datos arqueológicos sobre los fogones de otros sitios tempranos participantes de la modalidad cultural Fell 1, como son Fell, Pali Aike, Cueva del Medio y Lago Sofía 1, ofreciendo la posibilidad de observar similitudes y diferencias en estos rasgos arqueológicos.
En el capítulo VII, se exponen los resultados de los análisis de los artefactos líticos y óseos, así como de restos de colorantes. De particular importancia resultan los análisis de la industria lítica, labor realizada por el arqueólogo Donald Jackson, debido no sólo a que proporcionan antecedentes sobre fragmentos de puntas del tipo cola de pescado (reconocidas como indicadores diagnósticos del Paleoindio sudamericano y de la modalidad cultural Fell 1), sino que muestran la presencia en las ocupaciones de aprendices de talla lítica y la utilidad del análisis de remontado de piezas líticas para la inferencia de las actividades en el espacio interior del alero.
Igualmente importante, la información respecto a los artefactos óseos, muestra una temprana producción de adornos, como cuentas de collar, lo que, sumado al registro de colorantes, ofrece una mirada a posibles prácticas de ornamentación, las cuales tendrían entonces una larga presencia en la zona.
El capítulo dedicado a los materiales arqueológicos no sólo informa y discute la organización espacial de los materiales al interior del sitio, sino también los pone en el contexto de los datos arqueológicos obtenidos en otros sitios relacionados a la modalidad Fell 1 de Magallanes y de la provincia de Santa Cruz en Argentina, ofreciendo de esta manera una visión general de las similitudes y diferencias en la cultura material de estas poblaciones.
Por otra parte, el capítulo VIII, donde se exponen los resultados de los análisis faunísticos, no sólo resulta interesante por la presencia de fauna extinguida, como el caballo (Hippidion saldiasi) o el milodón (Mylodon sp.), sino también por la presencia de otros animales menos conocidos pero igualmente extinguidos, como una especie de zorro (Dusicyon avus) y un camélido de mayor tamaño que el guanaco actual (Paleolama sp.). En este sentido, resulta muy valiosa la presentación de fechas taxón en varias de estas especies, debido a que permiten precisar no sólo su relación con el contexto cultural, sino también su posición cronoestratigráfica en Tierra del Fuego. Igualmente interesante resulta la discusión con respecto a la posibilidad de caza del milodón, que se opone a otras opiniones (como la de Saxon y Borrero) y plantea una alternativa de caza y consumo de este animal.
En el siguiente capítulo IX, una vez que se ha revisado los antecedentes arqueológicos de Tres Arroyos y las posibles relaciones con otros sitios de Patagonia meridional, se da cuenta de los elementos que componen la tradición cultural Fell 1 en Magallanes y Tierra del Fuego. Probablemente, este es otro de los grandes méritos de este libro, el definir geográfica, temporalmente y materialmente una tradición cultural temprana de cazadores recolectores en Patagonia y Tierra del Fuego.
La definición de esta unidad cultural, más allá de las diferencias de los contextos arqueológicos, permite generar expectativas sobre el registro arqueológico, así como plantear nuevas hipótesis sobre diferentes aspectos de esta tradición cultural que deberían incidir, desde mi opinión, en la incorporación y explicación de la variabilidad de estas poblaciones tempranas, tema que no es abordado en este libro.
Finalmente, en el capítulo X se exponen las proyecciones futuras de investigación, particularmente relacionadas con la investigación de temas sobre los cuales no se dispone de mucha información en la actualidad, tal como la complementación alimenticia por medio de la recolección de vegetales y moluscos, el papel de los roedores en la dieta, la necesidad de contar con sitios abiertos que muestren la variabilidad de las actividades de las poblaciones tempranas, la discusión de cuáles son los criterios para abordar el poblamiento de una zona de borde, la necesidad de contar con técnicas de excavación y registro de grano fino que puedan ser comparables, etc.
Tal vez el único tema futuro no sugerido por el autor sea el relacionado a la calibración de las dataciones radiocarbónicas con el objeto de normalizar el tema de la temporalidad en los estudios de la prehistoria patagónica. En síntesis, se trata de una obra que expone claramente los procesos naturales y culturales que han actuado en la formación del sitio de Tres Arroyos 1, entregándonos los elementos para juzgar como lectores los alcances de las interpretaciones del autor. En este sentido, constituye un aporte al conocimiento y discusión sobre las poblaciones de cazadores recolectores tempranos de Patagonia, así como del poblamiento americano. Sólo resta felicitar al autor por su trabajo y recomendar la lectura de esta obra a todos aquellos interesados en el proceso de poblamiento humano de este confín de la Tierra.
Christian García Pérez – Programa de Magíster en Antropología, Universidad de Tarapacá-Universidad Católica del Norte, Arica, Chile. E-mail: korgull69@yahoo.es
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Monte Verde. Un Asentamiento Humano del Pleistoceno Tardío en el Sur de Chile – DILLEHAY (C-RAC)
DILLEHAY, Tom. Monte Verde. Un Asentamiento Humano del Pleistoceno Tardío en el Sur de Chile. Santiago: Colección Serie Universitaria, LOM Ediciones, Universidad Austral de Chile, 2004. 173p. Resenha de: POLITIS, Gustavo G. Chungara – Revista de Antropología Chilena, Arica, v.37, n.2, p.275-276 dic. 2005.
Este libro es una síntesis de las investigaciones llevadas a cabo por Tom Dillehay y un numeroso grupo interdisciplinario de científicos en el sitio Monte Verde, en el sur de Chile. Es la versión reducida de los dos volúmenes publicados en inglés por la Smithsonian Institution Press en 1989 y 1997. Ambos volúmenes causaron un alto impacto en el debate sobre el poblamiento americano y sentaron las bases para una renovada discusión que giró sobre dos ejes: una antigüedad mayor a 12.000 años a.p. y una forma de vida distinta de la inferida para los cazadores Clovis. Si bien para el primer tema ya habían suficientes datos de otros sitios como para proponer una antigüedad pre-Clovis en América del Sur (como lo refleja una discusión ya clásica, ver por ejemplo Bryan 1973, 1975; Bryan et al. 1978; Cardich et al. 1973; Haynes 1974; Lynch 1974; Ochsenius y Gruhn 1979); el segundo aspecto tuvo un aporte significativo con los datos obtenidos en Monte Verde. En este sitio se evidencia que hace unos 13.000 años a.p. algunos de los grupos humanos que habitaban América del Sur tenían una economía generalizada basada tanto en la recolección de plantas como en la caza de grandes animales. Y que además ocupaban sus campamentos durante períodos mucho más largos que los inferidos para otros sitios contemporáneos.
Los dos volúmenes en inglés estuvieron acompañados de un duro debate en diferentes ámbitos (congresos, revistas científicas de primer nivel, ver por ejemplo entre muchos otros, Adovasio y Pedler 1997; Anderson 1999; Fiedel 1999; Meltzer 1999; West 1993) y hasta se organizó una visita de expertos al sitio que pretendió resolver la polémica in situ y llegar a una especie de acuerdo final (ver Gore 1997; Meltzer et al. 1997). Como ya he expuesto en otro artículo (Politis 1999) la sola opinión de un puñado de expertos no parece ser la manera más adecuada de validar hallazgos ni de confirmar hipótesis. El consenso sobre la aceptación de las hipótesis y modelos propuestos por Dillehay y colaboradores debe llegar de la lectura detallada, objetiva y desapasionada de las evidencias, las que, afortunadamente están pormenorizadas en los dos volúmenes en inglés y resumidas en el texto en castellano.
Sin embargo, una de las principales discusiones se produjo cuando Fiedel (1999), luego de una lectura crítica del segundo libro (el de 1997), notó una serie de inconsistencias que lo llevaron a plantear serias dudas sobre el sitio y a reactivar nuevamente el debate. Debido a esto, Dillehay, Collins y el resto de los investigadores del proyecto se dieron cuenta que las correcciones que los diferentes autores de los capítulos habían realizado a las pruebas de imprenta, en el examen final del libro, nunca habían sido incorporadas a la versión impresa. Afortunadamente, Smithsonian Institution Press publicó un tercer texto de “Erratas” en donde se subsanaron más de 950 errores grandes y se clarificaron las principales dudas de Fiedel.
En el libro en español, objeto de este comentario, se explica todo este proceso y, aunque el detalle de la información presentada es mucho menor, se aclaran los principales errores que tenía el segundo volumen. Ese es uno de los aportes originales de la obra ya que presenta un producto compacto, resumido y corregido de los dos libros originales en inglés. La otra contribución de esta síntesis en castellano es que pone a disposición de un público más amplio la información relevante del sitio y las hipótesis centrales generadas por el equipo multidisciplinario de investigación. Esto entonces tiene un doble valor: llegar más allá de los especialistas (lo que es cada vez más necesario en la arqueología contemporánea) y a la vez poner en español, a disposición de estudiantes e investigadores, los resultados obtenidos en uno de los sitios más importantes para discutir el poblamiento americano.
Este libro resume los aspectos más relevantes de Monte Verde: los patrones arquitectónicos, los rasgos culturales, los análisis líticos y faunísticos, el paleoambiente y la cronología. De esta manera, se puede acceder a descripciones relativamente completas y amenas sin tener que internarse en los capítulos originales de los volúmenes en inglés que, a veces, son demasiado detallados y asequibles sólo para superespecialistas.
Otro punto importante del libro es que está muy bien ilustrado. Las fotos son abundantes, a color y se notan muy bien los detalles. Esto es particularmente significativo en un sitio como Monte Verde, con un registro atípico, porque permite evaluar las características de los rasgos arquitectónicos, del material lítico y de los instrumentos de madera. Así, las ilustraciones son de gran ayuda para que el lector pueda evaluar por sí mismo las interpretaciones de Dillehay y colaboradores. Hay también mapas, perfiles y croquis que completan la información presentada. Por último, debe remarcarse que la traducción y edición en español de esta síntesis estuvo a cargo de la arqueóloga uruguaya Cecilia Mañosa, quien figura como colaboradora. El trabajo de Mañosa es muy bueno y el texto no tiene errores. La lectura es ágil y se han traducido adecuadamente los términos técnicos que frecuentemente se prestan a confusión.
Para terminar con esta reseña deseo expresar que quienes quieran conocer en detalles aspectos específicos de la investigación de Monte Verde deben ir a los dos volúmenes en inglés. Este libro en español no los reemplaza. Sin embargo, es una muy buena síntesis de uno de los sitios más importantes para entender el poblamiento americano. Y el hecho de que esté en español y en un lenguaje ameno y accesible permite su discusión en clases y lo proyecta hacia un público más amplio. De alguna manera, contribuye a disminuir esa brecha que existe entre América del Norte y América del Sur en la generación, difusión y validación de la información arqueológica.
Referencias
Adovasio, J. y D. R. Pedler 1997 Monte Verde and the antiquity of humankind in the Americas. Antiquity 71:573-80.
Anderson, D. 1999 Monte Verde and the way american archaeology does business. Discovering Archaeology 1 (6). Special report 19-20.
Bryan, A. 1973 Paleoenvironmental and cultural diversity in Late Pleistocene South America. Quaternary Research 3:237-256.
Bryan, A. 1975 Paleoenvironmental and cultural diversity in Late Pleistocene South America. A rejoinder to Vance Haynes and a reply to Thomas Lynch. Quaternary Research 5:151-159.
Bryan, A., R. Casamiquela, J. M. Cruxent, R. Gruhn y C. Ochsenius 1978 An El Jobo mastodon kill at Taima-taima, Venezuela. Science 200:1275-77.
Cardich, A., L. A. Cardich y A. Hajduk 1973 Secuencia arqueológica y cronología rediocarbónica de la Cueva 3 de Los Toldos (Santa Cruz, Argentina). Relaciones de la Sociedad Argentina de Antropología 7 (n.s.):85-123.
Dillehay, T. 1989 Monte Verde. Late Pleistocene Settlement in Chile. Volume 1. Paleonvironment and Site Context. Smithsonian Institution Press, Washington and London.
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Fiedel, S. 1999 Artifact provenience at Monte Verde: Confusion and contradictions. Discovering Archaeology 1(6). Special Report: Monte Verde Revisited: 1-12.
Gore, R. 1997 The most ancient americans. National Geographic 192:92-99.
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West, F. 1993 Review of palaeoenvironment and site content at Monte Verde. American Antiquity 58:166-167.
ANDROS IMPRESORES www.androsimpresores.cl
Gustavo G. Politis – CONICET- Universidad Nacional del Centro de la Pcia. de Buenos Aires y Universidad Nacional de La Plata, Argentina. E-mail: gpolitis@fcnym.unlp.edu.ar
[IF].
Ensaios históricos – MARIZ (RIHGB)
MARIZ, Vasco. Ensaios históricos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 2005. Resenha de: PEREIRA, Paulo Roberto. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.166, n.429, p.229-231, out./dez., 2005.
Paulo Roberto Pereira – Doutor em Letras pela UFRJ. Professor de Literatura Brasileira na UFF. Ensaista e crítico literário.
[IF]Fotografia e antropologia: olhares fora-dentro – ANDRADE (RIHGB)
ANDRADE, Rosane. Fotografia e antropologia: olhares fora-dentro. São Paulo: Estação Liberdade; Education, 2002. Resenha de: KNOX, Winifred. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.166, n.429, p.233-234, out./dez., 2005.
Winifred Knox – doutoranda do Programa de pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Professora da Universidade Potuguar em Natal, RN (UnP).
Acesso apenas pelo link original
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História e Teoria. Historicismo, Modernidade, Temporalidade e Verdade | José Carlos Reis
Nesta obra, José Carlos Reis transparece, com erudição, a importância da filosofia e de suas construções teóricas. Nas páginas finais do último artigo, ele ressalta: “Filosofia e história são atitudes complementares – toda pesquisa filosófica é inseparável da história da filosofia e da história dos homens e toda pesquisa histórica implica uma filosofia, porque o homem interroga o passado para nele encontrar respostas para as questões atuais” (p. 240). O livro é uma junção de ensaios do próprio autor, cada um com uma especificidade singular e, ao mesmo tempo, contínua, linear: todos tratam de “teoria da história”. Valendo-se de uma abordagem dos principais parâmetros contemporâneos do contexto historiográfico, Reis interroga, instiga, mostra caminhos, posicionamentos. Seu poder de síntese é invejável: diz muito em tão pouco. Para quem já estava cansado ou mesmo entediado com as discussões sobre verdade, modelos epistemológicos, historicismo, além das que envolvem concepções de tempo histórico e das oposições entre modernidade e pós-modernidade, o autor demonstra que ainda é possível um pensamento crítico e um esforço reflexivo.
No primeiro capítulo, o autor traz a “história da história”, analisando desde a metafísica até a pós-modernidade. A preocupação dos historiadores com a “humanidade universal” e o “sentido histórico” pautam sua análise. Ele quer discutir a passagem modernidade/pós-modernidade e suas possíveis repercussões na historiografia. Começa com os gregos, que não teriam construído a idéia de “humanidade universal”, tendo sido formulada com os romanos. Com o Cristianismo, a história esteve dominada pela Providência Divina e o futuro dependia da fé. A partir do século XIII ele perde sua força e surge uma outra representação da história: a “modernidade” e sua busca da racionalização.
A modernidade trouxe uma nova consciência do sentido histórico, uma nova representação da temporalidade histórica e, com ela, o mundo se fragmentou em valores distintos. O espírito capitalista (entenda-se burguês) é moderno, desencantado, secularizado, racional, tenso.
No século XVIII retorna a idéia de história universal. Pensa-se em direitos universais. Nesse momento, a modernidade através das filosofias da história recolocaria à história a questão do sentido histórico: é o desenvolvimento do processo de progresso, revolução, utopia; a idéia de história está dominada pelos conceitos de razão, consciência, sujeito, verdade e universal.
No século XIX , a história-conhecimento torna-se científica, o conhecimento histórico aspira a objetividade científica, a verdade. A eficácia da história está em servir ao Estado e às instituições da sociedade burguesa. Nietzsche seria o primeiro a romper com o conhecimento histórico científico e, a partir do século XX, aprofundariam-se as críticas, passando-se a recusar o determinismo, o reducionismo e o destino inescapável. A pós-modernidade concretizou-se no pós-1945, não acreditando na razão, pois os sentidos são multiplicados – o universal se pulveriza, fragmenta-se – e a história global é descartada. Os interesses voltam-se ao pequenos dados, aos indivíduos, o olhar em migalhas opera por fatos, biografias, múltiplas narrações: é a desaceleração da história. O estruturalismo aprofundou a revolução cultural pós-moderna, desconfiando do sujeito, da consciência, da revolução, da razão. Para Reis, estamos vivendo a pós-modernidade. O novo ambiente cultural é complexo e ambíguo: os historiadores pensam em rupturas, fragmentação, individualismos em plena globalização. O conhecimento histórico prioriza a esfera cultural, as idéias, os valores, as representações, linguagens, e a história torna-se ramo da estética, aproximando-se da arte, da literatura, do cinema, da fotografia, da música.
No segundo capítulo, Reis procura fazer um balanço das possíveis perdas e/ou dos possíveis ganhos do percurso da história do “global” às “migalhas”. Para tal, segue os pressupostos de François Dosse, o crítico francês dos Annales que destacou a descontinuidade presente nos “seguidores” dos “pais fundadores”. Para conseguir um balanço entre perdas e ganhos, Reis conceitua história global e história em migalhas. História global teria dois sentidos: “história de tudo” e “história do todo”. O primeiro sentido seria entendido por “tudo é história”, o segundo seria a intenção de apreender o “todo” de uma época. Este último sentido não teve espaço na terceira geração dos Annales. Já as migalhas, podem significar a multiplicação dos interesses e das curiosidades históricas; a fragmentação, a especialização extrema, a desarticulação dos tempos históricos. Ou, no sentido otimista, as migalhas significaram o amadurecimento do projeto inicial; a história escrita no plural, múltipla, que analisa partes da realidade global. Por fim, nosso autor faz uma enumeração riquíssima em termos de prós e contras dessa passagem do global às migalhas, colocando-se no lugar de quem avalia uma perda ou um ganho.
O terceiro capítulo, intitulado “A especificidade lógica da história”, levanta questões que colocariam em dúvida a possibilidade do conhecimento histórico, entre elas: “A história é um conhecimento possível?”. Salienta a importância da reflexão teórica problematizante, alertando sobre a impossibilidade de ser historiador sem tomar o conhecimento histórico como problema. A questão a ser pensada seria a existência de um conhecimento histórico reconhecível. Esse conhecimento talvez estivesse na recusa da ficção. Nessa luta contra a ficção, a história aproxima-se da ciência. Quanto a possibilidade de história científica, José Reis apresenta quatro modelos: nomológico, compreensivo, conceitual e narrativo. O modelo nomológico, centrado em Hempel, defende a unidade da ciência, as explicações causais; é um modelo neopositivista, que busca encontrar leis gerais, da mesma forma que as ciências naturais. O modelo compreensivo tem dois expoentes: Dilthey e seu método da compreensão e interpretação das ciências do espírito, e Weber com uma visão racionalista da compreensão. A sociologia compreensiva busca interpretação da conduta humana; para compreender, pode-se construir o “tipo ideal” de uma ação racional. Para Reis, Weber ainda sustenta uma visão racional da história. O modelo conceitual está baseado na história científica weberiana: ela é racionalmente conduzida, fundamentada na compreensão e em conceitos. A compreensão e subjetividade incluídas na história não abdicariam a abordagem científica da mesma, presentes através de tipos e conceitos. Paul Veyne, com influência weberiana também defendeu a história conceitual, que para ele estaria entre a ciência e a filosofia. Para o Veyne de “O Inventário das diferenças”, a história conceitual seria científica porque oferece uma inteligibilidade comparativa. Já o Veyne de “Como se escreve a história”, tem a história como “narrativa verdadeira”, mas não científica. François Furet, também influenciado por Weber – e Reis salienta que os Annales “parecem dever mais a Weber do que querem admitir” – percebe a história como oscilação entre arte da narração, inteligência do conceito e rigor das provas, mas não como ciência. Por fim, no modelo narrativo e atual (alguns autores sustentam que o discurso histórico sempre foi narrativa), espera-se uma relação mais estreita com o vivido, o tempo, os homens. A história-problema entrou em crise por afastar-se dos homens e negar a temporalidade. Para Veyne, a história é uma narrativa que explica enquanto narra, é compreensão, é atividade intelectual. Paul Ricoeur esclarece a estrutura de uma nova narrativa histórica, lógica e temporal, ou seja, temporalidade e a narratividade se reforçam. Ricoeur defende o primado da compreensão narrativa em relação à explicação, sendo a narrativa histórica uma representação construída pelo sujeito, que se aproxima da ficção e retorna ao vivido. A história, em última análise é a narrativa do tempo vivido.
No quarto capítulo, Reis discute as posições da verdade sobre o conhecimento histórico. Os céticos em relação à história fazem várias objeções à possibilidade da objetividade e verdade em história, entre elas estaria o fato desse conhecimento estar ligado ao presente (que sempre reinterpreta o passado), à subjetividade, à compreensão e à intuição; ainda ao fato de não produzir explicações causais, de ser conhecimento indireto do passado, de utilizar a mesma linguagem da ficção, de utilizar fontes lacunares, de ser interpretação e construção de um sujeito e ter o conhecimento pós-evento. O conhecimento objetivo seria aquele válido para todos, universal, analítico, problematizante, necessário. Para Reis não há razão para o ceticismo. Ele cita Koselleck, para quem a história precisa sustentar duas exigências: produzir enunciados verdadeiros e admitir a relatividade. Na tentativa de indicar posições para o alcance da verdade histórica, Reis busca as teses de alguns autores. Divide-os em realistas metafísicos e nominalistas. Começando pelos primeiros, tem-se que para Ranke a história produziria verdade através do método crítico. Nesse sentido o sujeito não se anula, apenas se esconde, se autocontrola. Weber não vê a possibilidade de abordar o real em si, apenas aspectos, partes. O sujeito divide-se em esferas lógicas autônomas. Duas subjetividades buscam a verdade, que é conhecimento empírico. Em Marx, o sujeito deve assumir sua subjetividade. A verdade não é universal, mas de um grupo social. O conhecimento histórico produzido é objetivo, mas parcial, relativo, pois o historiador precisa tomar partido. Para Ricoeur, a verdade é traduzida pelo sujeito de forma comunicável a partir de uma objetividade que exige a presença da subjetividade. Na mesma direção, Marrou declara ser a objetividade histórica, específica, subjetiva, através de valores éticos universais. Todos procuram critérios universais para a verdade, todos são construções totalizantes da verdade histórica. Nos nominalistas, a subjetividade é plena, o universal é impensável. Em Foucault a verdade é construção de um sujeito particular e expressa relações de poder: essas relações criam linguagens e saberes para se legitimarem. Michel de Certeau tem a história como fabricação do historiador, um discurso que emerge de uma prática e de um lugar institucional e social. Duby assume a história subjetiva, que estaria próxima da literatura e do cinema, onde a imaginação e o sonho não são proibidos. Por fim, Koselleck sustenta a verdade histórica caleidoscópica, se relaciona com a história da história, examina a historiografia anterior. O passado é selecionado, reconstruído em cada presente. Reis conclui esse capítulo ressaltando que a verdade histórica é obtida com exame exaustivo do objeto, com todas as leituras possíveis.
O quinto capítulo traz a discussão sobre o tempo histórico em Ricoeur, Koselleck e nos Annales. O historiador tem interesse no temporal, na alteridade humana, não deseja conhecer o que está fora do tempo, o que não muda, deseja sim, conhecer a mudança, logo o tempo da história seria um terceiro tempo. Para Ricoeur, o tempo histórico refere-se à vida humana e o calendário é indispensável, pois é ele que numera e em cada marca dessa numeração existiu um homem individual (social). Outro conceito é o de geração, trata-se de vida compartilhada. O tempo histórico representa permanência de gerações e seqüência de gerações. A terceira conexão são os vestígios, os arquivos, pois as gerações deixam sinais, marcas, que são buscadas pelo historiador. Koselleck critica o conceito de tempo calendário, mas não o descarta, advertindo para o conhecimento interior do mundo humano, a idade interna de uma sociedade, ou seja, a relação estabelecida entre seu passado e seu futuro. Na perspectiva dos Annales, o tempo histórico é estrutural – influência das Ciências Sociais que compreendiam o tempo como “estrutura social” – existindo a recusa da mudança, em favor do modelo, da quantidade, da permanência. A influência foi o aparecimento na história do mundo mais durável, mais estrutural (estruturas econômicas, sociais, mentais), de movimentos lentos, com desaceleração das mudanças, e é justamente o conceito de “longa duração” que permitiu maior consistência ao terceiro tempo do historiador.
O sexto e último capítulo é dedicado à contribuição de Dilthey para a história, que, aliás, é considerado como o pensador que “redescobriu a história”. Dilthey é associado ao historicismo, embora seja difícil enquadrá-lo em algum rótulo. Ele estaria entre um historicismo romântico e um epistemológico por buscar compreender o homem enquanto ser histórico, compreender a alteridade e todos os aspectos da vida de um povo; a história em Dilthey é mudança e o que permanece é compreensão, comunicação entre homens diferentes, sendo o homem “experiência vivida” e a verdade, o processo histórico.
No contexto do século XIX, Dilthey apontou o caminho da história, da vida, tendo por missão da história “apreender o mundo dos homens através do estudo das suas experiências no passado” (p. 241). Reis diz que em Dilthey filosofia e história estão unidas. Talvez esse fato tenha cativado nosso autor a ponto de despertar tanto seu interesse por Dilthey.
De fato, Reis cativa o leitor com sua narrativa, sua exposição, sua paixão pela teoria. Este livro é mais uma referência obrigatória a todos que se preocupam em pensar o papel da teoria na contemporaneidade; ele incita os historiadores ao conhecimento dos paradigmas atuais das ciências sociais. Se José Reis pretendia com este livro, “fazer circular, renovar, estimular e transmitir cultura” (p. 13), parece-nos que ele conseguiu!
Mauro Dilmann – Mestrando em História pela Unisinos/RS.
REIS, José Carlos. História e Teoria. Historicismo, Modernidade, Temporalidade e Verdade. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003. Resenha de: DILMANN, Mauro. Cantareira. Niterói, n.9, 2005. Acessar publicação original [DR]
La Tirana del Tamarugal – ATENCIO (C-RAC)
ATENCIO, Lautaro Núñez. La Tirana del Tamarugal. Antofagasta: Universidad Católica del Norte, Ediciones Universitarias, 2004. 173p. Resenha de: HASCHE, Renato S.J.; CAMUS, Misael. Chungara – Revista de Antropología Chilena, Arica, v.37, n.1, p. 96-97, jun. 2005.
Comentario de Renato Hasche. SJ†*
La Tirana es un evento que interesa al teólogo, al historiador y al antropólogo cultural. El tema de la inculturación religiosa, planteado por la antropología, ha ingresado en la reflexión teológica desde el Concilio Vaticano II, cuando destaca que “múltiples son los vínculos que existen entre el mensaje de salvación y la cultura humana. Dios, en efecto, al revelarse a su pueblo hasta la plena manifestación de Sí mismo en el Hijo encarnado, habló según los tipos de cultura propios de cada época” (GS,58).
Un centro de aglomeración y, a la vez, foco de irradiación cultural-religiosa ha sido la Tirana del Tamarugal. Este santuario mariano, en el centro de la Primera Región de Chile, es un fenómeno especialmente típico de inculturación. Lo mítico originario, el flujo étnico andino, la emergente nacionalización de sus rasgos, y todo esto impulsado hoy por una fe cristiana a prueba de distancias desérticas, de climas calcinantes o gélidos, se manifiesta cada año en una colorida mezcla de lenguajes.
Consciente de la riqueza y complejidad del tema, el investigador Lautaro Núñez le ha dedicado años de observación, reflexión y análisis desde la perspectiva de su especialidad. El departamento de Teología de la Universidad del Norte acoge los resultados de su indagación, considerándolos un valioso aporte para entender la fe cristiana en el ámbito del Norte Grande chileno.
Comentario de Misael Camus. **
La obra que comentaremos La Tirana del Tamarugal, del Dr. Lautaro Núñez A., Premio Nacional de Historia, año 2002, académico de la Universidad Católica del Norte, se constituirá entre los referentes historiográficos más importantes sobre la religiosidad mariana popular no sólo en cuanto a un estudio profundo sobre el desarrollo de esta devoción con asiento en el poblado de la Tirana, en la Región de Tarapacá, sino para toda la expresión religiosa tanto de Chile como de América Latina.
La obra contiene variados méritos que es necesario comentar, con el objeto que el lector descubra los diferentes hilos conductores de esta investigación.
A través de los distintos capítulos es posible seguir, desde tiempo muy remoto, la devoción del culto a la Virgen del Carmen, hasta lograr situar la instalación y desarrollo en el entorno geográfico de La Tirana. El autor, con abundantes datos, precisa la descripción de los bailes religiosos: mascaradas, morenos, chunchos, pastoriles y chinos. En este sentido, el lector podrá individualizar el origen de los mismos tanto desde sus fuentes hispánicas como de las etnias originarias o trasplantadas en América, es decir, el origen español, indio, criollo, mestizo y negro. Incluso hay precisiones extremadamente delicadas como son las referencias a los instrumentos musicales de los mismos. Desde esta perspectiva amplia, también es interesante subrayar que en la obra se esboza una historia económica de la zona, yendo desde la explotación del tamarugo, el carbón, el salitre y la aceituna.
Los aportes más significativos son, sin duda, aquellos que tienen relación con el origen de la devoción mariana en su advocación de la Virgen del Carmen. En este sentido es loable resaltar los aportes de la obra en los siguientes aspectos: El autor precisa, con abundantes fuentes documentales, el itinerario tanto de la devoción carmelitana como de los bailes religiosos en ese entorno. Entre estos últimos sobresalen los Bailes Chinos. Esta precisión histórica del desarrollo de La Tirana, como centro de culto mariano, se concentra desde 1830 hasta el presente. Esto significa que el autor observa la consolidación del centro cultural en este tiempo, es decir, logra precisar cómo a través de más de una centuria, siglo XVII, la devoción se incubó lentamente hasta lograr su solidez. Para ello, recurre a fuentes documentales que muestran la vinculación de la devoción a familias y, por otro lado, expone la articulación del relato primordial sobre su origen, con antecedentes hispánicos y originarios. En esta perspectiva son iluminadoras las hipótesis, pues se constituyen en un gran aporte en la actual comprensión del desarrollo de la devoción, haciéndola más nítida y transparente tanto en el conocimiento del fenómeno religioso como en la comprensión de la importancia de este centro mariano. En esta línea de tiempo, iniciada en 1830, el investigador establece varios períodos de desarrollo. El primero es aquel que cubre desde 1830 a 1860, coincidente con la explotación del tamarugo, iniciándose la consolidación de la devoción; luego, el tiempo que va desde 1868-1886, cuando sobresalen los hitos como el terremoto de 1868 y la construcción del nuevo templo para el “mundo” salitrero. Sin duda, la etapa 1910-1820 es un tiempo que profundiza la importancia del lugar por el crecimiento económico del sector, con la incorporación de cabreros, arrieros, hacheros, leñeros y agricultores. Finalmente, concentra todo el esfuerzo documental en precisar que desde 1930 a 1950 se aprecia la consolidación definitiva del centro cultural, con el aumento significativo de los bailes religiosos, tanto que define estos años como de la “explosión” de los bailes religiosos. Otros aspectos relevantes del trabajo de este historiador, antropólogo y arqueólogo, son las profundidades que logra en sus descripciones de la fiesta misma: nos revela la articulación compleja del culto a la Virgen del Carmen, describiendo la estructura religiosa que se crea en torno a la Virgen: camareras, centinelas y alféreces. Las descripciones de fuentes inéditas y orales, son preciosas. La dimensión religiosa propiamente tal el autor la desarrolla con delicadeza y respeto a la misma y, de tal forma, que a través de un adecuado conocimiento de las fiestas religiosas logra individualizar cómo el cuerpo doctrinal cristiano va penetrando en la comunidad. Así se tiene la constante referencia a la fiesta de Corpus, a los Patronos, Santos, Ángeles, y la espiritualidad básica del proceso evangelizador: pecados capitales, ofrendas por la vida y el trabajo.
Es de esperar que estos comentarios a la obra de nuestro querido Lautaro Núñez sirvan al lector para recorrer los capítulos de este estudio. Resta sólo felicitarlo por este aporte.
El lector, creyente especialmente, podrá encontrar más de alguna osada hipótesis antropológica; éstas son propias de los investigadores, pero en cuanto creyente debe aprender a valorizar el legítimo anhelo de todo investigador de acercarse lo mejor posible a la verdad científica y, por otro lado, extraer de estos estudios aquello que les permite profundizar su visión de fe, pues así su visión se hará más transparente, más rica y plena de espiritualidad. No cabe duda que en este estudio no sólo se encuentran hipótesis científicas. Ante todo Lautaro nos lanza en la profundidad de la reflexión sobre nuestra fe, especialmente cuando en más de alguna referencia documental oral Lautaro cita a su propia madre, una camarera de la Virgen, quien, por una parte, le transmitió las tradiciones de uno de los cultos marianos más importantes del Chile andino, y por otra, su devoción a la virgen.
Notas
Renato Hasche S.J. – Prólogo de la primera edición, 1992, cuando don Renato Hasche era Director del Departamento de Teología, Universidad Católica del Norte.
Misael Camus – Rector Universidad Católica del Norte, prólogo a la presente edición de 2004.
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El Dios Cautivo. Las Ligas Patrióticas en la chilenización compulsiva de Tarapacá (1910-1922) – MIRANDA (C-RAC)
MIRANDA, Sergio González. El Dios Cautivo. Las Ligas Patrióticas en la chilenización compulsiva de Tarapacá (1910-1922). Santiago: LOM Ediciones, 2004. Resenha de: ATENCIO, Lautaro Núñez; PRIETO, Carlos Maldonado. Chungara – Revista de Antropología Chilena, Arica, v.37, n.1, p. 98-101, jun. 2005.
Comentario de Lautaro Núñez Atencio*
Recién hemos terminado de leer esta otra obra del historiador Dr. Sergio González Miranda, quien con su proverbial rigurosidad, despliega una notable factografía, para aquello que nos ha acostumbrado en todos sus escritos, esto es, su rigor en el buen manejo de las fuentes, que dan cuenta de hechos tan sólidamente documentados, que pareciera que en sí mismos estos archivos lo conducen, en este caso, a la revelación del episodio más aterrador que se recuerde de violencia estatal y civil, ejercida sobre la sociedad peruana de la postguerra salitrera. Algo se sabía de las persecuciones de las así llamadas “Ligas Patrióticas”, ocurridas a comienzos del siglo XX, entre archivos medio ocultos y voces acalladas, primero en la clandestinidad y luego en la pena de sentirse exiliados en lo que recién había sido su propia tierra.
Desde el título queda claro que se trata de sucesos dramáticos ocurridos en la comarca tarapaqueña, como si aquel Dios Cautivo anterior a los Incas, el travieso Tarapacá, hubiera marcado para siempre el destino de la región, trasladándose hacia la Colonia cuando el Señor Cristiano es abatido y cautivo por los Moros del autosacramental de La Tirana y se libera al fin de los diablos figurines para transformarse luego en la sociedad tarapaqueña. Esta vez cautivo en las provincias que pasaron a ser chilenas y que para desperuanizarlas cayeron en manos de los demonios xenófobos organizados en un movimiento pronacista orientado a martirizarlos y expulsarlos por vencidos, cholos y complotadores. Por lo mismo, es un segmento gris de una historia regional no incluida en las Historias Generales y que sería irrepetible y casi incomprensible en las “otras” regiones enmarcadas en el modelo del “Reyno” de Chile.
Ahora se puede entender de dónde viene ese afán integracionista y bolivariano del autor, quien, como sujeto y objeto de su propia historia, recoge a sus hermanos de los países vecinos, porque él sabe que esta comarca fue construida por indios, negros, españoles, criollos y mestizos desde la colonia, y que la modernidad salitrera atrajo a emigrantes andinos y europeos como trabajadores o capitalistas, es decir, todos en la construcción de una región llamada multiétnica y plurinacional. Comparable a una “California” en donde al menos sus trabajadores tenían trabajo estable, alimentación suficiente y educación para sus niños, además de otra oficina cercana para rearmar su “payasa” sin descontar ese juego moderno que los ingleses de la pampa llamaban football…
El autor nos llevará a la identificación de una comarca con un destino minero-colonial y decimonónico, sostenida por la pujanza de familias criollas y peruanas de esa naciente nación que con sus gentes tarapaqueñas iniciaron la asombrosa conquista de la pampa salitrera, espacio nunca ocupado, ni siquiera por los pueblos indígenas. Así, nos enseñaron a crear riqueza, fundar pueblos en el medio de la nada y de paso inaugurar los primeros puertos que establecerían las conexiones capitalistas con los mercados más importantes del primer mundo de esa época.
Claramente, la sociedad tarapaqueña no tenía pares en el Perú Rural, preñado de suspiros limeños y estilos de vidas coloniales. Los tarapaqueños no sólo pusieron sus viñas y fincas al servicio de una explotación minera a escala industrial, sino que asimilaron rápidamente las influencias ejercidas localmente por el arribo de agentes de cambios capitalistas y tecnológicos, que implantaron en este escenario las virtudes de la revolución industrial inglesa.
Así era la sociedad tarapaqueña derrotada de la guerra, emprendedora y responsable del tremendo sacudón ejercido sobre las tradiciones culturales y tecnológicas, derivadas del régimen colonial y su ascenso a la más moderna explotación salitrera, como los más genuinos pioneros, constituyendo una identidad absolutamente particular, distante y distinta del resto del Perú, siempre asociada a un sentimiento de lealtad territorial sea cual fuere el destino de las campañas militares. ¿Cómo “desperuanizar” entonces a un sentimiento tarapaqueño que ya cumplía cerca de 400 años de memorias compartidas, entre oasis y desiertos aislados, en el confín más inalcanzable tanto colonial como republicano? ¿Cómo destruir la imagen de pertenencia de la más autónoma y progresista comarca surperuana?
De esta lectura se desprende que si bien es cierto la guerra entre guerreros de verdad término por el año 1883 con la campaña de la sierra, esta otra guerra interior, civil y solapada, destinada a expulsar a una población no intrusa ni conquistadora, sino la verdadera dueña de casa, recién se iniciaba por el año 1910. Era la gran fiesta del centenario de Chile y la exaltación del recurrente hipernacionalismo cayó al desierto de tal manera, que hasta, incluso, en los santuarios católicos se elevó el Himno de Yungay… y fue entonces que se procedió a aplicar la más grande limpieza étnica que se recuerde en la historia patria, sustentada por el poder de los vencedores tras una política deliberada de violencia institucionalizada.
Sergio, el más dilecto iquiqueño e historiador de nacimiento, se filtró entre los archivos y testimonios vivientes, porque él sabe recorrer todas las metodologías de las ciencias sociales no como divertimentos teóricos, sino como instrumentos objetivos para revelar reconstrucciones reales con “carne y hueso” en el decir de Sonia Montecinos… y después de recorrer todos los escenarios de estos tristes sucesos casa (o) a casa (o), lugar por lugar, gente a gente, nos abre esta ventana indiscreta que nos deja ver por primera vez aquello que se rumoreaba en voz baja entre nuestras familias. No es fácil comprender lo patético de esta notable investigación. Si tan sólo nos imagináramos hoy una ocupación, primero militar y luego civil con expulsiones perentorias, de tal modo que al volver de nuestro trabajo se nos ordenara sacar una maleta y subirnos a un camión con destino al aeropuerto y en 24 horas decidir qué haremos con nuestras vidas en Chiloé… Fue así que 40.000 refugiados peruano-tarapaqueños desembarcaron en El Callao al son de bandas musicales para luego ser trasladados a locales abandonados sin más ayuda, apiñados entre el hambre y la pena en lo que después sería la Urbanización Tarapacá. Sergio debió emocionarse al leer los nombres de sus calles, todas con recuerdos de la tierra cautiva y que, poco a poco, los llevó a crear un país imaginado bajo el ideario de un retorno victorioso ofrecido por el populismo del Presidente Leguía, aunque esos sueños legítimos desde la peruanidad se fueron alejando cada vez más a través de hijos, que, nacidos en El Callao o en Tarapacá en el nuevo escenario de postguerra, perdían para siempre la nitidez del memorial bien encubierto y, por cierto, de las terribles “Ligas Patrióticas”.
En esta obra, las hazañas del matonaje de la más granada selección de peloduros y malandrines a sueldo, es testimoniado con una documentación casi íntima que nos cuenta de la expulsión de sacerdotes, de la destrucción y del manejo criminal del periodismo de la época, de saqueos de casas y bienes privados, expropiación de recursos naturales y las listas “negras” del terror institucionalizado, que sacudían el alma de tantos pampinos, portuarios y vallesteros1. El autor analiza esta cuestión en el marco del discurso civilizatorio de la corriente balmacedista acerca de un terrorismo marcado como “cholo”, hasta el triunfo de la sensatez y talento social del León de Tarapacá, quien de un rugido electoral borró en buena medida aquello que en este libro se lee sin rodeos como la “desperuanización de la provincia”, “xenofobia patriotera” y “chilenización de almas”. No en vano desde este tiempo la China del Carmen, sale junto al unico baile “chileno” que inicialmente venía desde el norte chico, encabezada por los Chinos promesantes. Esta vez con la conducción de los primeros capellanes chilenos. En verdad, no hubo organización ni institución alguna ni la propia educación, que no se pusiera al servicio de la limpieza étnica, oportunidad en que la mentira comunicacional llegó hasta anunciar una nueva guerra para justificar tanta injusticia, frente a un Estado nacional victorioso que no sabía qué hacer con esta regiones anexadas…
Las conclusiones, más que búsquedas de responsabilidades y desborde de amargura por los doblemente vencidos, son únicamente preguntas inteligentes que darán lugar a otras investigaciones que se derivarán de esta historia. Entre éstas jerarquizamos aquella que queda como corolario siempre latente: ¿Qué debió ocurrir entre los que se quedaron, con sus descendientes, para construir un nuevo y legítimo país nortino, inseparable de la nueva nacionalidad chilena y, a su vez, no perdieran los afectos con la otra ausente? ¿Cómo los refugiados lejos de Tarapacá pudieron armar con pedazos de recuerdos un imaginario regional, radicándose en un país que no era su pequeña patria tarapaqueña?
La reunión clandestina del Comité Pro Patria comenzó temprano cerca del muelle de Caleta Buena a fines de abril del año 1918, y con voz firme y marcada el señor Dubois señalaba los nombres de los trabajadores peruanos que debían abandonar el puerto. Higinio Núñez, del Valle de Quisma, hace ya cinco horas que está arrinconado con su familia en una casucha en la Puntilla de Iquique, agotado después de una larga caminata con unos caletinos a la espera de lo peor. A la tercera amanecida, las puertas aparecen marcadas con una cruz de alquitrán negro. Les espera un vapor con cientos de refugiados con destino a El Callao. Cada persona solamente con una sábana a modo de atado, llena de las más queridas pertenencias y nada más… Tres días después las bandas de música y gloria a los héroes tarapaqueños; cuatro horas más, todos apiñados en recintos abandonados por insalubres… Al próximo día, todos a cargar donde sea para vivir en un país que los llamaba “chilenos”… Su esposa Vernal, de San Lorenzo de Tarapacá, se enloqueció de pena y yace en el cementerio del Callao; su hijo Santiago se resbaló cargando verduras en la recova y vivió limitado para siempre; su otro hijo José, chileno de nacimiento y sabedor que legalmente puede hacer su servicio militar en Chile, se escapa a Iquique. Higinio y Santiago dejan su “Perú”, porque nunca lo entendieron y porque así lo exige el vals criollo “todos vuelven a la tierra en que nacieron…”. Ahora el hijo de José, y nieto de Higinio, puede escribir este prólogo, pero ya es demasiado tarde para creer que la historia los absolverá… Nos basta con que Sergio González haya revelado tanta violencia innecesaria y que ambos no demostremos ni un pedacito de resentimiento, pero que nunca jamás gente alguna justifique esa imagen de aquellas dos señoritas Loayza, aterrorizadas detrás de la mampara de la casa de Mr. Locket, a la espera de la peor turba antiperuana, esperando al “Corvo” y su defunción escrita entre risa y juerga, en el rey de los pasquines: “El Lucas Gómez”.
Gracias, Sergio, por enseñarnos que el dolor del terror fortalece a nuestros pueblos, cualquiera sea su nacionalidad, y que aún es posible proponer los más insospechados reencuentros de verdadera integración subregional, con ethos compartidos, y gracias también por estos escritos que engrandecen a nuestras historias regionales casi olvidadas. El himno peruano estaba vivo en una victrola piqueña y lo cantábamos casi en silencio en el día del país del nunca jamás… y los más jóvenes descubríamos que, de tanto olvidar, habíamos aprendido a amar intensamente a la nueva patria prometida.
Comentario de Carlos Maldonado Prieto*
En este macizo y corajudo estudio histórico, sólidamente basado en abundante documentación de primera fuente y testimonios de muchos testigos, recogida con esmero y dedicación en Iquique, Lima y un sinnúmero de pueblos de la Pampa, el conocido sociólogo e historiador tarapaqueño Sergio González, sin un ánimo de reabrir viejas heridas, se adentra en un episodio sórdido y subterráneo, desconocido para la mayoría de los chilenos. El autor analiza, con oficio y rigor académico, el surgimiento, apogeo y declinación de las Ligas Patrióticas que practicaron lo que hoy día podríamos denominar una “limpieza étnica” en las provincias nortinas, años después que Chile las anexara gracias al triunfo militar en la Guerra del Pacífico.
Esta violencia xenófoba fue uno de los muchos infaustos sucesos acaecidos durante la larga posguerra que se extendió entre 1883 (Tratado de Ancón) y 1929 (devolución de Tacna). Fue un período de álgida confrontación, caracterizado por aprestos bélicos de ambos bandos, rompimiento de relaciones diplomáticas y consulares, reclamaciones ante la Liga de las Naciones, etc.
En términos más amplios, se podría afirmar que dicha posguerra permanece vigente de cierta manera hasta nuestros días. Es probable que recién llegue a su fin cuando Bolivia abandone su actual enclaustramiento geográfico y entre Chile y Perú haya una reconciliación sincera basada en el reconocimiento crítico del pasado común.
En esa línea se inserta el libro de Sergio González, convirtiéndose en una contribución neta al proceso que él mismo denomina “reivindicación de la palabra tolerancia, concepto fundamental en sociedades multiculturales y abiertas como América Latina en general y Chile en particular” (pp. 152).
Solamente develando el pasado, mostrando las motivaciones, los aciertos y los errores de nuestros antepasados podremos contribuir a establecer la verdad histórica y desterrar los odios de antaño, esos que todavía no terminan y que de vez en cuando son explotados por sectores interesados. Qué duda cabe que todavía existen muchas heridas no cicatrizadas del todo, producto del rencor generado por la anexión territorial, la larga ocupación militar de Lima y otras capitales provinciales, en el caso peruano, y la pérdida de la cualidad marítima, en el boliviano.
Rescato especialmente la frase convertida prácticamente en lema de Sergio González que dice que “los chilenos no podemos ser negadores o soberbios frente a una historia que reclama emerger de la oscuridad, con el propósito de asumir lo que nos corresponde en la difícil reconciliación para la paz y la integración de nuestros pueblos” (p. 151).
Por otro lado, el autor afirma algo muy importante, que, a diferencia de las disputadas provincias de Tacna y Arica, hasta el centenario no hubo una chilenización compulsiva de Tarapacá por parte de las autoridades estatales y que, por el contrario, siempre existió tolerancia hacia la comunidad peruana, sus medios de prensa, organizaciones sociales, celebración de efemérides nacionales, etc. La región se caracterizaba por la diversidad étnica, pues vivían allí representantes de más de treinta y seis nacionalidades. “La chilenización hasta 1910 en Tarapacá fue la de un Estado de derecho que se legitima. Hasta 1910, en Tarapacá existían periódicos, imprentas, colegios, bombas de incendio, clubes deportivos y sociales, filarmónicas, mutuales, empresas, curas, logias masónicas, etc., peruanos, lo que cambia en 1911, señalando un punto de inflexión en la política nacional hacia esta provincia” (p. 30).
Sin embargo, a partir de 1911 surgieron las Ligas Patrióticas que contrataban matones a sueldo para agredir a la población peruana residente, obligándola con ello a emprender la huida a lugares más seguros. Eso ocurrió con miles de tarapaqueños que, forzados por la violencia xenófoba de las Ligas y alentados en parte por las promesas de apoyo material del gobierno del Presidente peruano Augusto B. Leguía, encontraron refugio en Lima y otras ciudades peruanas. Sin embargo, los refugiados “fueron condenados a la pobreza y por ello algunos regresaron a las salitreras desafiando todos los riesgos. Recién en los años cuarenta recibieron un terreno baldío [en El Callao], el ex fundo La Chalaca, que se llamaría más tarde Urbanización Tarapacá y que fue comprado con parte del pago realizado por Chile al Perú, después del Tratado de Lima de 1929. Las casas ofrecidas por el gobierno peruano jamás fueron construidas” (p. 21).
Sergio González confirma, además, que las Ligas surgieron en forma espontánea, pero señala que las autoridades chilenas fueron tolerantes con ellas e incluso las utilizaron políticamente en muchas ocasiones. Pese a ello, a partir de 1918 las Ligas escaparon del control estatal.
El autor también analiza la relación de las Ligas y el movimiento obrero pampino, subrayando el papel internacionalista de líderes como el socialista Luis Emilio Recabarren, cuyo periódico El Despertar de los Trabajadores, denostado como pro peruano, debió sufrir el asalto de las hordas pagadas por las Ligas.
En resumen, este novedoso estudio sobre las Ligas Patrióticas nortinas es una contribución a la historiografía regional del norte chileno y al entendimiento sobre los complejos procesos políticos, diplomáticos, económicos, sociales y culturales que conformaron la larga posguerra que debieron sufrir los antiguos rivales de la Guerra del Pacífico. Además, entrega luces sobre los orígenes de la xenofobia, el nacionalismo y el fascismo chilenos, fenómenos muy poco estudiados en el país. De cierto modo, esta obra también es un llamado de atención ante el aparecimiento de incipientes muestras de intolerancia hacia los inmigrantes peruanos que se avecindan en nuestro suelo.
Notas
1 Refiérase a la gente que vivía en el Valle de Quisma.
Carlos Maldonado Prieto – Instituto de Investigaciones Arqueológicas y Museo, Universidad Católica del Norte, San Pedro de Atacama.
Lautaro Núñez Atencio – Investigador independiente, Santiago. E-mail: cmaldona_99@yahoo.com.
[IF]Navigator | [Marinha do Brasil] | 2005
As boas ideias do passado merecem “renascer das próprias cinzas” – como diziam que a fênix tinha por costume – e a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha volta a publicar regularmente a Revista NAVIGATOR – Subsídios para a História Marítima do Brasil (Rio de Janeiro, 2005-). A NAVIGATOR – do latim, navigator, oris – é uma revista semestral e, além do propósito de prover os subsídios para a História, existe a intenção de que ela se torne um periódico que traga a contribuição de historiadores, arqueólogos e pesquisadores, servindo, também, como meio de divulgação capaz de ampliar a consciência marítima brasileira.
O objeto da História, de que se ocupa a NAVIGATOR, é o passado das atividades humanas referente ao mar e, por afinidade, aos rios navegáveis. Portanto, são parte do escopo da revista, dentro desse objeto:
-
O emprego e o aprestamento da parcela militar do poder marítimo,
que é o poder naval; -
As viagens marítimas e fluviais de exploração e os relatos dos viajantes;
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O transporte marítimo e fluvial e a infraestrutura hidroviária;
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A navegação e a cartografia náutica;
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A colonização e as invasões que dependeram do mar;
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A indústria naval de construção e reparação e seus produtos;
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A indústria bélica de interesse do aprestamento naval;
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As atividades, as organizações e os meios de exploração e explotação dos recursos do mar;
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As atividades de arqueologia e de pesquisa arqueológica subaquáticas;
-
As atividades referentes às ilhas oceânicas brasileiras; e
-
As atividades referentes ao mar analisadas, quanto ao seu passado,
à luz das ciências humanas, em geral.
Para que a NAVIGATOR possa divulgar artigos de elevada qualidade e rigor científico, criou-se um Conselho Consultivo de pessoas notáveis por seus trabalhos no campo da História ou da Arqueologia, que aceitaram o convite para colaborar com a revista, publicando artigos de sua autoria ou atraindo bons trabalhos de outros. A NAVIGATOR, porém, precisa da colaboração de todos que se interessam pela História Marítima do Brasil e, portanto, artigos são muito bem-vindos.
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Caribe(s) / Textos de História / 2005
Os Programas de Pós-Graduação em História da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Goiás e o Centro de Pesquisa c Pós-Graduação sobre as Américas — Ccppac — da Universidade de Brasília desenvolveram conjuntamente o projeto “Fronteiras: Espaços Imaginados, Lugares Concretos” nos quadros do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad), entre 2001 e 2005.
Esta experiência de cooperação acadêmica tinha como preocupação teórica mais geral as regiões de fronteira e os imaginários construídos sobre elas e, em particular, as problemáticas postas pelo chamado mediterrâneo caribenho. Dentre os objetivos do projeto, destacava-se a contribuição para a criação do curso de doutorado em história da Universidade Federal de Goiás.
Como equipe líder do projeto, o PPGHIS da UnB passou a receber um número significativo de estudantes de mestrado e de doutorado com projetos voltados para os referenciais espaciais, teóricos c metodológicos do projeto Fronteiras. Cuba, Jamaica, o Haiti, as Güianas, as regiões caribenhas do México, da Colômbia e da Venezuela, bem como as dinâmicas e complexas relações entre o Caribe, a África, os Estados Unidos, o Brasil e a Europa, tornaram-se questões recorrentes em nossos seminários, especialmente na área de concentração em história cultural.
Este dossiê apresenta uma nova contribuição aos estudos caribenhos, na esteira de uma série de publicações articuladas ao projeto Fronteiras} O ensaio ” O conceito de fronteira em Deleuze e Sarduy” do professor Luís Sérgio Duarte, da UFG, indica um dos mais fecundos caminhos que vêm sendo trilhados pelos pesquisadores reunidos no referido projeto: a reflexão crítica acerca das múltiplas dimensões do fenômeno fronteira. Relacionando as obras de Gilles Deleuze e de Severo Sarduy, a partir do conceito de fronteira, Luís Sérgio Duarte procura definir as características de uma epistemologia neobarroca (“o método da fronteira”), mostrando sua validade para uma teoria pós-moderna da história.
Olga Cabrera, também da U FG e principal responsável pelo dinamismo do projeto Fronteiras, expressa, com o artigo ” E l proyecto pedagógico de Ias lecturas de tabaquerías: de la búsqueda de la igualdad a la consolidación de la diferencia”, uma inquietação que já estava presente na sua dissertação de Mestrado,2 e que permanece evidente em meio à grande variedade de projetos que tem orientado e coordenado: a investigação dos processos de construção e reconstrução de identidades, explorando as fronteiras entre escritura e oralidade, entre discursos hegemônicos e subalternos, entre a história e a literatura.
O historiador haitiano Vertus Saint-Louis visitou Brasília pela primeira vez em 2005, quando participou do seminário internacional Saídas da Escravidão e Políticas Públicas, aproveitando para estabelecer contato com o Departamento de História da UnB. A conclusão de seu texto, intitulado “A Guerra do Sul c as apostas do comércio internacional”, conserva o t om e o estilo adequados ao momento em que foi apresentado ao público haitiano: durante as comemorações do bicentenário da morte de Toussaint Louverture (e dois anos antes do bicentenário da independência do Haiti).3 É muito reconfortantc a oportunidade de reconhecer um certo “ar de família” neste artigo, que renova o diálogo da historiografia c om a opinião pública, trazendo, da pesquisa sistemática em arquivos, a evidência da necessidade de uma postura crítica frente aos mitos construídos pelo sistema político haitiano.
O professor Dinair Andrade da Silva, que atuou por muitos anos na área de História da América do curso de História da UnB, e que agora colabora como pesquisador associado ao programa de pós-graduação, na área de concentração em história social, apresenta um extenso e criterioso painel, construído em torno de um personagem emblemático: “Aproximação a Félix Varela, fundador da nacionalidade cubana e reformador social nos Estados Unidos”. O padre Félix Varela, cuja ação internacionalista deixou marcas indeléveis na sua pátria, na América Latina, na Espanha e nos Estados Unidos, como aponta com propriedade Dinair Andrade da Silva, merece a atenção de todos os que acompanham a inquietação contemporânea das comunidades cubana, latino-americana, e mesmo norte-americana, em relação ao futuro imediato da nacionalidade e da cultura cubanas.
Esperamos que este dossiê amplie o círculo de leitura que, até o presente momento, vem acompanhando a produção historiográfica da equipe de professores e estudantes vinculados ao projeto Fronteiras: espaços imaginados, lugares concretos, e também que estimule novos projetos, intensificando a inserção da pós-graduação brasileira no cenário internacional.
Notas
1 CABRERA, Olga, CORTÊS ZAVALA, Maria Teresa; UR1BE SALAS, José Alfredo (org.). Región, frontera yprácticas cnltnrales en la historia de América Latinay el Caribe. Morelia: Universidad Michoacana dc San Nicolás de Hidalgo; Goiânia: Cecab, 2002. ALMEIDA, Jaime de; CABRERA, Olga; CORTÊS ZAVALA, Maria Teresa (org.). Cenários Caribenhos.
Brasília: Paralelo 15, 2003. CABRERA, Olga; ALMEIDA, Jaime dc (org.). Caribe, sintonias e dissonâncias. Goiânia: CECAB, 2004. Alem dessas três coletâneas, cabe ressaltar a também a Revista Brasileira do Caribe, publicada regularmente desde 2000, pelo Centro de Estudos do Caribe no Brasil (CECAB), dirigido por Olga Cabrera.
2 CABRERA, Olga. Historia dei movimiento obero cubano. La Habana, Universidad de la Habana. Dissertação de Mestrado, 1968.
3 Cf., a propósito, ALMEIDA, Jaime de. Há duzentos anos, o Haiti: a historiografia diante da comemoração. In ALMEIDA, Jaime de; CABRERA, Olga (org.), op. cit. p.
312-332. Acerca da relação histografia/comemoração, v. também SÁ, Antônio Fernando Araújo. “Canudos Plural: memórias em confronto nas comemorações dos centenários de Canudos (1993-1997)” in Textos de História vol. 5, n. 1, 1997; e ANKERSMIT, Franck.
“Commemoration and national identity” in Textos de História vol. 10, n. 1/2, 2002.
Jaime de Almeida
Cléria Botelho da Costa
Etnicidade / Anos 90 / 2005
Pode-se dizer que atualmente existe um certo consenso que etnicidade é um tema forçosamente interdisciplinar. No conjunto das ciências humanas, os historiadores chegaram à temática depois de antropólogos e sociólogos e, por isso mesmo, não há como não lançar mão daquilo já desenvolvido, em termos teóricos e metodológicos, nas ciências vizinhas. Numa esquematização bastante simplificada, podemos situar a primazia dos antropólogos e seus estudos, que remontam ao século XIX, de culturas tribais, a etnologia, seguidos pelos sociólogos, particularmente os da Escola de Chicago, que, desde o início do século XX, analisaram contextos urbanos nos quais grupos sociais de origem diversa – diversidade sempre associada a fenômenos de imigração – passaram a dividir o mesmo espaço. Aquelas que podem ser denominadas modernas teorias da etnicidade têm sido desenvolvidas a partir da segunda metade do século XX, impulsionadas por diferentes fenômenos sociais das sociedades contemporâneas: 1) o surgimento do black power, que pôs em cheque as teorias de assimilação desenvolvidas pela Escola de Chicago; 2) o processo de descolonização da África, que deixou aos africanos a tarefa de dividir o poder político em contextos urbanos e aos antropólogos o estudo dos conflitos interétnicos; 3) mais para o fim do século, dois fenômenos, o da globalização, que maximizou as sempre existentes migrações transcontinentais, e o dos novos nacionalismos, muitos deles com base étnica, incentivou a divulgação de teorias já existentes sobre o fenômeno da etnicidade e o surgimento de novas interpretações. É nesses estudos mais recentes que vemos a atuação conjunta de antropólogos, sociólogos e historiadores.
As discussões sobre etnicidade às quais os historiadores engajam-se estão distantes de um gênero de etno-história que estuda grupos tribais e próximas de estudos que se referem a temáticas recorrentes na historiografia, como imigração, nacionalismo e colonização. Mesmo que acontecimentos da Europa contemporânea não tenham expressão na América, como o separatismo étnico-nacionalista, muitos estudos recentes de fenômenos decorrentes do processo imigratório iluminam acontecimentos de outros tempos dos países americanos, para os quais tal processo está presente em vários momentos de sua história: no povoamento das colônias pelos europeus nos séculos XVI-XVIII, na imigração forçada dos africanos, nos que vieram “fazer a América” no século XIX e nas migrações contemporâneas. É por esta razão que as teorizações mais ou menos recentes da identidade étnica têm permitido uma revitalização dos estudos da problemática da imigração e da nação entre os historiadores. Na historiografia brasileira, sem dúvida, isso é visível.
Mas os historiadores não estão num papel passivo de receptores de teorias e formuladores de casos mais antigos. Na verdade, considerando a importância da trajetória histórica e da representação do passado para a formulação identitária, tanto para os grupos étnicos quanto para as nações, antropólogos já estavam fazendo às vezes de historiadores ou lançando mão destes em seus estudos. Pode-se dizer, então, que a temática de estudos étnicos constitui-se atualmente de um campo de investigações que tem acumulado formulações teóricas, conhecimentos e análises com a contribuição de diferentes disciplinas das ciências humanas.
Desse campo de investigações, que tem, de um lado, o dinamismo daquilo que está em gestação, de outro, a ausência de um campo conceitual mais definido – ou mais difundido –, o dossiê preparado para este número de Anos 90 visa ser uma expressão. Pretende-se também, justamente, contribuir para a sistematização de interpretações, noções, temáticas, conceitos, que permitam estabelecer um patamar de comunicação que indispensável para a promoção das discussões.
O texto de Karl Monsma, sociólogo por formação e historiador por ofício, é assaz representativo de como a temática da etnicidade abre novos objetos de estudo para os historiadores. Abolida a escravidão, permanecerá a luta simbólica contra a mesma. A insistência dos negros em serem tratados com respeito mostrará o grau de internalização do sentimento de superioridade dos proprietários brancos. As fazendas de café do oeste paulista, no fim do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, fornecem uma espécie de “laboratório” para o estudo de relações interétnicas. A presença de imigrantes, principalmente italianos, como administradores de fazendas permite outro ponto de observação das representações étnicas presentes no mundo do trabalho e além dele. Como outras pesquisas que buscam retratar o cotidiano de épocas passadas, a fonte principal de Desrespeito e violência: fazendeiros de café e trabalhadores negros no oeste paulista, 1887- 1914 são autos penais.
Temática consagrada pela historiografia, a escravidão também pode ser revisitada pelo enfoque da etnicidade. Utilizando-se da principal proposição de F. Barth, identidade como “categoria de atribuição”, Regiane Mattos busca observar, em São Paulo, no século XIX, como as classificações externas operadas pela Igreja e pelos proprietários de escravos acabam sendo internalizadas pelos africanos. A constatação da autora de que, no Novo Mundo, diferentes grupos descobrem afinidades que “não imaginavam existir quando estavam no continente africano” lembra processo semelhante dos imigrantes que passaram a ser reconhecidos e a se reconhecerem como “teutos” ou “ítalos” e demonstra o constante processo de reelaboração identitária.
As antropólogas Denise Jardim e Roberta Peters propõem uma aproximação com a história por meio da idéia de “tradição”, analisando rituais de casamento de imigrantes palestinos. Num período em que o fenômeno da persistência das identidades étnicas nos quadros dos estados-nação é assunto para o qual historiadores também se voltam, entender como rituais de casamento contribuem para a “fabricação” da coesão social, calcada na noção de uma coletividade dotada de uma origem comum, possibilita dimensionar o grau de enraizamento da identidade étnica nos membros de um grupo que serve de base para tal identificação. A identidade étnica, pode-se dizer, mais do que a identidade nacional, está ancorada na família. Em um dos casamentos acompanhados pela pesquisa etnográfica, a noiva é brasileira e, ao passar pelo ritual do casamento muçulmano com um filho de palestino, ela se torna árabe, mesmo não tendo saído do Estado brasileiro. Para o campo historiográfico que ainda hoje tem, freqüentemente, tratado as formulações identitárias dos diferentes grupos étnicos como previamente estabelecidas – isto é, como “essenciais” –, bastando ao pesquisador recolher números e formas dessa expressão, a sutileza da análise antropológica tem um valor didático.
Os artigos seguintes lidam com uma produção textual que, em maior ou menor grau, é representativa de formas de pensar de épocas e grupos sociais. A própria existência desta produção já indica a possibilidade de indivíduos e grupos sociais refletirem sobre a realidade, expressarem representações ou elaborarem-nas, tentando interferir na sociedade. O conjunto de textos comentado por Sílvio Correa difere da produção examinada nos outros artigos, pois tratam-se de obras publicadas no país de origem dos imigrantes, no caso, a Alemanha, que ora alertam sobre os riscos de perda da cultura alemã, ora registram sua manutenção; dito de outra forma, os emigrados permitem ao conterrâneo viajante a reflexão sobre uma identidade que é também uma alteridade. A condição de viajantes de seus autores não os obrigava a definirem uma identidade de emigrados e, talvez por esta razão, seus relatos não têm o idealismo que encontramos nos discursos dos líderes de comunidades étnicas. Os relatos de viagem registram a existência de dialetos regionais dos lugares de origem (o que aponta uma falta de unidade de imigrantes que posteriormente representaram-se de forma unificada); a vida do colono é retratada mais pela monotonia e privações e do que pelo heroísmo (tal como a saga da imigração desenharia mais tarde). Quando o autor afirma que “não houve uma integração institucionalizada dos imigrantes e seus descendentes durante as primeiras décadas da imigração”, estando o construto da identidade étnica baseado em elementos distintivos como a língua e aparência física, é como se se referisse a uma identidade que era objeto de reflexão dos narradores, mas que estava ainda em estado embrionário para os imigrantes.
Os dois próximos textos, além de analisarem representações, indicam o grau de institucionalização dos grupos étnicos. Por “institucionalização” está se referindo ao fato dos grupos terem adquirido um grau de organização social que lhes permite formar sociedades, publicar periódicos ou editar obras comemorativas, instituir datas comemorativas e, num grau mais elaborado, ter seus próprios intelectuais, cuja produção textual não se destina apenas à comunidade, mas também para a sociedade envolvente. Ancorada em um grupo, a memória coletiva torna-se memória social (Halbwachs, 1990).
Examinando a produção literária da zona colonial italiana do Rio Grande do Sul, Luís Fernando Beneduzi opera com um tipo de interpretação característico dos novos estudos da imigração, qual seja, o de que as representações étnicas são reelaboradas conforme a situação vivenciada pelo grupo “do outro lado do Atlântico”.1 Lembrando Hobsbawm, podemos dizer que todas as tradições, quando examinadas com atenção são, na verdade, muito recentes. Por exemplo, para o autor, a canção Mérica Mérica, que pertence ao folclore da imigração italiana, “não deixa de ser fruto de um processo de revisão da trajetória da imigração, enfatizando o ponto de chegada, ou seja, a vitória”. O cinqüentenário da imigração italiana, em 1925, celebra não apenas a positividade desta imigração, representada, obviamente, pelos seus expoentes mais bem sucedidos, mas a própria lembrança negativa da terra de partida é refeita, afirmando agora a imagem “de uma Itália colonizadora e civilizadora”. A vitória, como sabemos, é o engajamento nos parâmetros econômicos do sistema capitalista, visível apenas no século XX, mas, como o efeito de uma representação é tanto maior quanto mais se oculta sua base real, ela fica ancorada num ethos, cujo origem é tão longínqua no tempo que se tornou imemorial, em outras palavras, passou a constituir uma característica “primordial”.2
Se Haike K. da Silva pode analisar textos que buscam refletir sobre a identidade étnica teuto-brasileira no Rio Grande do Sul já no século XIX, isso não se deve apenas à anterioridade desta imigração no conjunto do que ficou caracterizado como “colonos imigrantes”, mas ao fato de que existiu uma parcela significativa de imigrantes urbanos que ou estabeleceram-se na capital da província ou instalaram-se na área colonial em atividades não rurais (professores, párocos, artesãos). Os que “pensaram a identidade”, como diz a autora, e o fizeram por escrito para serem lidos por seus contemporâneos estavam, invariavelmente, ligados a uma instituição ou entidade: igreja, escola, editora ou jornal, sendo que as últimas entidades podiam ser derivadas de uma do primeiro grupo. A formulação intelectual escrita de uma identidade étnica depende da existência tanto de “mentores” quanto de um público receptor de tais elaborações e de canais já criados de divulgação destas publicações. A liderança étnica que Haike Kleber da Silva examina com mais detalhe, J. Aloys Friederichs, condensa várias facetas da trajetória do grupo étnico “alemão”. Trata-se de um empresário bem-sucedido, isto é, seu sucesso econômico habilita-o a ser representante do conjunto dos imigrantes. Foi o presidente, por muitos anos, da mais expressiva entidade associativa recreativa do Sul do País, o Turnerbund (Sociedade de Ginástica), e, como imigrante alemão que se instalava no Brasil, refletiu sobre sua própria condição e sobre a do grupo ao qual estava vinculado. Enquanto os viajantes refletiam sobre uma situação com a qual tinham contato que eles sabiam não ser permanente os intelectuais teuto-brasileiros vivenciavam uma condição da qual suas leituras eram também formas de ação. Portanto, as construções identitárias estão em permanente reelaboração, variando conforme o contexto.
Notas
1. A expressão é tomada de Ellen Woortmann (2000), que fez uma análise exemplar do processo de reelaboração identitária de imigrantes, estudando o caso dos alemães no Rio Grande do Sul.
2. O termo “primordial” é um dos que se tornou indispensável ao linguajar daqueles que estudam etnicidade. Referindo-se ao que é da “essência” dos indivíduos e grupos, primordial opõe-se ao que é “circunstancial” ou balizado apenas pelo interesse. Sobre o assunto, ver Glazer e Moynihan (1975).
Referências
BECKER, Howard. Conferência: a Escola de Chicago. Mana, Rio de Janeiro. v. 2, n. 2, p. 177-188, 1996.
GLAZER, Nathan; MOYNIHAN, Daniel P. Introduction. In: ______ (Ed.). Ethnicity, theory and experience. Cambridge: Harvard University Press, 1975. p. 1- 26.
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice; Editora Revista dos Tribunais, 1990.
HOBSBAWM, Eric. Introdução: a invenção das tradições. In: HOBSBAWM, Eric, RANGER, Terence (Org.). A Invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984. p. 9-23.
POUTIGNAT, P.; STREIFF-FENART, J. Teorias da etnicidade. São Paulo: Editora da UNESP, 1998.
WOORTMANN, Ellen Fensterseifer. Identidades e memória entre teuto-brasileiros: os dois lados do atlântico. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 6, n. 14, p. 205-238, nov. 2000.
Regina Weber – Professora do Departamento e do PPG em História da UFRGS.
WEBER, Regina. Introdução. Anos 90, Porto Alegre, v.12, n.21 / 22, jan. / dez., 2005. Acessar publicação original [DR]
Cartagena de Indias y la región Historica del Caribe, 1580-1640 – ORTEGA (M-RDHAC)
ORTEGA, Antonino Vidal. Cartagena de Indias y la región Historica del Caribe, 1580-1640. Sevilla: Escuela de Estudios Hispano-Americanos Universidad de Sevilla-Diputación de Sevilla, 2002. 323p. Resenha de: BARBOSA, Armando Luis Arrieta. Memorias – Revista Digital de Historia y Arqueología desde el Caribe, Barranquilla, n.2, jan./jun., 2005.
Armando Luis Arrieta Barbosa – Profesor e investigador del departamento de Historia y Ciencias Sociales y membro del Grupo de Investigación en Historia y Arqueología del Caribe Colombiano de la Universidad del Norte.
Acesso apenas pelo link original
[IF]
O período Filipino no Brasil / Revista do IHGB / 2005
Miridan Britto Falci – Sócia titular – Diretora da Revista.
FALCI, Miridan Britto. Apresentação. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro, v.166, n.426, p.7-8, jan. / mar., 2005. Acesso somente pelo link original [DR].
História das mulheres no Brasil – DEL PRIORI (RIHGB)
DEL PRIORE, Mary (org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 1997. SCHUMAHER, Schuma; BRAZIL, Érico (Org.). Dicionário Mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade – biográfico e ilustrado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000. MOTT, Luiz. Homosexuais da Bahia. Dicionário biográfico, século XVI-XIX. Salvador: Grupo Gay da Bahia, 1999. Resenha de: MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.167, n.430, p.319-327, jan./mar., 2005.
Teresa Cristina de Novaes Marques – Doutora em História Social pela UnB. Professora Adjunta pela mesma Universidade.
[IF]História & Luta de Classes | [] | 2005
A revista História & Luta de Classes (2005-) nasceu em tempos de domínio social da barbárie neoliberal e de hegemonia conservadora no pensamento acadêmico, com destaque para a área da História e das Ciências Sociais. Desde 2005, ela procura servir como ferramenta de intervenção de historiadores e produtores de conhecimento que se recusam a aderir e se opõem ativamente a essa dominação.
Os objetivos da revista História & Luta de Classes estão expressos na “Apresentação” do seu primeiro número. Eles definem os marcos referenciais para os interessados em colaborar com a revista, bem como para propor sua integração ao coletivo que produz e mantém a revista.
A revista está aberta a propostas de colaborações, reservando-se o direito de exame dos textos enviados espontaneamente à redação. Sem exceção, todas as contribuições propostas serão submetidas à avaliação cega.
A revista História & Luta de Classes dirige-se em especial aos pesquisadores, professores e estudantes de história e ciências sociais e aos militantes de movimentos sociais, e de forma geral ao grande público interessado. Sem concessões de conteúdo, na forma e na linguagem, os autores procurarão que seus artigos alcancem o mais vasto público leitor.
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Ágora | UFES | 2005
A principal finalidade da Revista Ágora (Vitória, 2005-) é constituir um espaço virtual de debate, de discussão que resulte em ideias originais e iniciativas transformadoras, como outrora se dava entre os gregos, os patriarcas do pensamento ocidental e precursores do conhecimento histórico.
Com esse espírito que convidamos a todos a acessar e contribuir com a manutenção da revista mediante a publicação de artigos inéditos, resenhas, traduções e documentos historiográficos de autoria de mestrandos, mestres, doutorandos e doutores. Os artigos são agrupados em dossiês ou temas livres.
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Quem assume esta tarefa? Um documentário de uma igreja em busca de sua identidade | Germano Burger
O MANIFESTO DE CURITIBA DA IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL[1]
A IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL, REUNIDA EM SEU VII CONCÍLIO GERAL EM CURITIBA NOS DIAS 22 A 25 DE OUTUBRO DO CORRENTE ANO, OBEDIENTE À MISSÃO QUE LHE É INERENTE COMO IGREJA DE CRISTO, RESOLVE MANIFESTAR O SEGUINTE:
- TESES SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE A IGREJA E O ESTADO
1.1 – A mensagem da Igreja cristã visa à salvação do homem, salvação que transcende as possibilidades humanas, inclusive as políticas. É mensagem de Deus – não deste mundo. Mas ela é destinada a este mundo e quer testemunhar Jesus Cristo como Senhor e Salvador do mundo. Por isso a Igreja não pode viver uma existência sectária, guardando para si mesma a mensagem que lhe foi confiada. Ela tem o ministério de testemunhar a palavra de Deus, ministério do qual ela não se pode esquivar, a não ser pelo preço da desobediência para com seu Senhor.
A mensagem da Igreja sempre é dirigida ao homem como um todo, não só à sua “alma”. Por isso, ela terá conseqüências e implicações em toda a esfera de sua vivência – inclusive física, cultural, social, econômica e política. Não tenderá apenas a regular as relações entre os cristãos, mas visará igualmente ao diálogo com outros cidadãos ou agrupamentos, sobre todas as questões relacionadas com o bem-comum.
1.2 – A mensagem “pública” da Igreja cristã, no que se refere aos problemas do mundo, não poderá ser divorciada do seu testemunho “interno”, já que este implica naquela. Assim a Igreja não pode condicionar seu testemunho público aos interesses de ideologias políticas momentaneamente em evidência, ou a grupos e facções que aspiram ou mantêm o poder. Em seu testemunho público, não poderá ela usar métodos incompatíveis com o Evangelho.
1.3 – Em princípio, Estado e Igreja são grandezas separadas, como o define também a Constituição do nosso País. Mas em virtude das conseqüências da pregação cristã que se manifestam na esfera secular, e pelo próprio fato de os cristãos serem discípulos de Cristo e simultaneamente cidadãos de seu país, não será possível separar totalmente os campos de responsabilidade do Estado daqueles da Igreja, embora seja necessário distinguí-los. Na esfera onde os respectivos campos se fundem, a Igreja, por sua vez necessitando da crítica do mundo, desempenhará uma função crítica – não de fiscal mas antes de vigia (Ezequiel 33,7) e de consciência da Nação. Ele alertará e lembrará as autoridades de sua responsabilidade em situações definidas, sem espírito faccioso, e sempre com a intenção de encontrar uma solução justa e objetiva.
1.4 – A Igreja busca o diálogo franco e objetivo com o Estado em atmosfera de abertura, de liberdade e de autêntica parceria – diálogo que tem por finalidade encontrar soluções para os problemas que afligem a sociedade. Como parceria co-responsável do governo secular, ela obedece ao preceito do Senhor que diz: “Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Marcos 12,17). Baseada nesta premissa fundamental, ela se sente chamada a cooperar com as autoridades governamentais em uma vasta gama de tarefas, como, por exemplo, na educação das novas gerações, na alfabetização de adultos, no apoio a ações sociais do governo, no combate a doenças, à pobreza, à marginalização do homem, e em outras atividades que não sejam de caráter puramente técnico. Esta cooperação implica no constante esforço destinado a eliminar as causas que eventualmente provoquem os males em questão.
1.5 – Em conseqüência da pregação pública da Igreja poderão surgir tensões com autoridades governamentais, seja por equívocos humanos, seja por razões de caráter fundamental. A Igreja, em tais casos, não procurará contestar o poder do Estado, como se ela fosse um partido político, mas proclamará o poder de Cristo. Onde ela sentir-se compelida a contrariar medidas governamentais, antes de tomar qualquer atitude pública, procurará dialogar com as autoridades respectivas. Em todos os casos agirá sem intuitos demagógicos – deixando claro que ela se sabe chamada a advogar em prol de todos os homens que sofrem.
- ASSUNTOS QUE PREOCUPAM A IGREJA
2.1 – O caráter do culto cristão
A Igreja entende que o culto, sendo o evento central da vida do cristão, através do qual se nutre sua vida espiritual, deverá ter resguardado o seu caráter de serviço de Deus, de adoração, de comunhão cristã e de diálogo com Deus. Jesus Cristo é o único Senhor do culto cristão.
O culto terá conseqüências políticas, por despertar responsabilidade política, mas não deverá ser usado como meio para favorecer correntes políticas determinadas. Pátria e governo serão objetos de intercessão da comunidade reunida para que, possam promover justiça e paz entre os homens, e os fiéis darão graças ao seu Senhor por estas preciosas dádivas. A pátria será honrada e amada; seus símbolos serão respeitados e usados com orgulho cívico, no sentido mais legítimo, mas o cristão não poderá falar da pátria em categorias divinizadoras.
O diálogo entre Igreja e Estado poderá resultar numa responsabilização conjunta pela programação dos dias festivos nacionais que rendem homenagem à pátria.
2.2 – Ensino cristão e educação moral e cívica
Embora numa sociedade pluralista e multiconfessional, como a brasileira, o Estado, compreensivelmente, esteja interessado em evitar uma orientação sectária no campo educacional, julgamos ser indispensável que nas escolas seja mantido, inequivocamente, o ensino cristão. Consideramos ser a educação moral e cívica uma matéria necessária para a formação do cidadão, porém não a julgamos uma matéria que possa ou deva suplantar o ensino cristão. O ensino moral e cívico, com bases ideológicas declaradas, para muitos cristãos deixou imprecisos os limites entre a esfera da Igreja e a do Estado. Entendemos que qualquer atitude moral e cívica autêntica tenha as suas raízes em uma confissão autêntica. Um ensino “teista mas aconfessional”, como o define o Decreto-Lei 869/69, pode induzir muitas pessoas a compreendêlo como substitutivo do ensino cristão, e as suas bases ideológicas como sendo alternativa para uma orientação confessional cristã. Tanto professores como educandos serão levados necessariamente a conflitos de consciência, caso estes conceitos se fixarem.
É do interesse da IECLB que esta questão seja objeto de um exame em conjunto de representantes das Igrejas e do Estado.
2.3 – Direitos humanos
Numerosos cristãos sentem-se perturbados pelo fluxo de notícias alarmantes sobre práticas desumanas que estariam ocorrendo em nosso País, com relação principalmente ao tratamento de presos políticos, donde surge uma atmosfera de intranqüilidade, agravada com a carência de informações preciosas e objetivas. Embora as notícias veiculadas no exterior, freqüentemente evidenciem o caráter tendencioso, e embora órgãos oficiais do País seguidamente tenham afirmado a improcedência das mesmas, permanece um clima de intranqüilidade, em virtude das informações não desmentidas da imprensa do País, sobre casos onde se inculcam órgãos policiais de terem empregado métodos desumanos – seja no tratamento de presos comuns, seja de terroristas políticos, ou seja de suspeitos de atividades subversivas.
Entendemos mesmo, como Igreja, que nem situações excepcionais podem justificar práticas quer violam os direitos humanos.
E como Igreja sentimos necessidade de dialogar com o nosso Governo também sobre o assunto – uma vez para apontar a extrema gravidade da questão, tendo em vista os princípios éticos em jogo, mas também para promulgar o nosso inteiro apoio a quem se acha seriamente empenhado em coibir abusos cometidos e em oferecer ao mais humilde dos brasileiros – inclusive ao politicamente discordante – a absoluta certeza de que seja tratado segundo as normas da mesma lei com a qual possa ter entrado em conflito.
Curitiba, 24 de outubro de 1970.
Karl Gottschald Pastor Presidente
Nota: O documento acima transcrito foi entregue pelos pastores Gottschald, Kunert e Schlieper, no dia 5 de novembro à tarde, à Presidência da República no Palácio Planalto em Brasília. No dia 6 de novembro de manhã, os mesmos pastores foram recebidos em audiência pelo Senhor Presidente da República. O diálogo muito franco e cordial , estabelecido entre o Senhor Presidente da República e os representantes da IECLB evidenciou, de maneira clara e insofismável, a disposição por parte dos homens responsáveis do nosso Governo em dialogar com a nossa Igreja sobre os problemas que nos preocupam. A maneira como recebida esta Manifestação da nossa Igreja demonstra a abertura do nosso Governo para sugestões e críticas construtivas.
Para evitar exploração indevida da Manifestação nesta época pré-eleitoral, foi estabelecido, desde o início, que o conteúdo deste documento fosse publicado apenas no dia 15 de novembro, dia das eleições.
COMENTÁRIOS SOBRE A FONTE
O Manifesto de Curitiba pode ser considerado um documento que marcou o desencadeamento de diversas ações no âmbito social da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB. Trata-se de um escrito emblemático, de significado ímpar, emitido pela VII Assembléia Geral da IECLB, em outubro de 1970, na cidade de Curitiba, sendo em seguida entregue pessoalmente ao Presidente da República, General Emílio Garrastazu Médici. O documento apresenta teses sobre as relações entre a Igreja e o Estado e assuntos que preocupam aquela Igreja. Entre esses, destaca-se o caráter do culto cristão, o ensino cristão e a educação moral e cívica, e a questão dos direitos humanos. A questão dos direitos humanos é considerada o assunto mais sensível tratado no manifesto. Há que se lembrar aqui aqueles anos delicados em termos de direitos humanos no Brasil, em virtude dos governos militares.
Para os luteranos, o documento pode ser considerado como uma afirmação de fé clara, numa época em que o Brasil vivia sob o regime de uma ditadura militar e os direitos humanos eram flagrantemente desrespeitados. O manifesto reafirmou o caráter do culto cristão como o serviço a Deus, entendendo ser Jesus Cristo o único Senhor do culto cristão. O documento defendeu a manutenção do ensino cristão nas escolas, ameaçado pela introdução da Educação Moral e Cívica. Quanto aos direitos humanos, o documento ressaltou “que nem situações excepcionais podem justificar práticas que violem direitos humanos” (…) “seja no tratamento de presos comuns, seja de terroristas políticos, ou seja de suspeitos de atividades subversivas”.
Não é necessário grande esforço de reflexão para entender os limites da compreensão dos termos utilizados se considerada a tradição da Igreja luterana e envolvimentos políticos comprometedores em outros momentos da história. A utilização de termos “terroristas” e “atividades subversivas” pode indicar que algumas formas de contestação ao regime também não eram aceitas na Igreja, e a explicitação das mesmas tenderia a auxiliar no diálogo com o Estado. Na verdade a Igreja não buscava um confronto com o Estado e nem questionava a ditadura em si. O que estava em jogo, na óptica da Igreja, eram questões de ordem religiosa e moral que deveriam ser respeitadas por qualquer governo. A forma como foi encaminhado o documento revela um jeito cautelar luterano de longa data. Lutero também havia alertado os príncipes de suas obrigações como senhores e como deveriam tratar seus súditos [2].
O Manifesto de Curitiba, embora naquele instante um documento avançado se considerada a tradição da Igreja Luterana, foi estimulado pela reação desencadeada com a transferência da V Assembléia da Federação Luterana Mundial do Brasil para a França. A transferência aconteceu em decorrência das denúncias das ações da ditadura contra os direitos humanos. Temia-se que a conferência, acontecendo no Brasil, acabaria ajudando a legitimar o governo brasileiro. Queria-se, por outro lado, também evitar constrangimentos, uma vez que, para um evento dessa natureza, fatalmente se convidaria o presidente da república para o cerimonial de abertura.[3]
O Manifesto de Curitiba é dividido em duas partes. Na primeira, reescreve, à luz do tempo presente, teses sobre as relações entre a Igreja e o Estado. Na segunda, externa assuntos que preocupam a Igreja. Na opinião desse historiador, a situação política vigente faz emergir no documento questões históricas inconclusas relacionadas à inserção do cristão nas questões temporais. A difícil discussão sobre os limites dos dois reinos (espiritual e temporal) aparece no manifesto.
Ao especificar a relação entre a Igreja e o Estado, o manifesto ressalta que a mensagem “pública” da Igreja cristã, no que se refere aos problemas do mundo, não poderá ser divorciada de seu testemunho “interno”, já que um implica o outro. Sendo assim, a Igreja não pode condicionar seu testemunho público aos interesses de ideologias políticas momentaneamente em evidência, ou a grupos e facções que aspiram ou mantêm o poder.
Neste sentido, a Igreja se preocupa em buscar o diálogo franco e objetivo com o Estado em atmosfera de abertura, com a finalidade de encontrar soluções para os problemas que afligem a sociedade. “Como parceira corresponsável do governo secular, ela obedece ao preceito do Senhor que diz: ‘Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus’”. O manifesto ressalta que, em conseqüência da pregação pública da Igreja, poderão surgir tensões com autoridades governamentais. Neste caso, porém, a Igreja não procurará contestar o poder do Estado, como se ela fosse um partido político, mas proclamará o poder de Cristo. E quando sentir-se compelida a contrariar o Estado, procurará no diálogo o primeiro passo para o entendimento.
Mesmo que demonstrasse ingenuidade e reservas sobre algumas questões, o manifesto pode ser considerado como um documento que comprova a não omissão da Igreja luterana nas questões delicadas daquele tempo. Pode ser hoje considerado um passo tímido, cautelar e modesto, mas foi um passo considerado relevante para a história da Igreja no que se refere à sua inserção social. A forma de colocar as questões acabou sendo o jeito possível encontrado no momento. A partir daquela data o documento será utilizado em vários momentos da história da Igreja, inclusive no tempo presente.
O documento não levantou questões de ordem estrutural. O modelo econômico e social não foi abordado, mas apenas o regime político no que tange à ideologia de segurança nacional e aos direitos humanos. Schünemann vê no manifesto um tom não-ofensivo e amenizador. Isto teria feito segundo ele, com que o plenário do Concílio de 1970, composto majoritariamente por cidadãos luteranos que possuíam grande estima pelo regime vigente, aprovasse o manifesto. Enfatizando toda a cautela que acompanhou a elaboração e a entrega do documento ao presidente da república, considera que o documento reflete a consciência possível da Igreja naquelas circunstâncias. [4]
Notas
1. FONTE: BURGER, Germano. Quem assume esta tarefa? Um documentário de uma igreja em busca de sua identidade. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1977, pp. 37- 41.
2. O texto de Lutero que mais especifica o assunto intitula-se À Nobreza Cristã da Nação Alemã, acerca da Melhoria do Estamento Cristão e Da Autoridade Secular.
3. SCHÜNEMANN, Rolf. Do gueto à participação: o surgimento da consciência sócio-política na IECLB entre 1960 e 1975. São Leopoldo: Sinodal, 1992.
4. Ibidem., pp. 103-104
Tarcísio Vanderlinde – Doutorando em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve a tese intitulada “Entre dois Reinos: a inserção luterana entre os pequenos agricultores”.
BURGER, Germano. Quem assume esta tarefa? Um documentário de uma igreja em busca de sua identidade. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1977, pp. 37- 41. Resenha de: VANDERLINDE, Tarcísio. O Manifesto de Curitiba: alguns comentários. Cantareira. Niterói, n.6, 2005. Acessar publicação original [DR]
Os Reis Taumaturgos: o caráter sobrenatural do poder régio França e Inglaterra | Marc Bloch
Será desnecessário apresentar Marc Bloch aos historiadores. As pessoas que têm por ofício remexer o passado e seus vestígios de vida humana bem sabem a presença de nosso autor. Sentem-na tão forte em sua formação cotidiana que parecem, já familiarizados, dispensar o auxílio e a recorrência da procura. O historiador dos Annales, assim como os mortos renascentes da história, marca a historiografia e sua posteridade, funda discípulos e princípios, conduz da maneira mais humilde e sincera a apologia da história ou o ofício de historiador. Nosso livro é uma obra sua e não a menos genial. Talvez, a mais famosa. De leitura clássica e indispensável. Seu conteúdo: obra de ciência, de artista metódico, fonte de um renovar de história onde ainda história inexistia. Os reis taumaturgos e seus escrofulosos_ símbolos da mais alta magia e da crença; do poder e do sagrado, da ilusão e da cura.
***
Tudo tem início num propósito novo. Trata-se de estudar, em pleno ambiente intelectual dos anos 20 do século passado, a história de um milagre. Refazer grande parte do percurso da Idade Média e da Época Moderna para compreender o rito de cura das escrófulas (adenite tuberculosa), efetuado pelos reis de Inglaterra e França através do toque de suas mãos, regiamente diferenciadas. Ou, para ser mais exato e explícito, “fazer história com aquilo que, até o presente, era apenas anedota”(p.43). E sua história revela-se profunda. Da anedota, extrai matéria interminável de compreensão da humanidade persistente naqueles tempos antigos. Mais do que extração, aprofunda-se em novo estudo de história política e mental.
No interior da obra, vários temas sobressaltam e se fazem presentes ao conjunto da história deste milagre. Dá-se especial atenção à importância do imaginário coletivo, do poder das crenças e atitudes mentais dos homens, assim como se volta à demarcação do campo de disputas políticas travadas no processo de ascensão das casas principescas européias; a relevância do sagrado para caracterizar o ambiente religioso e mágico destas épocas, oscilantes entre o catolicismo pio da Igreja, os projetos e intenções nem sempre espirituais do poder laico e as tradições e anseios da cultura popular. Adentra a história de um milagre régio e de sua apropriação do sagrado, disputa e delimitação de diferenças e penetrações entre o espiritual e o secular, rei e papa, sacerdote e leigo_ História de sagração e poder, fé e crença. Enfim, passado, mais uma vez, que se vê profundo porque profundos são os desejos de vida humana na história.
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A obra dividi-se em três livros. O primeiro, intitulado “as origens”, remonta aos primórdios das monarquias de França e Inglaterra. Servindo-se do famoso “mito das origens”, que tanto rodeia e seduz os historiadores, mesmo entre os mais astutos e conscientes, explicar-se-á o surgimento e a fundamentação permanente do ato de cura régia, no século XI, na França Capetíngia, e no século XII para os ingleses Plantagenet.
Mas, talvez, o indício mais significativo do primeiro tomo seja a caracterização do rito de cura em seus aspectos políticos e mentais: o desejo de cura dos escrofulosos, a imagem sagrada transposta ao rei através da consagração eclesiástica (principalmente com a unção), a delimitação da ambivalência atribuída pela cultura popular à certa salvação de sua saúde_ o sagrado enquanto sinônimo de “capaz de curar”_ e a longa tradição mágica presente em meio à gente comum.
O segundo livro, maior da obra, trata, primeiramente, do desenvolvimento do rito de cura régia durante a Baixa Idade Média, procurando “evocar o aspecto perceptível sob o qual esse poder corporificou-se aos olhos dos homens durante aquele período.”(p.91). O rei levava suas mãos às partes enfermas dos doentes e, logo após o toque, fazia o sinal da cruz. Eram essas, com pequenas variações, em suma, as ações básicas do rito. Contudo, apesar de simples, não deixavam de possuir imensa popularidade. “Tanto os reis de França quanto os da Inglaterra pretendiam ter o poder de curar”, e junto deles, acrescenta Marc Bloch, “todas as classes estavam representadas na multidão sofredora que acorria ao rei”.(p.101). Ao que tudo indica, a crença no poder taumatúrgico dos reis passaria ilesa pelos tempos conturbados dos séculos XIV e XV. É que a multidão atribuía às personagens régias divindade demais para conformar-se com a opinião de que seus soberanos fossem apenas simples senhores temporais. E, nisso, não estavam sós: também a medicina da época concordava em legitimar a prática régia dentro de quadros válidos para a saúde humana. Contudo, ainda, como sempre, existem contraditores. E aí tem-se a presença marcante do movimento Gregoriano, a disputar, primeiro com o Império e depois com o Regnum, as prerrogativas do sagrado. Por fim, ainda houve as tentativas de imitação dos reis ingleses e franceses por parte de alguns soberanos alhures.
Encontra-se também no mesmo livro o estudo de outra prática taumatúrgica. Só que, dessa vez, rito seguido apenas pelos soberanos Plantagenet. Trata-se das curas efetuadas pelos anéis medicinais benzidos pelos reis bretões, anéis que saravam da epilepsia e de distúrbios musculares. Em verdade, tínhamos, para todos estes atos mágicos e sagrados, o mesmo motivo: segundo Bloch, “o conceito de realeza sagrada e miraculosa (…), profundamente enraizado nas almas, permitiu que o rito do toque (assim como o dos anéis) sobrevivesse a todas as tempestades e a todos os assaltos”. (p.131).
Desta forma, vários temas perpassam a sedimentação do rito e as características essenciais com que o conceito de realeza sagrada e maravilhosa se mostrou. Dentre eles, destaca-se a dúbia condição assumida pela realeza diante da dignidade espiritual, quer dizer, “os reis sabiam muito bem que não eram de todo sacerdotes; mas eles também não se consideravam leigos; em torno deles, muitos de seus súditos partilhavam desse sentimento”.(p.149). Também, aspecto importante da santidade atribuída ao trono, a sagração real se fazia presente na devoção que lhe era dedicada. A unção régia, por seu lado, fornecia a razão desejada para demarcar a característica sagrada dos reis, que os situava, vez em quando, ao mesmo patamar dos sacerdotes de Roma. Vê-se, ao lado destas características, a própria definição e legitimidade do poder real: “Todo mundo sabia que para fazer um rei, e para fazê-lo taumaturgo, era necessário preencher duas condições(…) a ‘consagração’ e a ‘linhagem sagrada’”(p.169).
No desenrolar das práticas e discursos de legitimação, a monarquia condensa seus aparatos de símbolos e identidades. Em França, perpetuam-se as legendas do ciclo monárquico (Santa âmbula, as flores-de-lis e a auriflama) e as superstições que rodeavam a figura régia(o sinal de pele e a defesa inata contra os leões). Porque, “nessa época, o sucesso do maravilhoso de ficção explica-se pela mentalidade supersticiosa do público a que se destinava.”(p.187). Enfim, tem-se todo um arcabouço de sofisticação e moldagem do exercício do poder, correspondente, nos dizeres de Bloch, “aos progressos materiais das dinastias ocidentais”. Voltando à taumaturgia do toque das escrófulas, a evolução de signos atribuídos ao poder real é levada adiante pela aproximação, em França, da figura régia a S. Marcoul, santo curador deste mal que tanto afligia as almas. O que se mostra é a interpenetração de crenças populares que devotavam ao santo, assim como ao rei depois de sagrado, a capacidade sobrenatural. Além dos dois, somente aos “sétimos filhos” era concedido o dom taumatúrgico sobre os escrofulosos.
Contudo, apesar do avanço simbólico e material, sérios problemas surgiriam no século XVI para trajetória das casas reais européias. A Renascença e o Movimento Reformista compõem um novo tipo de pensamento humano e espiritual para os homens da Época Moderna. Mas, a crença maravilhosa da dádiva real ainda permaneceria viva até pelo menos o final do Antigo Regime. E nesse persistir, segundo Bloch, podemos entender melhor o desabrochar do absolutismo de Luís XIV na França e a profundidade do drama político inglês vivido no século XVII.
A Reforma havia complicado a vida política européia, e o rito do toque não escaparia às disputas que então se faziam entre os partidários da antiga fé e os novos seguidores da religião reformada. Primeiro abalo que se seguiria de outros. “Na verdade, a idéia do milagre régio estava relacionada a toda uma concepção do universo”, diz Marc Bloch. “Ora, não há dúvida de que, desde a Renascença e sobretudo no século XVIII, essa concepção tenha pouco a pouco perdido terreno.”(p.252).
As dinastias francesas e inglesas advindas após a Guerra dos Cem Anos e a Guerra das Duas Rosas passariam a tirar vantagem e também a sofrer os abalos de um lento, porém, progressivo, processo de secularização das consciências e das instituições políticas. As transmutações da história monárquica inglesa no século XVII imporiam vida curta ao rito miraculoso dos reis- médicos em território Saxão. A prática tem seu fim no início do século XVIII, já sob os Hannover.
O fim do rito francês demora ainda algum tempo. Tem-se, então, a incômoda passagem do pensamento ilustrado e da Revolução de 1789. Segundo o autor, “a decadência do milagre régio está intimamente ligada a esse esforço dos espíritos, pelos menos da elite, para eliminar da ordem do mundo o sobrenatural e o arbitrário e, ao mesmo tempo, conceber sob uma faceta unicamente racional as instituições políticas.”(p.252). O ocaso do rito em França se dá no século XIX sob reinado de Carlos X, situação onde a crença no milagre régio era ainda aceita apenas por parte do público arraigado às práticas antigas. Aqui se faz sentir toda a persuasão do céptico e irreligioso século XIX, onde o desencantamento do mundo redobrara a descrença nos corações dos homens.
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São várias as indicações que Jacques Le Goff nos oferece, em seu prefácio da obra de Marc Bloch, para melhor entendermos Reis taumaturgos. Num resumo de tópicos, Le Goff aponta os possíveis itens da vida intelectual e prática de Bloch que teriam influenciado a feitura da obra: as reminiscências da Grande Guerra, o ambiente da universidade de Estrasburgo, o contato mais próximo com os medievalistas alemães, e também a influência e ajuda do irmão médico. Por outro lado, no próprio interior da obra, destaca o grande objetivo do autor: “o que Marc Bloch quis foi fazer a história de um milagre e, simultaneamente, a da crença nesse milagre”; ou melhor, a ‘história total de um milagre’(p.16). Traça, assim como se tentou fazer nesta resenha, um resumo do livro e de seus aspectos propriamente discursivos. E, por fim, analisa a ‘instrumentária conceitual’ de nosso autor e os itens relevantes à historiografia contemporânea que ainda estariam presentes no conteúdo da obra.
Desses aspectos, alguns tem importância destacada. Hoje, compreende-se a enorme dívida que os historiadores contemporâneos contraíram ao fundador da Escola dos Annales. Pode-se aglomerar nesta dívida a relevância que se atribuiria posteriormente pelas ciências humanas à história em longa duração, ao método comparativo e à antropologia histórica_ todos métodos e conceitos utilizados e mesmo fundados por Marc Bloch neste seu livro. Por outro lado, e seguindo ainda a opinião de Jacques Le Goff, “mais que a história das mentalidades, o caminho que Marc Bloch nos oferece explicitamente é o de uma nova história política(…) é o apelo ao retorno da história política, mas uma história política renovada, uma antropologia política histórica de que os Reis Taumaturgos serão o primeiro e sempre jovem modelo”(p.47).
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Nos últimos anos, têm-se dado especial atenção, no âmbito da Historiografia da Europa Moderna, aos problemas e às especificidades do conceito de Absolutismo. O propósito deliberado de “resenhar” o livro abre-nos espaço de revelar faceta mais concentrada, porém, não menos importante, do conteúdo intelectual desta obra de Marc Bloch. De fato, o que Reis Taumaturgos teria a nos dizer a respeito desse conceito tão controverso e debatido?
Ora, a mais óbvia e prática correlação que se pode estabelecer entre esta história de um milagre régio e o conceito de Absolutismo é a possibilidade de se imaginar historicamente a força e o poder que detiveram estes seres, considerados, ao mesmo tempo, humanos e sagrados. Por outro lado, no decorrer de seu livro, Marc Bloch destaca intencionalmente a estreita correspondência que houve entre o sucesso da crença no milagre e o progredir, lento e definido, dos avanços materiais e simbólicos das monarquias francesa e inglesa durante a Baixa Idade Média e a Época moderna.
Contudo, é possível ainda mais estender o alcance da obra. O que se entrevê em algumas passagens é a ligeira demarcação, por parte do autor, do que ele próprio denomina ser uma “história profunda”; quer dizer, história que interpreta a crença neste milagre como sinônimo de todo um arcabouço de pensamento e entendimento do mundo que orbitaria sob parâmetros completamente singulares e historicamente determinados. A secularização das consciências e atitudes, assim como a “racionalização” da vida, tão marcantes em nossa sociedade contemporânea, só poderá ser esboçada no decorrer de nossa história, assim como na de Bloch, quando chegamos, a pouco e pouco, cada vez mais perto de nosso tempo. E somente a vemos perfeitamente delineada após o século XVIII. Para a Idade Média e para boa parte da Moderna, o que se vê em solo europeu é um mundo, ou uma forma de pensar o mundo, que pode ser definida como julgamento desvendado de um universo encantado e maravilhoso: fonte de todo o sagrado e sobrenatural.
O Absolutismo do Rei-Sol e a Monarquia de Direito Divino só poderiam ter razão de existir na atitude dos homens se, por meios possíveis, concedermos a eles a capacidade de aceitar como válidas práticas e crenças do “divino”. O que há de sagrado nos gestos e atitudes de Luís XIV para que se imagine o Todo-Poderoso conceito de amplitude do poder real? Nada haveria, por certo, se ao menos não fosse concedida a seus súditos a possibilidade do sagrado. E nisso, Marc Bloch nos ajuda a ver melhor a dificuldade de trabalho do historiador, estudioso que detém a incomensurável tarefa de escarafunchar alteridade com os mortos, tendo que, a cada vez em que olha pela janela de seu gabinete de estudos para o mundo de fora, saber lidar com a impressão aterrorizante e bela do contraste.
Le Goff vê em Marc Bloch homem “racionalista, herdeiro das luzes”, e assim justifica a necessidade do último livro de nosso autor (“interpretação crítica do milagre régio”), em que se procura entender ‘como se acreditou no milagre régio’. Para além das críticas ao, talvez, excessivo apego de Bloch, discípulo de Durkheim, às explicações racionais e científicas dos fenômenos sociais, o que fica já é o bastante. Se, às vezes, se podem encontrar dúbias colocações do autor a respeito da honestidade ou da sinceridade dos Reis e de seus fiéis seguidores no ato de cura _ o que o leva à inevitável conclusão de que tudo teria sido um “erro coletivo”_ o que se entrevê ao final é sempre a mesma seguridade abarcadora de todo um modo de compreensão do mundo que, ao cabo, afetaria Reis e súditos. Mundo maravilhoso e sagrado, mas, não destituído de intenções políticas deliberadas ou, pelo contrário, muitas vezes indicador de desejos e atitudes humanas em todas as esferas da vida_ seja pela vivência econômica, social ou sensível.
Talvez, assim como assinalou nosso prefaciador, encontremos certa hesitação conceitual no vocabulário de Marc Bloch (particularmente, para mim, na recorrência com que aparecem na obra conceitos vagos de nacionalidade na Idade Média e Tempos Modernos). Mas, em suma, trata-se de obra fundamental no campo das idéias e concepções políticas que, a seu turno, submete um novo olhar sobre a história.
Por fim, por meio deste livro, podemos utilizar, sem medo de usufruir indevidamente, a erudição histórica de dez séculos e a reflexão sutil de um dos maiores historiadores do século XX.
Referência
BLOCH, Marc. In: Reis Taumaturgos_ o caráter sobrenatural do poder régio: França e Inglaterra. Prefácio de Jacques Le Goff. Tradução: Júlia Mainard. São Paulo, Cia das Letras. 2 a Reimpressão, 1999.
BLOCH, Marc. Os Reis Taumaturgos: o caráter sobrenatural do poder régio França e Inglaterra. Prefácio de Jacques Le Goff. Tradução: Júlia Mainard. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. Resenha de: GASPAR, Tarcísio de Souza. A Ilusão e a Cura – Reis Taumaturgos, Marc Bloch. Cantareira. Niterói, n.8, 2005. Acessar publicação original [DR]
Literatura, História e Memória | UNIOESTE | 2005
A Revista de Literatura, História e Memória (Cascavel, 2005-), publicação semestral do Colegiado de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, recebe artigos e ensaios, de acordo com as normas da revista, para a composição de suas próximas edições. O projeto acolhe artigos originais e inéditos de interesse da comunidade científica.
A revista organiza-se a partir de um dossiê, conforme chamadas para publicação, e uma seção temática intitulada “Pesquisa em Letras no Contexto Latino-americano e Literatura, Ensino e Cultura”, contemplando as linhas de pesquisa da Graduação e da Pós-Graduação.
O periódico foi gestado nas temáticas e pesquisas divulgadas nas primeiras edições do Seminário Nacional de Literatura, História e Memória, evento permanente no calendário acadêmico das atividades científicas e culturais do Colegiado de Graduação em Letras e do Programa de Pós-Graduação em Letras da UNIOESTE – Campus de Cascavel.
Vinculado ao Grupo de Pesquisa “Confluências da Ficção, História e Memória na Literatura e nas Diversas Linguagens”, o projeto editorial pretende contribuir para o desenvolvimento acadêmico, motivando a participação de pesquisadores externos, de alunos e egressos em atividades de caráter científico, a fim de propiciar a reflexão sobre leituras que se propõem a desvendar o ser humano e suas representações em distintos campos do conhecimento.
Periodicidade semestral.
Acesso livre.
ISSN 1983-1498
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As camélias do Leblon e a abolição da escravatura. Uma investigação de história cultural – SILVA (RIHGB)
SILVA, Eduardo. As camélias do Leblon e a abolição da escravatura. Uma investigação de história cultural. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. Resenha de: PIRES, Fernando Tasso Fragoso. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.165, p.209-213, n.425, out./dez., 2004.
Fernando Tasso Fragoso Pires – Sócio titular do IHGB.
Acesso apenas pelo link original
[IF]
Correspondência e Diários / Revista do IHGB / 2004
Miridan Britto Falci – Sócia titular – Diretora da Revista.
FALCI, Miridan Britto. Apresentação. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro. v.165, n.424, p.9-10, jul. / set., 2004. Acesso somente pelo link original [DR].
Guia de fontes manuscritas para a história do Brasil conservadas na Espanha – MARTÍNEZ (RIHGB)
MARTÍNEZ, Elda E. González. Guia de fontes manuscritas para a história do Brasil conservadas na Espanha. Estudo introdutório por Luiz Felipe de Seixas Corrêa. Madri: Fundação Mapfre Tavera; Ministério da Cultura do Brasil, 2002. 702p. Resenha de MARIZ, Vasco. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.165, n.424, p.361-363, jul./set., 2004.
Vasco Mariz – Sócio emérito do IHGB.
[IF]Historia Andina en Chile – HIDALGO (C-RAC)
HIDALGO L, Jorge. Historia Andina en Chile. Santiago:
Editorial Universitaria, 2004. 705p. Resenha de: MARTÍNEZ C, José Luis. Chungara – Revista de Antropología Chilena, Arica, v.36, n.2, p. 525-530, jul. 2004.
Comentado por José Luis Martínez C.*
Cuando se reseña un libro, pocas veces se tiene el extraño privilegio de reseñar simultáneamente una vida intelectual y hacer, además, un recuento sobre la historia de una disciplina. No sé si estaré a la altura de las circunstancias, dado que no sólo se trata de un libro muy especial, sino de que soy deudor de varios de los hitos que marcan la trayectoria del pensamiento de su autor. Y si a eso se le agrega que se trata, también, un poco de historiarnos a nosotros mismos, la pequeña cofradía de etnohistoriadores e historiadores indígenas en Chile, se comprenderá que la tarea no es pequeña.
Este volumen reúne algunas de las investigaciones -no todas-que Jorge Hidalgo fue realizando, solo y acompañado con otras y otros investigadores, y que se tradujeron en diversos artículos entre los años 1971 y 2003. Sus treinta capítulos son, claramente, expresión de toda una vida intelectual, de las pasiones, las búsquedas, los debates (por qué no) que marcaron a Jorge Hidalgo y que, también, nos influyeron a muchos de nosotros. En esos primeros años de las décadas de los años setenta y ochenta la tarea parecía aún más titánica que ahora. No sólo había que investigar y publicar sobre temas en su gran mayoría inéditos para una disciplina como la historia, sino que había que hacerlo al amparo de los grandes debates que cruzaban a todos nuestros países. ¿Era (y sigue siendo) posible construir una historia andina o debemos restringirnos a las historias nacionales, que cortan, segregan a partir de fronteras construidas recién en el siglo XIX? y que incorporara a los colectivos indígenas, usualmente silenciados en las historiografías nacionales? ¿Una historia que fuera en parte común a varios países (más allá del hecho colonial)? ¿No era eso también parte del esfuerzo colectivo de una América latina que quería entenderse a partir de sus propios procesos, elaborando sus propias categorías analíticas? Cada uno de estos capítulos se encuentra íntimamente ligado a alguno de esos momentos de debate y representa una propuesta. Me parece interesante destacar que, a pesar del tiempo transcurrido y del evidente desarrollo de los estudios sobre las sociedades indígenas en los países andinos así como en Chile, esas continúan siendo tareas pendientes y los enfoques permanecen vigentes. Los invito a leerlos agregándoles esa perspectiva, a reconocerlos como parte de un proceso mayor que les da unidad y que les proporciona nuevos sentidos.
Este es un libro que ha sido largamente esperado por generaciones de alumnos. La dispersión en la publicación de los trabajos de Jorge Hidalgo (muchos de ellos editados en Inglaterra, Estados Unidos o Perú, por nombrar algunos) hacía que -a ratos- la tarea de los y las estudiantes por conocerlos fuera en sí misma un verdadero trabajo de investigación, cuando no significaba que -como profesores- teníamos que abrir nuestras bibliotecas personales para que ellos pudieran leerlos. Y es que tenían que leerlos, porque, como lo verán los lectores de este volumen, se reúnen en éste muchos artículos que, en un determinado momento, fueron pioneros: “Incidencia de los patrones de poblamiento en el cálculo de la población del Partido de Atacama desde 1752 a 1804” (publicado en 19781), por ejemplo, fue el primer trabajo publicado en Chile que planteaba que las dinámicas sociales y culturales de las poblaciones atacameñas, acostumbradas a movilizarse a lejanos lugares para asegurar el acceso a recursos remotos, habían incidido de manera determinante en la realización de los padrones de revisita coloniales (los censos de la época) y que era necesario, entonces, replantear completamente el análisis demográfico de esas comunidades. “Algunos datos sobre la organización dual en las sociedades protohistóricas del Norte Chico de Chile” (escrito en 19712) fue, tal vez, uno de los primeros trabajos que plantearon, en Chile, la posibilidad de que algunas estructuras sociales y políticas indígenas fueran más complejas que lo percibido hasta entonces y que propuso una manera diferente de analizar los datos de los cronistas del siglo XVI, línea de reflexión que fue continuada en un análisis posterior (Culturas y etnias protohistóricas: área Andina Meridional, 19823) en el que Jorge Hidalgo elaboró una primera mirada desde la etnohistoria sobre América andina meridional y que apareció en la “Historia de América Latina” de la Universidad de Cambridge4. Los trabajos recién citados son tan solo algunos de los muchos que abrieron camino a nuevas investigaciones y que impulsaron a varias generaciones de investigadores a interesarse por esos temas.
Jorge explica, en su Introducción, tanto la organización del libro como algunos de los temas abordados en sus trabajos y nos entrega, así, un primer marco de comprensión de su libro. Pero quiero decir que su trabajo va mucho más allá de lo que él, con humildad, no se atreve a destacar. Por esos años (comienzo de los setenta), por ejemplo, por primera vez teníamos una visión etnohistórica más o menos de conjunto sobre esa América Andina meridional a la que me acabo de referir, con una propuesta que vinculaba la problemática de una sociedad con otras, que se atrevía a incursionar en análisis de datos estadísticos y demográficos proporcionando materiales para una discusión -por ejemplo- de la gran crisis demográfica de los siglos XVI y XVII. No sólo eso, Jorge, destacado discípulo de John Murra, generó este análisis sobre América a partir de los modelos teóricos más actualizados en ese momento, los que proporcionaban los estudios sobre las sociedades andinas centrales, abandonando viejos esquemas descriptivos que clasificaban a las sociedades prehispánicas en más o menos primitivas, más o menos civilizadas, para adentrarse en un intento de comprensión de sus estructuras sociales y políticas, o en sus dinámicas culturales. Podemos discutir hoy día la validez o aplicabilidad de varios de los conceptos o del modelo general, pero no me cabe duda que abrió nuevas perspectivas.
Y los artículos sobre Atacama de los siglos XVII y XVIII son clásicos en el más amplio sentido de la palabra. Fue el primero en constituir a Atacama en una unidad de estudio, en plantearse la pregunta por sus singularidades y lo hizo no desde la simple descripción de una región o de sus poblaciones, sino desde el análisis de sus estrategias de vida, de sus formas de resistencia ante la dominación colonial y las presiones tributarias, de sus huidas hacia otros territorios aprovechando viejas pautas culturales y antiguos lazos sociales, así como, también, desde el análisis de los efectos e impactos del dominio colonial, de la desestructuración que significó en las estructuras políticas, sociales y culturales indígenas la dominación española, sin dejar afuera el estudio de los cambios culturales y de la emergencia de nuevas estructuras políticas.
Posteriormente yo también me dediqué al estudio de las sociedades indígenas en Atacama y con los años se han ido incorporando varias y varios colegas. Personalmente estoy convencido de que fue Jorge Hidalgo, con los artículos que ahora se publican reunidos en este libro, el que nos abrió el camino para hacerlo. Y valga aquí una mención adicional: no se trata de reconocer únicamente el impacto académico y científico de sus trabajos. Jorge ha sido siempre extraordinariamente generoso para facilitar sus materiales, para permitir que otros los conociéramos y trabajáramos con ellos. Aprovecho esta tribuna para agradecérselo públicamente.
Hace ya tiempo que todos sabemos que Jorge puso a Atacama, Tarapacá y Arica en el mapa de las rebeliones antiespañolas del siglo XVIII. No sólo las tupamaristas, las más conocidas, sino también contribuyó a hacer visible la inestabilidad anterior, que precedió a las grandes revueltas. Y lo hizo en muchos casos con una finura que provoca el placer de la lectura. El rastreo de los pasos de Tomás Paniri (uno de los líderes de la rebelión en Aiquina y el río Loa) o el análisis de los aspectos mesiánicos de las rebeliones que permiten entender parte del marco ideológico que las rodeó; la descripción de las vinculaciones entre una y otra localidad durante y después de alguna rebelión (el caso de Ingahuasi), son trabajos que trascienden lo anecdótico y local para permitirnos pensar situaciones similares ocurridas más allá de los bordes de la región atacameña o de los Altos de Arica.
No quiero resumir ni describir todos los capítulos, sería largo y para eso ya el mismo Jorge hizo un agrupamiento analítico en su Introducción. Quiero más bien señalar -en mi caso personal- cómo mi propia reflexión y la de algunos y algunas de mis colegas fue siendo impactada y alentada por estos trabajos. Y en esta línea de conversación, hay una dimensión del trabajo intelectual y disciplinario de Jorge, que está en los artículos presentados en este libro, que quiero destacar: es la que resulta de una colaboración interdisciplinaria (tan cara y central a la etnohistoria andina) sobre todo con los arqueólogos. Los intentos de correlacionar datos documentales con arqueológicos no siempre terminan siendo felices. Muchas veces -las más- son mayores las objeciones que destacan las dificultades metodológicas que subyacen a una u otra proposición, o al uso acrítico de materiales arqueológicos y documentales, en fin… Y así es frecuente que uno termine siendo su propio “interdisciplinario”, si se me permite la expresión, porque resulta más fácil trabajar con uno mismo, usando los materiales arqueológicos, etnolingüísticos o antropológicos de los otros en su propio análisis, que trabajando directamente con los otros. Pero Jorge intentó un camino más difícil: escribir con los amigos arqueólogos, estar en terreno con ellos para hacer allí la reflexión común. A mí siempre me han resultado interesantes su trabajos con Focacci sobre la multietnicidad en Arica y los trabajos sobre el período incaico (que lamentablemente no fueron incluidos en este volumen, ¿podemos esperar el tomo 2?).
¿Y qué hay con los desafíos intelectuales y éticos? Hay aquí varios envites que quiero destacar. El primero es el que se anuncia en el título: Historia andina en Chile. En un país que con frecuencia olvida su carácter latinoamericano y que fija sus ojos -a veces con obstinación- en otros mundos como el europeo y el norteamericano, se olvida aun con más frecuencia nuestro carácter -también- de país andino. Lo andino ha quedado relegado a “los otros”, los “indios”, los que están más allá de nuestras fronteras y que, a ratos, incomodan; o a lo folclórico en la música, en algún carnaval o en lo exótico.
Y Jorge viene a desafiar esas miradas para recordar, para insistir, para impedir negar que hay una historia andina en Chile. Que no es únicamente la historia de los otros que un grupo de locos hace desde Chile (como podría ser si entre nosotros hubiera un grupo de africanistas, por ejemplo), sino en su sentido más profundo y perturbador, de señalar que en Chile hay una parte de nosotros que es historia andina, que algunos pueden intentar seguir negando pero que forma parte de nuestros procesos humanos y que no se restringe al norte de Chile anexado después de la guerra de 1879, sino que tiene que ver también con el periodo prehispánico del valle central y que durante el período colonial y el siglo XIX impactó también en la historia -al menos- del norte chico.
Usualmente, entre los historiadores chilenos más tradicionales, se suele pensar, representar y describir a las sociedades indígenas como parte de “los otros”, los que están o estuvieron “más allá”, siempre en unas fronteras y al lado de afuera de ellas. No nos olvidemos que la historiografía oficial, la más difundida, ha señalado majaderamente que “en Chile” se produjo un pronto mestizaje y que los indios, los “verdaderos” indios quedaron más allá de los ríos o en los desiertos, siempre distintos a nosotros. O, también, se nos señala que es necesario estudiar a las sociedades indígenas en tanto nuestras “raíces”, parte de un pasado en el que podemos -más o menos y nunca tanto- reconocernos, pero que son, por lo mismo, objeto del estudio no de los historiadores, sino ante todo de los arqueólogos. Y lo que Jorge ha venido planteando desde hace ya 30 años es que eso no es cierto. Que durante todo el período colonial y el republicano nuestro país y toda América fueron un espacio de convivencias y confrontaciones (nada de espacios de refugio). Que las economías coloniales no pueden ser entendidas sin considerar la participación indígena en mercados, haciendas, obrajes y minería; que no se pueden dejar al margen los espacios de ruralidad en los cuales operaron y tuvieron una vida propia tantas instituciones coloniales y republicanas; que las haciendas y los hacendados (una de las estructuras más relevantes en la formación de naciones como las nuestras como lo han destacado tantos historiadores) no pueden ser entendidas, o lo serían muy mal, si olvidamos que en muchísimas de ellas fueron los encomendados, los habitantes de los pueblos de indios, los fugados antitributarios, los que las hicieron funcionar. Pero no sólo como mano de obra, sino que en muchos casos manteniendo estructuras políticas, sociales y culturales que permearon la misma vida colonial y republicana. Consecuentemente, este es, también, un libro de historia colonial.
Pero lo relevante, finalmente, es que Jorge Hidalgo ha sabido mostrarnos a las sociedades andinas en Chile como sujetos históricos (que a ratos fueron incluso sujetos de su propia historia) y en esa dimensión el desafío que sigue ahí, latente, es el de construir análisis históricos que los incluyan como parte de una historia social que será incompleta si no los considera. Tengo la convicción de que todas estas son razones más que poderosas para leer Historia Andina en Chile.
Comentado por Celia L. Cussen*
Diego Barros Arana, en el primer tomo de Historia General de Chile, describió el viaje de regreso de Chile al Perú que hizo Diego de Almagro en la primavera de 1536. El viejo español se negó a volver por el difícil camino de la cordillera que había recorrido para llegar a Chile, y prefirió atravesar los desconocidos desiertos de Atacama y Tarapacá. Barros Arana, basando su versión de los sucesos en los cronistas de la Conquista, nos dice que al salir de Copiapó el valiente militar “se halló en el desierto” donde “redobló su paso” hasta llegar, a mediados de octubre, al pequeño pueblo de Atacama. “Allí fue reuniéndose todo el ejército para renovar sus provisiones antes de penetrar en las llanuras desiertas de Tarapacá. Sus caballos estaban tan flacos y extenuados que tuvieron que darles dieciocho días de descanso en Atacama para poder proseguir la marcha”5. Este relato de la temprana estadía de un grupo de españoles en un pueblo atacameño es bastante curioso, sobre todo porque habla del poblado sin mencionar a sus habitantes, quienes, se puede suponer, tuvieron algo que ver con el reabastecimiento de la fuerza expedicionaria. Barros Arana no se detiene para averiguar la reacción de los indígenas del lugar a la forma de ser del bando de españoles, ni siquiera para comentar su evidente buena disposición para cobijar y alimentar a estos europeos sedientos y sus caballos extenuados. El historiador chileno estaba limitado por sus fuentes, por cierto, y también por una visión de la historia que tiende a pasar por alto el punto de vista indígena, una actitud que compartía con los demás historiadores del siglo diecinueve y de la mayor parte del siglo veinte. Hasta hoy se observa que el ninguneo del indígena mantiene su vigencia entre aquellos que prefieren fijar su mirada en la experiencia hispana de los sucesos, y que ubican las raíces culturales de esta nación mestiza en los valores ibéricos del honor, el prestigio y la dominación a la fuerza. Esta visión del indígena inerte vencido por el astuto y ambicioso español fue puesta a prueba por un grupo de investigadores hace ya tres décadas. El reciente libro de Jorge Hidalgo, Historia Andina en Chile, demuestra el desarrollo y el alcance del desafío historiográfico a esa perspectiva.
Historia Andina en Chile contiene capítulos de la historia del norte de Chile escritos por Jorge Hidalgo a lo largo de más de treinta años. Algunos estaban inéditos hasta ahora, otros habían aparecido en diversas revistas especializadas, incluyendo Estudios Atacameños y Chungara. Varios de estos artículos son frecuentemente citados por los especialistas de la historia andina, pero otros estaban prácticamente perdidos para el mundo académico chileno e internacional. Juntos, forman un cuadro de la historia de los pueblos originarios de Arica, Tarapacá y Atacama desde los primeros años de la época colonial hasta avanzado el siglo 18. También encarnan la revolución en la manera de escribir la historia en que participó Jorge Hidalgo.
Jorge Hidalgo forma parte de un grupo internacional y cosmopolita de historiadores que, en los años 60 y 70, se comprometieron a cuestionar la visión tradicional de la historia colonial como herencia hispana y emprendieron la difícil tarea de reconstruir el pasado de las comunidades indígenas de América Latina desde otra perspectiva. En este grupo figuran hombres y mujeres de Latinoamérica, Europa, y los Estados Unidos, entre ellos Enrique Tandeter, Brook Larson, Thierry Saignes y Nancy Farriss, un grupo formidable de historiadores quienes han dejado un legado intelectual que inspira a sus muchos alumnos.
Algunos de estos investigadores se encontraron a mediados de los años sesenta en el Centro de Historia Americana de la Universidad de Chile, con Rolando Mellafe y John Murra como sus maestros. Allí, Jorge Hidalgo, Karen Spalding, Osvaldo Silva y Luis Millones, entre otros, compartieron ideas y formaron grandes lazos de amistad, haciendo de la solitaria disciplina de la investigación histórica un proyecto compartido. Después partieron a las mayores universidades de Europa y Estados Unidos para perfeccionarse y luego emprender la imponente y, para ellos, urgente tarea de reconstituir las historias de los grupos étnicos que sobrellevaron el dominio hispano6.
La dificultad de percibir la reacción indígena al régimen colonial era inmensa. Había que crear nuevos métodos y buscar más allá de los cronistas que formaban la fuente principal de las generaciones precedentes. Había también que mirar más allá de su propia disciplina, y así estos historiadores echaron mano de las técnicas de otros campos académicos. Participaron en excavaciones con colegas de arqueología para descubrir patrones precoloniales del comportamiento indígena, y estudiaron las técnicas de antropólogos emergentes, como Clifford Geertz, quienes se dedicaron a descifrar los códigos culturales de las sociedades no-occidentales de Oceanía y África. Estos antropólogos daban pistas que ayudaron a ver cómo una sociedad entiende su mundo y cómo crea estructuras de poder sostenidas en el tiempo por soportes ideológicos y simbólicos. Los nuevos historiadores aplicaron estas herramientas al estudio del pasado indígena, en un método que ellos llamaban la etnohistoria, y que Jorge Hidalgo ha definido como una “disciplina que combina las preguntas, las hipótesis y modelos desarrollados por los antropólogos con las técnicas documentales de los historiadores” (p. 651).
Con la sensibilidad por la cultura material del arqueólogo y la preocupación por el contexto sociocultural del antropólogo, Jorge Hidalgo, como sus colegas, empezó a trabajar con las herramientas imprescindibles de nuestra disciplina, los documentos escritos. Este libro da cuenta de los múltiples viajes de Jorge Hidalgo a los archivos coloniales fuera de Chile, incluyendo el Archivo de Indias por cierto, pero también a los depósitos documentales de Argentina, Bolivia y Perú. Como la zona desértica del norte de Chile carecía de los grandes recursos humanos y naturales que solían atraer a los españoles, los documentos sobre la región eran relativamente escasos. Más encima, casi siempre habían sido producidos por los españoles para sus propios propósitos, con conceptos y categorías mentales que poco o nada tenían que ver con la forma indígena de sobrellevar en términos económicos, sociales y culturales la pesada realidad colonial. Por lo tanto, había que leerlos de soslayo, buscando en títulos, procesos judiciales y visitas, las referencias a los diferentes grupos originarios de la zona. En estos documentos Jorge Hidalgo logró encontrar la voluntad y acción del indígena, opacadas y deformadas por el idioma y la jerga notarial de los españoles.
Después de pasar años revisando documentos, Jorge Hidalgo y sus colegas encontraron que había tendencias que se repetían en uno y otro lugar de la América española. El principal descubrimiento de este grupo de historiadores provocó una revolución en la forma de mirar el mundo indígena: los pueblos originarios de América demostraron una creatividad asombrosa para remendar de mil maneras las redes sociales rotas y rasgadas por las epidemias, las exigencias tributarias, y los desplazamientos producidos por el régimen colonial. Como escribe Jorge Hidalgo, “La capacidad política y creativa de los pueblos originarios, si bien sufrió por la desorganización o destrucción de sus aparatos creados en una historia milenaria, no se detuvo y dentro de los estrechos límites de la dominación colonial, fueron capaces de hacer su propia historia. Conocer estas realidades, acciones y proyectos históricos ha sido nuestro programa de investigación por varias décadas” (p. 16).
Jorge Hidalgo presenta muchos ejemplos rigurosamente documentados de estas realidades, en los cuales se aprecia “la voluntad o capacidad de los indígenas para organizarse, cambiar las tradiciones y hacer uso de los elementos coloniales favorables a sus intereses… para superar condiciones históricas críticas” (p. 381). Así, por ejemplo, nos presenta el caso notable de la formación del nuevo cacicazgo de Codpa en los altos de Arica en el siglo XVII. En el vacío político creado por el régimen colonial, diversas poblaciones étnicas removidas de sus lugares y grupos de origen se reconstituyeron en un nuevo grupo étnico.
En algunos casos, Jorge Hidalgo fija su atención sobre las grandes fisuras en la historia andina. Uno de esos momentos de ruptura se materializó en una serie de rebeliones de los grupos indígenas entre 1770 y 1781, como reacción a los esfuerzos de los Borbones de darle una vuelta más a la tuerca tributaria que ya tenía atoradas a las comunidades indígenas. Fue un movimiento que atravesó toda la zona andina sur. Sin embargo, para Jorge Hidalgo era imprescindible entender las variaciones que se daban de este gran movimiento en cada localidad, un estudio que exigía un esfuerzo historiográfico micro-regional basado en un examen minucioso de las fuentes. Así, logró demostrar que la resistencia armada de 1781, la rebelión de Tupac Amaru, afectó de manera muy diferente a las comunidades de los altos de Arica, Tarapacá y Atacama debido a variables como la capacidad de negociación y acción política que algunos caciques ejercían dentro de los marcos legales, y la calidad de las relaciones entre los pueblos y sus curas doctrineros.
En este libro, Jorge Hidalgo también realza los cambios de pequeña escala, fracturas más que fisuras en términos históricos, pero de gran relevancia para la supervivencia de las comunidades indígenas como grupos étnicos. Está, por ejemplo, el caso del corregidor de Atacama que estableció escuelas para enseñar castellano a los niños de la zona, prohibiéndoles hablar su propio idioma, el cunza, dentro o fuera de la sala, una política de profundas consecuencias para las comunidades andinas. Entre los otros impactos del régimen colonial está el abandono de sus pueblos de parte de los hombres que no podían pagar su tributo, quienes dejaban a sus familias y comunidades con una carga aún más pesada. O el caso de la curandera indígena que falló en sus esfuerzos por sanar a una española, y, como consecuencia, fue acusada de participar en un maleficio y desterrada de la provincia por bruja. Estos episodios son sintomáticos de las presiones que seriamente amenazaban cualquier capacidad de respuesta cultural de parte de los pueblos de indios.
Aquí no hay una sola narrativa, sino una variedad de temas, descubrimientos, y aportes teóricos. Tampoco vemos a los indígenas totalmente aislados de la población hispana, mestiza y negra de la zona. Jorge Hidalgo demuestra cómo los indígenas compartían el espacio urbano de Arica con los españoles, y, de alguna forma, un espacio cultural también: los indígenas que participaron en la rebelión general de 1781 sustentaron sus acciones en sueños milenaristas que incorporaron supuestas profecías de Santa Rosa y San Francisco Solano al discurso simbólico que prometía el retorno del orden moral de sus antepasados.
La publicación de Historia Andina en Chile no sólo presenta la oportunidad de resaltar los logros alcanzados por medio de herramientas interdisciplinarias para investigar el pasado. También pide que nos preguntemos acerca del propósito de escribir la historia y la relación entre la historiografía y nuestra imagen de país. En una nación democrática como Chile, la forma en que los ciudadanos piensan colectivamente sobre su pasado está en manos de sus historiadores. Jorge Hidalgo, al estudiar con herramientas renovadas las perspectivas y reacciones creativas de los grupos étnicos de la época colonial, de alguna forma desordena la narrativa heroica de corte hispánico del pasado nacional. Propone pensar en un Chile que incluye grupos indígenas cuyas experiencias históricas no son necesariamente compatibles con la forma acostumbrada de concebir el país, y pide que ampliemos nuestra mirada histórica para abarcar el pasado de una ciudadanía pluriétnica.
Esta obra de Jorge Hidalgo nos guía por el mundo colonial de los indígenas del norte de Chile, y, en el trayecto, establece una vara muy alta en la investigación de problemas de la historia. Para muchos, los métodos que él y sus contemporáneos desarrollaron para estudiar las comunidades indígenas han sido la inspiración de investigaciones centradas en otros grupos de la época colonial, tales como los indígenas radicados en los centros urbanos, los esclavos negros y castas e incluso las dueñas de casa criollas. Al igual que las comunidades indígenas, estos grupos, alejados de los centros de poder, elaboraron su visión del mundo en respuesta a las cambiantes realidades coloniales, y participaron en la formación de una sociedad colonial mucho más compleja que aquella imaginada por los historiadores en el pasado.
Los especialistas de la antropología y la historia no son los únicos beneficiados de los aportes de Jorge Hidalgo. En 2003 la comunidad indígena Aymara de Ticnamar le dirigió una carta pidiendo que les mandara en forma urgente la Revisita de los Altos de Arica de 1773, un documento que él descubrió en el Archivo Departamental de Tacna, y que forma la base de sus estudios de etnogénesis del cacicazgo de Codpa. Este documento, reza la carta, les ayudará “una enormidad” a proteger sus tierras porque les permitiría “conocer con exactitud [de] qué troncos de familias venimos, quiénes desaparecieron, y quiénes se incorporaron a través del tiempo”. Concluye la carta: “Una vez más, Sr. Hidalgo, le reiteramos nuestros infinitos agradecimientos, el habernos dado la oportunidad de leer su libro publicado el año de 1978, sobre lo que fue el pasado colonial del cacicazgo de Codpa, del cual ahora podemos decir con orgullo que tenemos un pasado histórico y [que permite] recuperar nuestra identidad aymara”7.
Notas
1 Estudios Atacameños 6:53-111.
2 Boletín del Museo de Historia Natural año XV, N° 78.
3 Chungara 8:209-253.
4 The Cambridge History of Latin America, editado por Leslie Bethell, vol. II, pp. 91-117. Cambridge University Press, Cambridge, 1984.
5 Diego Barros Arana, Historia General de Chile Tomo I (Santiago: Editorial Universitaria/Centro de Investigaciones Diego Barros Arana, 1999), 156-157.
6 Nota de los editores. En este grupo se incluye en Chile Agustín Llagostera, arqueólogo, todos impulsados por John Murra quien insistía en la necesidad de estudios superiores.
7 Nota de los editores. Este documento y la carta en comento se publicaron en Chungara Revista de Antropología Chilena 36:103-204. Jorge Hidalgo, Nelson Castro y Soledad Gonzalez.
José Luis Martínez C. – Universidad de Chile, Santiago. E-mail: jmartine@uchile.cl, jmartinez@academia.cl
Celia L. Cussen – Departamento de Ciencias Históricas, Universidad de Chile. E-mail: ccussen@uchile.cl
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Yatiris y Ch’amakanis del Altiplano Aymara; Sueños, Testimonios y Prácticas Ceremoniales – JUAREZ (C-RAC)
JUAREZ, Gerardo Fernández. Yatiris y Ch’amakanis del Altiplano Aymara; Sueños, Testimonios y Prácticas Ceremoniales. Quito: Abya Yala, 2004. 300p. Resenha de: van KESSEL, J. J. M. M. Chungara – Revista de Antropología Chilena, Arica, v.36, n.2, p. 531-534, jul. 2004.
Comentario de J.J.M.M. van Kessel*
Se trata de los yatiris y ch’amakanis aymaras de las provincias Omasuyo e Ingaví del departamento de La Paz, como también de los curanderos “residentes” en La Paz. Desde el principio, el autor corrige el malentendido de muchas personas que identifican el ch’amakani con el laika, el “brujo”. Éste trabaja con los espíritus de la oscuridad: el “maligno” y los del uku-pacha; pretende hacer un daño mortal a solicitud de sus clientes; pide fuertes pagos ya que su “trabajo” es, para él mismo, espiritualmente peligroso y socialmente aborrecido; sus víctimas pueden “sacarle la vuelta” y devolver el mal sobre su propia cabeza y, además, a consecuencia de su pacto con el diablo, el brujo termina como un “condenado”. El ch’amakani en cambio, si bien trabaja con los mismos dioses tutelares de la oscuridad, pretende aplacarlos con ofrendas adecuadas para conseguir así que suelten las almas de sus clientes enfermos cuando sus almas, y sus vidas, están siendo devoradas. El autor hace bien en aclarar desde un principio que ambos preparan “platos” ofrendas para los mismos comensales: los espíritus de la oscuridad, pero con objetivo diferente. El primero lo hace para aplacarlos en defensa del cliente y del maestro mismo; el segundo lo hace para movilizarlos para hacer daño.
Gerardo Fernández Juárez (GFJ) presenta tres testimonios centrales dos de yatiris y uno de un ch’amakani junto con el relato de una serie de conversaciones, confidencias y prácticas rituales, tanto en su variante urbana como entre quienes permanecen en el altiplano.
Un punto de su continua atención es el proceso de cambio cultural, social y ritual-técnico, constatado cada vez que GFJ compara sus observaciones durante visitas anteriores, en la década de los años ’80, con las actuales (2002 y 2003); y también cuando compara las prácticas actuales de la región circumlacustre con las de los curanderos “residentes”. Los cambios en los rituales y en las mesas corresponden a una respuesta creativa y muy aymara del curandero a la demanda de los pacientes migrantes urbanos, que sufren profundamente por el proceso acelerado de cambio cultural cuando el impacto y las fuertes presiones del nuevo medio social y económico les causa conflictos, desajustes y desequilibrios psicosociales, que en el campo eran desconocidos. El medio urbano cambia también al mismo curandero, que para sobrevivir en la ciudad debe trabajar por dinero, lograr la afluencia de clientes y operar con eficiencia.
El primer capítulo describe la figura del yatiri y del ch’amakani, tanto de la comunidad tradicional en el campo, como del medio urbano. Relata su proceso de iniciación, sus técnicas predictivas y sus procedimientos rituales. El segundo capítulo recoge los testimonios de curanderos que cuentan con lujo de detalles sus prácticas profesionales, relatan su dramática iniciación a través de los sueños, la comunicación con los seres tutelares que detentan los poderes vitales, las visitas rituales a los lugares de fuerza y el valor de las ch’allas, las libaciones ceremoniales. El tercer capítulo trata de las mesas, las ofrendas compuestas preparadas para los seres tutelares, los ingredientes particulares para cada uno de ellos, conforme el problema del paciente, las formas de elaboración y las oraciones y palabras rituales que lo acompañan. Los capítulos dos y tres son la parte fuerte del libro y tratan el tema con abundantes detalles para demostrar la infinita variedad del ritual terapéutico, personalizado según el estilo y la especialidad del curandero, el problema del paciente y el carácter y las preferencias de los dioses tutelares comprometidos. El cuarto capítulo indaga sobre la responsabilidad y eficacia terapéutica de los yatiris, a partir del concepto aymara del ser humano y sus tres almas, las kimsa ch’iwi (las “tres sombras” gemelas): aminu, ajayu y kuraji. Se agregan 40 fotografías, una bibliografía amplia y completa sobre el tema, aunque sin discutir ni evaluar estas obras. Encontramos también un número muy grande de notas explicativas y/o complementarias referentes mayormente a los relatos de sus entrevistados.
Las publicaciones anteriores de GFJ. Si leemos este libro después de los anteriores del mismo autor, y si lo leemos como complemento de los mismos, podemos apreciar el avance (a primera vista modesto) de un prolongado proceso de desarrollo y maduración de una investigación que se ha iniciado en la segunda mitad de la década de los años ochenta. Queremos evaluar el avance constatado. Estos libros son: El Banquete Aymara (1995)1; Entre la Repugnancia y la Seducción (1997)2; Testimonio Kallawaya (1997)3 y finalmente Aymaras de Bolivia (2002)4.
El Banquete Aymara es la tesis doctoral de GFJ que tiene como tema la comida en el concepto y en la cosmovisión aymara, donde todo es vida y donde todos los seres comen: humanos, divinos, wak’as y elementos de la naturaleza. Se trata de un entorno que es “vivo” y poblado por depredadores simbólicos: los dioses comen, los santos comen, las montañas comen, Papa Santo Roma (el bastón de mando de la autoridad andina) come también… y si no comen, se enojan. El tesista trata de la comida sagrada ofrenda y sacrificio que los yatiris preparan para servirla a esta variedad de comensales al modelo de la comida aymara, sea ordinaria, festiva o ritual. El oficio del curandero con sus rituales terapéuticos cobra un sentido sagrado en un contexto sacerdotal, cual es: restaurar la vida del universo vivo y de todos sus componentes: espirituales, naturales y humanos: restableciendo equilibrio y armonía a todo nivel: entre wak’as, salqa y jaque; entre comuneros; entre los parientes de una familia; y también en la persona misma del paciente, usurpado y/o usurpador; que con o sin razón está siendo devorado, y que es un depredador sea indebido o “con licencia”. En este contexto, los yatiris son, más que simples curanderos ocupados con problemas de salud humana, sostén y puntal de este universo vivo. En su efecto aparece la medicina aymara, más que una tecnología andina particular, como un saber y una sabiduría; un saber-criar la vida y un saber-curarla. Aparece el yatiri como “el sabio” de la crianza, el que sabe curar la salud humana. Verdad que se trata de un concepto integral de la salud, integrada y reintegrada en su entorno material y social, natural y divino. En todo su discurso el autor se limita al ritualista y su mesa citando ampliamente sus oraciones y palabras rituales, aunque sin mayor análisis de contenidos.
Entre la Repugnancia y la Seducción. Este trabajo pretende entregar una visión general sobre las ofrendas complejas en los Andes. Investiga primero los antecedentes proporcionados por los cronistas, para posteriormente describir y caracterizar las ofrendas actuales y la función de quienes las ejecutan.
Profundiza en las distintas categorías de mesas: su carácter y estilo según los diferentes comensales y los anfitriones, la función y la finalidad de las principales clases de mesas para los dioses tutelares, sean los de la luz o de las tinieblas, sean del arajpacha, del akapacha o del manqhapacha; sean con fines de aplacar los enojos, proteger, defender o dañar al enemigo; y siempre con intención de asegurar o restaurar un equilibrio, o un pago recíproco, sea éste una “pagancia” o un “daño”. Este libro retoma la tesis sobre la mesa ritual del yatiri, enfocando de nuevo sus comensales, ingredientes y anfitriones. Un paso más es la descripción de unas mesas específicas, como la “gloria mesa” (preparada para las divinidades del arajpacha), la pachamama mesa, la mesa negra, la chullpa mesa. Tangencialmente menciona también unos temas de la medicina aymara: las técnicas del diagnóstico y la etiología aymara de las enfermedades.
Testimonio Kallawaya. Basado en el extenso testimonio de un curandero kallawaya residente en La Paz y asociado a la “Sociedad Boliviana de Medicina Tradicional”; basado también en amplia observación personal, GFJ describe en dos capítulos centrales la farmacopea kallawaya y las mesas, como recurso básico de la ritualidad curativa. Las presenta como variantes de las mesas aymaras. Describe nuevamente los comensales, los ingredientes de las mesas y el desarrollo de cinco clases de mesas u ofrendas de salud que acompañan la terapia simbólica del kallawaya. Concluye señalando, pero lamentablemente sin discurso exhaustivo, que la particular conceptualización kallawaya de la enfermedad es sustancialmente diferente de los cánones académicos.
Aymaras de Bolivia es una monografía etnográfica que sigue el esquema descriptivo clásico. Después de exponer el ciclo vital y el ciclo productivo del comunero aymara, presenta un cuadro global del sistema aymara de la salud y la enfermedad. Describe nuevamente la figura y el proceder ritual de los yatiris locales, las enfermedades frecuentes, en especial las enfermedades culturales, como el susto, la agarradura, la maldición, el mal del sacamantecas y su etiología. Finalmente describe la celebración de la muerte y señala la situación del aymara “entre dos mundos” por el cambio cultural. Este libro no sobrepasa el nivel descriptivo ni el enfoque objetivo-positivo de la etnografía tradicional. Si bien ofrece un bosquejo global y resumido del sistema de salud, no llega a indagar sobre la dimensión propia de la cultura no-material, como la ética, la cosmovisión y la mitológica relacionadas.
¿Qué es lo nuevo del libro “Yatiris y ch’amakanis“?, podemos preguntarnos ahora. Con una mirada a los cuatro libros anteriores podríamos pensar que se trata por un ochenta por cien de una nueva variante del mismo tema de las mesas rituales.
Escribiendo y recordando, GFJ nos muestra nuevas señales del proceso el cambio cultural entre los aymaras “residentes” del medio urbano, visible en la mesa, en la terapia ritual, en la demanda y la oferta de salud. Podríamos lamentar el que aquí el autor desaprovecha la oportunidad de analizar a fondo este proceso dramático e irreversible del cambio sufrido por el pueblo aymara y reflejado en la práctica de la medicina tradicional; y también que no nos muestra la continuidad y vigencia de la cosmovisión que se regenera en el ambiente urbano latino-occidental, para dar así en la yema de la medicina aymara: la actual, hic et nunc, y la de siempre. Es como el genotipo del sistema de salud andino que perdura, mientras su fenotipo cambia. Aun sin su análisis, el enfoque de las señales del cambio valoriza el libro. GFJ se interesa particularmente a demostrar los cambios en la figura del yatiri mismo. Su argumento disperso en los cuatro capítulos del libro es que a diferencia del yatiri del campo, que trabaja gratis, o por lo que el cliente le regale ”su voluntad”, los “residentes” trabajan por dinero e instalan su consultorio. Se profesionalizan al estilo urbano, arman la mesa y desarrollan el ritual con apuro; venden (con la ayuda de parientes) los ingredientes para la mesa; desarrollan los rituales sin la discreción, el silencio y la tranquilidad exigidas por los wak’as del campo; inventan nuevos ingredientes para la mesa cargados con significados y simbolismos referidos a nuevos problemas (dinero, amor, negocios, viajes, estudios, vivienda). Crean una mesa no-tradicional para kunturmamani: para la vivienda, que para residentes es una necesidad primaria y un problema de urgencia. Atienden los problemas endémicos en la ciudad: conflictos matrimoniales y las tensiones por las grandes diferencias económicas entre ricos y pobres. No se limitan a una sola especialidad como en el campo. Buscan su clientela, promocionan su capacidad profesional y la buena calidad de su servicio. Son micro-empresarios, cobijados en un gremio legalizado; pagan contribuciones al municipio y al sindicato. Traen parientes del campo en calidad de ayudante, luego los ayudan a trabajar como yatiris independientes e integrarse en el medio urbano creándoles así una fuente de trabajo para sobrevivir.
Son criticados por otros residentes (diciendo que trabajan por lucro, sin vocación, o sin experiencia). Son criticados también por los yatiris del campo. Para éstos es sagrado el compromiso moral de servicio al enfermo y a las divinidades: “sin avaricia, sin lujuria, ni gula”. Es su código de honor: no trabajar por dinero y siempre estar disponible cuando la comunidad o el enfermo lo necesita, en la conciencia de que desempeñan funciones básicas en el sostén de la vida del ayllu, el mismo que comprende todo el universo espiritual y natural del aymara que es el marco de la vida del aymara. El yatiri residente ha perdido esta función, y es más bien una especie de asistente social para el aymara residente.
GFJ señala estos cambios tan relevantes en la figura del yatiri urbano y en su clientela. Se aflige vivamente por su dramatismo. Señala también la continuidad en la vocación del yatiri. Ambos, los del campo y los “residentes”, continúan dando sentido a la enfermedad y a la salud, a la fortuna y a la desgracia y a todos los hechos que complican y dificultan la vida personal, familiar y comunitaria en el altiplano andino. Admira la continuidad en la vocación profética. Sin embargo, a pesar de reconocer un campo de estudio de tanta relevancia social y urgencia, no entra por esta puerta de acceso para profundizar la comprensión del fenómeno de cambio cultural y los problemas psicosociales causados por el proceso de la transculturación, la demanda del cliente que los sufre y el yatiri residente que responde creativamente a la demanda. Nuevo es, en breve, que este libro señala la adaptación del yatiri residente a la vida urbana y de su oferta asistencial a la necesidad del aymara urbano.
Aparte de enfocar el cambio cultural, el libro tiene un segundo “más”. Lo encontramos en que GFJ privilegia los ricos testimonios del yatiri Carmelo y tres otros curanderos. Estos contienen más información que largos capítulos de sofisticada descripción. Es información envuelta en un castellano muy “maltratado”, un castellano “de identidad andina”. Estos testimonios merecen un buen servicio hermenéutico y una detenida reflexión y aun meditación para apreciar su insospechada riqueza. Aquí podría lamentarse el que el investigador académico no asume para el lector su servicio de intérprete y comunicador de esta riqueza. Significativa es la evaluación de la boca del mismo autor: “Es una experiencia reveladora de gran impacto intelectual y enriquecedora personal y profesionalmente, para mí y para cualquier persona”; palabras que recuerdan la base de la intersubjetividad en que radica su investigación. Dice que “es un privilegio” (p. 15) y confiesa que es movido por una clara simpatía y un sincero amor al mundo aymara de Bolivia; que su aprecio y admiración lo tienen fascinado por la medicina tradicional por ser una respuesta eficaz y convincente a la demanda aymara de una salud integral ¿Da prueba con esas expresiones de una visión objetiva, científica del fenómeno? ¿No cae en un subjetivismo inaceptable?
El tercer “más” del libro está en los testimonios de los yatiris y en las abundantes y largas citas de sus oraciones y palabras rituales, expresadas en parte en un aymara mestizado y en parte en un castellano andinizado. Pocas veces encontramos en las monografías etnográficas sobre la temática una “antropología hablada”; es común encontrar las monografías “mudas” que pecan por silenciar el pensamiento más propio y profundo de los andinos mismos que se pretende interpretar. Es de apreciar que GFJ registró la palabra ritual del yatiri, aunque también es de lamentar nuevamente que casi no analiza su contenido. Se limita a unas explicaciones esporádicas. Respeta las palabras del mismo informante y de su testimonio; tanto que la interpretación es mínima. En realidad, la palabra del informante no es “autosuficiente”. El investigador debe interpretarla para el lector, ya que es propio de su función como investigador y la razón de la monografía.
Mucho más interesante que esta carencia es que, a través de estos testimonios, los “informantes” pasan a ser, innegablemente, coinvestigadores y “coautores” del libro y que por lo mismo los yatiris hacen trascender al investigador Gerardo los cánones tradicionales de la cientificidad clásica ¡método fatal para un tema intercultural! y procuran, sin darse cuenta, llevarlo, por la coautoría misma, a un método de investigación llamado por algunos: “metacientífico”, pero un método que es más apropiado en ciencias socioculturales, por cuanto no está basado en la objetividad de los datos empíricos y comprobables, sino en la intersubjetividad del conocimiento compartido que es generado mediante un proceso de reflexión-diálogo-comunicación-comprensión intercultural. Este tipo de conocimiento metacientífico, pero auténtico, que está basado no en la experiencia personal y visión subjetiva del investigador sería un conocimiento subjetivo y no confiable, sino en la “intersubjetividad” de dos coinvestigadores de diferente identidad cultural que se entienden (y que logran hacerse entender a su público lector). Se trata de una postura “revolucionaria” del científico, que merece una palabra más.
La postura del investigador. En el transcurso de su investigación, GFJ ha fomentado una relación afectiva y de admiración frente a sus principales informantes y aun de compadrazgo con algunos de ellos. En su relato da testimonio del respeto y la delicadeza con que los trató y también de la satisfacción que experimentó por su amistad.
Esta postura, esta presencia activa, participativa y afectiva en el escenario aymara que el investigador buscó conocer, entender e interpretar, ciertamente sería cuestionada por el científico clásico, que la caracterizaría como expresión de un subjetivismo incompatible con la postura del científico y discordante con el carácter científico de la investigación. Sin embargo, en los días de la postmodernidad ha crecido ya una concepción diferente entre los científicos en ciencias socioculturales. Ellos argumentarían que no sufre la calidad científica del libro por efecto de la aplicación de un método que no cumple con los cánones de una clara objetividad positiva. Todo lo contrario. Porque el llamado “método positivo” de observación fría, objetiva e imparcial y de análisis de datos registrados con esta objetividad análisis a modo de una computadora o máquina procesadora de datos; digo, este método positivo no logra los fines de la investigación sociocultural, que son: conocer, entender e interpretar la realidad andina integral, y esta es una realidad no-positiva, no-material, sino metafísica (si se quiere): un universo vivo, lleno de fuerzas y poderes, espíritus y seres que escapan al instrumento científico de observación y registración. Mirando ahora al autor de este libro, constatamos que el instrumento metacientífico que él maneja la observación participativa, la vivencia afectiva compartida es un aparato sensible que logra captar los datos valóricos del universo andino; un aparato que compromete al investigador, porque éste pasa a ser un actor más en el fenómeno que se investiga; pero no un aparato subjetivo. La postura de compromiso es más bien un puente de conversación y comunicación interhumano entre el investigador y los yatiris con su mundo; éstos viven y respiran en el mundo metafísico aymara y se manejan en este universo como relacionadores entre el enfermo y su entorno animado: de jaque, wak’as y puruma (gente, divinidades y la naturaleza silvestre); relacionadores entre el akapacha, el arajpacha y el manqhapacha (el mundo de arriba, de acá y de adentro). Por el logro de hacer un puente de diálogo al mundo espiritual, valórico y ético del yatiri, no sería justo hablar de subjetivismo en el método. Con un término más apropiado hablaríamos de intersubjetividad: donde dos personas dos sujetos como son: el investigador y el yatiri, conversan, se comunican y se entienden: y de esta conversación nace un conocimiento nuevo, confiable, verídico y auténtico, vertido en este libro, que en ciencias socioculturales calificamos certeramente y con toda razón como “conocimiento científico”. No hay otro puente para llegar al mundo aymara.
No puede faltar aquí la nota crítica. Referente a la redacción del libro y a la edición gráfica del libro, el estilo de redacción de GFJ no es siempre muy formal. Más que discurso, se usa un estilo de relato o conversación. Las unidades, los capítulos, parecen poco estructurados, sin introducción ni conclusión formales. El relato comienza a fluir y termina sin aviso ni señal. El lenguaje también es menos preciso, como es propio de una conversación. Se usan muchas palabras poco precisas e incompatibles con las exigencias primarias de Descartes que pide “términos y conceptos claros y precisos”. Si bien se puede aducir como razón que así se logra cierta homogeneidad entre coautores académico y andino, ver arriba eso no justifica la ocurrencia de unas frases largas y mal compuestas y de una puntuación descuidada (ej. p. 265).
Un defecto, mínimo pero frecuente, viene de la edición digital que está plagada de espacios superfluos entre texto y puntuación. También hay errores de imprenta (hasta en el índice de materias: kujari en vez de kuraji), errores de márgenes y cursivos (ej. p. 262) y soluciones poco estéticas para pasajes bilingües (ej. p. 227) y notas marginales (ej. p. 195). Otro lamentable defecto es la pésima calidad gráfica de las 40 fotografías.
Un inconveniente especial para el lector curioso forman las abundantes y largas notas de interés. Contamos 53 páginas con 574 notas en letras pequeñas que, si bien dan amplia información complementaria en asuntos de datos primarios y relatos de los entrevistados, de explicaciones marginales del autor y de interpretación de las citas de sus informantes, dejan mucho material explicativo de interés al margen del relato y dificultan seriamente una lectura fluida del libro. Ciertamente, esta forma de redactar el libro ayuda al lector apurado cuando se conforma con lo esencial del libro. Sin embargo, el problema de las notas se torna grave en el capítulo que describe las mesas rituales. Allí aparecen para cada una de las cinco mesas otras tantas enumeraciones largas y exhaustivas de ingredientes, elementos, gestos y secuencias de orden que, uno a uno, encuentran su interpretación o explicación en otra lista larga de 293 notas. Tenemos que reconocer que aquí existe una dificultad real para lograr una redacción más adecuada. Si bien las notas son necesarias en tanto que dan información complementaria en asunto de datos primarios, se destroza así la ceremonia terapéutica en mil fracciones y elementos rituales, y la matan. La persona del maestro, del paciente y de los dioses tutelares están fuera del foco, se tornan invisibles, desaparecen por completo. La vivencia participativa del autor no llega al lector y el resultado de la observación participante se reduce a una especie de diccionario. Pero un “diccionario del yatire” eclipsa la celebración y mata el fenómeno vivo.
Conclusión
Si conocemos las obras anteriores de GFJ, este libro resulta ser un nuevo complemento porque incluye más que antes a los maestros yatiris como coautores. Igual que los anteriores, este libro parece, más que un discurso único de estricta coherencia lógica, una serie de conversaciones, un conjunto de pinceladas, aspectos, casos, temas específicos, elementos de la medicina aymara. Leemos de: mesas, iniciación, tipos curanderos. Se insiste en la infinita variación de mesas, métodos, instrumentos, estilos, aphällas, clientelas, demandas y expectativas de la medicina andina. Es por eso que ahora, más que antes, se hace sentir la falta de la obra integral y completa que integra todo lo que es: “La Medicina Aymara”, una medicina como sistema integral de salud no-occidental y como tecnología médica radicalmente (es decir: “de raíz”) diferente; una medicina que es la pieza fundamental y definitoria de la identidad sicológica y cultural aymara y una medicina que será plenamente apreciable por sus fuertes raíces en el medio social, religioso, económico, geográfico e histórico, radicado también en la tradición e identidad cultural aymara. Para GFJ, la recolección de datos de terreno termina. Su base de datos para la mesa terapéutica aymara ya llega a ser completa. Ahora ha comenzado siempre en diálogo con los maestros aymaras la reflexión creativa, la visión integral compartida, el diseño con la visión “intersubjetiva” en que el académico y el maestro aymara, juntos, se comprometen. Así es el largo camino, el período silencioso de la gestación, hasta el nacimiento de aquella obra definitiva. Esperamos ahora una obra maestra, monumental, concluyente y definitiva, tal como lo intenta exitosamente Ina Rösing con su obra Mundo Ankari sobre la medicina Kallawaya. ¿Pedimos mucho? Ciertamente, pero entiéndase como voto de confianza hacia el autor de este libro: Yatiris y Ch’amakanis.
Notas
1 El Banquete Aymara: Mesas y Yatiris (La Paz, Hisbol, 1995).
2 Entre la Repugnancia y la Seducción; Ofrendas Complejas en los Andes del Sur (Cuzco, CBC, 1997).
3 Testimonio Kallawaya; Medicina y Ritual en los Andes de Bolivia (Quito, Abya Yala, 1997. Este libro fue reeditado al año siguiente en España con el título de: Los Kallawayas: Medicina Indígena en los Andes Bolivianos (La Mancha, España; Ed. Univ. de Castilla, 1998).
4 Aymaras de Bolivia; entre la Tradición y el Cambio Cultural (Quito, Abya Yala, 2002).
J.J.M.M. van Kessel – Casa Francisco Titu Yupanqui. Instituto para el Estudio de la Cultura y Tecnología Andina, Iquique.
[IF]
Da aventura pioneira ao destemor à travessia. Santa Luzia do Carangola – MERCADANTE (RIHGB)
MERCADANTE, Paulo. Da aventura pioneira ao destemor à travessia. Santa Luzia do Carangola. Belo Horizonte: Itatiaia, 2003. Resenha de: RODRIGUES, Lêda Boechat. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.165, n.423, p.317-318, abr./jun., 2004.
Lêda Boechat Rodrigues – Sócia emérita do IHGB.
Gênero / Revista do IHGB / 2004
Miridan Britto Falci – Sócia titular – Diretora da Revista.
FALCI, Miridan Britto. Apresentação. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro, v.165, n.423, p.9-10, abr. / jun., 2004. Acesso somente pelo link original [DR].
Emancipação ao sexo feminino. A luta pelos direitos da mulher no Brasil, 1850-1940 – HAHNER (RIHGB)
HAHNER, June E. Emancipação ao sexo feminino. A luta pelos direitos da mulher no Brasil, 1850-1940. Florianópolis: Mulheres: Santa Cruz do Sul: Editora da UNISC, 2003. 448p. Resenha de FALCI, Miridan Britto Knox. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.165, n.423, p.313-316, abr./jun., 2004.
Miridan Britto Knox Falci – Sócia titular do IHGB.
[IF]Direito e Justiça no Brasil colonial (O Tribunal da Relação do Rio de Janeiro – 1751-1808) – WEHLING; WEHLING (RIHGB)
WEHLING, Arno; WEHLING, Maria José. Direito e Justiça no Brasil colonial (O Tribunal da Relação do Rio de Janeiro – 1751-1808). Rio de Janeiro/São Paulo: Editora Renovar, 2004. Prefácio de Alberto Venâncio Filho, 680p. Resenha de: MARIZ, Vasco. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.165, n.423, p.319-321, abr./jun., 2004.
Vasco Mariz – Sócio emérito do IHGB.
[IF]Trabalhismo(s) / Anos 90 / 2004
Datas. Mas o que são datas?
Datas são pontas de icebergs.
Alfredo Bosi
A revista Anos 90 – cujo título é uma referência à década em que foi criada – prossegue, pelo século XXI adentro, com seu objetivo de contribuir para o debate qualificado sobre temas e questões teóricas, metodológicas e historiográficas relevantes ao campo do conhecimento histórico. Neste número, apresentamos dois dossiês que aludem a datas bastante lembradas em 2004: o cinqüentenário do suicídio de Getulio Vargas e os vinte anos do falecimento de Michel Foucault. Poderíamos acrescentar ainda, à lista dos eventos motivadores de nossos dossiês, a morte de Leonel Brizola, ocorrida também em 2004.
Pensando em tais datas como “pontas de icebergs”, queremos convidar nossos leitores a refletirem, inicialmente, com Angela de Castro Gomes, Lucia Hippolito e João Trajano Sento-Sé, sobre os diversos “trabalhismos” que, na esteira do legado de Vargas, encontraram em Brizola seu último grande representante. A seguir, na trilha dos “jogos e diálogos” sugeridos por Durval Muniz de Albuquerque Júnior, Fernando Nicolazzi e José Carlos dos Anjos, propomos que atentem para os desafios colocados pela obra de Foucault aos historiadores e as suas convergências e divergências com o pensamento de E. P. Thompson e o de Pierre Bourdieu.
Os demais artigos abordam facetas e temáticas distintas e instigantes do conhecimento histórico. Roberto Wu e Enrique Serra Padrós examinam questões teórico-metodológicas referentes, respectivamente, às noções de experiência e tradição em Benjamin e Gadamer e aos desafios da chamada história do tempo presente. Eliane Cristina Deckmann Fleck apresenta as reduções jesuítico-guaranis do século XVII como um espaço de reinvenção de significados, tendo em vista a apropriação seletiva e criativa e a ressignificação de expressões da cultura indígena guarani e da cultura cristã ocidental. Marcelo Basile trata de revoltas ainda pouco conhecidas ocorridas na Corte no período regencial brasileiro. Renato Amado Peixoto realiza um criativo exercício de análise da Carta Niemeyer de 1846, a primeira Carta Geral do Brasil, discutindo a leitura dos produtos cartográficos pelos historiadores. Ricardo Luiz de Souza investiga as noções de tradição, identidade nacional e modernidade na obra de Joaquim Nabuco. Finalmente, Letícia Borges Nedel enfoca as disputas de memórias relacionadas ao “herói missioneiro” Sepé Tiaraju.
Como os leitores poderão notar, a revista apresenta um novo projeto gráfico, fruto da criatividade de Daniel Clós e da contribuição do talentoso cartunista Santiago, a quem agradecemos. Agradecemos igualmente às profissionais de Letras Nara Widholzer, que revisou os textos, e Marília Marques Lopes, que traduziu os títulos para o inglês e revisou os abstracts; aos alunos Evandro dos Santos e Sandro Gonzaga, pelo apoio na organização da revista; à Pró-Reitoria de Pesquisa da UFRGS, na pessoa da Pró-Reitora Marininha Aranha Rocha, pelo imprescindível auxílio financeiro, através do programa de apoio à editoração de periódicos; e aos pareceristas ad hoc dos artigos enviados para este número, Eliane Colussi (da UPF), João Adolfo Hansen (da USP), Carla Brandalise, Carla Simone Rodeghero, Céli Regina Jardim Pinto, Cesar Augusto Barcellos Guazzelli, José Augusto Avancini, Paulo Vizenti, Regina Célia Lima Xavier, Temístocles Cezar e Benito Schmidt (da UFRGS).
Desejo a todos uma boa leitura…
Benito Bisso Schmidt – Editor.
SCHMIDT, Benito Bisso. Apresentação. Anos 90, Porto Alegre, v.11, 19 / 20, jan. / dez., 2004. Acessar publicação original [DR]
Foucault: Jogos e dialógos / Anos 90 / 2004
Datas. Mas o que são datas?
Datas são pontas de icebergs.
Alfredo Bosi
A revista Anos 90 – cujo título é uma referência à década em que foi criada – prossegue, pelo século XXI adentro, com seu objetivo de contribuir para o debate qualificado sobre temas e questões teóricas, metodológicas e historiográficas relevantes ao campo do conhecimento histórico. Neste número, apresentamos dois dossiês que aludem a datas bastante lembradas em 2004: o cinqüentenário do suicídio de Getulio Vargas e os vinte anos do falecimento de Michel Foucault. Poderíamos acrescentar ainda, à lista dos eventos motivadores de nossos dossiês, a morte de Leonel Brizola, ocorrida também em 2004.
Pensando em tais datas como “pontas de icebergs”, queremos convidar nossos leitores a refletirem, inicialmente, com Angela de Castro Gomes, Lucia Hippolito e João Trajano Sento-Sé, sobre os diversos “trabalhismos” que, na esteira do legado de Vargas, encontraram em Brizola seu último grande representante. A seguir, na trilha dos “jogos e diálogos” sugeridos por Durval Muniz de Albuquerque Júnior, Fernando Nicolazzi e José Carlos dos Anjos, propomos que atentem para os desafios colocados pela obra de Foucault aos historiadores e as suas convergências e divergências com o pensamento de E. P. Thompson e o de Pierre Bourdieu.
Os demais artigos abordam facetas e temáticas distintas e instigantes do conhecimento histórico. Roberto Wu e Enrique Serra Padrós examinam questões teórico-metodológicas referentes, respectivamente, às noções de experiência e tradição em Benjamin e Gadamer e aos desafios da chamada história do tempo presente. Eliane Cristina Deckmann Fleck apresenta as reduções jesuítico-guaranis do século XVII como um espaço de reinvenção de significados, tendo em vista a apropriação seletiva e criativa e a ressignificação de expressões da cultura indígena guarani e da cultura cristã ocidental. Marcelo Basile trata de revoltas ainda pouco conhecidas ocorridas na Corte no período regencial brasileiro. Renato Amado Peixoto realiza um criativo exercício de análise da Carta Niemeyer de 1846, a primeira Carta Geral do Brasil, discutindo a leitura dos produtos cartográficos pelos historiadores. Ricardo Luiz de Souza investiga as noções de tradição, identidade nacional e modernidade na obra de Joaquim Nabuco. Finalmente, Letícia Borges Nedel enfoca as disputas de memórias relacionadas ao “herói missioneiro” Sepé Tiaraju.
Como os leitores poderão notar, a revista apresenta um novo projeto gráfico, fruto da criatividade de Daniel Clós e da contribuição do talentoso cartunista Santiago, a quem agradecemos. Agradecemos igualmente às profissionais de Letras Nara Widholzer, que revisou os textos, e Marília Marques Lopes, que traduziu os títulos para o inglês e revisou os abstracts; aos alunos Evandro dos Santos e Sandro Gonzaga, pelo apoio na organização da revista; à Pró-Reitoria de Pesquisa da UFRGS, na pessoa da Pró-Reitora Marininha Aranha Rocha, pelo imprescindível auxílio financeiro, através do programa de apoio à editoração de periódicos; e aos pareceristas ad hoc dos artigos enviados para este número, Eliane Colussi (da UPF), João Adolfo Hansen (da USP), Carla Brandalise, Carla Simone Rodeghero, Céli Regina Jardim Pinto, Cesar Augusto Barcellos Guazzelli, José Augusto Avancini, Paulo Vizenti, Regina Célia Lima Xavier, Temístocles Cezar e Benito Schmidt (da UFRGS).
Desejo a todos uma boa leitura…
Benito Bisso Schmidt – Editor.
SCHMIDT, Benito Bisso. Apresentação. Anos 90, Porto Alegre, v.11, 19 / 20, jan. / dez., 2004. Acessar publicação original [DR]
Outros Tempos | UFMA | 2004
A Revista eletrônica de História Outros Tempos – Pesquisa em Foco (São Luís, 2004-), publicada pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), é um periódico semestral voltado para a divulgação de artigos inéditos, resenhas e estudos de casos produzidos por pesquisadores vinculados a IES e PPG, Mestres (apenas para Resenha), Doutorandos e Doutores.
As contribuições recebidas pelo periódico são submetidas a processo de avaliação do Conselho Editorial. A revista Outros Tempos reúne textos em sessões dedicadas a temas livres, dossiês temáticos, resenhas e destina um espaço a entrevistas com pesquisadores relacionados ás áreas humanas. A política editorial da Outros Tempos é divulgar as pesquisas na área de História, fomentar o debate historiográficos em nível de pós-graduação, possibilitar o acesso de professores e alunos de áreas congêneres e regiões distintas ao conhecimento produzidos por investigadores vinculados ao sistema nacional de pós-graduação, além de promover o intercâmbio com profissionais do exterior. Desde a sua fundação, a revista se constituiu em um espaço de natureza transdisciplinar agrupando a divulgação de resultados da pesquisa histórica, textos sociológicos, antropológicos e de outras áreas das Ciências Humanas.
Periodicidade semestral.
Acesso livre.
ISSN 1808-8031 (Online)
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Cartas – BURCKHARDT (RIHGB)
BURCKHARDT, Jacob. Cartas. Rio de Janeiro: Liberty Friend. Top Books, 2003. 431p. Resenha de: RODRIGUES, Lêda Boechat. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.165, n.422, p.261-263, jan./mar., 2004.
Lêda Boechat Rodrigues – Sócia emérita do IHGB.
Acesso apenas pelo link original
[IF]
The history of lessons: power and rule in imperial formations – SAADA (RIHGB)
SAADA, Emanuelle. “The history of lessons: power and rule in imperial formations”. Items & Issues. New York. Social Science Council. V.4, n.4, Fall/Winter, 2003/2004. Resenha de: BOCHAT, Lêda Rodrigues. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.165, n.422, p.265-266, jan./mar., 2004.
Lêda Boechat Rodrigues – Sócia emérita do IHGB.
[IF]El Mundo Andino. Población, Medio Ambiente y Economía – MURRA (C-RAC)
MURRA, John V. El Mundo Andino. Población, Medio Ambiente y Economía. Lima: Fondo Editorial Pontificia Universidad Católica del Perú e Instituto de Estudios Peruanos IEP, 2002, 511p. Resenha de: PETERS, Ann; SANTORO, Calogero. Chungara – Revista de Antropología Chilena, Arica, v.36 n.1, p. 241-245, ene., 2004.
Comentado por Ann Peters*
Esta nueva edición de los ensayos principales de John Murra, publicada por el Instituto de Estudios Peruanos en conjunto con la Pontificia Universidad Católica del Perú, es un tesoro. No solamente porque reúne su obra en una forma hermosa, duradera y legible, sino porque nunca antes se ha podido apreciar bien la dialéctica de su desarrollo a través de cincuenta años de investigación.
Murra nunca ha tenido paciencia por quienes toman su planteamiento, por ejemplo, acerca del manejo Inka de poblaciones mitimaes o acerca de la estrategia productiva del “archipiélago vertical”, para criticarlo, al demostrar que el modelo publicado no encuadra precisamente con los detalles de un nuevo caso. Cada planteamiento, modelo o corrección del modelo en la obra de Murra, surge del encuentro con un conjunto específico de textos y evidencias. Habrá que esperar siempre, al encontrar un nuevo texto o al estudiar la historia de otro lugar, un planteamiento modificado acerca de la organización social andina. Este principio de la especificidad de cada análisis es básico al estudio “sustantivo” de formaciones económicas particulares a cada tiempo, lugar y sociedad. Por lo mismo, los trabajos de Murra se consideran entre los más contundentes de la escuela de Karl Polanyi. Al repasar los trabajos reunidos en El Mundo Andino, es notorio el constante proceso de considerar nuevas evidencias en que Murra prueba y modifica sus conceptos acerca de la sociedad Inka y las sociedades andinas.
Cuando quise seguir antropología al nivel de posgrado, vivía en Lima. Estaba estudiando español, arqueología y métodos de investigación textil. Para mis amigos, en su mayoría estudiantes de San Marcos, solamente había un antropólogo en Norteamérica que valía la pena. Sus trabajos sobre la historia Inka tuvieron relevancia tanto para los etnógrafos como para los arqueólogos, tanto para quienes profundizaron en aspectos ideológicos como para los que buscaban entender las relaciones económicas andinas. Y era de los pocos investigadores extranjeros que publicaban sus análisis en la letra chica y papel gris entonces accesibles a los estudiosos en el Perú.
Así fue que postulé a ser estudiante de John Murra. Al escuchar su conferencia pública en Lima en 1980 y las discusiones apasionadas que siguieron después, me sentí contenta con ese compromiso. Al llegar a Cornell, supe recién de su origen rumano, emigrante joven a Chicago, y voluntario en la guerra civil española. Supe que vivió lo duro y contradictorio de las Brigadas Internacionales, así como la persecución anticomunista en EE.UU. Aunque aquellas experiencias lo marcaron en personalidad y en perspectiva, el factor más importante en su práctica como investigador y como profesor era su compromiso apasionado con “lo andino”.
En sus clases, nos introdujo al gremio de andinistas, por referir a todos los últimos estudios como si nosotros, por supuesto, hubiésemos ya leído todo. “Como recordarán, por lo que nos dice Olivia…”, declaró Murra, y nosotros fuimos buscando entre revistas y libros (aún no existía internet) para saber de Olivia Harris y de sus trabajos entre los Laymi de Bolivia, publicados en Bolivia o en Francia. Coleccionamos grises fotocopias, entre ellos los ensayos que el mismo Murra había publicado en fuentes diversas, casi todos en los países andinos y casi todos en español.
Para mi trabajo final de su clase de etnohistoria andina, Murra me hizo un tremendo favor. Me pasó las fotocopias de sus fichas originales de todas las fuentes históricas en las cuales basó el capítulo de su tesis doctoral acerca del tejido en el estado Inka, con la sugerencia que yo las usara para escribir sobre otro aspecto o argumento distinto de lo que él había desarrollado. Entusiasmada, empecé la tarea. Descubrí que no pude encontrar ningún aspecto de las fuentes que había quedado fuera de su discusión, ni argumento bien fundado por una conclusión distinta. El análisis de la tesis de Murra corresponde nítidamente a las fuentes existentes en el momento que él la escribió. Sentí su favor como una trampa y me avergoncé del ensayo poco novedoso que pude escribir para la clase. Me costó un tiempo darme cuenta que él, en ese momento, me dio la oportunidad de aprender la base de su método y el principio de su trabajo meticuloso de incorporar cada dato, y visión realmente nueva al esfuerzo constantemente renovado y renovador de comprender el mundo andino.
Comentado por Calogero M. Santoro*
El Mundo Andino, Población, Medio Ambiente y Economía, de John V. Murra, es una obra largamente esperada por el propio autor, quien por varios años trabajó junto a Franklin Pease, para conseguir una edición corregida y aumentada del libro Formaciones Económicas y Políticas del Mundo Andino, que se publicó, igualmente, en el IEP (Matos 1975; Murra 1975; Pease 1975). Esta edición, sin embargo, se debe al esfuerzo final de Mariana Mould de Pease, Carlos Contreras, director de publicaciones del mencionado Instituto y Heather Lechtman (presidenta del Instituto de Investigaciones Andinas de New York; Mould de Pease 2003:17).
El libro Formaciones fue comentado por Jorge Hidalgo (1975) en el volumen 5 de Chungara, lo que hace propicio reseñar esta nueva versión ampliada y actualizada del libro, publicado por el Fondo Editorial de la Pontificia Universidad Católica del Perú y el Instituto de Estudios Peruanos. John Murra ha acompañado a esta revista desde sus comienzos y ha sido un visitante permanente de este rincón de la costa centro sur de los Andes, donde hasta hace poco tiempo tuvo la ilusión de establecer un refugio temporal, en un esquema de “verticalidad transcontinental”. En cualquier caso, su presencia en Arica y, en particular, en el Departamento de Arqueología y Museología en San Miguel de Azapa, fue siempre un encuentro estimulante. A través de este comentario, quiero agradecer al autor por el envío de un ejemplar del libro desde su departamento del tercer piso de un edificio en la calle Bufallo en Ithaca, New York, hace menos de un año.
Esta obra representa uno de los pilares más importantes para los estudios de la organización económica, social y política andina y por esta razón: “Murra es reconocido como uno de los etnohistoriadores más importantes, quien iniciara una `una nueva era’ en el estudio de los incas” (Pärssinen 2003:29). Murra prefiere hablar de historia andina lo que define como “una disciplina que trata de juntar en una misma actividad tanto el logro precolombino, a través de la arqueología, la lingüística y la etnografía, en estrecha colaboración con el estudio de los textos escritos durante los siglos coloniales” (Murra 2002:438).
La preocupación por las instituciones sociales andinas se perfila en el autor, desde los años cuarenta cuando trabajaba en su tesis doctoral. Durante este período reconoce la influencia de la etnología de grupos africanos como los barotse (estudiados por Gluckman) cuyo manejo social de excedentes de producción se corresponden con el concepto de “redistribución” de Polanyi. En este marco Murra define una de las instituciones que caracterizan el sistema político-económico andino, la m’ita (Murra 1978:11-12) y el fenómeno de la redistribución a nivel del estado Inka, que explica el bienestar social destacado por los cronistas y que atribuyeron a señores generosos preocupados de todos los miembros de la comunidad. La propuesta de Polanyi (1957) de una antropología económica se cruza con el empeño de Murra de desarrollar la “táctica” de la etnohistoria para tratar de entender la organización económica del estado Inka, plasmado primero en su tesis doctoral, defendida en el año 1955, publicada en inglés el año 1980 y en castellano el año 1978.
En el libro Formaciones se compilaron doce ensayos publicados entre 1958 y 1973, en diferentes revistas, o leídas en distantes reuniones antropológicas, tanto en inglés como en español, pero tienen como hilo conductor la preocupación “por comprender la organización económica y política del Tawantinsuyu” (Murra 1975:19). Esta nueva compilación es mucho más contundente, puesto que encierra un total de 26 obras escritas y publicadas entre 1958 y 1998, donde más de una tercera parte se escribió con posterioridad al año 1975. Además tres de los artículos de la edición del año 1975 fueron revisados por el autor. Por lo tanto se trata de una obra renovada que revitaliza su vigor intelectual original.
El “Mundo Andino”, consecuentemente, mantiene una tremenda coherencia interna, puesto que profundiza en la línea argumental desarrollada por el autor, definida en el título del primer libro, vale decir, las formas de organización económica y política propias de los Andes. Instituciones sociales que permitieron el funcionamiento del macrosistema del Tawantinsuyu que integraba importantes soportes tecnológicos para el manejo de la agricultura, los metales, la textilería y todo un sistema de organización social que articuló el trabajo productivo, con el fin de obtener las rentas necesarias para mantener la operación del estado. En esta oportunidad Murra no agregó un nuevo prólogo y deja que los lectores descubran los avances de los años posteriores a 1975.
Los 26 artículos se separan en ocho capítulos, referido el primero a poner de relieve las primeras impresiones de los conquistadores europeos, sorprendidos y admirados por los logros andinos, que grafica con la expresión “nos hazen mucha ventaja”, atribuida a Pedro Cieza de León (Murra 2002:32). Con estos términos titula el artículo de apertura de la obra. Murra ha insistido en esta y otras circunstancias que la búsqueda y estudio de los primeros documentos generados por la administración europea es clave para mejorar la comprensión acerca de la historia andina (ver Pärssinen 2003:29, quien reconoce la influencia de Murra en esta materia). El segundo capítulo encierra tres artículos dedicados al sistema de organización política del estado Inka, sus estrategias de expansión y funcionamiento. Destaca los principios fundamentales de la mit’a, un sistema que, aunque tiene parangones en otros estados preindus-triales, como se menciona anteriormente, Murra la define como una institución típicamente andina y un factor clave en la operación del estado, lo que ha sido reconocido por varios autores (D’Altroy 1992:10; Morris y Thompson 1985:93-95; Moseley 1992:67-69). El sistema no impuso impuestos en especie a los comuneros como ocurre en otros estados preindustriales. Éstos debieron entregar, en cambio, una cuota de fuerza de trabajo que el Estado utilizaba para obtener “las rentas públicas que permitieran la existencia del ejército, la burocracia, una corte y demás funciones estatales” (Murra 2002:153).
El tercer capítulo encierra tres artículos relacionados con el modelo de verticalidad desde su versión clásica publicada en 1972 (Murra 1972) y sus propias reconsideraciones para darle un contexto geográfico más limitado al modelo original. El modelo evidentemente ha influido fuertemente en las interpretaciones arqueológicas de los Andes del sur (ver, por ejemplo, Covey 2000; Santoro et al. 2003ms; Schiappacasse et al. 1989; Stanish 1992), como así también estudios etnohistóricos provinciales (Durston e Hidalgo 1997; Hidalgo y Durston 1998). En particular, estudios arqueológicos realizados en el valle de Lluta permiten sostener un posible caso de verticalidad manejado por poblaciones de los valles costeros asimilable al “tercer caso: etnias pequeñas, con núcleos en la costa central” (Murra 2002:101; Santoro et al. 2003ms).
El cuarto capítulo encierra tres artículos destinados a describir la función política, económica e ideológica de la producción, distribución e intercambio de sistemas de producción agrícola relacionada con tubérculos y maíz, la producción de tejidos y tráfico del mullu. El sistema de producción de tubérculos, realizado en el ámbito de las propias comunidades y orientado básicamente a la subsistencia, se contrapone al sistema de producción del maíz que cumplió funciones principalmente ceremoniales. Estos dos sistemas no habrían alcanzado a integrarse en un sistema único estatal al ser interrumpido el proceso por la invasión europea (Murra 2002:151-152). Después de la producción agrícola, la segunda mayor preocupación del estado fue la producción textil a través, igualmente, de la mit’a. Los tejidos fueron un elemento clave en la reproducción de la vida cotidiana como así también en ceremonias funerarias y en ropajes vinculados a personajes del aparato religioso y gobernante Inka. El Estado necesitaba de gran cantidad de tejidos para funciones políticas e ideológicas, por lo que mantenía reservas de lana, derivadas de hatos de camélidos controlados por el Estado, que proveían a las tejedoras de cada comunidad. Los kurakas locales habrían jugado un rol fundamental en la producción textil, lo que les habría permitido adquirir ciertos privilegios en el proceso de la redistribución y reciprocidad involucrados en este circuito productivo estatal. El último artículo de este capítulo esta dedicado al tráfico del mullu desde la costa sur del Ecuador. El mullu tiene una gran demanda ritual al considerarse alimento de los dioses. Además, fue un elemento clave en ceremonias para la lluvia, en comunidades que dependían fuertemente de la agricultura, en los Andes centrales. Este capítulo deja abiertas una serie de preguntas con desafíos importantes hacia la arqueología, para encontrar no sólo las huellas de los que procesaban las conchas en la costa de Ecuador, sino también obtener ciertos indicios respecto de los clientes que demandaban estas conchas (Murra 2002:173).
El capítulo quinto integra tres artículos sobre autoridades étnicas tradicionales, referidos a las estructuras políticas anteriores al Inka. Se trata de grupos étnicos como los lupaca que representan uno de los ejemplos clásicos del sistema de manejo espacial andino, en su relación con el Estado. Se trata de casos donde los documentos muestran procesos dinámicos de cambio antes, durante y después de los Inka. Como en los capítulos anteriores, Murra tiene una serie de preguntas para la arqueología, como la relación entre los reinos lacustres y el Tawantinsuyu, cuestión que ha sido revisada por varios autores (Covey 2000; Pärssinen y Siiriäinen 1997; Stanish 1992, 1997).
El sexto capítulo encierra la mayor cantidad de artículos vinculados con la organización económica andina. Seis de los nueve artículos fueron publicados el año 1975. Destaca en la nueva versión la profundización en el tema de la mit’a (Murra 1983), una de las instituciones que distinguen el sistema político-económico andino y traspasa gran parte del análisis de los distintos aspectos de la organización del Estado. La discusión se centra en la ausencia de tributo y mercado en los Andes, rasgo consustancial a otras formaciones estatales de América y otros continentes. La búsqueda de Murra por descubrir las particularidades del sistema se cruza con los conceptos de redistribución y reciprocidad propuestos por Polanyi (1968 [1944] citado por van Buren 1998:340; Polanyi 1957).
Tanto en sus escritos y presentaciones orales, Murra ha insistido en que no se puede entender el sistema andino con los principios de la economía capitalista. La búsqueda por identificar diferencias fundamentales del sistema andino (“lo andino”; van Buren 1998:340) ha sido el foco central de sus críticos, que insisten que la preocupación por la especificidad inhibe la identificación de principios generales comunes a otros sistemas estatales. Murra insistirá en que no se pueden explicar los sistemas de organización económica a base de los principios de la economía capitalista y junto con Polanyi (1957) insistirá en la necesidad de estudiar los sistemas preca-pitalistas para entender sus principios fundamentales. El análisis de Murra, como se puede ver en casi todos los capítulos, está lejos de quedarse exclusivamente en la particularización ciega del sistema andino.
El capítulo siete contiene dos artículos dedicados a autores de época colonial, como Guamán Poma de Ayala, a quien Murra destaca como el autor que representa una visión indígena más interna del sistema. Luego está un personaje de origen español, el doctor Barros, y otros oidores o juristas, como Polo de Ondegardo y Matienzo. Murra estima que las “opiniones y gestiones pro-indígenas” del doctor Barros permiten “ampliar nuestra visión del debate que acompaña la temprana instalación colonial” (Murra 2002:426). Principalmente, porque su posición insistía en que era necesario “comprender la organización autóctona”, cuestión que desaparece con la reforma de Toledo (Murra 2002:428). El doctor Barros, dice Murra, merece la atención de los estudiosos de la historia andina, que debiera integrar a arqueólogos, lingüistas y etnógrafos.
Los dos artículos del capítulo ocho y final del libro reflejan el espíritu multidisciplinario que debieran tener los estudios andinos. En este contexto aparece la figura del ingeniero Kosok dedicado a documentar los sistemas de riego en los Andes, una de las tecnologías que sostuvieron una base económica sólida para el funcionamiento de las sociedades prehispánicas. “El estudio de la etnología contemporánea y de la lingüística debería complementarse con los resultados de las excava-ciones y con el examen crítico de las fuentes escritas.
Para ello es necesario crear equipos interdisciplinarios que integren las tres tácticas; de lo contrario, los esfuerzos aislados seguirán siendo marginales e inadecuados al gran tema del desarrollo de las civilizaciones americanas” (Murra 2002:172). La discusión final se centra en la necesidad de realizar estudios comparativos con otras sociedades de complejidad similar en otras partes del mundo, como lo sugiriera Cunow (1981, 1896 citado por Murra 2002:460). Para llegar a estas comparaciones generales, es necesario tener una comprensión equivalente de las distintas instituciones y sistema de organización política, económica e ideológica desarrollados en los Andes con una perspectiva diacrónica que integre las tácticas disciplinarias señaladas antes.
El libro está lleno de referencias complementarias referidas a la arqueología que puede entregar nexos importantes para tratar temas de continuidad y transformación social. En este contexto, cabe destacar la manera como Murra construye sus argumentos en los que integra una amplia diversidad de fuentes. Éstas no son sólo documentales, sino también literatura del ámbito arqueológico, buscando evidencias y expresiones materiales del funcionamiento de las instituciones andinas de organización social, política y económica. Sorprende su búsqueda, por ejemplo, en reportes arqueológicos del siglo XIX, para la zona de Arica (Safford 1887, citado por Murra 2002:97), la utilización de manuscritos que nunca se publicaron formalmente, reconociendo las ideas y datos de cada uno de los consultados, agregando incluso comunicaciones personales, ponencias o debates en congresos y seminarios. Este estilo tiende a desaparecer en la práctica profesional más reciente, donde la proposición de nuevos argumentos se construye a partir de señalar los vacíos o falencias de estudios previos. Esto forma parte de la lógica del método científico normativo, que no prescribe, sin embargo, que se desconozca el aporte de datos, ideas y proposiciones fundacionales de los mismos autores a los que se cita, principalmente, por sus falencias. La construcción del conocimiento se sustenta no sólo en los aciertos, sino también en los desaciertos. La literatura sobre la historia andina presenta omisiones de este tipo y afectan a Murra y otros autores que han sido fundamentales en la consolidación de la disciplina.
Agradecimientos: Proyecto Fondecyt 1030312 y a los estudiantes del seminario Complejización Social en Zonas Marginales del programa de Magíster en Antropología de la Universidad Católica del Norte y Universidad de Tarapacá, realizado entre noviembre 2003 y marzo 2004, con quienes discutimos algunos de los temas tratados en este comentario.
Referencias
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Ann Peters – Latin American Studies Program. Cornell University. Etno-Arqueología andina 119 First St. Ithaca, Ny 14850. mundocomun@lightlink.com
Calogero M. Santoro – Centro de Investigaciones del Hombre en el Desierto, Departamento de Arqueología y Museología, Universidad de Tarapacá, Casilla 6-D, Arica, Chile. csantoro@uta.cl
[IF]
Religión, Ritual y Vida Cotidiana en los Andes: Los Diez Géneros de Amarete; Segundo Ciclo ANKARI: Rituales Colectivos en la Región Kallawaya, Bolivia; Mundo ANKARI – RÖSING (C-RAC)
RÖSING, Ina. Religión, Ritual y Vida Cotidiana en los Andes: Los Diez Géneros de Amarete; Segundo Ciclo ANKARI: Rituales Colectivos en la Región Kallawaya, Bolivia; Mundo ANKARI, Vol. 6. Madrid: Iberoamericana – Vervuert, 2003. Resenha de: Van KESSEL, Juan. Chungara – Revista de Antropología Chilena, Arica, v.36, n.1, p.246-247, ene. 2004.
Comentado por Juan van Kessel*
Se trata de la edición en castellano del sexto volumen de la obra MUNDO ANKARI, sobre rituales de los Kallawayas de Bolivia. Recordemos: los 4 volúmenes del primer ciclo de la serie aparecidos entre 1987 y 1991 tratan de manera clásica y absolutamente definitiva sobre los rituales curativos de los Kallawayas en el círculo de la familia (1). El segundo ciclo investiga sus rituales colectivos y pretende “superar los déficit en el tratamiento de estos rituales”. El volumen 5 trata de los rituales para llamar la lluvia, y el actual volumen, con el extraño título “Los diez géneros de Amarete”, trata de los rituales colectivos en Amarete, una comunidad particular de la región Kallawaya, que merece atención especial por la curiosa organización social en que se basan sus ceremonias: “los diez géneros”. Son géneros simbólicos de las personas con amplias repercusiones prácticas en la vida cotidiana, la religión y el ritual. Su fundamento es el género de la chacra que cada comunero, tanto hombre como mujer, posee y transmite a sus hijos (pp. 106-107). Así se encuentran: hombres masculinos, hombres masculinos-masculinos, hombres masculinos-femeninos, hombres femeninos-masculinos, hombres femeninos-femeninos, mujeres masculinas-masculinas, etc. Curioso es también que los amareteños pueden cambiar su género simbólico, de manera que entonces deben sentarse, caminar, bailar, actuar y ofrecer sacrificios de una manera diferente a la de antes. Es el caso de algunos cargos de representación comunal con género propio. Al asumir un cargo con género, se deja a un lado el propio género de chacra por el tiempo que dura el cargo. En última instancia, el género simbólico es determinado por el sol (salida/ocaso) y el cuerpo humano (derecha/izquierda) y sus dos indicadores resultan ser hanan/hurin (arriba/abajo) y kuraq/sullk’a (mayor/menor).
La pregunta impaciente del lector es: El sistema de los múltiples géneros simbólicos, ¿es algo más que una simple curiosidad? ¿Tiene un real sentido transcendental para el mundo amareteño? Sin duda es este el caso. El género (biológico y simbólico) es el principio de la organización social y del orden cosmológico (cf. p. 636). La máxima es que “todo debe estar pareado, casado” -cada cosa con su contraparte: ofrendas, chacras, aguas, rituales, dirigentes, etc.- para que sea completa, estable y equilibrada, operativa, eficiente y fértil. Sin su contraparte, las cosas no tienen sentido y no SON realmente. Me atrevo a interpretar el argumento así: en la cosmo-visión del amareteño, y del andino en general (y prefiero decir: “en su pacha-vivencia”) todo tiene vida, es ser viviente y debe ser alimentado, criado, regenerado a la manera de los seres vivientes. Todos los seres vivientes participan de la vida universal del pacha, el megaorga-nismo. En los grandes rituales colectivos -como verdadera tecnología simbólica- se regenera, alimenta, cría y fortalece la vida del pacha, del triple mundo de los humanos, la naturaleza y las divinidades. En síntesis, el ritual colectivo de Amarete basado en sus 10 géneros pretende juntar las cosas con su contraparte y casarlas para su regeneración, fuerza y duración. Así se asegura la vida del pacha: divinidades, naturaleza y runa (la comunidad humana). El ritual colectivo de Amarete basado en los 10 géneros simbólicos es para reafirmar el orden existencial. El género que se recibe de la chacra expresa, a la vez, una sorprendente relación co-existencial hombre-tierra, concretamente del comunero con su chacra.
La autora confiesa (p. 640) que el descubrimiento y la explicación de los diez géneros simbólicos y de los principios en adjudicar el género simbólico le tomó seis años con largas estadías en terreno. El principio de los géneros simbólicos echa una luz particular sobre el ritual colectivo de Amarete, una luz indispensable para ver y entender el sentido émico? de los rituales. La autora los describe e interpreta bajo esta luz. Ina Rösing (en adelante: IR) cumple con este propósito y logra una verdadera obra maestra: inédita y de mayor relevancia en la producción antropológica contemporánea. Veamos la estructura de la obra.
El libro con sus 878 páginas está articulado en tres secciones. Encontramos dos capítulos introductorios, que describen la geografía y el contexto social de la región, definen el objeto de la investigación y señalan sus premisas metodológicas, las que por su carácter innovador en la investigación sociocultural merecen que las destaquemos más abajo. Se señala también la impresionante base de datos de este volumen registrada en decenas de libros con apuntes de campo, en centenas de cintas grabadas y transcritos en varios miles de páginas, y en muchas centenas de excelentes fotografías. Luego la autora presenta sin más preámbulos el tema mismo de los diez géneros y su notable importancia en la vida de la comunidad. IR agrega amplia información sobre la historia de su investigación y su insólita odisea como investigadora. Con esta información previa, la autora describe (cap. 3) la vida en Amarete, a partir de su geografía sagrada, articulada, y de su concepto del tiempo con un calendario festivo extraordinariamente rico en que a cada paso se encuentran las reglas relativas a los géneros. Con un ejemplo -la labor familiar cotidiana del cultivo de la papa- IR muestra que es imposible cotidianizar el trabajo aparentemente profano y que el tiempo y el espacio siempre son especiales y de carácter sagrado. ¡Elocuente ejemplo! que le vale como un previo teórico muy significativo, porque enseña que las ocupaciones de cada día, el carácter sagrado del espacio y la articulación festiva del tiempo “sólo son tres polos de un mismo centro: la religión andina”.
En la segunda sección (cap. 4-8), la parte principal del libro, la autora trata del ritualismo colectivo en que el tema de los diez géneros es el hilo conductor que atraviesa los cuatro rituales agrícolas cíclicos que ella describe: La papa en el ritual Irwi (cap. 4), el ritual Q’owa con el baile y la labranza de los varones másculinos y femeninos (cap. 5), la labranza ritual en el Jach’ana (cap. 6) y la huilancha en la cumbre de una montaña sagrada (cap. 7). Como complemento, describe un ritual amare-teño de emergencia para llamar la lluvia (cap. 8).
En la tercera sección (cap. 9-10) la autora intenta descifrar la lógica de las temáticas de género y espacio, una lógica flexible, variable y llena de improvisación, que permite la innovación y la evolución del ritual conforme las circunstancias y contextos cambiantes (cap. 9). En el último capítulo ella compara el ritual amareteño basado en los diez géneros, con el de las otras comunidades kallawayas, demostrando así su absoluta peculiaridad. Luego revisa toda la literatura andina para reforzar esta conclusión y termina con un listado de las cuestiones que siguen abiertas y que muestran la urgencia de una investigación etnohistórica para entender el proceso enigmático de la formación y transformación del ritual kallawaya (cap. 10).
Ina Rösing (IR) tiene un estilo de escribir agradable y entretenido; sabe presentar la investigación como un desafío y la descripción de los hechos culturales como una aventura. Por otra parte, pareciera que la traducción desde el alemán ha sido tan cuidadosa y detallada, tan cercana al texto original, que a ratos afecta a la fluidez y la fácil comprensibilidad del texto español. La autora rechaza enérgicamente y con buenas razones la “antropología muda” de Wachtel, Rivière, Platt, y otros (p. 80). (“El yachac masculla una oración y procede a…” ¿Qué oración? No se sabe). Grato efecto de la “antropología hablada” de IR es la inclusión de gran número de oraciones andinas (transcritas en quechwa y castellano), extensas, hermosas, fuertes, que acompañan e interpretan los rituales irradiando andinidad y haciendo brillar la pacha-vivencia de los ritualistas andinos (ver: pp. 250-257, 402-406, 442-449, 555-559, etc.). El libro contiene también 75 excelentes fotografías etnográficas que son más ilustrativas que largas descripciones verbales. Además de ello, IR logra facilitar considerablemente la comprensión del tema y el discurso, de por sí complejos, por el recurso de “cajas de sinopsis”, 54 en total. Finalmente encontramos amplios y valiosos anexos de vocabulario, bibliografía e índice de autores citados, y un apéndice de 43 “reglas relativas a los 10 géneros de Amarete”. Aparecen pocos errores de imprenta. El libro lleva también 15 croquis fotocopiados del cuaderno de apuntes de la investigadora, que le confieren la grata fragancia del campo y situaciones complejas y confusas, pero es lamentable que, en tan prestigiosa edición, estos croquis son difíciles de leer y, al menos en parte, casi imposibles de descifrar. Otra observación sería que en la base de datos, tan completa en su registro de los rituales, se echaría de menos -como rica vena no aprovechada- que no quedaron registrados y analizados la música y la textilería en el contexto del ritual colectivo. Para el antropólogo, éstas dos son también elocuentes portadoras de información cultural. Lo mismo vale decir también sobre la dieta y la gastronomía en el contexto ritual, que interpretaría el significado de la presencia y la actividad ritual de la mujer, y con mayor razón por cuanto IR lamenta el papel ritual demasiado pobre de la mujer amareteña. Se supone que la música de conjunto producida en Amarete (mal llamada “folklórica”) nunca es simple diversión, sino expresión ritual propia y orgánica; los tejidos, como las vestimentas llevadas en los rituales, las prendas y manteles usados para la mesa ritual, son también expresión de identidad y rol social, de cosmovisión y estructura religiosa.
Vale ir a una discusión crítica sobre la metodología investigativa que IR maneja en todas sus pesquisas kallawayas, pero que en este volumen ella aplica con mayor rigor y llegando hasta sus consecuencias. Como investigadora, IR se ubica entre los revolucionarios de la epistemología del saber científico que no aceptan el objetivismo clásico y con mayor razón rechazan el positivismo en ciencias socioculturales. En cambio, apuestan no al subjetivismo ni al personalismo, sino a la dialéctica y la intersubjetividad como base de la confiabilidad y la veracidad del conocimiento científico generado en la aventura de la investigación antropológica (2). De ahí también el interés de IR por una “antropología hablada”, es decir, por los investigados tales como son: no objetos de estudio, sino seres humanos e interlocutores. La dialéctica y la intersubjetividad es la postura casi inevitable de todo investigador que adopta en forma consecuente las técnicas de la observación y la investigación `participante’. La exigencia de neutralidad valórica y la pretensión de la objetividad más absoluta eran las características de la postura del positivismo clásico y la conditio sine qua non para `generar conocimiento científico’. En cambio, en el ambiente de una epistemología de la dialéctica y en un proceso interactivo entre investigador e investigado que ha de generar el conocimiento científico, la postura intersubjetiva es la que garantiza la veracidad y la confiabilidad del saber científico en ciencias socioculturales. De ahí también que IR como investigadora participante incluye su presencia activa en el registro de los rituales colectivos. Ella nunca pretende un registro simplemente objetivo y anónimo; nunca disimula su presencia, tal como lo exigía en tiempos pasados el código de objetividad y cientificidad positiva. La vemos continuamente presente en el proscenio de la investigación. Ella participa en la acción registrada (p.ej. p. 336) y sus colaboradores participan en la investigación en calidad de verdaderos coinvestigadores de su propia realidad, y ya no como simples informantes locales (pp. 68 ss). Es la observación (e investigación) participativa llevada a sus consecuencias. Cuando IR presenta sus tres coinvestigadores indígenas como muy apreciados amigos de confianza y compadres (p. ej. las pp. 648 y ss.), es ésta la actitud consecuente de la observación (e investigación) participativa. IR, la investigadora académica, es al mismo tiempo la portavoz de confianza de los investigados, donde ellos como coinvestigadores no saben expresarse en el lenguaje académico: ella los interpreta. Atención: la posición de los “coinvestigadores” no es la misma que la del(a) investigador(a) académico(a). Además, aparece otra piedra en el camino: en el informe final, la investigadora asume el papel de traductora del lenguaje popular al académico. En la investigación participativa (la que en sus consecuencias llega a ser “investigación interactiva“; nada lo prohíbe), la perspectiva de la investigación depende, en parte, de la posición que ocupa la investigadora en el proscenio y de la postura valórica que ella lleva.
Vislumbramos en el libro de IR el supuesto que a los kallawayas -los coinvestigadores, sujetos de la investigación- corresponde también garantizar la confiabilidad y la veracidad del saber científico generado en la investigación intersubjetiva interactiva. De ser así, la autodefinición de los investigados, la autointer-pretación de su propia realidad cultural, tiene cierta prioridad sobre la visión del académico que es una visión externa y desde fuera. La primera no reemplaza ni degrada la segunda, sino que ambas se complementan en el proceso de la investigación intersubjetiva, interactiva. Pero los mismos kallawayas pasan a ser la primera autoridad moral para sustentar la veracidad y por eso la cientificidad del saber generado en la odisea de la investigación. Al final, y como exigencia propia del método, encontramos que el ritualista de Amarete y los comuneros en general -los sujetos de la investigación, y ya no simplemente su objetivo- han de reconocerse en la interpretación de su ritual y autorizarla de algún modo, como sello y garantía de veracidad. Es lógico que IR no se conforma con interpretaciones de tipo ético (pp. 759ss), que sólo representan la visión académica del investigador. Ella presenta una interpretación compartida. Efectivamente, la interpretación debe ser de alguna manera reconocida, adoptada y autorizada por los investigados.
Puntualizamos que -aparte de una epistemología dialéctica- este método participativo-interactivo llevado por IR está basado en dos componentes especiales: 1. la presencia y actuación de la investigadora en el proscenio de la investigación, y 2. la participación de los kallawayas en calidad de coinvestigadores.
Sin embargo, esta metodología y la epistemología subyacente llegan necesariamente a su punto crítico. En la discusión al respecto, la consecuencia de su rigor es un punto criticable y criticado, pero también un punto justificable y sostenible.
- La actitud y postura del investigador respecto a su objeto de estudio puede llegar a un punto crítico. IR no escapa a esta `crisis’. Consecuente con su principio metodológico, ella se identifica `émicamente’, en visión y criterio, con sus coinvestigadores kallawayas. ¡CASI siempre! Ella asume desde la primera página una actitud de admiración por la organización social y ritual kallawaya, pero alguna vez abandona esta posición, p. ej. cuando se refiere a la interpretación de los ritualistas con respecto a catástrofes y desgracias naturales, explicándolas como castigo por errores en el ritual y por la deuda sacrificial. Entonces IR se expresa necesariamente en forma neutral, objetiva, distante, reservada; “En la opinión de los amare-teños…”; “Según ellos…” (pp. 514-519).
- Otro efecto inevitable del método participativo-intersubjetivo (digamos ya: interactivo) es que la investigadora influye en el proceso formativo del ritual que ella investiga. IR lo reconoce (p. 678). Esta es una real consecuencia del método. El rechazo de la interpretación científica objetiva y valóricamente neutra en ciencias socioculturales, y la adopción del principio de la intersubjetividad como base del conocimiento generado, abren la posibilidad de la intervención del investigador en su objeto de estudio. Es más: la justifican dentro de exigencias estrictamente éticas. Esto es un elemento totalmente nuevo en el discurso sobre el conocimiento científico y en la metodología de la investigación socio-cultural, postmoderna.
- Otro efecto del método es que ya no se niega ni se disimula la relación emocional y afectiva entre el investigador y la comunidad investigada. IR lo reconoce y ella asume este compromiso. Tocando el tema del futuro incierto y la fe en la fuerza de la tradición amareteña, ella suspira: “…solo cabe compartir con los amareteños esta esperanza” (p. 681). Por lo mismo se explican y se justifican las expresiones dramáticas y nostálgicas de la autora (pp. 781ss.), haciéndose eco de la denuncia del “etnocidio del desarrollo (de la modernización, del inevitable cambio)”, llamado también “holocausto al progreso”. Impresiona también la frase final del libro donde IR pone de hecho su firma autográfica bajo la obra (3): “Irrefutablemente Amarete va a cambiar. Pero lo que Amarete hasta ahora ha realizado y creado, lo que ha configurado y desplegado constituye en todo caso una hazaña cultural fascinante a la que, con este mi libro, le quisiera levantar un monumento” (p. 785). Es la `antropología de compromiso’. Efectivamente, en la metodología de IR no hay rastro de la pretención de la `neutralidad valórica de la investigación’, pero ella demuestra que en ciencias socio-culturales se trata de una cienti-ficidad diferente.
Lo anterior no significa de ninguna manera dar paso a cierta permisividad en los códigos de la metodología, ni una falta de rigor científico. La prueba está en el capítulo 10 del libro donde alguien podría reprocharle un excesivo rigor del método, un perfeccionismo irritante, una odisea casi absurda y masoquista. En los párrafos 3 y 4 (pp. 694-780) se trata de demostrar que la estructura social y ritual de Amarete basada en los 10 géneros es un caso único en la región de los kallawayas, en todo el mundo andino y en el mundo tout court. Sabemos que el desafío más difícil siempre es demostrar empíricamente que no existe un segundo caso; parece una misión imposible. Sin embargo, IR la asume, provocando en el lector más pragmático no solo admiración, sino también irritación, cuando se siente llevado por 85 largas páginas de sofisticados senderos para demostrar que “Amarete es único”. El pragmático diría que este párrafo es sólo para el metodólogo y para el fiscalizador crítico. Para él, esta parte del libro vale como pieza digna del archivo. Nótese que, mientras el pragmático se irrita, el Prinzipienreiter entre los metodólogos quedaría insatisfecho, porque la prueba empírica de IR referente a la unicidad de Amarete no es (y nunca podrá serlo) totalmente impermeable y hermética.
Sin embargo, aun sin meterse en esta discusión queda la pregunta: ¿Se trata en estos párrafos “sofisticados” de un juego personal de IR, fascinada por el misterio de Amarete? ¡No! Los conceptos de los géneros simbólicos, sus principios y sus indicadores resultan ser definiciones y comparaciones salidas de la concepción de los amareteños, de su modo de concebir la realidad (ritual y social) local, no de la imaginación creadora de IR. Los conceptos relacionados de los 10 géneros de Amarete son, irrefutablemente, conceptos “émicos” (pp. 759ss.).
La conclusión de que “Amarete es único” -aunque parezca banal- levanta un problema mayor: ¿Cómo se explica que Amarete sea único? Los capítulos 9 y 10, que contienen las conclusiones del libro, son los de mayor interés para la formación de la teoría antropológica. Muestran una de las vías de un proceso de cambios rituales y de estructuras sociales. Las pp. 646-647 señalan ya el origen etno-histórico local de Amarete, y de su proceso de creciente complejidad del sistema de ordenación basado en el género. La comunidad de Amarete parece haberse aferrado tenazmente a este sistema de ordenación; lo elaboró y lo amplió constantemente conforme las nuevas situaciones. En cambio, las otras comunidades kallawayas parecen haber soltado poco a poco este principio de ordenación social y cúltico, al compás de los cambios socio-económicos y políticos. Resulta que la etno-historia puede ser muy local, conforme a: (a) los contextos locales cambiantes, y (b) las respuestas diferentes de los lugareños y sus dirigentes y ritualistas. IR habla de un proceso etno-histórico de traducción: se trata de la capacidad creativa local de traducir el ritual tradicional en un contexto nuevo, un proceso de traducción (p. 717). No parece aceptable que la aparición de un gran maestro ritualista carismático en la historia local, como Pasqual Tapia (compadre e informante principal de IR), sea un único y fantástico cometa en la historia kallawaya; debe haber una tradición ritual mayor. En una investigación etno-histórica podrían descubrirse los maestros de Don Pascual y la razón por la que precisamente en Amarete se haya desarrollado tan complicado y sofisticado, tan único e impresionante ritual colectivo basado en los 10 géneros simbólicos de los comuneros y la pacha, con sus cerros, chacras y agua.
Para explicar el extraño hecho que en todo el universo kallawaya sólo los amareteños se han organizado en base a los 10 géneros simbólicos y para conseguir más claridad en el bosque de las posibilidades e hipótesis, resulta definitivamente necesario desentrañar la dimensión etno-histórica de la investigación; una exhaustiva investigación etno-histórica para entender la formación y transformación del ritual local de Amarete. La autora es la primera en reconocerlo y sugerirlo (pp. 676, 680, 691).
Sobre la investigadora: IR, la maestra investigadora, es admirable por su asombrosa capacidad de trabajo, su inagotable energía, su absoluto rigor científico. Admirable es también por su actitud de autocrítica y su exigencia hasta el extremo con respecto a su propia investigación. Como investigadora es perfeccionista, incansable. Ciertamente no peca de falsa modestia; muestra sin reservas su propia excelencia. En las partes de su investigación bibliográfica, critica implacablemente los vacíos y las deficiencias metodológicas de insignes colegas investigadores, pero siempre reconociendo cabalmente sus valores y valorando generosamente sus logros (p.ej. el cap. 10, en que valora y critica a P. Flores, N. Wachtel, T. Platt y G. Rivière). Como colega investigadora IR es tan respetable como temible. Como maestra investigadora ella sabrá, sin duda, potenciar el todo de sus discípulos.
Sobre la investigación: En mi opinión, la obra completa del MUNDO INKARI de IR es y será siempre un clásico en creatividad científica e información antropológica; y un abre-caminos para la metodología postmoderna en ciencias socio-culturales. La obra es una digna continuación de los tomos anteriores. Una investigación de largo alcance, de gran rigor, de mayor relevancia y que descubre una realidad cultural muy profunda, jamás sospechada e imposible de descubrir con una metodología positivista: demostrando que las grandes obras nacen no del robot académico, sino de un gran amor.
Notas
(1) El primer ciclo del Mundo Ankari (los Vols. 1-4) comprende:
IR: Die Verbannung der Trauer (Llaki Wij’chuna). Nächtliche Heilungsrituale in den Hochanden Boliviens; Mundo Ankari, Band 1; Nördlingen: Greno, 1987.
IR: Dreifaltigkeit und Orte der Kraft: die Weisze Heilung. Nächtliche Heilungsrituale in den Hochanden Boliviens; Mundo Ankari, Band 2; Nördlingen: Greno, 1988.
IR: Abwehr und Verderben: die Schwarze Heilung. Nächtliche Heilungsrituale in den Hochanden Boliviens; Mundo Ankari, Band 3; Frankfurt: Zweitausendeins, 1990.
IR: Die Schlieszung des Kreises: Von der Schwarzen Heilung über Grau zum Weisz. Nächtliche Heilungsrituale in den Hochanden Boliviens; Mundo Ankari, Band 4; Frankfurt: Zweitausendeins, 1991.
El segundo ciclo del Mundo Ankari comienza con el volumen 5 de la obra, titulado:
IR: Rituale zur Rufung des Regens. Zweiter ANKARI-Zyklus: Kollektivrituale der Kallawaya-Region in den Anden Boliviens; Mundo Ankari, Band 5; Frankfurt: Zweitausendeins, 1993.
(2) Con Peter Kloos podemos considerar el conocimiento intersubjetivo como el fundamento de la epistemología dialéctica y del saber científico en las ciencias socio-culturales de la época actual, postpositivista: P. Kloos, Filosofie van de antropologie, Ed. Martinus Nijhoff, Leiden, pp. 25 ss.
(3) Este modo personal de hacerse presente el antropólogo en su informe, es lo que Peter Kloos, o.c. (defensor de la postura intersubjetiva como fundamento epistemológico del nuevo método científico en ciencias socio-culturales, y como garantía de credibilidad y veracidad) señala como “la autografía del investigador” justificándola y exigiéndola por la misma razón que el artista tiene para firmar su obra, ya que se trata de su interpretación fidedigna de la realidad observada.
Juan van Kessel – Instituto para el Estudio de la Cultura y Tecnología Andina (IECTA), Av. Diego Portales 2046, Iquique. E-mail: iecta@chilesat.net.
[IF]
ArtCultura | UFU | 2004
ArtCultura – Revista de História, Cultura e Arte (Uberlândia, 2004-) é uma publicação semestral do Instituto de História e do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Uberlândia. Fomenta o diálogo interdisciplinar entre História, as Artes e a Cultura em geral. Seus eixos de interesse se apoiam nas relações entre História e distintos campos de produção cultural, como cinema, teatro, literatura, música, artes visuais, arquitetura e demais áreas das humanidades.
Periodicidade semestral.
Acesso livre.
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Fênix | UFU | 2004
Fênix – Revista de História e Estudos Culturais (Uberlândia, 2004-) é uma publicação semestral, que objetiva a divulgação da produção nos campos das Ciências Humanas e Sociais, das Linguagens e das Artes, bem como do encontro entre as distintas áreas, na forma de artigos, traduções, resenhas, ensaios, entrevistas.
A revista é editada pelo Núcleo de Estudos em História Social da Arte e da Cultura (NEHAC), da Universidade Federal de Uberlândia. A revista limita ao número de 40 (quarenta) artigos, distribuídos em seus dois números anuais.
Acesso livre
Periodicidade semestral
ISSN 1807-6971
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Historiografia e pensamento latino-americanos / Anos 90 / 2003
WASSERMAN, Claudia. Editorial. Anos 90, Porto Alegre, v.10, n.18, dez., 2003. Acesso apenas pelo link original [DR]
Projeto Apollonia. Arqueologia e História Antiga / Anos 90 / 2003
MARSHALL, Francisco. Apresentação. Anos 90, Porto Alegre, v.10, n.17, jul., 2003. Acesso apenas pelo link original [DR]
Tobias Barreto e a filosofia alemã – SUCUPIRA (RIHGB)
SUCUPIRA, Newton Buarque. Tobias Barreto e a filosofia alemã. Rio de Janeiro: Editora Gama Filho, 2001. Resenha de: WEHLING, Arno. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.164, n.420, p.265-268, jul./set., 2003.
Arno Wehling – Sócio titular do IHGB.
[IF]Missão na selva. A aventura brasileira de Emil Odebrecht – CASTRO (RIHGB)
CASTRO, Moacir Werneck de. Missão na selva. A aventura brasileira de Emil Odebrecht. 2ed. Rio de Janeiro: Versal Editores, 2003. 176p. Resenha de: RODRIGUES, Lêda Boechat. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.164, n.420, p.269-270, jul./set., 2003.
Lêda Boechat Rodrigues – Sócia emérita do IHGB.
[IF]
Independência: revolução e contra-revolução. As Forças Armadas – RODRIGUES (RIHGB)
RODRIGUES, José Honório. Independência: revolução e contra-revolução. As Forças Armadas. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 2002. 336p. Resenha d: RODRIGUES, Lêda Boechat. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.164, n.419, p.285-289, abr./jun., 2003.
Lêda Boechat Rodrigues – Sócia emérita do IHGB.
[IF]
Escuela de Historia | UNSA | 2003
Revista – Escuela de historia (Salta, 2003-) es una publicación anual de la Escuela de Historia de la Facultad de Humanidades de la Universidad Nacional de Salta, para contribuir a la divulgación del conocimiento histórico.
Periodicidade semestral.
Acesso livre.
ISSN 1669-9041
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Pictorial narrative in ancient greek art – STANSBURY-O’DONNELL (AN)
STANSBURY-O’DONNELL, Mark D. Pictorial narrative in ancient greek art. Londres: Universidade de Cambridge, 1999. Resenha de: NÓLIBOS, Paulina Terra. Anos 90, Porto Alegre, v.10, n.17, p.3-7-310, 2003.
[IF]Palavra de Presidente – WASSERMAN (AN)
WASSERMAN, Cláudia. Palavra de Presidente. Porto Alegre: Editora da Universidade, 2002. Resenha de: FERREIRA, Carla. Anos 90, Porto Alegre, n.10, n.18, p.161-162, 2003.
Carla Ferreira – Jornalista e Mestranda em História da UFRGS.
Acesso apenas pelo link original
[IF]
Fronteiras culturais. Brasil-Uruguai-Argentina – MARTINS (
MARTINS, Maria Helena (org.). Fronteiras culturais. Brasil-Uruguai-Argentina. São Paulo: Ateliê Editorial; Prefeitura de Porto Alegre; Centro de Estudos de Lieteratura e Psicanálise Cyro Martins, 2002. Resenha de OLIVEIRA, Maria da Glória de. Anos 90, Porto Alegre, v.10, n.18, p.163-165, 2003.
Maria da Glória de Oliveira – Graduanda do Bacharelado em História UFRGS.
Acesso apenas pelo link original
[IF]
Ensaios sobre a intolerância; inquisição, marranismo e anti-semitismo – GORENSTEIN; TUCCI CARNEIRO (RIHGB)
GORENSTEIN, Lina; TUCCI CARNEIRO, Maria Luiza (orgs.). Ensaios sobre a intolerância; inquisição, marranismo e anti-semitismo. São Paulo: Humanitas; FFLCH/USP, 2002. Resenha de: ASSIS, Angelo Adriano Faria de. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.164, n.418, p.209-217, jan./mar., 2003.
Angelo Adriano Faria de Assis – Doutorando. Universidade Federal Fluminense.
[IF]Tempos interessantes. Uma vida no século XX – HOBSBAWM (RIHGB)
HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. Uma vida no século XX. São Paulo: companhia das Letras, 2002. Resenha de: RODRIGUES, Lêda Boechat. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.164, n.418, p.219-223, jan./mar., 2003.
Lêda Boechat Rodrigues – Sócia emérita do IHGB.
[IF]Enseñanza de la Historia | APEHUN | 2003
Reseñas de Enseñanza de la Historia (2003-) es una publicación de APEHUN, Asociación de Profesores de la Enseñanza de la Historia de Universidades Nacionales.
APEHUN es una Asociación de Profesores/as de Enseñanza de la Historia de Universidades Nacionales fundada en el 27 de noviembre 1999 en La Cumbre – Córdoba, por iniciativa de un grupo de profesoras integrantes de cátedra e investigación en Didáctica de la Historia y Prácticas Docentes del profesorado de Universidades Públicas de Argentina: Liliana Aguiar de Zapiola (UNC); Cristina Angelini (UNRC); María Elina Tejerina (UNSa); Alcira Alurralde (UNT) y Graciela Funes (UNCo).
El objetivo central del primer encuentro fue crear un espacio que posibilitara compartir experiencias en Docencia, Extensión e Investigación en el área de la Didáctica de la Historia de las Universidades Nacionales que se dedican a formar a profesores y profesoras en Historia. Por ello se convocó a docentes de Universidades Nacionales de todo el país, con inquietudes y dificultades similares sobre la formación de profesores y profesoras en Historia y concretar un viejo anhelo de propiciar el encuentro entre cátedras de universidades estatales dispersas a lo largo y lo ancho del territorio nacional. En ese primer encuentro se pusieron en común los programas de las cátedras, las experiencias en extensión y los proyectos de investigación pero, fundamentalmente, se resolvió constituir APEHUN que nucleara y mantuviera los lazos inaugurados, a la vez que se abriera a nuevos miembros.
[Periodicidade anual]
Acesso livre
ISSN 1668-8864 (Impresso)
ISSN 1668-8864 (Online)
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História | UNESP | 2003
História (São Paulo) é (Assis/Franca, [2003]-) um dos mais antigos periódicos acadêmicos publicados pela UNESP e também uma das mais antigas revistas de história que circulam no Brasil. A revista surgiu em 1982, após a fusão de dois periódicos no campo: Anais de História , publicado pela Escola Assis de Filosofia, Ciências e Artes da Linguagem, e Estudos Históricos , publicado pela Escola Marília de Filosofia, Ciências e Artes da Linguagem. O primeiro circulou entre 1969 e 1977, atingindo 9 edições; e o último, criado em 1963, alcançou 16 edições antes de ser descontinuado em 1977.
A partir de 1990, a revista começou a ser publicada pelos dois programas de pós-graduação em História da UNESP, localizados nas cidades de Franca e Assis. Em 2006, após mais de uma década de experiência, com o objetivo de otimizar o trabalho da revista e alcançar um nível de qualidade superior, os programas optaram por encerrar duas outras publicações que até então eram mantidas separadamente, a saber, o periódico Pós-História , pertencente à o Programa de Pós-Graduação em História em Assis e Estudos de História , publicado pelo Programa de Pós-Graduação em História em Franca.
Desde 2007, a História (São Paulo) a revista passou a ser o periódico oficial dos Programas de Pós-Graduação em História da UNESP. Também a partir de 2007, a revista, que já há algum tempo foi incluída em vários índices internacionais, começou a circular exclusivamente pela mídia digital, o que levou a uma expansão e diversificação significativa de seu público.
A revista publica pelo menos dois dossiês anuais e recebe textos para suas demais seções em fluxo contínuo. O título a ser usado em bibliografias, notas de rodapé, referências e legendas bibliográficas é História (São Paulo).
Periodicidade anual.
Acesso livre.
ISSN 0101-9074 (Impresso)
ISSN 1980-4369 (Online)
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Chilenizando a Tunupa. La Escuela Pública en el Tarapacá Andino 1880-1990 – MIRANDA (C-RAC)
MIRANDA, Sergio González. Chilenizando a Tunupa. La Escuela Pública en el Tarapacá Andino 1880-1990. Santiago: Ediciones de la Dirección de Bibliotecas, Archivos y Museos, Colección Sociedad y Cultura, 292p. Resenha de ROSAS, Luís Alberto Galdames; CORTEZ, Héctor González; CASTRO, Guillermo Williamson. Chungara – Revista de Antropología Chilena, Arica, v.35 n.1, ene., 2003.
Comentado por Luis Alberto Galdames Rosas*
El libro de Sergio González Miranda que edita la Dirección de Bibliotecas, Archivos y Museos nos propone dos títulos: Chilenizando a Tunupa, lanza al ruedo sin tapujos la contraposición de dos culturas: la chilena y la aymara, pero también sugiere un vínculo unidireccional determinado por las desiguales condiciones de poder entre ambas.
Chilenizando a Tunupa ilumina una asimetría que busca calar hondo en lo andino y promover una transformación profunda y consciente entre los pobladores aymaras de Tarapacá.
El segundo título: La escuela pública en el Tarapacá andino 1880-1990 corresponde, desde lo formal y explícito, al eje temático que organiza y sistematiza un conjunto de investigaciones que Sergio González ha llevado a cabo en el ámbito educacional.
Una nutrida bibliografía, fuentes documentales escritas procedentes de diversos archivos y testimonios orales proporcionan al autor de la obra una plataforma erudita construida a lo largo de su vida profesional. Con este sólido soporte, Sergio González se plantea como propósito “analizar la acción chilenizadora del Estado a través de la escuela pública, en el mundo andino de Tarapacá”.
Esta acción, desestructuradora para la cultura local, habría de provocar, sin duda, algún tipo de reacción por parte de la población andina. Por ello, adicionalmente a su propuesta central y no por esto menos relevante, González Miranda la dinamiza y plantea como tesis “que la actitud del hombre andino no fue pasiva frente al embate de las distintas agencias del Estado”.
Si bien la obra se puede clasificar derechamente en el campo de la producción historiográfica ofrece, además, una perspectiva interdisciplinaria que proviene de la amplia formación académica del autor en diversos campos del conocimiento y de su dilatada experiencia en terreno como investigador social y como hijo de la pampa.
Acaso por dicha formación, que reconoce raíces en la ciencia occidental positiva y por su práctica de vida, que lo ha puesto en contacto con el mundo andino y lo ha hecho permeable a sensibilidades culturales distintas a la propia, González Miranda busca instalarse en una posición equidistante entre un discurso oficial del Estado y sus agencias y visiones fundamentalistas tan en boga durante las últimas dos décadas.
No estoy convencido de que logre el mentado equilibrio, pero ello más que una crítica al autor constituye un llamado de atención a una visión andina que aún no ha sido capaz de construir y validar alternativas teórico-metodológicas que acojan con rigor el ethos aymara.
De esta búsqueda de equilibrio de percepciones distintas del mundo, el autor acepta y propone como herramienta significativa la práctica de una educación intercultural que asuma sin conflicto la existencia de lo diverso.
Nueve partes y un epílogo dan cuerpo a la obra. La primera de ellas, “Del refugio a la globalización”, resulta indispensable: allí se explicita el marco conceptual en el que mora y se despliega históricamente la escuela pública en Tarapacá. Asimismo, indica con rigor y lucidez la relevancia explicativa del ciclo de la expansión del salitre, que da cuenta en gran medida del carácter de los vínculos entre el Estado y la población andina y, más específicamente, de la necesaria articulación entre la fuerza de trabajo andina y las oficinas salitreras y del maridaje entre estas últimas y las comunidades campesinas merced al rol abastecedor de insumos agrícolas.
Para Sergio González, este contexto no es un mero telón de fondo que se pueda levantar o bajar indiscriminadamente para dar cuenta de la presencia de las escuelas públicas en Tarapacá; constituye, además, el guión por el que se orientan los papeles de los actores sociales y políticos y actúa como foco de luz que otorga significación a sus relaciones.
El desarrollo del transcurso en la obra, tan propio del trabajo del historiador, va contextualizando la presencia de la escuela pública, vinculando sus rasgos a los diversos procesos de reformas educacionales acaecidas durante el período de estudio que determina su autor.
Así, entre 1880 y 1930, la población andina de Tarapacá tendrá acceso a escuelas públicas que desplazarán abruptamente el modelo de las antiguas escuelas parroquiales que venían de la Colonia. Y el cambio suscitado no es menor. Durante este período, el autor nos recuerda la atmósfera nacionalista que imperaba en el territorio y que obligó a los pobladores andinos a redefinir sus relaciones con los hermanos de etnia en Bolivia.
Siguiendo un orden conscientemente planeado, primero la escuela se instaló en el espacio pampino; entre 1929 y 1930 la escuela se extenderá a los valles y a la puna altiplánica.
En la década de los 50, Estado y comunidades andinas se darán la mano en un mutuo interés por integrarse a la sociedad global, y para ello la difusión de escuelas públicas en el interior constituía, sin duda, una herramienta eficiente e insustituible.
Con gran agudeza, Sergio González advierte cómo durante los 60 se marca el fin del profesor normalista, desapareciendo el Estado Docente y dando paso al Estado Subsidiario. En este contexto, se abren los surcos para el crecimiento de la educación privada.
Especial mención merece, a nuestro juicio, el análisis que el autor lleva a cabo a propósito del período del Régimen Militar. En efecto, el énfasis puesto en la simbología patria, por ejemplo, no es otra cosa que la expresión de una mirada geopolítica según la cual lo aymara era percibido como una entidad ajena y contrapuesta a lo nacional, ligado a lo boliviano y por ende negativo desde la óptica geopolítica. En otro lugar hemos postulado que la presencia de la escuela y de otras agencias del Estado en el interior constituye, durante este período, una segunda etapa de chilenización.
Al momento de concluir estas pinceladas sobre la obra, me parece oportuno subrayar un regalo adicional que nos ofrece Sergio González y que trasciende los límites del territorio de Tarapacá. Me refiero al vacío que advierte respecto al conocimiento del profesor normalista. Nos hacen falta estudios profundos, rigurosos y aplicados que den cuenta contextualizadamente de su rol y de su paradigma. Resulta estimulante para las Universidades regionales recoger este desafío y afrontarlo aunque sea, en un primer momento, a través de memorias de títulos o tesis de postgrado. A esta labor habría que incorporar, ¿por qué no?, investigaciones similares en torno a los profesores de Educación General Básica y de Enseñanza Media.
Desde el orgullo disciplinario, estos desafíos no parecen ser empresas que puedan ser emprendidas solamente por las así llamadas ciencias de la educación. Hace falta reconocer y asumir el aporte de la Historia como disciplina y del conjunto de las ciencias sociales. Tal vez sin proponérselo conscientemente, Sergio González abre en este sentido rutas no transitadas. Replicar su enfoque a lo ancho del territorio podría resultar un primer intento digno de seguir y constituye, a mi juicio, un imperativo intelectual ineludible.
Comentado por Héctor González Cortez*
El Libro Chilenizando a Tunupa, del profesor Sergio González, es un aporte muy importante para la comprensión del mundo andino de esta región, nuestro Tarapacá profundo. Como todo buen libro fruto de la investigación acuciosa, aporta considerable y novedosa información sobre el tema de la introducción de la escuela pública entre los aymaras del interior de la Región de Tarapacá entre 1880 (año de la anexión a Chile de este territorio) y 1990 (el año del inicio de la transición a la democracia en nuestro país). La información y el análisis son contextualizados dentro de las políticas nacionales del Estado y las reformas educacionales implementadas dentro del período. También se enseña el contexto social y político existente en el país, la región y en la propia zona andina donde se va a introducir la escuela pública. Además, se caracteriza la labor y la visión de los propios docentes que ejercieron en las escuelas dispersas por las comunidades del interior.
En términos metodológicos se hace una acertada combinación de información bibliográfica y de documentación de archivos. Utiliza entrevistas y cuestionarios a los docentes y directivos de esas remotas escuelas. Se combinan así procedimientos historiográficos con el uso de recursos cualitativos más cercanos a la antropología y cuantitativos más próximos a la sociología. La información es analizada utilizando enfoques teóricos novedosos, para la forma en que hasta ahora se había procedido con este tema en el mundo andino del norte de Chile. El profesor González recurre a conceptos como los de “campo”, “habitus” y “violencia simbólica” de Pierre Bourdieu; a los aportes de la “microfísica del poder” de Michel Foucault; o al concepto de “violencia estructural” de Johan Galtung.
Pero, apuntando a lo que considero más importante de un buen libro, sus tesis son “provocadoras” en el sentido más acertado que puede tener la provocación: obligarnos a reaccionar sobre nuestras propias certidumbres y obsesiones. Desde mis preocupaciones antropológicas sobre el mundo andino, este trabajo del profesor González me ha provocado varias reflexiones, algunas de las cuales quiero compartir con ustedes.
Creo distinguir dos leitmotiv en las tesis que atraviesan el libro Chilenizando a Tunupa:
Que la introducción de la educación pública entre los aymaras del interior de la región no se debe entender solamente como la imposición de un Estado interesado en “chilenizar” a una población pasiva. Queda claro que fueron muchas veces los propios aymaras los que solicitaron las escuelas e incluso entregaron facilidades para ello.
Que los encargados de implementar el sistema, los propios profesores, no fueron plenamente conscientes de la violencia que ejercieron sobre los alumnos y la cultura aymara. Que sólo fueron agentes de una violencia estructural y simbólica ejercida desde la sinrazón de la razón del Estado, de una relación de poder entre Estado y saber.
Desde mi punto de vista, el libro Chilenizando a Tunupa es un texto antropológico. A propósito de “los otros” (la preocupación clásica de la antropología) trata sobre “nosotros”, examinando las políticas y prácticas, la violencia simbólica y estructural, que implicó la introducción de la educación pública entre los aymaras de las comunidades del interior.
Al hacerlo nos enseña la necesidad de, al menos, matizar aquellas propuestas que siguiendo un planteamiento dualista y unidireccional han planteado el holocausto de la cultura aymara, situando a la introducción de la educación pública como uno de los principales agentes de su hecatombe. Nadie duda que los aymaras fueron “chilenizados” y que una de las vías principales para hacerlo fue la educación fiscal. El libro del profesor González nos obliga ahora a indagar cuánto hicieron los propios aymaras por llegar a ser chilenos.
Por último me gustaría anotar que, curiosamente, cuando a partir de los años sesenta se masifica la presencia de la educación pública en el interior, los aymaras empiezan a dejar sus comunidades. Sabemos que uno de los principales factores de la emigración es la búsqueda de más educación para sus hijos, más de los seis años que, en promedio, ofrecen las escuelas de sus comunidades. Curiosamente también, este proceso no ha sido unidireccional ni el fenómeno puede inscribirse en un marco de comprensión dualista. Primero, porque la realidad enseña que no se trata de un asunto entre el campo opuesto a la ciudad. Los aymaras siguen circulando entre estos dos polos con redes complejas de movilidad de personas, bienes y capital cultural. Segundo, porque muchos jóvenes con los más altos niveles de educación encabezan hoy los procesos de reetnificación de su pueblo y varios de ellos están hoy presentes aquí en este acto.
La comprensión de estos procesos y fenómenos pasa por asumir su complejidad, por incorporar nuevos procedimientos de análisis. El libro del profesor González es un gran aporte en este último sentido.
Comentado por Guillermo Williamson Castro*
El libro Chilenizando a Tunupa. La Escuela Pública en el Tarapacá Andino 1880-1990, del académico de la Universidad Arturo Prat de Iquique, Prof. Dr. Sergio González Miranda, plantea una serie de reflexiones sobre la historia educacional de Chile vinculada a lo que es el desarrollo de las regiones y la expansión territorial del Estado-nación.
El libro entretiene, enseña y contribuye al conocimiento pedagógico y a la comprensión de la historia de la I Región de Tarapacá y con ello a la historia educacional de Chile, de sus pobladores rurales, de sus educadores, de sus pueblos indígenas. En un trabajo de investigación de varios años, hace un recorrido por las Reformas Educacionales y sus impactos en las prácticas docentes y las relaciones de los procesos educativos, con los contextos sociopolíticos-económicos de la Región. Analiza los procesos de “chilenización” a través de los cuales el Estado-nación se fue consolidando en las regiones que hace algo más de un siglo pertenecían a Bolivia y Perú, y en las comunidades ancestrales aymaras que ocupaban esos territorios. Metodológicamente utiliza una dinámica de presentación de los planteamientos semejante a las ondas del mar, transita entre los aspectos globales, estructurales de los procesos que analiza y las vivencias y testimonios de la cotidianeidad, y mantiene ese ritmo a lo largo del texto, lo que enriquece su lectura y su proximidad con la vida de los sujetos que día a día han construido la historia global. En su marco referencial utiliza categorías quizás hoy día poco usadas en las concepciones hegemónicas en las Ciencias Sociales, por ejemplo, las de violencia simbólica o estructural, de currículum oculto, de las relaciones entre saber y poder, pero que no por ello son de poca validez.
Comentarios emergentes del texto
Quisiera brevemente reseñar algunas reflexiones que me provocó la lectura del libro. Presentar un libro no es re-narrarlo, sería como contar una película y su final, hay que guardar el misterio que debe ser develado por el lector o lectora, pero también es estimular a su lectura crítica, reflexiva y constructiva. Quiero hacer algunos comentarios que me surgen a partir de la lectura como incentivo a conocer esta publicación, enfatizando algunos aportes temáticos a la comprensión de los procesos educacionales, más que realizando una crítica a ellos, que deberá hacer cada lector o lectora durante y luego de la lectura.
Aporte a la historia de la Educación Rural y de los/as profesores/as normalistas
La reivindicación crítica y autocrítica de los maestros rurales normalistas constituye un eje central del texto. La historia de la educación rural permite muchas perspectivas de análisis, pero sin duda que ninguna puede desconocer el esfuerzo de miles de profesores y profesoras normalistas que la hicieron y hacen posible, unos proletarizándose en ella, otros convirtiéndose en miembros económico-sociales de las comunidades, como medieros, comerciantes, intermediarios de las economías de sobrevivencia con los mercados locales, pero todos en su función de educadores representando la expansión y presencia del Estado-nación en las comunidades más alejadas del poder. “Hicieron patria” no sólo en el sentido común de construir la extensión de la sociedad a los campos y establecer soberanía cultural y territorial, sino en la más política de consolidar el Estado-nación en todos los rincones del país, “hacer patria” era “chilenizar” desde la educación pública. Y esto no como tareas individuales de la que docentes hacen autocríticas sino como parte de los procesos estructurales de imposición de modos de producción capitalistas, de una hegemonía cultural y lingüística, del poder del incipiente estado y de la democracia. El libro cuenta parte de esa historia rural de la educación, analizando críticamente el papel docente en la instalación del Estado y de la educación pública, y a través de ella de la hegemonía cultural de la sociedad. Establece un discurso histórico que se estructura entre lo que se produce en la sociedad global, con las Reformas Educacionales (principalmente en las de comienzo de siglo), expresión de los procesos políticos, económicos y sociales estructurales, con lo que sucede en las comunidades rurales del altiplano en su dinámica vital con la pampa y el litoral. Con ello aporta a la comprensión de la educación chilena y de la educación rural, rompiendo el eje de investigación focalizada en la zona central del país donde la Hacienda, hegemónica hasta la Reforma Agraria, parecía expresar el referente de análisis que englobaba homogéneamente la diversidad de territorios y contextos socioculturales del país rural. Aparecen otras zonas rurales, otros sujetos sociales, otros profesores y profesoras, otras expresiones de dominación y resistencia cultural. Pero también muestra que la Educación Rural no fue ni es equivalente a la Educación Intercultural Bilingüe (EIB): en realidad no consideraba la especificidad de lo aymara.
El papel del Estado y el movimiento indígena: la chilenización
Se analiza el papel del Estado en la chilenización de los territorios pertenecientes hasta hace algo más de un siglo a Perú y Bolivia. Esta es una parte de la historia social e indígena, educacional y de la EIB de Chile poco abordada, es una zona oscura de nuestra historia pedagógica. El libro abre la perspectiva de análisis aproximándose a las resistencias de docentes peruanos y bolivianos, a los cambios en las comunidades al fijarse límites nacionales a los territorios aymaras, donde antes no existían, discute la educación privada y la pública. Reafirma el carácter autoritario, modernizador y hegemonizante del Estado y sustenta como perspectiva de análisis el que las comunidades aymaras, el Estado y las empresas mineras (según la etapa de desarrollo de la minería) establecieron relaciones de negociación que involucraba demanda indígena por educación y aportes a escuelas, lo que en la práctica apuntaba a una estrategia social indígena de integración a través de la educación. La resistencia no se visualiza por la movilización social directa, sino más bien a través de mecanismos de negociación y formas de integración cultural (educación) y económica (asociándose a redes de servicios o de producción de ciertos insumos para las empresas mineras). Es una perspectiva a ser discutida y profundizada.
Una oportunidad y un desafío: la EIB para todos (tejido intercultural)
Se hacen una serie de interesantes aportes que sólo enunciaré. Un valor intrínseco es el aporte de la academia y del autor a los fundamentos históricos de la EIB, a la producción de conocimiento de base y mejor comprensión sobre ella, en particular sobre la realidad aymara que, en relación a la mapuche, aún tiene grandes campos desconocidos. Se deja en claro que la educación rural históricamente no ha considerado la EIB, que son expresiones educacionales distintas aunque operen en comunidades indígenas. El Estado en su proceso de expansión político tenía interés en constituirse como Estado-nación en todo el territorio y por ello no tenía preocupación en reconocer las culturas originarias. Los docentes no siempre fueron conscientes de este papel, por el contrario, lo asumían “patrióticamente” gracias a la ideología modernizadora y nacional de las Escuelas Normales, por ello algunos hacen una reflexión crítica sobre los procesos que vivieron hasta los noventa: la cultura y lengua aymara y la interculturalidad no constituyeron para ellos un referente pedagógico, muy por el contrario, se trataba de invisibilizarla de un modo autoritario, como ejemplifican algunos testimonios de indígenas. Se afirma la demanda de las comunidades al Estado por escuelas, aunque no siempre reivindicando la presencia de su cosmovisión; lo que expresa una actitud activa de construcción de planteamientos al menos de adecuación a los nuevos y cambiantes contextos estructurales de poder y dominación.
Pero junto a este mirar de denuncia, se plantea la EIB como una oportunidad en la que hoy es necesario tener confianza. La Reforma Educacional iniciada en la década de los noventa por los Gobiernos de la Concertación de Partidos por la Democracia se presenta, por sus características, como un esfuerzo de expresión política que reconoce la diversidad y el pluralismo cultural. Hay aquí una señal prospectiva de valoración de la EIB. Además resulta muy importante el uso de la categoría interculturalidad como referida a todos, lo que se manifiesta en la construcción de tejidos interculturales en los territorios, por cuanto no coloca la EIB sólo para los pueblos indígenas sino para el conjunto de la sociedad en sus relaciones socioculturales y lingüísticas en contextos de pluralismo cultural. Esta visión, correcta a juicio nuestro y de los pueblos, dirigentes e intelectuales indígenas, supone una igualdad de status lingüístico y de diálogo entre culturas, lo que no se da hoy, donde lo que impera es la dominación de cultura, pueblos (y clases). Hay aquí un tema de discusión. Este escenario es un desafío a construir que, a juicio nuestro, hoy pasa históricamente por el fortalecimiento orgánico, social, cultural, político de los pueblos, al establecimiento de alianzas amplias con otros sectores dominados e intelectuales y educadores críticos, junto a la denuncia y desarrollo de procesos de comunicación tendientes a generar una mayor comprensión y ojalá conciencia de la pluralidad cultural y los derechos humanos para el conjunto de la sociedad. Es valioso el análisis que coloca la interculturalidad como un punto intermediario que supera las reaccionarias categorías que afirman la contradicción entre modernidad y tradición, entre civilización o barbarie colocando a los pueblos indígenas en una noción de bárbaros tradicionalistas.
El papel del texto en la trasmisión ideológica
Finalmente es muy interesante cómo analiza y resalta el papel y la importancia del texto como vehículo de trasmisión y afirmación ideológica en el currículo y en la enseñanza. Presenta un enfoque crítico a los textos de estudio, como instrumento principal de los maestros en su quehacer pedagógico y de los niños y niñas en su aprendizaje, en relación a su función central en los procesos educativos de dominación cultural. Este es un campo de investigación, de estudio y sobre todo un desafío político-pedagógico de la Reforma Educacional en marcha, más aún en contextos de descentralización educacional y de hegemonía de empresas incluso multinacionales en la producción de textos, pese a los esfuerzos del Ministerio de Educación por generar pautas indicativas tendientes a afirmar la pluralidad cultural y el respeto por la diversidad en ellos.
La historia y la regionalización
Finalmente el libro es una reivindicación de las regiones. Es un modo de pensar Chile desde una región: la de Tarapacá. La historia de Chile y de la Educación se ha escrito desde el centro territorial del poder: Santiago y la zona central. El autor ofrece una parte de la historia de Chile oculta, la de un pueblo y un conjunto de sujetos sociales que hacen y han hecho historia fuera de ese eje de poder. Construir Chile, construir la democracia y el desarrollo es construir regiones y para ello es necesario conocerse y construir sentido de desarrollo territorial con identidad. A ello también contribuye el libro. Chile es construido no sólo en Santiago y la zona central, es más que la historia de las oligarquías agrarias o industriales, es más que los poderes financieros, es la historia de hombres y mujeres, con sus defectos, potencialidades y contradicciones, amores y pasiones, culturas y conciencia, que han hecho y hacen historia cotidianamente en todo el territorio del país. Quizás habría sido interesante profundizar más la visión indígena de los procesos sociales de que trata el libro, pero la perspectiva del autor estaba centrada en otros sujetos sociales. Aquí, sea cual sea la perspectiva crítica del lector frente al texto, hay un aporte de gran valor: hacer región es construir su identidad y para esto conocer su historia es algo fundamental.
Dos observaciones
Al leer el texto aparecen dos carencias a juicio nuestro que podrían ser tratadas en otros estudios o complementarse a éste. En primer lugar el análisis que se hace del período de la dictadura militar (1973-1990). No se profundizan los procesos de resistencia docente a las directrices y medidas del poder autoritario, como la municipalización de la educación y al autoritarismo en sí mismo, tanto en la cotidianeidad de las escuelas como orgánicamente, v.gr. en la Asociación Gremial de Educadores de Chile (AGECH); faltó mostrar la persecución a profesores entre ellos muchos normalistas y cómo la escuela rural durante este período fue considerada como lugar donde eran relegados profesores críticos. También al tratar la Ley Orgánica Constitucional de Enseñanza (LOCE) que nos rige hasta hoy, no se le relaciona con el conjunto de otras leyes de amarre que la dictadura dejó para la democracia y que consolidan un sistema económico neoliberal y una democracia limitada.
En segundo lugar, con las categorías de violencia simbólica y estructural, del discurso pedagógico como violencia social, coincidimos plenamente, sin embargo consideramos que falta un análisis del ejercicio del poder por parte de las alianzas de clases que la han ejercido. Sin estas categorías, es difícil establecer históricamente las relaciones entre Saber y Poder y determinar los componentes de la ideología que se trasmite a través de los textos, la pedagogía, la formación inicial docente. Un análisis histórico debe considerar esta variable, pues las relaciones de dominación/subordinación, de ejercicio de violencia y sufrimiento de la violencia, de violación de derechos humanos y de injusticia en su ejercicio, no pueden ser analizados en abstracto sino en relación a las fuerzas, organizaciones, categorías o clases sociales que se enfrentan contradictoriamente en la sociedad en su conjunto y en territorios específicos. La EIB en cuanto expresión política de la educación y campo de lucha, resistencia, alianzas y cooperación político-social, cultural-lingüística, no es ajena a ese contexto mayor, es parte de él con sus propias características.
Reflexión final
El libro nos plantea una discusión sobre la instalación y concepciones de la escuela pública y las políticas de Estado, que hoy se hace cada vez más necesaria en los nuevos contextos de país y de las relaciones entre los pueblos indígenas, el Estado y la sociedad global.
Sin duda que es interesante el aproximarse a una lectura regional de temas nacionales, o dicho de otra manera, conocer cómo los procesos estructurales de una sociedad se expresan en los diversos territorios que los reconstruyen, se apropian, resisten de maneras diferenciadas al “hacerse carne” en la vida cotidiana y en las estructuras regionales o locales de poder. Y también descubrir los procesos propios, autónomos, instalados en el largo acontecer de los tiempos de las comunidades que conforman las sociedades locales y regionales. La Educación es política decía con razón Paulo Freire, la educación es cultura como construcción humana, tiene sentido para todos o para algunos, es funcional a las estructuras de dominación, pero también conlleva gérmenes de rebeldía y transformación en la medida en que la pluralidad de creencias, sueños e ideales humanos se infiltran en los docentes y en los estudiantes, se enfrentan y tensionan discursos y significantes de las existencias personales y colectivas. La historia de los educadores es parte de la historia de construcción del país y de las comunidades rurales, las Reformas Educacionales expresaron momentos críticos de cambios institucionales y económicos nacionales e internacionales, la historia de la EIB (y su prehistoria) refleja el modo en que se establecieron y establecen las relaciones del o de los Estados con los pueblos indígenas.
Hoy en el contexto de una economía capitalista neo-liberal que entra en contradicción con profundos valores humanos de cooperación, igualdad, libertad, solidaridad, respeto por la naturaleza; de un sistema político de democracia limitada por un conjunto de leyes, ilegítimas en su origen, que han sido legitimadas por la necesidad de la gobernabilidad, pero que no responden a los requerimientos de la sociedad, afectando la real participación social de las comunidades rurales e indígenas, de los educadores. Con derechos humanos aún no vigentes para las grandes mayorías y las minorías del país, es muy difícil hacer una verdadera EIB que responda a los objetivos de establecer un nuevo trato entre Estado y pueblos indígenas, que cancele al menos parte de la deuda histórica con estas comunidades, que asuma pedagógicamente reivindicaciones culturales y lingüísticas, que permita igualdad de oportunidades para una educación de calidad con pertinencia. Pero también hay un tiempo de oportunidad para la EIB: la sociedad está valorando el pluralismo cultural y existe una mayor conciencia del carácter multicultural de la sociedad. Hay en desarrollo una Reforma Educacional donde por primera vez la EIB tiene un espacio político, recursos, ideas; los pueblos indígenas han ido sistematizando sus saberes y organizando sus demandas pedagógicas; progresivamente se ha ido acumulando conocimiento de base, técnico y empírico sobre la didáctica intercultural; en las escuelas se desarrollan múltiples experiencias en diversos campos de quehacer educativo; en algunas regiones lo indígena empieza a encontrar sentido global y a formar parte de la reflexión y acción colectiva. A aprovechar estas oportunidades llama el libro y a ello invitamos a los/las lectores/as.
Réplica de Sergio González Miranda*
Jorge Luis Borges, en Ficciones, nos recuerda que en el octavo libro de la Odisea se lee que los dioses tejen desdichas para que a las futuras generaciones nos les falte algo que cantar. Pareciera que quienes escriben libros, sea de literatura o ciencia, también investigan para tejer historias para que a las generaciones futuras nos les falte material para la vida.
Precisamente, desde comienzos de los años ochenta yo venía tejiendo esta historia sobre la presencia de la escuela pública chilena en el Tarapacá andino, pues me parecía que, por un lado, no había una visión de conjunto sobre este problema y, por otro, había conjeturas que, si bien parecían plausibles, era necesario corroborarlas. El tiempo pasaba y, a mi parecer, algunas de esas conjeturas se estaban convirtiendo en prejuicios.
Goethe dice en el Fausto “que con la elaboración de las ideas pasa lo mismo que con la obra de un tejedor, en la cual una simple presión del pie pone en movimiento un millón de hilos.” Quizás, algunos piensan que cuando una idea se refuta deberíamos deshacer el tejido hecho, pero con Karl Popper sabemos que una tesis refutada es el punto más firme en el telar del conocimiento.
Este libro, como muy bien observa Héctor González, tuvo por misión refutar una hipótesis, a saber: la idea o conjetura sobre el “etnocidio” (algunos autores llegan a denominarle “holocausto”) del mundo andino producto de la presencia del Estado Nacional en sus comunidades, y en especial de la escuela pública. Esta hipótesis la habíamos transformado en una verdad casi doctrinaria en los años ochenta. Además lo que veían nuestros ojos, con relación a la desintegración cultural de la sociedad andina frente a una creciente atracción urbana y sus instituciones, eran datos que aparentemente confirmaban dicha conjetura. Con este proceso de asimilación-desintegración no quedaba otra actitud que esperar impávidos la muerte o desaparición del mundo andino, desconociendo la complejidad del fenómeno cultural y humano.
Posiblemente mi espíritu científico popperiano respecto de la investigación sociológica e histórica y, como bien acota el profesor González Cortez, antropológica, para el caso de este estudio, me llevó a poner en duda la hipótesis del etnocidio. Como bien señala Luis Galdames, una investigación de esta naturaleza rebasa con mucho el campo exclusivo de la educación.
La escuela pública no era sólo un aparato de reproducción cultural, sino más bien se trataba de un “campo”, en palabras de Pierre Bourdieu, es decir, todos los actores participaban de alguna forma del fenómeno cultural. La llegada de la escuela pública a la pampa salitrera primero, seguidamente a los valles de precordillera y al altiplano después, en un período que abarcó un siglo, expresó un proceso de clara presencia y acción del Estado nacional, empero los pobladores no fueron meros contenedores de políticas públicas en educación, sino que se movilizaron con plena conciencia de una necesidad de escolarizarse para fines bien concretos. Ellos ya contrataban maestros particulares (bolivianos primero y chilenos después), desde comienzo del siglo veinte, para que les enseñaran el castellano a sus hijos. El gran fenómeno salitrero fue, sin duda, el efecto demostración para esa reivindicación cultural de los pobladores andinos. Sabemos que la industria salitrera no fue precisamente un diseño del Estado-Nación, sino más bien del capitalismo internacional.
A pesar de lo anterior, es necesario reconocer que hubo dominación del Estado-Nación respecto de la sociedad andina, pero ésta fue hegemónica, como diría Antonio Gramsci, es decir, los pobladores también tuvieron la posibilidad de influir a su dominador. Los campesinos tuvieron una conducta proactiva en favor de la presencia de la escuela en sus comunidades, llegando incluso a donar terrenos y casas, y, por otra parte, los maestros rurales hicieron una labor no sólo integradora a la identidad nacional, sino también emancipadora para dichas comunidades debido al ethos normalista que reprodujo en el aula los valores de la democracia.
Cabe una mención a la observación del profesor Luis Galdames Rosas, respecto del profesor normalista. Le agradezco que vea en este libro una mirada de contexto, por un lado, y un camino a futuras investigaciones sobre este importante actor del desarrollo regional. Al maestro normalista lo habíamos transformado en el gran culpable de la desintegración cultural del mundo andino, sin detenernos a reconocer sus aportes, tampoco de las condiciones y desafíos que debieron enfrentar y menos que eran, casi todos, muy jóvenes. Sostenidos en su ethos y en una misión bien definida, dos factores tan ausentes en la educación actual, emprendieron una de las hazañas educativas más notables de nuestra Historia regional.
Cuando el investigador tiene una perspectiva histórica o, como en este caso, trabaja con gran cantidad de información historiográfica, puede ver procesos, fenómenos que van cambiando en el tiempo. La chilenización no fue la misma a fines del siglo diecinueve, a medianos o fines del veinte. Hubo momentos de profundización del fenómeno, en otros de inflexión o retroceso. De lo que no cabe duda es de la constatación del proceso, pero no sabíamos cómo actuaron los diferentes actores y agentes en su desarrollo y, especialmente, como señala Héctor González, no conocíamos ni conocemos cuánto hicieron los propios aymaras por chilenizarse.
En los cien años de la presencia chilena en Tarapacá, y específicamente de la escuela pública, desde los primeros decretos firmados por Patricio Lynch hasta la promulgación de la LOCE, se puede afirmar que hubo efectivamente un proceso chilenizador, en determinados períodos compulsivos y simbólicamente violentos, generalmente confundido con un proceso civilizatorio sarmientino, donde chilenización y civilización suelen confundirse. Que dicho proceso generó un cambio cultural profundo en el mundo andino, pero que no fue el conjeturado “holocausto” o “etnocidio”, porque dicho mundo fue y es dinámico, complejo y culturalmente más flexible de lo que podíamos imaginar en los años ochenta.
Por lo mismo, podemos decir que todavía la sociedad andina está viva y tiene futuro, sea en las comunidades reales de la precordillera y el altiplano o en las comunidades imaginadas en las grandes ciudades.
Es por ello que se justifica con mayor razón el esfuerzo realizado por la Universidad Arturo Prat en pos de la formación de profesores de educación básica intercultural bilingüe, porque ellos utilizando la propia escuela pública podrán revertir en parte ese proceso de asimilación cultural. También ese esfuerzo ha permitido entender, sin prejuicios, la relación intercultural entre dos mundos complementarios al interior de un mismo territorio y nacionalidad, donde el joven andino puede desarrollarse con pertinencia en uno y otro sin perder su identidad. El ancla y la brújula que menciona Manuel Castells, refiriéndose a la relación entre identidad y globalización.
La visión modernizadora ve en esa identidad un pantano que impide el progreso, en vez de ver el ancla de la cultura, los pies seguros para enfrentar los vientos de cambios. Por su parte, la visión tradicionalista ve en la escuela el “etnocidio”, en vez de ver la brújula que permite orientar al joven la globalización. En este punto, el comentario del profesor Guillermo Williamson, quien además representa al Estado-Nación actual, es plenamente pertinente, demostrando con sus palabras y su presencia un cambio en las relaciones entre los mismos agentes que antes hicieron de la chilenización un fenómeno de violencia compulsiva. Como dijo, efectivamente hay una señal prospectiva de valoración de la EIB, tanto en el reconocimiento de los tejidos interculturales en territorios como Tarapacá como en la necesidad de una EIB para toda la sociedad chilena.
El título de este libro se refiere al dios andino Tunupa-Tarapacá, pero como expresión de un pueblo que vivió un proceso de asimilación cultural por parte de ciertas agencias del Estado, entre ellas la escuela, durante los siglos XIX y XX. Sabemos que en el siglo XXI los desafíos futuros que enfrentará la cultura andina, sin duda alguna, serán aún más complejos.
Este libro tiene deudas pendientes, facturas por su nacimiento, con Fondecyt y la Dirección de Investigación de la Universidad Arturo Prat, que posibilitaron la investigación de archivo y terreno. También con el Centro Barros Arana, con el Instituto Isluga y Terranuova por la edición del manuscrito.
Una mención especial para el Centro de Investigaciones del Hombre en el Desierto, del cual formo parte y que representa el espacio de investigación y reflexión por excelencia de estos temas de interés regional.
Les agradezco a los tres profesores: Héctor González, Luis Galdames y Guillermo Williamson, por sus interesantes comentarios. Para terminar, quisiera decir, con Borges, que la “historia es un inmenso libro…”, por tanto, este libro Chilenizando a Tunupa no es más que un par de líneas de ese libro eterno y verde de la vida. Al fin y al cabo, cada nuevo libro como cada nuevo hombre es en el fondo todos los libros y todos los hombres. Sacado definitivamente del telar, dejo entonces a Chilenizando a Tunupa en vuestras manos, porque ya no me pertenece.
Comentarios
1 Estos comentarios se presentaron en la ceremonia del lanzamiento del libro, en la Universidad Arturo Prat, Iquique, el día 2 de abril de 2003.
Luis Alberto Galdames Rosas – Departamento de Antropología e Historia, Universidad de Tarapacá, Arica, Chile.
Héctor González Cortez – Departamento de Arqueología y Museología, Universidad de Tarapacá, Arica, Chile. E-mail: hgonzale@uta.cl
Guillermo Williamson Castro – Profesor del Departamento de Educación y del Instituto de Desarrollo Local y Regional de la Universidad de La Frontera, Temuco. Actualmente se desempeña como Coordinador Nacional del Programa de Educación Intercultural Bilingüe del Ministerio de Educación. E-mail: gwilliamson@mineduc.cl
González Miranda – Universidad Arturo Prat, Iquique, Chile. Centro de Investigaciones del Hombre en el Desierto. E-mail:
sergio.gonzalez.miranda @cec.unap.cl
História Hoje | ANPUH-BR | 2003
A Revista História Hoje (São Paulo, 2003-) publicação institucional da Associação Nacional de História – ANPUH, teve seu primeiro número publicado em julho de 2003 com o objetivo de ampliar as publicações da ANPUH com a expectativa de “divulgar a produção historiográfica recente, temas da atualidade e experiências didáticas em todos os níveis”.
Com este perfil, circulou em formato digital até o primeiro semestre de 2011, tendo publicado 14 números, ainda que com certa descontinuidade. Em julho de 2011, um novo Conselho Editorial, com o apoio da ANPUH, revitalizou a revista por meio de mudanças importantes. Redefiniu a estrutura de sua linha editorial que a partir de então passou a privilegiar as interfaces que relacionam História e Ensino.
Também criou novas seções – História Hoje na Sala de Aula, E-Storia e Falando de História Hoje – e passou a investir na publicação de Dossiês Temáticos. A revista teve sua periodicidade ajustada, passou a ser semestral e assumiu o formato eletrônico migrando para a base OJS/SEER.
Em junho de 2012, inaugurou uma nova série com a publicação do Dossiê Ensino de História da África e da Cultura Afro-brasileira. A partir de 2013 a revista passou a adotar a seleção de propostas de dossiês temáticos, por meio de editais divulgados em diferentes meios entre os especialistas da área.
Periodicidade semestral.
Acesso livre.
ISSN 1806-3993
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ARS | USP | 2003
Em sua política editorial, a Ars (São Paulo, 2003-) prioriza a publicação de material original e inédito, de modo que 80% dos artigos e os ensaios visuais especialmente concebidos para a revista decorrem, necessariamente, de pesquisas acadêmicas e artísticas novas. Ao lado de textos inéditos, é parte de sua política editorial a republicação periódica de textos fundamentais de história, teoria e crítica de arte, lançados há muito, no intuito de recuperar fontes relevantes de pesquisa bibliográfica para o uso nos cursos de graduação e de pós-graduação.
Como iniciativa acadêmica, nascida numa escola de artes, a revista abre-se à discussão do problema da formação, não apenas aquela dos estudantes que pretendem se tornar artistas, professores, educadores ou teóricos, mas também a formação de uma experiência de criação e reflexão, capaz de favorecer a constituição de pontos de vista emancipados no ambiente globalizado da cultura contemporânea.
A missão editorial da Ars consiste em 1) incentivar a produção artística e cultural brasileira em geral; 2) oferecer a artistas, professores de arte e pesquisadores atuantes no Brasil e no Exterior, em início de carreira ou com trajetórias profissionais já consolidadas, o fórum privilegiado de debate e intercâmbio de conhecimentos que a vida acadêmica pode propiciar; 3) constituir-se em uma instância de crítica e revigoramento recíprocos para o meio acadêmico e artístico e cultural, favorecendo uma presença propositiva da Universidade na sociedade brasileira; 4) buscar o nível da excelência acadêmica na pesquisa artística, cultural e científica; 5) incentivar o diálogo das artes visuais com outras áreas da produção cultural e científica e 6) formar um público leitor na área especializada da arte e da cultura, público ainda incipiente no ambiente brasileiro.
Periodicidade quadrimestral (a partir de 2017).
Acesso livre
ISSN: 1678-5320 (Impresso)
Caminhos da História / História em Revista / 2003
História em Revista, em seu 9º número, se dedica a incursionar pelos caminhos da história, tanto revisitando fontes e temas, quanto detendo-se na análise e teorização do conhecimento histórico e historiográfico atual.
Cada novo momento propõe novos desafios, mas também traz perigos à ciência histórica e não são poucos aqueles que prevêem seu fim como ciência e sua substituição por formas variadas do fazer literário. Entretanto, a enorme vitalidade da disciplina, sua incrível flexibilidade quanto a temas e sua abertura a novos enfoques, deixam claro que ela é, das ciências humanas, a que possui maior vitalidade e possibilidade de, aceitando as novas contribuições, continuar em seu papel básico, que é conhecer e interpretar o passado humano.
Os artigos incluídos nesse número, não tem uma resposta comum a essa questão, e muitos sequer se preocupam explicitamente com ela, mas trazem, individualmente, propostas diferenciadas de como lidar com os novos modos de fazer história.
Com relação à teoria e historiografia, temos o artigo de Silvia Petersen sobre a historiografia brasileira contemporânea, que, embora seja um trabalho feito para ser apresentado a um público estrangeiro, não perde nenhuma das qualidades necessárias a uma boa análise das influências, temas e tendências em voga atualmente no Brasil. Quanto ao artigo de Fernando Nicolazzi procura esmiuçar o pensamento de Paul Ricoeur com relação ao discurso historiográfico.
Quanto à forma de trabalho com as fontes, um instigante exemplo de utilização da poesia como fonte para a análise histórica é apresentado pelo estudo de Carlos Rangel, que versa sobre dois poetas de Rivera, no Uruguai, fronteira com o Brasil. Através de sua pesquisa, que incluiu a manipulação de outras fontes tradicionais, como documentos escritos e dados estatísticos, Rangel conseguiu explorar de forma inovadora a representação identitária dessa comunidade fronteiriça através dos versos de Olintho Simões e Agustín Bisio, bem como suas relações com o universo cultural e social brasileiro, que transparece nos próprios versos estudados.
Maria Cecília Pilla contextualiza o surgimento e evolução da noção de civilidade na sociedade européia, utilizando-se dos manuais de boas maneiras, que procuravam orientar as relações entre iguais nas classes superiores. Seu trabalho consegue nos apresentar uma interessante visão do desenvolvimento da noção de civilidade e boas maneiras na sociedade ocidental européia e na brasileira.
Mas, mesmo fontes já consagradas, como são as correspondências epistolares, ainda se constituem em campos abertos para a atuação histórica, como o comprova o artigo de Paulo Ricardo Pezat, baseado na correspondência trocada entre um membro da Igreja Positivista do Brasil, médico e militar, durante a Revolução Federalista, com lideranças positivistas do Rio de Janeiro, na qual se mesclam as visões do médico sobre a barbárie da guerra, as convicções do positivista sobre a difusão de sua doutrina e as simpatias do militar republicano para com os castilhistas durante a revolta. Embora bem explorada pelo autor, o próprio artigo deixa entrever vários outros usos dessa correspondência, especialmente em relação ao cotidiano e as relações familiares estremecidas pela guerra.
Ana Teresa Gonçalves traz, baseada em grande erudição, uma reflexão sobre a forma como os Severo, em Roma, utilizaram-se de várias estratégias, entre elas a representação de imagens, na formação de apoios entre alguns segmentos sociais, lidando com a evolução dessa representação ao longo das etapas da vida de Septimio Severo.
Por último, temos o artigo de uma recém egressa do curso de história da UFPel, Beatriz Zechlinski, sobre as relações entre literatura e história, tema de sua monografia de conclusão de curso. Até aqui, a revista sempre procurou oportunizar a publicação dos resultados dos trabalhos finais dos alunos, como forma de valorização do seu trabalho. Este artigo foi escolhido, entre outros três, por uma comissão de professores do curso.
[Caminhos da História]. História em Revista. Pelotas, v.9, 2003. Acessar publicação original [DR]
Ciências da Religião – História e Sociedade | UPM | 2003-2017
A Revista Ciências da Religião – História e Sociedade (São Paulo, 2003-2017) é uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
[Periodicidade semestral]
Acesso livre
ISSN 1980 9425
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Historia de España | UBA | [?]-
La revista Cuadernos de Historia de España (Buenos Aires, es una publicación periódica perteneciente al Instituto de Historia de España Dr. Claudio Sánchez-Albornoz (Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires). Difunde trabajos originales e inéditos sobre las diferentes áreas de la historia de España en sus influencias y múltiples proyecciones a través del tiempo y del espacio. La revista está dirigida a un público académico y general, tiene una periodicidad anual y se publica en noviembre de cada año abarcando el período que va desde ese momento hasta octubre del año siguiente.
Periodicidade anual.
Acesso livre.
ISSN 0325-1195 Print version
ISSN 1850-2717 On-line version
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História do ensino da história no Brasil – MATTOS (HE)
MATTOS, Ilmar Rohloff (org.). História do ensino da história no Brasil. Rio de Janeiro: Acess, 1998. Resenha de: CERRI, Luis Fernando. História & Ensino, Londrina, v. 8, p. 151-156, out. 2002.
Afirmamos continuamente que não há assunto que não possa ser melhor compreendido com o recurso à História. Este é um dos argumentos centrais para a manutenção da História como disciplina escolar, e das graduações em História; por que não deveria valer também para o próprio estudo da disciplina? Com esta perspectiva, Ilmar de Mattos organiza a apresentação de trabalhos de pesquisa de profissionais com diferentes formações e diferentes situações na carreira acadêmica, o que não desiguala o nível da contribuição de cada um dis trabalhos elencados (produzidos por profissionais ligados ao Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro). Com isso, a principal contribuição coletânea é uma reflexão séria e empenhada sobre o que foi o ensino de História no Brasil durante o império e até meados do século vinte, que possibilita pensar as teorias, metodologias e práticas que hoje se discute e que se no normatiza, debate acadêmico e na legislação.
A obra dá seqüência a uma perspectiva de retomada da História da disciplina, que tem expoentes nos nomes de Elza Nadai, Kátia Abud e Circe Bittencourt, entre outros(as). Mas a coletânea organizada por Mattos distingue-se e avança, pois traz ao público trabalhos que aprofundam os contextos competentemente reconstituídos pelas pesquisas anteriores, esmiuçando obras, autores, instituições e influências que pesaram sobre o quadro atual da disciplina escolar em questão.
A coletânea é aberta por Kaori Kodama, que retoma as variadas considerações da historiografia sobre o texto de Von Martius (“Como se deve escrever a história do Brasil”) c sobre o papel do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro no processo de constituição e de viabilização do ensino da história nacional na primeira metade do século XIX, com especial destaque para os preconceitos raciais que aí se inscrevem e que até hoje demandam combate incessante, não por serem explicitamente assumidos, mas por Imiscuírem-se em informações, explicações e posturas consagradas no ensino da história nacional.
Selma Rinaldi de Mattos abre uma importante seara, analisando os manuais de história produzidos pelo consagrado escritor Joaquim Manoel de Macedo. estabelecendo uma ponte necessária entre a literatura e a história mergulhadas no mesmo ambiente do nacionalismo romântico que esteve presente na constituição cultural da nação, concomitante à sua construção em outras áreas como a diplomática, política e econômica, protagonizada pelo Estado surgido em 1822. A autora dá destaque ao componente aristocrático presente no projeto político e conseqüentemente na obra pedagógica de Macedo, que para a autora é o primeiro que dá a feição de manual didático à história lida por Varnhagen no clássico “História Geral do Brasil”.
O texto de Patrícia Santos Hansen traz um recorte cronológico posterior, que enfoca a reconstrução da disciplina sob novos princípios político, na implantação da República, por meio da análise da obra de João Ribeiro, autor de livro didático adotado pelo Colégio Pedro 11 no período. Para Hansen, João Ribeiro indica, em sua obra, uma ruptura com “a concepção de história vigente”, isto é, aquela consagrada durante o império, colocando-nos diante de um caso importante para a compreensão dos processos de confronto de perspectivas historiográficas e pedagógicas no ensino da história, do qual podem ser levantadas algumas reflexões, sobretudo referentes às permanências e às continuidades entre propostas que se confrontam.
Luiz Rcsnik narra e discute um outro processo de confronto de concepções sobre o ensino de História, num outro momento político nacional. Trata-se do debate sobre a autonomização ou não da História do Brasil em relação à História Geral ou da Civilização, que teve lugar no início da década de 1930. Neste momento permanecem as afirmações, nas obras de autores consagrados e nas orientações legais ou oficiais, sobre o papel central do ensino de História na formação do sentimento patriótico do cidadão. O diferencial neste momento é o debate sobre o método e sobre o tratamento do conteúdo (memorização dos fatos x compreensão e raciocínio sobre a História), colocado principalmente pela influência da Escola Nova. Para os partidários desta vertente educacional, grosso modo, o ensino da história nacional o reforço das diferenças e das rivalidades internacionais; para o IHGB, entretanto, esse ensino era imprescindível para garantir aos brasileiros o assumir da vocação de cidadãos de um país destinado à grandeza. Sustentada no governo federal, esta proposta sai vitoriosa, e acaba transformando-se numa importante ferramenta política do Estado Novo.
Neste ponto da coletânea é que podemos começar a reconhecer mais claramente alguns traços das propostas contemporâneas, que equivocada e apressadamente acabamos por chamar de “novas”, referentes por exemplo ao papel ativo do aluno no processo pedagógico, ao espaço para outras abordagens da história para além do político e do factuaL Essas “novidades” são contemporâneas à criação da Revista Annales, do que se deduz a inadequação das abordagens que lêem na influência desta vertente sobre a historiografia e o ensino de história no Brasil a raiz das propostas alternativas atuais.
Essas reflexões podem ser continuadas para os dois textos seguintes, que tratam do período que precede e inclui os primeiros tempos do regime militar. Neles, Daniel Mesquita Pereira (utilizando como fonte o Boletim de História Faculdade Nacional de Filosofia) e Francisco José Calazans Falcon (num depoimento na condição de docente da mesma faculdade neste período) dotam o leitor de informações e considerações sobre o debate da História e seu ensino neste momento e nesta instituição.
Ao final da leitura, a impressão que se tem lembra a tese de Amo Mayer (em A Força da Tradição, Cia. Das Letras), para o qual, os antigos regimes europeus mantêm sua força e disposição de determinar a história pelo menos até a Primeira Guerra Mundial, permanecendo, resistindo com sucesso às forças burguesas, urbanizantes, republicanas. Mayer destaca a sedução exercida pela nobreza sobre a burguesia, destacando que, mais que suprimir a primeira, a segunda almejava atingir o seu status, o que levou a uma simbiose entre ambas na maior parte da Europa, ao contrário do que se pensa ao reduzir a análise a nações às quais historicamente se deu maior destaque.
Esta impressão impõe-se pela similaridade que é possíve1 encontrar entre as afirmaçôes que se faz incansavelmente hoje sobre os parâmetros hodiernos de qualidade do ensino da história, cujos princípios estavam delineados na década de 20, sendo suprimidos no Estado Novo, reafirmados na democratização nos anos 50 e 60, novamente suprimidos pelas reformas educacionais do regime militar, e novamente afirmados na redemocratização nos anos 80 e 90, desta vez aparecendo como “novo” ou “renovado”. Para usar estes termos, mostra-nos a obra, é preciso considerar a tradição quase secular do “novo” (uma contradição em termos), em relacionamento de longa data de confronto com o “tradicional”, o arcaico, muitas vezes incorretamente chamado de positivista. A conclusão, enfim, é que o ensino de História hoje tem diante de si alternativas que não podem ser tratadas a partir de um critério temporal (novo, inovador x tradicional), mas que precisam ser recuperadas em sua longa duração, em seu embasamento teórico e filosófico que atravessa o tempo e engloba vários séculos.
Por Luis Fernando Cerri – Doutor em Educação (Metodologia do Ensino), professor do DEHIS Universidade Estadual de Ponta Grossa -lfcerri@uepg.br
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Os Eurobrasileiros e o Espaço Colonial: migrações no Oeste do Paraná (1940/70) | Valdir Gregory
Resultado de tese de doutoramento defendida em 1997 na Universidade Federal Fluminense – UFF, o livro Os Eurobrasileiros e o Espaço Colonial é um estudo de fôlego a respeito da história social do Oeste Paranaense. Trata-se de uma abordagem que prioriza a experiência de comerciantes, caixeiros viajantes, colonos e colonas que por simples aventura, sonhos ou necessidades, migraram em busca de um novo espaço: a região Oeste do Paraná entre os anos 40 e 70 do século XX.
O argumento central de Valdir Gregory é de que os eurobrasileiros ligados à lide na terra moldaram o espaço colonial do Brasil Meridional ao mesmo tempo em que foram se moldando por ele. Resistindo às mudanças, se adaptando a elas, migraram para novas fronteiras agrícolas, onde preservaram e inovaram seus hábitos culturais. À época das inovações tecnológicas, estando sob a ameaça de deixarem de ser colonos, tiveram de reestruturar o modo-de-ser do colono.
Para sustentar essa tese, o autor apoiou-se em um considerável arcabouço documental e bibliográfico: relatórios e planos de ação de empresas colonizadoras, documentos oficiais (IBGE, INCRA e SUDESUL), documentos cartoriais, fontes jornalísticas (jornais e revistas), textos de época e depoimentos orais. A natureza variada das fontes, demonstra por si mesma, mérito do autor em conseguir “amarrá-las”, extraindo delas semelhanças e contradições, principalmente no que se refere à (re) organização espacial e social da região Oeste do Paraná em meados do século XX.
Para construir seu objeto de análise, Valdir Gregory começa o texto discorrendo sobre a colonização da região Sul do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) por imigrantes europeus (alemães, italianos, ucranianos e poloneses), iniciada no décimo nono século. O contexto europeu da época, as migrações para a América e a dinâmica colonial implantada pelos imigrantes também são trabalhados, utilizando-se dos estudos de Leo Waibel, Emílio Wilhems, Maria Tereza Schörer Petrone, Lúcio Kreutz, Ruy Christovam Wachowicz, José Vicente Tavares dos Santos, entre outros. “Os eurobrasileiros puderam constituir uma sociedade colonial na qual a herança cultural, no seu sentido amplo, européia, mesclou-se com a realidade encontrada e constituída pelos colonos para formar o espaço colonial dinâmico e instável”. (p.53) Instável porque a estrutura fundiária das regiões coloniais gaúchas e catarinenses, em princípios do século XX, não mais suportava o crescente aumento populacional e a limitada disponibilidade de terras cultiváveis, fazendo com que os eurobrasileiros se deslocassem para as cidades ou para novas fronteiras agrícolas. “O Paraná foi o estado receptor por excelência”. (p.55)
A partir dos discursos dos governadores Moysés Lupion (1948/52; 1957/61) e Bento Munhoz da Rocha Neto (1953/57) sobre a colonização do território paranaense, bem como de relatórios e planos de ação de algumas empresas colonizadoras e madeireiras que atuaram no Oeste do Paraná entre as décadas de 1940 a 60, o autor percebe uma série de interesses comuns em torno da colonização das terras situadas próximas à fronteira internacional com outros países (Argentina e Paraguay). “A visão geopolítica federal via na colonização a consolidação territorial brasileria assegurada por colonos pequenos proprietários. Os empreendedores de empresas colonizadoras e madeireiras vislumbravam novas possibilidades de investimentos em negócios madeireiros e de mercantilização de terras. Os colonos se dispunham a migrar para reconstruírem espaços coloniais” (p. 70). Controle, direcionamento e presença constante e efetivas dos homens do Estado e das estratégias de atuação das colonizadoras fizeram com que se estabelecesse um novo espaço colonial aos moldes do antigo espaço colonial, isto é, uma estrutura baseada na pequena propriedade rural (em média 25 hectares) ocupada por colonos gaúchos ou catarinenses acostumados à lide na policultura.
Esses são alguns itens explorados por Valdir Gregory na documentação, por exemplo, da Industrial Madeireira e Colonizadora Rio Paraná – MARIPÁ, organizada em Porto Alegre no ano de 1946: “Na medida em que a colonização avançava, os administradores adotavam novas formas de atuação e de investimentos em atividades industriais, comerciais e de serviços, criando novas empresas e participando da estruturação das infra-estruturas necessárias para o desenvolvimento das atividades religiosas, educacionais, recreativas e outras” (pp.151-152).
Uma ênfase especial é dada pelo autor no que se refere às estratégias adotadas pelas empresas colonizadoras na seleção do colono “ideal”: divulgação restrita a grupos específicos de colonos, cuja preferência era dada àqueles descendentes de imigrantes alemães e italianos; a localidade de origem, a língua e a religião tiveram grande influência na escolha dos locais tanto para a escolha dos colonos como para o estabelecimento das famílias no novo espaço colonial: “Os teuto-brasileiros, os ítalo-brasileiros, os eurobrasileiros, enfim, já tinham, pois, acumulado experiências agrícola e de vida rural nas colônias do Sul do Brasil durante mais de um século. Estavam acostumados ao trabalho árduo em pequenos lotes de terra. Tinham a fama de serem econômicos, evitando gastos para alimentar seus espíritos de poupança e de provedores do futuro próprio, dos filhos e dos netos. Nessas colônias, os empreendedores buscaram o modelo de sua estruturação espacial e dessas colônias atraíram os colonos ideais para atingirem seus intentos” (p. 176).
Para os colonos, a mudança do antigo espaço colonial para a construção de um novo espaço se constituiu numa situação de crise, de incertezas, manifestando-se de formas variadas no cotidiano e na memória dos eurobrasileiros, afetando seu estilo de viver e de ser. A riqueza de detalhes apresentado por Valdir Gregory impressiona mesmo aqueles que pouco sabem ou leram sobre a relação homem-terra. Aliada à modernização das técnicas agrícolas, iniciada em fins da década de 1960, os eurobrasileiros foram obrigados a assumir novos papéis, se adaptar e resistir às mudanças.
Para analisar esse processo de mudança e resistência a ela, o autor fez uso de depoimentos orais, do relatório final de um projeto denominado PERSAGRI II, desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e pela Fundação Getúlio Vargas e, de uma extensa bibliografia sobre a temática. Nesta documentação foi possível perceber o conflito entre a pressão pela mudança, provocada pela modernização, e a resistência para a manutenção da situação de colonos. “A migração continuou sendo uma forma de resistir à inovação […] Querer ter terra, querer reconstruir um espaço colonial conflitava com as exigências de um programa, de uma política de modernização do campo que potencializavam desejos de ascensão social, desejos de competição, enfim, desejos anti-coloniais” (p. 235).
Creio que Valdir Gregory poderia ter apresentado mais detalhes a respeito da atuação dos órgãos criados pelo Governo Paranaense para realizar e coordenar a colonização “oficial” ou “pública” de parte considerável do território paranaense. Os conflitos de terra, ocorridos de forma intensa na região Oeste do Paraná durante a colonização, é outro ponto que também merecia mais atenção. No mais, apreciei muito a maneira como Valdir Gregory escreve: sem floreios, rodeios e divagação teórica. A argumentação teórica quase passa despercebida, mas está lá, de forma coesa. As informações a respeito das fontes documentais e a forma como foram exploradas revelam, ainda mais, o faro deste historiador. Enfim, os méritos são diversos.
Antonio Marcos Myskiw – Professor de História do Paraná na UNIOESTE. Mestre em História Social pela UFF. E-mail: antoniocdf@bol.com.br
GREGORY, Valdir. Os Eurobrasileiros e o Espaço Colonial: migrações no Oeste do Paraná (1940/70). Cascavel: EDUNIOESTE, 2002. Resenha de: MYSKIW, Antonio Marcos. Cantareira. Niterói, n.2, 2002. Acessar publicação original [DR]
Guia de Fontes para a História Franco-Brasileira: Brasil Colônia, Vice-Reino e Reino Unido – acervos de manuscritos em arquivos franceses – MACHADO (RIHGB)
MACHADO, Marco Antonio Gonçalves (org.). Guia de Fontes para a História Franco-Brasileira: Brasil Colônia, Vice-Reino e Reino Unido – acervos de manuscritos em arquivos franceses. Apresentação: Francisco Corrêa Weffort; estudo introdutório: Vasco Mariz. Recife: L. Dantas Silva: Brasília: MinC; Banco Santos, 2002. Resenha de: KNAUSS, Paulo. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.164, n.419, p.291-293, abr./jun., 2003.
Paulo Knauss – Professor do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense e autor do livro Rio de Janeiro da pacificação: franceses e portugueses na disputa colonial.
Acesso apenas pelo link original
[IF]
Cantareira | Niterói, n.1, 2002 / n.34, 2021. (S)
Cantareira. Niterói, n.34, 2021.
Mundos do Trabalho
Editorial
Apresentação do Dossiê
- Mundos do Trabalho
- Clarisse Pereira, Heliene Nagasava
- PDF (português)
- Worlds of Labor
- Clarisse Pereira, Heliene Nagasava
- PDF (English)
Dossiê Temático
- Ferreiros, “escravos operários” e metalúrgicos: trabalhadores negros e a metalurgia na cidade do Rio de Janeiro e na microrregião Sul Fluminense (Século XIX e XX)
- Thompson Climaco Alves, Antônio Bispo Neto
- Composição de trabalhadores na Fábrica de Ferro de Ipanema (1822-1842)
- Karina Oliveira Morais dos Santos
- Localizando a mulher escravizada nos Mundos do Trabalho
- Caroline Passarini Sousa, Giovana Puppin Tardivo, Marina Camilo Haack
- Mulheres úteis à sociedade: gênero e raça no mercado de trabalho na cidade de São Paulo (fim do século XIX e início do XX)
- Caroline da Silva Mariano, Lígya Esteves Sant’Anna de Souza
- A “indústria bagaxa”: prostituição masculina e trabalho no Rio de Janeiro na constituição da ordem burguesa
- João Gomes Junior
- Eles querem menos, elas querem mais: as reivindicações por trabalho na 1ª JCJ de Porto Alegre (1941-1945)
- Tatiane Bartmann
- Trabalhadoras ou esposas? Um estudo sobre reclamações na Justiça do Trabalho de mulheres que trabalhavam para seus companheiros na década de 1950
- Vitória de Oliveira Barroso Abunahman
- A Justiça do Trabalho como palco de disputas: entre estratégias e discursos
- Paulo Henrique Silveira Damião
- Marmelada de tomate: as relações de trabalho a partir do “sistema de parceria” na Fábrica Peixe (Pesqueira/Pe)
- Arthur Victor Barros, Márcio Ananias Ferreira Vilela, Fernanda Silva Nunes
- A vida urbana em Tudo Bem (Arnaldo Jabor, 1978): a figuração dos “operários” durante a decomposição do “milagre” econômico brasileiro.
- Gabriel Marques Fernandes
- Lavadeiras na cidade: trabalho, cotidiano e doenças em Fortaleza (1900 – 1930)
- Amanda Guimaraes da Silva
- Memória, trabalho e cidade: contribuições para o debate contemporâneo sobre o lugar da classe trabalhadora
- Aline Cristina Fortunato Cruvinel, Cláudio Rezende Ribeiro
- Os comunistas e os trabalhadores rurais no processo de radicalização da luta pela terra no pré-1964
- Leandro Cabral de Almeida
- Entre campos e máquinas: histórias e memórias de trabalhadores da Usina Cinco Rios – Maracangalha, Bahia ( 1912-1950).
- Idalina M.A. Freitas, Tatiana Florentino Santana
- “A legião dos rejeitados”: trabalhadores migrantes retidos e marginalizados pela política de mão-de-obra em Montes Claros /MG, na década de 1930
- Pedro Jardel Fonseca Pereira
- As denúncias de trabalhadores indígenas do cuatequitl no códice Osuna durante a visita de Jerónimo de Valderrama na Nova Espanha
- Eduardo Henrique Gorobets Martins
- “Eu não tenho mais pátria!”: a primeira guerra mundial à luz da propaganda libertária de Angelo Bandoni
- Bruno Corrêa de Sá e Benevides
- As Jornadas de Maio de 1937, o antifascismo e o refluxo da Revolução Espanhola
- Igor Pasquini Pomini
- Manifiestos políticos para la acción del movimiento obrero: Brasil y Colombia durante las primeras décadas del siglo XX.
- Eduard Esteban Moreno
- Os espaços da luta antifascista em Porto Alegre (1926-1937)
- Frederico Duarte Bartz
- A atuação militar contra a greve no porto de Santos em 1980
- Pedro Cardoso
- O corporativismo na construção do discurso da Revista Light (1928-1940)
- Guilherme Fernandes Reis das Chagas
- Da alienação em Marx à sociedade do cansaço em Han: fantasia e realidade dos trabalhadores precarizados
- Leonardo Marques Kussler, Leonardo Guilherme Van Leeuven
- As estruturas históricas da formação para o trabalho no sistema capitalista
- Evandro Ribeiro Lomba
- Entre desemprego e freelance: a atual configuração do mundo do trabalho na cultura a partir da ocupação de produtores culturais como microempreendedores individuais
- Gustavo Portella Machado
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com os professores Victoria Basualdo e Paulo Fontes
- Clarisse Pereira, Heliene Nagasava
Artigos Livres
- Entre o poder episcopal e violência: guerra e inversão da primazia da Igreja da Inglaterra ao arcebispado de York (1318-1322)
- Janaina Bruning Azevedo
- Uma história da computação gráfica na televisão brasileira nos anos 1980
- Mario Firmino Barreto da Costa
- Arauto ambíguo da modernidade: transição entre a arquitetura modernista e eclética em São Paulo no caso do Edifício Santo André
- Lucas Arantes Lorga, Lucas Martinez Knabben
- O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul – notas sobre uma operação historiográfica
- Pâmela Cristina de Lima
- Muhammad ‘Abduh (1849-1905): um breve estudo sobre seu pensamento moderno
- Eduardo Freitas
- A historiografia do Humanismo cívico e o pensamento político de Leonardo Bruni
- Fabrina Magalhães PINTO, Matheus Teixeira MORETTI
- A AMAZÔNIA COBIÇADA: CONFLITOS PELA TERRA NO AMAPÁ (DÉCADA DE 1990)
- Higor Pereira
- ENTRE A SALVAÇÃO E A PERDIÇÃO: REFLEXÕES SOBRE O VÍNCULO ENTRE CORPO, INSTRUMENTO DE PECADO, E ALMA NOS DISCURSOS DA ANTIGUIDADE E NA ICONOGRAFIA MEDIEVAL
- Anny Barcelos Mazioli, Pablo Gatt
- Exploitation, a explosão da violência em Hollywood nos anos setenta
- Michelle Caetano
- Entre a identidade indígena e a influência helênica na região da Apúlia: considerações sobre a circulação vasos e iconografias eróticas
- Juliana Magalhães Santos
- O malandro e a baiana sambaram na Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil: discursos sobre a identidade carioca e nacional em 1923.
- Walter da Silva Pereira Junior
Resenha
- Cinema e política da boa-vizinhança
- Carolina Machado dos Santos
- Resenha da obra Uberização: a nova onda do trabalho precarizado.
- Regina Lucia Fernandes Albuquerque
Cantareira. Niterói, n.33, 2020.
Fascismos e novas direitas
Apresentação do Dossiê
- Fascismos e novas direitas
- Bárbara Aragon, Milene Moraes de Figueiredo
Dossiê Temático
- Como a democracia em Weimar morreu: antirrepublicanismo e corrosão da democracia na Alemanha e a ascensão do Nazismo
- Karina Fonseca Soares Rezende
- Intelectuais de extrema direita e a negação do Holocausto nos EUA dos anos 1960
- Luiz Paulo Araújo Magalhães
- Os fascistas que liam Eça de Queirós: estratégias da propaganda salazarista em torno de uma celebração literária
- Breno Cesar de Oliveira Góes
- Avanço conservador na educação brasileira: uma proposta de governo pautada em polêmicas (2018)
- Eduardo Cristiano Hass da Silva, Gabbiana Clamer Fonseca Falavigna dos Reis
- A (des)construção da memória sobre a ditadura pós-1964 pelo governo de Jair Bolsonaro
- Giovane Matheus Camargo, Pedro Rodolfo Bodê de Moraes, Pablo Ornelas Rosa
Entrevista do Dossiê
- “Fascism is once more at our doors, and we still refuse to see and treat it by its name: an interview with Cultural Philosopher Rob Riemen
- Sergio Schargel
- Entrevista com Fulvia Zega (Università Ca’Foscari Venezia – Itália) e Tatiana Poggi (Universidade Federal Fluminense -Brasil)
- Bárbara Aragon, Milene Moraes de Figueiredo
Artigos Livres
- Possibilidades historiográficas de um gênero esquecido: sobre os libros de caballerías ibéricos
- Caio Rodrigues Schechner
- Os projetos de participação popular como recursos sociais de legitimação no campo político: o governo Olívio Dutra e a oposição no parlamento estadual
- Rafael Saraiva Lapuente
- Antíteses ao fascismo desde o aspecto estético recolhido nas teses sobre o conceito de história (1940) de W. Benjamin
- Rodrigo Rocha Oliveira
- Transcrições
- Comentários acerca da criação da UPA e o processo de sucessão do Reino do Kongo
- Bruno Pastre Maximo
Cantareira. Niterói, n.32, 2020.
Ideias e práticas econômicas no mundo atlântico: liberdade, circulação e contradições entre os séculos XVII e XIX
Apresentação do Dossiê
- Ideias e práticas econômicas no mundo atlântico: liberdade, circulação e contradições entre os séculos XVII e XIX
- Leornado Cruz, Matheus Basílio, Matheus Vieira
Dossiê Temático
- Cultura material e o cotidiano do trabalho no Estado do Grão Pará e Maranhão no final do século XVIII e início do século XIX
- Alice Maria de Jesus Teixeira
- Comércio de cabotagem e tráfico interno de escravos em Salvador (1830-1880)
- Valney Mascarenhas de Lima Filho
- Rendas e encargos das finanças municipais: uma análise da atuação do Conselho Geral de Minas Gerais nos primeiros anos do Império do Brasil (1828-1832)
- Diego Rodolfo Castro Gomes
- A produção de café na Vila de São João de Itaboraí e sua comercialização em Porto das Caixas (1833-1875)
- Gilciano Menezes Costa
- Uma bandeira da Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá vai aos domínios de Castela
- Débora Cristina dos Santos Ferreira
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com o Prof. Dr. José Subtil (Universidade Autónoma de Lisboa, Luís de Camões, Portugal)
- Alan Dutra Cardoso
Artigos Livres
- A Ditadura nos discursos e na atuação dos deputados estaduais paraenses (1964 – 1969)
- Flávio William Brito Matos
- O agregado na fazenda do café: estratégias de fixação e de mobilidade de homens livres e pobres em Valença (Província do Rio de Janeiro, 1850-1888)
- Felipe de Melo Alvarenga
Cantareira. Niterói, n.31, 2019.
O esporte em tempos de exceção: práticas desportivas e ações políticas durante as ditaduras na América Latina no século XX
Apresentação do Dossiê
- O esporte em tempos de exceção: práticas esportivas e ações políticas durante as ditaduras na América Latina (séc. XX)
- Aimée Schneider, Nathália Fernandes
Dossiê Temático
- A “Federação” ou o drible da várzea de Belo Horizonte sobre o controle burocrático na Ditadura Militar
- Raphael Rajão Ribeiro
- As interferências e interlocuções de Castelo Branco no futebol e os precedentes para a militarização do futebol brasileiro
- Lucas Salgueiro Lopes
- “Uma torcida diferente” Raça Rubro-Negra e a ressignificação do torcer enquanto prática cultural (1977-1985)
- Juliana Nascimento da Silva
- A década de 1980. Política e futebol no cenário da redemocratização brasileira
- Edson Pimentel da Silva
- Entrevista com o ex-jogador Afonso Celso Garcia Reis, o Afonsinho
- Aimée Schneider, Nathália Fernandes
Artigos Livres
- Ser argentino: reflexões acerca das representações identitárias na trilogia de la memoria de Pedro Orgambide
- Fernanda Palo Prado
- Estado e Planejamento na antiga URSS: Revisitando a Revolução Russa e resgatando as ideias e práticas revolucionárias de Lenin
- Acson Gusmão Franca
Resenha
- Entre o Direito e a Justiça: ecos da reforma pombalina na administração da justiça na comarca do Rio das Velhas (1720-1777)
- Milena Pinillos Prisco Teixeira
Cantareira. Niterói, n.30, 2019.
Apresentação do Dossiê
- Apresentação – Cultura escrita no mundo ibero-americano: identidades, linguagens e representações
- Claudio Miranda Correa, Gabriel de Abreu Machado Gaspar, Pedro Henrique Duarte Figueira Carvalho
Dossiê Temático
- A cultura epistolar entre antigos e modernos. Normas e práticas de escrita em manuais epistolares em princípios do século XVI
- Raphael Henrique Dias Barroso
- A incorporação de elementos da cultura escrita castelhana nas histórias dos códices mexicas dos séculos XVI e início do XVI
- Eduardo Henrique Gorobets Martins
- As relações de sucesso e os periódicos da Península Ibérica na segunda metade do século XVII
- Carolina Garcia Mendes
- Da devoção à violência a atribuição da mentira como estratégia de discurso na Guerra Guaranítica
- Rafael Cezar Tavares
- Significações e ressignificações de um manuscrito sertanista o Projecto de Abertura
- Anna Beatriz Corrêa Bortoletto
- Cultura Escrita para além do texto percepções materiais e subjetivas do documento manuscrito
- Natalia Casagrande Salvador
- Entre Livros, Livreiros e Leitores a trajetória Editorial e comercial da Guia Médica das Mãis de Família
- Cássia Regina da S. Rodrigues de Souza
- Entrevista com a Profa. Dra. Ana Paula Torres Megiani (USP)
- Claudio Miranda Correa, Pedro Henrique Carvalho, Gabriel de Abreu Machado Gaspar
Artigos Livres
- O materialismo histórico e a narrativa historiográfica contribuição para uma metodologia crítica sobre a história do cotidiano e sua historiografia
- Edson dos Santos Junior
- Aleia dos Gênios da Humanidade escutando os mortos
- Cristiane Ferraro, Valdir Gregory
Resenha
- Resenha – Resistência cultural sob arbítrio a busca por um tesouro perdido
- Mathews Nunes Mathias
Cantareira. Niterói, n.29, 2018.
Apresentação do Dossiê
- Apresentação: Dossiê Modernização Conservadora
- Thiago Alvagenga de Oliveira, Thiago Vinicius Mantuano da Fonseca
Dossiê Temático
- Tempos de barbárie ou tempos de arte? A Guerra da Tríplice Aliança, arte e imprensa envolvida no debate da modernização da nação
- Álvaro Saluan da Cunha, Raphael Braga de Oliveira
- Modernização e patentes no Brasil: conceitos e discussões
- Amanda Gonçalves Marinho
- A presença inglesa na cabotagem brasileira
- Bruna Iglezias Motta Dourado
- Era preciso construir um país: diplomacia cultural brasileira no século XIX
- Célio Diniz Ribeiro
- Mobral, tecnocratas e educadores: trajetos de uma experiência de alfabetização no Brasil
- Éder Martins, Tiago Cavalcanti Guerra
- O processo de industrialização do Rio de Janeiro no oitocentos: um breve estudo (1808-1907)
- Guilherme Barreto
- Mecanização da agricultura e as obras faraônicas da ditadura civil-militar: impactos e resistências no oeste do Paraná (1978-1981)
- Hiolly Batista Januário de Souza
- Uma questão nacional: o comércio atlântico de escravos em disputa (1826-1831)
- João Marcos Mesquita
- Política externa nos governos Lula: o embate com a mídia tradicional a partir da análise das capas da revista Veja
- Juliana Valpasso de Andrade
- Escravidão e engenho(s): o processo de modernização da indústria açucareira do norte fluminense (c.1850-1888)
- Marcos de Brito Monteiro Marinho
- “Princesas do sul de Minas”: O processo de urbanização nas cidades de Pouso Alegre e Varginha/MG na transição para o século XX
- Natânia Silva Ferreira, Fernando Henrique do Vale
- Avenida Presidente Vargas: a fúria demolidora da reforma urbana do Estado Novo na cidade do Rio de Janeiro (1938-1945)
- Pedro Sousa da Silva
- Trabalho escravo e trabalho juridicamente livre em Alagoas: rupturas e permanências na passagem do século XIX para o XX
- Ricardo Alves da Silva Santos
- “Factos, principios d’economia, e regras de administração pública”: considerações sobre o tribunal do comércio e a industrialização brasileira na primeira metade do século XIX
- Silvana Andrade dos Santos
- Processos de modernização do Brasil e a capitania de Minas Gerais nas últimas décadas da colonização: uma análise fiscal (1780-1808)
- Thaiz Barbosa Freitas
- Considerações sobre a grande depressão e o desenvolvimento do capitalismo no Brasil
- Thiago Reis Marques Ribeiro
- A lei de 7 de Novembro de 1831 e a defesa do tráfico negreiro no Brasil (1831-1837)
- Victor Romero de Azevedo
- “A senhora do lar proletário”: discursos e políticas em relação às mulheres no Estado Novo (1937-1945)
- Yasmin Vianna Bragança
Artigos Livres
- A recuperação do catalanismo durante a ditadura franquista (1945-1960)
- Lucas de Oliveira Klever
- A organização da religiosidade no tratado político de Espinosa
- Maxlander Dias Gonçalves
- Sobrevivendo no inferno: resistência como conceito e reivindicação na obra do Racionais MC´s (1990-1997)
- Maria Clara Martins
- Pontifex Maximus e Elizabeth i: o antipapismo na Era Elisabetana
- Giovanna Eloá Mantovani Mulza
- As narrativas das vésperas sicilianas em três crônicas italianas dos séculos XIII-XIV
- Vinicíus Silveira Ceretini
- O processo de independência do Brasil na Bahia e no Piauí: guerra, resistência e vitória (1822-1823)
- Rayanne Gabrielle da Silva
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Luiz Fernando Saraiva
- Thiago Alvarenga, Thiago Mantuano
Resenha
- A escravidão no império francês no período revolucionário
- Marcos Castro Nunes Maia
Cantareira. Niterói, n.28, 2018.
Apresentação do Dossiê
- Apresentação – Nas Teias do Império: Poder e Propriedades no Brasil Oitocentista
- Alan Dutra Cardoso, Luaia da Silva Rodrigues
Dossiê Temático
- “Se não cuidarmos em conservar as estâncias, donde e como teremos o necessário para sustentar a guerra?”: as Propriedades Embargadas Durante a Guerra dos Farrapos (1835-1845)
- Ânderson Marcelo Schmitt
- Donas e Foreiras: Senhoras proprietárias de escravos na freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Bananal de Itaguaí em Meados do Século XIX
- Jessica Santana de Assis Alvez
- “Benefícios reais da lei de terras”: Uma releitura política com base na experiência do termo de lages em Santa Catarina
- Flávia Paula Darossi
- Poder moderador e a responsabilidade jurídica e política: Polêmica constitucional da segunda metade do século XIX
- Eder Aparecido de Carvalho, Carlos Henrique Gileno
- A elite imperial do porto das caixas: Saquaremas no poder
- Mirian Cristina Siqueira de Cristo
- “Resta só o Brasil, resta o Brasil só”: A primeira proposta de emancipação do ventre escravo, sua recepção e discussão no conselho de estado imperial (1866-1868)
- Thomaz Santos Leite
- Liberdade e acesso à terra: Debates acerca da colônia de libertos de cantagallo, Paraíba do Sul (1882-1888)
- Ana Elisa S. Arêdes
- Do ponto ás casas de sobrado: cultura material e riqueza nos inventários de Negociantes (Paranaguá/PR, Século XIX)
- Vinicius Augusto Andrade de Assis
- Senhores, possuidores e outras coisas mais: as Múltiplas Funções dos Proprietários do Rural Carioca no Oitocentos
- Rachel Gomes de Lima
- A experimentação literária de Machado de Assis e o tema da propriedade da terra no XIX
- Pedro Parga Rodrigues
Artigos Livres
- A história antiga do cinema: Uma Análise do Filme Gladiador
- Geovana Sigueira Costa
- Tempo, história e a construção da santidade de Francisco de Assis em um recente documento: A Vita Beati Patris Nostri Francisci, de Tomás de Celano
- Gustavo da Silva Gonçalves
- O anticlericalismo anarquista durante a primeira república Brasileira (1899-1920)
- Pablo dos Santos Martins
- Emma Goldman e Liév Trótsky: Uma Análise Comparada dos Discursos
- Nilciana Alves Martins
- Aquarelas no Brasil oitocentista: Olhares de Debret e Rugendas nos Trópicos
- Mariane Pimentel Tutui
- Liberdade com obediência: A crítica ao feminismo nos impressos das testemunhas de Jeová (1972-1986)
- Vinicius Miro Arruda
- Eleição e empreguismo mo Rio de Janeiro de Pedro Ernesto, 1931-1936
- Wesley Rodrigues de Carvalho
- Grupo de pesquisa e licenciaturas em pedagogia nas universidades: UNIFAL e UFVJM (Minas Gerais, Brasil) e as Temáticas das Relações Étnico-Raciais
- Adriano Toledo Paiva, Aparecida Amorim
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Márcia Maria Menendes Motta
- Alan Dutran Cardoso, Luaia da Silva Rodrigues
Resenha
- Lima Barreto em três tempos: passado, presente e futuro
- Lucas Krammer Orsi
- Escrevendo e pensando a história globalmente
- Felipe Robles
- Transcrições
- Um retrato mostra dos terços da cidade de Salvador em 1654
- Hugo André Flores Fernandes Araújo
- Escravos a serviço do estado
- Bruno de Souza Pereira
Cantareira. Niterói, n. 27, 2017.
Dossiê Temático
- UM OLHAR HISTÓRICO-JURÍDICO DA LIBERDADE RELIGIOSA NO BRASIL: do Império à Constituição Cidadã (1824 a 1988)
- Waldir da Silva Gevu
- MOVIMENTOS NEGROS EM PERNAMBUCO e a Imprensa Negra como Estratégia de Luta (1980-1990)
- Aílla Kássia de Lemos Santos
- Indiretamente pelas diretas: A democracia corintiana no Conjunto das Manifestações pelas Diretas Já!
- Ana Cláudia Accorsi, Gabriel Félix Tavares, Mateus Ghenriques de Souza, Nathália Fernandes Pessanha
- Mídia e democracia: A atuação dos jornais na ruptura da ordem constitucional de 1964 e no Cenário de Reabertura Política
- Matheus Guimarães Silva de Souza
Apresentação do Dossiê
- Apresentação – A Redemocratização Brasileira e o Seu Processo Constituinte
- Aimée Schneider Duarte
Artigos Livres
- Fragmentos da escravidão em Alagoas: Escravos, Sociedade na Villa Real de São José do Poxim – 1774 a 1854
- Robson Williams Barbosa dos Santos
- O instrumento da correição geral na São Paulo Setecentista: o Caso do Juízo dos Órfãos (1774)
- Amanda da Silva Brito
- O “afeto das palavras”: Pátria, Nação e Estado em Fernando Pessoa, Mario de Andrade e Cecília Meireles (Lisboa, São Paulo, Rio de Janeiro, primeira metade do século XX)
- Denilson de Cássio Silva
- Cultura em campo: Entre o elitismo e a popularização do futebol (1897-1938)
- Lucas de Carvalho Cheibub
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Benedita da Silva
- Aimée Schneider Duarte
Cantareira. Niterói, n.26, 2017.
Apresentação do Dossiê
- Apresentação – Intelectualidade Latino-americana, Cultura e Política no Século XX
- Aline Monteiro de C. Silva
Dossiê Temático
- “Jornalismo de combate” nas páginas da revista “O Cruzeiro”: o Engajamento Político de Rachel de Queiroz (1960-1964)
- Fernanda Mendes
Artigos Livres
- Euclides da Cunha, Manoel Bonfim e a Complexidade do Século XX
- Amanda Bastos da Silva
- A palavra escrita do rei: Chancelaria e poder régio através de uma Carta Plomada
- Paula de Souza Valle Justen
- Implantação e normatização da pena última na América Portuguesa (1530-1652)*
- Bárbara Benevides
- A crise do capitalismo e o mundo imperialista (1870-1920)
- Fabiane Cristina de Freitas Assaf Bastos
- A trajetória da revista municipal de engenharia, o planejamento urbano e a Circulação de Novas Ideias Urbanistas no Rio de Janeiro (1930-1945)
- Pedro Sousa da Silva
- Limites das administrações Ibéricas e conflitos sociais no Rio da Prata de Inícios do Século XVIII: um Estudo de Caso
- Matheus de Oliveira Vieira
Cantareira. Niterói, n.25, 2016.
Apresentação do Dossiê
- Apresentação – Áfricas
- Carolina Bezerra Machado
Artigos Livres
- A fronteira e a construção de espaços no Brasil a partir de 1970
- Beatriz dos Santos de Oliveira Feitosa
- O poder legitimado através do espaço: O Caso da Igreja Saint-Germain-de-Prés e a Realeza Merovíngia
- Tomás de Almeida Pessoa
- A municipalização da companhia do gás do Porto em 1917
- Marcus Castro Nunes Maia
- Os almotacés e o exercício da almotaçaria na Vila de São Paulo (1765-1800)
- Claudia de Andrade de Rezende
- Economia antiga e “Racionalidade limitada”: Uma Crítica ao Uso de Modelos Neomodernistas
- José Ernesto Moura Knust
Dossiê Temático
- A permanência do lobolo e a organização social no Sul de Moçambique
- Fabiane Miriam Furquim
- “Para poderes viver como gente” Reflexões sobre o persistente combate ao Modo de Vida Disperso em Moçambique
- Fernanda Bianca Gonçalves Gallo
- Juízo de inconfidência em Angola: A conspiração dos agregados em Luanda, 1763
- Rodrigo Hiroshi Romera Hotta
- Guerra e sangua para uma colônia pacificada: A revolta do bailundo e o Projeto Imperial Português Para o Planalto Central do Ndongo (1902-1904)
- Jéssica Evelyn Pereira dos Santos
- Angola: Rememorando as indas e vindas de um Lugar Inesquecível
- Marilda dos Santos Monteiro das Flores
- A mulher na lita de libertação e na construção do estado-nação em Angola: o Caso de Luzia Inglês Van-Dúnem
- Patrício Batsîkama
- Safi Faye: Cinema e percurso
- Evelyn dos Santos Sacramento
- Aka, cazumbás e marimondas: Diálogos entre culturas de matriz africana em Camarões, Brasil e Colômbia
- Paola Vargas Arana
- A negação da fiosofia africana no currículo escolar: Origens e Desafios
- Ávaro Ribeiro Regiani, Kênia Érica Gusmão Medeiros
- Que África se inscreve e se ensina no Brasil?
- Lucival Fraga dos Santos
- Reflexões críticas sobre o debate em torno dos movimentos sociais na África
- Fabrício Cardoso de Mello
Resenha
- Ditadura e Democracia no Brasil
- Michel Ehrlich
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Flávia Maria de Carvalho
- Carolina Bezerra Machado
Cantareira. Niterói, n.24, 2016.
Apresentação do Dossiê
- Apresentação – História e Gênero
- Juliana Magalhães dos Santos, Talita Nunes Silva
Dossiê Temático
- A Tragédia “As Bacantes” de Eurípides Sob a Ótica dos Estudos de Gênero: Penteu e as Fronteiras do Masculino e do Feminino
- Waldir Moreira de Sousa Júnior
- A Fabricação do Feminino na Tragédia
- Lisiana Lawson Terra da Silva, Jussemar Weiss Gonçalves
- A Construção Moral do Herói Enéias Como Exemplum de Vir Romanus na Roma Augustana
- Thiago de Almeida Lourenço Cardoso Pires
- Considerações Sobre o Triplismo nas Deae Matres da Britânia Romana
- Érika Vital Pedreira
- Agentes do Demônio no Arcebispado de Braga: as Mulheres Acusadas de “Feitiçaria” e Suas Interações Com a Comunidade no Âmbito das Relações de Gênero
- Juliana Torres Rodrigues Pereira, Marcus Vinícius Reis
- Paula de Sequeira: Inquisição e Lesbianismo na Bahia Quinhentista
- Kaíque Moreira Léo Lopes
- As Mulheres da Elite Farroupilha: Papéis de Gênero e Família (RS, 1835-1845)
- Carla Adriana da Silva Barbosa
- Gênero e Alteridade no Nacionalismo Irlandês
- Raimundo Expedito dos Santos Sousa
- Gênero e Trabalho em Fábricas de Tecidos: o Caso da Companhia de Fiação e Tecidos Aliança
- Isabelle Cristina da Silva Pires
- O Feminismo Chega à Rádio: a Militância Sufragista de Martha de Hollanda na Rádio Clube de Pernanbuco (1931-1932)
- Gilvânia Cãndida da Silva, Alcileide Cabral do Nascimento
- Gênero e o Serviço Secreto: as Mulheres na Perspectiva da Polícia Política Durante o Estado Novo e a República de 1946
- Thiago Da Silva Pacheco
- Laudelina de campo mello: histórias de vida e demandas do presente no ensino de história
- Fernanda Nascimento Crespo
- Parâmetros Curriculares Nacionais: Uma questão de gênero e diversidade sexual na Educação Contemporânea
- José Cunha Lima, Isabella Almeida Cunha
- “Artes de Criar” em Tempos Sombrios: Mulheres, Ditadura e Prisão
- Tatianne Ellen Cavalcante Silva
- Gênero e Política: Lúcia Braga, do Assistencialismo à Projeção Pessoal
- Dayanne Deyse Leite Rodrigues
- O Lugar do Gênero nas Trajetórias Profissionais de Mulheres Desembargadoras do Tribunal de Justiça do Estado do Pará: Um Estudo de Caso
- Denise Machado Cardoso, Anna Patrícia Ferreira Rameiro
- O Estado e a Cidadania Feminina: Vozes das “Mulheres Mil”
- André Pizetta Altoé
- Gênero e violência: Mulheres Multivalentes?
- Michelle Silva Borges
- Um panorama dos Direitos Reprodutivos e Sexuais no Brasil
- Ana Beatriz Pereira Silva Coutinho, Suzane Mayer Varela da Silva
Artigos Livres
- A memória intransitiva da fundação da ordem dos frades menores no Século XIII (1210-1228)
- Leonardo de Souza Câmara
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Cristina Scheibe Wolff
- Juliana Magalhães dos Santos, Talita Nunes Silva
Resenha
- O professor e seu papel na formação de novos leitores
- Luís Emílio Gomes
Cantareira. Niterói, n.23, 2015.
Apresentação do Dossiê
- Apresentação – História e Cinema
- Vinícius Alexandre Rocha Piassi
Dossiê Temático
- Cuba Libre? Laços de Poder e Jogos de Azar na Máfia de Havana: Uma Análise do Filme “O Poderoso Chefão, Parte II”
- João Lucas França Franco Brandão
- (In)visibilidade Contemporânea: o Olhar e a Cena Urbana em “Medianeras” (2011)
- Suelen Caldas de Souza Simião
- Tradição (Re)inventada: a Desconstrução do Mito do Cowboy em “Crepúsculo de uma Raça”
- Lucas Henrique dos Reis
- Da Conquista do Espaço às Portas do Paraíso: a Ficção Científica entre Utopias e Distopias
- Lucas Martins Flávio
- “Dr. Fantástico”, Ironia e Guerra Fria
- Arthur Rodrigues Carvalho
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Eduardo Morettin
- Vinicius Alexandre Rocha Piassi
Cantareira. Niterói, n.22, 2015.
Apresentação do Dossiê
- Apresentação – A Antiguidade, o Tempo, Nós e a História
- Mariana Figueiredo Virgolino
Dossiê Temático
- A mulher grega como “sacrificadora”
- Talita Nunes Silva
- Eros e a prostituição feminina
- Juliana Magalhães dos Santos
- Entre ideologia e representação
- Dayanne Dockhorn Seger
- Vingança e Arrependimento Como Parte do Ser Trágico do Período Clássico Ateniense na “Electra” de Eurípides
- Luis Henrique Barros. Cordeiro
- Os Gregos, Os Romanos e Os Celtas: Contatos Entre Culturas e a Representação do Gaulês no “De Bello Gallico” de Júlio César
- Priscilla Adriane Ferreira de Almeida
- A Construção da Imagem de Otávio César Augusto Como Propaganda Política: Uma Análise das “Res Gestae Divi Augusti” (Séc.I d.C)
- Litiane Guimarães Mosca
- Doados aos Romanos Como Um Segundo Sol”: Uma Abordagem Póscolonial à “História Natural” de Plínio, o Velho
- Nelson De Paiva Bondioli
- Um estudo da recepção do epicurismo
- MARIA de Nazareth Eichler Santángelo
- “Dirigi-vos, Antes, às Ovelhas Perdidas da Casa de Israel”: A Memória Anti-Samaritana na Literatura Neotestamentária
- Vítor Luiz Silva de Almeida
- Fontes e Representações Políticas Sobre o Polêmico Imperador Nero
- Ygor Klain Belchior
- A Consolidação da Identidade Cristã no Século IV
- Mariana de Matos Ponte Raimundo
- Os Inimigos dos Romanos Sob o Imperium de Graciano no Tratado “De Fide” de Ambrósio, Bispo de Milão (Séc. IV d.C)
- Janira Feliciano Pohlmann
Artigos Livres
- A Utilização do Pensamento Medieval na Criação do Culto à Rainha Virgem Elizabeth I (1558-1603)
- Maria Helena Alves da Siilva
- Racionalização e Controle da Natureza: O Crescimento do Poder Infraestrutural e a Geração do Conhecimento Cartográfico Sobre o Território no Segundo Reinado
- Bruno Capilé
- Diálogos Alimentares Através de Memórias de Pescadores de Foz do Iguaçu – PR
- Paola Stefanutti, Valdir Gregory, Nelson de Castro Neto
- Desigualdade de Gênero e Saúde: Avaliação de Políticas Públicas de Atenção à Saúde da Mulher
- Thaís Ferreira Rodrigues
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Alexandre Carneiro Cerqueira Lima
- Mariana Figueiredo Virgolino
Resenha
- As Várias Faces de um Rei Persa: Muito Além do Déspota Bárbaro
- Mateus Mello Araujo da Silva
Cantareira. Niterói, n.21, 2014.
Apresentação do Dossiê
- Apresentação – A historicidade da fronteira nos tempos passados e presentes.
- Hevelly Ferreira Acruche
Dossiê Temático
- “O NERVO MAIS FORTE DAS FRONTEIRAS” dinâmicas sociais dos índios no Paraguai [séculos XVI e XVII
- Bruno Oliveira Castelo Branco
- IRMANDADES NEGRAS NAS AMÉRICAS: Histórias Conectadas
- Caroline Dos Santos Guedes
- AS FRONTEIRAS SOCIAIS DO NACIONALISMO ALEMÃO: Identidade nacional, etnicidade e os paradoxos da democracia alemã nos dias atuais
- Marília Monteiro Silva
- A questão do Amapá nas páginas do New York Times (1895-1900)
- Alexandre Guilherme da Cruz Alves Junior
- VIVENDO NA BOLÍVIA, CONTUDO TRABALHANDO NO BRASIL:
- Roberto Mauro da Silva Fernandes
- A história que perpassa a inspetoria de obras contra as secas em 1915 no Ceará
- Leda Agnes Simões de Melo
- DE RELIGIOSA A MILITAR: Repensando As Alianças Estabelecidas Entre Os Indígenas E Os Flamengos No Brasil Holandês (1624-1654)
- Regina de Carvalho Ribeiro
- Os testamentos na produção historiográfica
- Aryanne Faustina da Silva
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Keila Grinberg
- Hevelly Acruche
Cantareira. Niterói, n.20, 2014.
Apresentação do Dossiê
- Apresentação – O legado das ditaduras civis-militares
- Isabel Cristina Leite
Dossiê Temático
- “O QUE RESTA DA DITADURA, O QUE HAVIA DE NÓS: história e memória nos mecanismos de justiça de transição no Brasil”
- Pedro Ivo Carneiro Teixeirense
- DITADURA MILITAR BRASILEIRA E PRODUÇÃO IDEOLÓGICA: Um estudo de caso com militares que atuaram no período ditatorial
- Thiago Vieira Pires
- ARGENTINA Y BRASIL CIVILES Y MILITARES: Tres décadas de convivencia en perspectiva comparada
- Gregorio J. Dolce Battistessa, María Delicia Zurita
- DO DESLIGAMENTO À LUTA PELA ANISTIA: a Associação dos Anistiados Políticos e Militares da Aeronáutica– GEUAr
- Esther Itaborahy Costa
- Semillas de la recepción a los retornados del exilio argentino y uruguayo (1983-1985)
- Maria Soledad Lastra
- EL MUSEO NACIONAL DE LA MEMORIA DE LA LEY DE VÍCTIMAS EN COLOMBIA.
- Sebastián Vargas Álvarez
- Do corpo à terra, 1970. Arte guerrilha e resistência à ditadura militar
- Carolina Dellamore
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Patrick Rice
- Mario Ayala
Resenha
- RAMOS, Francisco Régis Lopes. O fato e a fábula: o Ceará na escrita da história. Fortaleza: Expressão Gráfica Editora, 2012.
- Raul Victor Vieira Ávila de Agrela
Cantareira. Niterói, n.19, 2013.
Apresentação do Dossiê
Dossiê Temático
- PERCEPÇÕES DA NATUREZA A PARTIR DA ARTE: a diversidade do olhar sobre o universo natura
- ANA Marcela França
- GRACILIANO RAMOS E OS ANIMAIS: diálogos sobre a representação da fauna na obra Vidas Secas
- Catarina De Oliveria Buriti, JOSÉ Otávio Aguiar, Bread Soares Estevam
- Teodoro de Almeida e a filosofia natural em Portugal, na segunda metade do século XVIII
- Patrícia Govaski
- Migração, fronteiras e identidades: A ideologia do processo ma colonização do oeste do Paraná
- Maurício Dezordi
- Teorias raciais no Brasil: um pouco de história e historiografia
- Diego Uchoa De Amorim
- Mera crônica e História apropriada
- Luís R. A. Costa
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com José Augusto Pádua
- Gefferson Ramos Rodrigues
Resenha
- Santos e pregadores nas cidades medievais italianas: retórica cívica e hagiografia.
- Douglas De Freitas Almeida Martins
Cantareira. Niterói, n.18, 2013.
Apresentação do Dossiê
- Apresentação – História Econômica: tradições historiográficas e tendências atuais
- Adhemar Lourenço da Silva Jr., Isabel Aparecida Bilhão
Dossiê Temático
- O OVO DA SERPENTE:a ditadura civil-militar e o capital monopolista brasileiro – o caso das empreiteiras
- Pedro Henrique Pedreira Campos
- Tributos no rio de Janeiro imperial: meios de consolidação do projeto político Saquarema
- Gabriel De Azevedo Maraschin
- O FAZER-SE DA CLASSE PATRONAL: em Porto Alegre durante as grandes greves da Primeira República
- César Augustos B. Queirós
- DO XÁ AO AIATOLÁ: As representações sobre a Revolução Iraniana através da Revista Veja (1978-1979)
- David Anderson Zanoni
- ASPECTOS ECONÔMICOS DA FRONTEIRA OESTE DO BRASIL: uma revisão bibliográfica (séculos XVIII e XIX)
- Adriano Knippelberg De Moraes, Luciene Aparecida Castravechi
- A DIREITA CRISTÃ E O FLORESCER ECONÔMICO DA SUNBELT : nos Estados Unidos nos anos 1980
- Alexandre Guilherme Da Cruz Alves Junior
- ADMINISTRAÇÃO LOCAL: serviços públicos versus recursos financeiros na província de Minas Gerais
- Edneila Rodrigues Chave
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Carlos Gabriel Guimarães
- ERIC BRASIL NEPOMUCENO, Hevelly Acruche
Resenha
- Futebol e colonialismo: corpo e cultura popular em Moçambique.
- Matheus Serva Pereira
Cantareira. Niterói, n.17, 2012.
Dossiê Temático
- De São Barnabé à Vila Nova de São José D’el Rei: tensões e conflitos étnico-sociais em um aldeamento do Rio de Janeiro sob o Diretório dos Índios (1758-1798)
- Luís Rafael Araújo Corrêa
- A crise de Suez: uma sobreposição de três conflitos (1952-1956)
- Luiz Salgado Neto
- Guerra, contestação e quadrinhos: o conflito do Vietnã por meio das War stories
- Fábio Vieira Guerra
- O contestado Franco-Brasileiro: desafios e consequências de um conflito esquecido entre a França e o Brasil na Amazônia*
- Stéphane Granger
- Charles Maurras e o surgimento do integralismo lusitano: teorias e apropriações doutrinárias
- Felipe A. Cazetta
- A new left review e o dilemas da “Nova Ordem Mundial”: o fim da história, as “revoluções” do Leste europeu e a Guerra do Golfo
- Ruben Maciel Franklin
- A guerra cibernética: cyberwarfare e a securitização da Internet
- Marcelo Carreiro
- Entrelaçando história e literatura: uma análise da repressão ao candomblé através da obra Jubiabá de Jorge Amado na década de 1930
- Leonardo Dallacqua de Carvalho
- Uma história da campanha nacional da aviação (1940-1949): o Brasil em busca do seu ‘Brevêt’
- Raquel Franco dos Santos Ferreira
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Francisco Carlos Teixeira
- Eric Brasil Nepomuceno, Gefferson Ramos
Resenha
- Constantino, um imperador da fé
- Mariana Figueiredo Virgolino
Cantareira. Niterói, n.16, 2012.
Dossiê Temático
- Bolsas de Pós-graduação: a Política por trás dos Números
- Esther Majerowicz Gouveia
- Entre Ficino e Dürer: uma possibilidade de diálogo entre o texto e a imagem
- Andréia de Freitas Rodrigues
- Jogo de Imagens: a relação entre a arte e a moda na França do século XVII
- Laura Ferrazza de Lima
- Representações de poder e propaganda política nas exposições de arte do Pará do início do século XX
- Moema de Bacelar Alves
- A Fundação Cultural do Espírito Santo e o Teatro Carlos Gomes: a leitura trágica de um caso.
- Duílio Henrique Kuster Cid
- Arte e sociedade: o sistema de artes e a Escola de Belas Artes de Pelotas- RS- Brasil (1949-1973)
- Francisca Ferreira Michelon, Ursula Rosa da Silva, Katia Helena Rodrigues Dias
- Provérbios populares e a formação da “consciência cívica”
- Flávia Guia Carnevali
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Ana Paula Rebelo Correia
- Daniel Precioso
Transcrições
- O Compromisso da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Freguesia de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto (1738)
- Monalisa Pavonne Oliveira
- Missiva do exílio: carta de Caio Prado Júnior a Sérgio Buarque de Holanda durante a Ditadura Militar brasileira
- Andé Carlos Furtado
Cantareira. Niterói, n.15, 2011.
Dossiê Temático
- “Fabricando” Identidades: Domingos Loreto Couto, Vida e obra de um Cronista Luso-Brasileiro na Pernambuco de Meados do Século XVIII
- Bruno Silva
- O Santinho em cuecas: dissidência política de Henrique Galvão em “Carta Aberta a Salazar” (1959)
- André Luiz dos Santos Vargas
- Sociabilidades pela proteção da natureza: A rede de relações de Henrique Luiz Roessler
- Elenita Malta Pereira
- Biografia e micro-história: diálogos possíveis para uma história da governança no Império Português (Capitania da Parayba, c.1764-1797)*
- José Inaldo Chaves Júnior
- Fidalguia Contratada: O itinerário social de José Gonçalves da Silva no Maranhão, 1777-1821
- Ariadne Ketini Costa
- Um Pinel à brasileira: Franco da Rocha e a reorganização da assistência a alienados na cidade de São Paulo.
- William Vaz de Oliveira
- O inventário de Antonio Landi e a invenção do “arquiteto genial”: história, biografia e a valorização do passado amazônico
- Wesley Oliveira Kettle
- “Hemetério dos Santos: o posicionamento do intelectual negro a partir das obras Pretidão de amor e Carta aos Maranhenses.”
- Marcela Moraes Gomes
- História e Biografia: limites e possibilidades teóricas
- Lívia Beatriz da Conceição
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Benito Bisso Schmidt
- Manuela Areias Costa
Resenha
- Nzinga Mbandi representada através da resistência ao domínio português
- Priscilla Maria Weber
- A “volta” de um gênero híbrido e assaz historiográfico – Biografia
- Eduardo Gomes Silva
Cantareira. Niterói, n.14, 2009.
Artigos Livres
- A favela faltou na foto: a cobertura do desmonte do Santo Antônio pelas lentes do Correio da Manhã
- Mauro Amoroso
- “Calango tango no calango da lacraia”: Intelectuais, Cidadania e Cultura Política
- Camila Mendonça, Eric Brasil, Eric Maia, Ingrid Casazza, Matheus Serva
- Pereira da Costa e a luta por uma identidade pernambucana
- Leonardo da Costa Ferreira
- “Raptores, incestuosos e solicitantes”: transgressões do clero no Maranhão colonial
- Pollyanna Gouveia Mendonça
Entrevista do Dossiê
- Paulo Cavalcante de Oliveira Junior
- Letícia Ferreira
Cantareira. Niterói, n.13, 2008.
Artigos Livres
Jacobinos: abordagem conceitual e performática
- Amanda Muzzi Gomes
- Quando o sertão faz a festa, a monarquia se faz presente: Festas e representações monárquicas na capitania do Ceará (1757-1817)
- José Eudes Arrais Barroso Gomes
- Unção Régia Asturiana: uma resposta às demandas políticas e sociais
- Bruno de Melo Oliveira
Resenha
- Um Reencontro com o Ocidente
- Fernando Gil Portela Vieira
Cantareira. Niterói, n.9, 2005.
Artigos Livres
- Heródoto e o Testamento de Udjahor-Resenet
- Maria Thereza David João
- Notas sobre a visão da loucura nos escritos de Hegel[1]
- Maurício Ouyama
- Histórias de pescadores: as transformações em uma comunidade caiçara (Vila Barra do Superagüi/ PR, 1989-2005)
- Melissa Anze
- A construção de uma identidade camponesa no sul do Brasil
- Tarcísio Vanderlinde
- Notas prévias sobre a campanha dos caixeiros juizforanos pelo descanso hebdomadário (1880-1905)
- Luís Eduardo de Oliveira
- Do Kimbanda à Quimbanda: encontros e desencontros
- Mario Teixeira de Sá Junior
- O Constante Retorno da ‘Prática Assistencial’ em Sindicatos: o caso do SINTTEL-PE
- José Fernando Souto Jr
- Juventude e Criminalidade: um estudo de caso da história da violência em Belo Horizonte
- Ana Flávia Arruda Lana
- Vida e Morte no Cristianismo Primitivo
- Marcos Caldas
- “Despertar e incentivar”! A Pastoral de Favelas e o movimento comunitário de favelas cariocas na Redemocratização
- Mário Brum
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Marly Motta
- Fernando G. P. Vieira, Marcelo Abreu
Resenha
- Historicismo, Modernidade, Temporalidade e Verdade
- Mauro Dilmann
Cantareira. Niterói, n.8, 2005.
Artigos Livres
- O lugar dos Franciscanos da Reconciliação na história
- Edison Minami
- O conceito de cultura em Raymond Williams e Edward P. Thompson: breve apresentação das idéias de materialismo cultural e experiência
- Raquel Sousa Lima
- O fechamento da Panair do Brasil e a ascensão da VARIG
- Alejandra Saladino
- Pescadores de Guaíra: memória histórica sobre o derrocamento subaquático do Rio Paraná (1996)
- Hagaides de Oliveira
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Carlos Barros
- Alexandre Camargo, Fernando G. P. Vieira, Mauro Amoroso, Richard N. de Paula
Resenha
- A Ilusão e a Cura – Reis Taumaturgos, Marc Bloch
- Tarcísio de Souza Gaspar
Cantareira. Niterói, n.7, 2005.
Artigos Livres
- Sobre civilizados e bárbaros: o álcool e as trocas culturais na antigüidade européia
- João Azevedo Fernandes
- A Rebeldia da Leitura como Fonde de Investigação
- Tarcísio Vanderlinde
- A História numa sala escura… a construção da memória nacional através de filmes históricos durante a ditadura civil-militar
- Carlos Eduardo Pinto
- Duas trajetórias: a memória do movimento feminista no Brasil (fins da década de 1960 aos anos 1980)
- Cecília Chagas de Mesquita, Flávia Cópio Esteves
- A Filosofia da Ciência em Popper, Kuhn e Morin: um estudo comparativo
- Alexandre de Paiva Rio Camargo
Entrevista do Dossiê
- José Murilo de Carvalho
- Alexandre Camargo, Mauro Amoroso
- Jaime L. Benchimol
- Leonardo Arruda, Cecília Chagas de Mesquita, Francisco dos Santos Lourenço
Cantareira. Niterói, n.6, 2005.
Artigos Livres
- Comunistas e trabalhistas no cenário político brasileiro dos anos 1960: notas sobre o trânsito entre culturas políticas
- Fábio André G. das Chagas
- Globalização e Estado nacional
- Fabíola D. Silva
- A importância de Ivolino de Vasconcellos e do IBHM na consolidação da historiografia médica brasileira.
- Mauro Henrique de Barros Amoroso
- As obrigações dos colonos com a defesa do Estado do Brasil.
- Wilmar da Silva Vianna Júnior
- O pensamento psiquiátrico na primeira república: formulações psiquiátricas sobre a criação de uma identidade nacional.
- Richard Negreiros de Paula
- Os jesuítas no Setecentos europeu: autoridade, ensino e poder
- Patrícia Domingos Woolley
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Ciro Flamarion S. Cardoso
- Autor Cantareira
Cantareira. Niterói, n.5, 2004.
Artigos Livres
- Guerrilha no Brasil: Uma crítica à tese do “Suicídio revolucionário em voga nos anos 80 e 90”
- Durbens Martins Nascimento
- Cinema e história: o imaginário norte americano através de Hollywood.
- Priscila Aquino Silva
- A justiça não basta e ainda falha: Motivações e casos de linchamentos no Ceará
- Jean Mac Cole Tavares Santos
- Os manuais de medicina popular de Chernoviz na sociedade imperial
- Maria Regina Cotrim Guimarães
- Relações entre o Hospital de Manguinhos e o Serviço de Estudos de Grandes Endemias
- Evandro Chagas
- Visões da morte na história dos francos de Gregório de Tours
- Ana Cristina Campos Rodrigues
- Camponeses: Um olhar nos primórdios da modernidade
- Tarcísio Vanderlinde
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Janice Perlman
- Autor Cantareira
- Entrevista com Marcos Alvito
- Autor Cantareira
Cantareira. Niterói, n.4, 2003.
Artigos Livres
- Filosofia Pragmática, Pragmática Sociológica e Direitos Humanos
- Ubiracy de Souza Braga
- Da alegria e da angústia de diluir fronteiras: O diálogo entre a história e literatura
- Carlos Vinícius Costa de Mendonça, Gabriela Santos Alves
- Para ler as Memórias de um sargento de milícias: Uma perspectiva materialista da análise de fontes literárias em história
- Luigi Bonafé
- Memórias e paisagens do oeste do Paraná(1892)
- Antonio Marcos Myskiw
- Guerra do Paraguai e sua Ideologia.
- Mariana Nunes
- Tráfico, favelas e a cidade do Rio de Janeiro.
- Mario Sergio Brum
Cantareira. Niterói, n.3, 2003.
Artigos Livres
- A representação de estado moderno n’as palavras e as coisas de Michel Foucalt e a representação de estado de Jean-Jacques Rousseau
- Hagaides de Oliveira
- As Câmaras e as Revoltas à luz da Negociação.
- Gabriel Almeida Frazão, Carlos Eduardo Loshe Rezende
- Da Escola de Aviação do Fluminense Yacht Club ao Marimbás Air Force: construindo uma ponte entre o passado e o presente
- Alejandra Saladino
- História e Literatura: reflexões sobre a República em Esaú e Jacó
- William Gaia Farias
- Semente de Favela: jornalistas e o espaço urbano da Capital Federal nos primeiros anos da República – o caso do Cabeça de Porco.
- Richard Negreiros de Paula
Cantareira. Niterói, n.2, 2002.
Artigos Livres
- Sobre a superioridade da Poesia em relação à História: O Canto VII do Caramuru
- Luciana Gama
- Excluídos pela impureza: convivência e conflitos sociais entre cristãos-novos e cristãos velhos no Nordeste açucareiro vistos a partir da documentação produzida pelas visitações do Santo Ofício da Inquisição – séculos XVI-XVII
- Angelo Adriano Faria de Assis
- Russificação Soviética e Pós-soviética: Autoridade Política e Etnicidade, 1917-1997
- Alexander Martins Viana
- Rebelde in Christo: reflexões sobre Thomas Müntzer
- Tarcísio Vanderlinde
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Guilherme Pereira das Neves
- Autor Cantareira
Resenha
- Enciclopédia da Floresta – O Alto Juruá: práticas e conhecimentos das populações.
- Manuela Carneiro da Cunha, Mauro Barbosa de Almeida
- Os eurobrasileiros e o Espaço Colonial
- Antonio Marcos Myskiw
Cantareira. Niterói, n.1, 2002.
Artigos Livres
- Conflitos rurais no Brasil: breve exame no século XX
- Marcus Dezemone
- “O Palco Colonial”: Uma breve reflexão sobre os cerimoniais no Brasil no contexto do Antigo Regime.
- Gabriel Almeida Frazão
- O príncipe e os estados do reino Um estudo sobre a idéia de príncipe e sua infiltração social
- Alexandre Pierezan
- Os Dois Corpos da História
- Antonio Marcelo Jackson F. da Silva
- Presença do capa entre agricultores familiares no oeste do Paraná
- Tarcísio Vanderlinde
Entrevista do Dossiê
- Entrevista com Ronaldo Vainfas
- Autor Cantareira
Métis: História & Cultura | UCS | 2002
A Revista Métis: história & cultura (Caxias do Sul, 2002) tem como objetivo publicar e divulgar trabalhos inéditos e traduções relevantes na área de História e Cultura. [Universidade de Caxias do Sul/Centro de Ciências Humanas/Área de História]
Periodicidade semestral.
Acesso livre.
ISSN 2236-2762 (Online)
ISSN1677-0706 (Impresso)
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Intellèctus | UERJ | 2002
A revista Intellèctus (Rio de Janeiro, 2002-) é originária das atividades dos Grpesq/CNPq Intelectuais e Poder no Mundo Ibero-Americano e Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais, Sociedade e Política, sediados, respectivamente, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e na Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Destina-se à publicação de pesquisas originais, estudos de historiografia e reflexões teórico-metodológicas relativas à História dos Intelectuais e à História Intelectual, bem como à divulgação de análises sobre a produção cultural dos países que compõem o universo da “Latinidade”. Volta-se, assim, às diversas interfaces envolvidas nessa temática nas Ciências Humanas e Sociais.
Periodicidade semestral.
Aceso livre
ISSN 1676-7640
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Enseñanza de Las Ciencias Sociales | UB/UAB | 2002-2018
Enseñanza de las Ciencias Sociales (Barcelona, 2002) es una revista dedicada a la investigación en didáctica de la Geografía, la Historia y las Ciencias Sociales en general.
Los objetivos que se propone son los siguientes: dar a conocer los trabajos de investigación que se realizan en didáctica de las Ciencias Sociales, profundizar en la base teórica y práctica de dichos trabajos y presentar nuevas líneas y nuevos temas de investigación en el ámbito de las Ciencias Sociales. Todo ello con la finalidad de contribuir a la fundamentación y a la mejora de la enseñanza de las Ciencias Sociales.
Enseñanza de las Ciencias Sociales pretende ser una revista abierta, plural y potenciadora de un debate constructivo. En ella tienen cabida todas las personas que contribuyan a profundizar y ampliar el conocimiento y que estén dispuestas a formar parte de nuestra joven comunidad científica.
El ámbito de esta revista es internacional, pero ello no obsta para que su prioridad sea la de llegar a ser una publicación de referencia en España [Universidade de Barcelona e Universidade Autônoma de Barcelona] y en Latinoamérica.
La revista es anual y procura recoger las aportaciones que se han producido durante este período en el campo de la investigación.
Acesso livre
ISSN 1579-2617
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Em Tempo de Histórias | UnB | 2002
Em Tempo de Histórias (Brasília, 2002-) é uma revista editada pelo corpo discente do Programa de Pós-Graduação em História da UnB. Publicada desde 2002, está abrigada no Portal de Periódicos Acadêmicos da Universidade de Brasília e disponibiliza suas edições on-line, com acesso livre e gratuito.
A revista não cobra taxas de autores/as para realizar avaliação, edição e publicação de seus textos. Seus objetivos são os seguintes:
a) divulgar os resultados parciais e/ou finais obtidos com projetos de pesquisa na área de História;
b) fomentar o debate de questões teórico-metodológicas referentes à História;
c) publicar matérias de Ciências Sociais, Artes e áreas afins que promovam o diálogo com a História;
d) divulgar publicações, comentários, entrevistas e documentos concernentes à pesquisa em História.
Periodicidade semestral
Acesso livre
ISSN 2316-1191
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Procesos Históricos | ULA | 2002
Procesos Históricos (Mérida, 2002-) es una Revista que pertenece a la Escuela de Historia de la Universidad de Los Andes, Mérida, Venezuela. Es de formato electrónico, arbitrada y de periodicidad semestral. Su finalidad es apoyar la investigación científica en el área de Historia, a través de la publicación de artículos arbitrados y la difusión de información que pueda ser de interés para los especialistas de historia, economía, lingüística, antropología, sociología, psicología, arqueología, demografía, geografía y otras.
Tiene Depósito Legal, se halla registrada como publicación seriada y cumple con todas las normas nacionales e internacionales que regulan el campo de la investigación científica y su difusión. Procesos Históricos es una Revista de acceso abierto que, según la estadística publicada por organismos especializados, ha logrado establecer grupos multidisciplinarios de lectores e investigadores, tanto en países de habla castellana, como en otros donde se hablan idiomas diferentes. Procesos Históricos es una Revista reconocida por índices nacionales e internacionales.
Periodicidade semestral.
Acesso livre.
ISSN 1690-4818
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Tobias Barreto e a filosofia alemã – SUCUPIRA (RIHGB)
SUCUPIRA, Newton Buarque. Tobias Barreto e a filosofia alemã. Rio de Janeiro: Editora Gama Filho, 2001. Resenha de: MARTINS, Wilson. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.163, n.414, p.223-225, jan./mar., 2002.
Wilson Martins – Sócio correspondente brasileiro do IHGB.
Acesso apenas pelo link original
[IF]
Um estudo crítico da história – JAGUARIBE (RIHGB)
JAGUARIBE, Helio. Um estudo crítico da história. São Paulo: Paz e Terra, 2001. Resenha de: RODRIGUES, Lêda Boechat. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.163, n.414, p.227-239, jan./mar., 2002.
Lêda Boechat Rodrigues – Sócia emérita do IHGB.
[IF]
A Inquisição em Minas Gerais no século XVIII – FERNANDES (RIHGB)
FERNANDES, Neusa. A Inquisição em Minas Gerais no século XVIII. Rio de Janeiro: Editora da UERJ, 2000. Resenha de: CUNHA, Lygia da Fonseca Fernandes da. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.163, n.414, p.241-244, jan./mar., 2002.
Lygia da Fonseca Fernandes da Cunha – Sócia emérita do IHGB.
Acesso apenas pelo link original
[IF]
História da Educação | UFU | 2002
O periódico Cadernos de História da Educação (Uberlândia, 2002-) está vinculado à área de História da Educação, cobrindo uma série de temáticas próprias dessa área, o que inclui: História das Instituições Escolares, História das Disciplinas Escolares, História do Pensamento Educacional, Imprensa e História da Educação, Historiografia da Educação etc.
[Publicado pela Editora da Universidade Federal de Uberlândia], o periódico divulga os resultados de estudos e de pesquisas de caráter científico realizados por pesquisadores brasileiros e estrangeiros afetos à temática da História e Historiografia da Educação, bem como promover o intercâmbio de ideias e de novos conhecimentos entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros vinculados a instituições acadêmico-científicas que se dediquem à investigação no campo da História e da Historiografia da Educação.
Periodicidade quadrimestral.
Acesso livre.
ISSN 1982-7806 (Online)
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Coletivos Indígenas na América: Mestiçagem e Etnogênese / Aedos / 2012
A revista Aedos, em sua edição nº 10, tem o prazer de apresentar o Dossiê Temático “Coletivos Indígenas na América: Mestiçagem e Etnogênese”, e provocar o debate sobre a questão indígena fazendo coro a um número expressivo de estudos que tiveram início na década de 90 no Brasil. Na leitura do passado a partir do presente situa-se o historiador comprometido com seu lugar social e subjetividades, atento aos movimentos sociais (especificamente aqui os indígenas) que ensejam e dão forma à nossa discussão. Ao historiador cabe a construção da trama, o enredo, inferindo na maior parte das vezes devido às lacunas documentais ou vazios, adentrando espaços marcados pelo silêncio.
Os artigos apresentados no Dossiê atestam a vitalidade dos grupos indígenas, demonstrando sua capacidade de intervir e amenizar o impacto proveniente das relações interétnicas que de alguma forma interferem / iram no cotidiano ameríndio. Os autores tratam de desconstruir algumas categorias que durante um longo período sustentaram o debate historiográfico em relação aos povos indígenas, como aculturação, assimilação e resistência (no sentido de peremptoriamente negar o “outro”), e problematizar outras como invisibilidade, territorialidade, mestiçagem, etnogênese e etnificação.
Teorias sobre aculturamento e assimilacionismo das sociedades ameríndias ao Estado-nação fracassaram diante da interlocução ativa destes grupos. Intelectuais como Roberto Cardoso de Oliveira e Darcy Ribeiro viram-se obrigados a fazer um “mea culpa” admitindo sua singularidade e protagonismo enquanto sujeitos históricos, e a capacidade de marcar através de discursos uma distintividade étnica e cultural.
Cremos ser este o desafio dos “novos” tempos. Estávamos acomodados em certezas que garantiam um rumo “tranquilo” para o Estado-nação brasileiro. Políticas homogeneizadoras abriam caminho para um futuro em que as diferenças continuariam sendo “varridas para baixo do tapete” e a noção de coesão de uma raça, a brasileira (mestiça, a branca sobrepujando as demais) estaria em perfeita sintonia (de civilidade) com as nações desenvolvidas. O Cacique Kaingang Danilo Braga, mestrando em História pela UFRGS deixa claro, em entrevista feita por André Anzolin, a urgência do investimento pelos próprios indígenas em “dar a sua versão” e em contrapor a “essência da política brasileira” de que não haveriam mais índios no século XXI: “A ideia é escrever a nossa versão e colocar mais elementos nossos, em cima desses estudos já existentes, aprofundá-los com a nossa visão. A ideia principal, também, é escrever na língua (Kaingang).” Vê-se uma maneira de questionar verdades naturalizadas de que os indígenas se acomodariam no passado seguro do mito fundante da nação; estariam, pois, todos mortos. Seriam invocados apenas em discursos inflamados pelos nossos políticos a fim de legitimar uma identidade única na construção e consolidação da brasilidade.
Nosso olhar para o passado é míope e viciado; um doble bind de acordo com Alcida Ramos1 em relação aos indígenas. Compromete assim a maneira como enxergamos o presente e o vivenciamos. Nesse instante, grupos de indígenas se organizam para cobrar do Estado “menos retórica” e mais ações afirmativas. Exigem uma efetiva política pluriétnica e cultural, pois, “Embora a Constituição de 1988 garanta aos indígenas o direito de permanecerem índios em termos culturais, sociais e territoriais, em nenhum momento ela explicitamente declara ser o país uma nação pluriétnica.”2 Isto é, não há garantias de que novas terras serão demarcadas ou diminuirão os embates com determinados setores da sociedade. Segundo o nosso entrevistado, Danilo Braga, ainda há muita “teoria” e pouca vontade política: “Em muitas palestras, mesmo procuradores, juízes, ao apresentarem a legislação dizem que ‘está muito bonito’; o Brasil, inclusive, ganha prêmios porque tem uma legislação para os indígenas muito avançada, no papel. Mas, se não houver movimentação, se não for feita uma articulação, pressão, as leis não são cumpridas.”
Mesmo admitindo a capacidade de intervir e forjar estratégias e táticas pelos indígenas no enfrentamento de uma “ordem” constituída, não se pode menosprezar as relações de poder assimétricas, muito menos a violência “real” conduzida contra essas populações ao longo dos tempos. Sintonizados a estes movimentos sociais, que destacam interlocutores engajados e dinâmicos com o objetivo de “dar visibilidade” às suas demandas, situam-se os artigos a seguir. Sai o índio passivo e submisso, entra em ação o índio articulado nas suas reivindicações, assumindo a condição de sujeito histórico e apresentando respostas criativas na administração das tensões com outras alteridades.
Em “1863: o ano em que um decreto – que nunca existiu – extinguiu uma população indígena que nunca deixou de existir”, a historiadora Ticiana de Oliveira Antunes analisa o processo de invisibilização dos Payacú no Ceará e a contrapartida indígena, instaurada vinte e sete anos após o decreto oficial que “extinguiu-os”, “comprovando” sua identificação com a terra herdada pelo rei, ainda no século XVII.
A autora maneja bem o diálogo entre presente e passado. Sua abordagem centra-se no pleito indígena insurgindo-se contra o Relatório Provincial de 1863 que tratava de dá-los como extintos. Parte do ano de 2012 e habilmente nos mostra os Payacú historicizados por eles mesmos, questionando o peso da “pena de um gestor público” que os “apagou”, e requerendo o reconhecimento de que os mesmos “foram sujeitos atuantes na dinâmica social.”
No artigo seguinte, “Diz o índio…”: Políticas indígenas no final do XVIII”, o historiador Rafael Rogério Nascimento Santos trata de apresentar estratégias e ações desenvolvidas “pelos indígenas do Grão-Pará em busca de seus próprios interesses frente os limites que o contexto da segunda metade do século XVIII lhes impôs.” O artigo problematiza a condição de vítimas ou algozes dos índios e destaca que os mesmos engendraram maneiras engenhosas de se reapropriarem e ressignificarem os códigos culturais europeus. Souberam, no caso específico de Grão-Pará, utilizar dispositivos legais para moverem-se nos meandros do cotidiano da sociedade a fim de integrarem-se, uma ação política calculada segundo seus interesses e perspectivas. Vale dizer, “sobreviver o melhor possível no mundo colonial”.
O historiador Adriano Toledo Paiva, em “A Povoação de Qualidade Índica: uma abordagem da identidade no aldeamento dos índios Cropós e Croatos em Minas Gerais” aborda o processo de “resgate” da “historicidade dos ‘povos conquistados’ em meio às representações e ações dos empreendimentos de conquista.” Investigando a configuração do espaço em que os índios se articulam numa ação política de reconhecimento, por uma “qualidade índica”, o autor estabelece uma conexão entre territorialidade e identidade indígena, revelando, a partir dos embates suscitados, a complexidade “das redes de poder na comunidade paroquial”.
Portanto, os artigos aqui propostos representam uma aproximação entre a academia e os movimentos indígenas, e apontam caminhos de reflexão muito além de pensarmos os indígenas enquanto vitimas ou dizimados, mas aptos a negociar sua inserção e participação efetiva na construção da sociedade a qual pertencem. É isso o que almejam quando se utilizam da escriturária “ocidental”, ou mesmo ao respeitar os trâmites burocráticos, ou reconhecer nas instituições dos “brancos” a forma de legitimar suas demandas. Não é isso o que o kaingang Danilo Braga espera? Ou o que os índios das fontes querem nos dizer?
Além dos artigos do Dossiê Temático e da entrevista já citada, esta edição inclui cinco artigos, que demonstram a diversidade de temas sempre almejada pela Revista AEDOS. Thiago Ribeiro Dantas analisa a participação da Igreja Católica de Pernambuco na Guerra dos Mascates (1710-1711); Vinicius Pereira de Oliveira examina as formas pelas quais os indivíduos tornavam-se marinheiros da Armada Imperial brasileira no século XIX; Ticiano Duarte Pedroso discorre sobre os processos que envolvem a criação da primeira empresa de transportes urbanos da cidade de Rio Grande no século XIX; Mayquel Eleuthério faz uma análise da representação de Joana d’Arc no poema La Pucelle d’Orléans, de Voltaire, e em outros escritos de sua autoria; e Lauro Manzoni Bidinoto busca analisar de que forma as duas principais biografias de Dámaso Antonio Larrañaga (1771-1848) foram influenciadas pela tese equivocada de que a “nação uruguaia” estaria prefigurada desde os primeiros movimentos revolucionários, ou até mesmo antes deles.
Em seguida, esta edição apresenta três resenhas: A Tela Global: mídias culturais e cinema na era hipermoderna de Gilles Lipovetsky e Jean Serroy, resenhada por Walter Luiz Andrade Neves; Uma arqueologia da intencionalidade debretiana, resenha da obra de J.-B. Debret, historiador e pintor: a viagem pitoresca e histórica ao Brasil (1816-1839), resenhada por Eduardo Wright Cardoso; O deboche caipira nas telas do cinema em “Caipira sim, trouxa não”, resenhada por Catarina Cerqueira. Há também uma resenha na seção “Resenha de Clássico”: Os Gostos e a Dinâmica da Distinção Social, de Pierre Bourdieu, resenhada por Marisângela Terezinha Antunes Martins.
Por fim, aproveitamos para agradecer aos colaboradores da revista. O auxílio e disponibilidade de autores e avaliadores são fundamentais para a consolidação da Aedos como um espaço frutífero para o debate acadêmico no campo da História.
Notas
1. RAMOS, Alcida Rita. O pluralismo brasileiro na berlinda. Etnográfica, Lisboa, v. VIII, n.2, p.165-83, 2004.
2. Idem, p.172-3.
Conselho Editorial
Gestão 2011 / 2012
Conselho Editorial. Editorial. Aedos, Porto Alegre, v.4, n.10, jan / jul, 2012. Acessar publicação original [DR]
Cantareira | UFF | 2002
Cantareira (Niterói, 2002-) é um periódico eletrônico dos graduandos e dos pós-graduandos em História da Universidade Federal Fluminense, fundada em 2002.
A revista tem periodicidade semestral e recebe trabalhos inéditos, teóricos ou empíricos, que contribuam para o desenvolvimento da pesquisa no campo historiográfico.
As suas finalidades são enfocar questões teóricas e críticas pertinentes aos estudos de História e áreas afins, fomentar o debate entre estudantes e pesquisadores de todo o país, oferecer aos leitores textos de excelente qualidade, democratizar o conhecimento e ser uma referência acadêmica no meio web.
Periodicidade semestral
Acesso livre
ISSN 1677-7794
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Notas para a história do Rio Grande do Norte – MEDEIROS FILHO (RIHGB)
MEDEIROS FILHO, Olavo. Notas para a história do Rio Grande do Norte. João Pessoa: Unipê, 2001. Resenha de: WEHLING, Arno. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v.162, n.413, p.229-230, out./dez., 2001
Arno Wehling – Sócio titular do IHGB.
[IF]
Estudos sobre a Idade Média Peninsular / Anos 90 / 2001
MACEDO, José Rivair de. Apresentação. Anos 90, Porto Alegre, v.9, n.16, 2001. Acesso apenas pelo link original [DR]
O longo amanhecer – Ensaios sobre a formação do Brasil – FURTADO (AN)
FURTADO, Celso. O longo amanhecer – Ensaios sobre a formação do Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999. Resenha de: SANTOS, João Henrique dos. Anos 90, Porto Alegre, v.9, n.15, p.153-155, 2001.
João Henrique dos Santos – Pós-Graduando em História na UNESP/ASSIS.
Acesso apenas pelo link original
[IF]
Imagens da Nação / Anos 90 / 2001
Chega ao número 15 a Revista Anos 90, trazendo um dossiê sobre “Imagens da Nação”. Uma série de artigos discutem esta questão, sob distintos enfoques: AnneMarie Thiesse discute o caráter ficcional das identidades nacionais, Luiz Alberto Grijó contempla uma análise das figuras políticas da nacionalidade, Aglika Stefanova, em belo artigo, aborda a visualização do nacional pelos caminhos da telenovela, o que faz Cesar Augusto Barcellos Guazzelli através do humor, enquanto que Rodrigo S. Motta discute a elaboração de atitudes políticas, como a do anticomunismo e Rafael Rosa Hagemeyer trilha os caminhos da música para chegar ao campo das identidades e do político.
Em acréscimo, nossa Revista traz a seu público um artigo que enfoca problemas teóricos para os historiadores (Pedro S. P. Caldas), além de um outro, onde as autoras discutem o estado de acervos documentais institucionais (Regina Weber, Nívea Heinen, Lizete Kummer).
Completando o elenco de matérias deste número, Anos 90 traz a resenha do livro de Celso Furtado, O longo amanhecer – ensaios sobre a formação do Brasil, publicado em 1999, feita por João H. dos Santos e do livro de Paulo G. Visentini, e Luís Milman, Neonazismo, negacionismo e extremismo político, publicado em 2000.
Boa leitura!
Comissão editorial
Apresentação. Anos 90, Porto Alegre, v.9, n.15, 2001. Acessar publicação original [DR]
Trajetos | UFC | 2001-2009
A Revista Trajetos (Fortaleza, 2001-2009) é um periódico semestral do Programa de Pós-graduação de História Social, com publicação de artigos acadêmicos inéditos em português, espanhol, francês e inglês.
Seu objetivo principal é estimular o debate acadêmico na área de Ciências Humanas, divulgando trabalhos de pesquisadores doutores ou doutorandos de diversas regiões do país e do exterior, que se destaquem pela qualidade e relevância. São publicadas também resenhas e entrevistas, além dos resumos de teses e dissertações defendidas no PPGHS-UFC.
Periodicidade semestral.
Acesso livre.
ISSN 1676-3033
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ANPHLAC | ANPHLAC | 2001
A Revista Eletrônica da ANPHLAC (São Paulo, 2001), é uma publicação on-line semestral de acesso aberto e gratuito da Associação Nacional de Pesquisadores e Professores de História das Américas. Tem como público-alvo pesquisadores acadêmicos, professores e estudantes de história, principalmente de história das Américas.
A revista publica manuscritos originais na área de investigação e do ensino de história da América nos seguintes idiomas: português, espanhol e inglês, por meio da modalidade de fluxo contínuo, artigos em dossiês temáticos, resenhas e entrevistas. Os textos recebidos são submetidos à avaliação de pares externos ao Conselho Editorial da revista, considerando pelo menos dois especialistas ad hoc e, caso haja controvérsia, a um terceiro assessor.
Periodicidade Semestral.
Acesso livre.
ISSN 1679-1061
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Politeia | Uesb | 2001
A Revista Politeia – História e Sociedade (Vitória da Conquista, 2001-) se propõe a veicular a produção científica dedicada a revelar e refletir a complexidade e a diversidade das formas de organização social dos homens no tempo. […]
É uma publicação on line vinculada ao Departamento de História e ao Mestrado Profissional em História da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Profhistória/Uesb). Tem como objetivo a publicação de trabalhos inéditos, resultantes de pesquisa em História, Ciências Humanas e áreas correlatas e à divulgação de trabalhos acadêmicos associados aos programas de aperfeiçoamento de profissionais de ensino de História.
Periodicidade semestral.
Acesso livre.
ISSN 1519-9339 (Até 2016)
ISSN 2236-8094 (Atual)
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CEHPCSAS | CEHPCSAS | 2001
El Anuario del Centro de Estudios Históricos “Prof. Carlos S. A. Segreti” (Córdoba, 2001-) es una publicación periódica editada desde el año 2001.
El Anuario acepta durante todo el año artículos de investigación y reseñas bibliográficas originales e inéditos referidos a la historia en todas sus especializaciones y recortes temáticos, temporales y espaciales, además de contribuciones interdisciplinarias que involucren a la disciplina histórica.
Periodicidade semestral.
Acesso livre
INSS 2683-9164
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História da Educação | SBHE | 2001
A Revista Brasileira de História da Educação – RBHE (Maringá, 2001-) é a publicação oficial da Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE).
O periódico adota a publicação contínua de artigos inéditos resultantes de pesquisas, que abordem temas associados à história e à historiografia da educação.
A RBHE tem como objetivos a ampla circulação do conhecimento e a promoção da discussão em torno dos diferentes problemas que permeiam o campo de pesquisa e ensino da história da educação, a partir de uma perspectiva interdisciplinar e plural em termos teóricos e metodológicos.
O periódico publica, também, dossiês, resenhas e entrevistas com personalidades de destaque nacional e internacional.
Periodicidade contínua.
Acesso livre.
ISSN 2238-0094 (Online)
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Historia Social y de las Mentalidades | USACH | 2001
Revista de Historia Social y de las Mentalidades (Santiago, [2001]-) es una publicación bianual con revisión de pares (peer review), que busca publicar trabajos inéditos del campo de la Historia; es decir, temáticos, cronológicos, regionales, globales y metodológicos, que contribuyan al estudio de las Ciencias Sociales y las Humanidades, tanto nacional como internacional. La publicación proporciona acceso libre al texto completo de sus contenidos desde su publicación on-line. [Universidad de Santiago de Chile].
Periodicidad Bianual.
Acesso aberto.
Rivalidades e solidariedades no movimento operário (porto Alegre 196-1911) – BILHÃO (AN)
BILHÃO, Isabel. Rivalidades e solidariedades no movimento operário (porto Alegre 196-1911). Porto Alegre: Editora da PUC-RS, 1999. Resenha de: SCHMIDT, Benito Bisso. Anos 90, Porto Alegre, v.8, n.13, p.134-138, 2000.
Benito Bisso Schmidt – Professor no Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Acesso apenas pelo link original
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Revista Brasileira do Caribe | São Luís, v.1, n.1, jan./jun. 2000 / v.20, n.38, jan./jun. 2019.
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 20, n. 38, jan./jun. 2019.
DOSSIÊ: A terceira margem do grande Caribe
Expediente
- Expediente | | PDF
Editorial
Dossiê: A terceira margem do grande Caribe
- INFANTE Y MARTÍ: pensadores decoloniais | Fernando Limeres Novoa | PDF
- PROCESOS DE LA IDEOLOGÍA LINGÜÍSTICA DEL ANDALUZ EN EL CARIBE CUBANO A TRAVÉS DE LA ETNOGRAFÍA SOCIOLINGÜÍSTICA CRITICA | Ígor Rodríguez-Iglesias | PDF
- A FICÇÃO DO CARIBE: Tituba e a invenção do mundo colonial | hélio Márcio Nunes Lacerda | PDF
- PATA NEGRA: conversaciones sobre negritud, cultura e historia de Andalucía. Entrevista con Jesús Cosano | Javier García Fernández | PDF
- PERIODIZACIÓN Y PRAXIS PARA EL ESTUDIO DE LA CRÍTICA LITERARIA EN LAS PRINCIPALES PUBLICACIONES PERIÓDICAS Y CULTURALES DE SANTIAGO DE CUBA (1825-1895) | Ivan G. Grajales Melian, Yessy Villavicencio Simón | PDF
- ESTÉTICA DO ATROZ, MEMÓRIA E ACONTECIMENTO NO ROMANCE “DÍPTICO DA FRONTEIRA”: uma caracterização semiótica do trauma dos deslocados pela violência política colombiana | Luiza Helena Oliveira da Silva, José Antonio Romero Corzo | PDF
- ROBERTO FERNANDEZ RETAMAR EM CARTAS: (des) encantos da revolução cubana | Olivia Macedo Miranda de Medeiros | PDF
Resenha
- O QUE TATA ESCREVEU: resenha do livro Conversas que tive comigo de Nelson Mandela | Josiel Santos | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 19, n. 37, jul./dez. 2018.
DOSSIÊ: Formação colonial e decolonialismo: Polifonia de vozes no Caribe
Editorial | Isabel Ibarra Cabrera | PDF
Dossiê: Formação colonial e decolonialismo: Polifonia de vozes no Caribe/ DOSSIER: Colonial formation and decolonialism |
- ENTRE A ESPADA E A CRUZ: Bartolomeu de Las Casas em defesa do modo pacífico de evangelização dos indígenas na América Espanhola/ BETWEEN THE SWORD AND THE CROSS: Bartolomeu de Las Casas in defense of the peaceful way of evangelization of the natives in Spanish America | Maria Izabel Barboza de Morais Oliveira | PDF
- O PRELÚDIO À CONQUISTA DO CARIBE E DA AMÉRICA: A formação da Andaluzia moderna como paradigma do sistema mundo moderno colonial. Olhares descoloniais a partir do sul da Europa/ THE PRELUDE TO THE CONQUEST OF THE CARIBBEAN AND AMERICA: The formation of modern Andalusia as a paradigm of the modern colonial world system. Decolonial looks from southern Europa | Javier García Fernández | PDF
- DA QUEDA DO DUVALIERISMO À TRANSIÇÃO INACABADA: A crise haitiana dos anos 1980/ FROM THE FALL OF DUVALIERISM TO THE UNFINISHED TRANSITION: The Haitian crisis of the 1980s | Everaldo de Oliveira Andrade | PDF
- RELAÇÕES HISTÓRICAS ENTRE BRASIL E O CARIBE: O caso dos imigrantes haitianos/ HISTORICAL RELATIONS BETWEEN BRAZIL AND THE CARIBBEAN: The case of Haitian immigrants | Katia Cilene do Couto | PDF
- LA PRAXIS AFROENSAYÍSTICA DE MANUEL ZAPATA OLIVELLA/ THE AFRO-ESSAY PRAXIS OF MANUEL ZAPATA OLIVELLA | Rodrigo Vasconcelos Machado | PDF
- MULHERES HAITIANAS NO ESPAÇO PÚBLICO DE 1930 A 1950: O olhar sobre as primeiras ações feministas da Liga feminina da ação social/ HAITIAN WOMEN IN THE PUBLIC SPACE FROM 1930 TO 1950: The look on the first feminist actions of the feminine League of social action | André Yves Pierre | PDF
- ALZAR LA VOZ, PERDER EL MIEDO: Universitarias entre la desigualdad y el acoso sexual/ RAISE YOUR VOICE, LOSE YOUR FEAR: University students between inequality and sexual harassment | María Leticia Briseño Maas, Iván Israel Juárez López | PDF
- PA’ QUE TÚ NO SABE LO QUE ES SER GUAPO. A PROCURA DO “HOMEM NOVO” NO RAP CUBANO/ PA’ QUE TÚ NO SABE LO QUE ES SER GUAPO. THE SEARCH FOR THE “NEW MAN” IN CUBAN RAP | Allysson Fernandes Garcia | PDF
- RESENHA/ REVIEW
- O CALIBAN AFRO E INDÍGENA E O PENSAMENTO DECOLONIAL: O Caribe na “Antologia del Pensamiento Crítico Caribeño Contemporáneo (West Indies, Antillas Francesas y Antillas Holandesas)”/ THE AFRO AND INDIGENOUS CALIBAN AND DECOLONIAL THINKING: The Caribbean in the “Anthology of Contemporary Caribbean Critical Thinking (West Indies, French West Indies and Netherlands Antilles)” | Marcos Antonio da Silva | PDF | Os autores/ The authors . | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 19, n. 36, jan./jun. 2018.
DOSSIÊ: Cem anos de solidão de Gabriel García Márquez
Editorial | Dernival Venacio | PDF
Dossiê: “CEM ANOS DE SOLIDÃO DE GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ: LEITURAS 50 ANOS DEPOIS” |
- CEM ANOS DE SOLIDÃO: RESISTÊNCIAS, INVENÇÃO E DECOLONIALIDADE/ONE HUNDRED YEARS OF SOLITUDE: RESISTANCE, INVENTION AND DECOLONIALITY | Plábio Marcos Martins Desidério, Ludmila Brandão | PDF
- CAMINHOS ENTRE IMAGINAÇÃO E MÉTODO HISTORIOGRÁFICO NA OBRA CEM ANOS DE SOLIDÃO/PATHWAY BETWEEN IMAGINATION AND HISTORIOGRAPHICAL METHOD IN THE WORK ONE HUNDRED YEARS OF SOLITUDE | Euclides Antunes de Medeiros, Olivia Macedo Miranda Cormineiro | PDF
- DAS ENGRENAGENS DA LEITURA E DO TEMPO EM CEM ANOS DE SOLIDÃO/OF THE MECHANISMS OF READING AND TIME IN ONE HUNDRED YEARS OF SOLITUDE | Luiza Helena Oliveira da Silva | PDF
- NÃO ESQUECER/ DO NOT FORGET | Márcio Araújo de Melo | PDF
- MACONDO: O ESPAÇO DE EXISTENCIA EM GABRIEL GARCIA MARQUEZ/ MACONDO: THE SPACE OF EXISTENCE IN GABRIEL GARCIA MARQUEZ | Jean Carlo Rodrigues | PDF | OUTROS ARTIGOS/ OTHER ARTICLES
- GESTIONANDO LA IDENTIDAD: el cabello como capital/ MANAGING IDENTITY: hair as capital | Kristell Villarreal Benítez | PDF
- BOLERO, SAMBA-CANÇÃO E SAMBOLERO: matrizes, nomadismo e hibridismo de gêneros musicais latinoamericanos no Brasil, anos 1940 e 1950/ BOLERO, SAMBA-CANÇÃO AND SAMBOLERO: matrices, nomadism and hybridism of Latin American musical genres in Brazil, 1940s and 1950s | Raphael Fernandes Lopes Farias | PDF
- LA REPRESENTACIÓN VISUAL Y LAS VERSIONES SOBRE EL CARNAVAL DE BARRANQUILLA: de las tres culturas a la fiesta contemporánea/ VISUAL REPRESENTATION AND VERSIONS ON THE CARNIVAL OF BARRANQUILLA: from the three cultures to the contemporary festival | Danny Armando González Cueto | PDF | Os autores/ The authors | . | . . | PD
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 18, n. 35, jul./dez. 2017.
DOSSIÊ: Corpo, gênero e sexualidade no Caribe
Editorial | Danilo Rabelo, Isabel Ibarra | PDF
Dossiê: CORPO, GÊNERO E SEXUALIDADE NO CARIBE/ DOSSIER: BODY, GENDER AND SEXUALITY IN THE CARIBBEAN |
- EL AMOR EN TIEMPOS DE SIDENTIDADES: Eros y thanatos en las “autohistorias” de Pedro Lemebel y Reinaldo Arenas/ LOVE IN TIMES OF SIDENTIDADES: Eros and thanatos in the “self histories” of Pedro Lemebel and Reinaldo Arenas | Massimiliano Carta | PDF
- LA METÁFORA DE LA LIBERTAD: El discurso del cuerpo en la literatura de Zoé Valdés/ THE METAPHOR OF FREEDOM: He body discourse in Zoé Valdés´s writing | Brígida M. Pastor | PDF
- BIG BANG O EL USO DE LOS CUERPOS EN LA POESÍA DE SEVERO SARDUY/ BIG BANG OR THE USE OF BODIES IN THE POETRY OF SEVERO SARDUY | Denise León | PDF
- CORPO E NEGRITUDE NO DISCURSO DO RAP CUBANO E DO RAP BRASILEIRO: Diálogos (d)e resistência/ BODY AND BLACKNESS IN CUBAN RAP AND BRAZILIAN RAP DISCOURSE: Dialogues of/ and resistance | Yanelys Abreu Babi | PDF
- EL RASTRO FEMENINO EN EL ARCHIVO MOKANÁ/ THE FEMALE TRAIL IN THE MOKANÁ ARCHIVE | Clara Valencia | PDF | OUTROS ARTIGOS/
OTHER ARTICLES
- LEGAL AND EXTRA-LEGAL MEASURES OF LABOR EXPLOITATION: work, workers and socio-racial control in spanish colonial Puerto Rico, c. 1500-1850/ MEDIDAS LEGAIS E EXTRAJUDICIAIS DE EXPLORAÇÃO DO TRABALHO: Trabalho, trabalhadores e controle sócio-racial na colonia espanhola de Porto Rico, 1500-1850 | Jorge Chinea | PDF
- CONVENIOS LABORALES DE LAS PERSONAS DE ORIGEN AFRICANO Y AFRODESCENDIENTES EN EL VALLE DE TOLUCA, SIGLOS XVI Y XVII/ LABOR AGREEMENTS FOR PEOPLE OF AFRICAN ORIGIN AND PEOPLE OF AFRICAN DESCENT IN THE TOLUCA VALLEY, 16TH AND 17TH CENTURIES | Georgina Flores García, María Guadalupe Zárate Barrios, Brenda Jacqueline Vázquez Montes de Oca | PDF
- A REVOLUÇÃO CUBANA E O PERFIL IDEOLÓGICO DO MOVIMENTO 26 DE JULHO/ THE CUBAN REVOLUTION AND THE IDEOLOGICAL PROFILE OF THE JULY 26 MOVEMENT | Rafael Saddi | PDF
- BOB MARLEY: memórias, narrativas e paradoxos de um mito polissêmico/ BOB MARLEY: Memories, narratives and paradoxes of a polysemous myth | Danilo Rabelo | PDF
RESENHA/ REVIEW
- A REVOLUÇÃO EM TRANSE: UMA ANÁLISE DE “INVENTO, LUEGO RESISTO: El Período Especial en Cuba como experiencia y metáfora (1990-2015) de Elzbieta Sklodowska”/ THE REVOLUTION IN TRANCE: An analysis of “Invention, then I resist: The Special Period in Cuba as an experiment and metaphor (1990-2015) by Elzbieta Sklodowska | Marcos Antonio da Silva | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 18, n. 34, jan./jun. 2017.
DOSSIÊ: Carnaval e Ritmo
Editorial | Laura De la Rosa Solano, Lorena Ardito | PDF |
HEGEMONÍA E CARNAVAL NO CARIBE CONTEMPORÂNEO/ HEGEMONY AND CARNIVAL IN THE CONTEMPORARY CARIBBEAN
- EMPLUMADOS, ENMASCARADOS, CHALLADOS, ENTERRADOS: El encuentro del don carnal nuestroamericano con la teoría cultural de raymond williams/ FEATHERED, MASKED, CHALLENGED, BURIED: the encounter of Don Carnal´s ‘nossoamericano’ with Raymond Williams’ cultural theory | Lorena Ardito Aldana | PDF
- AS “AÇÕES CARNAVALESCAS”: Uma proposta metodológica para abordar a festa a partir de dois exemplos caribenhos/ THE “CARNIVAL ACTIONS”: A methodological proposal to approach the ‘party’ from two Caribbean examples | Laura De la Rosa Solano | PDF
- OS FOTÓGRAFOS DO CARNAVAL DE BARRANQUILLA: Notas para uma história da mirada ao festivo/ PHOTOGRAPHERS OF THE CARNIVAL OF BARRANQUILLA: Notes for a history from a look to the festive | Danny Armando González Cueto | PDF | DISPUTAS E HORIZONTES NA CENA DA RUA/ DISPUTES AND HORIZONS ON THE STREET SCENE |
- ALÉM DO ESTEREÓTIPO DE CONFLICTOS DA ORDEM PÚBLICA: Criação e significação dos lugares dos territorios através das performances das bandas a pé/ IN ADDITION TO THE STEREOTYPE OF PUBLIC ORDER CONFLICTS: Creation and signification of the places of the territories through the performances of bands on foot | Mathilde Périvier | PDF
- Que bloco é esse? Posicionamiento del bloco afro Ilê Aiyê no carnaval de Salvador e o movimento do Samba Reggae/ WHAT BLOCK IS THIS? Positioning of the Ilê Aiyê afro block at the carnival of Salvador and the Samba Reggae movement | Karen Ruby Gómez Vergara | PDF
- CLAIMING CARIBBEAN SPACE: Re-enacting Carnival in Melbourne, Australia | Karina Smith | PDF
- MAKING THE STREETS: Significance of Creative Social Play in Public Streets: A Connection Between Street Art and Street Festivals | Priscilla Stilwell | PDF |
CARIBE À CONTRACORRENTE/ COUNTERCURRENT CARIBBEAN
- O APORTE FRANCO-HAITIANO AO CARNAVAL DE SANTIAGO DE CUBA: Uma revisão histórica/ THE FRANCO-HAITIAN CONTRIBUTION TO THE CARNIVAL OF SANTIAGO DE CUBA: A historical review | Daniela Isabel Quintanar Pérez | PDF
- O ESPÍRITO DAS CARNESTOLENDAS E A ORDEM IMPERIAL NA CARTAGENA DE INDIAS DO SÉCULO XVIII/ THE SPIRIT OF CARNESTOLENDAS AND THE IMPERIAL ORDER IN EIGHTEENTH CENTURY CARTAGENA DE INDIAS | Milton Moura | PDF | OUTROS ARTIGOS/ OTHER ARTICLES
- AS DIVINDADES DO POP-MODERNO: Cosmogonias, ritos e divindades afro-americanas na atual música feminina caribenha/ THE DEITIES OF MODERN-DAY POP: Cosmogonies, rites, and African-American divinities in present-day female Caribbean music | Massimiliano Carta | PDF | Autores/ Authors | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 17, n. 33. jul./dez. 2016.
DOSSIÊ: Manifestações culturais em Afro América, conexões, continuidades transnacionais.
Editorial. | Juan M Saldívar | PDF
Dossiê: Manifestações culturais em Afro América, conexões, continuidades transnacionais
- TRANSCULTURALIDADES: Redescobrindo as conexões ancestrais | Leonardo Alvares Vidigal | PDF
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- SANTERÍA CUBANA EN LA CIUDAD DE MÉXICO: Estudio de caso en una colonia popular al sur de la ciudad de México | Diana Cano Miranda | PDF |
Outros Artigos
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- LA POESÍA DE GERTRUDIS GÓMEZ DE AVELLANEDA EN ANTOLOGÍAS COLECTIVAS (1846-1893) | Ángeles Ezama Gil | PDF
Resenha
- A REVOLUÇÃO ILHADA: Uma análise de “Cuba, Revolução e Reforma” (Coleção Nossa América) | Marcos Antonio da Silva | PDF | Autores | . | . . | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 16, n. 32. jan./jun. 2016.
DOSSIÊ: Ilhas do Caribe: do colonialismo ao concerto das nações.
Editorial | María Teresa Cortés Zavala | PDF
Dossiê: Ilhas do Caribe: do colonialismo ao concerto das nações |
- TENSAS RELACIONES Y CONFLICTOS DE JURISDICCIÓN INQUISITORIAL EN LA ISLA DE CUBA | Olivia Gargallo García | PDF
- COMERCIO Y TRÁFICO MARÍTIMO ENTRE HAMBURGO Y PUERTO RICO EN EL CONTEXTO CARIBEÑO EN EL SIGLO XIX | Argelia Pacheco Díaz | PDF
- SLAVERY AND CHILD TRAFFICKING IN PUERTO RICO AT THE CLOSING OF THE AFRICAN SLAVE TRADE: The young captives of the slaver majesty, 1859-1865 | Jorge Chinea | PDF
- LA SOCIEDAD ECONÓMICA DE AMIGOS DEL PAÍS EN PUERTO RICO Y LAS PRÁCTICAS DE LA LECTURA EN EL PRIMER GABINETE DE LECTURA | María Teresa Cortés Zavala | PDF
- EN LA SENDA DEL PROGRESO: La imagen de Puerto Rico en las memorias de la cuarta feria celebrada en ponce en 1865 y de la exposición de París de 1867 por Román Baldorioty de Castro | Fernando Feliú Matilla | PDF
- CAMBIOS EN EL SINDICALISMO PUERTORRIQUEÑO ANTE LA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: El caso de la Confederación General de Trabajadores | Jorge J. Ruscalleda Reyes | PDF
- EL NACIONALISMO RADICAL: Narrativa histórica e identidad nacional en Cuba | Martín López Ávalos Ávalos | PDF
- EL CINE DE LA REVOLUCIÓN CUBANA: Una polémica en torno a los primeros proyectos del ICAIC, 1959-1964 | Leticia Bobadilla González | PDF
- APPRECIATING CALLALOO SOUP: St. Martin as an expression of the compositeness of Life beyond the guiding fictions of racism, sexism, and class discrimination | Francio Guadeloupe, Erwin Wolthuis | PDF | Outro Artigo | VARÍOLA, TABACO E SISTEMAS ATLÂNTICOS: As causas da ascensão da Costa da Mina e queda de Angola no comércio negreiro na segunda metade do século XVII | Leonardo Dallacqua de Carvalho, Wesley Dartagnan Salles | PDF | Autores | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 16, n. 31. jul./dez. 2015.
Dossiê: História, Memória e Comemoração
Editorial | Jaime de Almeida | PDF
Artigos
- O BICENTENÁRIO BOLIVIANO NO EIXO VENECUBA | Jaime de Almeida | PDF
- O DRAMA ÉTNICO E POLÍTICO DO 11 DE NOVEMBRO EM CARTAGENA DE ÍNDIAS | Milton Moura | PDF
- LA CULTURA FESTIVA DEL CARIBE COLOMBIANO EN LA ENCRUCIJADA DE LA GUERRA: Fiesta y paramilitarismo en Necoclí-Antioquia | Daleth Restrepo Pérez | PDF
- L’ASSASSINAT DE DESSALINES ET LE CULTE DE SA MÉMOIRE | Vertus Saint-Louis | PDF | Outros Artigos
- QUEM QUER SER TOUSSAINT LOUVERTURE? BANALIZAÇÃO E SILENCIAMENTO NA PRODUÇÃO DE NARRATIVAS OFICIAIS SOBRE A HISTÓRIA HAITIANA | Pâmela Marconatto Marques, José Carlos Gomes dos Anjos | PDF
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- A ELEIÇÃO DE BARACK OBAMA VISTA DA MARTINICA: Expectativas e intuições | Luana Antunes Costa | PDF
- THE SEARCH FOR GENUINE SELF IN THE CARIBBEAN CULTURAL HORIZON AND MESOAMERICAN CIVILIZATION | Humberto Ortega-Villaseñor y Tibor Máhrik | PDF
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Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 15, n. 30. jan./jun. 2015.
Deslocamentos interamericanos: literaturas caribenhas produzidas nos EUA e no Canadá
Editorial | Elena Palmero González | PDF
Dossiê: DESLOCAMENTOS INTERAMERICANOS: literaturas caribenhas produzidas nos Estados Unidos e no Canadá
- ENTRE MARES E LARES: A poética da (des) locação na literatura do arquipélago caribenho | Roland Walter | PDF
- MODERNIDADE CONTRACULTURAL E PÓS- ‘COLONIAL’ EM MIDNIGHT ROBBER, DE NALO HOPKINSON | Sonia Torres | PDF
- ABENG: Identidades, memórias e histórias em disputa | Denise Almeida Silva | PDF
- DISCURSOS DA MEMÓRIA NA LITERATURA DA DIÁSPORA CUBANA NOS ESTADOS UNIDOS | Elena C. Palmero González | PDF
- A LITERATURA HISPANA DOS ESTADOS UNIDOS: Reflexões começando o século XXI | Jesús J. Barquet | PDF
- MAGALI ALABAU, JESÚS BARQUET, ALINA GALLIANO, MAYA ISLAS E JUANA ROSA PITA: Vozes Cubanas nos Estados Unidos | Elena Palmero González | PDF |
Artigos: Outros deslocamentos caribenhos
- REPRESENTAÇÕES DA ESCUTA E DA PALAVRA DA NOITE EM AUTORES FRANCÓFONOS DE ORIGEM ANTILHANA | Maria Bernadette Velloso Porto | PDF
- CARIBE FRANCÓFONO E ÁFRICA: Interseções | Eurídice Figueiredo | PDF
- PATER FAMILIAS POR UNA LITERATURA MENOR: La poética conceptual del grupo diáspora(s) | Idalia Morejón Arnaiz | PDF
- “É PRECISO IMAGINAR”: Entrevista a Patrick Chamoiseau | Luana Antunes Costa | PDF |
Autores | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 15, n. 29, jul./dez. 2014.
DOSSIÊ: Revisitando o Caribe: antigos e novos temas sobre sua história.
Editorial | Pedro San Miguel | PDF | Dossiê Revisitando o Caribe: antigos e novos temas sobre sua história |
- SUGAR AND LIVESTOCK: Contraband Networks in Hispaniola and the Continental Caribbean in the Eighteenth Century | Juan Giusti-Cordero | PDF
- GEOGRAFÍA AFRICANA E IDENTIDAD EN JEAN PRICE MARS Y GILBERTO FREYRE | Carlos D. Altagracia Espada | PDF
- SIN DELITOS NI PECADOS: La negociación de la justicia eclesiástica en Puerto Rico (1795-1857) | César Augusto Salcedo Chirinos | PDF
- SEGURO SUEÑAS QUE ESTÁS EN PUERTO RICO, O SOBRE LA HISTORIA DEL TURISMO EN LA ISLA | Nora L. Rodríguez Vallés | PDF
- LOS CRONISTAS DEL 98: Americanización y discurso colonial según la vanguardia capitalista | Pablo Samuel Torres | PDF
- UNA “MIRADA IMPERIAL” A LA HISTORIA CUBA: Our Cuban Colony de Leland Jenks | Pedro L. San Miguel | PDF | Artigos de temas comparativos | LUGARES DE XANGÔ, EM TRINIDAD E NO BRASIL: Contemporaneidade e diferença colonial | Alexandre Martins de Araújo | PDF
- DIÁLOGOS TRANSNACIONAIS E INTERDISCIPLINARES: Brasil/Caribe | Olga Cabrera, Isabel Ibarra | PDF
- POLÍTICA, MÚSICA E LITERATURA NO CIRCUITO ÁFRICA/BRASIL/CARIBE | Amailton Magno Azevedo | PDF
- DIFICULTADES PARA LA IMPLEMENTACIÓN DE POLÍTICAS PÚBLICAS ANTI-RACISTAS: Casos de Cuba y Brasil | Dionisio Lázaro Poey Baró | PDF |
Os Autores | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 14, n. 28, jan./jun. 2014.
DOSSIÊ: O Caribe como espaço de representações.
Editorial. | Laura Múñoz | PDF
Dossiê: O Caribe como espaço de representações
- EL CARIBE EN LOS MAPAS DE LA REVISTA NATIONAL GEOGRAPHIC | Laura Múñoz | PDF
- ¿QUIÉN DA MÁS? EL FUNCIONAMIENTO DE LOS DECOMISOS Y LAS SUBASTAS EN LA REAL HACIENDA DEL PUERTO DE VERACRUZ DURANTE LA ÉPOCA BORBÓNICA | Julio César Rodríguez Treviño | PDF
- EL BACALAR COLONIAL. UNA VILLA ESPAÑOLA EN LOS CONFI NES DE YUCATÁN | Gabriela Vázquez Barke | PDF
- EL CARIBE EN LAS PRIORIDADES DEL MINISTRO FRANCISCO ZARCO | Ana Silvia Rábago Cordero | PDF
- EL IMPERIALISMO NORTEAMERICANO Y LAS VÍAS ANTILLANAS A LA ESCOLARIZACIÓN RURAL | Juan B. Alfonseca Giner de los Ríos | PDF
- LA DELEGACION PLENIPOTENCIÁRIA EN ESTADOS UNIDOS. ESTRATEGIAS EXPEDICIONARIAS, 1895-1898 | Yoel Cordoví Núñez | PDF
- EL EXILIO DE JOSÉ MARÍA LOZANO EN LA HABANA ¿DESTERRADO INTELECTUAL O CONSPIRADOR? | Erik del Angel Landeros | PDF
- DOS HOMBRES A CARTA CABAL: El embajador José de J. Núñez y Domínguez y el secretario José Alabarda Ortega en República Dominicana durante la dictadura | Hilda Vázquez Medina | PDF
- REPRESENTACIONES DEL AFRODESCENDIENTE A PARTIR DE LAS CANCIONES DE SALSA | Alejandro Álvarez Martínez | PDF
- A MARGINALIZAÇÃO OCUPA A RUA: O rap em Cuba | Allysson Fernandes | PDF
- Os Autores | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 14, n. 27, jul./dez. 2013
DOSSIÊ: Festas, Cultura e Ambiente no Caribe.
Editorial | Milton Moura | PDF
Artigos
- A FESTA REVOLUCIONÁRIA COMO TEMPO DA MEMÓRIA: as comemorações do 26 de julho em Cuba (1959-2013) | Giliard da Silva Prado
- AS FESTAS DE INDEPENDÊNCIA EM CARTAGENA DE INDIAS HISTÓRIA, CONFLITO E CULTURA NUM PORTO DO CARIBE | Milton Moura
- O MUNDO SIMBÓLICO FESTIVO NO CARIBE COLOMBIANO | Edgar J. Gutierrez Sierra | PDF
- UMA MIRADA AO CARIBE DESDE UM PROJETO CULTURAL: BordeCaribe | Eduardo Hernández Fuentes | PDF
- MEMÓRIAS AFRO-DIASPÓRICAS E OS MUSEUS: algumas reflexões | Joseania Miranda Freitas
- NARRATIVA, FRONTEIRAS E NAÇÃO: Caribe Colombiano | Dernival Venâncio Ramos Júnior
- CULTURA E AMBIENTE: Santana dos Pretos (MA, Brasil) e Pelenque San Basilio (Caribe, Colombiano) | Olga Cabrera, Rickley Marques
- POPULAÇÃO-AMBIENTE. DESENVOLVIMENTO E AGRICULTURA URBANA NUM MUNICIPIO DE HAVANA, CUBA | Gilberto Javier Cabrera Trimñio
Outros Artigos
- AS TAXAS DE CASAMENTO NO CARIBE DESDE UMA PERSPECTIVA DE GÊNERO: estudos de caso | Sonia I. Catasús Cervera
- ADELANTE HERMANOS: cartas de cubanos à ONG Puente Familiar con Cuba | Isabel Ibarra Cabrera
Os Autores
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 13, n. 26, jan./jun. 2013.
DOSSIÊ: Caribe: processos identitários.
Editorial. | Olga Cabrera
Artigos
- GIMME DI WEED: popular music constructions of jamaican identity | Donna P. Hope | PDF
- MESTIÇAGEM E BARROCO NA LITERATURA DO GRANDE CARIBE | Eurídice Figueiredo
- MNEMOTÉCNICA MEDIEVAL Y NOVELA HISPANOAMERICANA. ALEJO CARPENTIER: el reino de este mundo | Christian Wehr
- A FALA DO SUBALTERNO. O VÍDEO COMO AGÊNCIA | Vandimar Marques Damas
- TIEMPOS DE RECUPERACIÓN: la Liga Antiimperialista Cubana y el Congreso Antiguerrero de 1934 | Daniel Kersffel
- A REPÚBLICA DO HAITI E O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO ESTADO-NAÇÃO | Renata de Melo Rosa, Vogly Nahum Pongnon
- UM BALANÇO HISTORIOGRÁFICO SOBRE O GARVEYISMO ÀS VÉSPERAS DO CENTENÁRIO DA UNIA | Danilo Rabelo | PDF
- O MOVIMENTO DE MARCUS GARVEY VISTO POR UMA JOVEM NEGRA CUBANA: conflitos de nação, racismo e soluções ao problema racial | Dionisio Lázaro Poey Baró
- A HISTÓRIA E A CULTURA EM GILBERTO FREYRE E FERNANDO ORTIZ | Emerson de Oliveira
- PROCESSOS DE ETNOGÊNESE NA FORMAÇÃO DE IDENTIDADES DE COMUNIDADES AFRO DESCENDENTES | Alexandre Martins de Araújo, Elias Nazareno
Os Autores
Expediente | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 13, n. 25, jul./dez. 2012.
DOSSIÊ: Povos indígenas no Caribe contemporâneo.
Editorial | Stephen Grant Baines | PDF
Dossiê: Povos indígenas no Caribe contemporâneo
- DISPERSÃO E CONCENTRAÇÃO INDÍGENA NAS FRONTEIRAS DAS GUIANAS: análise do caso kaxuyana | Ruben Caixeta de Queiroz, Luisa Gonçalves Girardi | PDF
- A VONTADE DE SABER – A ESCOLA E O MUNDO DAS PROFISSÕES ENTRE OS YE’KUANA | Karenina Vieira Andrade | PDF
- UNA MONTAÑA BAÑADA POR EL MAR. LA SIERRA NEVADA DE SANTA MARTA EN EL CARIBE COLOMBIANO | Jose Arenas Gómez | PDF
- ESTRATÉGIA DE AUMENTO DE VALÊNCIA: a Construção Causativa em Waimiri Atroari (Carib do Norte) | Ana Carla Bruno | PDF
- OS POVOS INDÍGENAS WAPICHANA E MAKUXI NA FRONTEIRA BRASIL-GUIANA, REGIÃO DO MACIÇO GUIANENSE | Stephen Grant Baines
- MIGRACIONES MAYAS Y YUCATECAS A CUBA; NOTAS ETNOGRÁFICAS | Victoria Novelo Oppenheim
- Artigos Históricos e Literários | LA APUESTA POR EL “GUANO” EN PUERTO RICO. EXPLORACIONES CIENTÍFICAS, DESEMPEÑO EMPRESARIAL Y MERCADO INTERNACIONAL | María Teresa Cortés Zavala, José Alfredo Uribe Salas | PDF
- UMA JANELA SOBRE O HAITI: estórias andantes de uma blanc no Caribe | Pâmela Marconatto Marques
- A GUIANA FRANCESA, ENTRE O PÓS-COLONIALISMO E A AFIRMAÇÃO NACIONAL | Charles Benedito Gemaque Souza
- NOTAS HISTORIOGRÁFICAS SOBRE LA ELECCIÓN PRESIDENCIAL DE TOMÁS ESTRADA PALMA Y EL ESTABLECIMIENTO DE LA REPÚBLICA CUBANA, 1902 | María del Rosario Rodríguez Díaz
- GILBERTO GIL E CAETANO VELOSO: ser jovem nos alegres tristes trópicos | Amailton Magno Azevedo | PDF
Os Autores | PD
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 12, n. 24, jan./jun. 2012.
DOSSIÊ: diáspora, literatura e arte
Editorial. | Danny González Cueto, Dernival Venâncio Ramos, Jordi Lladó | PDF
Dossiê: diáspora, literatura e arte
- ANECDOTARIO DE UNA VISA IMAGINARIA: diáspora y activismo en la obra de Jean-François Boclé | Carlos Garrido Castellano | PDF
- LA “PRIMERA PIEDRA”: José Gómez Sicre y la fundación de los museos interamericanos de arte moderno de Cartagena y Barranquilla | Alessandro Armato | PDF
- LITERATURA CATALANA EN LA PRENSA CARIBEÑA Y LATINOAMERICANA: una nación en la diáspora | Jordi Lladó | PDF
- ARTE, LITERATURA, PRENSA E INTELECTUALIDAD EN EL CARIBE COLOMBIANO (1917-1980) | Danny González Cueto
- FEMINISMO, GÉNERO O REIVINDICACIÓN EN EL ARTE DEL CARIBE COLOMBIANO: colectivo La REDHADA | Alexa Cuesta Flórez
- EL LATINOAMERICANISMO EN LA PROPUESTA TEÓRICA Y CRÍTICA DE JUAN ACHA: la convergencia con las teorías del Caribe | Dagmary Olívar Gratero
- PERFORMANCE BIOGRÁFICA E NARRATIVA NO CARIBE: um estudo de La consagración de la primavera, de Alejo Carpentier | Dernival Venâncio Ramos, Marina Haizenreder Ertzogue
- JAIME SUÁREZ ANTE LA CRÍTICA DE ARTE PUERTORRIQUEÑA. IMPRESIONES DE UNA DÉCADA (1975-1985) | Daniel Expósito Sánchez
- UNA INCURSIÓN EN LA CIÉNAGA DE GARCÍA MÁRQUEZ: el proyecto de adaptación de La Casa Grande de Álvaro Cépeda por Luis Alcoriza | Javier Herrera
- TEORÍAS DE LA HISTORIA Y DE LA FRONTERA EN LOS ENSAYOS LATINOAMERICANOS Y CARIBEÑOS | Luiz Sérgio Duarte da Silva
Os Autores
Expediente
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 12, n. 23, jul./dez. 2011.
DOSSIÊ: Mulher e Caribe: aproximações à problemática de gênero
Editorial. | Brígida Pastor | PDF
Dossiê: mulher e Caribe: aproximações à problemática de gênero
- SOFÍA, LA MUJER, LA REVOLUCIÓN Y LA VIDA: tres hombres y una mujer: el siglo de las luces de Alejo Carpentier/ Sofia, woman, revolution and life in el siglo de las luces | María Guadalupe Mercado Méndez | PDF
- PROGRESO Y CONFLICTO EN LA MUJER ESCRITORA DE LA CUBA EL SIGLO XIX: la ansiedad de autoría/ PROGRESS AND CONFLICT IN THE NINETEENTH CENTURY CUBAN WOMAN WRITER: anxiety of Authorship | Brígida Pastor | PDF
- EL AMOR EN LOS TIEMPOS DE GUERRA: la novela gráfica de sangre y ron mi Cuba/ LOVE IN TIMES OF WAR: the Graphic Novel de sangre y ron mi Cuba | Verena Berger | PDF
- EL DIÁLOGO PERFECTO: the language of lesbian love in Sonia Rivera Valdés’s Cuban-American Confessions | Conrad James | PDF
- NEGRAS Y MULATAS EN EL SIGLO XXI: una visión racializada del género en novelas cubanas/ BLACK WOMEN AND MULATTAS IN THE XXI CENTURY: a racial Vision of gender in cuban novels | Carlos Uxó | PDF
- CUERPOS DE PASO: capital, raza y género en el Canal de Panamá (una cuestión de realismos)/ PASSING BODIES: Capital, Race and Gender in the Panama Channel (A Question of Realism) | Daniel Noemi Voionmaa | PDF
- EL ARTE DE NARRAR LA MEMORIA FEMININA: La mujer como agente en la parodia de la normatividad de género/ THE ART OF NARRATING FEMININE MEMORY: woman as Agent in the Parody of the Gender Normativity | Omar García Obregón | PDF
- INTERSEÇÕES ENTRE GÊNERO, RAÇA, TURISMO E EXPLORAÇÃO: o caso de Antigua/ GENDER AND RACE IN THE NOVEL A SMALL PLACE FROM JAMAICA KINCAID | Lívia Maria Bastos Vivas | PDF
- ELECTRA ARENAL Y CUBA: “un tiempo de amor recíproco”/ ELECTA ARENAL AND CUBA: ‘A Time of Reciprocal Love’ | Dina Comisarenco Mirkin | PDF
- MARIA ANTONIA E EFIGÊNIA: gênero e sociedade no teatro negro caribenho/ MARIA ANTONIA E EFIGÊNIA: gender and society in black caribbean theatre | Julio Moracén Naranjo
- MUJERES DEL VALLE DE TOLUCA ENPIE DE LUCHA: negras, españolas e indígenas en los siglos XVII- XVIII/ FIGHTING WOMEN FROM THE VALLE DE TOLUCA: black, spanish and Indigenous in the XVII-XVIII Centuries | Georgina Flores García | PDF
- Os Autores| PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 11, n. 22, jan./jun. 2011.
DÔSSIE: Territorialidades e Influências Afro-Caribenhas nas Américas
Editorial | Leonardo Alvares Vidigal, Carlos Benedito Rodrigues da Silva
Artigos
- Quilombos (Palenques), terras de pretos: Identidades m construção | José Reinaldo Miranda de Sousa
- PROTAGONISMO NEGRO NUMA PERSPECTIVA AFROCENTRADA | Elio Chaves Flores, Alessandro Amorim
- CLASSIFICAÇÃO INSTÁVEIS E PERMEÁVEIS: cultura material africana nos museus | Luzia Gomes Ferreira | PDF
- Vozes e políticas da diáspora na América Latina e Caribe: A Red de Mujeres Afrolatinoamericanas, Afrocaribeñas y de la Diáspora como movimento transnacionl afrodiaspórico | Marilize Luisa Martins dos Reis | PDF
- Lee “Scratch” Perry: xamã musical da Jamaica, o homem-espírito da Black Ark | David Katz
- Outras relações entre música e território no audiovisual: um discurso da mídia em Netos do Amaral e Documento Especial | Leonardo Vidigal
- Don’t worry, fool around: Considerações sobre o uso do reggae e do ska na publicidade brasileira | Laura Guimarães Corrêa | PDF
- Registros iconográficos do reggae no Maranhão | Carlos Benedito Rodrigues da Silva | PDF
- O Merengue na formação da música popular urbana de Belém do Pará: Reflexão sobre as conexões Amazônia-Caribe | Bernardo Farias
Cultura Pós-colonial e Ativismo
- “A UNIDADE É SUBMARINA”: circuitos da cultura no caribe “transterritorial” | Carolyn Cooper | PDF
- QUILOMBOS (PALENQUES), TERRAS DE PRETOS: identidades em construção | José Reinaldo Miranda de Sousa | PDF
- PROTAGONISMO NEGRO NUMA PERSPECTIVA AFROCENTRADA | Elio Chaves Flores, Alessandro Amorim | PDF
- CLASSIFICAÇÕES INSTÁVEIS E PERMEÁVEIS: cultura material africana nos museus | Luzia Gomes Ferreira | PDF
- VOZES E POLÍTICAS DA DIÁSPORA NA AMÉRICA LATINA E CARIBE: a Red de Mujeres Afrolatinoamericanas, Afrocaribeñas y de la Diáspora como movimento transnacional afrodiaspórico | Marilise Luiza Martins dos Reis | PDF | Música, Imagem e Palavra
- LEE “SCRATCH” PERRY: xamã musical da Jamaica, o homem-espírito da Black Ark | David Katz | PDF
- OUTRAS RELAÇÕES ENTRE MÚSICA E TERRITÓRIO NO AUDIOVISUAL: um discurso da mídia em Netos do Amaral e documento especial | Leonardo Vidigal | PDF
- DON’T WORRY, FOOL AROUND: considerações sobre o uso do reggae e do ska na publicidade brasileira | Laura Guimarães Corrêa | PDF
- REGISTROS ICONOGRÁFICOS DO REGGAE NO MARANHÃO | Carlos Benedito Rodrigues da Silva | PDF
- O MERENGUE NA FORMAÇÃO DA MÚSICA POPULAR URBANA DE BELÉM DO PARÁ: reflexão sobre as conexões Amazônia-Caribe | Bernardo Farias | PDF |
Os Autores | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 11, n. 21, jul./dez. 2010.
DOSSIÊ: Conexões Atlânticas: temas, abordagens, conceitos
Editorial. | Olga Cabrera
Artigos
- DEREK WALCOTT E OMEROS: uma discussão sobre a problemática das identidades afro-caribenhas | Henrique Cunha Junior, Lílian Cavalcanti Fernandes Vieira
- AS ARTISTAS AUTÔNOMAS DE A PAIXÃO SEGUNDO G.H. E A NADA COTIDIANA Y LA NADA COTIDIANA | Maddox Maddox
- BRASIL E CUBA: Sociedade, História na interseção do Gênero, Raça e Classe social | Olga Cabrera, Orlinda Carrijo Melo
- DIÁLOGO EM IMAGENS E IMAGENS EM DIÁLOGOS: Um estudo dos projetos estéticos de Glauber Rocha e Sembene Ousmane | Victor Martins de Souza
- A APROXIMAÇÃO CULTURAL ENTRE O REGGAE JAMAICANO E O DISCURSO DE EDSON GOMES | Geórgia de Castro Machado Ferreira | PDF
- NOVAS DIÁSPORAS AFRICANAS E ASSOCIATIVISMO TRANSNACIONAL. UMA PERSPECTIVA DE GÊNERO | Manuela Borges Borges
- SOBRE AS HIDRAS DO NORTE: Rotas de transgressão desde o Ceará aos portais da Amazônia-1877/1889 | Edson Holanda Lima Barboza
- Temas Caribenhos |
- AS REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO NO CARIBE COLOMBIANO | Carlos de Oro
- CUBA: As ciências sociais no século XX | Orieta Alvarez Sandoval, Alfredo Alvarez Hernández
- TRINIDAD: olhando retrospectivamente | Alexandre Martins de Araújo
- O CARIBE: interesses estadunidenses e mexicanos nos começos do século XX | María del Rosario Rodríguez Díaz, Margarita Espinosa Blas
Os Autores
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 10, n. 20, jan./jun. 2010.
DOSSIÊ: Carnaval negro do Caribe
Editorial. | Joseania Miranda Freitas, Martha Lizcano Angarita
Artigos
- OS RITMOS CALIENTES DO CARIBE NUM CARNAVAL BRASILEIRO | Milton Moura | PDF
- CARNAVALES EN EL TRÓPICO Y EN EL CARIBE: visiones literarias e identidades continentales | Jordi Lladó
- CARNAVAL NO ARQUIVO: Cultura e Narrativa no Caribe Colombiano | Dernival Venâncio Ramos | PDF
- LAS PARADOJAS DE LA PRESERVACIÓN DE LAS TRADICIONES DEL CARNAVAL DE BARRANQUILLA EN MEDIO DEL MERCANTILISMO, LA GLOBALIZACIÓN Y EL DESARROLLO CULTURAL | Carlos de Oro | PDF
- LAS RAÍCES AFRICANAS DEL CARNAVAL DE BARRANQUILLA | Joseania Miranda Freitas
- EL APORTE AFROCOLOMBIANO AL CARNAVAL DE BARRANQUILLA: su valoración e inventario en los estudios históricos, antropológicos y etnográficos (1829 – 2005) | Martha Lizcano Angarita, Danny González Cueto
- EL CARNAVAL SANTIAGUERO, ORIGEN Y RESISTÊNCIA | Olga Portuondo Zúñiga
CARIBE: outros temas
- EL NEGRO EN LA TABAQUERÍA CUBANA | Olga Cabrera
- NADA CAE DEL CIELO, TODO VIENE DE LA TIERRA | Rose Mary Allen
- DEMOCRACIA Y LIBERACIÓN NACIONAL EN EL CARIBE: el caso de Granada (1979-1983) | Carlos Federico Domínguez Ávila
Resenha
- A HISTÓRIA DA ESCRAVIDÃO DE OLIVIER PÉTRÉ-GRENOUILLEAU | Fabio Luis Barbosa dos Santos
Os Autores | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 10, n. 19, jul./dez. 2009.
DOSSIÊ: Cuba, Cultura, Sociedade e Política
Editorial. | Isabel Ibarra Cabrera, Kátia Couto
Artigos
- LOS UMBRALES DEL CONSTITUCIONALISMO EN CUBA, 1808-1812 | Olga Portuondo
- TABACO, MITO Y ESCLAVOS EN CUBA | Enrique López Mesa
- JOSÉ ANTONIO SACO Y LOS ESTADOS UNIDOS | Josef Opatrný
- LA HABANA VIEJA: conversão em centro histórico e projeção mundial das práticas patrimoniais | Alex Ricardo Medeiros da Silveira
- A PRESENÇA DOS IMIGRANTES ANTILHANOS EM CUBA (1910-1952) | Kátia Couto
- REFORMA AGRÁRIA E REVOLUÇÃO: Cuba e as Ligas Camponesas do Brasil nos anos 60 | André Lopes Ferreira
- OUTRO OLHAR SOBRE A REVOLUÇÃO CUBANA: a trajetória e obra de Reinaldo Arenas na revista Vuelta | Sílvia Cezar Miskulin
- ENTRE O ESTADO REVOLUCIONÁRIO E O EXÍLIO: invenção e re-construção da memória do povo cubano | Fernando Luís González Mitjáns
- BOARDING HOME: literatura, revolução e exílio | Isabel Ibarra Cabrera, Rickley L. Marques | PDF | Temas Caribenhos | DIASPORIC MARRONAGE: Some Colonial and Intercolonial Repercussions of Overland and Waterborne Slave Flight, with Special Reference to the Caribbean Archipelago | Jorge L. Chinea
- O CARIBE NA VIRADA DO SÉCULO XX COMO LABORATÓRIO DA MODERNIDADE: sobre enclaves urbano-agrários e a hinterland (trans)nacional | Liliana Gómez
Resenha
- QUANDO A ILHA ERA A CIDADE | Ynaê Lopes dos Santos
Os Autores | PDF
Expediente | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 09, n. 18, jan./jun. 2009.
DOSSIÊ: Conexões Afro-Atlânticas/Caribe Literatura Pós-colonial.
Editorial. | Olga Cabrera | PDF
Artigos
- LA CONSTRUCCIÓN DE UNA IDENTIDAD IMAGINADA: El Caribe | Luis A. Várguez Pasos | PDF
- NOTAS SOBRE A PRESENÇA DA MÚSICA CARIBENHA EM SALVADOR, BAHIA | Milton Moura | PDF
- FRONTEIRAS E MOVIMENTO CULTURAL ENTRE O CARIBE E SALVADOR: O samba-reggae, o merengue e o reggae | Yukio Agerkop | PDF
- “I CAME TO TAKE MY PLACE”: Contemporary discourses of Rastafari in Jamaican popular culture | Donna P. Hope Marquis | PDF
- “A JAMAICA É AQUI”: Relações entre música e território no audiovisual | Leonardo Alvares Vidigal | PDF
- REPENSAR A HISTÓRIA: Visual dreadlocks | Maristane de Sousa Rosa | PDF
- Copyright and the MusicBusiness in Jamaica- Protection for Whom? | Denis Howard | PDF | Caribe Literatura Pós-Colonial | Historia y cuerpo en El siglo de las luces de Alejo Carpentier, o cómo combatir el esencialismo | Renaud Malavialle | PDF
- POSTCOLONIALITY AND RESISTANCE IN EARLLOVELACE’S: The Wine of Astonishment and The Dragon Can’t Dance | Mawuena Logan | PDF
- TRACING AFRICA TO JAMAICA: Ethnicity,Gender and Postcolonial Identity in Abeng | H. Adlai Murdoch | PDF
- Enfrentando a irracionalidade no romance policial de Africa e das Américas | Françoise Cévaër | PDF
- Os Autores | . | | PD
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 09, n. 17, jul./dez. 2008.
Editorial. | Maria Bernadette Porto
Artigos
- A REESCRITA DA ESCRAVIDÃO EM PATRICK CHAMOISEAU | Eurídice Figueiredo
- LUGARES DA PALAVRA E DA IDENTIDADE CRIOULA NA OBRA DE ERNEST PÉPIN: a poética do devir | Maria Bernadette Velloso Porto
- VERS LE SUD, DE DANY LAFERRIÈRE: literatura, história e cinema | Núbia Hanciau | PDF
- MEMÓRIA, HISTÓRIA E IDENTIDADE CULTURAL: Maryse Condé, Édouard Glissant, Gisèle Pineau e Patrick Chamoiseau | Roland Walter
- IDENTIDADE CULTURAL, MESTIÇAGEM, COLONIALIDADE: Uma Leitura Comparatista | Heloisa Toller Gomes
- CRIOULIDADE E MESTIÇAGEM: os conceitos e suas interfaces | Jovita Maria Gerheim Noronha, Silvina Liliana Carrizo
- REINSCREVENDO GÊNEROS: o feminino, o diário e a nação | Stelamaria Coser
- IMAGENS E JEITOS DO CARIBE EM CAETANO VELOSO | Antonio R. Esteves
- A CONSTRUÇÃO CALIBÂNICA DO OUTRO: entre tempestades e naufrágios | Kátia Frazão Costa Rodrigues
- TRADITIONS ET ORALITÉ CHEZ MARYSE CONDÉ, PANAÏT ISTRATI ET AHMADOU KOUROUMA | Marina Perisanu
- ALEJO CARPENTIER EM SUA ÚLTIMA VIAGEM ÀS ORIGENS | Elena Palmero González
Entrevista | Irene Corrêa dos Santos Barbosa de Paula | PDF |
Os Autores
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 08, n. 16, jan./jun. 2008.
Editorial. | Olga Cabrera | PDF
Artigos
- PANORAMA DE REVISTAS CULTURALES CUBANAS: de El Papel Periódico a Temas | Denia Garcia Ronda
- LAS REDES JESUÍTICAS EN HISPANOAMÉRICA: Conexiones entre México y Cuba en el siglo XVIII | María Victoria Guevara Erra
- LA MUJER NEGRA ESCLAVA EN EL SIGLO XIX CUBANO: su papel en la economia | Digna Castañeda Fuertes
- COMO A FUENTE DE VIDA EXHAUSTO RÍO, VA A MI MADRE MI ESPÍRITU SOMBRÍO | Olivia América Cano | PDF
- CUBA, SIGLO XX. HISTORIA DE VIDA Y FAMILIA: Género y Generación | Marel Gladys García | PDF
- LA IMPRONTA DEL KAUSISMO EN CUBA | Josefina Suárez Serrano | PDF
- FERNANDO ORTIZ. LA VIRGEN DE LA CARIDAD DEL COBRE: UNA INTERPRETACIÓN DESDE EL CARIBE | Jose Antonio Matos Arévalo
- PENSAMIENTO, FILOSOFÍA Y DESCOLONIZACIÓN EN EL CARIBE. UN INTENTO POR PENSAR EN SU HISTORIA | Felix Valdés García | PDF
- A INVENÇÃO DO CARIBE COMO CONTRACULTURA E A REVOLUÇÃO CUBANA | Dernival Venâncio Ramos | PDF
- A CONDICIÓN MARIEL | Rickley Leandro Marques
- PRESENÇA DE CUBA | Olga Cabrera | PDF
Os Autores
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 08, n. 15, jul./dez. 2007.
Editorial. | Olga Cabrera | PDF
Artigos
- LICK SAMBA: Sinergias culturais entre Brasil e Jamaica | Carolyn Cooper | PDF
- OS SONS DO ATLÂNTICO NEGRO | Carlos Benedito Rodrigues da Silva | PDF
- O REGGAE NA “JAMAICA BRASILEIRA”: Cidadania e política a partir de letras musicais | Maristane de Sousa Rosa | PDF
- ENREDANDO BRASIL E JAMAICA: Um caso de comunicação intercultural pelo audiovisual e a música popular | Leonardo Vidigal | PDF
- MIGRAÇÕES DE IDEIAS, INFLUÊNCIAS OU REATIVAÇÕES? PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA NO BRASIL E EM CUBA COMO EXPERIÊNCIAS DESTERRITORIALIZADAS | Maria Therezinha Ferraz Negrão de Melo | PDF
- UMA VOZ DA DIÁSPORA HAITIANA NA LITERATURA MIGRANTE DO QUEBEC | Maria Bernadette Velloso Porto
- A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NO CARIBE DE LÍNGUA FRANCESA: da Negritude à antillanidade: Césaire e Glissant | Katia Frazão Costa Rodrigues | PDF
- PLANTATION LEGAL: Trinidad século XIX | Alexandre Martins de Araujo
- O TRÁFICO DE ESCRAVOS PARA O BRASIL NO SÉCULO XVIII | Cristina de Cássia Pereira Moraes
- A MORTE BRANCA DO ESCRAVO NEGRO: CONSIDERAÇÕES SOBRE ESCRAVIDÃO NO BRASIL: MEYA PONTE (1760-1776) | Maria Lemke Loiola | PDF
- ESTUDIOS DEL CARIBE EN COLOMBIA: entre la diversidad y la adversidad | Alberto Abello Vives
Resenha
- TAN LEJOS DE DIOS… ENSAYOS SOBRE LAS RELACIONES DEL CARIBE CON ESTADOS UNIDOS | Leonardo de Melo Rodrigues | PDF |
Os Autores | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 07, n. 14, jan./jun. 2007.
Editorial. | Olga Cabrera, Danilo Rabelo
Artigos
- COLONIALIDADE DO PODER E SUBALTERNIDADE: os sindicatos das trabalhadoras domésticas no Brasil | Joaze Bernardino Costa
- SUBMISSÃO E RESISTÊNCIA NA HISTÓRIA DE LEITURA, DE ESCRITA E DE LETRAMENTO DE UM GRUPO DE TRABALHADORES | Orlinda Carrijo Melo
- EL REINO DE ESTE MUNDO: de lo que puede y quiere La literatura frente a la voluntad de verdad | Maria Cândida Ferreira de Almeida
- A SELVA, O DESERTO E O MAR: práticas missionárias na região amazônico-caribenha | Eduardo Gusmão de Quadros
- HISTÓRIAS QUE SE ENTRELAÇAM. SOCIEDADE DOS PRAZOS: uma experiência européia na África | Maria do Carmo Ferraz Tedesco
- ICONOGRAFIA E HISTÓRIA NA LITERATURA DE DEREK WALCOTT | Maria Angela Cappucci
- OBEAH E MYALISM: religiosidade, feitiçaria e magia afro-jamaicanas | Danilo Rabelo
- AS TRANSFORMAÇÕES DO REGGAE JAMAICANO NO BRASIL: o caso do xote nordestino | Adriana Fernandes
- INFORMALIDADES, PRÁTICAS E LÓGICAS PÓS-COLONIAIS DE MATRIZ AFRICANA | Maria Manuela Borges
- OBRAS-PRIMAS DO PATRIMÔNIO ORAL E IMATERIAL DA HUMANIDADE: o Carnaval de Barranquilla e o Palenque de San Basílio (Colômbia) e o Samba de Roda do Recôncavo Baiano (Brasil) | Joseania Miranda Freitas, Luzia Gomes Ferreira, Priscila Maria de Jesus
- LAS RUTAS DE LA CIENCIA Y EL DESARROLO DE LA MEDICINA EM PUERTO RICO: 1800-1850 | Maria Teresa Cortes Zavala
- BRASIL-CENTROAMÉRICA: Cien años de solidaridad y cooperación (1906-2006) | Carlos Federico Domínguez Avila
Os Autores | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 07, n. 13, jul./dez. 2006.
Editorial. | Olga Cabrera
Artigos
- DA ORALIDADE À POESIA SENEGALESA ATUAL | El Hadji Ndoye
- CUBA: realidade social e projeção criadora de uma cultura insular | Alejandro Garcia
- RIMADORES PEKIZEIROS: cultura hip hop na roça asfaltada | Allysson Fernandes Garcia
- GASTÓN BAQUERO: a invenção de uma identidade | Efraín Rodriguez Santana
- DE ÁFRICA A AMÉRICA: el proceso de la esclavitud negra en el Valle de Toluca Novohispana | Georgina Flores García
- FRANCESES NA HISTÓRIA DE CUBA: análise da bibliografia | Leonor Amaro Cano
- A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE GALEGA EM CUBA: associacionismo e liderança étnica, 1871-1961 | José Antonio Vidal
- CARNAVAL DE BARRANQUILLA: de Floro Manco à UNESCO. 100 anos de patrimônio cultural imaterial no documentário | Martha Sofia Lizcano Angarita, Danny Gonzalez
- A FRONTEIRA GUIANA-BRASIL E ETNICIDADE ENTRE POVOS | Stephen Grant Baines
- MIGRAÇÕES ENTRE A COSTA DO MARFIM E A VENEZUELA: local, global e transnacional através da perspectiva etnográfica | Pilar Uriarte Bálsamo
- ENCUENTRO DE LA CULTURA CUBANA: Intelectuais Dissidentes e Revistas Culturais | Vilma Lourdes da Fonseca
Resenha
- REPRÉSENTATIONS DES NOIR(E)S DANS LES PRATIQUES DISCURSIVES ET CULTURELLES EN CARAÏBES | Olga Cabrera | PDF |
Os Autores
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 06, n. 12, jan./jun. 2006.
Editorial. | Maria Bernadette Velloso Porto | PDF
Artigos
- ESCRITAS DO ENTRE-LUGAR: Uma poética da viagem na obra de Alejo Carpentier | Elena Palmero González | PDF
- PAISAGENS DA INSULARIDADE: A poética do exíguo na literatura antilhana de língua francesa | Maria Bernadette Velloso Porto | PDF
- O HAITI: História, literatura, cultura | Eurídice Figueiredo | PDF
- A DESCOLONIZAÇÃO SIMBÓLICA DO NEGRO DA DIÁSPORA: Ironia e fantasma em Dany Laferrière | Irene Corrêa dos Santos Barbosa de Paula | PDF
- CINZAS DE MÁSCARA: Incompletude de uma viagem poética | Celina Scheinowitz | PDF
- NÉGRITUDE: A fetichização da diferença e o entre-lugar da subjetividade pós-colonial | Arnaldo Rosa Vianna Neto | PDF
- AIME CESAIRE, DA ANAMNESE A ENUNCIAÇÃO | Katia Frazão Costa Rodrigues | PDF
- MARTINIQUE DE PATRICK CHAMOISEAU: De guia turístico a manifesto político | Jovita Maria Gerheim Noronha | PDF
- O “SABIDO” E O “VIVIDO” CARIBENHOS: Métodos, ganhos e limites da literatura da crioulidade | Luciano C. Picanço C. Picanço | PDF
- INTERFACES DA COTIDIANIDADE NO ROMANCE LEONORA. L’HISTOIRE ENFOUIE DE LA GUADELOUPE | Márcia Maria de Jesus Pessanha | PDF
- OUTROS NOMES DO DESTERRO DO SER: Uma leitura transdisciplinar de L’Esperance macadam, de Gisele Pineau | Humberto Luiz L. de Oliveira | PDF
- A ALTERIDADE E A DIVERSIDADE NA RELEITURA HISTÓRICA DO TEATRO DA MARTINICA | Geraldo Ramos Pontes Junior | PDF
Entrevista
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 06, n. 11, jul./dez. 2005.
Editorial. | Brígida M. Pastor
Artigos
- 1492: First encounters, the invention of America and the Columbian Exchange | Luis Martínez-Fernández
- WOMEN’S REPRESENTATION: Two Epochs of the Revolutionary Cuban Cinema | Glenda Mejía, Alfredo Martínez-Expósito
- “JUSTICIA” NEOLIBERAL EN CUBA: una lectura de el rey de la habana de pedro juan gutiérrez y otras vainas | Daniel Noemí Voionmaa | PDF
- “BRINDO POR MI MAMÁ”: Eloy Machado Pérez and the Celebration of Afrocuban Motherhood | Conrad James
- FRENTE A LA POESÍA CUBANA DE HOY: dos textos de Dulce Pullés | María Zielina | PDF
- MUITO ALÉM DAS FRONTEIRAS DO SÉCULO XIX: política internacional em Martí e Sarmiento no limiar do século XXI | Dinair Andrade
- EL PODER DE LA REPRESENTACIÓN: la identidad cultural en la narrativa del Caribe (Siglos XX y XXI) | Nara Araújo
- REMEMBRANCE OF SLAVERY IN THE CARIBBEAN AND IN THE CONGO: Euzhan Palcy’s Rue Cases-Nègres and Raoul Peck’s Lumumba | Lieve Spaas
- SOME NOTES ON TERESA DE LA PARRA’S LAS MEMORIAS DE MAMÁ BLANCA | Stephen M. Hart
- GÉNERO E IDENTIDAD TRANSCULTURAL: perspectivas anglosajonas sobre el caribe y américa latina en el siglo XIX | Carmen Ramos Escandón
- LAS NARRACIONES DE JULIA ÁLVAREZ: hibridez y contexto multicultural | Maricruz Castro Ricalde | PDF
- DERRIBANDO LA PLANTACIÓN: espacios de la imaginación literaria en la narrativa yucateca-caribeña | Margaret Shrimpton Masson
- AN APPROACH TO THE STUDY OF CULTURE AS PEOPLE IN THE AFRICAN WORLD | Kwasi Konadu
Resenha
- BRÍGIDA M. PASTOR. EL DISCURSO DE GERTRUDIS GÓMEZ DE AVELLANEDA: IDENTIDAD FEMENINA Y OTREDAD | Eugênio Rezende de Carvalho | PDF
JUAN FLORES. FROM BOMBA TO HIP-HOP. PUERTO RICAN CULTURE AND LATINO IDENTITY | Brígida M. Pastor | PDF
Os Autores | . | | PD
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 05, n. 10, jan./jun. 2005.
Editorial. | . . | PDF
Artigos
- DE LA DESDICHA GENEALÓGICA AL ESPACIO GENEALÓGICO: La revolución del ser del migrante desnudo em el Caribe | Victorien Lavou Zoungbo | PDF
- PUERTO RICAN MIGRATION TO THE U.S VIRGIN ISLANDS | Dale T. Mathews | PDF
- LAS CORRIENTES MIGRATORIAS: El retorno de los emigrantes del Caribe a las Islas Canarias | Maria Luisa Iglesias Hernandez | PDF
- POVOS INDIGENAS NA FRONTEIRA GUIANA-BRASIL: Nacionalidade e indianidade numa fronteira internacional | Stephen G. Baines | PDF
- TRAVERSING THE CARIBBEAN BASIN: Hybridities and transformation | Adlai Murdoch | PDF
- LOS JUDEOSCONVERSOS CANARIOS Y SUS RELACIONES CON EL CARIBE | Luis Alberto Anaya Hernandez | PDF
- EL GRAN CARIBE ANTE UNA POSIBLE AREA PANAMERICANA DE LIBRE COMERCIO | Alberto Abello Vives | PDF
- SIXTEENTH-CENTURY PORTUGUESE VOYAGE AND SHIPWRECK NARRATIVES: refusals of female hyper-vulnerability in the contact zone | Johnson State College
- REGIONALISMO Y REGIONALIZACIÓN: El caso de la frontera Tabasco-Guatemala | Román Lopez Villicaña | PDF
- FRONTEIRAS INTERNAS DA NAÇÃO BRASILEIRA: Culturas negras – interdição e sobrevivência | Idelma Santiago da Silva | PDF
- VIVRE DANS LA VILLE: Les secteurs populaires et la crise a Port-au-Prince | Sabine Monigat | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 05, n. 09, jul./dez. 2004.
Editorial. | Eugenio Rezende de Carvalho, Olga Cabrera, Dernival Venancio Ramos Junior | PDF
Artigos
- EL HOMBRE, LA HEMBRA Y EL HAMBRE DE DAÍNA CHAVIANO O CUANDO LA COMIDA SALE MÁS CARA QUE EL HAMBRE | El Hadji Amadou Ndoye | PDF
- AS IMAGENS-MUNDO EM DEREK WALCOTT | Maria Angela Cappucci | PDF
- POÉTICAS DOS RESTOS E RECICLAGEM CULTURAL EM PRODUÇÕES ANTILHANAS | Maria Bernadette Porto | PDF
- FICÇÃO E REPRESENTAÇÃO DA REPÚBLICA DAS AMÉRICAS: Verissimo e Naipaul | Maria do Espirito Santo Rosa Cavalcante | PDF
- LA PRESENCIA DEL AFRODESCENDIENTE EN EL CARIBE COLOMBIANO: historiografia y arte | Martha Sofia Lizcano, Danny Gonzalez Cueto | PDF
- IN SEARCH OF A METAPHOR: the hybridization and recontextualization of the capoeira microcosm | Ted Biggs | PDF
- O TEATRO NEGRO CARIBENHO: a sombra de si mesmo | Julio Moracén Naranjo
- OGUM, ORFEU E ANASTÁCIA: a Escola de Música e Dança Didá | Manuela Borges
- OLODUM: cosmopolitismo híbrido | Adriana Fernandes
- A BOEMIA E A BARBÁRIE: representações sobre a cultura creole de New Orleans (EUA) no século XX | Danilo Rabelo
- VIDA DE ARTISTA: imagens fugidias | Ivany Câmara Neiva
Resenha
- AGUAITA EM REVISTA | Dernival Venancio Ramos Junior
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 04, n. 08, jan./jun. 2004.
Editorial. | Danilo Rabelo | PDF
Artigos
- EL CARNAVAL AFRO-BRASILEÑO EN SALVADOR DE BAHIA: patrimonio de la cultura brasileña | Joseania Miranda Freitas
- REDES RIZOMÁTICAS: articulações sócio-geográficas no Caribe Ocidental | Wolf Dietrich Sahr | PDF
- O INDIVIDUO E A REVOLUÇÃO EM CUBA | Lima Maria Brandão de Aras, Cleide de Lima Chaves | PDF
- FRONTEIRAS IMAGINÁRIAS, FRONTEIRAS INSULARES: José Lezama Lima e a expressão poética em cubana | Vilma de Lurdes da Fonseca
- A FÉ E A FRONTEIRA NA REGIÃO AMAZÔNICO-CARIBENHA: uma análise a partir do diário de Padre Samuel Fritz | Eduardo Gusmão de Guadros
Resenha
- O AMERICANISMO UNIVERSALISTA DE JOSÉ MARTÍ | Marcio Antonio de Santana
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 04, n. 07, jul./dez. 2003.
Editorial. | Eugenio Rezendo de Carvalho, Marcio Antonio de Santana, Dernival Venancio Ramos Junior
Artigos
- LIBERDAD, RAZA E NACIÓN EM CUBA: llenando espacios, rompiendo silencios y tocando los sentidos de la historiografia | Jorge L. Giovannetti
- CARNIVAL AND THE ORISHAS: the impact of African belief systems on the calypso an masquerade of Trinidad Carnival | Rawle Gibbons
- NAÇÃO, IDENTIDADE E TERRAS INDÍGENAS NO BRASIL SETENTRIONAL | Vitor Hugo
- CRUZANDO FRONTEIRAS: trajetórias de haitianos em Santo Domingo | Renata de Melo Rosa
- Resenha
- MELLA: una historia em la política mexico-cubana | Fernando Rosa Ribeiro
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 03, n. 06, jan./jun. 2003.
Editorial. | Kátia Cilene do Couto
Artigos
- MUJERES, PODER Y DEMOCRACIA: presidentas municipales em Oaxaca | Margarita Dalton Palomo
- LA IDENTIDAD CULTURAL CARIBEÑA DESDE LA PERSPECTIVA DE LAS MIGRACIONES INTERREGIONALES: el caso de migración laboral curasoleña a Cuba a princípios del siglo XX | Rose Mary Allen
- MERCADO DE TRABAJO ATLÁNTICO. INTERRELACIÓN DE LAS CULTURAS DEL TRABAJO ENTRE CANARIAS Y EL CARIBE | Miguel Suárez Bosa
- DISCURSO DE MARGINACIÓN HÍBRIDA: feminismo-abolicionismo en Sab | Brigida Pastor
- THE ARRIVANTS: a pathway towards reconnection | Gisele Giandoni Wolkoff
Resenha
- BLACK IMAGINATION AND THE MIDDLE PASSAGE | Danilo Rabelo
Documento
- EDITORIAL DO JORNAL “EN CUBA”, 05 DE AGOSTO DE 1951 | Rafael Saddi
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 03, n. 05, jul./dez. 2002.
Editorial. | Isabel Ibarra
Entrevista
- ENTREVISTA COM MORENO FRAGINALS | Olga Cabrera, Isabel Ibarra
Artigos
- CUBA (1898-1933): inimigración y región en la expansión azucarera | Abel Losada Alvarez | PDF
- OLAS MIGRATORIAS A LAS ISLAS VIRGENES ESTADOUNIDENSES | Dale T. Mathews | PDF
- DONDE ESTAN LAS MUJERES? MIGRACION Y REPRODUCCION CULTURAL DE LOS CANARIOS EN VENEZUELA | Carmen Ascanio Sanchez | PDF
- FRONTEIRAS ESTRATEGICAS: as Antilhas sob a ótica da diplomacia brasileira, 1947-1953 | Dinair Andrade da Silva | PDF
- AS RELAÇÕES BRASIL-VENEZUELA: 1994-2002 | Leandro Mendes Rocha
Documento
- COPIA DE LA CORRESPONDENCIA CAMBIADA ENTRE LA LEGACIÓN DE SU MAJESTAD BRITANICA EN LA HABANA Y LA SECRETARIA DE ESTADO DE LA REPLUBICA RELATIVA AL TRATO DE LOS INMIGRANTES JAMAIQUINOS | Katia Cilene do Couto
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 02, n. 04, jan./jun. 2002.
Editorial. | Leandro Mendes Rocha
Entrevista
- ERNESTO CARDENAL, “UN MUNDO NUEVO TOTAL: un amor en todos los sentidos” | Sonia Mereles Olivera
Artigos
- LAS POLÍTICAS MACROECONÓMICAS COMO MECANISMO DE AJUSTE, SUS EFECTOS EN LA ECONOMÍA CUBANA | Niurbis Vaillant Garbey, Clara González Madlum
- CUBA FRENTE A LA GLOBALIZACIÓN: retos del proyecto socialista caribeño en el umbral del siglo XXI | Mario González Arencibia
- AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS DO BRASIL COM O CARIBE | Gilberto Marcos Antônio Rodrigues
- EL CARIBE Y SUS VECINOS DE “TIERRA FIRME”. INTERESES NORTEAMERICANOS Y MEXICANOS EM LA REGIÓN | María del Rosario Rodríguez Díaz, Margarita Espinosa Blas
Resenha
- NOSSA AMÉRICA: a utopia de um novo mundo | Márcio Antônio de Santana | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 02, n. 03, jul./dez. 2001.
Editorial. | Olga Cabrera
Artigos
- EL UNIVERSO CERRADO Y LA ISLA: la obra dramática de Virgílio Piñera | Erika Mueller
- MODERNISMO EN JOSÉ MARTI: la búsqueda de una expresión propia hispanoamericana | Olga Cabrera
- DE LA COLONIALIDAD RACISTA DEL PODER A LA APARICIÓN DE SUJETOS HISTÓRICOS | Jorge Lora Cam
- ALGUNOS MITOS, ESTEREOTIPOS, REALIDADES Y RETOS DE LATINOAMÉRICA | Jose G. Vargas-Hernandez | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 01, n. 02, jan./jun. 2001.
Editorial. | Olga Cabrera
Artigos
- FRESA Y CHOCOLATE Y LA LEGITIMIDAD DE LA DIFERENCIA | Brigida Pastor
- LENGUAS QUE NARRAN HISTORIA: lenguas y culturas criollas en el Caribe | Emma Hoebens
- VISIONES HISTÓRICAS DEL CARIBE: entre la mirada imperial y las resistencias de los subalternos | Pedro L. San Miguel | PDF
- LA EXPLOTACION DEL CHICLE EN EL CIRCUNCARIBE SIGLO XIX Y XX | Claudio Vadillo Lopez | PDF
- LA CONSTRUCCION CRIOLLA DE UN ESPACIO CULTURAL EN LA NARRATIVA PUERTORRIQUENA: el caso de Manuel Alonso y Zeno Gandia | Maria Teresa Cortes Zavala
- MULTIPLICIDADE E MULTIDIMENSIONALIDADE NA HAVANA DE TRÊS TRISTES TIGRES, DE GUILHERMO CABRERA INFANTE | Luís Sergio Duarte da Silva | PDF
Revista Brasileira do Caribe. São Luís, v. 01, n. 01, ago./dez. 2000.
Editorial. | Olga Cabrera
Artigos
- EL GOLFO-CARIBE EM EL IMAGINARIO DE LOS CIRCULOS OFICIALES MEXICANOS | Laura Munoz Mata
- A RELAÇÃO HOMEM-NATUREA EM JOSÉ MARTÍ | Eugênio Rezende de Carvalho | PDF
- CARTHAGENE ET PUERTO BELLO, PORTS DE COMMERCE ET PLACES FORTES DE L’AMÉRIQUE ESPAGNOLE: les observations des voyageurs Jorge Juan et Antonio de Ulloa | Laurent Vidal | PDF
- AS INTERFERÊNCIAS CARIBENHAS NO COMERCIO ESPANHOL PARA O BRASIL | Sandra M. L. Brancato
- DO MERCOSUL AO CARIBE: quando o Brasil “se descobre americano” | Leandro Mendes Rocha | PDF
- GARCÍA MÁRQUEZ, ENTRE EL MAR Y LA CORDILLERA | Sara Almarza
- CUBA: el transito de la “Igualdad” a la desigualdade social | Isabel Ibarra Cabrera | PDF
Meridiano 47 | UnB | 2000
Meridiano 47 – Journal of Global Studies (Brasília, 2000-) é uma revista do Centro Estudos Globais da Universidade de Brasília dedicada a promover a reflexão, a pesquisa e o debate acadêmico sobre os temas da agenda internacional contemporânea.
Meridiano 47 publica artigos científicos cuja temática se situe na grande área de Relações Internacionais, e mais particularmente sobre Política Internacional, Política Externa, Economia Internacional, Instituições e Regimes Internacionais, História das Relações Internacionais e da Política Externa e sobre questões envolvendo áreas geográficas e países.
Periodicidade anual.
Acesso livre.
ISSN 1518-1219
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Topoi | UFRJ | 2000
Topoi – Revista de História (Rio de Janeiro, 2000-), publicação quadrimestral do Programa de Pós-graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem como objetivo central – desde seu primeiro número, em 2001 – estimular os debates acadêmicos através de artigos, entrevistas, resenhas e ensaios de crítica histórica.
Trazendo ao público resultados de pesquisas e reflexões em torno de campos disciplinares, períodos e temas históricos diversos, Topoi – Revista de História mantém sua vocação de pólo divulgador da produção historiográfica brasileira contemporânea. A partir de seu décimo sétimo número, em dezembro de 2008, Topoi – Revista de História, anteriormente impressa pela Editora 7Letras, passou a apresentar-se exclusivamente como revista eletrônica, baseada nos princípios do livre acesso.
Periodicidade quadrimestral.
Acesso livre.
ISSN 1518-3319 (Impressa)
ISSN 2237-101X (Online)
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História Unisinos | Unisinos | 2000
História Unisinos (São Leopoldo, 2000-) é um periódico científico do campo do conhecimento histórico sob responsabilidade editorial do Programa de Pós-Graduação em História, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos.
A revista publica textos resultantes de pesquisas avançadas, preferencialmente conectadas à área de concentração do Programa, a saber, Estudos Históricos Latino-Americanos. Seu conteúdo é de acesso livre, disponibilizado na internet, o que visa, ao mesmo tempo, a democratização do conhecimento produzido e ao atendimento de sua vocação para a internacionalização.
As origens da História Unisinos podem ser localizadas no ano de 1966, quando foi criado o periódico Estudos Leopoldenses, que circulou, ininterruptamente, até 1996. A partir de 1997, assumiu o nome de Estudos Leopoldenses – Série História, que vigorou até 1999. A atual denominação foi adotada a partir do ano 2000, sendo que, desde o ano de 2004, a revista pode ser acessada na web.
Periodicidade quadrimestral.
Acesso livre.
ISSN 2236-1782
Acesse resenhas [Coletar 2004-2008]
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Filosofía Práctica e Historia de las Ideas | INCIHUSA | 2000
¿Por qué Estudios – Filosofía Práctica e Historia de las Ideas? (Mendonza, 2000-) Decía Alberdi que en nuestras naciones la filosofía, si bien se nutría de las fuentes universales del saber, debía surgir de nuestras necesidades. Sin desmedro de la dimensión puramente teórica, Alberdi acentuaba la dimensión práctica del saber filosófico.
En estos días de vertiginosos cambios, fragmentaciones y perplejidades, se hace menester profundizar en la dimensión práctica de la filosofía. Al mismo tiempo se advierte la necesidad de una comprensión histórica que permita desentrañar las contradicciones de nuestro pasado y presente, abrir nuevas perspectivas para la interpretación de la actualidad, evaluar críticamente tradiciones culturales, iluminar las decisiones y orientar las acciones que se proyectan hacia el futuro. La publicación de ESTUDIOS de Filosofía Práctica e Historia de las Ideas contribuirá a la investigación seria y rigurosa sobre estas problemáticas, a su discusión y clarificación.
Esta publicación pretende, por una parte, ser un vehículo para la difusión y transferencia de la producción científica relativa a los estudios de Filosofía Práctica, Historia de las Ideas y disciplinas o problemáticas afines (estética, ética aplicada, ética social, estudios de género, estudios sobre la cultura, filosofía del derecho, filosofía moral, filosofía política, historia de las ideas latinoamericanas y del Caribe, historia de las ideas ibéricas, problemática de los derechos humanos, entre otras). Por otra parte, aspira a constituirse en un espacio de encuentro, diálogo, discusión, y análisis crítico de propuestas procedentes de todos los rincones del país, de América Latina y del mundo con la sola exigencia de la calidad científica y académica.
Periodicidade semestral.
Acesso livre
ISSN 1851-9490
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Social Studies | UA | 2000
Canadian Social Studies (2000 – ) is an indexed, refereed journal published quarterly on-line at the University of Alberta. It is a journal of comment and criticism on social education and publishes articles on curricular issues relating to history, geography, social sciences, and social studies.
Periodicidade semestral
Acesso livre
ISSN 1191-162X
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Caribe | UFMA | 2000
A Revista Brasileira do Caribe (São Luís, 2000-) tem como foco o estudo das culturas Afro-Americanas na sua relação com outras culturas e com suas matrizes africanas. A missão da revista está orientada pela compreensão da relação Brasil/Caribe.
É uma publicação do Grupo de Pesquisa de Estudos Caribenhos e do Programa de Pós-Graduação em História da UFMA.
Periodicidade semestral.
Acesso livre
ISSN 1984-6169 (Online)
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Maracanan | UERJ | 1999
Maracanan (Rio de Janeiro, 1999-) é a publicação científica editada pelo corpo docente do Programa de Pós-graduação em História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Periodicidade quadrimestral
Acesso livre
ISSN 1807-989X (Impresso)
ISSN 2359-0092 (Online)
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